Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nobody deserves

Recebi isto por e-mail. Sou retardada, ri e me senti na obrigação de dividir com o mundo. O tema é "Aquecimento Global" e parece que as pérolas a seguir foram colhidas em algum ENEM da vida. Tosquice em 35 itens - Edição comentada.

- "O problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias ONGS já se estalaram na floresta." (e estão lá. Batucando. E estalando, seja lá o que estiverem estalando)

- "A amazônia é explorada de forma piedosa." (...)

- "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta." (disse Capitão Planeta)

- "A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu." (em velocidade 5)

- "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta." (num ninho de mafagafos haviam 7 mafagafinhos.....)

- "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação." (sei lá, entende?)

- "Espero que o desmatamento seja instinto." (...)

- "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo." (falou o Azambuja. E seria interessante os animais extintos celebrando o ar limpo com uma cerveja)

- "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (noffffa)

- "Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis." (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)

- "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas." (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd's da coleção do Chaves)

- "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (amém)

- "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (e as renováveis?)

- "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (deve ser culpa da morte ecológica)

- "A amazônia tem valor ambiental ilastimável." (ignorem, por favor)

- "Explorar sem atingir árvores sedentárias." (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões)

- "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia." (ÃHN?)

- "Paremos e reflitemos." (quase deu certo essa)

- "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas." (onde está o Guarda Belo numa hora dessas?)

- "Retirada claudestina de árvores." (caraulio!)

- "Temos que criar leis legais contra isso." (estamos fartos de leis chatas)

- "A camada de ozonel." (Chris O'Zonnell?)

- "A Amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor." (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)

- "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração." (e sem cérebro...)

- "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável." (campeão da categoria "o maior enchedor de lingüiça")

- "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação." (NÃO!)

- "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises." (gênio do coeficiente. E dos plurais)

- "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes". (Red bull para todos, dizem as árvores)

- "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório." (ótima)

- "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando." (sacou? o aumento continua amumentando)

- "Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc." (é a globalização.. .)

- "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (que burragem)

- "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (imaginem as que foram votadas no banheiro deles!)

- "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia." (oh god!)

- "O que vamos deixar para nossos antecedentes?" (dicionários)

Ê povinho...........

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Coisas que a gente descobre no bar

Lembrei dessa história em recente conversa com minha amiga Di. O assunto era "de onde saíram nossos amigos":


Algum tempo atrás, durante uma das longas noites em que costumamos reunir a horda em nosso boteco preferido, conversávamos sobre viagens: quem já foi para a Irlanda, quem comprou um pedaço do muro de Berlim no camelô, quem subiu a Torre Eiffel de escada, quem já tinha sido preso, quem já havia batido o carro, quem deu foras terríveis, quem já nadou pelado na fonte, quem foi deportado, quem já fez algo absurdamente cretino pelo fato de estar alcoolizado, essas coisas.


Foi quando surgiu o assunto de certa viagem que dois suspeitíssimos integrantes da turma fizeram juntos à Cancun, se não me engano. Na verdade a localização do ocorrido é o de menos. Levando em consideração a cena da presepada como um todo, pode ser que isso tenha acontecido em algum navio, sei lá.

Bem, os dois estavam ali, como direi........tortos. Alcoolizados no melhor estilo "pudim de pinga". E havia um karaoke ou um show case, algo do gênero. Sei que havia um palco envolvido. E pessoas cantando em cima dele.

Durante o trágico evento, Amigo 1 inicia uma amizade com uma velha cucaracha, enquanto Amigo 2 observa a cena encostado no bar.

Basicamente o show consistia em pessoas escolherem um tema, subirem no palco e cantá-lo.

De repente, do nada, a velha se levanta e, aos berros, informa ao ser humano que comandava a palhaçada que Amigo 1 é brasileiro e vai cantar uma música. Brasileira, claro. Qual música? "Aquarela do Brasil", sugere Amigo 2.

Amigo 1 se dirige ao palco. A platéia ansiosa pela canção que todos conheciam. Quase um segundo hino brasileiro. E Amigo 1 sem saber nem quem ele era naquele momento. O DJ solta o som e vem a introdução. A introdução de "Aquarela do Brasil", o clássico:

"Tã tã tã, tã tã tã, tã tã tã, tã..." - Ou este aqui, que eu a-do-ra-va.

Amigo 1 empunha o microfone e dá início à cantoria (com o indefectível sotaque Roitman):

"Nuhhmhha fozlha quahxlquerrrr eum dezszzenho umnmn szol amareeeeeluuuuuu....."

Amigo 2 quase foi hospitalizado devido ao tempo em que sua respiração ficou interrompida durante o ataque histérico de riso.

Máximas - Sem Noção

"Ei, você está na menopausa?"

Criatura do sexo masculino lançando sua dúvida cretina em relação ao ciclo menstrual da moçoila com que saía havia menos de dois meses à própria. Esclarecendo: ela tem 38 anos de idade e é usuária de popular método contraceptivo que inibe o fenômeno.

É claro que ele, milagrosamente, sumiu.

terça-feira, 31 de março de 2009

Cultura popular

Acabo de ouvir o seguinte diálogo entre um de meus vendedores e uma pessoa viva que entrou nesta loja que Deus me deu:

Pessoa: "Oi! Vocês têm terno infantil?"

Vendedor: "Sim, senhora. Temos sim."

Pessoa: "Ahn, que interessante....Tem risca de giz?"

Vendedor: "Temos sim, senhora."

Pessoa: "E qual é a FAIXA ETÁRIA DE PREÇO desses ternos?"

Foi quando tive que agir com força, segurando o vendedor, para que o coitado não cometesse o suicídio Didi Mocó.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Quem sai ao seus.........degenera

Há aquela verdade absoluta que afirma que os cães adquirem a personalidades de seus donos, certo?

Bem, se eu levasse isso em conta, concluiria que antes de mim, a dona de minha canina Jurema foi Carmen Mayrink Veiga.


Não que eu seja totalmente desprovida de sofisticação e frescura. Mas acho que não foi exclusivamente minha personalidade que definiu a de Jurema. Entre meus 9 cães, seu comportamento se destaca.



Primeiro, porque tenho cer-te-za que um dia esta cachorra me olhará na cara logo que eu entrar em casa e me dirá: "Oitudobem?" Não estou supondo, tenho absoluta convicção de que isso ocorrerá. É uma forte característica de seu lado humano.




Jurema adooora pet-shops. Saltita de alegria quando conclui que é lá que passará o dia. É como seu eu estivesse me preparando para passar o dia no Wanderley. A empolgação é a mesma. Atenção: não estou tratando do assunto banho, simplemente, aqui. Cães curtem banhos. Falo da programação pet-shop como um todo.


Jurema dorme na minha cama. No pé da cama. E tem seu próprio travesseiro. Não se trata de um travesseiro canino, específico para animais de estimação. Ela não gosta. Prefere o que está acostumada. Um que tirei da rouparia e cedi para ela. Fronhas são essenciais. Se não houver fronha, ela joga o coitado no chão - "Eca! Que pocilga tá virando essa casa hein, Dona?" - e furta o meu. Como acho melhor não arriscar, revelo aqui que Juju possui suas próprias roupas de cama. Sim, eu sei...........


Vamos supor que eu programe uma viagem: Jurema está sabendo que, se meu destino não for Ubatuba, ela estará automaticamente vetada. Quando percebe que é este o caso, acha a mala que estou enchendo, entra dentro dela, finge que está dormindo e, quando estabeleço contato ("Sai daíííííííí!"), ela abre um olho só e vira para o outro lado. Tipo: "Alo-ou! Estou dormindo e não posso te ouvi-ir!"


Quando a pego de olhos abertos, ela simplesmente vira a fuça e olha para o infinito. Excelente.


O único ser autorizado a se aproximar da porta de meu (dela) quarto é o Tulipo, seu melhor amigo.



Se você não for o Tulipo e insistir no trajeto, prepare-se. Seu lado B toma forma. Importante informar que seu lado B é um Mastim Napolitano. Raivoso.





"Prazerrrrrrrr, Tulipo de Caraíva!"


