Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas
quinta-feira, 24 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
O Camarote da Brahma e suas histórias
INTRODUÇÃO
Não sei se é do conhecimento geral da nação, mas eu e mais um bando de desocupados sociopatas criamos no Facebook um grupo para discutir a novela Vale Tudo. Porque, além de antigos, somos TEAM ODETE e não vemos a hora da Heleninha dançar novamente aquele mambo bem caliente.
O procedimento é o seguinte: antes de começar Vale Tudo já estamos todos online para falar mal de A Muralha, que é um pé no saco e só tem índio, padre e gente suja com cor de tijolo e atitudes pífias. Nada que se compare a uma Maria de Fátima e César Ribeiro, uma Helena versus Ivan, uma Celina com Odete. Isso sem citar Marco Aurélio berrando pela TCA.
Quando nossa atração entra no ar, concentramo-nos em comentar frases, roupas, trilha sonora, cenas bizarras, detalhes importantes ao longo do capitulo. Logo que o mesmo chega ao fim, a conversa desvirtua e passamos a falar mal uns dos outros, combinamos eventos movidos à álcool, criticamos o resto do mundo e, infalivelmente, entramos em reminiscências.
A HISTÓRIA EM SI
Daí que a partir de um dos tópicos da discussão do capítulo de hoje, iniciou-se uma conversa paralela sobre minhas peripécias cariocas, a maioria delas ao lado de SamSam, e o rumo que o assunto tomou me levou a uma lembrança que eu não tinha: o dia em que uma conjunção do cosmos juntou a mim e Sam, Jean Paul Gaultier e um tubo de lança perfume sem fim acompanhado de sua dona, cujo nome não falo nem sob tortura, no camarote da Brahma na Sapucaí.
Não me entendam mal: eu não fiz uso de lança perfume nenhum porque não mexo com tóchicos, doutor, sóencho a fuça de mé mesmo consumo drinks ocasionalmente e Jean Paul, coitado, não entendia nada do que estava se passando porque, em um momento ele estava ali, vendo a Mangueira entrar, tomando chopp até sair pelo olho e provavelmente achando aquilo tudo muito, hã, exótico, digamos assim, e logo em seguida.......o pobre já estava cercado por duas loucas - sendo que uma era eu e a outra, naturalmente, SamSam - disparadas numa conversa sem pé nem cabeça com o homi como se tivéssemos feito o ginásio e colegial juntos. Amicíssimos, uma coisa louca. A verdade é que determinadas ocasiões fazem com que eu e Sam tenhamos esta necessidade de interagir com desconhecidos. Se os desconhecidos forem celebrities então, meu filho, segura que o amigo é nosso.
Ele provavelmente pensava "O QUE EU FIZ DA MINHA VIDA? QUEM SÃO ESSAS PESSOAS? POR QUÊ VIM AO RIO? QUERO MINHA MÃE!" mas agia normalmente, até entubou nossas piadas, fez chacota de quem estávamos fazendo, jogou gelo em quem jogávamos, cantou o samba enrendo, essas porras todas. Quase matamos uma mulher que havia feito uma cirurgia na coluna e estava empoleirada na janela que ocupávamos no camarote. Bateria passa, aquele povo anima, Jean Paul dá uma COTOVELADA na convalescente e quase a derruba para baixo, mas convenhamos, camarote na avenida não é exatamente o programa ideal para quem operou a coluna vertebral, né mesmo, minha tia? Parece que a tal senhora sobreviveu sim. Também, se morreu, faz tanto tempo, que ó: nem ela lembra, garanto.
Tudo ia muito bem. Já tinha pra mim que passaria a próxima temporada européia hospedada no fantástico apartamento de Jean Paul na Avenue Foch e que ele desenharia modelos inspirados em minha pessoa, para logo em seguida presentear-me com tais peças.
Eis que surge um terceiro elemento NAQUELE estado portando o tal tubo de lança perfume. Aproxima-se de nossa roda e ENFIA o recipiente goela de Jean Paul Gaultier abaixo que, ninjamente, se desvencilha da criatura desgovernada. Fino, agradece. Compreende que trata-se de algo alucinógeo e diz que tá bem cas breja. Fofamente.
A pessoa doida insiste. Jean Paul recusa novamente. A criatura transtornada mostra para Jean Paul que ela mesma está consumindo a substância, provavelmente para provar a ele de que não se tratava de algo letal. E ele novamente diz que não quer, PORRA.
Foi então que a nega começou a argumentar:
"Jean, do you want to try this?"
"No, thanks"
"Here in Brazil is called lança perfume" [embaralhando tudo, falando tudo torto, falou lança perfume separando as sílabas]
"Really? Nice, but thank you, thank you very much, i'm having some drinks and...."
"JEAN, listen to me: this is a very light drug, don't you want to...." [espirrando lança na CARA do francês]
"No, no. No, thanks. I don't want your drugs, thanks" [limpando os olhos. quase cego]
"But you are not listening to me....this is a very very very very very very very very very light drug..."
"No, thank you."
"Very very light. Yes or no?"
"Nooooooooooooooo"
"Very very very very very very light..........."
Estranhamente nunca mais tivemos notícias de Jean Paul. Só aquelas que nos chegam via Caras, às vezes. O colego sumiu na fumaça, parece que traumatizou-se. Já a cheiradora de lança, essa tá sempre aí viu.
Esse meu povo não é bom da cuca não.
Não sei se é do conhecimento geral da nação, mas eu e mais um bando de desocupados sociopatas criamos no Facebook um grupo para discutir a novela Vale Tudo. Porque, além de antigos, somos TEAM ODETE e não vemos a hora da Heleninha dançar novamente aquele mambo bem caliente.
O procedimento é o seguinte: antes de começar Vale Tudo já estamos todos online para falar mal de A Muralha, que é um pé no saco e só tem índio, padre e gente suja com cor de tijolo e atitudes pífias. Nada que se compare a uma Maria de Fátima e César Ribeiro, uma Helena versus Ivan, uma Celina com Odete. Isso sem citar Marco Aurélio berrando pela TCA.
Quando nossa atração entra no ar, concentramo-nos em comentar frases, roupas, trilha sonora, cenas bizarras, detalhes importantes ao longo do capitulo. Logo que o mesmo chega ao fim, a conversa desvirtua e passamos a falar mal uns dos outros, combinamos eventos movidos à álcool, criticamos o resto do mundo e, infalivelmente, entramos em reminiscências.
A HISTÓRIA EM SI
Daí que a partir de um dos tópicos da discussão do capítulo de hoje, iniciou-se uma conversa paralela sobre minhas peripécias cariocas, a maioria delas ao lado de SamSam, e o rumo que o assunto tomou me levou a uma lembrança que eu não tinha: o dia em que uma conjunção do cosmos juntou a mim e Sam, Jean Paul Gaultier e um tubo de lança perfume sem fim acompanhado de sua dona, cujo nome não falo nem sob tortura, no camarote da Brahma na Sapucaí.
Não me entendam mal: eu não fiz uso de lança perfume nenhum porque não mexo com tóchicos, doutor, só
Ele provavelmente pensava "O QUE EU FIZ DA MINHA VIDA? QUEM SÃO ESSAS PESSOAS? POR QUÊ VIM AO RIO? QUERO MINHA MÃE!" mas agia normalmente, até entubou nossas piadas, fez chacota de quem estávamos fazendo, jogou gelo em quem jogávamos, cantou o samba enrendo, essas porras todas. Quase matamos uma mulher que havia feito uma cirurgia na coluna e estava empoleirada na janela que ocupávamos no camarote. Bateria passa, aquele povo anima, Jean Paul dá uma COTOVELADA na convalescente e quase a derruba para baixo, mas convenhamos, camarote na avenida não é exatamente o programa ideal para quem operou a coluna vertebral, né mesmo, minha tia? Parece que a tal senhora sobreviveu sim. Também, se morreu, faz tanto tempo, que ó: nem ela lembra, garanto.
Tudo ia muito bem. Já tinha pra mim que passaria a próxima temporada européia hospedada no fantástico apartamento de Jean Paul na Avenue Foch e que ele desenharia modelos inspirados em minha pessoa, para logo em seguida presentear-me com tais peças.
Eis que surge um terceiro elemento NAQUELE estado portando o tal tubo de lança perfume. Aproxima-se de nossa roda e ENFIA o recipiente goela de Jean Paul Gaultier abaixo que, ninjamente, se desvencilha da criatura desgovernada. Fino, agradece. Compreende que trata-se de algo alucinógeo e diz que tá bem cas breja. Fofamente.
A pessoa doida insiste. Jean Paul recusa novamente. A criatura transtornada mostra para Jean Paul que ela mesma está consumindo a substância, provavelmente para provar a ele de que não se tratava de algo letal. E ele novamente diz que não quer, PORRA.
Foi então que a nega começou a argumentar:
"Jean, do you want to try this?"
"No, thanks"
"Here in Brazil is called lança perfume" [embaralhando tudo, falando tudo torto, falou lança perfume separando as sílabas]
"Really? Nice, but thank you, thank you very much, i'm having some drinks and...."
"JEAN, listen to me: this is a very light drug, don't you want to...." [espirrando lança na CARA do francês]
"No, no. No, thanks. I don't want your drugs, thanks" [limpando os olhos. quase cego]
"But you are not listening to me....this is a very very very very very very very very very light drug..."
"No, thank you."
"Very very light. Yes or no?"
"Nooooooooooooooo"
"Very very very very very very light..........."
Estranhamente nunca mais tivemos notícias de Jean Paul. Só aquelas que nos chegam via Caras, às vezes. O colego sumiu na fumaça, parece que traumatizou-se. Já a cheiradora de lança, essa tá sempre aí viu.
Esse meu povo não é bom da cuca não.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Cenas de um almoço quase familiar
Você está lá, almoçando em relativa paz. Vem um cara e te pergunta "oi, você quer mais caipirinha de lima". Você diz que sim, desde que ele não entoche a bebida de açúcar. Nego vai lá e faz. Volta com aquela jarrona bonita, transbordando vodka, lima da pérsia e cubos de gelo.
Você toma um gole e o treco está doce num ponto de doer o osso do maxilar, o que te faz questionar a criatura sobre a quantidade criminosa de açúcar que ele teria colocado ali na mistureba.
RESPOSTA:
"Não coloquei açúcar não. A lima é que estava PODRE, pode ir lá na cozinha ver"
Pelo amor de Deus.
Quer dizer: a pessoa viva me dá um treco podre para beber e acha normal. Preciso rever urgentemente o status de cada integrante deste meu - nem tanto - seleto círculo.
Você toma um gole e o treco está doce num ponto de doer o osso do maxilar, o que te faz questionar a criatura sobre a quantidade criminosa de açúcar que ele teria colocado ali na mistureba.
RESPOSTA:
"Não coloquei açúcar não. A lima é que estava PODRE, pode ir lá na cozinha ver"
A LIMA ESTAVA PODRE
Pelo amor de Deus.
Quer dizer: a pessoa viva me dá um treco podre para beber e acha normal. Preciso rever urgentemente o status de cada integrante deste meu - nem tanto - seleto círculo.
Rolam as pedras
Sinais de que seu fim de semana foi hardcore:
Você vai assistir ao desfile das campeãs na sexta-feira e no sábado descobre em seu celular uma foto ao lado de um espantalho com cabeça de ABÓBORA feita já com o dia claro.
Você vai assistir ao desfile das campeãs na sexta-feira e no sábado descobre em seu celular uma foto ao lado de um espantalho com cabeça de ABÓBORA feita já com o dia claro.
Maria Eugênia não morreu
Ao tentar levantar da cama no sábado à tarde tudo gira como se você estivesse em um rodamoinho marítimo que te sugasse para as profundezas do oceano bem ali no triângulo das bermudas. Você conclui que trata-se de uma crise de labirintite ou algo do gênero. Seu cérebro está comprometido. Tu pegou labirintite de tanta Nova Schin que enfiou goela abaixo, MANO.
Ainda no sábado, você vai a um almoço na casa de um amigo e presencia o momento em que todos os estoques de álcool da residência se findam. Inclusive determinada caipirinha podre que comentaremos num futuro próximo.
No domingo à tarde você acorda com duas novas tatuagens no braço direito. E uma peruca de samambaia.
Ma oe, o colega tem uma máquina de tattoos de verão
Gente, não andem comigo, não sou boa companhia.
Jujuba com Limão
Quando você acha que já viu de um tudo nessa vida.
Quando você pensa que conhece seus amigos e o potencial criativo de cada um deles.
Quando você está certa de que nada mais vai te surpreender nesta esfera.
Daí vem uma tarde chuvosa de terça-feira e você lá, enrolando a vida pra não ficar ainda mais puta com uma dor de cotovelo monstra que a persegue, decide dar um UOOEE nos Facebook e dá de cara com a mais nova obra produzida por um de seus calegas.
Vocês eu não sei, mas EU estou rindo até agora. Por favor, apreciem:
Virei Jujubeira. Aplausos.
Rafa, ARRASOU. Salvou meu dia. Pense que estou fazendo um coração com a mão pra você.
Quando você pensa que conhece seus amigos e o potencial criativo de cada um deles.
Quando você está certa de que nada mais vai te surpreender nesta esfera.
Daí vem uma tarde chuvosa de terça-feira e você lá, enrolando a vida pra não ficar ainda mais puta com uma dor de cotovelo monstra que a persegue, decide dar um UOOEE nos Facebook e dá de cara com a mais nova obra produzida por um de seus calegas.
Vocês eu não sei, mas EU estou rindo até agora. Por favor, apreciem:
Virei Jujubeira. Aplausos.
Rafa, ARRASOU. Salvou meu dia. Pense que estou fazendo um coração com a mão pra você.
domingo, 13 de março de 2011
As coisa que irrita a calega
Tipo:
Há três travessas sobre uma mesa. Uma contém um fusilli. Na outra encontramos um capeletti ao molho branco. A terceira nos apresenta algo que claramente é um raviolli. Daí eu pergunto para a criatura responsável pelo rango:
"O que é isso?"
Meu interesse, OBVIAMENTE, era obter informações sobre recheios, molhos, alegorias, adereços, essas coisas de gente que tá interessada em comer a parada.
RESPOSTA:
"É fusilli, capeletti ao molho branco e raviolli"
Daí nego tem a ousadia de reclamar das minhas grosserias.
Há três travessas sobre uma mesa. Uma contém um fusilli. Na outra encontramos um capeletti ao molho branco. A terceira nos apresenta algo que claramente é um raviolli. Daí eu pergunto para a criatura responsável pelo rango:
"O que é isso?"
Meu interesse, OBVIAMENTE, era obter informações sobre recheios, molhos, alegorias, adereços, essas coisas de gente que tá interessada em comer a parada.
RESPOSTA:
"É fusilli, capeletti ao molho branco e raviolli"
Daí nego tem a ousadia de reclamar das minhas grosserias.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Kibando loucamente
Descontrolei, uma força maior me tomou. Pode ser o tal do bloqueio criativo. É que certas coisas são boas pra caralho - aproveitando o mote - e hoje me deu coceira de publicá-las aqui. Porque o broguis é meu, né, então eu dano essa bagaça sem o menor vestígio de remorso. "It's good to be the king". Vamos tacar conteúdo véio e de propriedade alheia nessa joça.
Essa parada aqui já foi atribuída ao Veríssimo, ao Millôr e mais umas 400 pessoas, mas ouvi dizer que trata-se de um texto de Pedro Ivo Resende. E estou super crendo nesta informação. To repassando e tudo mais, percebam. Eis o que tomei emprestado do colego:
O direito ao palavrão
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
‘Pra caralho’, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que ‘Pra caralho’? ‘Pra caralho’ tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do ‘Pra caralho’, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso ‘Nem fodendo!’. O ‘Não, não e não!’ e o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ‘Não, absolutamente não!’ de modo algum o substituem. O ‘Nem fodendo’ é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo ‘Marquinhos, presta atenção, filho querido: NEM FODENDO!’. O impertinente se manca na hora e vai pro shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o ‘Porra nenhuma!’ atendeu tão plenamente às situações em que nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um ‘é Ph.D. porra nenhuma!’, ou ‘ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!’. O ‘Porra nenhuma!’, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos ‘aspone’, ‘chepone’, ‘repone’ e, mais recentemente, o ‘prepone’ — presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um ‘Puta-que-pariu!’, ou seu correlato ‘Puta-que-o-pariu!’, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um ‘Puta-que-o-pariu!’ dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso ‘Vai tomar no cu!’? E sua maravilhosa e reforçadora derivação ‘Vai tomar no olho do seu cu!’. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: ‘Chega! Vai tomar no olho do seu cu!’ Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do português vulgar: ‘Fodeu!’ E sua derivação mais avassaladora ainda: ‘Fodeu de vez!’ Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa.
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? ‘Fodeu de vez!’ Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de ‘Foda-se!’ que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ‘Foda-se!’? O ‘Foda-se!’ aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. ‘Não quer sair comigo? Então foda-se!’ ‘Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!’
O direito ao ‘Foda-se!’ deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, Igualdade, Fraternidade e FODA-SE.’
Falou tudo, negô. Voltarei com o conteúdo original o mais breve possível.
Essa parada aqui já foi atribuída ao Veríssimo, ao Millôr e mais umas 400 pessoas, mas ouvi dizer que trata-se de um texto de Pedro Ivo Resende. E estou super crendo nesta informação. To repassando e tudo mais, percebam. Eis o que tomei emprestado do colego:
O direito ao palavrão
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
‘Pra caralho’, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que ‘Pra caralho’? ‘Pra caralho’ tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do ‘Pra caralho’, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso ‘Nem fodendo!’. O ‘Não, não e não!’ e o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ‘Não, absolutamente não!’ de modo algum o substituem. O ‘Nem fodendo’ é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo ‘Marquinhos, presta atenção, filho querido: NEM FODENDO!’. O impertinente se manca na hora e vai pro shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o ‘Porra nenhuma!’ atendeu tão plenamente às situações em que nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um ‘é Ph.D. porra nenhuma!’, ou ‘ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!’. O ‘Porra nenhuma!’, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos ‘aspone’, ‘chepone’, ‘repone’ e, mais recentemente, o ‘prepone’ — presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um ‘Puta-que-pariu!’, ou seu correlato ‘Puta-que-o-pariu!’, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um ‘Puta-que-o-pariu!’ dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso ‘Vai tomar no cu!’? E sua maravilhosa e reforçadora derivação ‘Vai tomar no olho do seu cu!’. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: ‘Chega! Vai tomar no olho do seu cu!’ Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do português vulgar: ‘Fodeu!’ E sua derivação mais avassaladora ainda: ‘Fodeu de vez!’ Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa.
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? ‘Fodeu de vez!’ Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de ‘Foda-se!’ que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ‘Foda-se!’? O ‘Foda-se!’ aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. ‘Não quer sair comigo? Então foda-se!’ ‘Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!’
O direito ao ‘Foda-se!’ deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, Igualdade, Fraternidade e FODA-SE.’
Falou tudo, negô. Voltarei com o conteúdo original o mais breve possível.
