Na quarta-feira passada, entediada de minha residência, convenci Muso de promovermos um agradável jantar em um japa bem gostoso. Após descobrirmos que a irmã de Muso estava se dirigindo ao Naga, decidimos nos juntar à sua turma. E é óbvio que, o que era para ser um civilizado jantar na companhia de amigos, transformou-se em uma esbórnia coletiva e terminou mal. Bem mal.
Como somos todos integrantes do grupo "animados do Brasil", digo que é muito difícil controlar os limites da noite. Essa história de sair "só para jantar", já caiu por terra há tempos e não sei porque acredito nela até hoje.
Sendo assim, durante o jantar, alguém ligou para outro alguém, e este alguém passou a informação de que haveria um camarote reservado em nosso nome na boite Heaven. Terminado o período gastronômico da noite, lá fomos para o raio do lugar.
Seria adequado dizer que tivemos o péssimo gosto de ir para o raio do lugar. Porque não é possível que alguém que goze de suas perfeitas faculdades mentais, ache viável a permanência em um lugar onde 90% dos presentes usem bonés como adorno de cabeça. Onde 90% dos presentes possuam idade inferior a 21 anos. Onde 90% dos presentes cantem animadamente todas as músicas putz putz que tocam enquanto uma fumaça branca sai, continuamente, de um tubo lateral. Onde o camarote se localiza nos fundos do recinto, dois lances de escada acima, e o único banheiro da casa encontra-se ao lado da porta de entrada, atravessando a pista, subindo a rampa, transpondo o rio, atrás da montanha, à direita.
Claro que, em determinado momento, entrei em síncope e abandonei o local. E juro pela terra vermelha de Tara, que jamais pisarei na Heaven novamente.
Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Don Vito Corleone
Meu pai é um senhor muito sério que não consome nenhum tipo de líquido cuja composição leve álcool. Vai saber de onde eu tirei tamanho gosto pela coisa, mas enfim.
Continuemos atentos ao fato de papai não consumir álcool. Certa noite, voltando de São Caetano, ele foi parado pela puliça. Motivo: blitz com bafômetros. Encostou o carro e aguardou para que o policial estabelecesse contato. Para quem não conhece meu pai, será difícil vizualizar a cena, mas vou descrever o ocorrido assim como ele me contou pelo telefone:
Filhinha, o papai estava dirigindo para casa, quando, entrando na Arapanés, um vagabundo com tempo livre mandou eu encostar o carro. O folgado veio até minha janela e disse: "Boa noite. Estamos realizando uma blitz e gostaria que o senhor, por favor, me acompanhasse para soprar o bafômetro."
Olha que folgado, isso é jeito de falar? "Gostaria que o senhor, por favor, me acompanhasse para soprar o bafômetro", folgado esse cafajeste, viu filha".
Já fiquei cabreiro com o moleque mas fui pra não criar confusão com polícia.
Sabe o que ele queria, esse mal educado? Que eu soprasse o bafômetro! Eu disse para ele que não ia enfiar minha boca naquela coisa nojenta, onde todos os bêbados da semana já haviam babado. Daí, ele me explicou que o que tinha lá, era um novo modelo de bafômetro, no qual eu não precisaria enconstar a boca, bastaria assoprar de longe. Olha que cara de pau! Isso é jeito de falar?
Fui até lá e soprei o bafômetro. Deu zero, né. Você sabe que o papai não bebe.
O engraçadinho olhou para mim e disse:
"- Muito obrigado, senhor. O senhor pode ir embora."
Obrigado, pode ir embora? Isso é jeito de falar, filha? Além de folgado, o moleque ainda era malcriado, só fui embora para não criar confusão, viu?"
Ou seja: é mafioso ou não, meu progenitor?
Continuemos atentos ao fato de papai não consumir álcool. Certa noite, voltando de São Caetano, ele foi parado pela puliça. Motivo: blitz com bafômetros. Encostou o carro e aguardou para que o policial estabelecesse contato. Para quem não conhece meu pai, será difícil vizualizar a cena, mas vou descrever o ocorrido assim como ele me contou pelo telefone:
Filhinha, o papai estava dirigindo para casa, quando, entrando na Arapanés, um vagabundo com tempo livre mandou eu encostar o carro. O folgado veio até minha janela e disse: "Boa noite. Estamos realizando uma blitz e gostaria que o senhor, por favor, me acompanhasse para soprar o bafômetro."
Olha que folgado, isso é jeito de falar? "Gostaria que o senhor, por favor, me acompanhasse para soprar o bafômetro", folgado esse cafajeste, viu filha".
Já fiquei cabreiro com o moleque mas fui pra não criar confusão com polícia.
Sabe o que ele queria, esse mal educado? Que eu soprasse o bafômetro! Eu disse para ele que não ia enfiar minha boca naquela coisa nojenta, onde todos os bêbados da semana já haviam babado. Daí, ele me explicou que o que tinha lá, era um novo modelo de bafômetro, no qual eu não precisaria enconstar a boca, bastaria assoprar de longe. Olha que cara de pau! Isso é jeito de falar?
Fui até lá e soprei o bafômetro. Deu zero, né. Você sabe que o papai não bebe.
O engraçadinho olhou para mim e disse:
"- Muito obrigado, senhor. O senhor pode ir embora."
Obrigado, pode ir embora? Isso é jeito de falar, filha? Além de folgado, o moleque ainda era malcriado, só fui embora para não criar confusão, viu?"
Ou seja: é mafioso ou não, meu progenitor?
A razão de minha blasfêmia
Devido à ausência de minha registradora por motivos de saúde, pedi socorro ao contador e este ordenou que eu instalasse o programa da Receita Federal para emissão online da porra da nota fiscal paulista.
Radiante por ter conseguido solucionar de maneira simples e prática o problema, quase não me contive de ansiedade aguardando o primeiro desocupado que demonstraria interesse pelo documento fiscal.
Após uma espera relativamente curta, eis que surge o respeitável comprador de 3 peças da promoção de 12 real. Diante da fortuna despendida em peças de vestuário, o distinto senhor achou por bem exigir sua nota fiscal paulista.
- "Sim, pois não! O senhor, por favor, me diga o número de seu cpf!"
E ouço o seguinte como resposta:
- "Olha, eu não costumo fornecer o número de meu cpf para qualquer pessoa....."
Depois, me perguntam porque certos eventos fazem com que eu perca a alegria de viver.
Radiante por ter conseguido solucionar de maneira simples e prática o problema, quase não me contive de ansiedade aguardando o primeiro desocupado que demonstraria interesse pelo documento fiscal.
Após uma espera relativamente curta, eis que surge o respeitável comprador de 3 peças da promoção de 12 real. Diante da fortuna despendida em peças de vestuário, o distinto senhor achou por bem exigir sua nota fiscal paulista.
- "Sim, pois não! O senhor, por favor, me diga o número de seu cpf!"
E ouço o seguinte como resposta:
- "Olha, eu não costumo fornecer o número de meu cpf para qualquer pessoa....."
Depois, me perguntam porque certos eventos fazem com que eu perca a alegria de viver.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Doa-se cliente
Velho criando confusão na loja, pois fora até lá fazer uma troca, mas não planejava pagar a diferença. Um clássico do comércio. Quem o atendia era Ana, uma vendedora que engoliu aquele apito de chamar maluco. E não consegue cuspi-lo.
Depois de muito reclamar, ameaçar, bradar que conhecia "seus direito", o filho da puta concordou em pagar a diferença mediante a um pequeno (enorme) abatimento no valor final.
Vocês ainda terão a oportunidade de me ver algemada na TV confessando um assassinato. E a Ana no mesmo camburão. E será em breve.
Dirigiu-se ao caixa, local onde insisto burramente em permanecer, JOGOU 6 real referentes à diferença entre as peças, os quais capturei no ar com habilidade ninja, e se pôs a falar:
"Zeroquarentaeoitonovecentosevinteduzentosecinquentatrintaesete."
Demorei alguns segundos para captar a mensagem e minha cara tomou, momentaneamente, a seguinte forma: "?".
Percebendo o fiapo de dúvida que me acometera, o velho disparou novamente, desta vez em elevado tom de voz:
"Zeroquarentaeoitonovecentosevinteduzentosecinquentatrintaesete!!"
Calmamente (porque estou fazendo o possível para manter a calma; se chegar ao fim do ano sem empalar alguém, estou apta a ir ao Tibet na condição de Lama), comecei a explicar que houve um grave problema com a impressora de minha máquina registradora, portanto a assistência técnica havia retirado o trambolho dois dias atrás, e no momento ela encontrava-se em um posto fiscal, único local autorizado a abrir objeto de tal natureza, para conserto - e o homem bufando.
E apresentei o comprovante. O comprovante que comprovava que a máquina que emitiria a porra da nota fiscal paulista estava QUEBRADA e CONSERTANDO - e o homem bufando.
Logo, não haveria possibilidade de materializar a nota naquele momento, mas ele deixaria o número de seu CPF - cuja numeração era compatível à dos documentos emitidos no Paleolítico - que, tão logo a registradora retornasse, eu enviaria a nota paulista para sua residência.
Ao que o velho me respondeu:
"Quer dizer que eu vou sair daqui assim? De mãos abanando?"
Neste momento, entrei para o grupo de risco do AVC. E a Ana emendou:
"Não, o senhor pode enfiá-las no bolso...."
Por isso que certas pessoas são contratadas.
Depois de muito reclamar, ameaçar, bradar que conhecia "seus direito", o filho da puta concordou em pagar a diferença mediante a um pequeno (enorme) abatimento no valor final.
Vocês ainda terão a oportunidade de me ver algemada na TV confessando um assassinato. E a Ana no mesmo camburão. E será em breve.
Dirigiu-se ao caixa, local onde insisto burramente em permanecer, JOGOU 6 real referentes à diferença entre as peças, os quais capturei no ar com habilidade ninja, e se pôs a falar:
"Zeroquarentaeoitonovecentosevinteduzentosecinquentatrintaesete."
Demorei alguns segundos para captar a mensagem e minha cara tomou, momentaneamente, a seguinte forma: "?".
Percebendo o fiapo de dúvida que me acometera, o velho disparou novamente, desta vez em elevado tom de voz:
"Zeroquarentaeoitonovecentosevinteduzentosecinquentatrintaesete!!"
Calmamente (porque estou fazendo o possível para manter a calma; se chegar ao fim do ano sem empalar alguém, estou apta a ir ao Tibet na condição de Lama), comecei a explicar que houve um grave problema com a impressora de minha máquina registradora, portanto a assistência técnica havia retirado o trambolho dois dias atrás, e no momento ela encontrava-se em um posto fiscal, único local autorizado a abrir objeto de tal natureza, para conserto - e o homem bufando.
E apresentei o comprovante. O comprovante que comprovava que a máquina que emitiria a porra da nota fiscal paulista estava QUEBRADA e CONSERTANDO - e o homem bufando.
Logo, não haveria possibilidade de materializar a nota naquele momento, mas ele deixaria o número de seu CPF - cuja numeração era compatível à dos documentos emitidos no Paleolítico - que, tão logo a registradora retornasse, eu enviaria a nota paulista para sua residência.
Ao que o velho me respondeu:
"Quer dizer que eu vou sair daqui assim? De mãos abanando?"
Neste momento, entrei para o grupo de risco do AVC. E a Ana emendou:
"Não, o senhor pode enfiá-las no bolso...."
Por isso que certas pessoas são contratadas.
Lições de vida
Encontrei a mãe da Vã, minha melhor amiga da infância, no meio da rua. Vã é linda, bem sucedida e muito, mas muito bem casada.
Quanta felicidade, que saudades, gritamos, nos abraçamos, pulamos e a fofoca teve início. Falamos mal de todos que conhecemos, comentamos antigas bizarrices, relembramos aniversários, casamentos, festas e tudo o que já vivemos juntas.
E veio a questão crucial, razão do tormento que habita a vida de todas as mães:
Tia: "E você, linda? Já casou?"
Minha pessoa: "Tá me estranhando, tia?"
Tia: "Graças a Deus! Estava morta de medo que você me desse outra resposta!"
Eu: "???????????????????????????????????????"
Tia: "Só não me invente de resolver se casar com um estrupício qualquer!"
Tentando tranquilizá-la, disse que não, não pretendia me casar com qualquer um. De onde ela havia tirado tal idéia?
E ela emendou: "Não seja incompetente como a Vã! Ela foi capaz de escolher, escolher e se casar com um judeu POBRE! Totalmente desprovida de talento, minha filha!"
- "Mas tia, ele não é pobre, eles possuem um belo montante em bens....."
- "Linda, ele é judeu! Ele poderia ser 100 vezes mais rico, veja o dinheiro que têm seus primos e irmãos!"
Creio que preciso prestar mais atenção aos pequenos detalhes...
Quanta felicidade, que saudades, gritamos, nos abraçamos, pulamos e a fofoca teve início. Falamos mal de todos que conhecemos, comentamos antigas bizarrices, relembramos aniversários, casamentos, festas e tudo o que já vivemos juntas.
E veio a questão crucial, razão do tormento que habita a vida de todas as mães:
Tia: "E você, linda? Já casou?"
Minha pessoa: "Tá me estranhando, tia?"
Tia: "Graças a Deus! Estava morta de medo que você me desse outra resposta!"
Eu: "???????????????????????????????????????"
Tia: "Só não me invente de resolver se casar com um estrupício qualquer!"
Tentando tranquilizá-la, disse que não, não pretendia me casar com qualquer um. De onde ela havia tirado tal idéia?
E ela emendou: "Não seja incompetente como a Vã! Ela foi capaz de escolher, escolher e se casar com um judeu POBRE! Totalmente desprovida de talento, minha filha!"
- "Mas tia, ele não é pobre, eles possuem um belo montante em bens....."
- "Linda, ele é judeu! Ele poderia ser 100 vezes mais rico, veja o dinheiro que têm seus primos e irmãos!"
Creio que preciso prestar mais atenção aos pequenos detalhes...
domingo, 24 de agosto de 2008
Pobrema insolúvel
Minha boca funciona da seguinte maneira:
Se houver frio, racha. Dois dias passados, tudo volta ao normal, mas se ocorrer melhora climática, isso faz com que haja novo rachamento da boca. E dois dias depois, tudo está curado. Aí, esfria novamente. E a porra da boca racha de novo. Quando voltamos ao calor, racha tudo por cima do rachado anterior.
Concluo que é necessária a contratação de um macumbeiro para me auxiliar nesta questão.
Se houver frio, racha. Dois dias passados, tudo volta ao normal, mas se ocorrer melhora climática, isso faz com que haja novo rachamento da boca. E dois dias depois, tudo está curado. Aí, esfria novamente. E a porra da boca racha de novo. Quando voltamos ao calor, racha tudo por cima do rachado anterior.
Concluo que é necessária a contratação de um macumbeiro para me auxiliar nesta questão.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Xaveco imbecil básico para iniciantes - Módulo I
Entre as tantas pessoas estranhíssimas que praticam exercícios físicos no mesmo recinto escolhido por mim para tal finalidade, há um imbecil especial. Único.
Já faz algum tempo que o mongol me importuna, mas agora, suas investidas estão chegando a níveis trágicos. Ele anda fazendo o possível para ser contemplado com uma agressão física.
A perseguição teve início quando, alguns meses atrás, este pateta me abordou nos corredores da musculação, com o seguinte texto:
- Oi, desculpe atrapalhar o seu treino, mas estou há dias querendo falar com você.......
- Hã.....
- Não me leve a mal, não quero ser inconveniente, gostaria de esclarecer que isto NÃO é uma investida......
- Ahã.......
- Mas eu tive um sonho muito especial, onde tive a oportunidade de ver sua aura, e sua cor é lilás.....
- Hã.......
- Isso é absolutamente incrível, você é uma pessoa muito iluminada, tem muita sorte em tudo o que faz.....
(Falou então. Se eu fosse iluminada e tivesse sorte o suficiente, tu acha que este pentelho estaria me............PENTELHANDO?)
- E eu preciso te dizer que algo muito bom, espetacularmente bom, está prestes a acontecer em sua vida....
- Hã........
- Por favor, não pense que sou maluco ou cara de pau. Meus guias estavam me cobrando esta conversa com você......
- Ahã.............
A partir deste momento, esse cretino passou a se referir a mim como "Iluminada".
"Oi Iluminada!", "Vai correr, Iluminada?", "Chegando agora, Iluminada?", "Para quê esta foice, Iluminada?"
E assim, passaram-se meses com este idiota enchendo meu santo saco.
Mas ontem, decidi que era hora de planejar seu desaparecimento. Estava sobre a esteira, correndo, esbaforida, arfando, quando o ser humano cola ao meu lado, plantado entre a esteira ocupada por mim e a da pessoa seguinte. Tumultuando.
- Posso te fazer duas perguntas?
- Hã..........
- Por quê, às vezes, me pego pensando em você??? Não responda! Você disse que eu poderia fazer duas perguntas!
- Ahã.......
- Por quê você é tão linda?
Mal terminou a frase, ouço: "HUUUAAAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!". A risada do cara ao lado, que me poupou de ser obrigada a vomitar na cara do debilóide, quando olhou para ele e disse:
"Meu filho, some daqui antes que todos os corredores se unam para te jogar janela abaixo".
"AAAAAEEEEEEWWWWWWWWW!!!!!" - grito coletivo envolvendo todos os presentes na plataforma de corrida.
Milagrosamente, enquanto pisquei os olhos, o babaca sumiu. E creio que, por estar devidamente ameaçado, não voltará a me importunar, pelo menos enquanto durar este ano.
Vitória.
Já faz algum tempo que o mongol me importuna, mas agora, suas investidas estão chegando a níveis trágicos. Ele anda fazendo o possível para ser contemplado com uma agressão física.
A perseguição teve início quando, alguns meses atrás, este pateta me abordou nos corredores da musculação, com o seguinte texto:
- Oi, desculpe atrapalhar o seu treino, mas estou há dias querendo falar com você.......
- Hã.....
- Não me leve a mal, não quero ser inconveniente, gostaria de esclarecer que isto NÃO é uma investida......
- Ahã.......
- Mas eu tive um sonho muito especial, onde tive a oportunidade de ver sua aura, e sua cor é lilás.....
- Hã.......
- Isso é absolutamente incrível, você é uma pessoa muito iluminada, tem muita sorte em tudo o que faz.....
(Falou então. Se eu fosse iluminada e tivesse sorte o suficiente, tu acha que este pentelho estaria me............PENTELHANDO?)
- E eu preciso te dizer que algo muito bom, espetacularmente bom, está prestes a acontecer em sua vida....
- Hã........
- Por favor, não pense que sou maluco ou cara de pau. Meus guias estavam me cobrando esta conversa com você......
- Ahã.............
A partir deste momento, esse cretino passou a se referir a mim como "Iluminada".
"Oi Iluminada!", "Vai correr, Iluminada?", "Chegando agora, Iluminada?", "Para quê esta foice, Iluminada?"
E assim, passaram-se meses com este idiota enchendo meu santo saco.
Mas ontem, decidi que era hora de planejar seu desaparecimento. Estava sobre a esteira, correndo, esbaforida, arfando, quando o ser humano cola ao meu lado, plantado entre a esteira ocupada por mim e a da pessoa seguinte. Tumultuando.
- Posso te fazer duas perguntas?
- Hã..........
- Por quê, às vezes, me pego pensando em você??? Não responda! Você disse que eu poderia fazer duas perguntas!
- Ahã.......
- Por quê você é tão linda?
Mal terminou a frase, ouço: "HUUUAAAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!". A risada do cara ao lado, que me poupou de ser obrigada a vomitar na cara do debilóide, quando olhou para ele e disse:
"Meu filho, some daqui antes que todos os corredores se unam para te jogar janela abaixo".
"AAAAAEEEEEEWWWWWWWWW!!!!!" - grito coletivo envolvendo todos os presentes na plataforma de corrida.
Milagrosamente, enquanto pisquei os olhos, o babaca sumiu. E creio que, por estar devidamente ameaçado, não voltará a me importunar, pelo menos enquanto durar este ano.
Vitória.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Na cama com Jurema
Sim, eu sei, isso é coisa de mãe babaca. Quem disse que nego minha condição?
O que me intriga é o fato de uma cachorra de 70 cm - se não contarmos o rabo - se estatelar em uma cama Queen e não sobrar porra alguma de espaço para mim, no caso, a proprietária do móvel.
Não tenho coragem de expulsá-la. Na pior das hipóteses, estou disposta a dormir no gramado.
"Estilo Arreganhada"
domingo, 17 de agosto de 2008
A vizinhança manifesta-se
Fazia tempo que não havia tumulto na tumba da vizinha aqui ao lado, a velha desgrenhada.
Hoje, porém, a família Adams resolveu mostrar serviço. Passei o dia inteiro jogada em casa, alternando posições entre a cadeira da piscina, o sofá da TV e minha cama, logo pude observar o movimento.