Fica mais legal quando a aproximação de estranhos se dá no momento em que Juju tem uma de suas bolinhas na boca. Ela faz um escândalo em latidos sem abandonar o brinquedo. Fica uma coisa abafada estranhíssima. O som se assemelha a um velho engasgado com uma bisnaga tentando estabelecer contato com seus convivas através de gritos de socorro.


Falo aqui da rainha do Egito. Com seu rabo de espanador e latindo loucamente. Amo mais que chocolate.

domingo, 29 de março de 2009

Chata, muito chata......chatéééésima

Alimentando mau-humor. Este é meu status no momento. Para ser específica, estou neste modo há uns dois dias.

Este é um sintoma que me ataca de tempos em tempos. Como há um imenso gap entre meu último ataque de isolamento e este que agora me possui, parece que a intensidade do surto está um tantinho mais profunda.

Não, não estou em casa descabelada, grunhindo para estranhos e atirando objetos pontiagudos nos desavisados que teimam em se aproximar. Estou em retiro, comprando livros e mais alguns outros artigos não tão úteis via Submarino, assistindo coisas na TV a cabo em horários raramente aproveitados (sexta, 2 da manhã; sábado 3 e 30 da manhã e similares), testando se meus novos bobes auto-colantes conseguirão, por fim, fazer com que as pontas de meus cabelos enrolem (sim, estou parecendo uma LOUCA embobeada, sem mais detalhes. E não, parece que não obterei sucesso nesta empreitada), mergulhando em latas de Leite Moça recém saídas do freezer, comendo tudo o que não pode, passando creminhos nos cotovelos.........agora estou assintindo à corrida. Não é incrível? Acho que o último GP transmitido de madrugada que assisti foi aquele do Japão. O da batida com Alain Prost, no ano de 1648. E não pensem que eu estava quieta em casa, como faço hoje. Só vi a porra da corrida porque foi instalado um telão na boite do Sírio, local que já frequentava aos sábados mesmo sendo menor de idade. Ê mau exemplo.

Estou em fase de pura meditação. Mas prefiro chamar de ataque.

Retornarei a meu posto nos próximos dias.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Prynceza de Mônacu

Preciso parar de conviver com minha irmã. Pelo menos das 5 da tarde às 10 da noite. Pois só assim terei a garantia de que não assistirei à programação da Rede TV, o que me livraria por completo do risco de dar de cara com o cultural TV Fama e sua fina apresentadora, Siri.

Mas não estamos tratando aqui de Irislene ou do conteúdo do programa como um todo. Estamos falando sobre algo que fez uma pessoa falecida morrer de novo. De desgosto.

Outro dia, não me lembro quando pois também entrei em choque e por pouco não caí dura, descobri via TV Fama que o ser conhecido por Mulher Maçã - que vergonha alheia - possui sim um nome de batizmo. Que seria, no caso, Grace Kelly. Cuja grafia correta dever ser Greyce Quéli.

Por conta disso, Princesa Grace, a original, teve um colapso, virou zumbi, saiu da tumba e hoje ganha a vida assustando transeuntes.

sábado, 21 de março de 2009

A bunda assassina

Sabe uma ilustração que circula há eras por e-mail que mostra uma gordona com uma bunda imensa procurando seu chihuahua quando o pobre cão está, de fato, prensado entre suas grandes nádegas?

Então. Ontem à noite, enquanto eu e K incorporávamos Asterix e Obelix durante orgia gastronômica no Nagayama, ela passou pela nossa mesa. Sim, era ela. Reconhecemos pela grande tizak.

Temos muita sorte de não termos sido sugadas pelo rego assassino e continuarmos respirando. A cena daquele amontoado de banha vindo em nossa direção quase - eu disse QUASE - nos fez abandonar os hashis. Ainda não surgiu na natureza força capaz de fazer com que eu e K nos controlemos enquanto empunhamos talheres. Hashis estão inclusos na categoria.

Perguntas cretinas - que mereceriam respostas imbecis

Se não fosse eu a proprietária deste próspero comércio, juro que faria uso de todas as sentenças malcriadas que sonho em proferir e colocaria em prática alguns dos métodos de agressão contra idiotas que planejo diariamente no silêncio da noite.

Hoje meu terminal Mastercard acordou sem vontade de funcionar. Não há o que faça esta máquina conectar-se com a instituição bancária. Portanto, estou temporariamente impedida de receber pagamentos via Mastercard, Dinners, Maestro, Redeshop, ou qualquer outra porra que tenha que passar pelo sistema Mastercard para que o dinheiro chegue às mãos certas. As minhas, no caso.

A primeira imbecilidade que ouvi por conta disso, foi a da atendente do SAC da administradora de cartões de crédito - claro - ao chamar o 0800 da empresa para relatar o problema que ocorria com minha conexão:

"A senhora está certa de que o equipamento está conectado à rede elétrica?"

Quer dizer: uma trabalhadora do Brasil, amarrada ao tronco em pleno sábado santo, liga para a pessoa teoricamente apta a auxiliá-la com o problema de conexão do aparelho eletrônico pelo qual ela, a trabalhadora, paga uma fortuna mensal descomunal e a filha da puta lhe pergunta se a merda da máquina está ligada na tomada???????? Foice nela.

O que eu não sabia, era que o pior ainda estava por vir. Atenção aos seguintes diálogos. Favor considerar que os mesmos não integram quaisquer obras de ficção, apesar de que a transcrição das frases atribuídas à mocinha do caixa são livre interpretação desta que vos posta. A paciência desta pesoa está além da minha capacidade de compreensão.

Cliente - cujo nome deve ser Magda, certamente - escora no balcão e saca um cartão do Itaú. Moça responsável pelo caixa explica:

Desculpe, dona cliente, mas nosso Mastercard está fora do ar.

Ao que a mula retruca:

Mas o meu é Credicard

E a santa do caixa, pacientemente explana:

Sim, bela cliente. Eu vejo. Ocorre que seu Credicard é Mastercard. O que impede que sua conta seja paga através dele, já que o terminal que está bichado é justamente o de Mastercard. Se vossa belezura possuir um Credicard Visa, um Credicard Blévers, um Credicard Cruz das Almas, nossos problemas acabaram.

NOTA: Saibam que 98% da população com poder de compra desconhece absolutamente a diferença entre Credicard, Mastercard e Visa. Para eles, se for cartão, tá valendo. Dados coletados na Scarcelli's Inc.

E a cliente:

Visa? Tá, peraí, eu tenho.

Cavoca a bolsa por 10 minutos e de lá tira um........outro Mastercard.

Tó, passa esse aqui.

E a moça do caixa:

Poço de sabedoria, este cartão, sendo Mastercard como o outro, utiliza a mesma máquina, aqueeeela que está com falha na conexão, lembra, santa? OU VISA, OU CHEQUE, OU DINHEIROOOOOOOOOOO.

Cliente:

Ah, tá. Então passa esse aqui no débito então.

E dá um cartão de bandeira Redeshop na mão da garota do caixa.

Não dá vontade de ter uma enxada atrás do balcão???

quarta-feira, 18 de março de 2009

A hora do pesadelo

Estava eu, há pouco, em utilíssima conversa furada com minha tia Red via MSN. Ela me contava sobre um sonho estranho que teve na última noite cujos personagens eram eu, ela e seu pai. Mas eu não era eu, era uma pessoa ao telefone que pretendia levar um milhão de amigos para sua casa de campo em obras - e bem mais forte poder cantar.

Enquanto comentávamos sobre sonhos e suas estranhices, Red me informou que estava indo ao cabeleireiro dar um jeito na peruca, programa este ao qual eu mesma comparecerei amanhã.

Tal conversa amena fez-me lembrar do sonho que EU tive na noite passada. Vejam só o que uma mente prejudicada é capaz de produzir durante seus raros momentos de repouso:

Sonhei que estava justamente no cabeleireiro. Tudo era lindo, eu estava feliz, com os cabelos emplastrados de substâncias químicas que viriam a deixá-los belos e esvoaçantes num futuro muito próximo. O sol invadia o ambiente e podia ouvir os pássaros na grandes árvores da Rua Mário Ferraz.

Foi quando prestei atenção à minha volta e percebi que meu cabeleireiro não era ele. Na verdade, ele continuava sendo ele, mas sua cara era a da Alcione.


"Oi, fiz o cabelo com a Marrom!"


