Pulguinha, antes de ser conhecido como tal, era um cãozinho que morava nas ruas de São Caetano do Sul, cidade onde se localiza minha empresa e para onde me dirijo diariamente a fim de exercer aquela atividade demodé conhecida como "trabalho". Eu poderia estar estudando mandarim, viajando, me exercitando, roubando, matando, mas não. É com o trabalho que ocupo meus dias. É, cada um tem o que merece na vida.
Blasfêmias proferidas, voltemos ao cãozinho.
Há mais ou menos um mês, durante uma das tempestades vespertinas que andam nos assolando como uma prévia de nosso destino em 2012, este cachorrinho branco, vira-lata, com orelhas tricolores, contorno dos olhos cor de rosa e manchas pretas sob o pelo invadiu a empresa. Entrou e sem a menor cerimônia se instalou sobre um dos macios sofás da sala de Papi. Acomodou-se e jamais fez menção de que abandonaria seu posto. Matou a sede e a fome e, chegada a hora de fechar a fábrica, saiu conosco e dirigiu-se diretamente ao vizinho.
Concluímos que tratava-se de uma celebridade na vizinhança.
No dia seguinte voltou e no outro e no outro e assim foi fazendo amizade com todo o povo que lá trabalha.
Na semana passada, ao observar Pulguinha, Papi teve a impressão de que ele havia emagrecido e estava abatido. Não me perguntem como meu pai olhou para a cara de uma cachorro branco e notou abatimento, mas o que importa é que ele estava certo. Pulguinha foi ao veterinário, fez exames de sangue, tomou remédios e desde ontem não mora mais na rua.
Agora sua mansão localiza-se dentro da garagem da fábrica com direito a ração, água e bifinhos, que ele ama. Hoje ele já estava infinitamente melhor e nem pensou em ir para a rua quando saímos. Foi direto para sua casinha.
Como grande parte da população mundial sabe, minha família tem 9 cães espalhados pelas casas, sendo 7 machos. Se Pulguinha adentrar algum desses ambientes, tomará um pau. Ele é muito novinho e não vou colocá-lo nesta roubada. Portanto, ele continuará morando na firrrrma. Nosso número 10.
Não há absolutamente nada no mundo mais fofo que cachorros. Nada. Tá, baleias Beluga também são fofíssimas, mas diante da inviabilidade do convívio, os cachorrinhos continuam sendo a coisa mais bela da vida. Bem vindo, Pulga.
Habla Sério
Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Cretinice matinal
Então. Quando eu digo que esse negócio de acordar cedo pela manhã é um hábito primitivo, agressivo e nocivo, os defensores do despertar precoce - seres cuja função no mercado de trabalho provavelmente consiste em assentar tijolos sobre cimento em horário comercial - não hesitam em me classificar como um exemplar indolente da espécie humana.
Obviamente tal conclusão não afeta em nada a evolução de meu cotidiano, já que me recuso sequer a abrir os olhos enquanto a temperatura e claridade externas não atingirem o nível mínimo determinado por mim mesma. Imaginem então as condições exigidas para que eu me levante e por fim ponha minha fuça porta afora. Trata-se de uma combinação rara, além de milimetricamente calculada.
Um exemplo de atividades suspeitas executadas antes das 10 horas da manhã: O Bom Dia Brasil, jornalístico que vai ao ar às SETE horas, exibiu esta semana uma matéria sobre os nomes preferidos pelos habitantes deste estranho país. A mesma matéria também citava criaturas que não convivem harmoniosamente com seus nomes. Sim, também nem imagino quem foi a ameba que pautou ISTO, não me perguntem. Se soubesse, o pequeno gênio já teria tomado na cabeça um 'croc intimidador de insights cretinos'.
Pois bem. Durante a referida reportagem, três personagens chamaram a atenção dos telespectadores habituados (ou não) a despertar com os animais silvestres.
A primeira, sacaneada pela mãe, foi batizada com a alcunha de Gessiana. Mas, claro, ela não gosta desta merda de nome. Compreendo. Eu também me atiraria ponte abaixo caso alguém me chamasse por Gessiana em público. Exigiria pelo menos um "Gê" aí. Curiosamente, ela é conhecida como "Jô". A razão? É por causa da Joelma (Sim, Calypso). Ela gosta muito. É aquela típica mudança de Maria Merda para Maria Bosta, na minha opinião.
Já a segunda figura que surgiu é chamada de "Gê" por todos pois também odeia seu nome. ODEIA. Gostaria de deixar claro que seu nome é apenas Geralda. Nada grave. Penso que Geralda is overreacting. Foda seria ter o nome de Genusa ou, pior, Genecilda, duas coitadas entre seus 14 irmãos. Credo.
Seguindo o apego familiar com a inicial, "Gê" deu a seu pobre filho o pitoresco name de “Goutieble”. Tirou isso de onde, essa palhaça?
Para os gênios criativos não descobertos, o que pega é juntar os nomes. Um clássico. Mas, por favor, atentem a este, especificamente: o nome do capiau é Duvan. Segundo o próprio uma mistura do nome da mãe com o do pai. Agora vem a parte importante. O nome da mãe da peça é Dulvarina. Ok, Dulvarina = Du. O do pai é Bastião.
????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????
Bastião. A junção de Dulvarina com Bastião, em alguma dimensão desconhecida, dá DUVAN.
Agora me diga se uma pessoa que às 7 horas da manhã já está fora de sua cama merece uma merda dessas.
Obviamente tal conclusão não afeta em nada a evolução de meu cotidiano, já que me recuso sequer a abrir os olhos enquanto a temperatura e claridade externas não atingirem o nível mínimo determinado por mim mesma. Imaginem então as condições exigidas para que eu me levante e por fim ponha minha fuça porta afora. Trata-se de uma combinação rara, além de milimetricamente calculada.
Um exemplo de atividades suspeitas executadas antes das 10 horas da manhã: O Bom Dia Brasil, jornalístico que vai ao ar às SETE horas, exibiu esta semana uma matéria sobre os nomes preferidos pelos habitantes deste estranho país. A mesma matéria também citava criaturas que não convivem harmoniosamente com seus nomes. Sim, também nem imagino quem foi a ameba que pautou ISTO, não me perguntem. Se soubesse, o pequeno gênio já teria tomado na cabeça um 'croc intimidador de insights cretinos'.
Pois bem. Durante a referida reportagem, três personagens chamaram a atenção dos telespectadores habituados (ou não) a despertar com os animais silvestres.
A primeira, sacaneada pela mãe, foi batizada com a alcunha de Gessiana. Mas, claro, ela não gosta desta merda de nome. Compreendo. Eu também me atiraria ponte abaixo caso alguém me chamasse por Gessiana em público. Exigiria pelo menos um "Gê" aí. Curiosamente, ela é conhecida como "Jô". A razão? É por causa da Joelma (Sim, Calypso). Ela gosta muito. É aquela típica mudança de Maria Merda para Maria Bosta, na minha opinião.
Já a segunda figura que surgiu é chamada de "Gê" por todos pois também odeia seu nome. ODEIA. Gostaria de deixar claro que seu nome é apenas Geralda. Nada grave. Penso que Geralda is overreacting. Foda seria ter o nome de Genusa ou, pior, Genecilda, duas coitadas entre seus 14 irmãos. Credo.
Seguindo o apego familiar com a inicial, "Gê" deu a seu pobre filho o pitoresco name de “Goutieble”. Tirou isso de onde, essa palhaça?