A questão é que, desde o meio dia, essa gente não pára de berrar. São berros humanos embalados por música ininterrupta. A casa dessa velha é a Apoteose, ceis não têm idéia. Tenho pra mim que a bateria completa chega em 20 minutos, DE ONDE SAIU ESSA GENTE, MEU DEUS? Nem sei se essa pergunta é pertinente, uma vez que estou quase convencida de que o problema sou eu. Eu atraio essas merda pra viver ao meu lado. Precisando de um padre exorcista, viu. Full time, tipo funcionário da casa.
Um detalhe importante, é frisar que, junto com os berros e a música, também temos crianças. Que delícia: crianças. Completando o inferno na Terra. Adoro criança, só que ao contrário, todos sabem, certo?.
E claro, onde há crianças, há ruído, zona, confusão. Eles estão brincando de Rocky Balboa e batucando. Parece que há pessoas sendo empurradas na piscina. Isso é uma gafieira. Mas na hora que começa a briga, sabe? É um risca faca com briga, isso. Pelo menos é o que meus ouvidos me dizem.
Em alguns minutos, este povo atingirá a marca de 10 horas de barulho contínuo na minha orelha. Devido à putaria, meus cães não páram de latir e estão quase se suicidando. Puro desespero, e eles não podem mandar ninguém ir TOMAR NO CU através do muro, vantagem restrita a mim, que no caso sei falar.
Para que isso não aconteça, planejo bater em retirada. Ou serei obrigada a...sei lá....jogar ovos no quintal? Boa? Muito batida?
Vou jantar na casa de Muso e espero não encontrar estes seres na ocasião de meu retorno ao lar. Chequei a geladeira e OVOS eu tenho. É que eu prefiro prepará-los scrambled a joga-los muro acima.
Enfim.
Hoje, porém, a família Adams resolveu mostrar serviço. Passei o dia inteiro jogada em casa, alternando posições entre a cadeira da piscina, o sofá da TV e minha cama, logo pude observar o movimento.
A questão é que, desde o meio dia, essa gente não pára de berrar. São berros humanos embalados por música ininterrupta. A casa dessa velha é a Apoteose, ceis não têm idéia. Tenho pra mim que a bateria completa chega em 20 minutos, DE ONDE SAIU ESSA GENTE, MEU DEUS? Nem sei se essa pergunta é pertinente, uma vez que estou quase convencida de que o problema sou eu. Eu atraio essas merda pra viver ao meu lado. Precisando de um padre exorcista, viu. Full time, tipo funcionário da casa.
Um detalhe importante, é frisar que, junto com os berros e a música, também temos crianças. Que delícia: crianças. Completando o inferno na Terra. Adoro criança, só que ao contrário, todos sabem, certo?.
E claro, onde há crianças, há ruído, zona, confusão. Eles estão brincando de Rocky Balboa e batucando. Parece que há pessoas sendo empurradas na piscina. Isso é uma gafieira. Mas na hora que começa a briga, sabe? É um risca faca com briga, isso. Pelo menos é o que meus ouvidos me dizem.
Em alguns minutos, este povo atingirá a marca de 10 horas de barulho contínuo na minha orelha. Devido à putaria, meus cães não páram de latir e estão quase se suicidando. Puro desespero, e eles não podem mandar ninguém ir TOMAR NO CU através do muro, vantagem restrita a mim, que no caso sei falar.
Para que isso não aconteça, planejo bater em retirada. Ou serei obrigada a...sei lá....jogar ovos no quintal? Boa? Muito batida?
Vou jantar na casa de Muso e espero não encontrar estes seres na ocasião de meu retorno ao lar. Chequei a geladeira e OVOS eu tenho. É que eu prefiro prepará-los scrambled a joga-los muro acima.
Enfim.
Baianos Pictures Presents.....
Meu querido irmão, Rodolfo, é casado com uma moça soteropolitana, Flora, que abandonou a Bahia para viver ao seu lado. O feliz casal reside em Ubatuba, porque o moleque, infinitamente mais esperto do que eu, decidiu que não estava preparado para abandonar o surf em prol do trabalho. Assim, ele é proprietário de próspero comércio no centro da cidade e frequenta a praia diariamente. Puta idéia, essa.
Como não são nada pacatos, os dois frequentam assiduamente São Paulo. E a família de Flora, espalhada pelo mundo, aderiu ao hábito. Portanto, minha residência vive em situação constante, a grande festa da baianada. Sempre que vêm de Ubatuba, trazem algum ente caído de pára-quedas na região.
Neste final de semana, quem apareceu foi Marcelinha, uma das primas de Flora. Uma louca varrida, habitante de Salvador. E coloca todo mundo para dentro do camarote 2222, na Barra. Conheci a doida em Caraíva, alguns verões atrás.
Na ocasião, havia uma pentelha entre nós. Uma pessoa que, sentada à beira do Rio Caraíva, só fazia reclamar. Mau-humor ambulante, um poço de chatice. Como ninguém estava nem aí para ela, a mala decidiu que ia ficar doente, para encher mais o saco dos bêbados na praia. E arranjou uma intoxicação que incluía suor frio, vômitos, pressão baixa, dor no corpo, cãibras, falta de ar, enxaqueca, tremedeira, dor na unha, língua áspera e por aí vai. A chata atingiu seu objetivo, já que Caraíva inteira se mobilizou para tentar descobrir a origem do mal. Rodinhas formavam-se na praia; donos de pousadas reuniam-se no Bar; nativos organizavam uma convenção no beco do Pará; Pataxós executavam danças sagradas em torno da fogueira; o Pajé já fora acionado. Seria intoxicação alimentar? Água contaminada? Picada de algum inseto exótico? Ebola? Macumba? Só se falava nisso, uma nação consternada.
Quando Marcelinha, de saco cheio daquela chacrinha, levanta-se, acende um cigarro e olhando fixamente para todos, diagnostica com desprezo:
"Réssaca. Isso aí é réééssaca." E abandona o ambiente.
Ataque de riso coletivo, nunca mais pensamos na moribunda. Que ficou o resto do verão trancada num quarto escuro. E parece que ela está oficialmente proibida de cruzar o rio em direção à Vila.
Como não são nada pacatos, os dois frequentam assiduamente São Paulo. E a família de Flora, espalhada pelo mundo, aderiu ao hábito. Portanto, minha residência vive em situação constante, a grande festa da baianada. Sempre que vêm de Ubatuba, trazem algum ente caído de pára-quedas na região.
Neste final de semana, quem apareceu foi Marcelinha, uma das primas de Flora. Uma louca varrida, habitante de Salvador. E coloca todo mundo para dentro do camarote 2222, na Barra. Conheci a doida em Caraíva, alguns verões atrás.
Na ocasião, havia uma pentelha entre nós. Uma pessoa que, sentada à beira do Rio Caraíva, só fazia reclamar. Mau-humor ambulante, um poço de chatice. Como ninguém estava nem aí para ela, a mala decidiu que ia ficar doente, para encher mais o saco dos bêbados na praia. E arranjou uma intoxicação que incluía suor frio, vômitos, pressão baixa, dor no corpo, cãibras, falta de ar, enxaqueca, tremedeira, dor na unha, língua áspera e por aí vai. A chata atingiu seu objetivo, já que Caraíva inteira se mobilizou para tentar descobrir a origem do mal. Rodinhas formavam-se na praia; donos de pousadas reuniam-se no Bar; nativos organizavam uma convenção no beco do Pará; Pataxós executavam danças sagradas em torno da fogueira; o Pajé já fora acionado. Seria intoxicação alimentar? Água contaminada? Picada de algum inseto exótico? Ebola? Macumba? Só se falava nisso, uma nação consternada.
Quando Marcelinha, de saco cheio daquela chacrinha, levanta-se, acende um cigarro e olhando fixamente para todos, diagnostica com desprezo:
"Réssaca. Isso aí é réééssaca." E abandona o ambiente.
Ataque de riso coletivo, nunca mais pensamos na moribunda. Que ficou o resto do verão trancada num quarto escuro. E parece que ela está oficialmente proibida de cruzar o rio em direção à Vila.
sábado, 16 de agosto de 2008
Cenas de um sábado
Hoje pela manhã, tomando o rumo da loja, duas coisas quase me fizeram bater com o carro.
Logo que deixei a residência, dirigindo meu automóvel por Moema, noto uma presença. Um homem, à pé, em meio à multidão da Rua Canário, caminhando e segurando a seguinte placa: "Estressado? Abrace-me!". Há comentários possíveis? O que leva um ser humano a tomar uma atitude desta espécie?
Após alguns minutos, já no perímetro abecedano, surge uma carreata arruinando com o trânsito local. Carreata em prol de certo candidato a vereador. Nome do desgraçado: JAZANIAS.
Dia nacional dos babacas? Bando de freaks, sai de mim!
Logo que deixei a residência, dirigindo meu automóvel por Moema, noto uma presença. Um homem, à pé, em meio à multidão da Rua Canário, caminhando e segurando a seguinte placa: "Estressado? Abrace-me!". Há comentários possíveis? O que leva um ser humano a tomar uma atitude desta espécie?
Após alguns minutos, já no perímetro abecedano, surge uma carreata arruinando com o trânsito local. Carreata em prol de certo candidato a vereador. Nome do desgraçado: JAZANIAS.
Dia nacional dos babacas? Bando de freaks, sai de mim!
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Gás tóxico
Pessoas pobres - incluo aqui todos aqueles que são obrigados a trabalhar para produzir dinheiro - submetem-se frequentemente a situações imbecis que poderiam ser evitadas com uma bela herança ou golpe e a garantia de permanência na piscina de casa durante o dia.
Não há quem saia ileso. Eu, por exemplo, tenho uma horda de clientes para me fritar o cérebro. O cadastro que todos possuem na loja será muito útil no dia em que botocarei minha cara. Vou cobrar um por um, já que não haveria necessidade da aplicação de tal produto sem a grande parcela de culpa destas pessoas.
Tive esta conversa recentemente, durante um jantar com saquê e minha amiga K. K detém importante cargo na diretoria de uma grande agência de internet e também não para de pensar em opções viáveis para um golpe do baú.
Além de herdar uma funcionária mal vestida, de cabelo sujo e que usa faixas de mau gosto na cabeça (certa manhã, a sujeita apareceu com uma faixa branca que cobria desde a testa até o cocoruto. K não se conteve e perguntou se ela havia quebrado a cabeça), eis o que acabara de acontecer com ela:
Surgiu um problema totalmente impróprio e K foi obrigada a levantar a bunda de sua cadeira e se dirigir à "tecnologia", área da empresa localizada em outro andar do edifício.
Chegando lá, reuniu a equipe à sua volta e deu início a uma breve reunião. Dois minutos após começar a falar, PRRRRRRRRRRRRR! O ser humano em frente.....peida. Na cara dela. Olhar de ódio lançado, prosseguiu a reunião. Mais 40 segundos e PRRRRRRRRRRRR!!!! Outra bufa. Nova encarada e K voltou a falar, já planejando como mandaria matar o cidadão. Mais 3 minutos de conversa, PRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!
Aos gritos: "Caralho, amigo! Você está passando bem??? O que você almoçou, hein??? Comeu merda e tomou mijo?? Porque eu acho que não te fez bem, não!! Precisa de um banheiro? Vamos que eu te levo!!!"
Catou o cara pelo braço e o conduziu, aos trancos, até o toilete masculino. E, claro, foi embora sem terminar o assunto, missão transferida ao trouxa mais próximo, por ela própria.
Não há quem saia ileso. Eu, por exemplo, tenho uma horda de clientes para me fritar o cérebro. O cadastro que todos possuem na loja será muito útil no dia em que botocarei minha cara. Vou cobrar um por um, já que não haveria necessidade da aplicação de tal produto sem a grande parcela de culpa destas pessoas.
Tive esta conversa recentemente, durante um jantar com saquê e minha amiga K. K detém importante cargo na diretoria de uma grande agência de internet e também não para de pensar em opções viáveis para um golpe do baú.
Além de herdar uma funcionária mal vestida, de cabelo sujo e que usa faixas de mau gosto na cabeça (certa manhã, a sujeita apareceu com uma faixa branca que cobria desde a testa até o cocoruto. K não se conteve e perguntou se ela havia quebrado a cabeça), eis o que acabara de acontecer com ela:
Surgiu um problema totalmente impróprio e K foi obrigada a levantar a bunda de sua cadeira e se dirigir à "tecnologia", área da empresa localizada em outro andar do edifício.
Chegando lá, reuniu a equipe à sua volta e deu início a uma breve reunião. Dois minutos após começar a falar, PRRRRRRRRRRRRR! O ser humano em frente.....peida. Na cara dela. Olhar de ódio lançado, prosseguiu a reunião. Mais 40 segundos e PRRRRRRRRRRRR!!!! Outra bufa. Nova encarada e K voltou a falar, já planejando como mandaria matar o cidadão. Mais 3 minutos de conversa, PRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!
Aos gritos: "Caralho, amigo! Você está passando bem??? O que você almoçou, hein??? Comeu merda e tomou mijo?? Porque eu acho que não te fez bem, não!! Precisa de um banheiro? Vamos que eu te levo!!!"
Catou o cara pelo braço e o conduziu, aos trancos, até o toilete masculino. E, claro, foi embora sem terminar o assunto, missão transferida ao trouxa mais próximo, por ela própria.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Porque, às vezes, torna-se impossível amar o próximo
Quarta-feira, 7 horas da manhã. Quando digo 7, são SETE, não são sete e meia, nem oito. SETE!
Só para efeito de esclarecimento, este é um horário com carcterísticas muito bem definidas na minha vida. Ou a) ainda não cheguei em casa e estou tomando uma cerveja em algum local suspeito; ou b) estou desacordada em minha linda cama, quase azulando devido à baixa potência de meus sinais vitais.
Hoje, especificamente, estava executando o item "b". Quando fui violentamente interrompida pelo toque insistente de meu telefone fixo diretamente em meu tímpano. Sem discernir o certo do errado, peguei o aparelho e grudei na orelha.
"Hhhhaaaaaloooohhhhh....." (voz cavernosa)
Do outro lado, um serelepe interlocutor: "Bom dia! É da 'Ypsilone Duplo Imobiliária'?"
"Nãããããooooooooo, cof cof coooooofffff......" (de dentro da tumba)
O idiota: "Eu gostaria de falar com o Sr. Ricardo!" (lépido e fagueiro)
"Bonitão, aqui não tem Ricardo nenhum, você ligou na minha casa....e são 7 horas da manhã!"
E o palhaço: "Senhora, independente do horário, aí não é o telefone 234-5678?"
ÓDIO SE MATERIALIZANDO
"É...Cooooooooffffffff" (tosse comprida)
Insistindo: "Aí é a Rua X, numero Y?"
"Éééé, PORRA!"
O cretino: "Pois então! É o telefone e endereço da 'Ypsilone Duplo'! O Ricardo está?"
"Nããão! Aqui é minha casa, não tem nenhuma bicha amiga sua chamada Ricardo e eu estou dormiiinnndoooo!"
Para finalizar: "Senhora, independente de você estar dormindo, poderia confirmar seu número de telefone novamente?"
Obviamente, após este pitoresco diálogo, meu feliz interlocutor foi orientado a fornecer gratuitamente seu ânus a um jegue e o telefone, devidamente arrancado da tomada.
Não dá vontade de descobrir onde esta pessoa mora e aterrorizar sua vida para sempre? Como num divertido e relaxante hobby? Será que este imbecilóide não pensa quão viável meu plano é? Tudo começaria através de simples identificação do número gravado no visor de meu aparelho telefônico...........
Só para efeito de esclarecimento, este é um horário com carcterísticas muito bem definidas na minha vida. Ou a) ainda não cheguei em casa e estou tomando uma cerveja em algum local suspeito; ou b) estou desacordada em minha linda cama, quase azulando devido à baixa potência de meus sinais vitais.
Hoje, especificamente, estava executando o item "b". Quando fui violentamente interrompida pelo toque insistente de meu telefone fixo diretamente em meu tímpano. Sem discernir o certo do errado, peguei o aparelho e grudei na orelha.
"Hhhhaaaaaloooohhhhh....." (voz cavernosa)
Do outro lado, um serelepe interlocutor: "Bom dia! É da 'Ypsilone Duplo Imobiliária'?"
"Nãããããooooooooo, cof cof coooooofffff......" (de dentro da tumba)
O idiota: "Eu gostaria de falar com o Sr. Ricardo!" (lépido e fagueiro)
"Bonitão, aqui não tem Ricardo nenhum, você ligou na minha casa....e são 7 horas da manhã!"
E o palhaço: "Senhora, independente do horário, aí não é o telefone 234-5678?"
ÓDIO SE MATERIALIZANDO
"É...Cooooooooffffffff" (tosse comprida)
Insistindo: "Aí é a Rua X, numero Y?"
"Éééé, PORRA!"
O cretino: "Pois então! É o telefone e endereço da 'Ypsilone Duplo'! O Ricardo está?"
"Nããão! Aqui é minha casa, não tem nenhuma bicha amiga sua chamada Ricardo e eu estou dormiiinnndoooo!"
Para finalizar: "Senhora, independente de você estar dormindo, poderia confirmar seu número de telefone novamente?"
Obviamente, após este pitoresco diálogo, meu feliz interlocutor foi orientado a fornecer gratuitamente seu ânus a um jegue e o telefone, devidamente arrancado da tomada.
Não dá vontade de descobrir onde esta pessoa mora e aterrorizar sua vida para sempre? Como num divertido e relaxante hobby? Será que este imbecilóide não pensa quão viável meu plano é? Tudo começaria através de simples identificação do número gravado no visor de meu aparelho telefônico...........
Acontecimentos cretinos
Há uma amiga, também integrante da turma dos excêntricos, que mantém um caso amoroso com um cidadão faz mais de 10 anos. Não posso nomear personagens, pois o sujeito em questão é um moço casado que corneia sua respectiva esposa.
O casal tem por tradição sediar seus encontros carnais no no Motel Astúrias. Também diz a tradição que, em dias de chuva, o teto da suíte deve ser aberto para que o fenômeno natural participe do evento. A cama é ignorada e eles desfrutam todo o período na piscina, sob a chuva. Não é necessário explicar que tais eventos ocorrem durante o horário comercial.
Houve recentemente uma destas incursões chuvosas ao motel. Após uma hora praticando sexo a céu aberto, o casal avista a seguinte placa afixada na parede:
"Srs. clientes,
Informamos que, devido à obra executada no prédio vizinho, a privacidade dos apartamentos equipados com teto retrátil está comprometida. Os andaimes localizados nos andares superiores dão acesso visual ao interior das suítes. Pedimos desculpas pelo transtorno. Estamos trabalhando para solucionar o problema.
A gerência."
Daí a explicação para os gritos e aplausos que vinham ouvindo desde o início.
O casal tem por tradição sediar seus encontros carnais no no Motel Astúrias. Também diz a tradição que, em dias de chuva, o teto da suíte deve ser aberto para que o fenômeno natural participe do evento. A cama é ignorada e eles desfrutam todo o período na piscina, sob a chuva. Não é necessário explicar que tais eventos ocorrem durante o horário comercial.
Houve recentemente uma destas incursões chuvosas ao motel. Após uma hora praticando sexo a céu aberto, o casal avista a seguinte placa afixada na parede:
"Srs. clientes,
Informamos que, devido à obra executada no prédio vizinho, a privacidade dos apartamentos equipados com teto retrátil está comprometida. Os andaimes localizados nos andares superiores dão acesso visual ao interior das suítes. Pedimos desculpas pelo transtorno. Estamos trabalhando para solucionar o problema.
A gerência."
Daí a explicação para os gritos e aplausos que vinham ouvindo desde o início.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
A Profecia
Preciso encontrar outro tipo de ocupação. Algo que anule as sequelas geradas por meu cotidiano.
Hoje à tarde, vejo uma mulher entrar na loja. Descabelada, suada, dizendo que não havia conseguido comprar presentes de Dia dos Pais para ninguém e precisava loucamente resolver este problema hoje. Exasperada.
Cheguei a comentar com uma das vendedoras: "essa aí toma algum psicotrópico. Ou não toma, mas deveria". A mulher era completamente nervosa e com tiques.
Foi neste momento que compreendi a origem de seu desequilíbrio mental. Logo atrás dela, avistei um moleque que, aos berros descontrolados, intercalava sua imitação de veículo automotor com gritos de "MÃE!!!!!". E foi pedalando um triciclo que este garoto adentrou o ambiente.
E desembestou corredor abaixo, manobrando a lhuca do triciclo, fazendo zigue-zagues entre as pilhas de camisas. Choque coletivo, todos colocaram uma cara estupefacta na fuça e grudaram o olhar no movimento, prevendo o pior.