Tenho quase certeza de que tal relação surgiu após a visita de Dr. Alcione à minha loja.

terça-feira, 17 de março de 2009

Máximas - Pessoa cafuza II

" Pataqueopariu! Olha lá aquele idiota do Caco Falabella apoiando seus pertences em nossa mesa!"

Amigo Hugo, referindo-se a - claro - nosso que-ri-do Dado Dolabella, major league asshole, quando este, portando os indefectíveis Ray-ban de lentes amarelas, simplesmente pousou sua bunda sobre uma das cadeiras da mesa de nossa propriedade na casa de samba Traço de União.

Já acomodado, espalhou sobre a mesa toda a sorte de tralhas que carregava além dos óculos, enfiou a mão no (MEU!) balde de álcool localizado no centro do móvel e de lá tirou uma garrafa de Original.

Foi neste momento que avançamos e, sim, "Caco" foi enxotado.

domingo, 15 de março de 2009

Máximas - Pessoa cafuza

"Vamos ali naquela tenda, ver o show do Nego Maculelê!"

Amiga prejudicada, durante certo TIM Festival no Rio de Janeiro, sugerindo ao grupo assistir ao show de Nego Moçambique que aconteceria na tenda em frente.

terça-feira, 10 de março de 2009

Who?

Na última sexta-feira, durante festança na casa de Muso, o comportamento de alguns presentes ao interfone me fez recordar nosso último evento festivo antes do carnaval:

Era domingo à noite e, como manda a tradição, Muso reuniu toda a horda em sua aprazível residência para consumirmos drinks, pizzas e tirarmos conclusões coletivas sobre o fim de semana que acabávamos de enfrentar.

É importante frisar que este nosso grande grupo é composto por membros que não variam. Nunca. Sempre os mesmos cornos em qualquer tipo de evento que qualquer um de nós venha a organizar. Outro ponto importante diz respeito aos apelidos característicos que alguns carregam.

Legal. Um de nossos queridos amigos é um rapaz norte americano, já devidamente transmutado em genuíno brasileiro, cujo nome é Thack. Thack é seu nome. Todo mundo sabe, até minha avó sabe. Pois bem. Voltemos ao jantar de Muso.

Estávamos eu, Muso e K sentados na sala aguardando a chegada da putada. Eis que toca o interfone. K atende, faz uma cara de "te conheço?" e lança a pergunta enquanto o porteiro aguarda na linha:

"Quem é William? Quem diabos é esse cara? William?"

E voltando para o porteiro:

"O quê? Já subiu? NÃO! Não conhecemos nenhum ser humano de nome William!"

A porta da sala se abre e Thack adentra o recinto. Era ele o William.

A partir daí, a situação só se agravou. Logo na sequência o interfone toca novamente. K atende e solta:

"Gente! QUEM é Marcelo? Marcelo? Que Marcelo?"

Detalhe: por estar farto de saber quem são todos que pegam o elevador em direção à residência de Muso, o moço do interfone não se dá ao trabalho de estabelecer diálogo. Ele toca no apartamento, informa sobre quem JÁ está no elevador e bate o fone na cara de seu interlocutor. Automaticamente.

A porta da sala se abre e Cotô adentra o recinto. Como se não soubéssemos que seu nome é de fato Marcelo. Estamos tratando de manifestações senis aqui, que fique claro.

Mais 2 minutos, o interfone. K atende e em pânico diz:

"Gente! Tem um Flávio subindo! Quem é Flávio?"

Na verdade este foi um equívoco do porteiro. Ele quiz dizer Charles.

Descobrimos a cafusão assim que o próprio adentrou o recinto. Adentrou o recinto e atendeu o interfone que voltara a tocar:

"Alô.....quem? Eduardo? Quem é Eduardo? Gente! Tem um Eduardo subindo...."

E o Caixa entrou na sala. Interfone. Caixa atende:

"Quem? Daniel? Quem é Daniel????????"

E o Nagib chegou.

Quer dizer: Se isso não é esclerose coletiva, só pode ser excesso de álcool. Ou a falta de doses maiores. Claro que esta sequência de perdidos ao interfone fez com que levantássemos o assunto "apelidos comprometedores" e lembrássemos do Febem, do Zóinho, do Carcaça........

sábado, 7 de março de 2009

Maria José / José Maria

Acaba de se retirar de meu estabelecimento comercial um cliente de nome Alcione. Igual à Marrom.

Não há nada de excepcional em uma pessoa se chamar Alcione, se não levarmos em conta o fato de esta pessoa ser um senhor grisalho. E médico. Doutor Alcione.

Houve uma vez um relato sobre o pai de uma amiga, de nome Sueli. Não a amiga, o pai dela. Imagine suas coleguinhas de infância:

"Oi Tio Sueli!"

E o gerente do banco:

"Oi Seu Sueli!"

Não sei de onde certos pais tiram essa liberdade de gênero no momento em que escolhem as alcunhas de seus descendentes.

Considerando a cara da senhora de Dr. Alcione, desconfio que seu nome seja Waldemar. Dona Waldemar.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Rocky Balboa

Hoje, plantada na calçada em frente a loja, um idiota - certamente deficiente mental - passou pela rua pedalando algo que se assemelhava muito a uma bicicleta, se não levássemos em consideração as partes retorcidas, as enferrujadas e aquelas que se soltariam do resto da estrutura em um futuro breve. Este exemplar do elo perdido para ao meu lado, tira da cara algo que realmente parecia um par de óculos escuros, olha pra minha cara e diz:

"Que saúde hein, gostosa!"

Quer dizer: além de TODOS os erros identificados acima, ele ainda me solta uma grosseria demodé? A limitação cultural desse povo me mata de desânimo. Nem me dei ao trabalho de mandar o símio à merda. Prefiro não estabelecer comunicação com certas espécies. Apenas virei as costas e entrei na loja. Civilizadamente.............

Daí, que este incidente me fez lembrar de um babaca que não teve a mesma sorte.

Há uns dois anos, a pessoa aqui caminhava pela rua Silva Bueno às 8 e 30 da manhã com o objetivo de abrir a loja que possuía no local. Havia uma tempestade desabando e todos estavam apressados. Foi quando um desavisado cruzou meu caminho e proferiu diversas baixarias impublicáveis tendo como base aquela meiga palavra de sufixo "...uda".

Fatos importantes desconhecidos pelo sujeito, até então: eram 8 e 30 da manhã. Isso é cedo, muito cedo para mim. Meu humor se altera de maneira incontrolável no período matinal. Eu diria que tenho ódio, um ódio gratuito por tudo durante este horário.

Chovia. Eu odeio tomar chuva, mesmo que eu esteja no Sahara, mesmo que esteja em trajes de banho, mesmo que eu fosse a protagonista de "Dançando na Chuva". Chuva é água fria caindo sobre mim e isto, às 8 e 30 da manhã, também faz com que eu desenvolva ódio pelo mundo.

Eu me preparava para abrir a loja porque a funcionária que deveria estar lá fazendo isso me acordou às 7 horas da manhã dizendo que estava passando mal e ia para o hospital. Eu odeio essa mania de hospital, odeio.

Portanto, aquela besta humana não sabia qual era o nível de meu potencial agressivo naquele momento. Por isso, não esperava......apanhar. Sim, eu o agredi fisicamente utilizando uma bolsa e uma pasta como armas.

Minha atitude fez com que ele se pusesse a gritar e me ameaçar. Ele dizia coisas como: sua louca! Maluca! Vou dar queixa contra você! Isso dá cadeia! Desequilibrada! Entre outros.

E os seguranças da rua, todos me aplaudindo.

Da série "Coisas que não Surpreendem Ninguém"

"Joelma perde bebê aos dois meses de gestação", disse a notícia.

Sim, e qual é a surpresa? Ou alguém acha que Deus é capaz de errar duas vezes? Alguém realmente acredita que Ele permitiria que uma mutação da espécie como o casal Joelma e Chimbinha procriasse?

Não, meus queridos...........essas pessoas suspeitas têm o veto divino quando o assunto é dar continuidade à sua linhagem.

Momento canino-carnavalesco

Houve coisa mais linda/fofa/amada/pura emoção nos últimos 1000 anos?


EU acho que não. Não em minha opinião. Não envolvam cães nos fatos. Eles me influenciam, fazendo de mim uma pessoa tendenciosa.