Bicha
Então, né, que eu to lendo o livro do Ricardo Amaral e ando meio chocada porque é fácil de achar ali vários fatos que presenciei, o que indica claramente que estou VELHA.
Mas não estamos aqui para falar sobre minha idade avançada. Estamos aqui para reproduzir um texto do Tarso de Castro originalmente publicado numa edição de O Pasquim em 1795 que o próprio Ricardo Amaral enfiou no meio do seu Vaudeville. Discípula de benlocos que sou, desnecessário explicar que cultuo esta figura. E acho isso aqui ótemo:
"Millôr Fernandes chegou da Europa e é bicha: Martha Alencar é bicha e o marido dela, o Hugo Carvana bicha; o Sérgio Cabral, por sua vez, tem vergonha, acha que pai de família não deve confessar isso mas eu sei é bicha; o Paulo Francis, que fica fazendo aquele bico, é bicha; o Chacrinha, nem se fala, é bicha; o Gérson mesmo jogando pra burro, é bicha; o Fortuna é bicha, bicha declarada, o Armando Marques é bicha; a tia da namorada do Denner é bicha; a namorada do Denner é bicha; o Denner é bicha; o Edvaldo Pacote é bicha, a Gal Costa é bicha; a Elis Regina é bicha; o Nelsinho Motta é bicha; os Luiz Carlos Maciel são bichas, os Monteiro de Carvalho são bichas; os Monteiro de Carvalho são bichas, menos um, por falta de tempo, o Ricardo Amaral é bicha; aquele amigo do Ricardo Amaral é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o meu contrabandista é bicha; ele é bicha; o Flávio Rangel é bicha; o Pedro Álvares Cabral era bicha; o Antônio Houaiss é bicha; o Ulisses é bicha; o Maneco Muller é bicha; o Fernando Fernandes é bicha; o Vinícius de Moraes é bicha; o Carlos Drummond de Andrade, que ainda não me deu aquela entrevista, é bicha; o Sérgio Cavalcanti é bicha; o Jaguar é bicha; os contatos de publicidade, o Ewaldo e o Paulo Augusto, são tremendas bichas; e o chefe deles, o Grossi, é bicha; o lvon Cury é bicha; o Daniel Mas, sem qualquer apelação, é bicha; como bicha é, também, o Antônio Guerreiro; o José Silveira é bicha; o Manolo é bicha;
o Chico Buarque é bicha; o Caetano Veloso é bicha; o Gilberto Gil é bicha; o Roberto Carlos é bicha; o Erasmo Carlos é bicha; o Zózimo Barroso do Amaral é bicha; o Jaguar é bicha; a Márcia Barroso é bicha; a Scarlet Moon de Chevalier, digo, a Scarlet é bicha, a Moon é bicha e a Chevalier é bicha; meu Deus, como o Paulo José e Dina Sfat são bichas; ah, sim, o Ênio Silveira é bicha; como esquecer que a Danusa é tão bicha como a Leão; bicha, também, pois, a Nara Leão, e o Cacá Diégues, que é marido dela, é bicha; e o Glauber Rocha, como todos os baianos, é bicha; a Rosinha, mulher do Glauber, é uma tremenda bicha; o Antônio Guerreiro é bicha; o Jaquar, que eu ia esquecendo, é bicha; o José Hugo Celidônio é bicha; nunca vi ninguém tão bicha quanto o Rogerio Sganzerla; bicha, mesmo, para valer, é o lbrahim Sued, que não pode ser mais bicha; Doval é bicha; Jairzinho é uma bicha radical; falando em bicha: como vai você, Henfil; Minas Gerais é um viveiro de bichas; Ziraldo, por exemplo, quem pode negar? É a maior bicha de Caratinga; aliás, se vocês não sabem, esse tal de Caratinga também era bicha; o filho do Jaguar, tão pequenino já é bicha; também, o professor dele é bicha, sô; ah, Virgem Santa, o João Saldanha é bicha; o César Thedim é bicha e a Tonia Carreiro, para provar o dito, também é bicha, falando nisso, o John Mowinckel é bicha; e o Pedrinho Valente, embora ainda não saiba, é bicha; a êsse lá sabe: o Ivo Pitanguy é bicha; há alguém mais bicha do que o Sérgio Bernardes? há, o Jaguar; ah, que saudades que eu tenho da bicha Cláudio Abramo; Afonso, Afonsinho, Afonsão, todos bichas; os Afonsos em geral, todos bichas,- tenho melancolia do Rio Grande do Sul porque as bichas que aqui são bichas não são bichas como lá; Olavo Bilac é bicha; o bigodinho do Oscar Niemayer não me engana; é bicha; ora Tom Jobim, vai ser bicha lá com a bicha do Frank Sinatra; como se não bastasse, de bichas, é claro, agora ainda anda por aí aquela bicha da Florinda; a bênção, minha bicha Baden; falando em bicha nada melhor do que uma bicha do Jorge Ben depois da outra; Charles Anjo 45 é bicha enrustida; você é bicha; o leitor, todos os leitores, são bichas; fala, bichonilda Sérgio Noronha; a Olga Savary é bicha e o livro dela é mais bicha ainda; Paulo Garcez é a chamada bicha respeitável; Jango é bicha; Brizola é subverbicha; e a Wanderléia, segundo a bicha do Flávio Rangel não a do no sentido possessivo mas do ele, Flávio - é bicha ternurinha; e quem diria, hein? todos os Macedos Soares são bichas; Rubem Braga anda caindo de tanto ser bicha.
Este parágrafo é bicha.
Por outro lado, Maria Bethânia é bicha; a democracia é bicha; ele é bicha mas eu não sou louco de dizer; salve a bicha mais bicha de Londres, a bicha do Ivan Lessa; o Jaguar é bicha, o Ferreira Gullar já representou o Maranhão no concurso nacional de bichas; todos os componentes do velho PSD são bichas; Paulo Mendes Campos é a bicha mais intelectualizada que eu conheço; falando em bicha, vocês lá viram que coisa mais incrível o gênero bicha-barbuda que é o Carlinhos Oliveira?; bicha para falar a verdade, mas bicha mesmo, é o Hélio Fernandes; criança, nunca verás uma bicha tão grande quanto a Maria Raja Gabáglia; fala minha bicha Marlene Dabus; você é tão linda, Teresa Souza Campos, mas é bicha, Joaquim Pedro e Melo Franco e, portanto , bicha, pois todos os Melo Franco são bichas; a Danusa Leão, insisto, é bicha; olha aqui, ô Matarazzo, não queira me comprar:, tôda a familia é bicha; e tem mais:
vocês lembram da Maysa, ex-Matarazzo? Pois é bicha, bicha é a torcida do Flamengo; e a do Botafogo se existisse, bicha seria; os velhinhos do Vasco são bichas; o Fluminense, vocês sabem, andam de salto alto; todos os brasileiros são bichas; Europa, França e Bahia - tudo bicha; Ásia, África, América e Passo Fundo, tudo bicha; inclusive o Jaguar, tudo bicha; é a maior bichite da história do mundo; que, por sinal, é bicha.
O único macho do mundo é o Nélson Rodrigues."
HAHAHA, ADORO.
Mas não estamos aqui para falar sobre minha idade avançada. Estamos aqui para reproduzir um texto do Tarso de Castro originalmente publicado numa edição de O Pasquim em 1795 que o próprio Ricardo Amaral enfiou no meio do seu Vaudeville. Discípula de benlocos que sou, desnecessário explicar que cultuo esta figura. E acho isso aqui ótemo:
"Millôr Fernandes chegou da Europa e é bicha: Martha Alencar é bicha e o marido dela, o Hugo Carvana bicha; o Sérgio Cabral, por sua vez, tem vergonha, acha que pai de família não deve confessar isso mas eu sei é bicha; o Paulo Francis, que fica fazendo aquele bico, é bicha; o Chacrinha, nem se fala, é bicha; o Gérson mesmo jogando pra burro, é bicha; o Fortuna é bicha, bicha declarada, o Armando Marques é bicha; a tia da namorada do Denner é bicha; a namorada do Denner é bicha; o Denner é bicha; o Edvaldo Pacote é bicha, a Gal Costa é bicha; a Elis Regina é bicha; o Nelsinho Motta é bicha; os Luiz Carlos Maciel são bichas, os Monteiro de Carvalho são bichas; os Monteiro de Carvalho são bichas, menos um, por falta de tempo, o Ricardo Amaral é bicha; aquele amigo do Ricardo Amaral é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o meu contrabandista é bicha; ele é bicha; o Flávio Rangel é bicha; o Pedro Álvares Cabral era bicha; o Antônio Houaiss é bicha; o Ulisses é bicha; o Maneco Muller é bicha; o Fernando Fernandes é bicha; o Vinícius de Moraes é bicha; o Carlos Drummond de Andrade, que ainda não me deu aquela entrevista, é bicha; o Sérgio Cavalcanti é bicha; o Jaguar é bicha; os contatos de publicidade, o Ewaldo e o Paulo Augusto, são tremendas bichas; e o chefe deles, o Grossi, é bicha; o lvon Cury é bicha; o Daniel Mas, sem qualquer apelação, é bicha; como bicha é, também, o Antônio Guerreiro; o José Silveira é bicha; o Manolo é bicha;
o Chico Buarque é bicha; o Caetano Veloso é bicha; o Gilberto Gil é bicha; o Roberto Carlos é bicha; o Erasmo Carlos é bicha; o Zózimo Barroso do Amaral é bicha; o Jaguar é bicha; a Márcia Barroso é bicha; a Scarlet Moon de Chevalier, digo, a Scarlet é bicha, a Moon é bicha e a Chevalier é bicha; meu Deus, como o Paulo José e Dina Sfat são bichas; ah, sim, o Ênio Silveira é bicha; como esquecer que a Danusa é tão bicha como a Leão; bicha, também, pois, a Nara Leão, e o Cacá Diégues, que é marido dela, é bicha; e o Glauber Rocha, como todos os baianos, é bicha; a Rosinha, mulher do Glauber, é uma tremenda bicha; o Antônio Guerreiro é bicha; o Jaquar, que eu ia esquecendo, é bicha; o José Hugo Celidônio é bicha; nunca vi ninguém tão bicha quanto o Rogerio Sganzerla; bicha, mesmo, para valer, é o lbrahim Sued, que não pode ser mais bicha; Doval é bicha; Jairzinho é uma bicha radical; falando em bicha: como vai você, Henfil; Minas Gerais é um viveiro de bichas; Ziraldo, por exemplo, quem pode negar? É a maior bicha de Caratinga; aliás, se vocês não sabem, esse tal de Caratinga também era bicha; o filho do Jaguar, tão pequenino já é bicha; também, o professor dele é bicha, sô; ah, Virgem Santa, o João Saldanha é bicha; o César Thedim é bicha e a Tonia Carreiro, para provar o dito, também é bicha, falando nisso, o John Mowinckel é bicha; e o Pedrinho Valente, embora ainda não saiba, é bicha; a êsse lá sabe: o Ivo Pitanguy é bicha; há alguém mais bicha do que o Sérgio Bernardes? há, o Jaguar; ah, que saudades que eu tenho da bicha Cláudio Abramo; Afonso, Afonsinho, Afonsão, todos bichas; os Afonsos em geral, todos bichas,- tenho melancolia do Rio Grande do Sul porque as bichas que aqui são bichas não são bichas como lá; Olavo Bilac é bicha; o bigodinho do Oscar Niemayer não me engana; é bicha; ora Tom Jobim, vai ser bicha lá com a bicha do Frank Sinatra; como se não bastasse, de bichas, é claro, agora ainda anda por aí aquela bicha da Florinda; a bênção, minha bicha Baden; falando em bicha nada melhor do que uma bicha do Jorge Ben depois da outra; Charles Anjo 45 é bicha enrustida; você é bicha; o leitor, todos os leitores, são bichas; fala, bichonilda Sérgio Noronha; a Olga Savary é bicha e o livro dela é mais bicha ainda; Paulo Garcez é a chamada bicha respeitável; Jango é bicha; Brizola é subverbicha; e a Wanderléia, segundo a bicha do Flávio Rangel não a do no sentido possessivo mas do ele, Flávio - é bicha ternurinha; e quem diria, hein? todos os Macedos Soares são bichas; Rubem Braga anda caindo de tanto ser bicha.
Este parágrafo é bicha.
Por outro lado, Maria Bethânia é bicha; a democracia é bicha; ele é bicha mas eu não sou louco de dizer; salve a bicha mais bicha de Londres, a bicha do Ivan Lessa; o Jaguar é bicha, o Ferreira Gullar já representou o Maranhão no concurso nacional de bichas; todos os componentes do velho PSD são bichas; Paulo Mendes Campos é a bicha mais intelectualizada que eu conheço; falando em bicha, vocês lá viram que coisa mais incrível o gênero bicha-barbuda que é o Carlinhos Oliveira?; bicha para falar a verdade, mas bicha mesmo, é o Hélio Fernandes; criança, nunca verás uma bicha tão grande quanto a Maria Raja Gabáglia; fala minha bicha Marlene Dabus; você é tão linda, Teresa Souza Campos, mas é bicha, Joaquim Pedro e Melo Franco e, portanto , bicha, pois todos os Melo Franco são bichas; a Danusa Leão, insisto, é bicha; olha aqui, ô Matarazzo, não queira me comprar:, tôda a familia é bicha; e tem mais:
vocês lembram da Maysa, ex-Matarazzo? Pois é bicha, bicha é a torcida do Flamengo; e a do Botafogo se existisse, bicha seria; os velhinhos do Vasco são bichas; o Fluminense, vocês sabem, andam de salto alto; todos os brasileiros são bichas; Europa, França e Bahia - tudo bicha; Ásia, África, América e Passo Fundo, tudo bicha; inclusive o Jaguar, tudo bicha; é a maior bichite da história do mundo; que, por sinal, é bicha.
O único macho do mundo é o Nélson Rodrigues."
HAHAHA, ADORO.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Sambas de Enredo 2011. Ou não.
Cena: Avenida Paulista, final de tarde.
Local: Estabelecimento comercial de alto garbo e elgância.
Protagonista: Suzy
Estamos falando aqui de um ser que não lamentou a morte do Napster. Esta pessoa alimenta aquele amor tátil pelos seus CDs, portanto COMPRA tudo aquilo cujo conteúdo lhe interessa. Simples desse jeito.
Como escolas de samba, carnaval na avenida e, consequentemente, os sambas de enredo fazem parte da sua lista de interesses, ela foi até a loja especializada no artigo para adquirir o exemplar do carnaval 2011, um treco que deve estar vendendo consideravelmente bem, já que o carnaval chegou, né. Espia o que aconteceu:
"Oi, eu queria o CD de Samba Enredo do Rio."
"Qual deles?"
"O de Samba Enredo. Do Rio de Janeiro. O Rio. De Janeiro. Sabe?"
"Você quer o desse ano?"
"Sim.(?)" - começando a se preocupar com o rumo que a conversa tomava. Questionando ali se a vida valia mesmo a pena.
"Mas ó: no CD vem todos os sambas, tá. De todas as escolas, eu digo"
"????????????????????????"
"Você vai querer?"
Interrogações infinitas. Sua vontade era dizer: "Não, eu queria um só com 'Pega no Ganzá'. Tem?" - confessou-me Suzy logo após o ocorrido.
Mas não saiu. Ela apenas foi embora sem o CD.
Eu já disse aqui e repito: estão colocando alguma coisa na água que essa gente bebe. Alguma coisa tóxica. Radioativa.
Local: Estabelecimento comercial de alto garbo e elgância.
Protagonista: Suzy
Estamos falando aqui de um ser que não lamentou a morte do Napster. Esta pessoa alimenta aquele amor tátil pelos seus CDs, portanto COMPRA tudo aquilo cujo conteúdo lhe interessa. Simples desse jeito.
Como escolas de samba, carnaval na avenida e, consequentemente, os sambas de enredo fazem parte da sua lista de interesses, ela foi até a loja especializada no artigo para adquirir o exemplar do carnaval 2011, um treco que deve estar vendendo consideravelmente bem, já que o carnaval chegou, né. Espia o que aconteceu:
"Oi, eu queria o CD de Samba Enredo do Rio."
"Qual deles?"
"O de Samba Enredo. Do Rio de Janeiro. O Rio. De Janeiro. Sabe?"
"Você quer o desse ano?"
"Sim.(?)" - começando a se preocupar com o rumo que a conversa tomava. Questionando ali se a vida valia mesmo a pena.
"Mas ó: no CD vem todos os sambas, tá. De todas as escolas, eu digo"
"????????????????????????"
"Você vai querer?"
Interrogações infinitas. Sua vontade era dizer: "Não, eu queria um só com 'Pega no Ganzá'. Tem?" - confessou-me Suzy logo após o ocorrido.
Mas não saiu. Ela apenas foi embora sem o CD.
Eu já disse aqui e repito: estão colocando alguma coisa na água que essa gente bebe. Alguma coisa tóxica. Radioativa.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Aconteceu no Filial
Tô lá eu, sentada no Filial, naquele domingo de calor tosco em companhia da querida amiga Florits. Fomos encher a cara de chopp para ver se virávamos de vez um pudim de pinga debater a questão da paz mundial.
Tudo isso ao som da bateria da Pérola Negra que estava ensaiando ali na rotatória logo em frente ao nosso reduto e também não deixa de ser uma fonte infinita de inspiração, diz aí [pela fé de Abraão].
Eis que, das trevas, surge um ser que não soubemos identificar como humano, vegetal ou pedra - de acordo com a classificação de espécies amplamente divulgada nos anos 90 pelo patriarca do célebre clã Da Silva Sauro - Dino. Entramos em processo de catatonia.
A criatura em questão vinha atravessando a rua em meio àquele furdunço desgovernado que se forma quando juntamos 3 botequins apinhados de gente, um Domingo com a temperatura do sol e mais ritimistas, passistas e integrantes de uma escola de samba, além do casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, tudo junto ali no espaço de um quarteirão. Ele se parecia muito com aquela barata extraterrestre gigante em pele de fazendeiro morto do Men in Black. Mas naquela hora em que a roupa de humano já tá torta e o cara fica com a cara meio capenga, puxando de uma perna. Impressionante semelhança.
Ele atravessava a rua e vinha em nossa direção. Uma garrafa de breja vazia na mão. Talvez fosse apenas um chato. Talvez fosse apenas um bêbado. Talvez ele estivesse vindo apenas para adquirir uma nova garrafa. Talvez a missão dele fosse nos localizar e nos eliminar. Considerando a possibilidade do fulano ser, de fato, a barata gigante agressiva.
Logo que o tal sujeito se aproximou, pudemos notar que tratava-se de um pout-pourri de nossas impressões. Ele era um bêbado aparentemente chato atrás de mais mé. Nem queria matar a gente nem nada. O que não esperávamos era o texto que ele soltou ao escorar a carcaça em nossa mesa:
"Aeeeeee seus CUZÃO........zi eu uzzzaasse minnn saia e zoubessse crzzzaaar a pernassssiiimmm eu num prizzzava mais trabalhaaaaaaaaaa!"