O PIOR: No fundo da loja, muito próximo aos armários que abrigam a coleção de ternos tamanho extra, há um cinteiro em cujos ganchos dependuram-se centenas de cintos, claro. É um objeto grande, praticamente um totem de cintos, impossível de ser deslocado por apenas uma pessoa de boa vontade. Logo atrás, encostado no grande cinteiro há uma sequência de 10 pilhas de camisas em caixa, com altura variável entre 18 e 20 caixas.
Esta criança teve a capacidade de porrar seu triciclo contra o cinteiro, o que gerou uma segunda colisão, do cinteiro com as 200 camisas atrás dele. Após o barulho de explosão, incêndio e vidros estilhaçados, tudo veio abaixo. Sobre o menino. Que saiu dos escombros morrendo de rir e, assim, continuou a pilotar seu brinquedo pela loja.
Vai me dizer que esta pessoa não é Damien, o filho do Demônio?
Hoje à tarde, vejo uma mulher entrar na loja. Descabelada, suada, dizendo que não havia conseguido comprar presentes de Dia dos Pais para ninguém e precisava loucamente resolver este problema hoje. Exasperada.
Cheguei a comentar com uma das vendedoras: "essa aí toma algum psicotrópico. Ou não toma, mas deveria". A mulher era completamente nervosa e com tiques.
Foi neste momento que compreendi a origem de seu desequilíbrio mental. Logo atrás dela, avistei um moleque que, aos berros descontrolados, intercalava sua imitação de veículo automotor com gritos de "MÃE!!!!!". E foi pedalando um triciclo que este garoto adentrou o ambiente.
E desembestou corredor abaixo, manobrando a lhuca do triciclo, fazendo zigue-zagues entre as pilhas de camisas. Choque coletivo, todos colocaram uma cara estupefacta na fuça e grudaram o olhar no movimento, prevendo o pior.
O PIOR: No fundo da loja, muito próximo aos armários que abrigam a coleção de ternos tamanho extra, há um cinteiro em cujos ganchos dependuram-se centenas de cintos, claro. É um objeto grande, praticamente um totem de cintos, impossível de ser deslocado por apenas uma pessoa de boa vontade. Logo atrás, encostado no grande cinteiro há uma sequência de 10 pilhas de camisas em caixa, com altura variável entre 18 e 20 caixas.
Esta criança teve a capacidade de porrar seu triciclo contra o cinteiro, o que gerou uma segunda colisão, do cinteiro com as 200 camisas atrás dele. Após o barulho de explosão, incêndio e vidros estilhaçados, tudo veio abaixo. Sobre o menino. Que saiu dos escombros morrendo de rir e, assim, continuou a pilotar seu brinquedo pela loja.
Vai me dizer que esta pessoa não é Damien, o filho do Demônio?
domingo, 10 de agosto de 2008
Não vi, não quero ver e tenho raiva de quem viu
Hoje, alguma pessoa presente no almoço do meu pai me perguntou:
"E aííííí? Você viuuuuuu??? O Brasil na Olimpíada?"
Que raiva. Claro que não. Ontem à noite fiquei em casa, mas assisti uns filmes, America´s Next Top Model, algo sobre raios gama que nos fritarão em algum momento não definido, essas coisas que pessoas assistem na TV.
Porque não vejo vantagem nenhuma em presenciar o grande feito representado pela quebra do record mundial de arremesso de martelo. Atividade Viking e sem nenhuma utilidade prática. Quer fazer esporte? Vá correr, nadar, praticar bola ao cesto, seja normal.
Salto com vara. O que leva uma pessoa a desejar pegar uma vara, sair correndo e passar voando por cima de outra vara? Jogue tenis, desgraçado.
Graças a Deus alguns elementos já eram. Continuaremos obrigados a ver o pódio de salto à distância (outra imbecilidade que nunca compreendi), por exemplo, 17 vezes por dia, a cada intervalo comercial. Mas a pentelhação vem certamente em menor escala.
"E aííííí? Você viuuuuuu??? O Brasil na Olimpíada?"
Que raiva. Claro que não. Ontem à noite fiquei em casa, mas assisti uns filmes, America´s Next Top Model, algo sobre raios gama que nos fritarão em algum momento não definido, essas coisas que pessoas assistem na TV.
Porque não vejo vantagem nenhuma em presenciar o grande feito representado pela quebra do record mundial de arremesso de martelo. Atividade Viking e sem nenhuma utilidade prática. Quer fazer esporte? Vá correr, nadar, praticar bola ao cesto, seja normal.
Salto com vara. O que leva uma pessoa a desejar pegar uma vara, sair correndo e passar voando por cima de outra vara? Jogue tenis, desgraçado.
Graças a Deus alguns elementos já eram. Continuaremos obrigados a ver o pódio de salto à distância (outra imbecilidade que nunca compreendi), por exemplo, 17 vezes por dia, a cada intervalo comercial. Mas a pentelhação vem certamente em menor escala.
Baba
Hoje de manhã, Domingão de loja aberta vendendo até a mãe - ninguém no país compra presentes de véspera, esta é a verdade - e todos mega master ocupados no recinto comercial. Meu pai pega o telefone do balcão e diz:
"Vou cobrar meus presentes."
E passa os próximos 45 minutos com o aparelho colado na cara, na linha com todos que conhece, gritando sobre presentes que ainda não chegaram às suas mãos e rindo abobadamente. Idade mental: 7 anos.
Isso é uma pessoa que, realmente, possui invejável relacionamento com o trabalho.
"Vou cobrar meus presentes."
E passa os próximos 45 minutos com o aparelho colado na cara, na linha com todos que conhece, gritando sobre presentes que ainda não chegaram às suas mãos e rindo abobadamente. Idade mental: 7 anos.
Isso é uma pessoa que, realmente, possui invejável relacionamento com o trabalho.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Raindrops keep fallin´on my head
Na minha opinião, a coisa mais imprestável e inconveniente que existe na face terrestre é chuva.
Chuva atrapalha tudo, arruina seu esquema para qualquer tipo de ação. Sou fã dos períodos secos e poderia viver tranquilamente sem água caindo do céu por eras e eras.
E digo isso na qualidade de asmática dos infernos que sou. Prefiro Berotec na veia à vias alagadas e cabelo torto.
Deus, enquanto mestre e criador do universo, poderia ter optado por algo mais cômodo para abastecer de água o planeta.
Chuva atrapalha tudo, arruina seu esquema para qualquer tipo de ação. Sou fã dos períodos secos e poderia viver tranquilamente sem água caindo do céu por eras e eras.
E digo isso na qualidade de asmática dos infernos que sou. Prefiro Berotec na veia à vias alagadas e cabelo torto.
Deus, enquanto mestre e criador do universo, poderia ter optado por algo mais cômodo para abastecer de água o planeta.
Já que sou fã de Azambuja......
Em Quixeramobin (isto se localiza na Bahia, craro)....................
http://br.youtube.com/watch?v=96bA1haSmrk
http://br.youtube.com/watch?v=96bA1haSmrk
sábado, 2 de agosto de 2008
Queridos clientes
Na minha opinião, uma parcela das pessoas que sai de casa desejando comprar coisas em uma loja, está, na verdade, procurando confusão. Veja se é implicância minha ou se esta pessoa não tem, realmente, medo de morrer:
No mês de maio, MAIOOOOO, uma piranha foi à minha loja e comprou camisas para o corno de seu marido. Muito exigente, o palhaço não gostou das peças e os infelizes retornaram para fazer a troca. Já na loja, ele continuava em desagrado, nada lhe parecia bom, não havia ofertas suficientes para o reizinho. Nada, em uma loja de 250 m², onde se comercializa desde cuecas e meias, até ternos italianos. Passando pela linha completa de camisaria, jeans, bermudas, calças esportivas e sociais, camisetas, sapatos, blasers, jaquetas, tudo.
De saco cheio desse cara, dei meu cartão para o idiota com um vale. Como na loja não tinha "absolutamente nada", ele poderia voltar em algumas semanas para efetuar a troca. Valor do drama: R$190,00. Ainda por cima é pobre. Comprou uma porrada de coisas, tudo o que estava na promoção e não gastou nem 200 paus. Pobre.
Me esqueci da existência destes otários e a vida ia muito bem. Ia. Até que hoje, visualizo a dupla caminhando porta adentro. Foram gastar o vale. "Ótimo", pensei, "assim me livro para sempre".
Quanta ingenuidade........até parece que é facil se livrar de gente pé de chinelo que pensa que gasta pra cacete.
Estes dois alugaram uma das vendedoras por uma hora, em pleno sábado. Eu via a ira nos olhos da menina. Até que veio a bomba. Eles queriam o dinheiro de volta, porque, segundo a puta, na loja não havia nada que "prestasse".
Sim, uma mulher velha, gorda, feia, com um marido magrelo, feio e velho, proferiu tal comentário envolvendo meu estabelecimento.
Abri meu melhor sorriso e disse, transbordando compreensão, que sim, ela teria seu dinheiro de volta, mas que não podia subtrair este valor do caixa na hora, precisava antes fazer uma "ordem de saída". Gente burra nunca questiona burocracia fictícia, lição importante. Mandei voltar na terça (sabendo que nunca a mulher captaria a piada).
Meu plano consiste em fazer esse estrupício percorrer a distância de São Paulo a Manaus entre idas e vindas, na expectativa de reaver seu dinheiro. Quando me cansar, devolvo a quantia. Estou gastando R$190,00 para fazê-los de trouxas. É assim que me divirto.
No mês de maio, MAIOOOOO, uma piranha foi à minha loja e comprou camisas para o corno de seu marido. Muito exigente, o palhaço não gostou das peças e os infelizes retornaram para fazer a troca. Já na loja, ele continuava em desagrado, nada lhe parecia bom, não havia ofertas suficientes para o reizinho. Nada, em uma loja de 250 m², onde se comercializa desde cuecas e meias, até ternos italianos. Passando pela linha completa de camisaria, jeans, bermudas, calças esportivas e sociais, camisetas, sapatos, blasers, jaquetas, tudo.
De saco cheio desse cara, dei meu cartão para o idiota com um vale. Como na loja não tinha "absolutamente nada", ele poderia voltar em algumas semanas para efetuar a troca. Valor do drama: R$190,00. Ainda por cima é pobre. Comprou uma porrada de coisas, tudo o que estava na promoção e não gastou nem 200 paus. Pobre.
Me esqueci da existência destes otários e a vida ia muito bem. Ia. Até que hoje, visualizo a dupla caminhando porta adentro. Foram gastar o vale. "Ótimo", pensei, "assim me livro para sempre".
Quanta ingenuidade........até parece que é facil se livrar de gente pé de chinelo que pensa que gasta pra cacete.
Estes dois alugaram uma das vendedoras por uma hora, em pleno sábado. Eu via a ira nos olhos da menina. Até que veio a bomba. Eles queriam o dinheiro de volta, porque, segundo a puta, na loja não havia nada que "prestasse".
Sim, uma mulher velha, gorda, feia, com um marido magrelo, feio e velho, proferiu tal comentário envolvendo meu estabelecimento.
Abri meu melhor sorriso e disse, transbordando compreensão, que sim, ela teria seu dinheiro de volta, mas que não podia subtrair este valor do caixa na hora, precisava antes fazer uma "ordem de saída". Gente burra nunca questiona burocracia fictícia, lição importante. Mandei voltar na terça (sabendo que nunca a mulher captaria a piada).
Meu plano consiste em fazer esse estrupício percorrer a distância de São Paulo a Manaus entre idas e vindas, na expectativa de reaver seu dinheiro. Quando me cansar, devolvo a quantia. Estou gastando R$190,00 para fazê-los de trouxas. É assim que me divirto.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Foragidos
Comentei há poucos dias sobre minha incursão ao Hospital Sírio Libanês e a visita a Muso, que permanecia internado. Na verdade, minha intenção era apenas comentar sobre o fabuloso restaurante onde jantei na quinta-feira, mas achei apropriado contar a história completa sobre esta noite. Eis um breve histórico da situação:
Muso hospitalizou-se por livre e espontânea vontade. Primeiro, porque ele estava com diversos sintomas inadequados, como febre, dor de garganta, tosse, espirros, e já tentava curar-se há mais de 15 dias, sem sucesso. Segundo, porque ele é excêntrico e gente excêntrica pode fazer o que bem entender. Sempre. Assim, ele refletiu e concluiu que uma semaninha no Sírio viria muito a calhar.
Sua internação estava programada para começar na segunda-feira passada, como de fato ocorreu, e terminar ontem, sexta-feira.
Acontece que, se analisarmos a vasta lista de predicados de Muso, não encontraremos o item "pacato". E desde quarta-feira, o homem já estava demonstrando claros sinais de formiga na cadeira. E o que era previsto, tornou-se real.
Telefono ontem no final da tarde para saber sobre seu estado de saúde e ouço:
"Vou fugir do hospital, tá muito chato aqui"
E eu: "mas não há enfermeiros que entrarão em seu quarto para fornecer drogas?"
"Sim. Eles virão aplicar os antibióticos intra-venosos. Tenho que estar de volta antes da meia noite"
Eu de novo: "Mas estes antibióticos não são aplicados através da sonda espetada em sua mão esquerda?"
"Sim. Vou colocar um blaser"
??????????????????????????????????????????????????????????????????
Normal. A pessoa sai na rua com um tubo fincado na mão após sua fuga hospitalar e pensa que a solução para tudo isso se resume a um blaser. Acredito que ele desenvolveu este plano pensando em omitir a presença da grande seringa enfiada em sua veia.
Chegando ao restaurante, recebemos a surpreendente notícia de que não havia nenhuma mesa vaga. Óbvio. O tempo de espera já estava na casa dos 50 minutos. Tomado pelo pânico, Muso decidiu pedir socorro ao chef e proprietário do estabelecimento, que vem a ser seu amigo. Drama revelado, sentamos em 2 minutos e meio.
Contrariado por ter que tomar um suco ao invés de álcool, meu querido amigo jantou muitíssimo bem. Houve certa pressa, mas foi possível devolvê-lo a tempo para o hospital.
Muso hospitalizou-se por livre e espontânea vontade. Primeiro, porque ele estava com diversos sintomas inadequados, como febre, dor de garganta, tosse, espirros, e já tentava curar-se há mais de 15 dias, sem sucesso. Segundo, porque ele é excêntrico e gente excêntrica pode fazer o que bem entender. Sempre. Assim, ele refletiu e concluiu que uma semaninha no Sírio viria muito a calhar.
Sua internação estava programada para começar na segunda-feira passada, como de fato ocorreu, e terminar ontem, sexta-feira.
Acontece que, se analisarmos a vasta lista de predicados de Muso, não encontraremos o item "pacato". E desde quarta-feira, o homem já estava demonstrando claros sinais de formiga na cadeira. E o que era previsto, tornou-se real.
Telefono ontem no final da tarde para saber sobre seu estado de saúde e ouço:
"Vou fugir do hospital, tá muito chato aqui"
E eu: "mas não há enfermeiros que entrarão em seu quarto para fornecer drogas?"
"Sim. Eles virão aplicar os antibióticos intra-venosos. Tenho que estar de volta antes da meia noite"
Eu de novo: "Mas estes antibióticos não são aplicados através da sonda espetada em sua mão esquerda?"
"Sim. Vou colocar um blaser"
??????????????????????????????????????????????????????????????????
Normal. A pessoa sai na rua com um tubo fincado na mão após sua fuga hospitalar e pensa que a solução para tudo isso se resume a um blaser. Acredito que ele desenvolveu este plano pensando em omitir a presença da grande seringa enfiada em sua veia.
Chegando ao restaurante, recebemos a surpreendente notícia de que não havia nenhuma mesa vaga. Óbvio. O tempo de espera já estava na casa dos 50 minutos. Tomado pelo pânico, Muso decidiu pedir socorro ao chef e proprietário do estabelecimento, que vem a ser seu amigo. Drama revelado, sentamos em 2 minutos e meio.
Contrariado por ter que tomar um suco ao invés de álcool, meu querido amigo jantou muitíssimo bem. Houve certa pressa, mas foi possível devolvê-lo a tempo para o hospital.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Coruja
Gente que não dorme é foda. E me coloco aqui como um sofisticado exemplar da espécie. Creio que na outra encarnação fui uma daquelas pessoas insones, poetas e bêbadas, que morreram tuberculosas em Paris. Tossindo. Ou mordendo o pescoço de transeuntes, o que também é uma hipótese consistente. Dormindo das 6 da manhã às 6 da tarde em meu caixão.
O fato é que não me lembro de ter sentido sono e/ou vontade de dormir à noite. Nunca. Nem quando era uma pequena criança, criatura que, supostamente, dorme.
Todos aqueles que conheço já me aconselharam sobre truques infalíveis para um bom sono:
a) Tome um banho quente;
Será que esta pessoa pensa na probabilidade de eu NÃO tomar banho - quente ou frio - antes de dormir?
b) Tome um chá;
Eca. Como já dizia minha amiga Cacá, "só se for de vara!". Ou o Alê: "de Minhápica."
c) Leia um livro;
Foi assim que li Caim e Abel instantaneamente. Durante a noite, período em que deveria estar repousando. O plano deu errado.
d) Medite;
Tá me estranhando? Te conheço? Vê lá se eu tenho cara de neguinho que medita. Passe daqui com esta viadagem, caboclo.
e) Veja um filme;
Claro. Daí eu me interesso pelo filme, assisto até o final e, quando começar o próximo, também hei de assisti-lo............e assim sucessivamente. Idéia de merda.
f) Ligue a TV;
É o mesmo mecanismo do filme. TV não me dá sono, a programação, como um todo, me interessa. Inclusos Discovery e History Channel. Medalhão Persa e Programação IURD TAMBÉM. Principalmente se tiver um daqueles descarregos bem cascudos.
g) Tome um Lexotan;
Outra excelente idéia. Assim o mundo ganhará mais uma viciada em comprimidos nas próximas 24 horas. Ou a pessoa acha viável eu tomar UM Lexotan? Nunca mais nem sento no sofá sem a droga. Geint, tenho TENDÊNCIA, porra. Colaboraê. Não incentiva a toxicômana.
h) Tente acordar mais cedo para sentir sono mais facilmente à noite;
Dãããã. Jura? Quanta sagacidade. A coisa funciona da seguinte maneira: eu posso acordar às 5, às 4 e 30 da manhã. Vou passar o dia inteiro cansada (padrão) e assim que o sol baixar, plouft. Estarei devidamente desperta. Como se nada houvesse. Eu gosto de passar a noite acordada. Adoro. Mais que Polpetone do Jardim di Napoli. Mais que o tal chá lá que o Alê me ensinou. Sacou, mano?
Desta forma, permaneço acordada, fazendo coisas estranhas e refletindo. Refletindo sobre quão boa dona de puteiro eu seria. Anfitriã 365 noites por ano.
O fato é que não me lembro de ter sentido sono e/ou vontade de dormir à noite. Nunca. Nem quando era uma pequena criança, criatura que, supostamente, dorme.
Todos aqueles que conheço já me aconselharam sobre truques infalíveis para um bom sono:
a) Tome um banho quente;
Será que esta pessoa pensa na probabilidade de eu NÃO tomar banho - quente ou frio - antes de dormir?
b) Tome um chá;
Eca. Como já dizia minha amiga Cacá, "só se for de vara!". Ou o Alê: "de Minhápica."
c) Leia um livro;
Foi assim que li Caim e Abel instantaneamente. Durante a noite, período em que deveria estar repousando. O plano deu errado.
d) Medite;
Tá me estranhando? Te conheço? Vê lá se eu tenho cara de neguinho que medita. Passe daqui com esta viadagem, caboclo.
e) Veja um filme;
Claro. Daí eu me interesso pelo filme, assisto até o final e, quando começar o próximo, também hei de assisti-lo............e assim sucessivamente. Idéia de merda.
f) Ligue a TV;
É o mesmo mecanismo do filme. TV não me dá sono, a programação, como um todo, me interessa. Inclusos Discovery e History Channel. Medalhão Persa e Programação IURD TAMBÉM. Principalmente se tiver um daqueles descarregos bem cascudos.
g) Tome um Lexotan;
Outra excelente idéia. Assim o mundo ganhará mais uma viciada em comprimidos nas próximas 24 horas. Ou a pessoa acha viável eu tomar UM Lexotan? Nunca mais nem sento no sofá sem a droga. Geint, tenho TENDÊNCIA, porra. Colaboraê. Não incentiva a toxicômana.
h) Tente acordar mais cedo para sentir sono mais facilmente à noite;
Dãããã. Jura? Quanta sagacidade. A coisa funciona da seguinte maneira: eu posso acordar às 5, às 4 e 30 da manhã. Vou passar o dia inteiro cansada (padrão) e assim que o sol baixar, plouft. Estarei devidamente desperta. Como se nada houvesse. Eu gosto de passar a noite acordada. Adoro. Mais que Polpetone do Jardim di Napoli. Mais que o tal chá lá que o Alê me ensinou. Sacou, mano?
Desta forma, permaneço acordada, fazendo coisas estranhas e refletindo. Refletindo sobre quão boa dona de puteiro eu seria. Anfitriã 365 noites por ano.