Ah, se eu estivesse na pista.............................

domingo, 1 de março de 2009

Eletrocutados

Bem, este relato narra o episódio mais cretino de todas as imbecilidades que eu e meus convivas cometemos durante o carnaval que passou.

Segunda-feira passada foi o segundo dia de desfiles na Sapucaí. Como no Domingo já havíamos comparecido aos camarotes e consumido quantidades cavalares de álcool e similares, estávamos imprestáveis. Passamos o dia todo jogados no enorme sofá com o ar condicionado a uma temperatura de -5º sem nos movimentarmos.

Foi quando alguém percebeu: era quase meia-noite, horário limite para pegar o micro-ônibus no aterro do Flamengo que nos desovaria no camarote da Brahma. Sam saiu na frente, pois precisava resgatar um membro do grupo que encontrava-se ausente. Sobramos em casa eu, K e Ben. Aguardávamos uma amiga que estava incumbida de nos dar o boi.

Foi quando ela ligou dizendo que estava nos esperando na esquina da Visconde de Pirajá com a Farme de Amoedo, dois quarteirões para trás de nossa casa, pois não conseguia chegar até a praia devido ao furdunço gerado pelos blocos, bandas, batucadas e bêbados que dominavam Ipanema.

Sendo assim, saímos caminhando pela rua Vinícius de Moraes a seu encontro. Quando chegamos na primeira esquina, Ben ordenou:

"Vamos entrar aqui e ir pela Farme. Lá está vazio"

Para quem desconhece o fato, a rua Farme de Amoedo é o maior reduto gay do universo. É lá que eles frequentam, se encontram, jantam, pegam praia, etc. durante todo o ano. Sempre. É um ponto de encontro gay conhecidíssimo. E durante o carnaval, é lá que fazem sua esbórnia, assim como todo o resto do Rio de Janeiro o faz em toda a cidade.

Pois bem. Ben queria ir até a próxima rua via Farme de Amoedo. Ele afirmava que estava vazia, que nada acontecia ali naquele momento, o que era absolutamente improvável. Eu e K tentamos convencê-lo do contrário. Tentamos dizer que aquele quarteirão devia estar tomado em toda sua extensão por alguma manifestação carnavalesca gay - o que para nós, eu e K, não seria tão grave, desconsiderando o tumulto. Já para ele...............

Mas Ben foi incisivo. Iríamos pela Farme de Amoedo pois aquele era o melhor caminho até nossa amiga. Assim, seguimos pela rua Prudente de Moraes até a esquina da Farme. Quando entramos a pé pela rua, susto. Havia uma quantidade próxima de 500 mil homens pulando ao som de música eletrônica, tomando as calçadas, o asfalto, os bares, assentos de cadeiras, tudo. Não havia ar para respirar, nenhum centímetro para caminhar. Começamos a derreter e ali, não havia mais nada a fazer senão seguir em frente até alcançarmos a esquina que nos daria um carro com ar condicionado e o rumo da Sapucaí.

Fato relevante: Ben é um rapaz moreno, alto, bonito e sensual. Para que seja possível vizualizar o impacto causado por sua presença em terras homossexuais.

Iniciamos nossa caminhada em fila indiana em meio ao tumulto. Eu ouvia um "linda!", a K ouvia um "oxigenada!" e o Ben, um beliscão na bunda. Eu ouvia um "perua!", a K ouvia um "peituda!" e o Ben, um beliscão na bunda. Eu ouvia um "maravilhoosa!", a K ouvia um "loirudaaa!" e o Ben, bem.......mais um beliscão.

Foi quando chegamos nas proximidades da esquina, onde a passagem para transeuntes se afunilava devido à imensa concentração de foliões na porta de um bar. Eu começava a sentir meus pés fora chão, a massa me empurrando para longe de meu destino. K, à frente da fila, ignorando o que um moço (?)disse a ela grunhindo, de modo que só ela ouviu, se apoiou em um postezinho de ferro à sua frente para alavancar sua próxima passada e abrir caminho para os que vinham atrás.

TTTTTTZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ! TLÉC! - um choque elétrico inominável em meio à multidão. Claro que Ben, vindo logo atrás, não notou o ocorrido, apoiou no poste e...

TTTTTTTTZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ! TLÉC! - E o copo de whisky que portava entornou-se, fazendo com que seu conteúdo fosse parar diretamente sobre a camiseta que vestia.

A múmia que vos fala, alheia a tudo que se passava devido ao calor, gritaria e confusão que me cercavam, apoia no mesmo poste e TTTTTTTTTTTTTTTTTTTTZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ! TLÉC! Eletrocutada também.

Ridículos? Certamente.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Cenas de um carnaval

Este post é de caráter exclusivamente ilustrativo. Para que algumas cenas descritas anteriormente tornem-se visíveis. O álbum com todas as baixarias carnavalescas estará disponível na rede em 24 horas.



Aqui temos a vista de nossa sala, momentos antes da Banda de Ipanema invadir a avenida. Notem que nem banda havia e a rua já estava totalmente tomada. Claro que ficamos ilhados até o final da coisa.






Nesta imagem é possível admirar a criatividade dos foliões. Vejam o bom gosto da fantasia deste senhor logo em frente. Sim, o do fio dental. E, sim, é um senhor. Assim como a pomba-gira em frente à Kombi.




Tava muito calmo. O povo quase não prestigia a Banda. Isso aí é um pessoalzinho esperando a massa, que vinha aqui pela esquerda.




É fácil perceber que os frequentadores não gostam muito de tumulto. É impressionante o vídeo que fizemos na hora que a Banda passou de fato. Assim como o resto das fotos, os vídeos também estarão disponíveis na internetis como um todo.



Aqui, se prestarmos atenção, notaremos que, além do punk mais à direita, temos um chapéu de Pica-Pau bem ao centro. Lembrei tanto da Red e o cara da buzina....






Estes são os chapéus de cones dos quais eu havia falado. Quero morrer porque não consegui uma foto dos chapéus de caneca de chopp. E também do cidadão que transitava com uma vara de pescar em punho. A isca era um Visa e a chave do carro. Amei.





"Oi, eu sou uma libélula e não nasci. Fui inaugurada. E quando eu morrer, vou virar purpurina". Aliás, vou falar um pouco mais sobre a face gay do carnaval quando contar sobre o choque elétrico que quase me matou na rua Farme de Amoedo.





Sim, me rendi aos acessórios. Não falei que tinha uma Branca de Neve? E essa maçã pendurada no pescoço??? Mas, calma. Isso ocorreu no Jardim Botânico. Não tem nada a ver com a história da Farme. E eu estou lindíssima no retrato. Notem o olhar "tomei 75 cervejas".





Olha o que eu e Sam achamos! Walt Disney está até agora revirando no túmulo.

Ainda bem que além de ser frequentadora assídua, este é mais ou menos meu 15º carnaval no Rio. Certas coisas não mais me assustam.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Sobre a Ipanema Carnavalesca

Nada mais incrível que um carnaval no Rio de Janeiro, principalmente quando se tem Sam Sam como anfitriã em seu fantástico apê à beira mar.

Ocorre que nesta época do ano, o Rio costuma sofrer uma espécie de invasão dos visigodos. Essa gente baixa na cidade dotada de empolgação grau 10, o que faz com que participem de todos os blocos, bandas, batucadas e esbórnias que costumam acontecer em praça pública. Estes eventos diários acontecem em diversos pontos da cidade, como Gávea, Santa Tereza, Jardim Botânico, Copacabana.

Mas a maior concentração de bárbaros fantasiados e bêbados tem dia e hora marcados. BANDA DE IPANEMA. Adivinhem de onde sai a banda? Da porta de Sam Sam. Salvador? Não é tumulto. Recife? Que nada! A maior putaria do Brasil está aqui, na minha janela.

Anteontem transformamos esta casa numa filial do camarote da Brahma. Eu e K até ganhamos uma música de transeuntes que portavam tamborins. A canção era mais ou menos assim:

"Tátátátátátátá! Desce! "Tátátátátátátá! Desce! "Tátátátátátátá! Eu vou subir! "Tátátátátátátá! Eu vou subir!"

Daí o Benjamin, querido amigo que também está neste albergue, surge na janela.