Cambaleou, apoiou na pilastra do bar vizinho e foi embora.
Não importa com quem vc esteja falando. Nem seu objetivo. Você conseguirá a atenção de seu interlocutor.
Tudo isso ao som da bateria da Pérola Negra que estava ensaiando ali na rotatória logo em frente ao nosso reduto e também não deixa de ser uma fonte infinita de inspiração, diz aí [pela fé de Abraão].
Eis que, das trevas, surge um ser que não soubemos identificar como humano, vegetal ou pedra - de acordo com a classificação de espécies amplamente divulgada nos anos 90 pelo patriarca do célebre clã Da Silva Sauro - Dino. Entramos em processo de catatonia.
A criatura em questão vinha atravessando a rua em meio àquele furdunço desgovernado que se forma quando juntamos 3 botequins apinhados de gente, um Domingo com a temperatura do sol e mais ritimistas, passistas e integrantes de uma escola de samba, além do casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, tudo junto ali no espaço de um quarteirão. Ele se parecia muito com aquela barata extraterrestre gigante em pele de fazendeiro morto do Men in Black. Mas naquela hora em que a roupa de humano já tá torta e o cara fica com a cara meio capenga, puxando de uma perna. Impressionante semelhança.
"Vai uma Kaiser aí?"
Ele atravessava a rua e vinha em nossa direção. Uma garrafa de breja vazia na mão. Talvez fosse apenas um chato. Talvez fosse apenas um bêbado. Talvez ele estivesse vindo apenas para adquirir uma nova garrafa. Talvez a missão dele fosse nos localizar e nos eliminar. Considerando a possibilidade do fulano ser, de fato, a barata gigante agressiva.
Logo que o tal sujeito se aproximou, pudemos notar que tratava-se de um pout-pourri de nossas impressões. Ele era um bêbado aparentemente chato atrás de mais mé. Nem queria matar a gente nem nada. O que não esperávamos era o texto que ele soltou ao escorar a carcaça em nossa mesa:
"Aeeeeee seus CUZÃO........zi eu uzzzaasse minnn saia e zoubessse crzzzaaar a pernassssiiimmm eu num prizzzava mais trabalhaaaaaaaaaa!"
Cambaleou, apoiou na pilastra do bar vizinho e foi embora.
***AE SEUS CUZÃO***
Não importa com quem vc esteja falando. Nem seu objetivo. Você conseguirá a atenção de seu interlocutor.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Surtei de novo
i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
e.e.cummings
Eu sei, eu sei. Me deixa. Se serve de consolo, eu dei um copy paste.
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
e.e.cummings
Eu sei, eu sei. Me deixa. Se serve de consolo, eu dei um copy paste.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Nas portarias da vida
Conversa verídica ocorrida na semana passada entre esta coitada aqui e o porteiro do prédio da calega:
"Oi, eu vim deixar uma sacola para a dona Adriana. O senhor avise a ela que está aqui, sim? Só não me lembro se ela mora no 4º ou no 5º andar..."
E o cara tira o fone do gancho e começa a tocar em um dos apartamentos.
"Não tem ninguém em casa não."
Merda.
"Mas o senhor ligou no 4º ou no 5º andar?"
"Liguei no 2º. Lá também tem uma mulher chamada Adriana"
LIGOU NO SEGUNDO ANDAR.
"Não moço. Ela mora ou no 4º ou no 5º. Coincidência haver uma pessoa com o mesmo nome no 2º andar, mas NÃO É ELA [caralho]."
E o homem me olhando na cara como se eu estivesse fantasiada com uma roupa de pavão.
"Olha, no 5º andar morava um homem, mas ele mudou e o apartamento tá vazio..."
"Então ligue no 4º andar que é lá."
"Mas como é que a senhora sabe?"
Agora diz aí: esse nego tava me sacaneando, não tava?
"Oi, eu vim deixar uma sacola para a dona Adriana. O senhor avise a ela que está aqui, sim? Só não me lembro se ela mora no 4º ou no 5º andar..."
E o cara tira o fone do gancho e começa a tocar em um dos apartamentos.
"Não tem ninguém em casa não."
Merda.
"Mas o senhor ligou no 4º ou no 5º andar?"
"Liguei no 2º. Lá também tem uma mulher chamada Adriana"
LIGOU NO SEGUNDO ANDAR.
"Não moço. Ela mora ou no 4º ou no 5º. Coincidência haver uma pessoa com o mesmo nome no 2º andar, mas NÃO É ELA [caralho]."
E o homem me olhando na cara como se eu estivesse fantasiada com uma roupa de pavão.
"Olha, no 5º andar morava um homem, mas ele mudou e o apartamento tá vazio..."
"Então ligue no 4º andar que é lá."
"Mas como é que a senhora sabe?"
Agora diz aí: esse nego tava me sacaneando, não tava?
domingo, 30 de janeiro de 2011
Um Badenzinho só pra dar um clima né galera
Deeeeeeeeixaaaaaaaa
Fale quem quiser falar, meu bem
Deeeeeeeeixaaaa
Deixe o coração falar também
Porque ele tem razão demais quando se queixa
Então a gente deixa, deixa, deixa, deixa, DEEEEIXAAAAAA
Ninguém vive mais do que uma vez
Deeeeeixaaaaaa
Diz que sim prá não dizer talvez
Deeeeixa
Paixão também existe
Deeeeeeixa
Não me deixe ficar triste
Porque a nega voltou de riba e ainda está inspirada, percebe?
Fale quem quiser falar, meu bem
Deeeeeeeeixaaaa
Deixe o coração falar também
Porque ele tem razão demais quando se queixa
Então a gente deixa, deixa, deixa, deixa, DEEEEIXAAAAAA
Ninguém vive mais do que uma vez
Deeeeeixaaaaaa
Diz que sim prá não dizer talvez
Deeeeixa
Paixão também existe
Deeeeeeixa
Não me deixe ficar triste
Porque a nega voltou de riba e ainda está inspirada, percebe?
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Prestação de Serviço - Operação Verão
Para você, garota forte, corada, bonita, que está determinada a vestir seu maiô em motivos florais e chafurdar na arrebentação de Mongaguá neste verão iluminado, mas receia sofrer algum tipo de contratempo, digamos assim, envolvendo aquela beiradinha de mar que te dará o título de Musa Croquete 2011, aqui vai a solução:
Imprima este folheto e não se esqueça de levar algumas cópias para a praia. Distribua entre os parente, seu esposo, o cunhado, as vizinha do condomínio, todas menina do crube, as criança, e até a calega da raspadinha e do abacaxi hawaii.
Dê suas cambotas à beira mar em paz! Se lasca nas batida de coco, espreme bastante limão nos camarão frito e FOCA no carão da pose pras foto do Orkut!!
Nesse meio tempo......encalhou? Telefona que os colega te acode, santa!
Se joga! Monga te espera, criatura de sucesso!
**Pessoas normais que quiserem divulgar estes telefones para os fins genuinamente apropriados têm todo o meu apoio. Eu mesma já o fiz.
Imprima este folheto e não se esqueça de levar algumas cópias para a praia. Distribua entre os parente, seu esposo, o cunhado, as vizinha do condomínio, todas menina do crube, as criança, e até a calega da raspadinha e do abacaxi hawaii.
Dê suas cambotas à beira mar em paz! Se lasca nas batida de coco, espreme bastante limão nos camarão frito e FOCA no carão da pose pras foto do Orkut!!
Nesse meio tempo......encalhou? Telefona que os colega te acode, santa!
Se joga! Monga te espera, criatura de sucesso!
**Pessoas normais que quiserem divulgar estes telefones para os fins genuinamente apropriados têm todo o meu apoio. Eu mesma já o fiz.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
MA OEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!
Na condição de ninja que sou, sobrevivi a todos os obstáculos caraivanos listados por mim mesma e cá estou de volta, para minha imensa decepção (merda, merda, merda).
Ouso dizer que sintomas de abstinência alcoólica me importunam.
A questão é que viver sem Caraíva é muito ruim. Pelo menos na fase de readaptação. Por isso, tentarei resolver este vazio que foi criado em meu peito, sei lá, indo até a delega da Consolação pra falar com o escrivão que assumiu a parada da minha, hã, PORRADA automobilística de maio último. Porque foi este tecnicamente o primeiro telefonema que recebi chegando em São Paulo.
Bacana, né? [Não, não é].
Tudo bem que eu fiquei de ligar de volta para marcar um horário com o homi mas, criminosa que sou, guardei o papel nas peitchola assim como fazem aquelas gordas donas de botequim e obviamente o perdi. Aparecerei de surpresa. Odete não aprovaria tal comportamento, mas formalidades como agendamentos não serão possíveis neste caso.
Depois eu conto se fui presa ou não. Pelo menos eu sou corintiana, enturmar-me-ei facilmente. Marlboros VERMELHOS, fazendo a fineza, sim?
Grata.
Ouso dizer que sintomas de abstinência alcoólica me importunam.
A questão é que viver sem Caraíva é muito ruim. Pelo menos na fase de readaptação. Por isso, tentarei resolver este vazio que foi criado em meu peito, sei lá, indo até a delega da Consolação pra falar com o escrivão que assumiu a parada da minha, hã, PORRADA automobilística de maio último. Porque foi este tecnicamente o primeiro telefonema que recebi chegando em São Paulo.
Bacana, né? [Não, não é].
Tudo bem que eu fiquei de ligar de volta para marcar um horário com o homi mas, criminosa que sou, guardei o papel nas peitchola assim como fazem aquelas gordas donas de botequim e obviamente o perdi. Aparecerei de surpresa. Odete não aprovaria tal comportamento, mas formalidades como agendamentos não serão possíveis neste caso.
Depois eu conto se fui presa ou não. Pelo menos eu sou corintiana, enturmar-me-ei facilmente. Marlboros VERMELHOS, fazendo a fineza, sim?
Grata.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Se for por falta de adeus....
Tchau gents. Vou pra Caraíva. Não sei se volto porque posso:
a) Não sobreviver ao Reveillon;
b) Não sobreviver às doses cavalares de Netuno que pretendo ingerir; (improvável)
c) Virar hippie e mandar esta minha vida de empreendedora à merda;
d) Não sobreviver ao desgosto de ter que atravessar o rio pro lado de cá;
e) Ser eleita presidente da vila, já quealém de certo europeu oficialmente ainda não temos quem mande naquela porra;
f) Não sobreviver à festa de batizado do meu sobrinho;
g) Não sobreviver ao retorno de minha cunhada à guerra;
h) Não sobreviver à temporada como um todo, pois eu tenho idade e esse negócio de Caraíva na veia não é brinquedo não.
Fiquem tranquilos, não falecerei sem avisar.
Feliz ano novo, gente bonita. Facebookearei lá de riba.
a) Não sobreviver ao Reveillon;
b) Não sobreviver às doses cavalares de Netuno que pretendo ingerir; (improvável)
c) Virar hippie e mandar esta minha vida de empreendedora à merda;
d) Não sobreviver ao desgosto de ter que atravessar o rio pro lado de cá;
e) Ser eleita presidente da vila, já que
f) Não sobreviver à festa de batizado do meu sobrinho;
g) Não sobreviver ao retorno de minha cunhada à guerra;
h) Não sobreviver à temporada como um todo, pois eu tenho idade e esse negócio de Caraíva na veia não é brinquedo não.
Fiquem tranquilos, não falecerei sem avisar.
Feliz ano novo, gente bonita. Facebookearei lá de riba.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Chama o Gikovate
Úl-ti-mo, prometo. E vou processar o Frota, porque estou quase certa de que sua última aparição está totalmente associada a este destempero emocional que me ataca. Parei galera, juro. Aqui é Corinthians.
"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."
HILDA maravilhosa HILST soberana.
A partir do próximo post, retornaremos à programação normal. Agradecemos a compreensão. Vou tomar uma cerveja agora. Tá tudo bem.
"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."
HILDA maravilhosa HILST soberana.
A partir do próximo post, retornaremos à programação normal. Agradecemos a compreensão. Vou tomar uma cerveja agora. Tá tudo bem.
Gente, é só uma fase, viu?
Porque todo mundo um dia pira, depois volta ao normal, daí PIRA novamente de forma mais grave, tornando a voltar ao normal e assim sucessivamente, até o dia que o nego fica lelé de vez e sai pela rua no melhor estilo "Ala dos Mendigos Beija Flor 1989" empurrando um carrinho de supermercado cheio de entulho igual fazem aquelas velhas loucas de Nova York; ou como diz a Red, "de terninho e havaianas, dançando a babuska com uma guirlanda na cabeça".
Né?
Pois eu estou numa fase não muito organizada mentalmente, fase esta que iniciou-se no século passado, a bem da verdade.
A questão é que ao invés de decidir por sair correndo pelada com a tal guirlanda pela Avenida Paulista em plena invasão natalina de transeuntes desgovernados - extraterrestres, creio eu, porque ME EXPLICA tamanha comoção causada por edifícios iluminados - eu entrei numas de lembrar do nada certos textos mais eruditos, digamos assim.
Estilo: to sentada no sofá assistindo, sei lá, "Mayday", por exemplo, coisa que costumo fazer com frequência para manter forte aqui a tradição do autoflagelamento e de repente, PÁ!! Me vem um Vinicius na cabeça. E daí eu vou atrás, leio todo o poema, acho lindo, descubro ali coisas que não havia notado antes, essas coisas de gente que não bate bem.
Essa merda toda já tinha começado quando eu confessei aqui ser discípula de Hildoca. Mas o contexto ali era diferente, estava apenas tentando mostrar que neguinho não precisa ser genial para valorizar material de qualidade. Basta apenas ser alfabetizado e definir o que mais lhe agrada. Ponto. Ó, foi aqui.
Daí que hoje eu estou aqui numa conversa telefônica totalmente dispensável, no sentido de que seu conteúdo era absolutamente desprovido de........ahn, conteúdo, e de repente.....TCHUMBA. Me veio mais um Hilda Hilst na cachola, assim, de lampejo. Postarei agora porque acho esse UM TRECO. Na verdade é um trecho de alguma coisa mais complexa, não sei, não me confunde, porra. Aí ó:
"E por que haverias de querer minha alma na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas, obscenas,
porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo, prazer, lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando Aquele Outro.
E te repito: por que haverias de querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me."
E é isso. Se eu tiver outra visão eu conto aí. E prometo me dedicar com mais afinco ao consumo de álcool, feito? Pela minha experiência, é o que resolverá tais sintomas de surto. Aguardemos. Grata pela atenção, hein?
Né?
Pois eu estou numa fase não muito organizada mentalmente, fase esta que iniciou-se no século passado, a bem da verdade.
A questão é que ao invés de decidir por sair correndo pelada com a tal guirlanda pela Avenida Paulista em plena invasão natalina de transeuntes desgovernados - extraterrestres, creio eu, porque ME EXPLICA tamanha comoção causada por edifícios iluminados - eu entrei numas de lembrar do nada certos textos mais eruditos, digamos assim.
Estilo: to sentada no sofá assistindo, sei lá, "Mayday", por exemplo, coisa que costumo fazer com frequência para manter forte aqui a tradição do autoflagelamento e de repente, PÁ!! Me vem um Vinicius na cabeça. E daí eu vou atrás, leio todo o poema, acho lindo, descubro ali coisas que não havia notado antes, essas coisas de gente que não bate bem.
Essa merda toda já tinha começado quando eu confessei aqui ser discípula de Hildoca. Mas o contexto ali era diferente, estava apenas tentando mostrar que neguinho não precisa ser genial para valorizar material de qualidade. Basta apenas ser alfabetizado e definir o que mais lhe agrada. Ponto. Ó, foi aqui.
Daí que hoje eu estou aqui numa conversa telefônica totalmente dispensável, no sentido de que seu conteúdo era absolutamente desprovido de........ahn, conteúdo, e de repente.....TCHUMBA. Me veio mais um Hilda Hilst na cachola, assim, de lampejo. Postarei agora porque acho esse UM TRECO. Na verdade é um trecho de alguma coisa mais complexa, não sei, não me confunde, porra. Aí ó:
"E por que haverias de querer minha alma na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas, obscenas,
porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo, prazer, lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando Aquele Outro.
E te repito: por que haverias de querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me."
E é isso. Se eu tiver outra visão eu conto aí. E prometo me dedicar com mais afinco ao consumo de álcool, feito? Pela minha experiência, é o que resolverá tais sintomas de surto. Aguardemos. Grata pela atenção, hein?
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
APOCALIPSE
Não tenho nada a dizer. Apenas que o tão esperado fim dos tempos chegou. As sete bestas, de fato, vieram até nós. Não sei se num futuro muito distante, novas civilizações terão acesso aos nossos obsoletos arquivos digitais, mas faço questão de deixar registrado aqui o que desencadeou o cataclisma final.
TURUMMMMM....TSSSSSSSSSSS!!!
E assim extinguiu-se a humanidade. FIM. Fodeu tudo.
E eu aqui achando que ter sido entrevistada pela Rogéria num Gala Gay aí da vida nos anos 90 foi o auge da bizarrice desta minha mísera existência.........to espumando pela boca até agora, desce uma tequila. Dupla. Twist. Carpada.
TURUMMMMM....TSSSSSSSSSSS!!!
E assim extinguiu-se a humanidade. FIM. Fodeu tudo.
E eu aqui achando que ter sido entrevistada pela Rogéria num Gala Gay aí da vida nos anos 90 foi o auge da bizarrice desta minha mísera existência.........to espumando pela boca até agora, desce uma tequila. Dupla. Twist. Carpada.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Manifesto Hilstiano - Porque os malas também têm coração.
Não sei se já deixei claro aqui, mas odeio, detesto e execro qualquer tipo de demonstração pública de inteligência sobre-humana. Que NÃO é o contrário da burrice sobre-humana que vemos diariamente estampada em basicamente tudo com o que temos contato, entendam.
A burrice abissal é o que vai acabar com a humanidade, é o que antecipará o grande evento de 2012, é aquilo que já comprometeu a civilização como um todo. Gente burra não conhece e nem sabe fazer uso da própria língua, seja ela qual for. Tudo bem que vejo tal fato repetir-se com mais frequência dentro das fronteiras nacionais, mas né. Qualquer verdade absoluta também é oriunda de uma linha de pensamento limitada, logo, não restrinjamos este princípio a este ponto isolado do mapa. Gente burra não entende piada; Gente burra cria, participa e dá crédito à fofocas; os burros nunca estão abertos à críticas; burros não têm condição de viver em sociedade pois são tacanhos e inadaptáveis. A tudo. E os burros também têm uma necessidade imensa de demonstrar a inominável capacidade mental que acreditam possuir. Pior que esses são aqueles da turma "não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe". Morram todos.