Para os gênios criativos não descobertos, o que pega é juntar os nomes. Um clássico. Mas, por favor, atentem a este, especificamente: o nome do capiau é Duvan. Segundo o próprio uma mistura do nome da mãe com o do pai. Agora vem a parte importante. O nome da mãe da peça é Dulvarina. Ok, Dulvarina = Du. O do pai é Bastião.
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Bastião. A junção de Dulvarina com Bastião, em alguma dimensão desconhecida, dá DUVAN.
Agora me diga se uma pessoa que às 7 horas da manhã já está fora de sua cama merece uma merda dessas.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Novo método para lidar com a NET
**Provavelmente quem não tem Facebook ou tem, mas não autorizou e portanto não brinca com seus aplicativos babacas, achará o que vem a seguir um bololô sem nexo. Estou citando Mafia Wars, FarmVille, YoVille e Vampire Wars, respectivamente.
Hoje, mais uma vez, enfrentei um longo período de NET sem sinal. Praxe. Pelo menos uma vez por semana essa desgraça de empresa de internet a cabo me faz de otária deixando minha conexão inoperante por horas sem fim.
Tirando "ir até lá, me rasgar e estrebuchar no chão", já reclamei de TODAS as maneiras possíveis, de modo que atualmente tenho uma certa preguiça de telefonar, esperar séculos na linha, ouvir a gravação cretina, falar com um songo mongo que não deve conseguir nem se alimentar sozinho e, por fim, não ter meu problema resolvido.
O último técnico que aqui esteve veio arrumar uma falha no sinal da TV e acabou me deixando sem o Virtua. Ou seja, é melhor não arriscar. Estou sem internet? Vou falar mal de alguém ao telefone, tomo algum comprimido de natureza suspeita, leio a Caras, sovo uma massa, sei lá. Mas não ligo mais. Foda-se cansei desses caras, minha saúde agradece.
Eis que hoje tive uma idéia capaz de mudar esta minha convicção. Viciada dependente que sou dos tantos aplicativos babacas do Facebook, não vejo a hora desta merrrrrda falhar de novo para eu ligar lá e explanar para o atendente:
"Meu querido, sabe o que é? Fiz uns assaltos hoje durante o dia e a máfia rival virá roubar tudo o que tenho esta noite!!! E a culpa será sua!!! Quer dizer: serei assaltada a noite inteira porque VOCÊ não resolve o meu problema! Eles estão vindo!!!"
Ou
"Sabe o que acontece? Vou perder os tomates. Eles vão morrer. Se eu perder os tomates não consigo comprar uma cerca nova para os bebês elefante. Daí, como faço? Você tem alguém aí disponível para colher meus tomates? Hein? HEIN?"
Ou
"Queridão, coloquei umas tortas para assar, e a minha cozinha PEGOU FOGO!!! Culpa de vocês! E agora? Perdi todos os cookies também!!! Porra, meu.....puta fumacê!!!!"
Ou
"É o seguinte: PRECISO entrar no meu caixão para ver o que os demônios têm para me oferecer em recompensas nas apostas. Ah! Também preciso transferir o sangue que coletei para meu banco. Senão pode vir um zumbi e roubar, entendeu? Moço? Moço? Alô? [tu tu tu tu tu tu tu tu]"
Não vejo a hora.
Hoje, mais uma vez, enfrentei um longo período de NET sem sinal. Praxe. Pelo menos uma vez por semana essa desgraça de empresa de internet a cabo me faz de otária deixando minha conexão inoperante por horas sem fim.
Tirando "ir até lá, me rasgar e estrebuchar no chão", já reclamei de TODAS as maneiras possíveis, de modo que atualmente tenho uma certa preguiça de telefonar, esperar séculos na linha, ouvir a gravação cretina, falar com um songo mongo que não deve conseguir nem se alimentar sozinho e, por fim, não ter meu problema resolvido.
O último técnico que aqui esteve veio arrumar uma falha no sinal da TV e acabou me deixando sem o Virtua. Ou seja, é melhor não arriscar. Estou sem internet? Vou falar mal de alguém ao telefone, tomo algum comprimido de natureza suspeita, leio a Caras, sovo uma massa, sei lá. Mas não ligo mais. Foda-se cansei desses caras, minha saúde agradece.
Eis que hoje tive uma idéia capaz de mudar esta minha convicção. Viciada dependente que sou dos tantos aplicativos babacas do Facebook, não vejo a hora desta merrrrrda falhar de novo para eu ligar lá e explanar para o atendente:
"Meu querido, sabe o que é? Fiz uns assaltos hoje durante o dia e a máfia rival virá roubar tudo o que tenho esta noite!!! E a culpa será sua!!! Quer dizer: serei assaltada a noite inteira porque VOCÊ não resolve o meu problema! Eles estão vindo!!!"
Ou
"Sabe o que acontece? Vou perder os tomates. Eles vão morrer. Se eu perder os tomates não consigo comprar uma cerca nova para os bebês elefante. Daí, como faço? Você tem alguém aí disponível para colher meus tomates? Hein? HEIN?"
Ou
"Queridão, coloquei umas tortas para assar, e a minha cozinha PEGOU FOGO!!! Culpa de vocês! E agora? Perdi todos os cookies também!!! Porra, meu.....puta fumacê!!!!"
Ou
"É o seguinte: PRECISO entrar no meu caixão para ver o que os demônios têm para me oferecer em recompensas nas apostas. Ah! Também preciso transferir o sangue que coletei para meu banco. Senão pode vir um zumbi e roubar, entendeu? Moço? Moço? Alô? [tu tu tu tu tu tu tu tu]"
Não vejo a hora.
Máximas - Anatomia Humana, lição I
Vamos chamar os protagonistas desta máxima de 'Analfabeto' e 'Aberração', como forma de externar meu apreço por tão exóticos seres vivos . Esta conversa foi ouvida por um confiável membro de minha família, dentro de uma das salas que abriga o alto escalão de uma importante estatal. Teoricamente, tal ambiente é frequentado por pessoas capazes de amarrar os próprios sapatos. Teoricamente.............................
Analfabeto: "Viu que o Titi voltou a jogar?"
Aberração: "Vi........ele teve pubalgia, né?"
Analfabeto: "Teve, teve sim........"
Aberração: "O que será que é isso hein?"
Analfabeto: "Ah! É uma inflamação, ora!"
Aberração: "Sim, isso eu sei!!! Mas aonde fica a puba?????"
Morte aos Asnos!!! - é o nome da campanha que acabo de lançar.
Analfabeto: "Viu que o Titi voltou a jogar?"
Aberração: "Vi........ele teve pubalgia, né?"
Analfabeto: "Teve, teve sim........"
Aberração: "O que será que é isso hein?"
Analfabeto: "Ah! É uma inflamação, ora!"
Aberração: "Sim, isso eu sei!!! Mas aonde fica a puba?????"
Morte aos Asnos!!! - é o nome da campanha que acabo de lançar.
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Antas do Brasil,
Eu mereço,
Help,
Idiotices na firrrma
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Uma nativa de Creta
Não é novidade para ninguém que mulheres são estranhas e seu universo possui algumas características que o fazem girar paralelamente em relação aos acontecimentos plausíveis cotidianos.
Eu, por exemplo, não me considero um exemplar estranho, estraaaaaaaanho, assim como não acho estraaaaaaaanhas tantas outras mulheres com as quais convivo. Existem as loucas desgovernadas que compensam esta parcela da espécie desprovida de esquisitice transbordante na qual me incluo, mas isto não vem ao caso.