""Tátátátátátátá! Tira esse brocha daí! "Tátátátátátátá! Tira esse brocha daí! "Tátátátátátátá! Liga pro porteiro! "Tátátátátátátá! Eu vou subir! "Tátátátátátátá! Brocha! "Tátátátátátátá! Brocha! "Tátátátátátátá! Beijo me liga! "Tátátátátátátá! Beijo me liga!"

["tátátátátátátá = tamborins tocando, que fique claro]
Pura poesia.

Os adornos são um caso à parte. Há chapéus que imitam chopps e cones de trânsito, homens de camisola, de toalha na cabeça, de Minnie e Branca de Neve entre outros clássicos. Mas até agora, nada superou um nariz de plástico com o formato de um, como dizer.............um pinto.

A pessoa se transforma no famoso "cara de pau". Tentarei fotografar o artefato.

Dipromada

Estou sentada na casa de Sam, Rio de Janeiro, assistindo com ela ao cultural TV Fama para atualizarmos nosso conteúdo carnavalesco. De repente um filhote de avestruz com cruz credo surge na tela. A pessoa, uma versão humana do Primo It com tetas assassinas, atende pelo nome de Sabrina Boing Boing. Cada coisa que a gente aprende assistindo à shows de variedades na Rede TV.

A matéria falava sobre um certo diploma que a sujeita recebeu. Parece que ela escreve uma coluna sobre sexo - oh, que improvável - em alguma publicação suspeita e, devido ao sucesso e reconhecimento profissional obtido, algum retardado concedeu à figura um diploma em......sexo, obviamente.

A parte interessante, porém, veio em forma de entrevista. Logo após a pobre repórter questionar sobre o sentimento de Boing Boing em relação à honra conquistada, veio a bomba:

"Eu estou muito feliz, pois acabo de receber meu SEGUNDO diploma. O primeiro é de datilografia."


DATILOGRAFIA

Foi o que Sam disse: essas pessoas são celebridades em um universo paralelo. A propósito, descobri o nome do transformista que trabalha de madrinha de bateria da Porto da Pedra no carnaval. A pessoa tem o nome de Valesca Popozuda. Sério.

Não pulo pela janela porque estou no primeiro andar.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Outra do Feliz Trabalhador

Há um tempo comentei aqui sobre o cara que efetua a leitura de meu relógio de luz a serviço da Eletropaulo. Eu, carinhosamente, o apelidei de Hardy.

Pois bem. Hoje foi dia de leitura da Eletropaulo. Hardy estava.....como poderia descrever? Revoltado. Ele dizia que queria ter 100 leituras para fazer durante o dia. Assim chegaria de volta na empresa às 10 da noite e meteria um processo quando saísse de lá.

"Quem não faz isso é trouxa!"

Prosseguiu discursando sobre como a Eletropaulo era melhor quando era estatal. Mas em 96, sempre segundo Hardy, o Banco do Brasil emprestou dinheiro para os americanos comprarem a empresa.

"E americano não presta!"

Ainda por cima, eles acham que porque "ele" é terceirizado, é trouxa.

"Mas eles vão ver só........."

E foi embora montado em sua nuvem negra.

Já que a pauta é Carnaval...

Meus clientes são realmente incríveis. Não me canso de afirmar. Certamente alguém andou distribuindo cartões de desconto para compras em meu estabelecimento dentro de alguma instituição especializada no tratamento de deficientes mentais. É a única explicação que me vem à cabeça para que tantos deles frequentem minha loja.

Minha fábrica funciona em um prédio de 4 andares, cuja frente tem uns 120 metros. Por se tratar de uma empresa que produz CAMISAS, minha fachada é coberta por uma imensa.........camisa. Importante explicar que a peça decorativa pende do alto do último andar ocupando toda a frente do imóvel, ou seja, é do tamanho de um prédio de 4 andares.

Nesta semana - que graças à Nossa Senhora das Empadas acabou, o que possibilita que eu me jogue no Rio de Janeiro - enquanto eu realizava alguma atividade realmente relevante para o futuro da indústria têxtil, um ser invade a sala. Aliás, adoro a facilidade com que essa gente invade minha sala. Sempre. Certamente eles pensam: "Sou cliente, estou pagando, vou lá importunar aquela otária".

Enfim, esta sujeita entrou na minha santa sala e lançou:

"Paula, queria te pedir um favor..."

Disse isso toda serelepe, quase saltitando.

"É que estou indo passar o carnaval lá em Puta que Pariu do Norte e o baile de carnaval é animadíssimo, todo mundo vai fantasiado....."

E eu, já prendendo a respiração, olhos ebugalhados, trilha de "Jaws" tocando em minha mente, sem saber o que esperar daquela fulana.

"E como no carnaval o lema é 'bota a camisinha', eu pensei em botar o camisão!"

E minha cara adquiriu a seguinte forma: "?". Fora o fato de a palhaça se achar a gênia da tirada inteligente. Morra.

"Então, eu queria saber se você não poderia me emprestar o seu camisão lá de fora! Eu uso no carnaval, lavo e te trago de volta!"

E eu: "Mas...........a camisa é do tamanho do PRÉDIO........não dá para você VESTI-LA.......tipo não dá, não cabe.......não!"

Ao que a pessoa retruca: "Mas eu dou um jeito, eu amarro ela do lado!"

E eu: ".............................................................................................."

Eu PRECISO da minha foice!

Gente coisa é outra fina

Enquanto a pobretada se prepara para passar 4 incríveis dias se acotovelando em alguma praia de terceira linha do extremo sul do litoral paulista, ou está apta a desperdiçar 9 horas de sua vida atrás de um volante para atingir o distante destino de uma chácara em Socorro ou algo do gênero - todos acreditando que vão se divertir a valer, Muso pega um avião e se manda para Veneza.

Sim, Muso foi à Veneza por ocasião do Carnaval. Convidado para o famoso Bal Masqué. Meu local cativo na Sapucaí não chega nem no chulé deste cidadão.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

The Twilight Trilogy

Obcecada. É esta a palavra. Obssessão pura e verdadeira.

Estou devorando a Twilight Trilogy e por mim, não faria mais nada da vida. Me dedicaria a chantagear a autora para que não parasse mais de escrever a série.

Normalmente leio de 2 a 3 livros concomitantemente pois cada um trata de um assunto específico e nada me impede que eu os desfrute ao mesmo tempo. Sou uma variação daquelas pessoas malas que assistem 4 canais ao mesmo tempo na TV. Com a imensa vantagem de não ser mala.

Pois bem. Desde que comecei o primeiro livro da série, não consegui achar nada que me prendesse a atenção como aquilo. Emendei a leitura ao segundo volume - que acabo de finalizar - e já estou entrando no terceiro. O quarto ainda não foi lançado e acho que vou precisar de um grupo de apoio para conseguir aguardá-lo.

A duvida é: estaria eu, esta jovem senhora quase tia, regredindo? Estaria desenvolvendo algum típo de síndrome adolescente? Estaria eu entrando em fase de desenvolvimento da babaquice?

Espero que sim, pois há anos desprendo considerável energia para tal. Para poder dar atenção à temas que não me tocariam, mas que são divertidos por demais. E acho que está nítido meu sucesso.

Será que minha próxima coleção será "Gossip Girl"? Ou "Harry Potter"? Talvez comece a assistir "High School Musical", sei lá. A única coisa que garanto é ki jamaix iskreverei axim. Sou incapaz de tanto.

Podem confiar.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O sorriso do lagarto

Estava eu de bobeira, tempo livre, sem nada de muito útil para fazer quando decidi que aquele era um bom momento para acessar o Terra e checar e-mails.



Na página inicial há a notícia sobre a libertação do Sr. Alan Jara, ex-governador devolvido pelas Farc na Colômbia.



Susto. Espia o sorriso do muchacho:


Eu não sei o que deram de comer para esta pessoa durante os 7 anos de cativeiro. O que eu sei é que essa coisa faz crescer dentes. Dentes assassinos.

A musa do carnaval no Aquém do Além

Sobre o post anterior, Red comentou:

"Porto da Pedra não é aquela em que a "bonita e gostosa" Suzana Vieira desfila?"

Graças a Deus, não. Se, além das duas barangas citadas, a escola colocasse essa velha desorientada na avenida, acho que a Sapucaí derreteria, sei lá.