Isto é uma constatação minha, com embasamento frágil e restrita à minha nem tão pequena roda de amigos/inimigos/afins e gente com quem trabalho. Eu é que acho e acabou. Não mudarei de opinião. Mas o assunto aqui não é este e sim a inteligência sem medidas.
Só eu implico com aquele povo que sempre cita alguém teoricamente importantíssimo? Porque olha, eu tenho uma gana de mandar um xingo pra essa gente que fica tacando qualquer merda entre aspas em wall de Facebook e timeline de Twitter, citando a fonte, sem saber nem mesmo de quem se trata, que eu nem falo. Meu sonho é pedir pra um nego desses me explicar o que aquela frase quiz dizer. Ai meu cú, que raiva que me dá de gente inteligente. O cara não tem noção do que fez Nietzsche ou o pobre do Joyce, tampouco aquela besta do Che Guevara durante a vida, mas não titubeia em lançar uma frasezona lá, pra dar uma de bonito. Tá, até capaz de saber responder o que o Guevara fez - vai falar que foi guerrilheiro, que bode -, mas mesmo assim: corto minha mão direita se entender o conteúdo de uma, UMA citaçãozinha qualquer atribuída ao cara. Se fosse homem apostaria meu pipi nessa.
A pessoa cita Machiavel, Balzac, Kafka sem nunca ter lido uma porra de uma frase proferida pelos coitados com atenção. Ele vê lá no final EINSTEIN e vai na fé, achando que tudo é uma questão de energia. Se ele tem capacidade para citar Einstein é porque existe alguma sintonia ali, né?
Não, não é. É triste, viu meu amigo, mas NÃO É.
Agora estamos enfrentando uma onda de Clarice Lispector e Bob Marley. Quer dizer: o SER pensa (ou não) que é maconheiro e ouviu o som do Bob a vida inteira, mas NUNCA soube do que se tratava, não pegou mensagem NENHUMA, porquê cadê que o anta fala inglês? Cadê? Mas não se furta em postar qualquer merda que venha assinada como Bob Marley. O movimento Rasta e tal. Pergunta lá sobre os Rastafaris e prepare-se para ouvir algo sobre cabelos e só. Sobre a Clarice Lispector eu não vou nem falar, tá? Não preciso explicar, creio eu. Quero que levante a mão quem, dos inteligentões, já leu uma mísera obra desta senhora.
Bem, eu, como não sou inteligentona e até assumo achar esses treco de poesia e filosofia e todas essas sabedorias um pé no meio do saco, informo-lhes que AMO, sou louca por Hilda Hilst, apenas porque gosto e fim. Acho realmente fantástico e nem é por nada transcedental não. Suas convicções, o conteúdo e a temática me agradam muito e conheço sua obra a fundo. Vi, gostei, fui atrás e li tudo. Coincidencia ou não, Gabi, minha irmã, atriz teza da família, até já atuou em uma peça cujo texto era quase todo baseado nos poemas de Hilda. E aí vai o meu preferido:
A burrice abissal é o que vai acabar com a humanidade, é o que antecipará o grande evento de 2012, é aquilo que já comprometeu a civilização como um todo. Gente burra não conhece e nem sabe fazer uso da própria língua, seja ela qual for. Tudo bem que vejo tal fato repetir-se com mais frequência dentro das fronteiras nacionais, mas né. Qualquer verdade absoluta também é oriunda de uma linha de pensamento limitada, logo, não restrinjamos este princípio a este ponto isolado do mapa. Gente burra não entende piada; Gente burra cria, participa e dá crédito à fofocas; os burros nunca estão abertos à críticas; burros não têm condição de viver em sociedade pois são tacanhos e inadaptáveis. A tudo. E os burros também têm uma necessidade imensa de demonstrar a inominável capacidade mental que acreditam possuir. Pior que esses são aqueles da turma "não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe". Morram todos.
Isto é uma constatação minha, com embasamento frágil e restrita à minha nem tão pequena roda de amigos/inimigos/afins e gente com quem trabalho. Eu é que acho e acabou. Não mudarei de opinião. Mas o assunto aqui não é este e sim a inteligência sem medidas.
Só eu implico com aquele povo que sempre cita alguém teoricamente importantíssimo? Porque olha, eu tenho uma gana de mandar um xingo pra essa gente que fica tacando qualquer merda entre aspas em wall de Facebook e timeline de Twitter, citando a fonte, sem saber nem mesmo de quem se trata, que eu nem falo. Meu sonho é pedir pra um nego desses me explicar o que aquela frase quiz dizer. Ai meu cú, que raiva que me dá de gente inteligente. O cara não tem noção do que fez Nietzsche ou o pobre do Joyce, tampouco aquela besta do Che Guevara durante a vida, mas não titubeia em lançar uma frasezona lá, pra dar uma de bonito. Tá, até capaz de saber responder o que o Guevara fez - vai falar que foi guerrilheiro, que bode -, mas mesmo assim: corto minha mão direita se entender o conteúdo de uma, UMA citaçãozinha qualquer atribuída ao cara. Se fosse homem apostaria meu pipi nessa.
A pessoa cita Machiavel, Balzac, Kafka sem nunca ter lido uma porra de uma frase proferida pelos coitados com atenção. Ele vê lá no final EINSTEIN e vai na fé, achando que tudo é uma questão de energia. Se ele tem capacidade para citar Einstein é porque existe alguma sintonia ali, né?
Não, não é. É triste, viu meu amigo, mas NÃO É.
Agora estamos enfrentando uma onda de Clarice Lispector e Bob Marley. Quer dizer: o SER pensa (ou não) que é maconheiro e ouviu o som do Bob a vida inteira, mas NUNCA soube do que se tratava, não pegou mensagem NENHUMA, porquê cadê que o anta fala inglês? Cadê? Mas não se furta em postar qualquer merda que venha assinada como Bob Marley. O movimento Rasta e tal. Pergunta lá sobre os Rastafaris e prepare-se para ouvir algo sobre cabelos e só. Sobre a Clarice Lispector eu não vou nem falar, tá? Não preciso explicar, creio eu. Quero que levante a mão quem, dos inteligentões, já leu uma mísera obra desta senhora.
Bem, eu, como não sou inteligentona e até assumo achar esses treco de poesia e filosofia e todas essas sabedorias um pé no meio do saco, informo-lhes que AMO, sou louca por Hilda Hilst, apenas porque gosto e fim. Acho realmente fantástico e nem é por nada transcedental não. Suas convicções, o conteúdo e a temática me agradam muito e conheço sua obra a fundo. Vi, gostei, fui atrás e li tudo. Coincidencia ou não, Gabi, minha irmã, atriz teza da família, até já atuou em uma peça cujo texto era quase todo baseado nos poemas de Hilda. E aí vai o meu preferido:
"Devo viver entre os homens
Se sou mais pêlo, mais dor
Menos garra e menos carne humana ?
E não tendo armadura
E tendo quase muito de cordeiro
E quase nada da mão que empunha a faca
Devo continuar a caminhada ?
Devo continuar a te dizer palavras
Se a poesia apodrece
Entre as ruínas da CASA que é a TUA alma ?
Ai, luz que permanece no meu corpo e cara:
Como foi que desaprendi de ser humana?
costuro o infinito sobre o peito
e no entanto sou água fugidia e amarga
e sou crível e antiga como aquilo que vês:
pedras, frontões no todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível.
Costuro o infinito sobre o peito.
Como aqueles que amam."
HILDA HILST
Tá, passou, passou. Vamos falar mal de alguém aí, porra.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Enquadro na Linha Vermelha
Então, né, que teve o feriado de 12 de outubro e eu que estava na maior abstinência carioca mas achei absurdamente cretino pagar 1200 reais em uma perna de ponte aérea, resolvi que a maneira mais indicada de locomoção até meu point Vieira Soutense era pegar um boi com o amigo Tano, cuja inominável inteligência fez com que chegasse à mesma conclusão sobre a compra da tal passagem de avião.
Sendo assim, ficou decidido que iríamos together, de carro, cantando e falando mal do mundo todo daqui pro Rio. E assim fomos.
Ao nos aproximarmos do final da Via Dutra, amigo Tano comenta:
"Não vamos entrar pela Linha Vermelha. Vamos dar uma volta maior e pegar a Av. Brasil, pois a polícia normalmente para TODOS os carros com placa de São Paulo em ocasiões como esta."
Ao que eu concordei e emendei:
"Sim, eles dão a maior canseira na gente, vamos pela Brasil, isso mesmo, Tano, tesouro, esperteza em pessoa, orgulho da família"
E emendamos uma conversa detalhando todas as blitzes onde nós, nossa família, nossos conhecidos ou os primos dos cunhados das irmãs das vizinhas já haviam rodado.
Claro que nem vimos o arrastão que acontecia na Brasil no exato momento em que adentramos a via então, tecnicamente, chegamos à Ipanema na maior tranquilidade.
Bifurcação ali logo depois de São Cristóvão indicando "Linha Vermelha" à frente, "Av. Brasil" à direita. Houve um lapso, ficamos no vai não vai, mentes sequeladas e não deu outra: entramos na porra da Linha Vermelha. E novamente não deu outra: fomos parados. Tá, né. A gente SABIA que isso ia acontecer, sem traumas.
Daí que vieram dois cidadãos pertencentes à organização, fantasiados de BOPE e tudo mais, que se puseram a revistar o carro as bolsas, as malas, arrancaram os tapetes, farejaram tudo como se fossem dois labradores amestrados atrás de uma peça de mortadela, pegaram um controle remoto de garagem na mão e perguntaram se aquilo tinha alguma outra função além de abrir e fechar portões, fizeram uma puta zona. E a gente ali, já parados havia uma hora.
Encrencaram com os documentos, que estavam em ordem. Encrencaram com os selinhos do para brisa dianteiro, que estavam em ordem. Encrencaram com o estepe, o triângulo e aquelas porras de trocar pneu, que também estavam em ordem. Encrencaram com a minha cara, que não estava muito em ordem não após 4 dias de esbórnia, mas policial normalmente não gosta muito de mim, então não tomei aquilo como ofensa pessoal ou algo do gênero. Vivo bem com o fato de ser uma pessoa suspeita.
Quer dizer: o cara não tinha de onde arrancar uma grana ou arranjar um problema para mim e Tano. A criatura acabara de perder uma hora e meia de seu dia em uma revista que não dera em nada. Puta roubada, grande perda de tempo.
Foi quando, não se dando por vencido, o digníssimo oficial fica na posição de cócoras, pega algo do chão e dirige-se à mim. Reproduzirei o diálogo:
- "A senhora sabe que, quando a senhora saltou do veículo, eu logo notei que ISTO aqui estava no chão."
- "Sei..." [o ISTO em questão era um treco qualquer que eu ainda não havia identificado pois o policial muqueava o objeto na mão]
- "Eu também notei que ISTO aqui pode ter caído no momento em que a senhora se levantou do banco do passageiro."
- "Arrãn...."
Eis que a BEXTA abre a mão e me mostra o 'ISTO'.
- "A senhora pode me dizer o que é ISTO?"
- "Huuummmm....aaahnnnn....é uma bituca de cigarro, moço..."
- "E ISTO é seu??????"
- "Não é não, viu seu guarda. Isso aí é bituca de Capri, tá vendo aí que tá escrito? Ó, eu fumo Marlboro....e Capri, viu moço, é cigarro de véia..."
- "Okay, vou liberar vocês para seguir viagem"
Como se ele não tivesse acabado de pagar o mico do século em meio à blitz mais populosa de sua breve carreira.
Desnecessário comentar que eu e Tano viemos VOMITANDO de rir de lá até a porta de casa e que esse otário virou assunto recorrente sempre que nos juntamos ao nosso numeroso grupo.
Porque PALHAÇO também é uma profissão. Seu trabalho é agir como imbecil para assim, divertir o público e causar o riso na galera, não é mesmo? Puta cara eficiente.
**EDITANDO EM 27/12/10: Cara, a bituca não era de Capri coisa nenhuma. Era uma bituquinha azul que vi ontem na área de fumantes da festa que eu fui. Mas isso não muda nada, porque não lembro o nome. Bêbado é uma merda mesmo.
Sendo assim, ficou decidido que iríamos together, de carro, cantando e falando mal do mundo todo daqui pro Rio. E assim fomos.
Ao nos aproximarmos do final da Via Dutra, amigo Tano comenta:
"Não vamos entrar pela Linha Vermelha. Vamos dar uma volta maior e pegar a Av. Brasil, pois a polícia normalmente para TODOS os carros com placa de São Paulo em ocasiões como esta."
Ao que eu concordei e emendei:
"Sim, eles dão a maior canseira na gente, vamos pela Brasil, isso mesmo, Tano, tesouro, esperteza em pessoa, orgulho da família"
E emendamos uma conversa detalhando todas as blitzes onde nós, nossa família, nossos conhecidos ou os primos dos cunhados das irmãs das vizinhas já haviam rodado.
Claro que nem vimos o arrastão que acontecia na Brasil no exato momento em que adentramos a via então, tecnicamente, chegamos à Ipanema na maior tranquilidade.
CORTA.
FIM DE FERIADO - VOLTA PARA SP - PAULA E TANO NO CARRO.
Bifurcação ali logo depois de São Cristóvão indicando "Linha Vermelha" à frente, "Av. Brasil" à direita. Houve um lapso, ficamos no vai não vai, mentes sequeladas e não deu outra: entramos na porra da Linha Vermelha. E novamente não deu outra: fomos parados. Tá, né. A gente SABIA que isso ia acontecer, sem traumas.
Daí que vieram dois cidadãos pertencentes à organização, fantasiados de BOPE e tudo mais, que se puseram a revistar o carro as bolsas, as malas, arrancaram os tapetes, farejaram tudo como se fossem dois labradores amestrados atrás de uma peça de mortadela, pegaram um controle remoto de garagem na mão e perguntaram se aquilo tinha alguma outra função além de abrir e fechar portões, fizeram uma puta zona. E a gente ali, já parados havia uma hora.
Encrencaram com os documentos, que estavam em ordem. Encrencaram com os selinhos do para brisa dianteiro, que estavam em ordem. Encrencaram com o estepe, o triângulo e aquelas porras de trocar pneu, que também estavam em ordem. Encrencaram com a minha cara, que não estava muito em ordem não após 4 dias de esbórnia, mas policial normalmente não gosta muito de mim, então não tomei aquilo como ofensa pessoal ou algo do gênero. Vivo bem com o fato de ser uma pessoa suspeita.
Quer dizer: o cara não tinha de onde arrancar uma grana ou arranjar um problema para mim e Tano. A criatura acabara de perder uma hora e meia de seu dia em uma revista que não dera em nada. Puta roubada, grande perda de tempo.
Foi quando, não se dando por vencido, o digníssimo oficial fica na posição de cócoras, pega algo do chão e dirige-se à mim. Reproduzirei o diálogo:
- "A senhora sabe que, quando a senhora saltou do veículo, eu logo notei que ISTO aqui estava no chão."
- "Sei..." [o ISTO em questão era um treco qualquer que eu ainda não havia identificado pois o policial muqueava o objeto na mão]
- "Eu também notei que ISTO aqui pode ter caído no momento em que a senhora se levantou do banco do passageiro."
- "Arrãn...."
Eis que a BEXTA abre a mão e me mostra o 'ISTO'.
- "A senhora pode me dizer o que é ISTO?"
- "Huuummmm....aaahnnnn....é uma bituca de cigarro, moço..."
- "E ISTO é seu??????"
- "Não é não, viu seu guarda. Isso aí é bituca de Capri, tá vendo aí que tá escrito? Ó, eu fumo Marlboro....e Capri, viu moço, é cigarro de véia..."
- "Okay, vou liberar vocês para seguir viagem"
Como se ele não tivesse acabado de pagar o mico do século em meio à blitz mais populosa de sua breve carreira.
Desnecessário comentar que eu e Tano viemos VOMITANDO de rir de lá até a porta de casa e que esse otário virou assunto recorrente sempre que nos juntamos ao nosso numeroso grupo.
Porque PALHAÇO também é uma profissão. Seu trabalho é agir como imbecil para assim, divertir o público e causar o riso na galera, não é mesmo? Puta cara eficiente.
**EDITANDO EM 27/12/10: Cara, a bituca não era de Capri coisa nenhuma. Era uma bituquinha azul que vi ontem na área de fumantes da festa que eu fui. Mas isso não muda nada, porque não lembro o nome. Bêbado é uma merda mesmo.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Desgraça sem limites
Vou definir para vocês o conceito de desgraça sem limites:
Desgraça sem fim é receber um telefonema A COBRAR no meio do seu dia de trabalho e do outro lado da linha haver um palhaço qualquer tentando frustradamente simular uma entonação de "louco por Lee".
Desgraça infinita é tal otário lhe dizer que é cliente da loja, que fez compras lá no último sábado e que está ligando porque está apaixonado por você. Ele completa dizendo que gostaria de te convidar para fazer alguma coisa, para vocês se conhecerem melhor, TALZ.
Merda mesmo é você dizer à criatura que "não vai dar não, viu moço, eu sou casada" e obter como resposta "não tem problema não, eu não ligo".
Ainda por cima é POBRE. Nem sei como proceder.
Desgraça sem fim é receber um telefonema A COBRAR no meio do seu dia de trabalho e do outro lado da linha haver um palhaço qualquer tentando frustradamente simular uma entonação de "louco por Lee".
Desgraça infinita é tal otário lhe dizer que é cliente da loja, que fez compras lá no último sábado e que está ligando porque está apaixonado por você. Ele completa dizendo que gostaria de te convidar para fazer alguma coisa, para vocês se conhecerem melhor, TALZ.
Merda mesmo é você dizer à criatura que "não vai dar não, viu moço, eu sou casada" e obter como resposta "não tem problema não, eu não ligo".
Ainda por cima é POBRE. Nem sei como proceder.
Máximas - Conclusões estapafúrdias
Estou aqui no lar em companhia de irmão Rodolfo e cunhada Flora, que vieram dar umas banda na cidade grande e resolveram ficar até amanhã. Somos nerds, por isso estamos assistindo ao Exorcismo de Emily Rose e brincando de Facebook, tudo ao mesmo tempo porque a gente É nerd mas tem coordenação motora. Daí que Rodolfo toma o laptop de Flora para mexer em alguma configuração sei lá de quê e aparece uma janela do MSN informando que "Ursinha Carinhosa acabou de entrar".
"Ursinha Carinhosa. Se fosse o meu MSN, eu teria certeza de que era uma puta. Uma puta bem gordona com AQUELE fogo na raba......."
OI?
CONCLUSÃO DO PEQUENO SCARCELLI:
"Ursinha Carinhosa. Se fosse o meu MSN, eu teria certeza de que era uma puta. Uma puta bem gordona com AQUELE fogo na raba......."
OI?
sábado, 30 de outubro de 2010
Impressões de um sábado chuvoso
Que conste aqui que era para eu estar estirada a) em uma piscina no interior de São Paulo; b) no posto 9; c) na praia Vermelhinha do Centro em Ubatuba; d) na minha cama; mas na realidade estou e) na loja, trabalhando. No meio do feriado. E chove nessa cidade, porque eu vou dizer que se é para alguma coisa FODER, o início se dará no ABC Paulista. Portanto, estamos sob a tempestade por aqui.