É importante esclarecer que meninas, sejam elas loucas ou não, cometem atos não condizentes com seu intelecto, idade, escolaridade ou posição profissional. Isso porque damos ouvidos à asneiras e, mesmo sabendo que aquilo certamente dará em merda, não nos furtamos em comprovar a teoria. A teoria da merda. É instintivo: mulheres são curiosas.
Pois bem. Quem nunca ouviu da avó, da empregada, da vizinha, da veterinária, da japonesa do pastel ou até mesmo da manicure, a infâmia:
"Cola com SuperBonder!" - diante da tristeza de uma unha quebrada.
Há nos salões de beleza uma pessoa especializada em resolver esse tipo de drama. É a mulher da unha de porcelana. A nega com a unha fodida vai lá, senta e a outra taca camadas infinitas de produtos tóxicos sobre o local comprometido. Lixa, lixa, lixa; espana, espana, espana, e lá está uma unha nova. Melhor que aquela porcaria que veio naturalmente em seu corpo.
Mas o problema é que a pessoa com a unha arrasada lembrou-se da imbecilidade envolvendo a cola caseira e decidiu testar a eficácia da crendice.
Agora eu estou aqui com praticamente toda a minha metade superior colada e qualquer movimento faz com que a situação piore. Um dedo grudou no outro e em seguida colaram-se as mãos. Mãos estas que se grudaram no roupão e em parte da embalagem da merda da SuperBonder. Estou com medo de me mexer e não há ninguém para me ajudar.
A unha continua quebrada.
Estou digitando através de movimentos das pálpebras, aquela técnica utilizada por Stephen Hawking.
Eu, por exemplo, não me considero um exemplar estranho, estraaaaaaaanho, assim como não acho estraaaaaaaanhas tantas outras mulheres com as quais convivo. Existem as loucas desgovernadas que compensam esta parcela da espécie desprovida de esquisitice transbordante na qual me incluo, mas isto não vem ao caso.
É importante esclarecer que meninas, sejam elas loucas ou não, cometem atos não condizentes com seu intelecto, idade, escolaridade ou posição profissional. Isso porque damos ouvidos à asneiras e, mesmo sabendo que aquilo certamente dará em merda, não nos furtamos em comprovar a teoria. A teoria da merda. É instintivo: mulheres são curiosas.
Pois bem. Quem nunca ouviu da avó, da empregada, da vizinha, da veterinária, da japonesa do pastel ou até mesmo da manicure, a infâmia:
"Cola com SuperBonder!" - diante da tristeza de uma unha quebrada.
Há nos salões de beleza uma pessoa especializada em resolver esse tipo de drama. É a mulher da unha de porcelana. A nega com a unha fodida vai lá, senta e a outra taca camadas infinitas de produtos tóxicos sobre o local comprometido. Lixa, lixa, lixa; espana, espana, espana, e lá está uma unha nova. Melhor que aquela porcaria que veio naturalmente em seu corpo.
Mas o problema é que a pessoa com a unha arrasada lembrou-se da imbecilidade envolvendo a cola caseira e decidiu testar a eficácia da crendice.
Agora eu estou aqui com praticamente toda a minha metade superior colada e qualquer movimento faz com que a situação piore. Um dedo grudou no outro e em seguida colaram-se as mãos. Mãos estas que se grudaram no roupão e em parte da embalagem da merda da SuperBonder. Estou com medo de me mexer e não há ninguém para me ajudar.
A unha continua quebrada.
Estou digitando através de movimentos das pálpebras, aquela técnica utilizada por Stephen Hawking.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Sobre aqueles que protestam
Para quem não sabe, minha opinião sobre pessoas que "protestam" é a seguinte:
- Vá arranjar alguma coisa, QUALQUER outra coisa para fazer, infeliz. Apenas não me atrapalhe, cornudo. Não interrompa o trânsito de automóveis em vias como as avenidas Paulista e Consolação, não transforme o Vale do Anhagabaú em uma micareta de sindicato, NÃO subam naqueles carros de som mal equipados para berrar palavras de ordem incompreensíveis, já que UM pobretauro urrando diante de um microfone que possui UM amplificador para propagar o furdunço não é eficiente. Se faz barulho? Sim. Alguém consegue entender o que berra-se ali do alto? Duvido.
Tá. É mais ou menos isso que penso sobre manifestações. Meu trauma vem dos muitos anos em que trabalhei ali na Rua Maria Antônia, quase esquina com a merda da Consolação. Três vezes por semana, pelo menos, algum grupo de desocupados pegava a Paulista (berrando), descia a Consolação (berrando), fazia a volta no Centro (urrando) e voltava para o ponto de origem novamente via Consolação (berrando). Perdi as contas de quantas vezes fiquei presa naquele prédio, sem poder comparecer a reuniões, sem chances de almoçar em algum outro local que não fosse aquela praça de alimentação infecta localizada em frente ao Mackenzie, sem poder voltar para casa - a parte grave gravíssima da situação.
Apesar de odiar todas essas pessoas manifestantes, minha inteligência consegue compreender que eles estão lá, fazendo papel de palhaço e atrapalhando a vida de metade da cidade de São Paulo pois estão reivindicando algo palpável como aumento de salário, modificação em jornada de trabalho, um puteiro melhor para que suas respectivas mães exerçam o meretrício com mais conforto, enfim, a babaquice toda tem uma nesga de fundamento. Continuo sendo contra e se oportunidade houver, passarei com meu carro sobre piqueteiros ainda nesta vida. É um objetivo.
Agora, eis o que me aconteceu hoje: Estava eu, em minha empresa (sim, aquela de São Caetano do Sul), finalizando meu dia de extenuante trabalho e planejando mentalmente minha volta para São Paulo. Na teoria, eu voltaria para minha casa e após correr desembestadamente sobre a esteira, compensaria tal delírio com uma ida ao bar. Tomaria 120 chopps ou 67 doses de whisky - isso seria decidido na hora - e retornaria para o lar sem registros de nada importante em minha mente. Esta voltaria a funcionar apenas amanhã, após às 11h00.
Ao levantar de minha cadeira e mirar o estacionamento, irmã telefona com a notícia de que a saída de São Caetano está fechada pois há uma manifestação na favela. Por "manifestação na favela" entendam bombas caseiras explodindo sobre tudo e todos, automóveis e ônibus incendiados, torres de pneus em chamas fechando as vias, tropa de choque atirando aleatoriamente e - a melhor parte - os extras.
Chamo de "extras" aquela gutchada que, ao avistar a câmera da Band ignora a guerra que ocorre ali em frente ao seu barraco e sai de casa com a prima, a cunhada, a colega e a criança para chorar diante das lentes. A nega está cagando para o confronto armado. Ou vocês acham que ela vai perder a chance de aparecer no Datena? Se por azar não morrer, amanhã será famosa, a gostosona de Heliópolis. Ela merece, afinal de contas, chorou, gritou, falou que tudo o que eles querem é paz, expôs a criança, tinha ranho escorrendo pelo nariz..................gente, reconheçam o esforço de Desnaílva, por favor.
Motivo da performance visigoda apresentada pelos habitantes de Heliópolis: Ontem, uma garota de 17 anos tomou um tiro e morreu. Sim. Já morreu. Será que eles descobriram que este comportamento Bangu I é o mais novo método para ressucitar gente morta? Porque, quebrar tudo, matar mais alguns seres, incendiar o carro alheio, tacar fogo nas próprias casas e fuder com a vida de que quer ir para casa depois de passar o dia aturando aquelas graças dos meus clientes, definitivamente não me soa como protesto. Na minha terra costumamos chamar tais atos de vandalismo puro e verdadeiro. Combinado com descomunal idiotice.