Essa daí leva todo seu charme e graça ao desfile da Grande Rio. Vamos supor que um dia eu tome o poder da referida agremiação. Agora imagine um abismo. Na minha opinião, essa figura já acumulou idade suficiente para que possamos arremessá-la.

Pois só quem já teve a visão do inferno que é contemplar essa pelancuda cruzando a pista em trajes menores conhece a necessidade de eliminarmos o ser antes do próximo carnaval.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Unidos do Aquém do Além, de onde se vive os Môrto

O bom de você passar seu dia de trabalho sem a menor disposição para a produção, é que esta condição lhe proporciona tempo livre para que você possa fazer coisas realmente importantes. Como assistir ao cultural programa de Sônia Abrão estatelada em seu escritório.

O show é inclusive um ponto de referência do calendário nacional. Por exemplo: como saber se o carnaval está próximo? Simples! Ligue a TV, sintonize na Sônia e se houver uma putada semi-nua chacoalhando uma bunda grande e gorda em frente às câmeras, pronto! Você saberá instantaneamente que a festividade se aproxima!

Hoje a repórter de Sônia estava transmitindo da quadra da Porto da Pedra - que, inclusive é uma fantástica escola de samba, uma das minhas preferidas - uma matéria que girava em torno de duas barangas. Uma delas, a Mulher Moranguinho (vááááááááásifudê!), madrinha das passistas, alfinetava uma outra baranga cujo nome desconheço, mas aposto que ela é traveco da Atlântica nas horas vagas e que vem a ser a madrinha da bateria. Dois tribufus assustadores. Eu sou do tempo em que a Luiza Brunet e a Valeria Valenssa eram rainhas de bateria. Não sei de onde os caras tiram esses bichos. Não servem nem para empurrar carro alegórico.

Como pretendo estar presente na Sapucaí este ano, providenciarei um saco de milho para levar à avenida e atirá-lo de cima do meu camarote sobre essa gente quando por mim passarem.

Medo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Give me drugs

Dentre os tantos e incontáveis problemas metafísicos que fazem parte de meu complicado ser, tenho um carinho todo especial ao que se refere ao meu ombro esquerdo.

Meu ombro esquerdo, sem motivo nem aviso, constantemente sai do lugar. Desloca mesmo, com estalo, créc e tudo mais. Normalmente o bicho desencaixa e volta sem maiores complicações nem sequelas.

O que não ocorreu Domingo passado. Quando o ombro deu pobrema, voltou para seu devido local, mas eu nunca mais fui a mesma. Gravidade: 10.

Na segunda feira, não acreditando em tamanho estrago, meu quiropraxista cego me receitou um antiinflamatório básico, pois só após o efeito do medicamento ele poderia pensar em mexer nas minhas vértebras.

Atenção ao conteúdo do campo "Reações Adversas": cólica abdominal, dispepsia, flatulência, gastrite, diarréia, náusea, tontura, dor de cabeça, fraqueza, constipação, redução do apetite (opa!), sonolência, enrubescimento, sensibilidade da visão a claridade, aumento da ingestão de líquidos (pode cerveja, doutor?), nervosismo, insônia, vômito, visão obscura, sensação de ardência no tórax ou estômago, febre, dor e aumento da diurese, depressão mental, zumbido no ouvido (pãtz...), erupção de pele ou prurido, sangue nas fezes, dor no peito, diminuição da diurese (não era aumento, porra?), aumento de pressão sanguínea, cãibra, úlcera, manchas brancas na boca ou lábios, dor de garganta, edema ou sensibilidade na área do abdômen, edema de face, mãos, perna e pés (edema combo), inchaço de glândulas, cansaço ou fraqueza incomuns, ganho de peso (remédio com praga), olhos e pele amarelados, desmaios, manchas vermelhas puntiformes na pele, dispnéia, dificuldade em respirar, hemorragia. Ponto final.

Sóóóóóó isso? Tô pensando em tomar dois por dose, logo de uma vez.

Me senti uma música dos Titãs.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Querido Sr. Anônimo

Em resposta às suas questões de números "1" e "2", respectivamente, informo com todo meu apreço que não, realmente não publico seus comentários provincianos e mau escritos em meu lindo blog, pois considero seu conteúdo ignorante, grosseiro, tacanho, coisa digna de um genuíno bundão. E aqueles que lêem e aqui comentam integram uma facção distinta da espécie humana que em nada se assemelha à sua. Explicando: seres como meus leitores não se interessam por opiniões como as suas, portanto não as publico. Não é por covardia ou para não ser contrariada, como pensa sua pobre pessoa. É apenas lixo que descarto.

Sinto informar também que não, não me escondo atrás de um pseudônimo. Se você prestar bastante atenção, notará que "Paulinas" é um apelido carinhoso para meu nome, Paula. Sei que é difícil estabelecer e imaginar esta relação. A maioria das pessoas que me conhecem por Paulinas nem imaginam que meu nome seja Paula. É o disfarce perfeito, sou realmente genial.

Sobre seu comentário definindo minha personalidade como "mimada, irresponsável, burguesinha - palavrinha cafona -, cérebro de ostra, preconceituosa" e tantos outros termos amáveis que usou para demonstrar sua indignação em relação ao fato de eu "escrever só o que me interessa", eis o que eu tenho a lhe dizer, bonitão: escrevo o que eu quiser, sobre o que eu quiser, na hora que eu quiser no MEU blog. Quem manda nesta piromba aqui sou eu e estou cagando e andando para seus piquetes. Ah! E sou mesmo tudo isso aí que você disse. E muito mais. Sou uma péssima pessoa e me esforço a cada dia para piorar mais e mais. Com muito orgulho ;).

Finalizando, só para ilustrar, o Habla Sério não é especializado em:

- Política - "invés - burraldo - de ridicularizar pessoas que estão se candidatando para tentar melhorar sua cidade, você deveria se informar sobre seus projetos passados, presentes e futuros". Parece dono de tenda: 'Madame Zulmira - leio seu passado, seu presente e seu futuro';

- Religião - "aposto que você é uma pessoa sem fé, sem nenhum amor no coração, não cite Deus em vão, isso só diminui seu espírito e aumenta sua ignorância, você insulta Testemunhas de Jeová e Evangélicos, isso é preconceito......" . Preguiça monstra. Aleluia pra você também;

- Medicina - "você se acha muito esperta mesmo tentando convencer todo mundo - vou dominar o mundo!!!! - que entende tudo sobre asma. Tá querendo se passar por quem? Quem disse que humidade do ar interfere em uma doença crônica?" - E você é, de fato MUITO burro. Vá até o dicionário e pesquise o significado de 'doença crônica'. Aproveite e tente achar ÚÚÚÚmidade. Com U, de preferência;

- Turismo conspiratório - "provavelmente você ajuda a depredar a natureza em Caraíva com algum negócio lucrativo, por isso faz tanta 'publicidade' - ugh - da cidade....." - se eu tive um ataque de riso? Claro que sim. Pelo menos rimou....publicidade.....cidade.....

Ou seja, seu TAPADO:

Se você não gosta, não leia. Vá fazer outra coisa, ocupe seu tempo, bata um bolo, sei lá. Procure na internet algum fórum voltado para nerds que se acham sérios e importantes. Você deve encontrar se colocar na busca "limítrofes por um mundo melhor". Os grandes portais oferecem este tipo de entretenimento.

O seu problema é sofrer do único mal da humanidade que não tem cura. Você é chato, muito chato e chatice é irreversível, te contaram? E bobo também. E, claro, deve ser feio bagarai.

Dica: vá cagar no mato.

Beijo, outro, tchau.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Não, não sou Corinthiana. Sou uma religiosa"

Estava minha pessoa devidamente abundada no escritório da loja, pensando no que haveria de interessante pelas redondezas para ser deglutido como almoço, quando uma das vendedoras põe a carona na porta e diz:

"Ai Paula.............tem uma PESSOA aqui querendo falar com você de qualquer jeito........"

E o ser humano entrou em minha sala. Tratava-se de uma freira, daquelas freiras freiras mesmo, fantasiada de freira, com aquela roupona preeeeta e branca, que tinha ido até lá para divulgar - e quem sabe, até vender - seu novo CD.

Sorte minha estar sozinha naquele momento. Se qualquer membro de minha família estivesse no recinto a aparição da freira, seguida da informação de que ela era uma religiosa lançando um CD, seria responsável pelo maior acesso de riso do mês em mim. Bastaria um olhar. Pecado mortal.