Pois bem. Não bastasse apenas estar isolada, trabalhando e mofando neste local, todo mundo sabe que os meus clientes são um caso à parte. Agora mesmo tenho aqui no recinto um cidadão, funcionário de uma grande empresa de segurança para a qual forneço uniformes. O ser humano (ou não) veio até aqui com a requisição de seu respectivo UNIFORME impresso no papel timbrado da referida empresa em mãos, documento que dá a ele o direiro de retirar da minha loja, sem ônus, dois ternos pretos e três camisas brancas. Mas pra quê fazer as coisas certas, né? Por quê não encher o saco da coitada que está lá fazendo papel de trouxa enquanto galere tá na quinta caipirinha já, hein? Vamos lá, vamos esculhambar com a paz da Paula.
Eis o que ele quer: ele quer levar um paletó verde, uma calça azul, uma bermuda jeans e 2 camisetas polo. OI? O cara quer que eu endosse um pedido de uniforme para ele comprar roupitchas.
Vou ali no Pão de Queijo tomar um café, viu. Eu tenho idade, não vem bulir comigo não. Não me atente. Quer ver que essa anta ainda vai errar na urna eletrônica amanhã? Quer apostar? Pobre mesário abecedano. "Eu sou você amanhã".
Pois bem. Não bastasse apenas estar isolada, trabalhando e mofando neste local, todo mundo sabe que os meus clientes são um caso à parte. Agora mesmo tenho aqui no recinto um cidadão, funcionário de uma grande empresa de segurança para a qual forneço uniformes. O ser humano (ou não) veio até aqui com a requisição de seu respectivo UNIFORME impresso no papel timbrado da referida empresa em mãos, documento que dá a ele o direiro de retirar da minha loja, sem ônus, dois ternos pretos e três camisas brancas. Mas pra quê fazer as coisas certas, né? Por quê não encher o saco da coitada que está lá fazendo papel de trouxa enquanto galere tá na quinta caipirinha já, hein? Vamos lá, vamos esculhambar com a paz da Paula.
Eis o que ele quer: ele quer levar um paletó verde, uma calça azul, uma bermuda jeans e 2 camisetas polo. OI? O cara quer que eu endosse um pedido de uniforme para ele comprar roupitchas.
Vou ali no Pão de Queijo tomar um café, viu. Eu tenho idade, não vem bulir comigo não. Não me atente. Quer ver que essa anta ainda vai errar na urna eletrônica amanhã? Quer apostar? Pobre mesário abecedano. "Eu sou você amanhã".
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Receita de família
Descoberta importantíssima do dia via mensagem INBOX: certo fulano está voltando para a cidade e uma amiga que tinha dado o assunto com o caboclo por encerrado entra em pânico. Sim, o infeliz voltará e seu alvo será ela. Fato. Ele a perseguirá. Como proceder? Iniciamos o seguinte debate. Como a identidade do gajo não pode e não deve ser revelada, os integrantes da referida conversa serão identificados por 1, 2 e 3. Sim, criativo. Além de funcional, vamos combinar:
1 - Tenho o leve pressentimento que meu nome vai continuar costurado na boca do sapo por um bom tempo.....
2 - Não. No panic. Vamos descolar uma tenda. Ou um terreiro. Ou uma tábua daquelas que escrevem com morto. CALMA.
1 - Mas você não está com o mesmo pressentimento? Fala a verdade, era só o que me faltava...
2 - Mané pressentimento, estou com a CERTEZA!! Por isso que vamos arranjar uma tábua daquelas que falam com o morto. Ou era um copo?
1 - Ouija???
2 - ESSE! Aponta o dedo concentra, espera, desce o espírito ali no copo e pãns. Isso ou uma galinha preta, mas aí vai ter aquele sangue todo e já ouvi dizer que tem que até beber, e sei lá, não aconselho não. Prefiro o mortinho preso no copinho.
1 - Minha amiga, vamos precisar da galinha preta, pipoca, cruzamento, livro da salamandra, pelo menos 3 pais de santo e mais a tabua e o copo. E nem assim eu sei se vai funcionar....
Até aqui a conversa vinha andando equilibradamente, notaram? Nada que merecesse destaque, digamos assim. EIS QUE SURGE O TERCEIRO ELEMENTO:
3 - Receitinha:
- um tubo de KY;
- 7 cogumelos do sol;
- um chester recheado com gorgonzola;
- uma vela de sete dias;
- uma maria-mole;
- um caldo knorr sabor galinha caipira;
- sal a gosto.
Não esquece o CD do Dudu França como trilha musical para o despacho.
Funciona!
1 e 2 PASMAS. Emudeceram. Bate a curiosidade. Eis que 1 resolve elucidar a questão:
1 - tenho medo de perguntar mas.... lá vai: e o faço o que com cada um dos elementos??
3 - Faz um mexidinho. Serve 2 pessoas.
2 - e o KY?
3 - Melhor substituir por Vaselina. Mas da Vasenol. Se usar Dermacid a macumba perdura por mais 7 meses.
Pessoa 1 CAI DA CAMA
Pessoa 2 SUFOCA COM O PRÓPRIO RISO
Por isso que GENTE NORMAL dorme à noite. E nós.....bem........nós falamos sobre mexidinhos à base de gorgonzola e Vasenol.
1 - Tenho o leve pressentimento que meu nome vai continuar costurado na boca do sapo por um bom tempo.....
2 - Não. No panic. Vamos descolar uma tenda. Ou um terreiro. Ou uma tábua daquelas que escrevem com morto. CALMA.
1 - Mas você não está com o mesmo pressentimento? Fala a verdade, era só o que me faltava...
2 - Mané pressentimento, estou com a CERTEZA!! Por isso que vamos arranjar uma tábua daquelas que falam com o morto. Ou era um copo?
1 - Ouija???
2 - ESSE! Aponta o dedo concentra, espera, desce o espírito ali no copo e pãns. Isso ou uma galinha preta, mas aí vai ter aquele sangue todo e já ouvi dizer que tem que até beber, e sei lá, não aconselho não. Prefiro o mortinho preso no copinho.
1 - Minha amiga, vamos precisar da galinha preta, pipoca, cruzamento, livro da salamandra, pelo menos 3 pais de santo e mais a tabua e o copo. E nem assim eu sei se vai funcionar....
Até aqui a conversa vinha andando equilibradamente, notaram? Nada que merecesse destaque, digamos assim. EIS QUE SURGE O TERCEIRO ELEMENTO:
3 - Receitinha:
- um tubo de KY;
- 7 cogumelos do sol;
- um chester recheado com gorgonzola;
- uma vela de sete dias;
- uma maria-mole;
- um caldo knorr sabor galinha caipira;
- sal a gosto.
Não esquece o CD do Dudu França como trilha musical para o despacho.
Funciona!
1 e 2 PASMAS. Emudeceram. Bate a curiosidade. Eis que 1 resolve elucidar a questão:
1 - tenho medo de perguntar mas.... lá vai: e o faço o que com cada um dos elementos??
3 - Faz um mexidinho. Serve 2 pessoas.
FAZ UM MEXIDINHO. SERVE DUAS PESSOAS.
2 - e o KY?
3 - Melhor substituir por Vaselina. Mas da Vasenol. Se usar Dermacid a macumba perdura por mais 7 meses.
Pessoa 1 CAI DA CAMA
Pessoa 2 SUFOCA COM O PRÓPRIO RISO
Por isso que GENTE NORMAL dorme à noite. E nós.....bem........nós falamos sobre mexidinhos à base de gorgonzola e Vasenol.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Linha de raciocínio coerente
Estou aqui no meu Chesterfield assistindo à Raquel Acioly se f%der e aguardando a bombástica volta de minha rainha Odete Roitman. Paralelamente, mantenho uma semi conversa com a Red via Twitter. Ela twittou, eu comentei, ela replicou, eu respondi. Foi mais ou menos assim que tudo ocorreu.
Daí que ela postou isto aqui em sua disputada timeline:
"O filme "Nosso Lar" é extremamente fiel ao livro. E justamente por isso é extremamente CHATO"
Ah vá! JURA? Não é nem um pouco legal um filme cujo tema central é uma cidade chata cheia de espritu e um hospital chato pra gente morta? Onde galere traja branco em túnicas? Mas sério MESMO que é chato? Poxa, nunca poderia imaginar. Estou surpresa e estupefacta.
E se tem um treco que NÃO orna é a Red assistindo um filme sobre o céu com nego passando mensagens otimistas e pacíficas, andando de túnica pra cima e pra baixo (espíritas, perdoem-me pela forma leiga com que me refiro à sua doutrina. É apenas burrice, amadorismo, a intenção aqui não é faltar com o respeito. Mesmo porque, vai que vem um fantasmão atrás de mim e ó, TODO RESPEITO viu gente morta do Nosso Lar?)
Na sequência, mais este tweet de Red:
"Aliás, eu demorei para entender que o filme "Nosso Lar" já estava rolando na tela. Achei que era alguma novela mexicana dublada pelo SBT."
Decidi questionar. Porque...né? Alguma dúvida sobre a pentelhice do filme? Perguntei carinhosamente:
"POR QUÊ vc foi assistir a esta porra?"
E veio a resposta instantaneamente, assim PÁ! na timeline:
"Porque o Tropa de Elite só estreia na sexta"
AHHHHHHHHH TÁ! Então tá, então! Elucidado, né? Porque tanto faz ver o Capitão Nascimento xingando geral ou um cara de túnica que cura espíritos na tela do cinema..........
NÃO?
Daí que ela postou isto aqui em sua disputada timeline:
"O filme "Nosso Lar" é extremamente fiel ao livro. E justamente por isso é extremamente CHATO"
Ah vá! JURA? Não é nem um pouco legal um filme cujo tema central é uma cidade chata cheia de espritu e um hospital chato pra gente morta? Onde galere traja branco em túnicas? Mas sério MESMO que é chato? Poxa, nunca poderia imaginar. Estou surpresa e estupefacta.
E se tem um treco que NÃO orna é a Red assistindo um filme sobre o céu com nego passando mensagens otimistas e pacíficas, andando de túnica pra cima e pra baixo (espíritas, perdoem-me pela forma leiga com que me refiro à sua doutrina. É apenas burrice, amadorismo, a intenção aqui não é faltar com o respeito. Mesmo porque, vai que vem um fantasmão atrás de mim e ó, TODO RESPEITO viu gente morta do Nosso Lar?)
Na sequência, mais este tweet de Red:
"Aliás, eu demorei para entender que o filme "Nosso Lar" já estava rolando na tela. Achei que era alguma novela mexicana dublada pelo SBT."
Decidi questionar. Porque...né? Alguma dúvida sobre a pentelhice do filme? Perguntei carinhosamente:
"POR QUÊ vc foi assistir a esta porra?"
E veio a resposta instantaneamente, assim PÁ! na timeline:
"Porque o Tropa de Elite só estreia na sexta"
AHHHHHHHHH TÁ! Então tá, então! Elucidado, né? Porque tanto faz ver o Capitão Nascimento xingando geral ou um cara de túnica que cura espíritos na tela do cinema..........
NÃO?
sábado, 2 de outubro de 2010
Adendo #2
A caixa das pizzas extra grandes não cabem na minha geladeira side by side. Uma geladeira grande. Uma geladeira side by side, porra.
Soquei-as lá dentro enviezadas. Os recheios escorrerão. Tudo entrará em colapso.
Para vocês verem o leque de problemas que o descontrole pode gerar.
Soquei-as lá dentro enviezadas. Os recheios escorrerão. Tudo entrará em colapso.
Para vocês verem o leque de problemas que o descontrole pode gerar.
Adendo
Mas ACABO de publicar esta triste história sobre meu descontrole perante um simples cardápio de pizzaria e minha página de vizualização aqui do Blogger exibe o seguinte anúncio:
"Pizza com 70% de Desconto
Em 5 Seg Você se Cadastra Grátis e Recebe Ofertas como Essa Todo Dia!
PeixeUrbano.com.br/Cadastre-se"
Quer dizer, é todo um complô, percebe? As mensagens estão claras.
"Pizza com 70% de Desconto
Em 5 Seg Você se Cadastra Grátis e Recebe Ofertas como Essa Todo Dia!
PeixeUrbano.com.br/Cadastre-se"
Quer dizer, é todo um complô, percebe? As mensagens estão claras.
A Somália é logo aqui
Minha casa, eu, telefone, homem da pizzaria do outro lado da linha:
"Oi moço, eu queria fazer um pedido."
"Pois não."
"Eu queria uma pizza de calabresa, com cebola, azeitona, coberta de gorgonzola e palmito por cima. No maçarico. Aproveita e me manda uma meia banana com queijo meia Romeu e Julieta. Grande. A grande de 10 pedaços, não a de 8. Isso! A EXTRA GRANDE. Não, a outra também, isso, as duas extra grandes."
Na verdade eu descobri que o mundo vai acabar amanhã mas achei inadequado causar pânico na população.
"Oi moço, eu queria fazer um pedido."
"Pois não."
"Eu queria uma pizza de calabresa, com cebola, azeitona, coberta de gorgonzola e palmito por cima. No maçarico. Aproveita e me manda uma meia banana com queijo meia Romeu e Julieta. Grande. A grande de 10 pedaços, não a de 8. Isso! A EXTRA GRANDE. Não, a outra também, isso, as duas extra grandes."
Na verdade eu descobri que o mundo vai acabar amanhã mas achei inadequado causar pânico na população.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Praça dos Artesãos Calabreses
Foi mal hein. Eu ia postar o mapa, mas caiu minha rede e tal, aquelas coisas. Lá vai.
Exibir mapa ampliado
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Guia SP - Descobrindo cantinhos da cidade
Para quem mora em São Paulo e acredita conhecer a cidade a fundo, sugiro ir à uma aglomeração de loucos intitulada "Arraial do Magal" - nome auto-explicativo para a festa junina mais exclusiva do Jardim Paulistano - acompanhada da chefe do destempero mental na Terra (e dos outros planetas também), uma lendária amiga, atual moradora de Ipanema, RJ. Para quem ainda não associou o nome à pessoa, aqui vai uma DICA .
Saindo da festa, corra da garoa contínua e entre no seu carro com um dos amigos presentes. Deixe que a mestra do descontrole vá em outro veículo, dirigido por um dos seus mais fiéis seguidores nesse lance de loucura e desorientação generalizada.
Vá até o Pasta e Vino e, antes mesmo de ter seu couvert e aquela sardela maravilhosa sobre a mesa, atenda a um telefonema da louca. Preste atenção, pois o assunto a partir de agora é um acidente de trânsito. Porrada da boa.
Logo de cara, foi-me dito que eles haviam batido com o carro após perderem-se na Av. 9 de julho, o que me surpreendeu em diversas esferas já que: a) é IMPOSSÍVEL até mesmo para alguém recém chegado do Xingu perder-se na 9 de julho, quem dirá duas pessoas que moraram durante toda a vida em SP; b) Que raios faziam eles na 9 de julho já que saímos da Rua Groenlândia e nosso destino seria a Barão de Capanema, PORRA?
Tá, havia muito álcool envolvido, havia sequelas causadas por Sidney Magal e seu camisolão do Brasil - a festa aconteceu em um ano de Copa, 98 quase certamente. Porque a gente é antigo e tem muita história dos anos 90 pra contar, percebe? Ah, e Sidney Magal estava de fato trajando um camisolão estampado nas cores do pavilhão nacional.
Considerando estes aspectos básicos, compreendi que não seria assim tão absurdo duas pessoas tomarem um caminho sem sentido, perderem-se na via de mais fácil locomoção da cidade e finalmente terem o carro destruído em algum acidente. Achei plausível.
Desnecessário dizer que fui intimada a resgatá-los e abandonei minha mesa prontamente. Primeira providência: saber exatamente onde as duas antas estavam paradas com o carro batido. Obtive a seguinte resposta:
"Estamos aqui na Praça dos Artesãos Calabreses"
Tá. Isso diz alguma coisa para alguém? Porque eu, naquele momento, paralisei minha expressão facial e retruquei:
"Legal. Mas vcs bateram na 9 de Julho, né? Em que altura da 9 de Julho fica esta porra deste lugar, do qual eu nunca ouvi falar?"
E passei a buscar na memória "Praça do Artesãos Calabreses.....Praça dos Artesãos Calabreeeeesessssss....." sem nenhum tipo de resultado satisfatório.
Daí obtive um importante esclarecimento:
"Pressssssta antnçzão!! A getz ze perrrrdeu na Novvvv Djulho. Mas batemsssss qui na praççççççççç. A praççççç não é na Novvvvv Djulho"
Fo-deu.
"E ONDE fica essa praça?? Olha em volta, onde você está??"
"Aaaachhhhh que na Vintchreis de Maio"
Ótimo. Fácil. Simples. 23 de Maio. Como foram chegar lá já paramos de questionar faz tempo, não é mesmo? Mas estavam na 23. O resgate seria simples, se considerarmos que as duas mulas haviam, provavelmente, entrado na avenida a partir da merda da 9 de Julho.
E lá fui eu, 23 de Maio acima.....23 de Maio abaixo.....acima novamente....abaixo.......em toda sua extensão. Realizei o percurso completo 4 vezes. Eles já haviam me informado que estavam SOBRE a tal praça. Ou seja, como não avistei carro nenhum e praça alguma, concluí que os filhos da puta NÃO ESTAVAM na 23 de Maio porcaria nenhuma.
E uma puta chuva sem fim caindo.
Encostei o carro e iniciei um debate com o amigo que se fudeu junto comigo nesta busca. Onde poderiam estar os dois seres? Eles não estavam na 9 de Julho e acreditavam estar na 23 de Maio, o que não era verdade. Eles estavam em um lugar chamado Praça dos Artesãos Calabreses, precisávamos focar nesta informação duvidosa. Depois de muita especulação resolvemos que não sabíamos nada sobre este local e ainda corríamos o risco de estar correndo atrás de uma praça inexistente, um nome errado, essas coisas. E decidimos sair dirigindo sem rumo. Rodaríamos com o carro nos entornos das avenidas que haviam sido mencionadas pelos bêbados.
Foi quando, via 23 de Maio, peguei a saída que dá acesso à Radial Leste, porque a gente estava ali sem fazer nada mesmo, com tempo livre, noite bonita e tal... e o que eu vejo do outro lado da merda da avenida? O que eu vejo no lado contrário, onde está o acesso da Radial à 23? O quê?
O carro da criatura parado sobre um triângulo de grama que separa a pista pricipal da entrada para a 23 de Maio formando uma bifurcação. Os dois sentados na chuva como se nada houvesse ocorrido. Dei a volta, parei o carro, liguei o pisca alerta e perguntei:
"A polícia já veio? Quem colocou o carro no canteiro?"