Pimenta na vista de gente doida é colírio
Imagine uma pessoa culta, distinta, mãe de invejável família e extremamente bem conceituada na profissão. Assim é minha amiga Di.
Vamos ao ocorrido: Di reclama há semanas de sua vista. Acha que é excesso de tempo em frente ao computador, mas também pensa nos sintomas provavelmente gerados pelo ar seco da cidade. Não pára de se queixar. Tentou usar óculos para vista cansada, mas de nada adiantaram. Além dos olhos arderem MUITO, sua visão passou a piorar e ela enxergava menos a cada dia. Chegou a pedir bolinhos de arroz (apenas) em certo restaurante pois era o único item legível do menu.
Na tentativa de amenizar o problema, passou todo o período pingando colírio nos olhos, o que surtiu efeito contrário já que, toda vez que fazia uso do medicamento, a impressão que tinha era a de que haviam espremido um limão na sua cara. Em seguida, a vista embaçava novamente. Mistério. Di estava a ponto de marcar uma consulta oftalmológica.
Foi quando ela mostrou o colírio em questão. Nome: SORINE.
** Para quem não é viciado, eis uma breve descrição do rótulo da porra que ela estava pingando no olho:
SORINE - Solução Nasal. Uso Nasal.
Tão logo o "tratamento" foi interrompido, como por um milagre, Di voltou a gozar perfeitamente de suas faculdades visuais.
Não tenho nenhum tipo de comentário a proferir sobre o caso.
Vamos ao ocorrido: Di reclama há semanas de sua vista. Acha que é excesso de tempo em frente ao computador, mas também pensa nos sintomas provavelmente gerados pelo ar seco da cidade. Não pára de se queixar. Tentou usar óculos para vista cansada, mas de nada adiantaram. Além dos olhos arderem MUITO, sua visão passou a piorar e ela enxergava menos a cada dia. Chegou a pedir bolinhos de arroz (apenas) em certo restaurante pois era o único item legível do menu.
Na tentativa de amenizar o problema, passou todo o período pingando colírio nos olhos, o que surtiu efeito contrário já que, toda vez que fazia uso do medicamento, a impressão que tinha era a de que haviam espremido um limão na sua cara. Em seguida, a vista embaçava novamente. Mistério. Di estava a ponto de marcar uma consulta oftalmológica.
Foi quando ela mostrou o colírio em questão. Nome: SORINE.
** Para quem não é viciado, eis uma breve descrição do rótulo da porra que ela estava pingando no olho:
SORINE - Solução Nasal. Uso Nasal.
Tão logo o "tratamento" foi interrompido, como por um milagre, Di voltou a gozar perfeitamente de suas faculdades visuais.
Não tenho nenhum tipo de comentário a proferir sobre o caso.
Programação noturna eclética
Acabo de me retirar do Hospital Sírio Libanês. Muso foi parar lá devido a uma amidalite + mononucleose + saco cheio e hoje, achamos por bem visitá-lo para quebrar o tédio.
Porém, como não há ninguém morrendo, a coisa virou festa no apê (claro) e tomamos a sábia decisão de cair fora antes que Dr. Jafet acionasse a segurança.
Não sem antes adquirir itens gordurosos na Dulca local. A esteira programada para o período de "duas semanas" continua valendo.
Porém, como não há ninguém morrendo, a coisa virou festa no apê (claro) e tomamos a sábia decisão de cair fora antes que Dr. Jafet acionasse a segurança.
Não sem antes adquirir itens gordurosos na Dulca local. A esteira programada para o período de "duas semanas" continua valendo.
terça-feira, 29 de julho de 2008
Cheese Corvo
Saí da academia hoje a noite no melhor estilo tomate. Arrasada. Cara vermelhona, cabelo pra cima, enrolado num cocoricó no alto da cabeça. Coisa linda de se ver. 1 hora e meia de exercícios físicos. Mais a corrida. Um exemplo a ser seguido.
Chegando ao lar, tudo começou a perder o sentido. Um vácuo tomou conta do meu tronco e a fome que passei a sentir me deu a impressão de que minha boca havia se transformado em algo muito semelhante a um aspirador de pó, cujo compartimento de poeira estava localizado em meu estômago. Vazio total, seria capaz de comer o batente da porta naquele momento.
Como o mundo moderno é extremamente generoso para com os seres humanos, eis a solução prática que encontrei para o problema: peguei o telefone e, com meu dedo, apertei as teclas correspondentes ao número do Joakin's. Desejo: "um cheese salada egg com maionese à parte, onion rings e um milk shake de creme!"
E o Gênio da Lâmpada que me atendia na linha: "em 30 minutos estará em vossa residência, ama!"
Chegando ao lar, tudo começou a perder o sentido. Um vácuo tomou conta do meu tronco e a fome que passei a sentir me deu a impressão de que minha boca havia se transformado em algo muito semelhante a um aspirador de pó, cujo compartimento de poeira estava localizado em meu estômago. Vazio total, seria capaz de comer o batente da porta naquele momento.
Como o mundo moderno é extremamente generoso para com os seres humanos, eis a solução prática que encontrei para o problema: peguei o telefone e, com meu dedo, apertei as teclas correspondentes ao número do Joakin's. Desejo: "um cheese salada egg com maionese à parte, onion rings e um milk shake de creme!"
E o Gênio da Lâmpada que me atendia na linha: "em 30 minutos estará em vossa residência, ama!"
yummyyyy
Ou seja: sou obrigada a aceitar que hoje, fiz a famosa "Corrida Rumo à Banha".
Amanhã, programarei o tempo da esteira para "duas semanas".
O excesso de tempo dedicado à indolência neste dia de Segunda, me levou à criação de uma conta no twitter. Agora danou-se, sou oficialmente uma nerd.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Milagre
Muito raramente a vida consegue te provar que há compensações para certas situações impróprias que somos obrigados a enfrentar como, por exemplo, o fato de trabalhar diariamente no ABC.
Pois hoje a piedade divina se mostrou nítida, quando, ao acordar pela manhã sem a menor disposição para me mover, tive a lembrança:
FERIADO! Give me an F! Give me an E! Give me an RRRRR!!!!!!
Aniversário da cidade na segundona braba é pra me matar de emoção e felicidade.
Pois hoje a piedade divina se mostrou nítida, quando, ao acordar pela manhã sem a menor disposição para me mover, tive a lembrança:
FERIADO! Give me an F! Give me an E! Give me an RRRRR!!!!!!
Aniversário da cidade na segundona braba é pra me matar de emoção e felicidade.
domingo, 27 de julho de 2008
O fim de uma era
Ontem, ao ler a Veja, me deparei com uma declaração de Gretchen. Ela dizia que espera realmente ganhar as eleições e assumir a prefeitura de Itamaracá. Se eu morasse lá, estaria providenciando minha mudança. Mesmo que o único destino viável fosse a Zâmbia.
Mas a parte grave da coisa ainda estava por vir. Com o intuito de finalizar a merda da entrevista com esta velha desorientada, o reporter pergunta se o início de sua vida política significa o adeus à vida artística (hein?).
Ela responde que, sim, é um adeus. E que não fica triste, pois prefere sair agora que está no auge (hã??). Arremata dizendo que seus fãs (quem?) vão sentir saudades, mas precisam compreender.
Quero morrer.
Mas a parte grave da coisa ainda estava por vir. Com o intuito de finalizar a merda da entrevista com esta velha desorientada, o reporter pergunta se o início de sua vida política significa o adeus à vida artística (hein?).
Ela responde que, sim, é um adeus. E que não fica triste, pois prefere sair agora que está no auge (hã??). Arremata dizendo que seus fãs (quem?) vão sentir saudades, mas precisam compreender.
Quero morrer.
sábado, 26 de julho de 2008
Agente duplo
Descobri que uma das meninas que trabalham no café ao lado da loja de São Caetano é, na verdade, a maior muambeira de Victoria's Secret que o mundo já teve notícia.
Estava eu sentada no balcão do caixa, quando surge a ser humana na minha porta, carregando duas imensas malas. Devidamente preenchidas com toda sorte da mais fina mercadoria contrabandeada.
Seus conteúdos incluíam todos os perfumes, todos os cremes, todos os shampoos, necessaires, pijamas, camisolas, body splashes, calçolas, chaveiros, porta i-pods, espumas de banho, bolsas de praia, 340 cores de gloss....................quase morri.
Comprei tudo o que tinha. E o que não tinha, mandei trazer. Entrei em síncope.
Desnecessário comentar que, atualmente, sou uma mulher bem mais pobre, se compararmos o dinheiro que possuo no momento com aquele que havia em conta às 10 horas da manhã.
Desnecessário também, dizer que, se depender de mim, a cafeteira ganhará dinheiro suficiente para ser classificada como "arquimilionária".
Estava eu sentada no balcão do caixa, quando surge a ser humana na minha porta, carregando duas imensas malas. Devidamente preenchidas com toda sorte da mais fina mercadoria contrabandeada.
Seus conteúdos incluíam todos os perfumes, todos os cremes, todos os shampoos, necessaires, pijamas, camisolas, body splashes, calçolas, chaveiros, porta i-pods, espumas de banho, bolsas de praia, 340 cores de gloss....................quase morri.
Comprei tudo o que tinha. E o que não tinha, mandei trazer. Entrei em síncope.
Desnecessário comentar que, atualmente, sou uma mulher bem mais pobre, se compararmos o dinheiro que possuo no momento com aquele que havia em conta às 10 horas da manhã.
Desnecessário também, dizer que, se depender de mim, a cafeteira ganhará dinheiro suficiente para ser classificada como "arquimilionária".
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Post meigo
Porque sou sempre meiga quando se trata de cães. Qualquer cão. Pode ser o seu. Ou o da idiota da vizinha, o de alguém pentelho, os chatos, os bravos, os feios. Calculem a emoção e o amor que nutro pelos meus.
Esclarecida minha insanidade canina, é importante dizer que possuo 9 exemplares: 2 rottweilers (uma menina e um menino); um lhasa apso (importado de caraíva); um labrador mestiço e uma cocker mestiça (sim, são vira-latas, claro); e 4 vira-latas de verdade, daqueles vagabundos e legais paaaara caramba.
Um destes "viras" é o famoso Perninha. Já contei sua trajetória aqui mas, resumindo, ele é um cão perneta que morava na areia de Caraíva, criado lá sob nossa supervisão durante uns 6 anos e há 2 anos habita São Paulo. Colocamos o dog em um avião, qual a dúvida sobre este ponto?
Parêntese: não acordo nem a pau pela manhã, não ouço alarme, odeio acordar cedo, odeio o ar da manhã e todo esse papo planta de quem acorda em horários impróprios. Não trabalho em obra, certo? Claro que, como ainda não dei o golpe do baú, sou obrigada a sair da cama. Imaginem o mau humor. Eu classifico como "ódio puro e verdadeiro".
Ocorre que Perninha está fazendo um bem incrível para minha vida matinal, antes inexistente. Comprei duas bolinhas no japa do pet shop para mimá-lo ainda mais. Não o japa, o Perninha. E desde então, ele vem ao meu quarto diariamente, exatamente às 8 da manhã, trazendo uma das bolinhas. Senta ao lado da minha cama e diz:
"ow ow ow uuuuuu owow auuuu"
Sussurrando, sem latir, para me acordar. Seu objetivo é me fazer levantar para brincarmos de bolinha. Preciso dizer que passei a acordar sorrindo???
OOOOOHHHHHHHHHH!!!!!!!
Nota: não acho graça em porra nenhuma mais me acordando, sim? APENAS nos cachorros, entendido?
Esclarecida minha insanidade canina, é importante dizer que possuo 9 exemplares: 2 rottweilers (uma menina e um menino); um lhasa apso (importado de caraíva); um labrador mestiço e uma cocker mestiça (sim, são vira-latas, claro); e 4 vira-latas de verdade, daqueles vagabundos e legais paaaara caramba.
Um destes "viras" é o famoso Perninha. Já contei sua trajetória aqui mas, resumindo, ele é um cão perneta que morava na areia de Caraíva, criado lá sob nossa supervisão durante uns 6 anos e há 2 anos habita São Paulo. Colocamos o dog em um avião, qual a dúvida sobre este ponto?
Parêntese: não acordo nem a pau pela manhã, não ouço alarme, odeio acordar cedo, odeio o ar da manhã e todo esse papo planta de quem acorda em horários impróprios. Não trabalho em obra, certo? Claro que, como ainda não dei o golpe do baú, sou obrigada a sair da cama. Imaginem o mau humor. Eu classifico como "ódio puro e verdadeiro".
Ocorre que Perninha está fazendo um bem incrível para minha vida matinal, antes inexistente. Comprei duas bolinhas no japa do pet shop para mimá-lo ainda mais. Não o japa, o Perninha. E desde então, ele vem ao meu quarto diariamente, exatamente às 8 da manhã, trazendo uma das bolinhas. Senta ao lado da minha cama e diz:
"ow ow ow uuuuuu owow auuuu"
Sussurrando, sem latir, para me acordar. Seu objetivo é me fazer levantar para brincarmos de bolinha. Preciso dizer que passei a acordar sorrindo???
OOOOOHHHHHHHHHH!!!!!!!
Nota: não acho graça em porra nenhuma mais me acordando, sim? APENAS nos cachorros, entendido?
Vida atlética
Hoje, após 15 dias da mais pura e absoluta esbórnia, refleti, me inspirei e decidi voltar à academia.
Não tenho culpa que minha família e amigos são, todos, maus elementos. Nestas duas últimas semanas, houve uma junção simultânea de entes provenientes de outras cidades, estados, países, ou aqueles que estavam sumidos mesmo e decidiram ressurgir para me levar ao bar. Sim, eu disse que são todos péssimas companhias, a programação destes seres sempre envolve boemia. E eu, na euforia, fiz um esforço inenarrável para acompanhar a todos.
A conclusão disso tudo é muito simples: provavelmente, não caminharei amanhã. Pentear o cabelo e dirigir também será difícil por demais. É quase certo que, ao me levantar pela manhã, meu pescoço sofra uma torção que deixará sequelas por uns 3 ou 4 dias. Fora que será necessário um guindaste para me transportar ao segundo pavimento da firrrrma.
Isso que dá treinar arremesso de bituca por tão longo período. Acho de bom tom ingerir alguns comprimidos que garantam minha sobrevivência. Boa sorte.
Não tenho culpa que minha família e amigos são, todos, maus elementos. Nestas duas últimas semanas, houve uma junção simultânea de entes provenientes de outras cidades, estados, países, ou aqueles que estavam sumidos mesmo e decidiram ressurgir para me levar ao bar. Sim, eu disse que são todos péssimas companhias, a programação destes seres sempre envolve boemia. E eu, na euforia, fiz um esforço inenarrável para acompanhar a todos.
A conclusão disso tudo é muito simples: provavelmente, não caminharei amanhã. Pentear o cabelo e dirigir também será difícil por demais. É quase certo que, ao me levantar pela manhã, meu pescoço sofra uma torção que deixará sequelas por uns 3 ou 4 dias. Fora que será necessário um guindaste para me transportar ao segundo pavimento da firrrrma.
Isso que dá treinar arremesso de bituca por tão longo período. Acho de bom tom ingerir alguns comprimidos que garantam minha sobrevivência. Boa sorte.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Direto dos estúdios Mauricio de Souza.....
Estou eu, na porta da loja de São Caetano, quando uma Kombi daquelas com auto-falantes no teto encosta na entrada do meu estacionamento para clientes. Berrando, claro.
Antes que eu pudesse executar qualquer movimento agressivo para efetuar a retirada do veículo, 5 panfleteiras saem porta afora e caminham, sorrindo, em minha direção. MEDO.
Elas estavam ali para me entregar o material de campanha do candidato a vereador que concorre pela chapa do atual prefeito.
Nome do cretino: Chico Bento.
....................................................
É, no mínimo, ridículo.
Antes que eu pudesse executar qualquer movimento agressivo para efetuar a retirada do veículo, 5 panfleteiras saem porta afora e caminham, sorrindo, em minha direção. MEDO.
Elas estavam ali para me entregar o material de campanha do candidato a vereador que concorre pela chapa do atual prefeito.
Nome do cretino: Chico Bento.
....................................................
É, no mínimo, ridículo.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Leitura cultural
Eu, enquanto pessoa estranha que sou, tenho como um de meus hábitos pitorescos ler jornais antigos.
Às vezes, sei que algo naquele caderno específico pode vir a me interessar um dia. Estando desprovida de saco para lê-lo naquele instante, o que me resta?
Dobrar o bololô de papel e colocá-lo sobre a grande pilha que mantenho ao lado de minha mesa de trabalho. No chão, claro. Caso contrário já teria sido soterrada pela pirâmide.
Eis que hoje, decido ler as "Ilustradas" que sobraram da semana passada e dou de cara com a seguinte definição:
"Hipoglós: brilho labial para éguas"
Por Zé Simão.
Será possível que a mente de um ser possa realmente chegar a tal conclusão?
Às vezes, sei que algo naquele caderno específico pode vir a me interessar um dia. Estando desprovida de saco para lê-lo naquele instante, o que me resta?
Dobrar o bololô de papel e colocá-lo sobre a grande pilha que mantenho ao lado de minha mesa de trabalho. No chão, claro. Caso contrário já teria sido soterrada pela pirâmide.
Eis que hoje, decido ler as "Ilustradas" que sobraram da semana passada e dou de cara com a seguinte definição:
"Hipoglós: brilho labial para éguas"
Por Zé Simão.
Será possível que a mente de um ser possa realmente chegar a tal conclusão?
Dica
Fazer o bem sem olhar a quem.
Assim defino o comportamento de meu querido leitor Bizzarro que, sensibilizado com a situação que enfrentei em relação à invasão de meu jardim por uma Testemunha de Jeová cujo objetivo seria minha conversão, me deu este toque solidário:
http://www.uberreview.com/2008/07/garden-zombie-should-keep-away-zealots-and-salespeople-alike.htm
89 dolarrrr??? Tô dentro, não é um mimo?
Assim defino o comportamento de meu querido leitor Bizzarro que, sensibilizado com a situação que enfrentei em relação à invasão de meu jardim por uma Testemunha de Jeová cujo objetivo seria minha conversão, me deu este toque solidário:
http://www.uberreview.com/2008/07/garden-zombie-should-keep-away-zealots-and-salespeople-alike.htm
89 dolarrrr??? Tô dentro, não é um mimo?
terça-feira, 15 de julho de 2008
Detalhe
É claro, que uma cliente espertalhona (redundância) possui a explicação para o aumento dos casos de viroses mortais e desconhecidas durante o inverno. É assim:
"Nós temos a péssima mania de lavar as roupas no final do inverno e guardá-las dentro de malas no fuuuundo do guarda-roupa ou até mesmo na garagem...."
NÓS QUEM, EXATAMENTE? Mala? Garagem? Oi?
"....e isto é errado porque, durante todo o ano, vírus e bactérias vão se acumulando entre nossas roupas......"
Vírus e bactérias? No meu armário? No seu, vaca! De onde essa gente tira isso? Deus Pai.
"......e quando as vestimos novamente, elas já estão contaminadas, por isso que pegamos estas doenças, entendeu?"
Não, não entendi. Lhufas, sua puta metida.
Ainda preciso comprar aquela zarabatana.
"Nós temos a péssima mania de lavar as roupas no final do inverno e guardá-las dentro de malas no fuuuundo do guarda-roupa ou até mesmo na garagem...."
NÓS QUEM, EXATAMENTE? Mala? Garagem? Oi?
"....e isto é errado porque, durante todo o ano, vírus e bactérias vão se acumulando entre nossas roupas......"
Vírus e bactérias? No meu armário? No seu, vaca! De onde essa gente tira isso? Deus Pai.
"......e quando as vestimos novamente, elas já estão contaminadas, por isso que pegamos estas doenças, entendeu?"
Não, não entendi. Lhufas, sua puta metida.
Ainda preciso comprar aquela zarabatana.
Tratamento de choque
Odeio inverno. O-DE-I-O. Odeio Campos do Jordão, odeio Monte Verde, odeio esqui na neve e odeio mais ainda quem sai caçando inverno durante as outras estações do ano. Este sentimento todo não se deve ao fato de eu ser uma fascista inflexível que não se adapta a variações. O meu problema é físico, grave e devo dizer que o frio me faz muito mal.
Além da asma, bronquite, rinite, sinusite e tosse que me perseguem durante o período, venho notando, desde o ano passado, um novo sintoma relacionado à estação. Não chamo de virose, porque acho esse papo de virose muito cafona e eu não sou mulher de ter VIROSE. Infelizmente tive que me adaptar à denominação, pois as pessoas me perguntam:
"O que você tem?"
E eu digo:
"Não sei, estou gorfando há dois dias, minha última refeição foi uma pizza margherita......estou passando mal sem motivo"
E a pessoa:
"É essa virose que está pegando todo mundo...."