Impossível não vizualizar Irmã Selma.

Vivarina

Amanhã vou perguntar para Gabi, querida irmã, qual a marca dos óculos de leitura dela. Porque esta é uma informação que interessará e muito para quem faz uso de tal artefato.

Hoje descobrimos que o modelo que ela adquiriu há algum tempo é imortal. Eles não quebram, não riscam, não entortam, não empenam. Como?

Faz uns dois dias que Gabi procurava seus óculos, encafifada, pois só os usa para ver TV no quarto, o que restringe quase que absolutamente a área de circulação do objeto, transformando em quase nulas as chances de perda ou roubo.

Hoje à noite, de bobeira, ela resolveu abrir sua máquina de lavar para tirar toda a roupa de cama que ali estava. Eram lençóis, fronhas, edredon, cobertor. Ao puxar a segunda ou terceira peça, o que veio junto? Sim, os óculos. Quer dizer: ela amarfanhou toda sua roupa de cama - óculos junto, jogou dentro de uma máquina de lavar, bateu aquilo, tacou sabão, amaciante, centrifugou....e nada aconteceu ao frágil objeto de acetato equipado com lentes quebráveis?

Amanhã faremos o teste no qual uma betoneira passará com duas rodas por cima deles.

Marley & Eu - Conclusões

Então. Hoje à tarde, após agradável almoço na companhia de Muso, resolvemos ir ao cinema. Quando ele me questionou sobre qual filme eu preferia ver, respirei, tomei coragem e respondi:

- "Eu queria ver o Marley."

Digo que tomei coragem porque TODAS as pessoas de minhas relações que assistiram ao filme se esgoelaram de tanto chorar e me alertaram sobre pensar na possibilidade de NÃO vê-lo, já que todos sabiam que o efeito canino seria infinitamente maior e mais descontrolado em mim. Muso, sabendo disso também, respondeu:

- "Mas o Marley é triste, você vai chorar."

- "Não, o filme é engraçado, só o final é triste. Eu li o livro, sou sabidona, sei o que acontece. Vamos ver o Marley, vamos, vamos, por favoooooooooorrrr!"

A realidade é que eu sabia o que me esperava, mas sabia também que não sobreviveria normalmente sem ver o Marley. Justo eu.

Fomos.

Não vou gastar o tempo de quem está lendo este post explicando o que aconteceu. É óbvio que quase morri de ataque cardíaco, chorei, solucei, arruinei com meu rímel, minha cara ficou parecendo um tomate, foi um sofrimento terrível, que tristeza. Anta, que deveria ter entrado no Benjamin Button e economizado 4 rugas na cara.

Este trauma fez com que eu tomasse uma decisão definitiva: se houver qualquer filme estrelado por um cachorrinho/gatinho/coelhinho/porquinho/vaquinha/passarinho e similares, no qual o final da história envolva a morte dele, neste filme eu não vou.

Preciso de um pote de sorvete de Sonho de Valsa para dormir em paz. Chuiiinfff!

Máximas - Renascer

E o pastor dizia: "Eu quero que este teto desabe sobre minha cabeça se eu estiver mentindo!"

Não fui eu, foi o Twitteiro Profissional. Achei ótema.

I do

Sabe quando a gente tem 15 anos e vai naquelas videntes que vêem no fundo do copo d'água a inicial do nome do cara com quem iremos nos casar?

Pois bem. Eu realmente não me lembro da letra que a mulher me passou, mas isso, agora, é um fato totalmente desprovido de importância. Porque eu mesma já decidi com quem eu quero casar. Cogito até a possibilidade de um casal de gêmeos para coroar nossa felicidade.

Ele é alto, grande, forte, moreno, uma lindeza de morrer e me atendeu hoje no bar do Ritz. Aquele tipo que qualquer mulher esperta sustentaria alegremente. Aconselho todas as meninas a passarem lá para checar.

Pitchulo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Trocadalho do Carilho

Durante conversa praiana, um amigo meu me disse que há em Belo Horizonte uma banda cover do Iron Maiden.

Nome: Aracy de Almaiden.

Nussa.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Sobre meu retorno

Inacreditável a precisão da máxima que diz que tudo que é ruim ainda pode piorar.

Tudo bem, já digeri o ocorrido. Fui obrigada a entrar em uma canoa que me despachou para o lado errado do rio Caraíva - de modo que cá estou - e me esforçarei ao máximo para encerrar esta blasfêmia. Parei.

A questão é que além de eu ter sido forçada a passar por tal trauma, piso em São Paulo e eis o que encontro:

1 - A água de meu carro vaza. Logo, ele ferve. Segundo 15 frentistas, 4 mecânicos, 2 vigias da minha rua e 1 funcionário da fábrica, não há nada errado com a mangueira nem com o tanque. Nada justifica o sumiço da água. Voto na possibilidade "macumba".

2 - Ligo a TV na Globo, já que decidi ver o que se passa de tão formidável nesta novela, pois até meu pai desliga o telefone na minha cara caso eu venha a cometer a abissalidade de chamar enquanto Flora está no ar, e me deparo com uma chamada. Uma chamada para Lost. Uma chamada tipicamente Global, onde o locutor, babacamente, diz: "esta turma da pesada resolveu arranjar a maior confusão nesta ilha deserta...." Ridículo. E não comentarei a esplêndida dubragem.

3 - Saio daqui com a população psicótica com esta novela cafona. Em Caraíva TODOS estavam psicóticos com o raio da novela e quando volto essa porra ainda não acabou. Acho que vou estar preferindo o Lima Duarte fantasiado de indiano (ou seja lá qual seu papel na história).

4 - Logo após pisar em São Paulo e decidir que não estava nem um pouco a fim de ficar sozinha em casa, decido sair e - desavisadamente, que fique claro - fui parar em um lugar que atende por "Terçanejo". Creio que a sentença é auto-explicativa.

5 - Choveu, alagou tudo e onde eu fiquei presa? Em São Caetano. Onde? Na en-chen-teeeeeeeeeeeeeeeeeee.

Mas eu supero. De meus 9 cães, 5 estão comigo em São Paulo, incluindo meus monstros, Lui e Luna, que vieram de Ubatuba para passar o Natal e permanecem até então. É lógico que este simples fato me faz esquecer por completo dos 5 itens supra citados.

Espia:

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Caraíva - Amargo Regresso

Me acudam. Voltei. Ainda estou em choque cultural não sendo capaz de desenvolver atividades simples, como me comunicar, por exemplo.

Após 15 belos dias vivendo em um universo paralelo, será necessário tempo e compreensão para que eu volte a meu estágio de pessoa que habita a cidade grande. Onde as ruas não são de areia. Onde as pessoas fazem algo além de se alcoolizar sob o sol.

Após 15 belos dias acordando, dando 20 passos e um mergulho no mar, ainda preciso me adaptar à idéia de acordar, entrar no meu carro e dirigir em meio ao caos até São Caetano do Sul.

Após 15 belos dias sem saber as horas - minha referência baiana se restringe a "é de manhã", "é de tarde", "é de noite" e "já dá para pedir uma cerveja" - o que será de mim quando tocar o primeiro alarme ORDENANDO que eu me levante da cama?

Quero só ver o que farei quando precisar colocar qualquer espécie de sapato que não seja um par de Havaianas. Porque nem isso eu usava mais. Também preciso pensar sobre cochilos vespertinos e mergulhos noturnos no rio.

Em fase de readaptação.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Adeus civilização

Em duas pequenas horas estarei com minha bunda devidamente assentada em uma das poltronas do Gol que me arremessará em Caraíva.

Tchau turma! Se meu plano não der certo, dia 15 estarei de volta........

Christmas Gift






Eu ganhei um panetone do Corinthians.

Acabou o post.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Meus 15 minutos de fama

Só para avisar que, muito provavelmente, nos próximos dias vocês me verão no Jornal Nacional. Na principal pauta da noite, já que assuntos babacas são uma peculiariedade do noticiário, principalmente nesta época do ano.

Será uma tropa do Greenpeace desembarcando em Caraíva para resgatar uma baleia encalhada na praia. No caso, eu.