"Nááááá, ezzztamzzzz sssperando o guinchhhh. O carrrrrrrr zubiu aqui com a batchidddda"
Era um canteiro com um muro de uns 60 centímetros. De alguma maneira eles voaram. Olhei para cima. Havia uma placa. Nome do canteiro, da BIFURCAÇÃO: Praça dos Artesãos Calabreses.
Paulistanos: trata-se daquela porçãozinha de grama que há antes da curva que nos leva à 23 de Maio quando estamos indo da Mooca para o Ibirapuera, por exemplo. Como é que duas pessoas não conseguem me dizer isso? E me falam que estão em uma PRAÇA na 23 de Maio?
Tudo o que sei é que entramos todos no meu carro e fomos embora. O veículo acidentado ficou lá na praça e eu realmente até hoje não sei o que foi feito dele. Vou me informar.
A partir de então, sempre que quero dar uma de superior inicio minhas orientações com a seguinte frase:
"Chegar lá é fácil. Sabe a Praça dos Artesãos Calabreses? NÃÃÃÃOOOO????" - com a minha melhor cara de reprovação e desprezo.
Saindo da festa, corra da garoa contínua e entre no seu carro com um dos amigos presentes. Deixe que a mestra do descontrole vá em outro veículo, dirigido por um dos seus mais fiéis seguidores nesse lance de loucura e desorientação generalizada.
Vá até o Pasta e Vino e, antes mesmo de ter seu couvert e aquela sardela maravilhosa sobre a mesa, atenda a um telefonema da louca. Preste atenção, pois o assunto a partir de agora é um acidente de trânsito. Porrada da boa.
Logo de cara, foi-me dito que eles haviam batido com o carro após perderem-se na Av. 9 de julho, o que me surpreendeu em diversas esferas já que: a) é IMPOSSÍVEL até mesmo para alguém recém chegado do Xingu perder-se na 9 de julho, quem dirá duas pessoas que moraram durante toda a vida em SP; b) Que raios faziam eles na 9 de julho já que saímos da Rua Groenlândia e nosso destino seria a Barão de Capanema, PORRA?
Tá, havia muito álcool envolvido, havia sequelas causadas por Sidney Magal e seu camisolão do Brasil - a festa aconteceu em um ano de Copa, 98 quase certamente. Porque a gente é antigo e tem muita história dos anos 90 pra contar, percebe? Ah, e Sidney Magal estava de fato trajando um camisolão estampado nas cores do pavilhão nacional.
Considerando estes aspectos básicos, compreendi que não seria assim tão absurdo duas pessoas tomarem um caminho sem sentido, perderem-se na via de mais fácil locomoção da cidade e finalmente terem o carro destruído em algum acidente. Achei plausível.
Desnecessário dizer que fui intimada a resgatá-los e abandonei minha mesa prontamente. Primeira providência: saber exatamente onde as duas antas estavam paradas com o carro batido. Obtive a seguinte resposta:
"Estamos aqui na Praça dos Artesãos Calabreses"
Tá. Isso diz alguma coisa para alguém? Porque eu, naquele momento, paralisei minha expressão facial e retruquei:
"Legal. Mas vcs bateram na 9 de Julho, né? Em que altura da 9 de Julho fica esta porra deste lugar, do qual eu nunca ouvi falar?"
E passei a buscar na memória "Praça do Artesãos Calabreses.....Praça dos Artesãos Calabreeeeesessssss....." sem nenhum tipo de resultado satisfatório.
Daí obtive um importante esclarecimento:
"Pressssssta antnçzão!! A getz ze perrrrdeu na Novvvv Djulho. Mas batemsssss qui na praççççççççç. A praççççç não é na Novvvvv Djulho"
Fo-deu.
"E ONDE fica essa praça?? Olha em volta, onde você está??"
"Aaaachhhhh que na Vintchreis de Maio"
Ótimo. Fácil. Simples. 23 de Maio. Como foram chegar lá já paramos de questionar faz tempo, não é mesmo? Mas estavam na 23. O resgate seria simples, se considerarmos que as duas mulas haviam, provavelmente, entrado na avenida a partir da merda da 9 de Julho.
E lá fui eu, 23 de Maio acima.....23 de Maio abaixo.....acima novamente....abaixo.......em toda sua extensão. Realizei o percurso completo 4 vezes. Eles já haviam me informado que estavam SOBRE a tal praça. Ou seja, como não avistei carro nenhum e praça alguma, concluí que os filhos da puta NÃO ESTAVAM na 23 de Maio porcaria nenhuma.
E uma puta chuva sem fim caindo.
Encostei o carro e iniciei um debate com o amigo que se fudeu junto comigo nesta busca. Onde poderiam estar os dois seres? Eles não estavam na 9 de Julho e acreditavam estar na 23 de Maio, o que não era verdade. Eles estavam em um lugar chamado Praça dos Artesãos Calabreses, precisávamos focar nesta informação duvidosa. Depois de muita especulação resolvemos que não sabíamos nada sobre este local e ainda corríamos o risco de estar correndo atrás de uma praça inexistente, um nome errado, essas coisas. E decidimos sair dirigindo sem rumo. Rodaríamos com o carro nos entornos das avenidas que haviam sido mencionadas pelos bêbados.
Foi quando, via 23 de Maio, peguei a saída que dá acesso à Radial Leste, porque a gente estava ali sem fazer nada mesmo, com tempo livre, noite bonita e tal... e o que eu vejo do outro lado da merda da avenida? O que eu vejo no lado contrário, onde está o acesso da Radial à 23? O quê?
O carro da criatura parado sobre um triângulo de grama que separa a pista pricipal da entrada para a 23 de Maio formando uma bifurcação. Os dois sentados na chuva como se nada houvesse ocorrido. Dei a volta, parei o carro, liguei o pisca alerta e perguntei:
"A polícia já veio? Quem colocou o carro no canteiro?"
"Nááááá, ezzztamzzzz sssperando o guinchhhh. O carrrrrrrr zubiu aqui com a batchidddda"
Era um canteiro com um muro de uns 60 centímetros. De alguma maneira eles voaram. Olhei para cima. Havia uma placa. Nome do canteiro, da BIFURCAÇÃO: Praça dos Artesãos Calabreses.
Paulistanos: trata-se daquela porçãozinha de grama que há antes da curva que nos leva à 23 de Maio quando estamos indo da Mooca para o Ibirapuera, por exemplo. Como é que duas pessoas não conseguem me dizer isso? E me falam que estão em uma PRAÇA na 23 de Maio?
Tudo o que sei é que entramos todos no meu carro e fomos embora. O veículo acidentado ficou lá na praça e eu realmente até hoje não sei o que foi feito dele. Vou me informar.
A partir de então, sempre que quero dar uma de superior inicio minhas orientações com a seguinte frase:
"Chegar lá é fácil. Sabe a Praça dos Artesãos Calabreses? NÃÃÃÃOOOO????" - com a minha melhor cara de reprovação e desprezo.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Definindo "Alegria de Viver"
Não sei se é de conhecimento geral, mas minha família como um todo trabalha no ramo de confecções. De um jeito ou de outro estamos todos ligados ao conglomerado da Scarcelli´s Corporations, holding que engloba as empresas de papai, e faz parte de nosso cotidiano lidar com costureiras entre tantas outras peculiaridades da indústria de vestuário.
Gabi, minha irmã, produz peças femininas exclusivíssimas, de modelagens elaboradas e tecidos sentimentais, digamos assim. Por isso ela conta com uma equipe de costureiras especializada para a execução de tais modelos. Costureiras que sabem a maneira correta de aplicar um molde sobre um tecido caríssimo, costureiras que sabem como cortar a porra do pano sem cagar o fardo inteiro causando prejuízos incalculáveis, costureiras que possuem e dominam o maquinário próprio para cada fechamento, para cada acabamento, para cada forro.
E daí eu conto pra vocês que, fora dois bois saírem voando pela janela da sua casa diariamente à 4 da tarde, a coisa mais difícil no mundo como o conhecemos é encontrar o quê? Uma costureira CAPAZ. Um ser humano que reúna todas as características supra citadas, porque vou te dizer que de costureira boa, a Puta que o Pariu tá cheia. E quaisquer outros lugares suspeitos. Tudo cheio de costureira boa. A Casa do Caralho também tá cheia. Uma beleza. É costureira boa pra todo lado ali no Beco dos Ebó Mal Despachados, dá até gosto. Na rua, pra gente contratar é que não tem UMA viu.
Voltando.
Daí que Gabi, em sua busca eterna por seres humanos que saibam exercer a função para a qual se dispuseram nesta vida, encontrou uma certa Neide, ou Nalva, ou Nilde, sei lá, uma mulher de uns 45 anos de idade mais ou menos. Atenção pois esta informação sobre sua idade é importante. A mulher era uma gênia. A mulher não precisava de orientações, a mulher sabia tudo. Gabi largava moldes e tecidos na mão dela e a mulher transformava todo aquele bololô em roupas belíssimas. Que sorte a da Gabi, né?
NÃO, não é.
Neide (ou Nalva ou Nilde) tinha um comportamento bastante peculiar, totalmente baseado em atitudes depressivas. Nada daquilo com que vocês já tiveram contato anteriormente, eu garanto. Certa vez meu irmão levou Gabi à casa da sujeita para entregar uns botões. Gabi entrou e ela iniciou o lamento. Conseguiu se libertar (porque Nalva/Neide/Nilde é daquela raça de deprimidos que TE PEGA PELO BRAÇO) após um tempo não determinado, mas longo o suficiente para encontrar nosso irmão dormindo no carro. No meio de uma avenida enquanto aguardava seu retorno.
A conversa padrão com Neide/Nalva/Nilde era esta:
"Oi Neide, tudo bem?"
"Olha, bem não tá não"
"Ah, sim, que bom. Bem, Neide, aqueles vestidos que te entreguei na semana passada estão prontos?"
"Olha, eram para estar, eram sim. Mas é que faz uma semana que eu só choro, sabe?"
"Hum..."
"Porque eu sento para trabalhar, mas não consigo me concentrar nas peças, pois só penso em chorar"
"Sei..."
"E quando eu começo, olha, eu choro o dia inteiro, viu"
"Que coisa..."
"Porque nada, nada mesmo acaba com essa minha vontade de chorar"
"Entendo..."
" E daí, quando minha filha me liga, as coisas pioram bastante"
"Não me diga..."
"Porque eu CHORO DE UM LADO E ELA CHORA DE OUTRO, NEM CONSEGUIMOS CONVERSAR"
".............."
"Passamos HORAS na linha chorando juntas"
"Ahn...mas....."
"E você não me entende, porque ainda é muito jovem"
"Mas eu..."
"Sim, sim, gente velha não tem nada mais a fazer da própria vida senão chorar"
"Hum..."
"É só o que me resta. Só. Para mim e para minha filha. Somos muito tristes"
"Sei..."
"Você ainda está nos "inta". Espera chegar nos "enta" como eu que você vai ver como é" [esta frase virou um clássico aqui na família. Usamos para TUDO atualmente]
"Olha, eu..."
"Você também vai chorar o dia inteiro, pode esperar. Eu ainda vou te ver passando o dia todo debruçada numa mesa chorando. É o nosso destino, este. SOFRER!"
Sim, sim, Gabi deu um sumiço em Nalva/Neide/Nilde. Ela desenvolveu em nós o medo profundo de atendermos telefonemas e passarmos HORAS chorando na linha com nosso interlocutor.
Só tem louco na rua, preciso de uma oca na taba em Caraíva.
**EDITANDO em 22/09/10 - O nome da nega é LAÍDE. Lembramos. Tamo ruim, mas ainda há célebro aqui.
Gabi, minha irmã, produz peças femininas exclusivíssimas, de modelagens elaboradas e tecidos sentimentais, digamos assim. Por isso ela conta com uma equipe de costureiras especializada para a execução de tais modelos. Costureiras que sabem a maneira correta de aplicar um molde sobre um tecido caríssimo, costureiras que sabem como cortar a porra do pano sem cagar o fardo inteiro causando prejuízos incalculáveis, costureiras que possuem e dominam o maquinário próprio para cada fechamento, para cada acabamento, para cada forro.
E daí eu conto pra vocês que, fora dois bois saírem voando pela janela da sua casa diariamente à 4 da tarde, a coisa mais difícil no mundo como o conhecemos é encontrar o quê? Uma costureira CAPAZ. Um ser humano que reúna todas as características supra citadas, porque vou te dizer que de costureira boa, a Puta que o Pariu tá cheia. E quaisquer outros lugares suspeitos. Tudo cheio de costureira boa. A Casa do Caralho também tá cheia. Uma beleza. É costureira boa pra todo lado ali no Beco dos Ebó Mal Despachados, dá até gosto. Na rua, pra gente contratar é que não tem UMA viu.
Voltando.
Daí que Gabi, em sua busca eterna por seres humanos que saibam exercer a função para a qual se dispuseram nesta vida, encontrou uma certa Neide, ou Nalva, ou Nilde, sei lá, uma mulher de uns 45 anos de idade mais ou menos. Atenção pois esta informação sobre sua idade é importante. A mulher era uma gênia. A mulher não precisava de orientações, a mulher sabia tudo. Gabi largava moldes e tecidos na mão dela e a mulher transformava todo aquele bololô em roupas belíssimas. Que sorte a da Gabi, né?
NÃO, não é.
Neide (ou Nalva ou Nilde) tinha um comportamento bastante peculiar, totalmente baseado em atitudes depressivas. Nada daquilo com que vocês já tiveram contato anteriormente, eu garanto. Certa vez meu irmão levou Gabi à casa da sujeita para entregar uns botões. Gabi entrou e ela iniciou o lamento. Conseguiu se libertar (porque Nalva/Neide/Nilde é daquela raça de deprimidos que TE PEGA PELO BRAÇO) após um tempo não determinado, mas longo o suficiente para encontrar nosso irmão dormindo no carro. No meio de uma avenida enquanto aguardava seu retorno.
A conversa padrão com Neide/Nalva/Nilde era esta:
"Oi Neide, tudo bem?"
"Olha, bem não tá não"
"Ah, sim, que bom. Bem, Neide, aqueles vestidos que te entreguei na semana passada estão prontos?"
"Olha, eram para estar, eram sim. Mas é que faz uma semana que eu só choro, sabe?"
"Hum..."
"Porque eu sento para trabalhar, mas não consigo me concentrar nas peças, pois só penso em chorar"
"Sei..."
"E quando eu começo, olha, eu choro o dia inteiro, viu"
"Que coisa..."
"Porque nada, nada mesmo acaba com essa minha vontade de chorar"
"Entendo..."
" E daí, quando minha filha me liga, as coisas pioram bastante"
"Não me diga..."
"Porque eu CHORO DE UM LADO E ELA CHORA DE OUTRO, NEM CONSEGUIMOS CONVERSAR"
".............."
"Passamos HORAS na linha chorando juntas"
"Ahn...mas....."
"E você não me entende, porque ainda é muito jovem"
"Mas eu..."
"Sim, sim, gente velha não tem nada mais a fazer da própria vida senão chorar"
"Hum..."
"É só o que me resta. Só. Para mim e para minha filha. Somos muito tristes"
"Sei..."
"Você ainda está nos "inta". Espera chegar nos "enta" como eu que você vai ver como é" [esta frase virou um clássico aqui na família. Usamos para TUDO atualmente]
"Olha, eu..."
"Você também vai chorar o dia inteiro, pode esperar. Eu ainda vou te ver passando o dia todo debruçada numa mesa chorando. É o nosso destino, este. SOFRER!"
Sim, sim, Gabi deu um sumiço em Nalva/Neide/Nilde. Ela desenvolveu em nós o medo profundo de atendermos telefonemas e passarmos HORAS chorando na linha com nosso interlocutor.
Só tem louco na rua, preciso de uma oca na taba em Caraíva.
**EDITANDO em 22/09/10 - O nome da nega é LAÍDE. Lembramos. Tamo ruim, mas ainda há célebro aqui.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Dá um CROSE nela
Quando eu falo que nessa cidade onde eu trabalho acontecem coisas indizíveis, é porque AQUI NESSA CIDADE ONDE EU TRABALHO, AS COISAS QUE ACONTECEM SÃO REALMENTE INDIZÍVEIS, por favor prestem atenção.
Para início de conversa, postarei aqui uma foto minha recente. Notem que estou usando a camisa da seleção brasileira de futebol, o que indica que o retrato é de junho último. Para que aqueles que não me conhecem tenham uma visão clara, límpida da situação.
Importante frisar que sou a pessoa de nariz grande, não o filhote bicolor.
Pois bem. Estava eu aqui, circulando entre abecedanos neste estabelecimento comercial cujo nome pretendo em breve mudar para "Little Shop of Horrors" quando um cara que agia como cliente veio até mim e soltou:
"Estou te olhando desde que entrei.....e você é a dona daqui, não é?"
MEDO
"Sim, sou eu mesma"
"Eu queria te perguntar algo, mas tenho medo de que você me leve a mal."
MUITO MEDO
"Pois não, fique à vontade, pode perguntar"
(Trilha de Jaws ao fundo)
"Você é mulher mesmo? Ou é homem? É mulher de verdade ou é homem disfarçado? Entende o que quero saber?"
CHOQUE. DESORIENTAÇÃO.
"Não, não. Não entendo."
"É que eu queria saber se você é mulher mesmo ou TRAVESTI. Sabe? Mas ó: não me leve a mal, hein?"
Levar a mal um cara que entra na minha loja e me pergunta se meu nome é Valdemar? Má nunca!
Este ABC Paulista me mata lentamente.
Para início de conversa, postarei aqui uma foto minha recente. Notem que estou usando a camisa da seleção brasileira de futebol, o que indica que o retrato é de junho último. Para que aqueles que não me conhecem tenham uma visão clara, límpida da situação.
"Oeeee tudo bem? Paulinas, sua serva."
Importante frisar que sou a pessoa de nariz grande, não o filhote bicolor.
Pois bem. Estava eu aqui, circulando entre abecedanos neste estabelecimento comercial cujo nome pretendo em breve mudar para "Little Shop of Horrors" quando um cara que agia como cliente veio até mim e soltou:
"Estou te olhando desde que entrei.....e você é a dona daqui, não é?"
MEDO
"Sim, sou eu mesma"
"Eu queria te perguntar algo, mas tenho medo de que você me leve a mal."
MUITO MEDO
"Pois não, fique à vontade, pode perguntar"
(Trilha de Jaws ao fundo)
"Você é mulher mesmo? Ou é homem? É mulher de verdade ou é homem disfarçado? Entende o que quero saber?"
CHOQUE. DESORIENTAÇÃO.
"Não, não. Não entendo."
"É que eu queria saber se você é mulher mesmo ou TRAVESTI. Sabe? Mas ó: não me leve a mal, hein?"
Levar a mal um cara que entra na minha loja e me pergunta se meu nome é Valdemar? Má nunca!
Este ABC Paulista me mata lentamente.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Atkins who?