Fiquei extremamente irritada porque essa gente acabou com o meu timing. Tanto que NÃO estou no bar consumindo álcool como havia planejado anteriormente.
De resto..........matem-se. Para mim isso é seleção natural.
- Vá arranjar alguma coisa, QUALQUER outra coisa para fazer, infeliz. Apenas não me atrapalhe, cornudo. Não interrompa o trânsito de automóveis em vias como as avenidas Paulista e Consolação, não transforme o Vale do Anhagabaú em uma micareta de sindicato, NÃO subam naqueles carros de som mal equipados para berrar palavras de ordem incompreensíveis, já que UM pobretauro urrando diante de um microfone que possui UM amplificador para propagar o furdunço não é eficiente. Se faz barulho? Sim. Alguém consegue entender o que berra-se ali do alto? Duvido.
Tá. É mais ou menos isso que penso sobre manifestações. Meu trauma vem dos muitos anos em que trabalhei ali na Rua Maria Antônia, quase esquina com a merda da Consolação. Três vezes por semana, pelo menos, algum grupo de desocupados pegava a Paulista (berrando), descia a Consolação (berrando), fazia a volta no Centro (urrando) e voltava para o ponto de origem novamente via Consolação (berrando). Perdi as contas de quantas vezes fiquei presa naquele prédio, sem poder comparecer a reuniões, sem chances de almoçar em algum outro local que não fosse aquela praça de alimentação infecta localizada em frente ao Mackenzie, sem poder voltar para casa - a parte grave gravíssima da situação.
Apesar de odiar todas essas pessoas manifestantes, minha inteligência consegue compreender que eles estão lá, fazendo papel de palhaço e atrapalhando a vida de metade da cidade de São Paulo pois estão reivindicando algo palpável como aumento de salário, modificação em jornada de trabalho, um puteiro melhor para que suas respectivas mães exerçam o meretrício com mais conforto, enfim, a babaquice toda tem uma nesga de fundamento. Continuo sendo contra e se oportunidade houver, passarei com meu carro sobre piqueteiros ainda nesta vida. É um objetivo.
Agora, eis o que me aconteceu hoje: Estava eu, em minha empresa (sim, aquela de São Caetano do Sul), finalizando meu dia de extenuante trabalho e planejando mentalmente minha volta para São Paulo. Na teoria, eu voltaria para minha casa e após correr desembestadamente sobre a esteira, compensaria tal delírio com uma ida ao bar. Tomaria 120 chopps ou 67 doses de whisky - isso seria decidido na hora - e retornaria para o lar sem registros de nada importante em minha mente. Esta voltaria a funcionar apenas amanhã, após às 11h00.
Ao levantar de minha cadeira e mirar o estacionamento, irmã telefona com a notícia de que a saída de São Caetano está fechada pois há uma manifestação na favela. Por "manifestação na favela" entendam bombas caseiras explodindo sobre tudo e todos, automóveis e ônibus incendiados, torres de pneus em chamas fechando as vias, tropa de choque atirando aleatoriamente e - a melhor parte - os extras.
Chamo de "extras" aquela gutchada que, ao avistar a câmera da Band ignora a guerra que ocorre ali em frente ao seu barraco e sai de casa com a prima, a cunhada, a colega e a criança para chorar diante das lentes. A nega está cagando para o confronto armado. Ou vocês acham que ela vai perder a chance de aparecer no Datena? Se por azar não morrer, amanhã será famosa, a gostosona de Heliópolis. Ela merece, afinal de contas, chorou, gritou, falou que tudo o que eles querem é paz, expôs a criança, tinha ranho escorrendo pelo nariz..................gente, reconheçam o esforço de Desnaílva, por favor.
Motivo da performance visigoda apresentada pelos habitantes de Heliópolis: Ontem, uma garota de 17 anos tomou um tiro e morreu. Sim. Já morreu. Será que eles descobriram que este comportamento Bangu I é o mais novo método para ressucitar gente morta? Porque, quebrar tudo, matar mais alguns seres, incendiar o carro alheio, tacar fogo nas próprias casas e fuder com a vida de que quer ir para casa depois de passar o dia aturando aquelas graças dos meus clientes, definitivamente não me soa como protesto. Na minha terra costumamos chamar tais atos de vandalismo puro e verdadeiro. Combinado com descomunal idiotice.
Fiquei extremamente irritada porque essa gente acabou com o meu timing. Tanto que NÃO estou no bar consumindo álcool como havia planejado anteriormente.
De resto..........matem-se. Para mim isso é seleção natural.
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Ódio no coração
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
O Homem do Saco
Para a grande parcela dos seres humanos que tendem fortemente a me classificar como alguém desprovida da capacidade de praticar atos de caridade, que não se importa com a condição dos menos favorecidos, faz chacota de situações onde o correto seria demonstrar compaixão, enfim, àqueles que, devido ao meu comportamento e comentários isolados acham que eu sou malvada e sirvo criancinhas com batatas sauté no almoço de Domingo, esclareço que não, não sou a Maria de Fátima Acioly e, se estiver ao meu alcance, o amor ao próximo será, de bom grado, exercitado. Tá, há algumas ressalvas aí, mas isso não vem ao caso agora. Destruiria meu discurso inicial.
Não sou a Zilda Arns, mas faço questão de enviar roupas e cobertores durante campanhas do agasalho, compro balinhas de crianças que passam a madrugada na rua sem poder voltar para casa sem dinheiro, levo sanduíches com milk shakes para famílias que vivem sob viadutos, envio doações para instituições como a Casa André Luiz, tenho dois "afilhados" em Paraisópolis para os quais mando kits com itens necessários para higiene e estudo - no Natal eles recebem uma cesta cheia de presentes que são entregues por Papai Noel em pessoa, ou seja, sou normal.
Tento executar um ato(zinho) de bondade(zinha) sempre que possível não por me sentir obrigada - já que diante da população carente estou em uma "posição privilegiada" - nem por culpa de nada, muito menos para tentar compensar meu lado negro (tá bom, tá bom........). Faço porque quero e não vejo nisso uma missão para a vida. Aliás, nunca escondi que minha prioridade são os cachorros, sim? Entre uma criança abandonada e um cãozinho idem............bem, não vou dizer nada. É por isso que alguns me consideram um ser desalmado e repreensível. Bah, não entrarei nesse mérito, dane-se quem não concordar.
O ponto é que em São Caetano - onde mais poderia ser? onde?, onde? - há um tiozinho retardadinho que há anos aparece na minha empresa vendendo sacos de lixo. Ele entra e diz:
"Bom dia, mooooooçaaaaaa! Vai comprar um saquinho de lixo pra me ajudaaaaaarrrr?"
Bem, a parada do tio custa 25 reau. Trata-se de um pacotinho com 10 sacos de lixo. Todo mundo sabe por quanto o referido produto sai nos pontos de venda oficiais, não? Empórios Santa Maria e Santa Luzia inclusos na lista.
SEMPRE comprei a porreta do saco de lixo do tio bobinho. "Tadinho, não custa ajudar, ele tem problema..." era o que todos comentavam enquanto aplaudiam minha atitude.