Que BODE, virose é o seu cú. Mas vá lá.
Minha indignação vem do fato de essa merda de virose só me atacar no inverno. Passo meus verões na Bahia, jogada na beira do Rio Caraíva e lá, meu amigo......lá sim é um poço de virose. Sempre tem um desgraçado se desintegrando por conta da água da cidade. NUNCA, durante toda minha existência, tive um só dia de verão que incluísse vômito. Nem devido à ressaca braba que nos acompanha durante a temporada. Não sou disso.
O ponto é que estou há dois dias jogada numa cama, sem consumir água nem comida, por conta dessa moda. Cansei, pirei e decidi seguir o conselho de meu amigo Bruno: resolvi que estou bem. Simples assim.
Portanto, a partir de agora, passo a ignorar oficialmente meus sintomas e começo a calçar meus tênis de corrida. Sim, finjo não ter nada e vou correr.
Se eu sumir, será fácil constatar que meu procedimento de cura (o famoso "ou melhoro ou morro") não funcionou e provavelmente faleci.
IÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!
Além da asma, bronquite, rinite, sinusite e tosse que me perseguem durante o período, venho notando, desde o ano passado, um novo sintoma relacionado à estação. Não chamo de virose, porque acho esse papo de virose muito cafona e eu não sou mulher de ter VIROSE. Infelizmente tive que me adaptar à denominação, pois as pessoas me perguntam:
"O que você tem?"
E eu digo:
"Não sei, estou gorfando há dois dias, minha última refeição foi uma pizza margherita......estou passando mal sem motivo"
E a pessoa:
"É essa virose que está pegando todo mundo...."
Que BODE, virose é o seu cú. Mas vá lá.
Minha indignação vem do fato de essa merda de virose só me atacar no inverno. Passo meus verões na Bahia, jogada na beira do Rio Caraíva e lá, meu amigo......lá sim é um poço de virose. Sempre tem um desgraçado se desintegrando por conta da água da cidade. NUNCA, durante toda minha existência, tive um só dia de verão que incluísse vômito. Nem devido à ressaca braba que nos acompanha durante a temporada. Não sou disso.
O ponto é que estou há dois dias jogada numa cama, sem consumir água nem comida, por conta dessa moda. Cansei, pirei e decidi seguir o conselho de meu amigo Bruno: resolvi que estou bem. Simples assim.
Portanto, a partir de agora, passo a ignorar oficialmente meus sintomas e começo a calçar meus tênis de corrida. Sim, finjo não ter nada e vou correr.
Se eu sumir, será fácil constatar que meu procedimento de cura (o famoso "ou melhoro ou morro") não funcionou e provavelmente faleci.
IÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!
Máximas - Siga o exemplo
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Aleluia irmão!
Cena: Eu, dentro da loja, sentada no meu canto, matando um pastel da feira e observando um dos vendedores que atendia uma crente maluca. Ela explicava que aquela calça era um presente para um irmão da igreja que não tinha condições de comprar roupas, e que quando eles descobrem que alguém precisa de ajuda todos se juntam pelo pobre, bla bla bla. Falando e me encarando.
Pacote feito, compra paga, ela foi embora?????? Claro que não. Atravessou a loja em direção à minha pessoa e mandou a pergunta que eu temia:
"E você??? Também é Evangélica??"
NÃO, grunhi.
"Mas vai ser. A gente vai conversar e você vai aceitar Deus no coração. Quando podemos combinar essa conversa?"
NUNCA, lati.
Era só o que me faltava.
Isso já havia acontecido comigo, quando um crente de outra espécie, cliente da loja da Lapa, veio me comunicar que o Senhor mandou uma mensagem para ele (importaaaaaante! Mensagem do Senhor, uia!) dizendo que a sua missão era salvar a minha alma e garantir a minha conversão. Para atingir seu objetivo, o método sugerido era simples e prático: bastaria eu me casar com ele.
Naturalmente, MANDEI o segurança da porta não mais permitir a entrada desse psico no meu estabelecimento.
Mas, grave mesmo, foi o caso da Testemunha de Jeová na porta da minha casa. Domingão, bati uma melancia inteira com vodka, coloquei este conteúdo em um copo e me estatelei na piscina.
É importante dizer que moro numa casa sem muro. O que separa a porta de entrada da calçada é apenas um jardim. Isso não me incomoda, pois realmente não creio que o Jason esteja me tocaiando. Antes fosse. Outro detalhe fundamental é o fato de, por iniciativa própria, eu não possuir campainha. Só entra aqui quem me avisar que está vindo. Puta idéia boa, essa minha.
Voltando: estou eu, me alcoolizando sob o sol, quando começo a ouvir umas porradas na porta. Não eram batidas toc toc, eram murros. Quase tive um treco e saí correndo para ver o que se passava, quem havia morrido. Abri a porta e, ali, dentro de minha propriedade privada, encontrava-se a Testemunha de Jeová, com uma bíblia na mão, orando aos berros. Obviamente, bati a porta na cara dela mas, antes de retornar ao meu ponto de origem, novos murros. Abri novamente a porta e ameacei a louca, dizendo que se ela não sumisse eu ia jogar um saco de pipoca sobre sua cabeça despenteada. E bati a porta novamente.
Ela começou a orar através da porta, gritando enlouquecidamente e dizendo que Jeová iria me salvar. Porquê que essas coisas acontecem comigo? Ela só foi embora quando abri a porta novamente, desta vez acompanhada de Lui, meu rottweiler assassino de 60 quilos e disse:
"Sai correndo que ele gosta de almoçar crente aos Domingos!"
E Adnaldo, meu guarda, rindo na calçada. Ninguém merece.
Pacote feito, compra paga, ela foi embora?????? Claro que não. Atravessou a loja em direção à minha pessoa e mandou a pergunta que eu temia:
"E você??? Também é Evangélica??"
NÃO, grunhi.
"Mas vai ser. A gente vai conversar e você vai aceitar Deus no coração. Quando podemos combinar essa conversa?"
NUNCA, lati.
Era só o que me faltava.
Isso já havia acontecido comigo, quando um crente de outra espécie, cliente da loja da Lapa, veio me comunicar que o Senhor mandou uma mensagem para ele (importaaaaaante! Mensagem do Senhor, uia!) dizendo que a sua missão era salvar a minha alma e garantir a minha conversão. Para atingir seu objetivo, o método sugerido era simples e prático: bastaria eu me casar com ele.
Naturalmente, MANDEI o segurança da porta não mais permitir a entrada desse psico no meu estabelecimento.
Mas, grave mesmo, foi o caso da Testemunha de Jeová na porta da minha casa. Domingão, bati uma melancia inteira com vodka, coloquei este conteúdo em um copo e me estatelei na piscina.
É importante dizer que moro numa casa sem muro. O que separa a porta de entrada da calçada é apenas um jardim. Isso não me incomoda, pois realmente não creio que o Jason esteja me tocaiando. Antes fosse. Outro detalhe fundamental é o fato de, por iniciativa própria, eu não possuir campainha. Só entra aqui quem me avisar que está vindo. Puta idéia boa, essa minha.
Voltando: estou eu, me alcoolizando sob o sol, quando começo a ouvir umas porradas na porta. Não eram batidas toc toc, eram murros. Quase tive um treco e saí correndo para ver o que se passava, quem havia morrido. Abri a porta e, ali, dentro de minha propriedade privada, encontrava-se a Testemunha de Jeová, com uma bíblia na mão, orando aos berros. Obviamente, bati a porta na cara dela mas, antes de retornar ao meu ponto de origem, novos murros. Abri novamente a porta e ameacei a louca, dizendo que se ela não sumisse eu ia jogar um saco de pipoca sobre sua cabeça despenteada. E bati a porta novamente.
Ela começou a orar através da porta, gritando enlouquecidamente e dizendo que Jeová iria me salvar. Porquê que essas coisas acontecem comigo? Ela só foi embora quando abri a porta novamente, desta vez acompanhada de Lui, meu rottweiler assassino de 60 quilos e disse:
"Sai correndo que ele gosta de almoçar crente aos Domingos!"
E Adnaldo, meu guarda, rindo na calçada. Ninguém merece.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Máximas
"MANSÃO. E desde quando esta palhaça tem mansão? Só se for o Corno Mansão do marido dela!"
(Nossa querida Magda, durante sua leitura cultural da semana, comentando o título de matéria da Caras que dizia: "Carla Perez mostra sua mansão em Salvador".)
E da boca de quem mais sairia tão divina conclusão?
(Nossa querida Magda, durante sua leitura cultural da semana, comentando o título de matéria da Caras que dizia: "Carla Perez mostra sua mansão em Salvador".)
E da boca de quem mais sairia tão divina conclusão?
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Puta merda, esqueci meu cigarro no bar
Um leitor não identificado do Mesa de Botequim reclamou que falo muitos palavrões. Será que ele também não fuma e nem bebe?
Óxente my god
Como de costume, meu prazo de validade Bahia expirou precocemente este ano também. Acabo de virar julho e já apresento sintomas incontroláveis de psicose.
Para piorar minha situação, ontem fui obrigada a passar a noite toda com uma infeliz, moradora de Trancoso, que não se cansava de enumerar as maravilhas diárias de sua vida baiana.
Será necessário fazer uso de calmantes para aguardar a chegada do dia em que subirei no avião que me transportará para Caraíva. Onde eu encalharei na areia e de onde só conseguirei me levantar com a ajuda de um guindaste.
Amém.
Para piorar minha situação, ontem fui obrigada a passar a noite toda com uma infeliz, moradora de Trancoso, que não se cansava de enumerar as maravilhas diárias de sua vida baiana.
Será necessário fazer uso de calmantes para aguardar a chegada do dia em que subirei no avião que me transportará para Caraíva. Onde eu encalharei na areia e de onde só conseguirei me levantar com a ajuda de um guindaste.
Amém.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Nada cai do céu, nem cairá á
Aviso colado no elevador do prédio onde reside minha irmã:
"Informamos às pessoas que circulam na garagem do térreo que evitem a área isolada. Algumas lajotas da fachada estão se desprendendo, podendo causar acidentes. Estamos providenciando os reparos.
Solicitamos ainda aos moradores dos apartamentos 11, 31, 51, 71, 91 e 111 que evitem sair na sacada. As lajotas prestes a caírem (sic) estão localizadas no 11° andar na posição do final 1.
Aos condôminos que utilizam a garagem do térreo, pedimos a gentileza de deixarem (sic) a chave do carro na recepção, caso seja necessário retirar algum veículo do local"
Ou seja: você está correndo o risco de tomar uma lajotada matinal no crânio ao abrir a varanda (PÁ!) e quem vem te avisar isso é o Azambuja?????
"Informamos às pessoas que circulam na garagem do térreo que evitem a área isolada. Algumas lajotas da fachada estão se desprendendo, podendo causar acidentes. Estamos providenciando os reparos.
Solicitamos ainda aos moradores dos apartamentos 11, 31, 51, 71, 91 e 111 que evitem sair na sacada. As lajotas prestes a caírem (sic) estão localizadas no 11° andar na posição do final 1.
Aos condôminos que utilizam a garagem do térreo, pedimos a gentileza de deixarem (sic) a chave do carro na recepção, caso seja necessário retirar algum veículo do local"
Ou seja: você está correndo o risco de tomar uma lajotada matinal no crânio ao abrir a varanda (PÁ!) e quem vem te avisar isso é o Azambuja?????
terça-feira, 1 de julho de 2008
I kill you!
Não sei se eu sou a única perdida para quem isto é novidade. Esta é minha última descoberta divertida e, acredito, os 10 minutos perdidos mais bem investidos dos últimos 2 dias. Esta conclusão pode ser apenas um sintoma de minha condição boba-alegre, claro.
Por algum motivo obscuro qualquer (não deve ser tão obscuro assim, creio eu), não consegui colocar o diabo do video aqui. Portanto, numa adaptaçãããnn, aí vai o link:
http://br.youtube.com/watch?v=9dsClG9fPs0
Por algum motivo obscuro qualquer (não deve ser tão obscuro assim, creio eu), não consegui colocar o diabo do video aqui. Portanto, numa adaptaçãããnn, aí vai o link:
http://br.youtube.com/watch?v=9dsClG9fPs0
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Copamar
Diariamente pergunto aos céus o que fiz de tão grave na vida para merecer os vizinhos que me cercam. Não é de hoje que o grupo de pessoas que me rodeia é composto por seres de comportamento indizível, mas, antigamente, eles vinham aos poucos. Agora, tenho uma horda de gente estranha habitando quase todas as casas que fazem fronteira física ou visual com meu lar.
Já havia comentado sobre o psicopata da obra. Mas, milagrosamente, foi apenas uma fase. Assim que a porra da reforma terminou, tudo voltou ao normal, nunca mais o vi, nem a nenhum integrante de sua família, o que me contenta por demais. A macumba funcionou. Ele mora na casa dele, eu na minha, nós NÃO nos conhecemos e sinceramente pretendo que as coisas permaneçam assim. Este comportamento está diretamente relacionado com o princípio "não quero mais amigo, já tenho amigo". Como ele já está há mais de 6 meses sem me pentelhar, ganhou o direito de um "oi tudo bem" caso eu venha a encontrá-lo no meio da rua.
À minha esquerda, está localizada a residência de um ser que, normalmente, também não importuna. Claro que não estou contabilizando a ocasião em que essa figura contratou o elenco de "O Massacre da Serra Elétrica" para fazer a poda de suas árvores. Durante 1 semana, obviamente dentro do período em que eu desfrutava minhas férias prolongadas, a impressão que eu tive foi de que havia 470 maníacos ali cortando coisas aleatoriamente. Das 7 da manhã às 7 da noite. Creio que não sobrou absolutamente nada naquela casa. Pensando bem......faz tempo que eu não vejo esses vizinhos.......bem......será? Calalio, devo ligar pra algum tipo de autoridade? Teriam eles virado strogonoff?
À minha direita, mora uma velha desgrenhada que possui um matagal no local originalmente planejado para abrigar seu jardim ou coisa do gênero. Tenho certeza de que em sua cozinha há potes com etiquetas identificando os seguintes produtos:
Asa de Morcego; Casca de Barata; Baba de Lacraia; Orelha de Ratazana; Pata de Aranha.
Os quais ela usa em poções confeccionadas em seu imenso caldeirão. E no porão, há uma jaula com duas criancinhas que ela está engordando com deliciosos doces para que fiquem suculentas quando forem assadas em seu forno.
Sério.
E a filha dela é igualzinha. Parecem duas LOUCAS descabeladas que dirigem um Corcel I todo enferrujado e um Del Rey dourado, mas daqueles que era dourado claro em cima e dourado escuro embaixo, manja? De onde elas tiraram essas merda? Confessar que eu to atrás da produção do "Hoarders" porque eu tenho certeza de que aquela casa renderá o melhor episódio da história do show. OU eu posso começar a produzir o "Hoarders Brasil", é uma, hein. Ligar pros colega da O2 amanhã cedo.
Logo em frente à minha casa, atravessando a rua, temos uma vaca com síndrome de CET. Ninguém, em momento algum, pode estacionar qualquer veículo na rua, sem ser molestado por esta puta. Quando digo "estacionar na rua", quero dizer estacionar na rua mesmo. Não em frente à garagem da sujeita, não sobre sua calçada, não passando com as 4 rodas da Silverado sobre seu canteiro. Simplesmente, ela não permite (!) que nenhuma pessoa estacione um automóvel ali, no meio fio, local que Deus criou especificamente para tal finalidade.
Vai cagar no mato, por favor. Obrigada.
Logo que eu me mudei, esta stronza apareceu na minha porta pedindo para que eu tirasse o carro da rua. Que se não houvesse espaço na minha garagem, que eu estacionasse em outro lugar. Juro que na hora não entendi (óbvio), disse "jóia!", virei as costas e entrei de volta em casa, ignorando solenemente a inconveniência daquela pessoa viva.
Foi só quando eu vi a cena se repetir que entendi a intenção deste ser. Olha que graça:
Minha irmã estava aqui e a corna veio tocar minha campainha. Procurava a dona do carro que estava na rua. Ele deveria ser retirado do lugar. Sem entender picas, Gabi foi lá e entrou na garagem. Conversa vai conversa vem e TCHARÃ: atinamos o ocorrido. Entramos em estado e choque e acho que devemos nos recuperar apenas após a Copa de 2014.
Se fosse um prédio, seria o Copamar, do título. Ou o Jambalaya, ainda mais atual.
Aceito sugestões sobre bons métodos para eliminar este bijou. Adianto que não aceito nada que não inclua tortura.
Beijos.
Já havia comentado sobre o psicopata da obra. Mas, milagrosamente, foi apenas uma fase. Assim que a porra da reforma terminou, tudo voltou ao normal, nunca mais o vi, nem a nenhum integrante de sua família, o que me contenta por demais. A macumba funcionou. Ele mora na casa dele, eu na minha, nós NÃO nos conhecemos e sinceramente pretendo que as coisas permaneçam assim. Este comportamento está diretamente relacionado com o princípio "não quero mais amigo, já tenho amigo". Como ele já está há mais de 6 meses sem me pentelhar, ganhou o direito de um "oi tudo bem" caso eu venha a encontrá-lo no meio da rua.
À minha esquerda, está localizada a residência de um ser que, normalmente, também não importuna. Claro que não estou contabilizando a ocasião em que essa figura contratou o elenco de "O Massacre da Serra Elétrica" para fazer a poda de suas árvores. Durante 1 semana, obviamente dentro do período em que eu desfrutava minhas férias prolongadas, a impressão que eu tive foi de que havia 470 maníacos ali cortando coisas aleatoriamente. Das 7 da manhã às 7 da noite. Creio que não sobrou absolutamente nada naquela casa. Pensando bem......faz tempo que eu não vejo esses vizinhos.......bem......será? Calalio, devo ligar pra algum tipo de autoridade? Teriam eles virado strogonoff?
À minha direita, mora uma velha desgrenhada que possui um matagal no local originalmente planejado para abrigar seu jardim ou coisa do gênero. Tenho certeza de que em sua cozinha há potes com etiquetas identificando os seguintes produtos:
Asa de Morcego; Casca de Barata; Baba de Lacraia; Orelha de Ratazana; Pata de Aranha.
Os quais ela usa em poções confeccionadas em seu imenso caldeirão. E no porão, há uma jaula com duas criancinhas que ela está engordando com deliciosos doces para que fiquem suculentas quando forem assadas em seu forno.
Sério.
E a filha dela é igualzinha. Parecem duas LOUCAS descabeladas que dirigem um Corcel I todo enferrujado e um Del Rey dourado, mas daqueles que era dourado claro em cima e dourado escuro embaixo, manja? De onde elas tiraram essas merda? Confessar que eu to atrás da produção do "Hoarders" porque eu tenho certeza de que aquela casa renderá o melhor episódio da história do show. OU eu posso começar a produzir o "Hoarders Brasil", é uma, hein. Ligar pros colega da O2 amanhã cedo.
Logo em frente à minha casa, atravessando a rua, temos uma vaca com síndrome de CET. Ninguém, em momento algum, pode estacionar qualquer veículo na rua, sem ser molestado por esta puta. Quando digo "estacionar na rua", quero dizer estacionar na rua mesmo. Não em frente à garagem da sujeita, não sobre sua calçada, não passando com as 4 rodas da Silverado sobre seu canteiro. Simplesmente, ela não permite (!) que nenhuma pessoa estacione um automóvel ali, no meio fio, local que Deus criou especificamente para tal finalidade.
Vai cagar no mato, por favor. Obrigada.
Logo que eu me mudei, esta stronza apareceu na minha porta pedindo para que eu tirasse o carro da rua. Que se não houvesse espaço na minha garagem, que eu estacionasse em outro lugar. Juro que na hora não entendi (óbvio), disse "jóia!", virei as costas e entrei de volta em casa, ignorando solenemente a inconveniência daquela pessoa viva.
Foi só quando eu vi a cena se repetir que entendi a intenção deste ser. Olha que graça:
Minha irmã estava aqui e a corna veio tocar minha campainha. Procurava a dona do carro que estava na rua. Ele deveria ser retirado do lugar. Sem entender picas, Gabi foi lá e entrou na garagem. Conversa vai conversa vem e TCHARÃ: atinamos o ocorrido. Entramos em estado e choque e acho que devemos nos recuperar apenas após a Copa de 2014.
Se fosse um prédio, seria o Copamar, do título. Ou o Jambalaya, ainda mais atual.
Aceito sugestões sobre bons métodos para eliminar este bijou. Adianto que não aceito nada que não inclua tortura.
Beijos.
domingo, 29 de junho de 2008
102
Quando você tem a oportunidade de passar o Domingo inteiro na companhia de adoráveis crianças que tomaram a sua casa, surge a questão:
"Alguém tem o telefone do Alexandre Nardoni?"
"Alguém tem o telefone do Alexandre Nardoni?"