O bom das minhas conversas com a Red é que elas são sempre muito produtivas. Somos capazes de fazer qualquer assunto banal descambar a partir do momento em que perdemos o foco e introduzimos fantásticos planos para dominar o mundo em nossos diálogos. Hoje o tema foi "dieta mágica e indolor".
Meio da tarde, estávamos ambas ocupadíssimas, exercendo atividades competentes aos altíssimos cargos que ocupamos em nossas respectivas empresas, quando engatamos um papo inocente sobre coisas que somem, motoboys e outras amenidades via messenger. E eis que perdemos o tal do foco e prontamente o conteúdo de nossas janelas ficou mais ou menos assim:
Quer dizer: tá com alguma dúvida relacionada à nossa galáxia ou não? Liga pra gente. Desenvolveremos o tema com carinho para você.
Meio da tarde, estávamos ambas ocupadíssimas, exercendo atividades competentes aos altíssimos cargos que ocupamos em nossas respectivas empresas, quando engatamos um papo inocente sobre coisas que somem, motoboys e outras amenidades via messenger. E eis que perdemos o tal do foco e prontamente o conteúdo de nossas janelas ficou mais ou menos assim:
Red diz: Restringirei minha alimentação até me internarem por desnutrição
PaulaScarcelli diz: Eu to pensando em fazer isso também, viu. Dar um ramadan nonstop daqui até, sei lá, MAIO do ano que vem, quando eu já estarei cinza por falta de nutrientes
Red diz: Isso, parecendo fugitivas de campo de concentração
PaulaScarcelli diz: frequentadoras da Praça da República, setor de drogas. AIDÉTICAS.
Red diz: Isso. Procurarão por picadas em nossos braços ou outros sintomas de vício em substâncias tóxicas pesadas.
PaulaScarcelli diz: Pessoas terão a impressão de que acabamos de cavar nossos túmulos de dentro para fora. Ficarão esperando que digamos "BRAAAAINS".
Red diz: E não faremos isso, pois não sentiremos fome e não comeremos cérebro. Viveremos apenas de... sei lá...ar
PaulaScarcelli diz: Faz sentido. Sem brains. Está decidido. Viveremos de ar então. Pq esse negócio de viver de luz é muito Baby Consuelo pro meu gosto.
Red diz: Ar e alguns alimentos interessantes de vez em quando.
PaulaScarcelli diz: Sim. Alimentos interessantes de 7 em 7 dias. Me parece um bom intervalo.
Red diz: Usaremos manequim 34. Com cinto. Porque a calça VAI cair
PaulaScarcelli diz: E colocaremos uma legging por baixo para dar volume.
Red diz: Não poderemos fazer acupuntura, por falta de carne para espetar.
PaulaScarcelli diz: Inclusive marcaremos a consulta mas não seremos atendidas porque o japonês não nos enxergará sentadas na cadeira atrás do vaso de bambu.
Red diz: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
PaulaScarcelli diz: Olha, eu acho que 2 litros de água e um tomate tá ótimo. Gente perdida no matagal vive com menos que isso por meses. E gente perdida no Himalaia, NEM TOMATE TEM.
Red diz: Verdade. E eles vivem, não vivem?
PaulaScarcelli diz: VIVEM ATÉ DEMAIS.
Quer dizer: tá com alguma dúvida relacionada à nossa galáxia ou não? Liga pra gente. Desenvolveremos o tema com carinho para você.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Salve o Corinthians
Porque em dia de Centenário, acho fino reiterar que aqui é Corinthians, né. Salve o Timão, Salve o Gigante. E olha que era para eu estar no Anhangabaú mandando beijo pro William, viu.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Conclusões Caraivanas
Gabi, minha irmã, caminhava por Caraíva alguns anos atrás quando decidiu sentar-se à beira do rio. Estava lá de bobeira, babando, quando uma local muito nossa amiga cujo nome não citarei mas quem a conhece provavelmente associará o nome à pessoa, aproximou-se bufando e sentou-se a seu lado:
"Olhe Gabi aqui nessa cidade é assim: se engordou é porque está grávida. Se emagreceu é porque está DE AIDS"
Porque tem certas coisas que a gente só conclui com a ajuda de um nativo mal humorado, né.
"Olhe Gabi aqui nessa cidade é assim: se engordou é porque está grávida. Se emagreceu é porque está DE AIDS"
Porque tem certas coisas que a gente só conclui com a ajuda de um nativo mal humorado, né.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Máximas - Conversa de gente boazinha/Conversa de gente lelé
No último sábado fui a um almoço na casa da chefe dos desvairados do Brasil, onde foi reunida toda a turma da trombada da faculdade onde estudamos nos anos 90 do século 19.
Reproduzirei uma sequência de diálogos que resume a essência deste povo problemático que participou de minha vida acadêmica. Vamos lá:
Primeiro Ato - conversa entre Eu e Pessoa 1. Pessoa 2 observando.
P1:"Mas Paula, você não se lembra mesmo de Fulana?"
Eu: "Não, de jeito nenhum." [Pombas, eu terminei a faculdade há 14 anos]
P1: "Estranho, você deveria se lembrar.....ela chamava atenção devido a uma característica peculiar."
Eu: "Que característica?"
[Pensando: loura? Ruiva? Alta? Italiana? Puta? Burra? Drogada? Hippie? Fanha? Moicana? Caloteira? A da bolsa LINDA? etc]
P1: "Ela é meio feia..." - MEIO FEIA.
P2 em acesso de riso.
Segundo Ato - Emendam a conversa Eu e Anfitriã. Pessoa 2 permanece observando.
A: "Paula, você já viu a Maria Fernanda acordada?"
[Maria Fernanda é a criança neta de Anfitriã, que tirava uma sonequinha nos aposentos superiores]
Eu: "Não, ainda não vi. Me avise quando ela estiver aqui."
P2: "Maria Fernanda Acordada? Não me lembro dessa....Ela se formou em jornalismo ou publicidade?"
OU SEJA...
Reproduzirei uma sequência de diálogos que resume a essência deste povo problemático que participou de minha vida acadêmica. Vamos lá:
Primeiro Ato - conversa entre Eu e Pessoa 1. Pessoa 2 observando.
P1:"Mas Paula, você não se lembra mesmo de Fulana?"
Eu: "Não, de jeito nenhum." [Pombas, eu terminei a faculdade há 14 anos]
P1: "Estranho, você deveria se lembrar.....ela chamava atenção devido a uma característica peculiar."
Eu: "Que característica?"
[Pensando: loura? Ruiva? Alta? Italiana? Puta? Burra? Drogada? Hippie? Fanha? Moicana? Caloteira? A da bolsa LINDA? etc]
P1: "Ela é meio feia..." - MEIO FEIA.
P2 em acesso de riso.
Segundo Ato - Emendam a conversa Eu e Anfitriã. Pessoa 2 permanece observando.
A: "Paula, você já viu a Maria Fernanda acordada?"
[Maria Fernanda é a criança neta de Anfitriã, que tirava uma sonequinha nos aposentos superiores]
Eu: "Não, ainda não vi. Me avise quando ela estiver aqui."
P2: "Maria Fernanda Acordada? Não me lembro dessa....Ela se formou em jornalismo ou publicidade?"
OU SEJA...
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Máximas - Tomou um doce e foi postar no Facebook
Minha irmã acabou de me mandar a seguinte mensagem via wall do Facebook. Por favor, reflitam sobre a quantidade de substâncias tóxicas presentes na corrente sanguínea desta cidadã no momento. Copiei o diálogo. Apreciem-no:
Gabriela Scarceli - Paula Scarcelli: paula, o q foi q eu te liguei pra perguntar quem era alguém ou alguma coisa esses dias, q vc teve uma crise de riso pq tava com a sam no telefone??
20 minutes ago · Comment ·LikeUnlike · See Wall-to-Wall
Gabriela Scarceli ahhhhh!!! lembrei na sequencia: do bicho q tem corpo de gente e perna de carneiro e toca flauta
Na minha opinião, não há dúvidas. É ácido mesmo. Diluído em água de privada.
Gabriela Scarceli - Paula Scarcelli: paula, o q foi q eu te liguei pra perguntar quem era alguém ou alguma coisa esses dias, q vc teve uma crise de riso pq tava com a sam no telefone??
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Gabriela Scarceli ahhhhh!!! lembrei na sequencia: do bicho q tem corpo de gente e perna de carneiro e toca flauta
Na minha opinião, não há dúvidas. É ácido mesmo. Diluído em água de privada.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Do século passado essa aqui
No último final de semana decidi fazer um retiro e estava assistindo TV no sábado à noite, atividade que não aconselho. Aconselho ir para o bar, que fique claro. Bem, lá estava eu, inadequadamente assintindo à programação fué do sábado quando me deparei com o Pepeu na tela. Instantaneamente aquilo que ainda resta de minha memória entrou em atividade me fazendo recordar do último reveillon que passei no Rio de Janeiro.
Era a virada de 98 para 99, se não me engano. Não sei, não lembro, mas também, nego que VIRA O SÉCULO em vida não tem como traçar uma linha temporal 100% confiável, vamos falar o que é verdade, né. Mas acho que foi, já que do ano 2000 eu me lembro e este foi em Angra. Eu acho. Bom. Dane-se.
Reveillon de 1998, a grande máfia estava reunida no Rio, fomos todos convidados para uma linda festa em um dos lugares mais exclusivos da Avenida Atlântica, Copacabana.
Começou que amiga Sam tomou um sol errado no dia 31 e às 8 da noite ela tinha a coloração da pantera cor de rosa, mas mais marca texto, sabe como é? Aquele rosa mais FOSFORESCENTE, digamos assim. E apresentava sintomas de insolação, olha o vexame. A pessoa é carioca de nascença, de pai e mãe, de família do tempo do Império que veio parar aqui na caravana do rei, e me dá uma dessa. Pois bem. Tudo indicava que ela 'contraíra' insolação passaria a noite bem mais sóbria que o resto da população local, o que de fato ocorreu. Por isso inclusive que temos detalhes desta festa, os quais jamais chegariam às nossas mãos se o acidente solar não houvesse acontecido. Claro que não podemos nos esquecer que Sam trajava seda pink chiquérrima, mas o efeito da roupa foi anulado pelo tom de sua pele e ela, vestida de rosa shocking, parecia estar pelada. Enfim.
Eis que chega a hora da festa. Nos acomodamos em nossos táxis com destino à Nossa Senhora de Copacabana, já que a Atlântica fica interrompida do começo da tarde do dia 31 até o fim do dia 1 de janeiro, E FOMOS.
A festança em si transcorreu como o esperado. Tudo lindo, tudo perfeito, tudo animado. E daí chegou aquele horário em que o povo começa a entortar. Uma de nós perseguiu um sueco - ou finlandês, ou dinamarquês, não me lembro - durante a noite toda. Outra deu um show de samba quase que sobre uma mesa de centro em uma saleta onde estavam sentadas a mãe e a avó do dono da festa. APENAS A MÃE E A AVÓ. E ela lá, SAMBANDO. Uma outra, cujo nome não revelo nem sob tortura, babou em seu vestido prateado tudo aquilo que tentou beber da meia noite em diante. E foi dançar com o finado e saudoso Jorginho Guinle, derrubando algumas taças em seu smoking também. E com o Carlinhos de Jesus, notem o grau da coisa toda. Fora o rabo de cavalo da criatura que parecia um gambá morto arremessado de longe em direção à sua cabeça. Triste, meu filho.
Teve uma que dormiu em cena e a Sam lá: firme, forte, sóbria e vendo TUDO. Foi quando ela notou a presença de Pepeu que tinha ido à festa acompanhado de Kryptus Rá e de Zabelê. E notou também nossa comandante chefe do Rio de Janeiro andando atrás dele na festa e cantando:
"Eu e Pepeeeeeeeeu, ele e eu"
Ininterruptamente.
E Pepeu tentando nitidamente se desvencilhar daquilo. Ingênuo esse Pepeu.
(Antes que alguém taxe a stalker de Pepeu de psicopata, quero deixar claro que ela é uma amiga da família, de Baby, de Sarah Sheeva, pelo amor de Deus. Somos bêbadas, não perseguidoras de guitarristas e derivados)
Acabou que às 8 horas da manhã decidimos ir embora e ao sair do elevador e atravessar os portões do edifício rumo ao táxi que nos esperava na avenida, encontramos Pepeu, ali, sem rumo, sem táxi, perdido. Éramos 5 pessoas, já que a sambista do living room não quis aguardar o táxi e pegou uma carona com um camburão que estava indo para o Leblon, e achamos absolutamente viável invadirmos o táxi e ainda lançarmos Pepeu, Zabelê e Kryptus Rá no carro conosco.
Claro que o taxista quase entrou em colapso e queria matar um por um, mas não houve muita saída senão nos levar até o Leblon, OITO pessoas no carro e a criatura cantando "eu e Pepeeeeeu, ele e eu" no último estágio alcoólico que um ser humano pode chegar antes do óbito. E todos nós acompanhando o sing a song da maluca, inclusive Pepeu.
Olha, não me perguntem onde Pepeu e os filhos ficaram. Posso informar que foi em algum local entre o Copacabana Palace e o Baixo Leblon, onde encostamos o carro para desovar mais duas sobreviventes e ainda atendemos um orelhão na Ataulfo de Paiva que tocava para um certo JOEL. Este telefone tocou umas 5 ou 6 vezes e só sei que saímos pela rua gritando: "Joel!!! Joel!!!" - à procura do cidadão. Joel foi encontrado e todo mundo sabe que eu tenho um amigo imaginário, né? Vocês acham que ele foi batizado por causa de quem?
De alguma maneira chegamos vivas à Delfim Moreira, não sem antes encontrar a pessoa que pegou carona com os policiais saindo do camburão ali na Rua Rita Ludolf.
Povo descompensado, a gente vê por aqui. E não é de hoje.
Era a virada de 98 para 99, se não me engano. Não sei, não lembro, mas também, nego que VIRA O SÉCULO em vida não tem como traçar uma linha temporal 100% confiável, vamos falar o que é verdade, né. Mas acho que foi, já que do ano 2000 eu me lembro e este foi em Angra. Eu acho. Bom. Dane-se.
Reveillon de 1998, a grande máfia estava reunida no Rio, fomos todos convidados para uma linda festa em um dos lugares mais exclusivos da Avenida Atlântica, Copacabana.
Começou que amiga Sam tomou um sol errado no dia 31 e às 8 da noite ela tinha a coloração da pantera cor de rosa, mas mais marca texto, sabe como é? Aquele rosa mais FOSFORESCENTE, digamos assim. E apresentava sintomas de insolação, olha o vexame. A pessoa é carioca de nascença, de pai e mãe, de família do tempo do Império que veio parar aqui na caravana do rei, e me dá uma dessa. Pois bem. Tudo indicava que ela 'contraíra' insolação passaria a noite bem mais sóbria que o resto da população local, o que de fato ocorreu. Por isso inclusive que temos detalhes desta festa, os quais jamais chegariam às nossas mãos se o acidente solar não houvesse acontecido. Claro que não podemos nos esquecer que Sam trajava seda pink chiquérrima, mas o efeito da roupa foi anulado pelo tom de sua pele e ela, vestida de rosa shocking, parecia estar pelada. Enfim.
Eis que chega a hora da festa. Nos acomodamos em nossos táxis com destino à Nossa Senhora de Copacabana, já que a Atlântica fica interrompida do começo da tarde do dia 31 até o fim do dia 1 de janeiro, E FOMOS.
A festança em si transcorreu como o esperado. Tudo lindo, tudo perfeito, tudo animado. E daí chegou aquele horário em que o povo começa a entortar. Uma de nós perseguiu um sueco - ou finlandês, ou dinamarquês, não me lembro - durante a noite toda. Outra deu um show de samba quase que sobre uma mesa de centro em uma saleta onde estavam sentadas a mãe e a avó do dono da festa. APENAS A MÃE E A AVÓ. E ela lá, SAMBANDO. Uma outra, cujo nome não revelo nem sob tortura, babou em seu vestido prateado tudo aquilo que tentou beber da meia noite em diante. E foi dançar com o finado e saudoso Jorginho Guinle, derrubando algumas taças em seu smoking também. E com o Carlinhos de Jesus, notem o grau da coisa toda. Fora o rabo de cavalo da criatura que parecia um gambá morto arremessado de longe em direção à sua cabeça. Triste, meu filho.
Teve uma que dormiu em cena e a Sam lá: firme, forte, sóbria e vendo TUDO. Foi quando ela notou a presença de Pepeu que tinha ido à festa acompanhado de Kryptus Rá e de Zabelê. E notou também nossa comandante chefe do Rio de Janeiro andando atrás dele na festa e cantando:
"Eu e Pepeeeeeeeeu, ele e eu"
Ininterruptamente.
E Pepeu tentando nitidamente se desvencilhar daquilo. Ingênuo esse Pepeu.
(Antes que alguém taxe a stalker de Pepeu de psicopata, quero deixar claro que ela é uma amiga da família, de Baby, de Sarah Sheeva, pelo amor de Deus. Somos bêbadas, não perseguidoras de guitarristas e derivados)
Acabou que às 8 horas da manhã decidimos ir embora e ao sair do elevador e atravessar os portões do edifício rumo ao táxi que nos esperava na avenida, encontramos Pepeu, ali, sem rumo, sem táxi, perdido. Éramos 5 pessoas, já que a sambista do living room não quis aguardar o táxi e pegou uma carona com um camburão que estava indo para o Leblon, e achamos absolutamente viável invadirmos o táxi e ainda lançarmos Pepeu, Zabelê e Kryptus Rá no carro conosco.
Claro que o taxista quase entrou em colapso e queria matar um por um, mas não houve muita saída senão nos levar até o Leblon, OITO pessoas no carro e a criatura cantando "eu e Pepeeeeeu, ele e eu" no último estágio alcoólico que um ser humano pode chegar antes do óbito. E todos nós acompanhando o sing a song da maluca, inclusive Pepeu.
Olha, não me perguntem onde Pepeu e os filhos ficaram. Posso informar que foi em algum local entre o Copacabana Palace e o Baixo Leblon, onde encostamos o carro para desovar mais duas sobreviventes e ainda atendemos um orelhão na Ataulfo de Paiva que tocava para um certo JOEL. Este telefone tocou umas 5 ou 6 vezes e só sei que saímos pela rua gritando: "Joel!!! Joel!!!" - à procura do cidadão. Joel foi encontrado e todo mundo sabe que eu tenho um amigo imaginário, né? Vocês acham que ele foi batizado por causa de quem?
De alguma maneira chegamos vivas à Delfim Moreira, não sem antes encontrar a pessoa que pegou carona com os policiais saindo do camburão ali na Rua Rita Ludolf.
Povo descompensado, a gente vê por aqui. E não é de hoje.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Furtando os bens alheios
A parte interessante de pegar um nego no pulo ROUBANDO um treco que nos pertence é apreciar a criatividade do caboclo. Por exemplo:
Minha revista Monet, da NET, assim como TODA a minha correspondência, é enviada para o meu endereço comercial, ou seja, a fábrica. Hoje durante a tarde eu vi o carteiro entrando com a revista na mão e entregando para um dos vendedores da loja, que a colocou sobre um balcão logo após acenar me avisando da entrega.