Em um belíssimo dia, fiz uma encomenda emergencial a um fornecedor secundário que sempre me salva a vida quando acontecem cagadas geradas por falhas no controle de estoque. Como o cara foi ninja e me entregou tudo o que eu precisava no prazo, paguei o material com o dinheiro que tinha disponível até aquele momento dentro da empresa. Inclusive é por isso que ele me entrega sempre tudo na hora.
Eis que, 10 segundos depois..........
"Bom dia, mooooooçaaaaaa! Vai comprar um saquinho de lixo pra me ajudaaaaaarrrr?"
Respondi: "não meu querido, hoje não estou precisando. Semana que vem eu compro, tá?". Sorrindo meigamente pro figura feito uma tonta. O que veio depois?
"Sua filha da puta, você é uma puta, enfia esse dinheiro no c*, vá se fo***, sua puta!"
E saiu andando, sem demonstrar nenhum dos sinais de retardamento mental que me fizeram gastar um montante que beira os 2 milhões de dólares durante todos esses anos.
Amadureci e hoje sou assumidamente má e alienada. Odete Roitman sabe tudo. Bando.
Não sou a Zilda Arns, mas faço questão de enviar roupas e cobertores durante campanhas do agasalho, compro balinhas de crianças que passam a madrugada na rua sem poder voltar para casa sem dinheiro, levo sanduíches com milk shakes para famílias que vivem sob viadutos, envio doações para instituições como a Casa André Luiz, tenho dois "afilhados" em Paraisópolis para os quais mando kits com itens necessários para higiene e estudo - no Natal eles recebem uma cesta cheia de presentes que são entregues por Papai Noel em pessoa, ou seja, sou normal.
Tento executar um ato(zinho) de bondade(zinha) sempre que possível não por me sentir obrigada - já que diante da população carente estou em uma "posição privilegiada" - nem por culpa de nada, muito menos para tentar compensar meu lado negro (tá bom, tá bom........). Faço porque quero e não vejo nisso uma missão para a vida. Aliás, nunca escondi que minha prioridade são os cachorros, sim? Entre uma criança abandonada e um cãozinho idem............bem, não vou dizer nada. É por isso que alguns me consideram um ser desalmado e repreensível. Bah, não entrarei nesse mérito, dane-se quem não concordar.
O ponto é que em São Caetano - onde mais poderia ser? onde?, onde? - há um tiozinho retardadinho que há anos aparece na minha empresa vendendo sacos de lixo. Ele entra e diz:
"Bom dia, mooooooçaaaaaa! Vai comprar um saquinho de lixo pra me ajudaaaaaarrrr?"
Bem, a parada do tio custa 25 reau. Trata-se de um pacotinho com 10 sacos de lixo. Todo mundo sabe por quanto o referido produto sai nos pontos de venda oficiais, não? Empórios Santa Maria e Santa Luzia inclusos na lista.
SEMPRE comprei a porreta do saco de lixo do tio bobinho. "Tadinho, não custa ajudar, ele tem problema..." era o que todos comentavam enquanto aplaudiam minha atitude.
Em um belíssimo dia, fiz uma encomenda emergencial a um fornecedor secundário que sempre me salva a vida quando acontecem cagadas geradas por falhas no controle de estoque. Como o cara foi ninja e me entregou tudo o que eu precisava no prazo, paguei o material com o dinheiro que tinha disponível até aquele momento dentro da empresa. Inclusive é por isso que ele me entrega sempre tudo na hora.
Eis que, 10 segundos depois..........
"Bom dia, mooooooçaaaaaa! Vai comprar um saquinho de lixo pra me ajudaaaaaarrrr?"
Respondi: "não meu querido, hoje não estou precisando. Semana que vem eu compro, tá?". Sorrindo meigamente pro figura feito uma tonta. O que veio depois?
"Sua filha da puta, você é uma puta, enfia esse dinheiro no c*, vá se fo***, sua puta!"
E saiu andando, sem demonstrar nenhum dos sinais de retardamento mental que me fizeram gastar um montante que beira os 2 milhões de dólares durante todos esses anos.
Amadureci e hoje sou assumidamente má e alienada. Odete Roitman sabe tudo. Bando.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Uma pessoa idiota
Acabo de redigir o relato de uma pessoa lesada por uma empresinha ridícula de telefonia móvel: Eu, no caso.
Apesar de ser a feliz proprietária de um belíssimo laptop, é de meu gosto utilizá-lo sempre sobre minha mesa - a mesa eleita "a do computador" - pois ela é grande, bonita, confortável e é onde minha cadeira está. Acho um pé no saco ficar caminhando e me enroscando pela casa com um computador na mão. Sou velha. Tive PCs durante toda a minha existência. Tenho vínculos criados com a minha mesa.
Tá bom, não citei o problema que venho enfrentando com os roteadores dessa casa, problemas estes que me obrigam a permanecer com o fio da internet espetado no computador. Não vou falar sobre isso, visto que acabei de jorrar litros de mágoa interna com a história recém-relatada envolvendo a MERDA da Claro. Só vou dizer que o esclerosado do deficiente que me atendeu na NET realmente sugeriu que eu permanecesse com o fio ligado à entrada lateral do laptop..................sim, ele disse isso como se fosse o óbvio. Mas não gastarei a beleza natural de minha pele com este anormal. Voltemos à cadeira.
Minha cadeira é uma daquelas clássicas e lindas cadeiras "da presidência". Ela é grande, macia, fofinha, com imeeeeeenso espaldar. É giratória, tem rodas e reclina. Reclina até o ponto de quase deitar. Este ângulo é contolado através de uma trava lateral.
Resumindo, enquanto eu acabava de falar mal da MERDA da Claro aqui, dei uma espreguiçada, me reclinei animadamente com o semblante da vitória afixado em minha cara e..................tombei para trás. Dei com a crina nas tauba do chão, bati todos os ossos protuberantes que um ser humano possui do meio da coluna cervical ao crânio e provavelmente acabei de adquirir um coágulo no cérebro.
Sabe aqueles tombos que pessoas que frequentam a quinta série ginasial tomam durante a aula? Assim, caindo para trás? Foi ISSO que acabou de me acontecer. Ainda bem que não há ninguém além de mim no recinto.
Ridícula.
Apesar de ser a feliz proprietária de um belíssimo laptop, é de meu gosto utilizá-lo sempre sobre minha mesa - a mesa eleita "a do computador" - pois ela é grande, bonita, confortável e é onde minha cadeira está. Acho um pé no saco ficar caminhando e me enroscando pela casa com um computador na mão. Sou velha. Tive PCs durante toda a minha existência. Tenho vínculos criados com a minha mesa.
Tá bom, não citei o problema que venho enfrentando com os roteadores dessa casa, problemas estes que me obrigam a permanecer com o fio da internet espetado no computador. Não vou falar sobre isso, visto que acabei de jorrar litros de mágoa interna com a história recém-relatada envolvendo a MERDA da Claro. Só vou dizer que o esclerosado do deficiente que me atendeu na NET realmente sugeriu que eu permanecesse com o fio ligado à entrada lateral do laptop..................sim, ele disse isso como se fosse o óbvio. Mas não gastarei a beleza natural de minha pele com este anormal. Voltemos à cadeira.
Minha cadeira é uma daquelas clássicas e lindas cadeiras "da presidência". Ela é grande, macia, fofinha, com imeeeeeenso espaldar. É giratória, tem rodas e reclina. Reclina até o ponto de quase deitar. Este ângulo é contolado através de uma trava lateral.