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Mais um integrante perdido da família EINSTEIN
De acordo com um desocupado que estava comprando no meu estabelecimento hoje de manhã e resolveu (claro!) encostar no meu balcão para me importunar com imbecilidades diversas, eu deveria comer mais maçãs. COM casca.
Porque ele notou que eu passo muito tempo no celular (se ele trabalhasse ao invés de gastar sua energia pentelhando terceiros, talvez também precisasse fazer uso de tal artefato com mais frequência) e "todo mundo sabe" que telefones móveis emitem raios assassinos que causam câncer no cérebro. Atendeu, morreu.
E ele leu (gente burra tem mania de dizer que leu algum absurdo em algum lugar pra tentar dar uma de esperto, notem) que a casca da maçã possui uma enzima capaz de anular o efeito mortal da radiação que os celulares mandam direto para nossos cérebros.
?????????????????????????????????????
Ou seja, quem come maçã, COM CASCA, pode falar no celular, pois o câncer, não vai, seu cérebro arruinar. Bom slogan, não?
Agora me diga se um sujeito que aparece com uma conversa desse tipo sabe ler? É claro que este bobo misturou uma série de informações sobre assuntos soltos e sua mente lenta, no final, formou esta cena. E eu, a otária do balcão, como sempre, estava lá para ser a participante principal da conversa esdrúxula.
É claro, assim que o tio BrainTumor começou a se empolgar na explicação da "cura", usei minha velha tática: fingi ter ouvido meu celular tocar e saí com ele pendurado na orelha, saltitando com meu cérebro canceroso em direção à rua.
Eu não sou obrigada.
Porque ele notou que eu passo muito tempo no celular (se ele trabalhasse ao invés de gastar sua energia pentelhando terceiros, talvez também precisasse fazer uso de tal artefato com mais frequência) e "todo mundo sabe" que telefones móveis emitem raios assassinos que causam câncer no cérebro. Atendeu, morreu.
E ele leu (gente burra tem mania de dizer que leu algum absurdo em algum lugar pra tentar dar uma de esperto, notem) que a casca da maçã possui uma enzima capaz de anular o efeito mortal da radiação que os celulares mandam direto para nossos cérebros.
?????????????????????????????????????
Ou seja, quem come maçã, COM CASCA, pode falar no celular, pois o câncer, não vai, seu cérebro arruinar. Bom slogan, não?
Agora me diga se um sujeito que aparece com uma conversa desse tipo sabe ler? É claro que este bobo misturou uma série de informações sobre assuntos soltos e sua mente lenta, no final, formou esta cena. E eu, a otária do balcão, como sempre, estava lá para ser a participante principal da conversa esdrúxula.
É claro, assim que o tio BrainTumor começou a se empolgar na explicação da "cura", usei minha velha tática: fingi ter ouvido meu celular tocar e saí com ele pendurado na orelha, saltitando com meu cérebro canceroso em direção à rua.
Eu não sou obrigada.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Ponto de vista
Como já dizia uma bicha, grande amiga minha:
"Que Apracur que nada! Comigo, funciona é ABRACU!"
Isso é que eu chamo de "adaptar uma informação massificada a seus interesses pessoais".
"Que Apracur que nada! Comigo, funciona é ABRACU!"
Isso é que eu chamo de "adaptar uma informação massificada a seus interesses pessoais".
Apracur
Estabeleci que, a partir de agora, tenho exatas 24 horas para parar de espirrar. A atitude extrema e o curto prazo vieram com a constatação de que, caso isso não ocorra (o fim dos espirros), corro o sério risco de perder meu naso. Sim, ele vai cair, é uma questão de apenas 20 ou 30 espirros a mais.
Outra consequência será a explosão do meu cérebro. Porque o cérebro humano não aguenta esta quantidade e intensidade de espirros. Ele explode, eu sei.
Também é provável que este surto abafe meu coração. É o mesmo princípio da explosão do cérebro. O corpo, simplesmente, não suporta. O cérebro explode e o coração abafa.
Se nada disso acontecer, há ainda uma imensa possibilidade de que eu bata com o carro. Ou alguém já descobriu um método de dirigir e enxergar, simultaneamente, durante um ataque mortal de espirro?
Por hora, acredito que a melhor opção é me drogar e torcer pela eficiência prometida por todas as substâncias anti-gripais. As 15 que vou ingerir agora.
GIVE ME DRUUUUUGS!!!!!
Outra consequência será a explosão do meu cérebro. Porque o cérebro humano não aguenta esta quantidade e intensidade de espirros. Ele explode, eu sei.
Também é provável que este surto abafe meu coração. É o mesmo princípio da explosão do cérebro. O corpo, simplesmente, não suporta. O cérebro explode e o coração abafa.
Se nada disso acontecer, há ainda uma imensa possibilidade de que eu bata com o carro. Ou alguém já descobriu um método de dirigir e enxergar, simultaneamente, durante um ataque mortal de espirro?
Por hora, acredito que a melhor opção é me drogar e torcer pela eficiência prometida por todas as substâncias anti-gripais. As 15 que vou ingerir agora.
GIVE ME DRUUUUUGS!!!!!
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Jesus me chama´s Beach
Hoje, ao tentar adquirir conhecimentos úteis através da leitura da Folha de São Paulo, fiz uma terrível descoberta.
Atenção aos dizeres no topo da página:
"Itamambuca é o rio mais poluído do litoral norte"
(o rio Itamambuca é um rio, claro, que tem em Ubatuba e que desemboca na praia homônima).
Ótimo. Com isso, acabo de descobrir que UMA das DUAS praias que frequento assiduamente vai, provavelmente, me matar em curtíssimo espaço de tempo.
Logo abaixo:
"Quantidade de bactérias no local supera o índice do rio Tamanduateí (centro de SP)"
Ou seja: minha praia virou um poço de bosta e é mais contaminada que aquele treco que transborda toda vez que chuvisca em São Paulo, espalhando leptospirose entre os transeuntes.
Creio que devo dar um telefonema para meu querido irmão, cidadão Ubatubano. Ou corro o risco de dar de cara com um ser verde e torto, cujas sobrancelhas têm vida própria, na próxima vez em que encontrá-lo.
Atenção aos dizeres no topo da página:
"Itamambuca é o rio mais poluído do litoral norte"
(o rio Itamambuca é um rio, claro, que tem em Ubatuba e que desemboca na praia homônima).
Ótimo. Com isso, acabo de descobrir que UMA das DUAS praias que frequento assiduamente vai, provavelmente, me matar em curtíssimo espaço de tempo.
Logo abaixo:
"Quantidade de bactérias no local supera o índice do rio Tamanduateí (centro de SP)"
Ou seja: minha praia virou um poço de bosta e é mais contaminada que aquele treco que transborda toda vez que chuvisca em São Paulo, espalhando leptospirose entre os transeuntes.
Creio que devo dar um telefonema para meu querido irmão, cidadão Ubatubano. Ou corro o risco de dar de cara com um ser verde e torto, cujas sobrancelhas têm vida própria, na próxima vez em que encontrá-lo.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Utilidade Pública
" Enxugue bem a cintura depois do banho, pois o mosquito da dengue e febre amarela se reproduz em pneus molhados"
........................vem cá.....te conheço?????
........................vem cá.....te conheço?????
Como fazer amigos
Por Joel Silveira
"Oswald de Andrade era um moleque. Era um sujeito ruidoso, cheio de frases feitas, um vagabundo, nunca fez nada na vida"
"Mário de Andrade era insuportável, um viadão, vivia cercado de garotos. Devo ser a única pessoa do Brasil que nunca recebeu uma carta de Mário"
"Tenho horror à literatura de Jorge Amado. É de uma precariedade terrível. Tenho a impressão de que sabia por alto umas 47 palavras"
"Acho João Gilberto uma das 7 pragas do Egito - e do Brasil. Nada é tão chato quanto a Bossa Nova"
Joel Silveira, escritor e jornalista, falecido em 2007. Sempre foi esse doce, por isso seu apelido entre os íntimos era "A Víbora". Preciso dizer que sempre cultuei este senhor?
"Oswald de Andrade era um moleque. Era um sujeito ruidoso, cheio de frases feitas, um vagabundo, nunca fez nada na vida"
"Mário de Andrade era insuportável, um viadão, vivia cercado de garotos. Devo ser a única pessoa do Brasil que nunca recebeu uma carta de Mário"
"Tenho horror à literatura de Jorge Amado. É de uma precariedade terrível. Tenho a impressão de que sabia por alto umas 47 palavras"
"Acho João Gilberto uma das 7 pragas do Egito - e do Brasil. Nada é tão chato quanto a Bossa Nova"
Joel Silveira, escritor e jornalista, falecido em 2007. Sempre foi esse doce, por isso seu apelido entre os íntimos era "A Víbora". Preciso dizer que sempre cultuei este senhor?
O Pombal
Existe um edifício na rua Visconde da Luz, que vem se transformando em uma espécie de Triângulo das Bermudas dos meus amigos. E da minha família também.
Lá mora minha bela amiga K. Também moram lá meu primo Dudu, o Miguel, que eu conheço há uns 15 séculos, o ex de uma amiga, o irmão desse cara com a mulher, o Mendigo do Pãnico e assim sucessivamente. Ou seja, já deu pra notar que não é um bom lugar para se esconder, sim?
Agora, completando a farofa, quem está se mudando para o distinto residencial é minha linda irmã, aquele Gabiru.
Vou sugerir para que troquem o endereço convencional referente ao prédio para "ENCONTRO DA PUTADA".
Lá mora minha bela amiga K. Também moram lá meu primo Dudu, o Miguel, que eu conheço há uns 15 séculos, o ex de uma amiga, o irmão desse cara com a mulher, o Mendigo do Pãnico e assim sucessivamente. Ou seja, já deu pra notar que não é um bom lugar para se esconder, sim?
Agora, completando a farofa, quem está se mudando para o distinto residencial é minha linda irmã, aquele Gabiru.
Vou sugerir para que troquem o endereço convencional referente ao prédio para "ENCONTRO DA PUTADA".
Captei vossa mensagem
Incrível a capacidade dos profissionais da publicidade de traduzir, em uma só frase, todo um conceito.
Estava hoje, sentada, olhando para o teto, quando tive um estalo e compreendi tudo! Por favor, atenção:
"UNIBANCO. NEM PARECE BANCO"
Nem parece banco mesmo, essa porra.
Estava hoje, sentada, olhando para o teto, quando tive um estalo e compreendi tudo! Por favor, atenção:
"UNIBANCO. NEM PARECE BANCO"
Nem parece banco mesmo, essa porra.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Pânico na Zona Sul
Hoje, ao ler a Folha de São Paulo, atividade que executo diariamente com enorme felicidade, tive um colapso.
E nunca mais vou me recuperar.
QUESTÕES:
Seria real a informação de que Roberto Justus, o infeliz, está a lançar um CD??
Este CD seria composto de faixas musicais?
Esse sujeito multifacetado, além de fazer um brushing incrível, também CANTA?
O quê, puta que pariu?
RESPOSTAS:
Sim
Sim
Sim
Não consigo nem imaginar. Melhor assim.
Ele terá que, no mínimo, pagar o retoque da minha progressiva. Porque meu cabelo foi todo pro alto e não se desarrepiará sem a presença de produtos químicos. Pesados.
Sabe que, na hora, me lembro de ter lido onde seria o lançamento da obra. Me parece que a localização era até agradável. Mas o choque fez com que a informação fosse bloqueada por meu cérebro. Acredito que nunca mais terei acesso a ela. Será necessário um hipnotizador, talvez.
Este é um post totalmente sem consistência, mas não conseguiria seguir em paz carregando sozinha esta cruz. CVV já.
E nunca mais vou me recuperar.
QUESTÕES:
Seria real a informação de que Roberto Justus, o infeliz, está a lançar um CD??
Este CD seria composto de faixas musicais?
Esse sujeito multifacetado, além de fazer um brushing incrível, também CANTA?
O quê, puta que pariu?
RESPOSTAS:
Sim
Sim
Sim
Não consigo nem imaginar. Melhor assim.
Ele terá que, no mínimo, pagar o retoque da minha progressiva. Porque meu cabelo foi todo pro alto e não se desarrepiará sem a presença de produtos químicos. Pesados.
Sabe que, na hora, me lembro de ter lido onde seria o lançamento da obra. Me parece que a localização era até agradável. Mas o choque fez com que a informação fosse bloqueada por meu cérebro. Acredito que nunca mais terei acesso a ela. Será necessário um hipnotizador, talvez.
Este é um post totalmente sem consistência, mas não conseguiria seguir em paz carregando sozinha esta cruz. CVV já.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Executem-nos!!!
Já citei, aqui neste brog, o sentimento de ódio que nutro pelos meus clientes. Muitos dizem que sinto isso porque sou chata e difícil de se lidar. Isso é a mais pura verdade, mas vejam se, em algumas poucas vezes, a razão não mora ao meu lado:
Cena: cliente caquético foi fazer compras, ontem, na loja. Começou com a merda do discurso "só compro nesta loja e há mais de 50 anos...." e perguntou pelo "seu" Alberto. COMEÇOU MAL.
Respondi que "seu" Alberto, que vem a ser o fundador da empresa, fato que ocorreu em 1920 mais ou menos, não está nada bem, já que o véio é falecido há uns 15 anos. OK. Quer dizer, só compra aqui o cacete, tá querendo botar banca. Como não sabia do enterro do outro?
Separou uma porrada de coisas, pediu para calcular o desconto (ódio), o que fiz sobre o valor final. Desconfiado, Matusalém pediu que o fizesse sobre cada peça, separadamente. Obedeci. Ele não conseguiu entender como as operações resultaram em valores iguais. Depois de uns 45 minutos, o velho desistiu de discutir comigo e aceitou o valor final de R$180,00. Por pouco não pulei o balcão e arremessei o antigo casal na frente de um ônibus. Sim, a velha também estava presente, calculando preços errados e me atrapalhando bastante.
Após esta saga, eles pediram para reservar a mercadoria. Voltariam hoje para pagar e levar a porra das roupas. Nem sei porque comprar tanta coisa de uma vez. Daí, morre amanhã, e a velha vai querer devolver tudo para ter o dinheiro de volta, EU SEI. Enfim.....
Hoje a tarde reapareceram. Minha vendedora quase vomitou quando disseram que gostariam de escolher mais duas camisas para levar com o resto das compras. 20 horas depois, peças escolhidas, vamos pagar esta merda e sumir, certo?
ERRADO.
Total da conta: R$260,00. R$180 de ontem, COM DESCONTO, mais R$80, COM A PORRA DO DESCONTO, de hoje.
Velho: "mas porquê 260?"
Paula: "porque tu levou 180 ontem e mais 80 hoje. 260!"
Velha: "mas e o desconto?"
Paula: "Já dei o desconto. O valor das compras de ontem era R$200,00. A de hoje somou R$87,00, o que daria R$287,00. Estou cobrando R$260,00, 0 que significa que JÁ DEI O DESCONTO, PORRA!"
Velho: "qual o valor de cada peça?"
Velha: "vamos separar tudo e somar, assim não dá erro"
Paula: "Mas já somei, podem ver os valores aqui (mostrando a tela do computador onde são passados os códigos de barra). Há o total, R$287,00 e o valor cobrado, R$260,00. Estes R$27,00 são relativos ao desconto. Maior que 10%, o máximo permitido pela loja"
(Aviso em vermelho na tela dizendo "desconto maior que o autorizado" confirmando o que eu tentava, em vão, provar)
Velha: "Você, por acaso, está tentando se dar bem em cima da gente?"
Como diz o gênio da humanidade Marcelo Mansfield: "Eu prefiro ter um filho viado do que um filho velha!"
Velho: "Vamos pagar e em casa a gente confere pra ver se está certa mesmo essa conta que a menina fez. O Alberto sim, fazia desconto pra gente!"
Eu realmente cheguei à conclusão de que preciso manter uma foice ao meu alcance para resolver casos desta natureza. Tá com saudades do Alberto? Foice nele!
A primeira faz TCHAN, a segunda faz TCHUN e TCHANTCHANTCHANTCHAN!
Cena: cliente caquético foi fazer compras, ontem, na loja. Começou com a merda do discurso "só compro nesta loja e há mais de 50 anos...." e perguntou pelo "seu" Alberto. COMEÇOU MAL.
Respondi que "seu" Alberto, que vem a ser o fundador da empresa, fato que ocorreu em 1920 mais ou menos, não está nada bem, já que o véio é falecido há uns 15 anos. OK. Quer dizer, só compra aqui o cacete, tá querendo botar banca. Como não sabia do enterro do outro?
Separou uma porrada de coisas, pediu para calcular o desconto (ódio), o que fiz sobre o valor final. Desconfiado, Matusalém pediu que o fizesse sobre cada peça, separadamente. Obedeci. Ele não conseguiu entender como as operações resultaram em valores iguais. Depois de uns 45 minutos, o velho desistiu de discutir comigo e aceitou o valor final de R$180,00. Por pouco não pulei o balcão e arremessei o antigo casal na frente de um ônibus. Sim, a velha também estava presente, calculando preços errados e me atrapalhando bastante.
Após esta saga, eles pediram para reservar a mercadoria. Voltariam hoje para pagar e levar a porra das roupas. Nem sei porque comprar tanta coisa de uma vez. Daí, morre amanhã, e a velha vai querer devolver tudo para ter o dinheiro de volta, EU SEI. Enfim.....
Hoje a tarde reapareceram. Minha vendedora quase vomitou quando disseram que gostariam de escolher mais duas camisas para levar com o resto das compras. 20 horas depois, peças escolhidas, vamos pagar esta merda e sumir, certo?
ERRADO.
Total da conta: R$260,00. R$180 de ontem, COM DESCONTO, mais R$80, COM A PORRA DO DESCONTO, de hoje.
Velho: "mas porquê 260?"
Paula: "porque tu levou 180 ontem e mais 80 hoje. 260!"
Velha: "mas e o desconto?"
Paula: "Já dei o desconto. O valor das compras de ontem era R$200,00. A de hoje somou R$87,00, o que daria R$287,00. Estou cobrando R$260,00, 0 que significa que JÁ DEI O DESCONTO, PORRA!"
Velho: "qual o valor de cada peça?"
Velha: "vamos separar tudo e somar, assim não dá erro"
Paula: "Mas já somei, podem ver os valores aqui (mostrando a tela do computador onde são passados os códigos de barra). Há o total, R$287,00 e o valor cobrado, R$260,00. Estes R$27,00 são relativos ao desconto. Maior que 10%, o máximo permitido pela loja"
(Aviso em vermelho na tela dizendo "desconto maior que o autorizado" confirmando o que eu tentava, em vão, provar)
Velha: "Você, por acaso, está tentando se dar bem em cima da gente?"
Como diz o gênio da humanidade Marcelo Mansfield: "Eu prefiro ter um filho viado do que um filho velha!"
Velho: "Vamos pagar e em casa a gente confere pra ver se está certa mesmo essa conta que a menina fez. O Alberto sim, fazia desconto pra gente!"
Eu realmente cheguei à conclusão de que preciso manter uma foice ao meu alcance para resolver casos desta natureza. Tá com saudades do Alberto? Foice nele!
A primeira faz TCHAN, a segunda faz TCHUN e TCHANTCHANTCHANTCHAN!
Da série "Insanos do Brasil"
Há uma fulana indescritível na academia que frequento. Sua figura me choca já faz anos e hoje, saindo de lá, sua imagem foi a última que registrei, o que me deixou apavorada e realmente com muito medo de dormir no escuro de hoje para amanhã.
Ela aparenta ter uns 45 anos, o que não posso dizer com certeza, pois a mulher é tão louca, mas tão louca, que é quase impossível especificar qualquer coisa sobre ela. Muito bem. Seu guarda roupa fitness é composto de conjuntinhos sexy monocromáticos que incluem tops minúsculos e leggings de cintura baixa "cofre à mostra" abertas nas laterais. Vamos levar em conta o fato de seu físico fazer parte da categoria "obeso".
Ela tem uma cara bolachuda e vermelha de brinquedo assassino que eu realmente não sei se nasceu com ela ou se é resultado da piração que habita seu corpitcho. Sobre essa cara, há uma cabeleira preta, com mechas loiro Carla Perez, que vai do topo da cabeça ao início da bundona. Há uma franja também, claro. Normalmente a peruca tem adornos do mundo bizarro, como elásticos peludinhos prendendo duas maria chiquinhas estilo Xuxa em 1985.
Em algumas ocasiões, é impossível checar se as chicas estão lá. Isso acontece devido à presença de algum chapéu esquisitíssimo que ela enfiou na cabeça. Sim, ela vai á academia de ginástica com chapéus esquisitos. Pode ser um chapéu de comandante de avião, de cowboy, ou uma boina de paetês. Hoje, por exemplo, ela estava com um belíssimo chapéu de caipira, com trancinhas penduradas, babados cor de rosa, um elástico prendendo o adereço em seu queixo e tudo mais. Sua roupa era azul bebê. Para dar o contraste, entende?