Daí que TRÊS minutos depois eu fui até o balcão pegar a porra da revista e não encontrei nada. Olhei para a minha direita e vi uma véia com uma revista embalada no plástico e a etiqueta com o nome PAULA SCARCELLI seguido de meu endereço voltada para o lado de fora, ou seja, eu podia enxergar nitidamente o pacote que acabara de chegar para mim.
Falei para a criatura: "Oi, acho que a senhora se enganou e pegou uma 'encomenda' que o carteiro acabou de me trazer." Ao que a pessoa respondeu: "Não, não, essa revista é minha, EU ACABEI DE COMPRAR."
E aquela baita etiquetona lá, com o meu nome.
É claro que eu reavi minha revista. Claro.
Minha revista Monet, da NET, assim como TODA a minha correspondência, é enviada para o meu endereço comercial, ou seja, a fábrica. Hoje durante a tarde eu vi o carteiro entrando com a revista na mão e entregando para um dos vendedores da loja, que a colocou sobre um balcão logo após acenar me avisando da entrega.
Daí que TRÊS minutos depois eu fui até o balcão pegar a porra da revista e não encontrei nada. Olhei para a minha direita e vi uma véia com uma revista embalada no plástico e a etiqueta com o nome PAULA SCARCELLI seguido de meu endereço voltada para o lado de fora, ou seja, eu podia enxergar nitidamente o pacote que acabara de chegar para mim.
Falei para a criatura: "Oi, acho que a senhora se enganou e pegou uma 'encomenda' que o carteiro acabou de me trazer." Ao que a pessoa respondeu: "Não, não, essa revista é minha, EU ACABEI DE COMPRAR."
E aquela baita etiquetona lá, com o meu nome.
É claro que eu reavi minha revista. Claro.
sábado, 17 de julho de 2010
Faltou só o Fagundes e o Stênio, gente
Só pra contar pra vocês que na frente da minha loja a guia é rebaixada e eu tenho vagas pros criente estacionarem seus automóveis bem na boca da muamba, sob a marquise e talz. Porque a gente TEM vontade de matar, mas no fundo trata bem quem garante a subsistência carcamana, não é mesmo?
Pois é.
Hoje, com este tempinho de corno que faz no país, garoa ininterrupta e 10 graus cravados no termômetro, o que salvaria a venda de um estabelecimento comercial de grande porte localizado a céu aberto? Ponto para quem respondeu "ESTACIONAMENTO". Estrelinha para quem disse "ESTACIONAMENTO COBERTO". Como eu sou fodona, digo que tenho estacionamento coberto e subterrâneo com entrada independente por DENTRO da loja. Ou seja: nada poderia atrapalhar meu movimento. Nem este frio da porra. Muito menos esta chuva lazarenta.
Isso eu afirmei ingenuamente, sem pensar na possibilidade de um.......sei lá....ataque de caminhões, vai saber.
Primeiro foi um caminhão da Nova Schin que obstruiu TODA a minha entrada e passou mais de 20 minutos descarregando engradados de breja sei lá para quem. Se fosse pra mim, pelo menos, né. Bem, quando vi que aquele trambolho estava parado em cima da minha calçada havia séculos me coloquei porta afora e constatei que o cara ainda ia começar a descer a primeira das CINCO geladeiras que estavam lá em cima. Desnecessário dizer que houve tumulto e o veículo foi expulso a pedradas.
Dez minutos depois, eu disse DEZ minutos, estacionou ali, na entrada da minha garagem, o caminhão dos morangos de Atibaia. Ignorando o mundo ao seu redor, o motorista desceu, abriu o toldo, montou a banca e acionou o autofalante: "MORANGOS, MORANGOS FRESQUINHOS, MORANGOS DE ATIBAIA...". Fa-la Sé-rio. Me fala. Sério. Por favor.
Logo após sua partida, que ocorreu sem a menor cordialidade, sobe na calçada um caminhão de "Água Potável".
Na sequência parou um guincho.
Reboque de caçamba assim que o guincho se mandou.
Logo depois chegou o "Óleo Lubrificante Usado". Quer dizer, o ser vivo não pensa que tá estacionando na porta de outrem um treco que transporta material inflamável, CARAMBA? Gente, é só pensar. Porque se eu sou capaz de atear fogo em algo ou alguém? OPA. Tamo aí. OUTREM é pura violência, OUTREM é sangue na parede.
Foi isso. Era só para dividir esta mágoa interna com terceiros. Ufa. Deu até asma.
Pois é.
Hoje, com este tempinho de corno que faz no país, garoa ininterrupta e 10 graus cravados no termômetro, o que salvaria a venda de um estabelecimento comercial de grande porte localizado a céu aberto? Ponto para quem respondeu "ESTACIONAMENTO". Estrelinha para quem disse "ESTACIONAMENTO COBERTO". Como eu sou fodona, digo que tenho estacionamento coberto e subterrâneo com entrada independente por DENTRO da loja. Ou seja: nada poderia atrapalhar meu movimento. Nem este frio da porra. Muito menos esta chuva lazarenta.
Isso eu afirmei ingenuamente, sem pensar na possibilidade de um.......sei lá....ataque de caminhões, vai saber.
Primeiro foi um caminhão da Nova Schin que obstruiu TODA a minha entrada e passou mais de 20 minutos descarregando engradados de breja sei lá para quem. Se fosse pra mim, pelo menos, né. Bem, quando vi que aquele trambolho estava parado em cima da minha calçada havia séculos me coloquei porta afora e constatei que o cara ainda ia começar a descer a primeira das CINCO geladeiras que estavam lá em cima. Desnecessário dizer que houve tumulto e o veículo foi expulso a pedradas.
Dez minutos depois, eu disse DEZ minutos, estacionou ali, na entrada da minha garagem, o caminhão dos morangos de Atibaia. Ignorando o mundo ao seu redor, o motorista desceu, abriu o toldo, montou a banca e acionou o autofalante: "MORANGOS, MORANGOS FRESQUINHOS, MORANGOS DE ATIBAIA...". Fa-la Sé-rio. Me fala. Sério. Por favor.
Logo após sua partida, que ocorreu sem a menor cordialidade, sobe na calçada um caminhão de "Água Potável".
Na sequência parou um guincho.
Reboque de caçamba assim que o guincho se mandou.
Logo depois chegou o "Óleo Lubrificante Usado". Quer dizer, o ser vivo não pensa que tá estacionando na porta de outrem um treco que transporta material inflamável, CARAMBA? Gente, é só pensar. Porque se eu sou capaz de atear fogo em algo ou alguém? OPA. Tamo aí. OUTREM é pura violência, OUTREM é sangue na parede.
Foi isso. Era só para dividir esta mágoa interna com terceiros. Ufa. Deu até asma.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Porque ZICA é uma coisa que se multiplica como Gremlins
Querido diário,
Até a semana passada eu tinha um celular, um PC, um laptop, uma câmera fotográfica, um secador de cabelos, enfim, eu era uma pessoa normal.
Daí TUDO quebrou neste curto período que separa a semana passada DESTA semana e hoje eu sou uma mulher solta, sem nada, desprovida de eletroeletrônicos de quaisquer espécies.
Claro que não incluirei os carros inutilizados nesta conta. Não vivo do passado, apesar deste passado especificamente não estar além de maio úrtimo.
Acabei de fazer um café e não há açúcar na minha casa. Levando em consideração o fato de que coisas como lâmpadas e quadros também andam despencando na minha cabeça, juro que a minha vontade era me mudar por tempo indeterminado para a beira do Rio Caraíva.
Mas não sei se é adequado pegar avião não. Diz aí. :-o
Até a semana passada eu tinha um celular, um PC, um laptop, uma câmera fotográfica, um secador de cabelos, enfim, eu era uma pessoa normal.
Daí TUDO quebrou neste curto período que separa a semana passada DESTA semana e hoje eu sou uma mulher solta, sem nada, desprovida de eletroeletrônicos de quaisquer espécies.
Claro que não incluirei os carros inutilizados nesta conta. Não vivo do passado, apesar deste passado especificamente não estar além de maio úrtimo.
Acabei de fazer um café e não há açúcar na minha casa. Levando em consideração o fato de que coisas como lâmpadas e quadros também andam despencando na minha cabeça, juro que a minha vontade era me mudar por tempo indeterminado para a beira do Rio Caraíva.
Mas não sei se é adequado pegar avião não. Diz aí. :-o
sábado, 10 de julho de 2010
Nada cai do céu, nem cairá-á
Alguém está tentando me matar. E olha, tá MESMO. Desde ontem eventos obscuros estão acontecendo ao meu redor causando a queda de objetos pesados, quebráveis e pontiagudos sobre minha cabeça. Eu inclusive ainda não consegui compreender como não tenho 20 pontos na testa e um leito no Sírio-Libanês.
Ontem mesmo, lá pelas 10 da manhã, estava eu em meu maravilhoso ambiente de trabalho, aquela Industria Vital, quando uma lâmpada fluorescente CAIU DO TETO de 5 metros de altura, em cima da minha cabeça. Vocês entenderam? Que a lâmpada de 1 metro e 20 de comprimento despencou em cima de mim? E quebrou em 500 mil pedaços, fora aquele gás suspeito que sai de dentro dela? Cara, tinha vidro no meu olho, na minha boca, na minha orelha, no meu sapato e meu cabelo ficou tilintando o dia inteiro. Fora a porrada, porque na hora eu achei que meu crânio tinha se partido em 2 e meu cérebro estava escorrendo pelo canto esquerdo. Sabotagem certa, diz aí. ARMADO. Pra me pegar. Mas não deu certo.
À noite fuitomar uns mé jantar na casa de Muso e estava lá sentada no sofá habitual felizona quando CATAPLOFT. O quadro posicionado logo acima de mim CAI. É, é, na minha cabeça, é!!!! Um puta treco enorme com um vidro de espessura a prova de balas e uma moldura de FERRO, ou sei lá o que era aquilo que quase me partiu a cara. Quer dizer. Vai falar que não tem alguém sabotando, porque tem, né.
Gente, eu quase morri duas vezes.
Agora tô atenta olhando pro céu, porque já dizia Ivan Lins:
Ontem mesmo, lá pelas 10 da manhã, estava eu em meu maravilhoso ambiente de trabalho, aquela Industria Vital, quando uma lâmpada fluorescente CAIU DO TETO de 5 metros de altura, em cima da minha cabeça. Vocês entenderam? Que a lâmpada de 1 metro e 20 de comprimento despencou em cima de mim? E quebrou em 500 mil pedaços, fora aquele gás suspeito que sai de dentro dela? Cara, tinha vidro no meu olho, na minha boca, na minha orelha, no meu sapato e meu cabelo ficou tilintando o dia inteiro. Fora a porrada, porque na hora eu achei que meu crânio tinha se partido em 2 e meu cérebro estava escorrendo pelo canto esquerdo. Sabotagem certa, diz aí. ARMADO. Pra me pegar. Mas não deu certo.
À noite fui
Gente, eu quase morri duas vezes.
Agora tô atenta olhando pro céu, porque já dizia Ivan Lins:
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Doutor Chucrutes
Então né. A macumba pegou forte na família Scarcelli e teve um dia aí que eu e minha irmã estávamos em consultas médicas. Eu no ortopedista-com-nítidos-problemas-de-relacionamento-humano e ela no vascular-primo-do-Nerso-da-Capitinga.
Fui parar neste ortopedista porque já fazia uma semana que RESPIRAR me doía tudo. Era uma dor que partia do omoplata direito, dava a volta pela lateral pegando parte das costelas e terminava no externo. Coisa básica. Complementando o quadro, eu estava com uma TOSSE maluca e imaginem um ser humano tossindo sem parar tendo em mãos tais condições físicas. Tava bacana, bem legal. Agradável e indolor. Diante disso e me valendo de meus conhecimentos básicos decidi me automedicar com Nisulide, conhecido anti-inflamatório disponível no mercado. Após duas semanas me drogando sem nenhum resultado alcançado achei por bem marcar uma consulta com um especialista, já que meu fígado se dissolveria em dois dias no máximo caso eu continuasse a fazer uso de tal medicamento pesado. Marquei a merda da consulta e fui. esperei 40 horas, perdi a Argentina entrando em campo e enfim, o médico me chamou.
O cara era estranhíssimo, não conseguia pronunciar palavras inteiras e nem me olhar na cara. Sentei na cadeira do outro lado da mesa, expliquei a situação e ele, sem dizer nada, NADA, pegou o receituário e começou a escrever. Me passou o papel e enfim disse:
"Tome NISULIDE por 7 dias, um comprimido a cada 8 horas."
NI-SU-LI-DE. PORRA. Fala sério.
Caso Gabi:
A Gabi tá com um treco estranhíssimo na perna que vários bêbados, o veterinário, minha tia, o caseiro de Ubatuba e o cara do lava rápido diagnosticaram como sendo sua safena inchada. Maior treta esse negócio de safena inchada, vamos ao vascular ver que merda é essa, né.
Tá. Chegando lá, ela toda trabalhada para a consulta, me aparece o médico, primo de primeiro grau do Nérso. Um caipira maluco que olhou pra perna dela e disse: "VIIIIIIIIXE!!!!". A partir daqui, reproduzirei os diálogos. Lembrem-se que o cara tem um sotaque caipira da porra.
"Vixe? o que foi doutor? Me disseram que isso é a minha safena...."
"IHHHHHHH!!! É a safena mesmo......mas tá GRAVE hein!! VIIIIIXEEEE!"
"Mas grave quanto? Porque podemos tratar isso, não podemos?"
"Tratar???? IHHHHHHHHHHHHH! Isso não tem tratamento não!! O máximo que a gente pode fazer é operar!"
"Ah, que bom, então vamos operar, é isso?"
"NÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!! Na sua idade não fazemos esse tipo de operação. Agora não dá pra fazer nada viu. Mas que isso vai te dar problema, ah vai! E vai ser grave, nem te digo, viiiixeeeee!"
"Mas não é melhor tratarmos OU operarmos ANTES de dar o problema?"
"Não, não. Você só vai ter problema daqui a uns 30 anos. Mas daí vai ser grave, viu!! Porque sem tratamento nem cirurgia, quando você tiver uns 60 anos, isso aí vai ser uma BOMBA! Trombose na certa!"
"MAS POR QUE NÃO OPERAMOS AGORA ENTÃO?????"
"Ah, porque na sua idade isso não costuma dar problema não. Fique tranquila. Tente usar meias Kendall se pegar aviões, tá? Tchau."
E a Gabi lá, catatônica.
Isso, para mim é Pegadinha do Mallandro, me diz.
Fui parar neste ortopedista porque já fazia uma semana que RESPIRAR me doía tudo. Era uma dor que partia do omoplata direito, dava a volta pela lateral pegando parte das costelas e terminava no externo. Coisa básica. Complementando o quadro, eu estava com uma TOSSE maluca e imaginem um ser humano tossindo sem parar tendo em mãos tais condições físicas. Tava bacana, bem legal. Agradável e indolor. Diante disso e me valendo de meus conhecimentos básicos decidi me automedicar com Nisulide, conhecido anti-inflamatório disponível no mercado. Após duas semanas me drogando sem nenhum resultado alcançado achei por bem marcar uma consulta com um especialista, já que meu fígado se dissolveria em dois dias no máximo caso eu continuasse a fazer uso de tal medicamento pesado. Marquei a merda da consulta e fui. esperei 40 horas, perdi a Argentina entrando em campo e enfim, o médico me chamou.
O cara era estranhíssimo, não conseguia pronunciar palavras inteiras e nem me olhar na cara. Sentei na cadeira do outro lado da mesa, expliquei a situação e ele, sem dizer nada, NADA, pegou o receituário e começou a escrever. Me passou o papel e enfim disse:
"Tome NISULIDE por 7 dias, um comprimido a cada 8 horas."
NI-SU-LI-DE. PORRA. Fala sério.
Caso Gabi:
A Gabi tá com um treco estranhíssimo na perna que vários bêbados, o veterinário, minha tia, o caseiro de Ubatuba e o cara do lava rápido diagnosticaram como sendo sua safena inchada. Maior treta esse negócio de safena inchada, vamos ao vascular ver que merda é essa, né.
Tá. Chegando lá, ela toda trabalhada para a consulta, me aparece o médico, primo de primeiro grau do Nérso. Um caipira maluco que olhou pra perna dela e disse: "VIIIIIIIIXE!!!!". A partir daqui, reproduzirei os diálogos. Lembrem-se que o cara tem um sotaque caipira da porra.
"Vixe? o que foi doutor? Me disseram que isso é a minha safena...."
"IHHHHHHH!!! É a safena mesmo......mas tá GRAVE hein!! VIIIIIXEEEE!"
"Mas grave quanto? Porque podemos tratar isso, não podemos?"
"Tratar???? IHHHHHHHHHHHHH! Isso não tem tratamento não!! O máximo que a gente pode fazer é operar!"
"Ah, que bom, então vamos operar, é isso?"
"NÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!! Na sua idade não fazemos esse tipo de operação. Agora não dá pra fazer nada viu. Mas que isso vai te dar problema, ah vai! E vai ser grave, nem te digo, viiiixeeeee!"
"Mas não é melhor tratarmos OU operarmos ANTES de dar o problema?"
"Não, não. Você só vai ter problema daqui a uns 30 anos. Mas daí vai ser grave, viu!! Porque sem tratamento nem cirurgia, quando você tiver uns 60 anos, isso aí vai ser uma BOMBA! Trombose na certa!"
"MAS POR QUE NÃO OPERAMOS AGORA ENTÃO?????"
"Ah, porque na sua idade isso não costuma dar problema não. Fique tranquila. Tente usar meias Kendall se pegar aviões, tá? Tchau."
E a Gabi lá, catatônica.
Isso, para mim é Pegadinha do Mallandro, me diz.
Máximas - Biduzona
ACABOU de acontecer comigo:
O telefone aqui de casa tocou e do outro lado era novamente minha irmã. Sabe aquelas pessoas que GOSTAM de te ligar? Pois é. Ela. Eu perguntei:
"Morreu alguém pra você me ligar DE NOVO hoje e a esta hora?"
Resposta de Gabi:
"MORREU. A avó de Fulaneta. Velório a tal hora, enterro na sequência. Esteja lá."
Minha filha, eu e o Polvo Paul, ninguém sabe quem é quem, percebe?
O telefone aqui de casa tocou e do outro lado era novamente minha irmã. Sabe aquelas pessoas que GOSTAM de te ligar? Pois é. Ela. Eu perguntei:
"Morreu alguém pra você me ligar DE NOVO hoje e a esta hora?"
Resposta de Gabi:
"MORREU. A avó de Fulaneta. Velório a tal hora, enterro na sequência. Esteja lá."
Minha filha, eu e o Polvo Paul, ninguém sabe quem é quem, percebe?
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