Resumindo, enquanto eu acabava de falar mal da MERDA da Claro aqui, dei uma espreguiçada, me reclinei animadamente com o semblante da vitória afixado em minha cara e..................tombei para trás. Dei com a crina nas tauba do chão, bati todos os ossos protuberantes que um ser humano possui do meio da coluna cervical ao crânio e provavelmente acabei de adquirir um coágulo no cérebro.
Sabe aqueles tombos que pessoas que frequentam a quinta série ginasial tomam durante a aula? Assim, caindo para trás? Foi ISSO que acabou de me acontecer. Ainda bem que não há ninguém além de mim no recinto.
Ridícula.
Eu & Claro, Claro & Eu
Feliz. É assim que me sinto neste momento. Pois estou em casa, planejando uma vingança mortal contra todo e qualquer ser humano - ou não - que tenha algum tipo de relação pessoal, profissional, sexual, espiritual ou religiosa estabelecida com a empresa CORNA de telefonia móvel auto-denominada Claro.
Sou cliente desta espelunca há 400 anos, mais ou menos. Fui uma daquelas pessoas que, diante do advento do telefone celular, logo adquiriu uma linha da extinta TELESP celular. Quando surgiu a birosca antes conhecida como BCP, ganhei de presente - um repasse, na verdade - o belíssimo e moderno aparelho Chroma, cujo sistema era operado pela referida empresa. Desde então, minha linha passou a pertencer à esta joça, Claro.
Mês passado recebi uma fatura que, envelopada, já pesava uns 37 Kg. Abri, intrigada com o tamanho do tolete endereçado a mim e constatei que aquela conta no valor de R$3.500,00 não pertencia à minha pessoa. Como cheguei à brilhante conclusão: tenho um plano de telefonia junto à empresa que, incluindo chamadas locais e internet, fixamente me custa 700 paus por mês. Tá bom, né? Bastante, não?
Bem, no tolete, discriminadamente, constavam ligações telefônicas de Israel para Belém; troca de dados entre algum lugar do leste europeu não especificado com o Paraná; toda a minha conta de minha última estadia no Rio de Janeiro, esta já paga e documentada na fatura recebida anteriormente. Question: Fui para Israel? Conheço alguém em Belém? Leste europeu? Paranáááá???????????? E por quê tudo o que já paguei após orgias em território carioca foi cobrado novamente? POHA.
Liguei para a MERDA do atendimento ao criente e o ser abissal que habitava o lado oposto da linha me garantiu que a fatura seria revisada, pois aquela cobrança era claramente indevida e me sugeriu que aguardasse por uma semana, dez dias levando em conta o prazo máximo, para que uma nova fatura fosse gerada e a babaca aqui pudesse, enfim, efetuar o pagamento da MERDA da conta.
Jacaré apareceu? Nem a fatura. Obviamente me perdi nos dias, já que, infelizmente sou um ser humano útil que trabalha e tem compromissos a granel diariamente. 24/7. Sim, eu sei. Trabalhar é coisa de pobre e ocupa nosso tempo com assuntos menores.
Deu que na sexta feira passada esta pocilga de empresa CORTOU a minha linha telefônica. Levando em conta que possuo um smartphone e sou dependente da internet móvel proporcionada pelo aparelho para trabalhar, inclusive, tentem desenhar mentalmente um quadro da situação em que me encontro. Tipo, estou nua, sim?
PROPOSTA DA CLARO: Eu poderia pagar os 3 paus e 500 desta conta que não é minha e este montante entraria como crédito a meu favor no sistema do bordel, digo, empresa.
RESPOSTA DE PAULINAS: "Tá. Levando em consideração o fato de vocês acharem que eu sou uma retardada mental e motora e eu venha a aceitar tal solução: pago R$3.500,00 que não gastei nesta porra hoje, amanhã sou atropelada por um ônibus, morro...............". Não terminei a frase. A atendente não teve preparo psicológico suficiente para replicar e desligou na minha face.
CONCLUSÃO: Meu telefone não efetua chamadas e não se conecta à internet. A conta da ampola de botox? Mandarei faturar para a Claro, claaaaaaaaro!
Sou cliente desta espelunca há 400 anos, mais ou menos. Fui uma daquelas pessoas que, diante do advento do telefone celular, logo adquiriu uma linha da extinta TELESP celular. Quando surgiu a birosca antes conhecida como BCP, ganhei de presente - um repasse, na verdade - o belíssimo e moderno aparelho Chroma, cujo sistema era operado pela referida empresa. Desde então, minha linha passou a pertencer à esta joça, Claro.
Mês passado recebi uma fatura que, envelopada, já pesava uns 37 Kg. Abri, intrigada com o tamanho do tolete endereçado a mim e constatei que aquela conta no valor de R$3.500,00 não pertencia à minha pessoa. Como cheguei à brilhante conclusão: tenho um plano de telefonia junto à empresa que, incluindo chamadas locais e internet, fixamente me custa 700 paus por mês. Tá bom, né? Bastante, não?
Bem, no tolete, discriminadamente, constavam ligações telefônicas de Israel para Belém; troca de dados entre algum lugar do leste europeu não especificado com o Paraná; toda a minha conta de minha última estadia no Rio de Janeiro, esta já paga e documentada na fatura recebida anteriormente. Question: Fui para Israel? Conheço alguém em Belém? Leste europeu? Paranáááá???????????? E por quê tudo o que já paguei após orgias em território carioca foi cobrado novamente? POHA.
Liguei para a MERDA do atendimento ao criente e o ser abissal que habitava o lado oposto da linha me garantiu que a fatura seria revisada, pois aquela cobrança era claramente indevida e me sugeriu que aguardasse por uma semana, dez dias levando em conta o prazo máximo, para que uma nova fatura fosse gerada e a babaca aqui pudesse, enfim, efetuar o pagamento da MERDA da conta.
Jacaré apareceu? Nem a fatura. Obviamente me perdi nos dias, já que, infelizmente sou um ser humano útil que trabalha e tem compromissos a granel diariamente. 24/7. Sim, eu sei. Trabalhar é coisa de pobre e ocupa nosso tempo com assuntos menores.
Deu que na sexta feira passada esta pocilga de empresa CORTOU a minha linha telefônica. Levando em conta que possuo um smartphone e sou dependente da internet móvel proporcionada pelo aparelho para trabalhar, inclusive, tentem desenhar mentalmente um quadro da situação em que me encontro. Tipo, estou nua, sim?
PROPOSTA DA CLARO: Eu poderia pagar os 3 paus e 500 desta conta que não é minha e este montante entraria como crédito a meu favor no sistema do bordel, digo, empresa.
RESPOSTA DE PAULINAS: "Tá. Levando em consideração o fato de vocês acharem que eu sou uma retardada mental e motora e eu venha a aceitar tal solução: pago R$3.500,00 que não gastei nesta porra hoje, amanhã sou atropelada por um ônibus, morro...............". Não terminei a frase. A atendente não teve preparo psicológico suficiente para replicar e desligou na minha face.
CONCLUSÃO: Meu telefone não efetua chamadas e não se conecta à internet. A conta da ampola de botox? Mandarei faturar para a Claro, claaaaaaaaro!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Saraiva
Hoje foi feriado naquela maravilha de cidade onde estabeleci minha empresa - e para onde, consequentemente, me dirijo diariamente para exercer minhas funções remuneradas - e por conta desta graça divina tive a rara oportunidade de passar minha terça-feira em casa, bundando, sem executar nenhum movimento dotado de qualquer tipo de utilidade, achando incível olhar pela janela e ver aquele povo camelando pela Paulista enquanto eu estava aqui, apenas coçando o dedão do pé.