O mais estranho de tudo isso que acabo de descrever, é que as pessoas convivem com ela como se tudo, mas tudo mesmo, estivesse absolutamente dentro da normalidade. Já tentei trocar olhares com outras pessoas nas tantas vezes em que me assustei com sua chegada. Mas ninguém até hoje foi meu cúmplice. Tudo está ótimo.
Estou quase desconfiada de que esta pessoa é uma alucinação de minha mente, resultado de alguma substância química que um dia tomei e "não voltei".
Ela aparenta ter uns 45 anos, o que não posso dizer com certeza, pois a mulher é tão louca, mas tão louca, que é quase impossível especificar qualquer coisa sobre ela. Muito bem. Seu guarda roupa fitness é composto de conjuntinhos sexy monocromáticos que incluem tops minúsculos e leggings de cintura baixa "cofre à mostra" abertas nas laterais. Vamos levar em conta o fato de seu físico fazer parte da categoria "obeso".
Ela tem uma cara bolachuda e vermelha de brinquedo assassino que eu realmente não sei se nasceu com ela ou se é resultado da piração que habita seu corpitcho. Sobre essa cara, há uma cabeleira preta, com mechas loiro Carla Perez, que vai do topo da cabeça ao início da bundona. Há uma franja também, claro. Normalmente a peruca tem adornos do mundo bizarro, como elásticos peludinhos prendendo duas maria chiquinhas estilo Xuxa em 1985.
Em algumas ocasiões, é impossível checar se as chicas estão lá. Isso acontece devido à presença de algum chapéu esquisitíssimo que ela enfiou na cabeça. Sim, ela vai á academia de ginástica com chapéus esquisitos. Pode ser um chapéu de comandante de avião, de cowboy, ou uma boina de paetês. Hoje, por exemplo, ela estava com um belíssimo chapéu de caipira, com trancinhas penduradas, babados cor de rosa, um elástico prendendo o adereço em seu queixo e tudo mais. Sua roupa era azul bebê. Para dar o contraste, entende?
O mais estranho de tudo isso que acabo de descrever, é que as pessoas convivem com ela como se tudo, mas tudo mesmo, estivesse absolutamente dentro da normalidade. Já tentei trocar olhares com outras pessoas nas tantas vezes em que me assustei com sua chegada. Mas ninguém até hoje foi meu cúmplice. Tudo está ótimo.
Estou quase desconfiada de que esta pessoa é uma alucinação de minha mente, resultado de alguma substância química que um dia tomei e "não voltei".
Minha vingança sará maligrina
Descobri o paradeiro desconhecido da imbecil da gerente do Unibanco: licença maternidade.
Vejam só o risco que, desnecessariamente, uma pessoa corre por ocasião das cagadas que faz com os clientes por aí. Eu poderia ficar quieta no meu canto, ignorando solenemente o nascimento desta criança, assim como é de meu feitio. Poderiiiiiaaaaaaa...............................
Mas andei pensando e concluí que, depois dos danos morais sofridos por minha pessoa por culpa desta MULA, seria de bom tom blasfemar. Praga leve, nada que os chatos dos Direitos Humanos viessem a ter motivos para me perseguir.
Estando ela lá, deitadona nesse puta frio numa cama com TV e comida.......não me custa nada fazer sinceros votos para a nova família. Vamos lá: ela já tem o bebê, que eu já dispensaria contente. E que deve seu um filhote de avestruz com cruz credo, levando em consideração a cara que ela própria possui. Isso vai crescer e virar um Gremlin, ouçam o que eu estou dizendo.
Imagina a coitada da menininha com aquela cara de gerente de Unibanco colada no focinho. Agora o mais legal é ter essa cara feia colada num menininho. E daqui a 15 anos ele aparece em casa totalmente travestido e diz:
"Mamãe, virei!"
Vejam só o risco que, desnecessariamente, uma pessoa corre por ocasião das cagadas que faz com os clientes por aí. Eu poderia ficar quieta no meu canto, ignorando solenemente o nascimento desta criança, assim como é de meu feitio. Poderiiiiiaaaaaaa...............................
Mas andei pensando e concluí que, depois dos danos morais sofridos por minha pessoa por culpa desta MULA, seria de bom tom blasfemar. Praga leve, nada que os chatos dos Direitos Humanos viessem a ter motivos para me perseguir.
Estando ela lá, deitadona nesse puta frio numa cama com TV e comida.......não me custa nada fazer sinceros votos para a nova família. Vamos lá: ela já tem o bebê, que eu já dispensaria contente. E que deve seu um filhote de avestruz com cruz credo, levando em consideração a cara que ela própria possui. Isso vai crescer e virar um Gremlin, ouçam o que eu estou dizendo.
Imagina a coitada da menininha com aquela cara de gerente de Unibanco colada no focinho. Agora o mais legal é ter essa cara feia colada num menininho. E daqui a 15 anos ele aparece em casa totalmente travestido e diz:
"Mamãe, virei!"
O NOME DELA É WALDEMAR!!!!! (RISADA MALIGNA)
terça-feira, 10 de junho de 2008
Tem coisas.....BUMMM! Que só o Unibanco faz por você
Tenho uma conta correte na porcaria do Unibanco há mais ou menos 400 anos. Conta esta, que abri por estar completamente exaurida da encheção de saco de uma gerente mala, que me perseguiu durante meses até atingir seu objetivo.
"Tá booooooom, abre essa merda! Agora você vai sumir?"
Não sei o sobrenome dela, mas deve ser Penn Taylor. Ou Stocker.
Ok. Desde 1608, ano da abertura da lhuca da conta, nunca pedi nenhum tipo de favor, gentileza, quebrada de galho ou boi pra essa mulher ou para qualquer outro pateta que tem o azar de trabalhar lá. Nem o limite do cheque especial minha pessoa usa. Sigo a linha "sou pobre mas sou honesta".
Eis que ontem, ao acessar a bosta do site do 30 horas, descubro que as faturas dos meus dois cartões, que vêm a estar cadastrados no débito automático, foram pagas. IRRRRRRC! Instantaneamente, uma veia no meu cérebro explodiu, já que, há um mês, eu havia solicitado a mudança da data de pagamento das duas faturas. Preciso comentar que não haveria saldo suficiente para os pagamentos de hoje? Crise.
Voltei a mim e recordei de sábio ensinamento do grande filósofo Chapolin Colorado: "Não priemos cânico!". Passei a mão no telefone e liguei pra imbecil da gerente que, obviamente, "não se encontrava" e "estaria retornando assim que possível". ÓDIO GALOPANTE.
Na décima quarta tentaviva sem sucesso de estabelecer contato com esta puta, decidi falar com um dos assistentes da gerência. Seu nome: Cleverson. Uau. Notem: assistenteSSS da gerência. Os outros deviam ser Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, como pude constatar no final do imbróglio.
Expliquei o ocorrido para o menino Vandercleison incluindo a informação crucial de que hoje cairia um cheque referente a um pagamento importante e que este cheque, especificamente, não poderia ser devolvido por culpa da GALINHA da atendente que não mudou a data dos cartões no débito automático. Como já passava das 17 horas e não havia como a palhaça aqui depositar saldo no banco, garanti para este estrupício que o valor para cobrir o raio do cheque seria depositado na boca do caixa exatamente à 10 da manhã. Ou seja: segure o cheque, seu merda, que a otária da correntista vai cobri-lo.
Claytinelsonn, muito atencioso, registrou o problema e me tranquilizou:
"Senhora Paula, a senhora poderá estar efetuando este depósito até as 11 horas sem estar tendo nenhum problema, pois a compensação dos cheques só estará acontecendo após este horário, Senhora Paula".
Hoje, as 10 horas da manhã, havia um depósito feito diretamente no caixa da pocilga da agência do Unibanco. Ao meio dia, entro no site do 30 horas e com o que me deparo????????
Cheque número X - Valor Y......................Compensado
E na linha logo abaixo:
Cheque número X - Valor Y........................DEVOLVIDO
Quer dizer.........Caralhecleysson, este filho de uma vaca gorda, não tem medo de morrer, sim? Mal sabe ele de minhas amizades.....isso é coisa pro Joel!
"Tá booooooom, abre essa merda! Agora você vai sumir?"
Não sei o sobrenome dela, mas deve ser Penn Taylor. Ou Stocker.
Ok. Desde 1608, ano da abertura da lhuca da conta, nunca pedi nenhum tipo de favor, gentileza, quebrada de galho ou boi pra essa mulher ou para qualquer outro pateta que tem o azar de trabalhar lá. Nem o limite do cheque especial minha pessoa usa. Sigo a linha "sou pobre mas sou honesta".
Eis que ontem, ao acessar a bosta do site do 30 horas, descubro que as faturas dos meus dois cartões, que vêm a estar cadastrados no débito automático, foram pagas. IRRRRRRC! Instantaneamente, uma veia no meu cérebro explodiu, já que, há um mês, eu havia solicitado a mudança da data de pagamento das duas faturas. Preciso comentar que não haveria saldo suficiente para os pagamentos de hoje? Crise.
Voltei a mim e recordei de sábio ensinamento do grande filósofo Chapolin Colorado: "Não priemos cânico!". Passei a mão no telefone e liguei pra imbecil da gerente que, obviamente, "não se encontrava" e "estaria retornando assim que possível". ÓDIO GALOPANTE.
Na décima quarta tentaviva sem sucesso de estabelecer contato com esta puta, decidi falar com um dos assistentes da gerência. Seu nome: Cleverson. Uau. Notem: assistenteSSS da gerência. Os outros deviam ser Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, como pude constatar no final do imbróglio.
Expliquei o ocorrido para o menino Vandercleison incluindo a informação crucial de que hoje cairia um cheque referente a um pagamento importante e que este cheque, especificamente, não poderia ser devolvido por culpa da GALINHA da atendente que não mudou a data dos cartões no débito automático. Como já passava das 17 horas e não havia como a palhaça aqui depositar saldo no banco, garanti para este estrupício que o valor para cobrir o raio do cheque seria depositado na boca do caixa exatamente à 10 da manhã. Ou seja: segure o cheque, seu merda, que a otária da correntista vai cobri-lo.
Claytinelsonn, muito atencioso, registrou o problema e me tranquilizou:
"Senhora Paula, a senhora poderá estar efetuando este depósito até as 11 horas sem estar tendo nenhum problema, pois a compensação dos cheques só estará acontecendo após este horário, Senhora Paula".
Hoje, as 10 horas da manhã, havia um depósito feito diretamente no caixa da pocilga da agência do Unibanco. Ao meio dia, entro no site do 30 horas e com o que me deparo????????
Cheque número X - Valor Y......................Compensado
E na linha logo abaixo:
Cheque número X - Valor Y........................DEVOLVIDO
DEEEEEEE-VOOOOOL-VIIIIIIIIDDDOOOOO!
Quer dizer.........Caralhecleysson, este filho de uma vaca gorda, não tem medo de morrer, sim? Mal sabe ele de minhas amizades.....isso é coisa pro Joel!
Dia dos Namorados - Módulo I
Há, na vida terrena, mico maior do que participar de comemorações públicas da merda do Dia dos Namorados? É o seguinte: se você possui um macho que preste e quer aproveitar o ensejo para dar um presente bem legal pro cara, dou o maior apoio. Aliás, vamos combinar que ele nem precisa ser seu namorado, não é, minha filha? Aproveite a onda e agrade o homi bão.
O que não me desce é o tom imposto pelo dia. Se você tem namorado, atente à programação:
O feliz casal sai pra jantar e passa 64 horas numa fila de restaurante (não me venha com esse papo-engodo de "reserva"), junto com outros 712 casais babacas que não param de se lamber com o objetivo de demontrar o seu amor eterno amor verdadeiro. O restaurante escolhido pode até ser muito bom, como é o normal em São Paulo. Mas, provavelmente, o maitre vai tentar te empurrar uma porcaria de um "Menu do Amor", ou algo semelhante que, normalmente, inclui alguma gororoba cafona que nenhum ser em sã consciência consumiria pelos 378 reais cobrados. E tu, cururu, vai topar assim que ele te explicar que os pratos que não constam do "Menu Te Amo Gata" estão demorando, em média, 200 horas para sair. Legal, vamos lá: "Menu Coma-me Hoje".
Depois de comer esse treco, virá a sobremesa (outro grude) e.....SURPRESA!!!!!! O brinde da casa para os casais que tanto se amam. Uma taça contendo algum tipo de bebida alcoólica escrota (provavelmente de cor vermelha ou azul) que você e toda a horda de manés presentes no local, vai deglutir. Parabéns. A chance de ocorrer vômito durante sua noite no Asturias já está garantida.
E vamos supor que duas pessoas que não possuam nenhum tipo de envolvimento amoroso e/ou sexual estejam a fim de jantar fora neste dia tão feliz. NÃO PODEM. Ou você acha que alguém, que não seja parte integrante de um típico casal FELIZ, planeja realmente se acotovelar com gente se lambendo em algum restaurante, bar ou risca faca da cidade? Creio que não.
Agora vamos supor que na data em questão você seja sequestrada no estacionamento do Pão de Açúcar. O cara te levando pelo braço e o povo em volta dizendo:
"Olha que casal FOFO, gente. Não se largam nem por um segundo! OHHHHHHHHHHHHHHHH!"
Te contar, viu.
O que não me desce é o tom imposto pelo dia. Se você tem namorado, atente à programação:
O feliz casal sai pra jantar e passa 64 horas numa fila de restaurante (não me venha com esse papo-engodo de "reserva"), junto com outros 712 casais babacas que não param de se lamber com o objetivo de demontrar o seu amor eterno amor verdadeiro. O restaurante escolhido pode até ser muito bom, como é o normal em São Paulo. Mas, provavelmente, o maitre vai tentar te empurrar uma porcaria de um "Menu do Amor", ou algo semelhante que, normalmente, inclui alguma gororoba cafona que nenhum ser em sã consciência consumiria pelos 378 reais cobrados. E tu, cururu, vai topar assim que ele te explicar que os pratos que não constam do "Menu Te Amo Gata" estão demorando, em média, 200 horas para sair. Legal, vamos lá: "Menu Coma-me Hoje".
Depois de comer esse treco, virá a sobremesa (outro grude) e.....SURPRESA!!!!!! O brinde da casa para os casais que tanto se amam. Uma taça contendo algum tipo de bebida alcoólica escrota (provavelmente de cor vermelha ou azul) que você e toda a horda de manés presentes no local, vai deglutir. Parabéns. A chance de ocorrer vômito durante sua noite no Asturias já está garantida.
E vamos supor que duas pessoas que não possuam nenhum tipo de envolvimento amoroso e/ou sexual estejam a fim de jantar fora neste dia tão feliz. NÃO PODEM. Ou você acha que alguém, que não seja parte integrante de um típico casal FELIZ, planeja realmente se acotovelar com gente se lambendo em algum restaurante, bar ou risca faca da cidade? Creio que não.
Agora vamos supor que na data em questão você seja sequestrada no estacionamento do Pão de Açúcar. O cara te levando pelo braço e o povo em volta dizendo:
"Olha que casal FOFO, gente. Não se largam nem por um segundo! OHHHHHHHHHHHHHHHH!"
Te contar, viu.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Eu nuca vou te abandonaaaar, porque eu te amooo!
Não, este título não está relacionado a Dia dos Namorados ou qualquer outra babaquice do gênero.
Para quem é desprovido de emoções no quesito "futebol", ou seja, aqueles que, por azar, não torcem para o Corinthians, eu explico:
Isso é o refrão importantíssimo de um dos tantos hinos da Fiel. Pesquisem na internet. Explicação dada, vamos ao que interessa:
Ocorre que desde a semana passada entrei em processo de mutação. Estou rapidamente me transformando e adquirindo a forma e costumes do Zé da Galera (para quem não é tão antigo quanto eu, de novo, pesquise na internet. O ano deve ser 82)
Tudo começou na última quarta-feira, no momento em que vesti o abrigo do Curintia e me joguei na arquibancada amarela do Morumbi. Tenho mais dois dias e acredito que até lá eu já esteja com a cara do Jô.
TIMÃO Ê Ô! TIMÃO Ê Ô!!!!!!!!!!!
Para quem é desprovido de emoções no quesito "futebol", ou seja, aqueles que, por azar, não torcem para o Corinthians, eu explico:
Isso é o refrão importantíssimo de um dos tantos hinos da Fiel. Pesquisem na internet. Explicação dada, vamos ao que interessa:
Ocorre que desde a semana passada entrei em processo de mutação. Estou rapidamente me transformando e adquirindo a forma e costumes do Zé da Galera (para quem não é tão antigo quanto eu, de novo, pesquise na internet. O ano deve ser 82)
Tudo começou na última quarta-feira, no momento em que vesti o abrigo do Curintia e me joguei na arquibancada amarela do Morumbi. Tenho mais dois dias e acredito que até lá eu já esteja com a cara do Jô.
TIMÃO Ê Ô! TIMÃO Ê Ô!!!!!!!!!!!
Tão botando drugs no café
Há um comportamento comum por parte de balconistas de cafés em geral, que me persegue nesta vida. Eu não sei se é uma característica específica da categoria, mas o que ocorre, é que TODOS, em algum momento, relacionam a minha cara à de alguma pessoa absolutamente famosa e, invariavelmente, que não tenha nada, porra nenhuma a ver comigo.
É impressionante também o padrão seguido por eles em me associar ao artista em questão. Sempre há uma opinião generalizada - e cretina - vinda dos atendentes de Casas do Pão de Queijo, doceiras e Dunkin Donuts por aí. É importante dizer que, pela cara que me olham, já sei que a bomba virá em poucos minutos. Que ódio.
Houve a fase Ivete Sangalo. Nada contra a cara da Ivete Sangalo. Eu até acho Ivete Sangalo bem bonita, mas a questão é que nenhum elemento existente em mim pode ser encontrado nela. Grau de semelhança: 0.
Logo em seguida tivemos o período Cléo Pires. Isso que eu não entendo. Não há padrão no delírio dos caras. Porque, se uma nega se parece com a Cléo Pires ela, obrigatoriamente, não pode se parecer com a Ivete Sangalo, já que as duas são absolutamente diferentes. Mas eu, não. Depois de alguns meses igualzinha à Ivete, repentinamente passei a ser a caaaaaara da Cléo Pires. E sua boca de caçapa. Grau de semelhança: 0.
A última descoberta foi de uma gênia que viu, em minha cara de turca, alguém muito, mas muuuito parecida com a....................................................Fernanda Lima!
?????????????????????????????????????????????????????????????????
Fernanda Lima?? Olha, eu adoraria ter a cara da Fernanda Lima, mas nem com muita bondade dá para encontrar algum traço de sua cara de modelo em mim, hã? Ela continua com sua cara de Fernanda Lima e eu aqui, com o minha mesmo. Grau de semelhança: - 1.
Pelo menos eles são legais. Nunca vieram me dizer que sou parecidíssima com algum tribufú. Na minha terra isso dá tiro.
Pensando bem, isso já aconteceu, sim......................... Foi um idiota que me disse que eu lembrava muito a Joana, cantora. Infelizmente, tive que ligar para Joel, um grande parceiro colaborador que, por 50 reais, elimina e desova o presunto no terreno baldio. Joana não!!
É impressionante também o padrão seguido por eles em me associar ao artista em questão. Sempre há uma opinião generalizada - e cretina - vinda dos atendentes de Casas do Pão de Queijo, doceiras e Dunkin Donuts por aí. É importante dizer que, pela cara que me olham, já sei que a bomba virá em poucos minutos. Que ódio.
Houve a fase Ivete Sangalo. Nada contra a cara da Ivete Sangalo. Eu até acho Ivete Sangalo bem bonita, mas a questão é que nenhum elemento existente em mim pode ser encontrado nela. Grau de semelhança: 0.
Logo em seguida tivemos o período Cléo Pires. Isso que eu não entendo. Não há padrão no delírio dos caras. Porque, se uma nega se parece com a Cléo Pires ela, obrigatoriamente, não pode se parecer com a Ivete Sangalo, já que as duas são absolutamente diferentes. Mas eu, não. Depois de alguns meses igualzinha à Ivete, repentinamente passei a ser a caaaaaara da Cléo Pires. E sua boca de caçapa. Grau de semelhança: 0.
A última descoberta foi de uma gênia que viu, em minha cara de turca, alguém muito, mas muuuito parecida com a....................................................Fernanda Lima!
?????????????????????????????????????????????????????????????????
Fernanda Lima?? Olha, eu adoraria ter a cara da Fernanda Lima, mas nem com muita bondade dá para encontrar algum traço de sua cara de modelo em mim, hã? Ela continua com sua cara de Fernanda Lima e eu aqui, com o minha mesmo. Grau de semelhança: - 1.
Pelo menos eles são legais. Nunca vieram me dizer que sou parecidíssima com algum tribufú. Na minha terra isso dá tiro.