Foi quando iniciei uma pequena reflexão sobre o quão intolerante é a classe dos seres humanos à qual eu pertenço. Faço parte daquela parcela da espécie que desenvolve ódio profundo e absoluto por todas as pequenas coisas que a incomoda. É óbvio que o gatilho para tais pensamentos foi justamente o fato de estar desfrutando de paz, atmosfera rara no dia a dia de uma empresa abecedana.
Tais pequenas coisas manifestam-se em sistema cíclico, ou seja, o que me desperta o William Foster que habita meu íntimo hoje, pode vir a adormecer e dar lugar à outra imbecilidade qualquer que ative tal instinto assasino daqui a um curto espaço de tempo. Não que seja esquecida, mas sua força pode ser minimizada por uma nova bizarrice, a chamada "bizarrice da onda", digamos assim.
Atualmente dois fatores externos andam contribuindo para meu envelhecimento precoce e o aumento de minha raiva pessoal para com o resto da humanidade. São eles:
a) Toques de celular infames - geralmente oriundos de aparelhos móveis pertencentes à seres das classes D, E, F e assim sucessivamente. No topo da lista, temos aquela idiota risada de bebê. Além de achar graça, muita graça, o proprietário e seus convivas também o classificam como "fofo" (esta pertinente observação - "é fofo" - foi brilhantemente feita por Red). Minha vontade é arrancar o telefone da mão do idiota que o configurou para tocar de tal maneira e arremessá-lo em direção ao asfalto. Quando um ônibus estiver de passagem pela rua, claro. E o babaca ficará lá, sem obter nenhum tipo de explicação, apenas pensando em chamar a polícia porque, naquele momento, ele estará certo de que lida com uma psicopata.
A variável #1 é o cretino "atende atende atende atende atende o celular atende atende atende atende". Que pessoa em sã consciência acha que este ruído pode ser gerado em via pública sem consequências que o atinjam diretamente? Sem contar que a voz da gravação parece ter sido produzida por aquele esquilo viciado em cafeína, personagem do fantástico Hoodwinked. Há opção em classificar um indivíduo desses em alguma categoria que esteja fora de "retardados e etc"?
Temos também o amplamente utilizado: "Fiu Fiiiuuuu [assovio]! Olha a mensagem!". Apenas RIDÍCULO. Adoraria saber o que tais abobados têm contra os tradicionais "Trim", "Blim", "Blom", "Tururu", "Blaam" ou o vibracall. Sim, sei que ainda não acharam a resposta para esta complexa dúvida.
b) Pessoas que fazem menção às suas crianças através de adesivos cretinos afixados nos vidros de seus respectivos veículos. Há aquele babaquíssimo "Bebê a Bordo", normalmente cedido como brinde - de extremo mau gosto - por aquelas lojas cafonóides de artigos infantis. Normalmente podem ser avistados em Zafiras, Picassos, Scénics, Merivas, essas mini vans que têm sempre ao volante uma mongolóide dirigindo a 30 km/h na faixa da esquerda. Afinal de contas, o bebê dela está a bordo, ela TEM um bebê, alguém um dia a comeu, o mundo TEM que saber disso e ela, consequentemente, dirige "com prudência".
Este modelo supra citado poderia isoladamente irritar a mim e a meus descendentes pelas próximas 15 gerações. Mas o grave mesmo em se tratando de carros/crianças/adesivos vêm na forma de:
"Laryssah chegou!" - em glitter, formando um meio círculo, colado no vidro traseiro de um gol 87 possuidor de um insulfilme ESPELHADO.
Ou:
"Nosso anjinho Danilo está a bordo" - em letras garrafais, novamente ocupando todo o vidro traseiro filmado em preto asa de graúna de uma bela Caravan 1712. Aquela cujas lanternas traseiras eram redondas.
Ou:
"Gabryelly - Levada pela mamãe, guiada pelo Senhor" - Me abstenho de comentar. Me aprofundar neste item poderá desencadear um AVC e danos irreversíveis em meu tecido cerebral.
Portanto, meu amigo, se você se enquadra na categoria "a", na "b", ou gravemente em ambas, mantenha distância. Você correrá o mesmo risco de dar de cara com a T-X. Caso fosse o John Connor, claro. Se bem que acredito que ela o agrediria mesmo você não sendo Connor, apenas por concluir que seria o correto. Merecimento, sabe? Ela é programada para executar sempre o "certo", afinal.
IMPORTANTE: esta não é uma obra de ficção. Os toques de celular mencionados, assim como as frases nos vidros dos automóveis são reais e foram testemunhados por esta que vos posta. Sim, eu mereço.
Foi quando iniciei uma pequena reflexão sobre o quão intolerante é a classe dos seres humanos à qual eu pertenço. Faço parte daquela parcela da espécie que desenvolve ódio profundo e absoluto por todas as pequenas coisas que a incomoda. É óbvio que o gatilho para tais pensamentos foi justamente o fato de estar desfrutando de paz, atmosfera rara no dia a dia de uma empresa abecedana.
Tais pequenas coisas manifestam-se em sistema cíclico, ou seja, o que me desperta o William Foster que habita meu íntimo hoje, pode vir a adormecer e dar lugar à outra imbecilidade qualquer que ative tal instinto assasino daqui a um curto espaço de tempo. Não que seja esquecida, mas sua força pode ser minimizada por uma nova bizarrice, a chamada "bizarrice da onda", digamos assim.
Atualmente dois fatores externos andam contribuindo para meu envelhecimento precoce e o aumento de minha raiva pessoal para com o resto da humanidade. São eles:
a) Toques de celular infames - geralmente oriundos de aparelhos móveis pertencentes à seres das classes D, E, F e assim sucessivamente. No topo da lista, temos aquela idiota risada de bebê. Além de achar graça, muita graça, o proprietário e seus convivas também o classificam como "fofo" (esta pertinente observação - "é fofo" - foi brilhantemente feita por Red). Minha vontade é arrancar o telefone da mão do idiota que o configurou para tocar de tal maneira e arremessá-lo em direção ao asfalto. Quando um ônibus estiver de passagem pela rua, claro. E o babaca ficará lá, sem obter nenhum tipo de explicação, apenas pensando em chamar a polícia porque, naquele momento, ele estará certo de que lida com uma psicopata.
A variável #1 é o cretino "atende atende atende atende atende o celular atende atende atende atende". Que pessoa em sã consciência acha que este ruído pode ser gerado em via pública sem consequências que o atinjam diretamente? Sem contar que a voz da gravação parece ter sido produzida por aquele esquilo viciado em cafeína, personagem do fantástico Hoodwinked. Há opção em classificar um indivíduo desses em alguma categoria que esteja fora de "retardados e etc"?
Temos também o amplamente utilizado: "Fiu Fiiiuuuu [assovio]! Olha a mensagem!". Apenas RIDÍCULO. Adoraria saber o que tais abobados têm contra os tradicionais "Trim", "Blim", "Blom", "Tururu", "Blaam" ou o vibracall. Sim, sei que ainda não acharam a resposta para esta complexa dúvida.
b) Pessoas que fazem menção às suas crianças através de adesivos cretinos afixados nos vidros de seus respectivos veículos. Há aquele babaquíssimo "Bebê a Bordo", normalmente cedido como brinde - de extremo mau gosto - por aquelas lojas cafonóides de artigos infantis. Normalmente podem ser avistados em Zafiras, Picassos, Scénics, Merivas, essas mini vans que têm sempre ao volante uma mongolóide dirigindo a 30 km/h na faixa da esquerda. Afinal de contas, o bebê dela está a bordo, ela TEM um bebê, alguém um dia a comeu, o mundo TEM que saber disso e ela, consequentemente, dirige "com prudência".