Pensando bem, isso já aconteceu, sim......................... Foi um idiota que me disse que eu lembrava muito a Joana, cantora. Infelizmente, tive que ligar para Joel, um grande parceiro colaborador que, por 50 reais, elimina e desova o presunto no terreno baldio. Joana não!!
sábado, 7 de junho de 2008
Mais uma bizarrice para minha coleção
Semana passada, casamento de uma amiga amada, lá fui eu para a festança. Apesar da minha cara de merda, tão utilizada na tarefa de afastar estranhos simpáticos, eu tenho essa mania babaca de fazer novos amigos no meio da rua. Não quero mais amigo, já tenho amigo. Não sei de onde essa gente vai com a minha cara, mas enfim.....Esses comportamentos inadequados, para mim, são frutos de macumba da braba. Só isso explica. OK.
Durante a bela festa, fui tomada por um desses surtos de simpatia e fiz amizade pura e verdadeira com uma freak, que estava louca atrás de um otário para alugar. Prazer, otária alugada. Como ela, a amiga e o marido estavam sentados na mesa logo ao lado da minha, foi simples incorporar o trio à minha turma e tornar impossível seu sumiço. Mas na hora não pensava nisso. Estava apenas aproveitando o arrasta pé ao lado de meus novos amigos.
UGH!!!
O papo ameno incluía aqueles elogios tradicionais, perfeitos para puxar o saco e ganhar a simpatia de alguém:
"Você é muito simpática, seus amigos são muito agradáveis"
"A sua roupa é muito bonita, adorei seu estilo"
"Sua voz é linda, você é muito charmosa"
"Adorei suas tatuagens, comentei com meu marido assim que vimos você chegar"
"Também adoramos suas pernas"
êêêêêê..................tá esquisito..........................
Já no final da festa, todo mundo se juntando para ir embora, começou aquela conversa sobre "vamos nos encontrar" "adoramos te conhecer" "Vamos trocar telefones". E veio a bomba: Eu, sentada na mesa dos cidadãos, com todos os meus amigos em volta, a freak me solta:
"Vou te ligar na semana que vem para marcar um jantar na minha casa. Daí, você vai pra lá, a gente toma um vinho, você vai adorar me apartamento. E, claro, você fica lá com a gente. Vamos dormir juntos para nos conhecermos melhor. Desde que você entrou na festa, eu e meu marido já tinhamos decidido que você seria ideal para dormir conosco. Dormir não, né??? Haaaahahahahaha!!!"
(Grito de horror)
Quer dizer: eu resolvo dar uma de boba alegre e fazer amizade com uma maluca numa festa e termino numa suruba com a velha e seu marido careca??? Aaaaaacho que não, hein?
SÓ comigo!
Durante a bela festa, fui tomada por um desses surtos de simpatia e fiz amizade pura e verdadeira com uma freak, que estava louca atrás de um otário para alugar. Prazer, otária alugada. Como ela, a amiga e o marido estavam sentados na mesa logo ao lado da minha, foi simples incorporar o trio à minha turma e tornar impossível seu sumiço. Mas na hora não pensava nisso. Estava apenas aproveitando o arrasta pé ao lado de meus novos amigos.
UGH!!!
O papo ameno incluía aqueles elogios tradicionais, perfeitos para puxar o saco e ganhar a simpatia de alguém:
"Você é muito simpática, seus amigos são muito agradáveis"
"A sua roupa é muito bonita, adorei seu estilo"
"Sua voz é linda, você é muito charmosa"
"Adorei suas tatuagens, comentei com meu marido assim que vimos você chegar"
"Também adoramos suas pernas"
êêêêêê..................tá esquisito..........................
Já no final da festa, todo mundo se juntando para ir embora, começou aquela conversa sobre "vamos nos encontrar" "adoramos te conhecer" "Vamos trocar telefones". E veio a bomba: Eu, sentada na mesa dos cidadãos, com todos os meus amigos em volta, a freak me solta:
"Vou te ligar na semana que vem para marcar um jantar na minha casa. Daí, você vai pra lá, a gente toma um vinho, você vai adorar me apartamento. E, claro, você fica lá com a gente. Vamos dormir juntos para nos conhecermos melhor. Desde que você entrou na festa, eu e meu marido já tinhamos decidido que você seria ideal para dormir conosco. Dormir não, né??? Haaaahahahahaha!!!"
(Grito de horror)
Quer dizer: eu resolvo dar uma de boba alegre e fazer amizade com uma maluca numa festa e termino numa suruba com a velha e seu marido careca??? Aaaaaacho que não, hein?
SÓ comigo!
quinta-feira, 29 de maio de 2008
O Perucão GlobeTrotter
Para quem acha que os Bárbaros ficaram restritos ao século 3, informo que a minha residência é constantemente tomada por diversos seres que descendem destes povos e atuam para perpetuar a cultura esquecida de seus ancestrais.
EXPLANANDO: Papai possui, sobre um aparador na sala, um espetacular busto esculpido por uma amiga condessa - ou algo do gênero - em meados dos anos 60/70. Desde que foi presenteado, papai sempre manteve a peça exposta para apreciação coletiva de sua bela fuça moldada em pedra. Natural ouvir suspiros de admiração entre os convidados.
Até o dia em que um desgraçado qualquer achou uma peruca sarará e um colar "iemanjá odoiá" de conchas e transformou meu pai na Nega do cabelo duro/Que não gosta de pentear.
O que a imagem mostra é a genuína obra de um Vândalo.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
CUCO! CUCO!
Algumas teorias de minha própria autoria são constantemente comentadas e defendidas por mim porque eu realmente acredito nelas. É o caso da teoria número 12, de 1996, que diz:
"O trabalho não enobrece. Porra nenhuma."
Inclusive, faz mal, muito mal para a saúde mental dos seres da espécie humana. Por algum motivo ainda não desvendado por cientistas, o grau de loucura de uma pessoa aumenta de maneira diretamente proporcional à quantidade de horas passadas no ambiente de trabalho. Algumas realmente viram caso de internação, mas grande parte das vítimas manifesta um quadro de mongolismo que, normalmente, se agrava com o tempo. Ou seja, você, meu caro, vai, aos poucos se transformando em um retardado mental e passa a ser o epicentro de situações cretinas não compatíveis ao nível de intelecto que havia acumulado até então. Acontece todos os dias e tenho PROVAS. Eis 3 casos verídicos que ilustram de forma nítida o assunto. É importante lembrar que todos os exemplos vieram de fatos ocorridos na "firrrma".
1 - Eu: saí de casa às 8 horas da manhã com destino ao agradável bairro da Lapa e a missão de abrir a loja de minha propriedade localizada na rua Clemente Álvares. Tomei o caminho, por livre e espontânea vontade, da Vila Madalena. Fui para o Filial. Dirigi pro barrrr. Terça-feira, 8 da manhã. Me diga se esta pessoa está legal da cabeça, vamos.
2 - K, minha grande amiga (essa daí já tem coladas nas laterais da face aquelas orelhas cujo modelo inclui bandeirinhas girando): 6 da tarde, ela, enquanto funcionária da Credicard e incumbida de solucionar algum problema impróprio com um fornecedor incompetente de nome Wagner, disca para o sujeito e, confiantemente, identifica-se como WAGNA da Credicard. Vou repetir: WAGNA. Da Credicard.
Notem:
" Alô, por favor o Wagner, da distribuição? Oi Wagner, aqui é a Wagna, da Credicard..."
Solução? Desembestar Henrique Schaumann acima rumo ao Filial. Aí sim seria adequada a locomoção ao referido estabelecimento. Chegando lá, pedir uma vodka. E nunca mais retornar à merda da Credicard. Se bem, que foi mais ou menos isso........bom, deixa pra lá.
3 - Priscila, minha guru da Era Jornalística: na vigésima-nona ocasião em que ela efetuou um pagamento nominal à minha pessoa, eis o que foi escrito no campo "nominal a" da folha de cheque utilizada: Paula Scarcelli de Amaral Pereira Góes.
Não, meu nome não é Paula Scarcelli de Amaral Pereira Góes, minha gente. Isso é uma musica tosca, um axé de autoria de certa banda B chamada Pimenta Nativa, que diz em seus versos: "Maria Joaquina de Amaral Pereira Góes, você contribói para o meu viver...." e assim vai.
Depois de 2 anos trabalhando com a nega, ela achou por bem fazer um mix musical envolvendo meu nome e o hit do verão de Porto Seguro. Como diria a própria Priscila, "phoda com PH".
Seguindo essa tendência, uma das minhas costureiras também decidiu pirar e teve um surto inominável. Daqueles que a pessoa é afastada do trabalho para poder viver dopada e tudo mais. Nuts.
Outro dia ela apareceu na fábrica para destilar sua loucura vestida com uma roupa que a deixou absurdamente semelhante à Lacraia. No meio de nossa instrutiva conversa, entre as piscadas que dava num olho só e outros tiques bastante aflitivos, a louca sacou uma cartela de um dos psicotrópicos violentos dos quais está fazendo uso, colocou sobre a mesa e cochichou, olhando ao redor:
"Olha Paula, esse remédio é forte, é controlado, e só o psiquiatra pode mandar você tomar. Ele mandou tomar um só, mas pode tomar 3 porque senão não faz efeito".
[reticências]
Pelo sim, pelo não, guardei a droga. Ainda não estou completamente doida, mas desconfio que este destino está muito, mas muuuuito próximo.
"O trabalho não enobrece. Porra nenhuma."
Inclusive, faz mal, muito mal para a saúde mental dos seres da espécie humana. Por algum motivo ainda não desvendado por cientistas, o grau de loucura de uma pessoa aumenta de maneira diretamente proporcional à quantidade de horas passadas no ambiente de trabalho. Algumas realmente viram caso de internação, mas grande parte das vítimas manifesta um quadro de mongolismo que, normalmente, se agrava com o tempo. Ou seja, você, meu caro, vai, aos poucos se transformando em um retardado mental e passa a ser o epicentro de situações cretinas não compatíveis ao nível de intelecto que havia acumulado até então. Acontece todos os dias e tenho PROVAS. Eis 3 casos verídicos que ilustram de forma nítida o assunto. É importante lembrar que todos os exemplos vieram de fatos ocorridos na "firrrma".
1 - Eu: saí de casa às 8 horas da manhã com destino ao agradável bairro da Lapa e a missão de abrir a loja de minha propriedade localizada na rua Clemente Álvares. Tomei o caminho, por livre e espontânea vontade, da Vila Madalena. Fui para o Filial. Dirigi pro barrrr. Terça-feira, 8 da manhã. Me diga se esta pessoa está legal da cabeça, vamos.
2 - K, minha grande amiga (essa daí já tem coladas nas laterais da face aquelas orelhas cujo modelo inclui bandeirinhas girando): 6 da tarde, ela, enquanto funcionária da Credicard e incumbida de solucionar algum problema impróprio com um fornecedor incompetente de nome Wagner, disca para o sujeito e, confiantemente, identifica-se como WAGNA da Credicard. Vou repetir: WAGNA. Da Credicard.
Notem:
" Alô, por favor o Wagner, da distribuição? Oi Wagner, aqui é a Wagna, da Credicard..."
Solução? Desembestar Henrique Schaumann acima rumo ao Filial. Aí sim seria adequada a locomoção ao referido estabelecimento. Chegando lá, pedir uma vodka. E nunca mais retornar à merda da Credicard. Se bem, que foi mais ou menos isso........bom, deixa pra lá.
3 - Priscila, minha guru da Era Jornalística: na vigésima-nona ocasião em que ela efetuou um pagamento nominal à minha pessoa, eis o que foi escrito no campo "nominal a" da folha de cheque utilizada: Paula Scarcelli de Amaral Pereira Góes.
Não, meu nome não é Paula Scarcelli de Amaral Pereira Góes, minha gente. Isso é uma musica tosca, um axé de autoria de certa banda B chamada Pimenta Nativa, que diz em seus versos: "Maria Joaquina de Amaral Pereira Góes, você contribói para o meu viver...." e assim vai.
Depois de 2 anos trabalhando com a nega, ela achou por bem fazer um mix musical envolvendo meu nome e o hit do verão de Porto Seguro. Como diria a própria Priscila, "phoda com PH".
Seguindo essa tendência, uma das minhas costureiras também decidiu pirar e teve um surto inominável. Daqueles que a pessoa é afastada do trabalho para poder viver dopada e tudo mais. Nuts.
Outro dia ela apareceu na fábrica para destilar sua loucura vestida com uma roupa que a deixou absurdamente semelhante à Lacraia. No meio de nossa instrutiva conversa, entre as piscadas que dava num olho só e outros tiques bastante aflitivos, a louca sacou uma cartela de um dos psicotrópicos violentos dos quais está fazendo uso, colocou sobre a mesa e cochichou, olhando ao redor:
"Olha Paula, esse remédio é forte, é controlado, e só o psiquiatra pode mandar você tomar. Ele mandou tomar um só, mas pode tomar 3 porque senão não faz efeito".
[reticências]
Pelo sim, pelo não, guardei a droga. Ainda não estou completamente doida, mas desconfio que este destino está muito, mas muuuuito próximo.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Café com Asterix
Certas atitudes resumem o que uma determinada pessoa foi, o que ela é, e o que será um dia. Meu pai, por exemplo. A maioria de seus trejeito e hábitos é absurdamente típica e posso observar isso diariamente, já que, como todos sabem, sou detentora de importante cargo nas empresas de papai, Scarcelli Corporations.
Hoje, lá pelas 10 horas da manhã, fomos, eu e ele, tomar uma café no café aqui ao lado. Notem que eu enfatizei "tomar um CAFÉ no CAFÉ aqui ao lado" pois este detalhe que define a coisa toda como apenas um CAFÉ é realmente muito importante para a compreensão da história.
Pois bem. Pedimos dois cafés, nos sentamos na mesinha e eis que ele avista algo interessante sobre o balcão oposto. Pediu para o cafeteiro: "ôôôôôô Eduardôôô Me vê um pãozinho daquele pra gente beliscar junto com nossos cafés!"
Foi num piscar de olhos que surgiu sobre minha mesa um PUTA de um pão italiano, daqueles que você tem que mandar fatiar na própria padaria, porque suas dimensões não são compatíveis com as facas que normalmente possuímos em nossas casas.
Esta é a pesoa que me cedeu metade de meu código genético, me criou e toma alguns cafés durante o dia até hoje em minha companhia. Ando seriamente preocupada com meu futuro.
"Eu queria um café expresso e um pão italiano, sim? Isso, inteiro, por favor. Que eu vou comer com a perna de javali que trouxe na lancheira."
Hoje, lá pelas 10 horas da manhã, fomos, eu e ele, tomar uma café no café aqui ao lado. Notem que eu enfatizei "tomar um CAFÉ no CAFÉ aqui ao lado" pois este detalhe que define a coisa toda como apenas um CAFÉ é realmente muito importante para a compreensão da história.
Pois bem. Pedimos dois cafés, nos sentamos na mesinha e eis que ele avista algo interessante sobre o balcão oposto. Pediu para o cafeteiro: "ôôôôôô Eduardôôô Me vê um pãozinho daquele pra gente beliscar junto com nossos cafés!"
Foi num piscar de olhos que surgiu sobre minha mesa um PUTA de um pão italiano, daqueles que você tem que mandar fatiar na própria padaria, porque suas dimensões não são compatíveis com as facas que normalmente possuímos em nossas casas.
Esta é a pesoa que me cedeu metade de meu código genético, me criou e toma alguns cafés durante o dia até hoje em minha companhia. Ando seriamente preocupada com meu futuro.
"Eu queria um café expresso e um pão italiano, sim? Isso, inteiro, por favor. Que eu vou comer com a perna de javali que trouxe na lancheira."
quarta-feira, 30 de abril de 2008
A que o trabalho escravo nos obriga
Para minha grande alegria, terei que trabalhar nesta sexta feira. Isso significa que meu belo feriado foi pro saco. Captei. Não me canso de comentar sobre a raiva que sinto daqueles que pregam a felicidade através do trabalho e a necessidade de produção. Mas este não é o ponto.
A questão é que hoje, para compensar, sentarei minha bunda numa cadeira interna do Filial e de lá só a retirarei depois de ter consumido os litros de álcool recomendados por meu médico particular, Dr. Chucrutes.
Boa sorte.
A questão é que hoje, para compensar, sentarei minha bunda numa cadeira interna do Filial e de lá só a retirarei depois de ter consumido os litros de álcool recomendados por meu médico particular, Dr. Chucrutes.
Boa sorte.
A guru de Spielberg
Sou uma pessoa privilegiada. Ando cercada de mentes geniais e, por isso, consigo obter as melhores e mais confiáveis explicações para todos os eventos que intrigam a humanidade.
Há pouco tempo, tivemos o caso do Gênio Abecedano, que solucionou um dos grandes mistérios da medicina moderna. Quem diria.
Esta semana - SURPRESA - fomos brindados com mais uma grande revelação.
Há uma alucinada que reside na minha rua (claro. pára raios de doido, prazer!) de nome Beth. Esta senhora possui uma ótima explicação para o terremoto da semana passada. Terremoto, este, que não vi a cara. Nem eu, nem ninguém de minhas relações, mas, enfim....
É assim:
Os ETs moram no fundo do mar. Espertos pra carai, pois, se a gente vive procurando eles no céu, nada mais intiligents que viver nas profundezas. Daí, eles precisaram sair, tipo dar uma banda, e pegaram as naves. OK. Discos voadores acionados, só lhes faltava levantar vôo, de modo que ligaram os motores na máxima potência para que fosse possível transpor as águas do oceano. E deu-se o terremoto. Começou no mar, não foi?? Então! Foram os ETs amigos da Beth. Parece aquele filme do Tom no qual os ETs saem de dentro do asfalto. Nem criativos esses ETs são mais. Essa juventude tá perdida.
Tá bom pra você?? Eu mereço????
Há pouco tempo, tivemos o caso do Gênio Abecedano, que solucionou um dos grandes mistérios da medicina moderna. Quem diria.
Esta semana - SURPRESA - fomos brindados com mais uma grande revelação.
Há uma alucinada que reside na minha rua (claro. pára raios de doido, prazer!) de nome Beth. Esta senhora possui uma ótima explicação para o terremoto da semana passada. Terremoto, este, que não vi a cara. Nem eu, nem ninguém de minhas relações, mas, enfim....
É assim:
Os ETs moram no fundo do mar. Espertos pra carai, pois, se a gente vive procurando eles no céu, nada mais intiligents que viver nas profundezas. Daí, eles precisaram sair, tipo dar uma banda, e pegaram as naves. OK. Discos voadores acionados, só lhes faltava levantar vôo, de modo que ligaram os motores na máxima potência para que fosse possível transpor as águas do oceano. E deu-se o terremoto. Começou no mar, não foi?? Então! Foram os ETs amigos da Beth. Parece aquele filme do Tom no qual os ETs saem de dentro do asfalto. Nem criativos esses ETs são mais. Essa juventude tá perdida.
Tá bom pra você?? Eu mereço????
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Esbórnia
Como é simples, para certos grupos, transformar uma noite qualquer "para ver as fotos da viagem" em um descontrole coletivo, classificado por mim própria como "balada ninja".
É o que acontece de maneira absolutamente regrada com a minha calma turma de amigos. Que do alto de nossa avançada idade e sustentado pela importância e responsabilidade de nossos compromissos consegue me proporcionar uma noite agressiva atrás da outra, sem pausas para o repouso.
Alguém pode me explicar por que eu estava no ultimo pagode do Passatempo HOJE, as 5 horas da manhã?
Creio que preciso de um tempo no SPA.
É o que acontece de maneira absolutamente regrada com a minha calma turma de amigos. Que do alto de nossa avançada idade e sustentado pela importância e responsabilidade de nossos compromissos consegue me proporcionar uma noite agressiva atrás da outra, sem pausas para o repouso.
Alguém pode me explicar por que eu estava no ultimo pagode do Passatempo HOJE, as 5 horas da manhã?
Creio que preciso de um tempo no SPA.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
O Final dos Tempos
Um ser humano medianamente racional sabe que o final dos tempos é próximo e nítido quando sai de Ubatuba rumo a São Paulo e, incrivelmente, se perde em Caraguatatuba - aquela beleza - depois de apenas 32 anos fazendo o mesmo percurso, sendo 15 deles dirigindo.
Fatos inexplicáveis à parte, o pior ainda estava por vir. Tenho certeza de que ainda compreenderei o cérebro de algumas pessoas, mas devo confessar que ainda não atingi este nível de sabedoria.
Pois bem. 9 da manhã, perdida na cidade, vagando a procurar pela saída para a rodovia que me levaria ao lar, tenho a visão. À minha direita vejo a placa que dá nome ao risca faca instalado em um tosco galpão:
NOISTRAVAMUS
Grafia estilo medieval. Rebuscada.
O que dizer sobre isso? Que rumo tomar na vida?
Assinar:
Postagens (Atom)