Este modelo supra citado poderia isoladamente irritar a mim e a meus descendentes pelas próximas 15 gerações. Mas o grave mesmo em se tratando de carros/crianças/adesivos vêm na forma de:
"Laryssah chegou!" - em glitter, formando um meio círculo, colado no vidro traseiro de um gol 87 possuidor de um insulfilme ESPELHADO.
Ou:
"Nosso anjinho Danilo está a bordo" - em letras garrafais, novamente ocupando todo o vidro traseiro filmado em preto asa de graúna de uma bela Caravan 1712. Aquela cujas lanternas traseiras eram redondas.
Ou:
"Gabryelly - Levada pela mamãe, guiada pelo Senhor" - Me abstenho de comentar. Me aprofundar neste item poderá desencadear um AVC e danos irreversíveis em meu tecido cerebral.
Portanto, meu amigo, se você se enquadra na categoria "a", na "b", ou gravemente em ambas, mantenha distância. Você correrá o mesmo risco de dar de cara com a T-X. Caso fosse o John Connor, claro. Se bem que acredito que ela o agrediria mesmo você não sendo Connor, apenas por concluir que seria o correto. Merecimento, sabe? Ela é programada para executar sempre o "certo", afinal.
IMPORTANTE: esta não é uma obra de ficção. Os toques de celular mencionados, assim como as frases nos vidros dos automóveis são reais e foram testemunhados por esta que vos posta. Sim, eu mereço.
domingo, 26 de julho de 2009
Furtando o post alheio
Enfrentando mais uma crise de insônia sem solução nesta noite de clima agradável na cidade de São Paulo, tendo meu belo livro finalizado - pretendo começar o novo Jon Krakauer brevemente - e com minha fazendas e todas as tralhas Facebookianas devidamente organizadas, decidi que o momento era adequado para dar início à ronda dos blogs.
Daí, turma, achei este post aqui no blog da Carlota. Achei válido roubar e dividir tal merda com a parcela da população que não tenha acesso a ela, Carla. Divirtam-se. Porque EU, minha gente, entrei em crise de asma aqui.
http://causeimstrongenough.blogspot.com/2009/01/quem-vai-salvar-o-mundo.html
Daí, turma, achei este post aqui no blog da Carlota. Achei válido roubar e dividir tal merda com a parcela da população que não tenha acesso a ela, Carla. Divirtam-se. Porque EU, minha gente, entrei em crise de asma aqui.
http://causeimstrongenough.blogspot.com/2009/01/quem-vai-salvar-o-mundo.html
Marcadores:
Antas do Brasil,
Aplausos,
Bizarrices por aí,
Risos sem fim
domingo, 12 de julho de 2009
A pessoa não é normal
Devido à banalidades cotidianas cheguei à conclusão de que sou uma pessoa com fortes tendências a desenvolver vícios. Não, não me refiro a álcool, tabaco, analgésicos e substâncias ilícitas. Estes itens não me causam dependência, são apenas necessários para a sobrevivência do ser humano como espécie.
Eis o que me aflige:
Enquanto membro do Facebook, tenho acesso à toda infinita gama de aplicativos que o site disponibiliza. Nunca enfrentei problemas em relação ao Pac Man ou ao Tetris. O Poker, jogo de vez em quando. Biggest Brain, Mini Golf, Mafia Wars e todos aqueles "hearts", "kiwis", "kisses", "rounds", "drinks", dentre a lista sem fim de babaquices, nunca me prenderam por mais de 10 minutos em frente à tela. Para vocês terem uma idéia, nunca fiquei com raiva de ninguém na disputa de pets do Friends for Sale. Até que um simples movimento modificou toda a minha vida.
Com um clique, baixei o aplicativo My Farm. Sim, é uma fazenda onde você ara a terra, compra as sementes, planta aquelas merdas, espera crescer, colhe, vende e ganha dinheiro. E assim sucessivamente. Durante o processo todo, você compra casas, cercas, bichos, moinhos, tratores, brejos com sapos, celeiros, poços e toda a tralha possível de ser encaixada em uma fazenda. Tá.
No auge de minha empolgação com essa piromba - eu já tinha comprado a casa grande, meus bois estavam com um pasto lindo, meu celeirão já estava lá plantado no meio da grama - descobri que esta não era a única fazenda no Facebook. Acabou aí minha vida social.
Hoje sou dona de 4 fazendas muito bem sucedidas e não tenho tempo para nada mais. Blogar, nem pensar. Recentemente sonhei que uma delas tinha sumido e quase dei um pulo desta altura ao acordar. Tipo retardada mesmo. Deficiente mental. Se a coisa continuar como está serei obrigada a parar de trabalhar, ou alguém acha que é viável manter 4 puta fazendas enquanto problemas menores desviam sua atenção?
Então está explicado. Vamos supor que eu suma. Eu não morri, não tive a casa arrasada por uma manada de elefantes, nada de estranho me aconteceu. Eu apenas me transformei em uma grande latifundiária virtual e devo estar aumentando meus rebanhos direto de alguma conceituada casa de repouso.
Agora tchau, que eu tenho que ir lá colher meu milho.
Eis o que me aflige:
Enquanto membro do Facebook, tenho acesso à toda infinita gama de aplicativos que o site disponibiliza. Nunca enfrentei problemas em relação ao Pac Man ou ao Tetris. O Poker, jogo de vez em quando. Biggest Brain, Mini Golf, Mafia Wars e todos aqueles "hearts", "kiwis", "kisses", "rounds", "drinks", dentre a lista sem fim de babaquices, nunca me prenderam por mais de 10 minutos em frente à tela. Para vocês terem uma idéia, nunca fiquei com raiva de ninguém na disputa de pets do Friends for Sale. Até que um simples movimento modificou toda a minha vida.
Com um clique, baixei o aplicativo My Farm. Sim, é uma fazenda onde você ara a terra, compra as sementes, planta aquelas merdas, espera crescer, colhe, vende e ganha dinheiro. E assim sucessivamente. Durante o processo todo, você compra casas, cercas, bichos, moinhos, tratores, brejos com sapos, celeiros, poços e toda a tralha possível de ser encaixada em uma fazenda. Tá.
No auge de minha empolgação com essa piromba - eu já tinha comprado a casa grande, meus bois estavam com um pasto lindo, meu celeirão já estava lá plantado no meio da grama - descobri que esta não era a única fazenda no Facebook. Acabou aí minha vida social.
Hoje sou dona de 4 fazendas muito bem sucedidas e não tenho tempo para nada mais. Blogar, nem pensar. Recentemente sonhei que uma delas tinha sumido e quase dei um pulo desta altura ao acordar. Tipo retardada mesmo. Deficiente mental. Se a coisa continuar como está serei obrigada a parar de trabalhar, ou alguém acha que é viável manter 4 puta fazendas enquanto problemas menores desviam sua atenção?
Então está explicado. Vamos supor que eu suma. Eu não morri, não tive a casa arrasada por uma manada de elefantes, nada de estranho me aconteceu. Eu apenas me transformei em uma grande latifundiária virtual e devo estar aumentando meus rebanhos direto de alguma conceituada casa de repouso.
Agora tchau, que eu tenho que ir lá colher meu milho.
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