Até explicar que meu objetivo era aquele mesmo - a areia e o encalhamento - já terei dado a entrevista à Fátima.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Procura-se professor(a) de auto-controle

Se alguém conhecer algum tipo de método eficaz contra descontrole e mudança de personalidade diante da oferta de bens de consumo em geral, favor entrar em contato.

Esta pessoa impedirá que eu seja obrigada a vender meu corpo ao relento - já que não podemos mais contar com a hospitalidade do finado Bahamas - quando receber as faturas dos cartões de crédito que ando estourando.

Mas o fato é que os acontecimentos estão me sabotando:

Tudo começou na semana retrasada, quando fui obrigada a entrar no shopping - pois havia uma porra de um amigo secreto cuja existência eu ignorara até então - para comprar um presente. Não, não tinha como me safar. O evento teria inicio em meia hora e eu não tinha um presente em mãos. Sim, pensei em fugir, entrar no carro, dirigir sem destino, comprar um RG falso, jogar meu telefone celular em algum matagal e adquirir um aparelho pré-pago que seria trocado a cada mês para nunca mais ser encontrada por aqueles que fizeram parte de minha antiga vida, mas meu devaneio rebelde foi interrompido com um telefonema e a ordem: "ESTEJA AQUI EM MEIA HORA!"

Ok. Voltei a 'si', entrei no shopping, comprei o presente e, na mesma loja, aproveitei para ME comprar um biquini lindo e verde.

No dia seguinte, constatei que o estrupício que me atendeu me embrulhou uma peça tamanho M. Em se tratando de biquinis, M é um tamanho, meu amor, que nem com reza nem despacho. Nem que dois bois saiam voando. Nem que eu me perca na floresta e passe dois meses sem água nem comida. A possibilidade M não existe nesta vida que compartilho com minha ampla tise.

"Tudo bem. Voltarei ao shopping para trocar por um G", pensei. E lá fui eu. Peça trocada, caminho da roça tomado, quase no acesso ao estacionamento lembrei que precisava de acetona. Minhas unhas vermelhas pareciam recém-saídas de um tanque com soda cáustica. Ou de um acidente com o processador. Adentrei a farmácia e comprei: 1 vidro de acetona e algodão; shampoos; condicionadores; piranhas, elásticos, fivelas, tiaras; escova e pasta de dentes; escova de cabelo; pente anti-estática; remédios a granel; sabonete líquido; bucha esfoliante; hidratante; esponja vegetal para banho; manteiga de cacau; aquele brilho que é um moranguinho; uma escova de cabelos para praia; um creme para os pés suspeitíssimo chamado "pé feito".

Não, minha casa não foi arrasada por uma manada de elefantes. Fora a acetona, os outros itens já constavam em meu aparador e nècessaire. Este evento significou apenas a fúria consumista se manifestando.

Semana passada fui comprar um presente para a querida Lu. Isto não significaria obrigatoriamente uma ida ao shopping - programa que acho um puta saco, inclusive - mas eu queria comprar para ela um daqueles sapatinhos liiindos da Puket e, me digam? Onde tem loja da Puket? Juro que não foi minha culpa.

Desnecessário comentar que comprei o papato da Lu e mais: 12 calçolas, meinhas e sapatinhos para o Flolfo, biquini, camisola, top.............Quando cheguei em casa, o choque. A puta da vendedora colocou na sacola o quê? Hein? Hein? Tudo M! Esta vaca, que deve ser da mesma ninhada da vendedora do biquini. Gorda e feia.

VOLTEI ao shopping no dia seguinte, TROQUEI tudo por G e, passando em frente à mesma loja do biquini, o problema primordial, vi um vestido incrível. Não poderia levar a vida adiante sem ele. Se não o comprasse, seu fantasma me perseguiria por toda a eternidade e NUNCA MAIS eu conseguiria um vestido preto que prestasse. Com medo da praga, entrei na loja e adquiri aquela belezura, não sem antes notar a presença de umas Havaianas de onça que gritavam para mim:

"Eu! Eu! Me leva!! Eu, eeeuuu!!! Eu!! Aqui!"

O que fiz em solidariedade à pobre sandália. CHEGANDO EM CASA - de novo, porra - abro a sacola e o que vejo? Um vestido. Só um vestido e nenhum par de Havaianas. Quer dizer: tudo isso é um plano muito bem bolado contra mim, não?

VOLTEI AO SHOPPING no dia seguinte, resgatei minhas Havaianas, respondendo com um latido o pedido de desculpas da monga da vendedora, passei em frente à vitrine da ótica e me lembrei de meu saudoso Ray-Ban, perdido tão jovem no mar de Angra dos Reis. Sim, já entendi. Não preciso dizer o que aconteceu. Só digo que meus sentimentos pelo Ray Ban não incluem mais "saudades".

Mas o grande desafio ainda está por vir. Há alguns meses me proibi terminantemente de acessar o Submarino devido aos problemas psicológicos relacionados a consumismo que o site me causa. A questão é que preciso de uma bateria extra para meu Treo e parece que lá é o caminho mais fácil para se adquirir o utensílio.

Portanto, se alguém tiver uma camisa de força - esta pode ser tamanho M - e puder me emprestar para que eu use enquanto estiver no site, já adianto que auxiliará em muito minha vida futura.

domingo, 14 de dezembro de 2008

A quem possa interessar

Em 15 dias, eu não serei mais eu.

Eu serei uma pessoa paralela, encalhada na areia de Caraíva. Uma nova pessoa que se alimentará exclusivamente de cerveja e similares, e jamais fará uso de espécie alguma de protetor solar. Torrar o couro será pouco.

Aquela que passa noites inteiras tomando Netuno com o Tazinho. Aquela que faz amizade com pessoas que moram em Milho Verde - MG. E que, por muitas vezes, ignora seu fabuloso bangalô à beira mar para pousar na própria areia da praia.

Está iniciado o processo de mutação Paulinas/Freak Absoluta.

São Paulo natalina

Se tem uma coisa que não é legal, é habitar Moema durante o mês de dezembro. Ontem à noite, saí de casa às 9 horas da noite e só consegui cruzar a Ibirapuera, via Eucaliptos, às 9 e 30.

Porque a anta aqui, num surto de amnésia, se equeceu de que a Eucaliptos é uma rua proibida no fim do ano. Principalmente depois do pôr do sol. Motivo: a agradável via pública é uma das portas de entrada para aquele inferno na terra ao qual se resume a peregrinação de desocupados babacas à Rua Normandia.

Por quê o cara sai de casa para se engalfinhar com 25000 pessoas em um corredor estreito e minúsculo durante as festividades de final de ano? Para ver luz? Luz? Uma pessoa que mora em São Paulo? Uuuuuuia, que novidade! Luzes! E elas piscam!

Além daquela neve sintética, cuja composição deve ter em sua base, cola. Ridículo e emporcalhador de carros e calçadas. Se me dissessem que aquele povo todo veio do Xingu, eu até admitiria tamanha comoção.

"Luzes! 'Indio-ó'!"

Mas não. São apenas farofeiros urbanos que executam sua arte estacionando ônibus no bairro para se acotovelar em grande forró a céu aberto. Um bom ninho para ambulantes.

É a maldição do faraó do Egito que caiu sobre a cidade de São Paulo. Jingle Bells para vocês também.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

About men

Espécime "Radião de Sítio"

É grandão, bonitão, referência cultural admirável para gerações futuras ......................

......................mas não pega nada.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Falando em Didi Mocó......

Sou babaca e adoro:

http://br.youtube.com/watch?v=vt3CGkXBSJU

É necessário prestar atenção no Mussunzis. Risos infinitos.

"O vizinho mora ali no Marumby!"

Hoje de manhã, ao sair de casa e me dirigir à Avenida dos Bandeirantes rumo à São Caetano via Rua Inhambú, avistei um caminhão de mudança com o nome da empresa responsável pelo serviço estampado na carroceria:

"Marumby Mudanças."

Achei super Didi Mocó.

Eu me remexo muito


O McDonald´s está dando os bichos do Madagascar 2 dentro do McLanche Feliz.


Quero a Gloria, o Marty, o Melman, o Alex, o Maurice, o Julien, todos! Eles são de pelúcia e passarei a me alimentar exclusivamente do combo a partir de amanhã. Estou eufórica.


Fico extremamente orgulhosa de mim mesma quando noto que estou regredindo a olhos vistos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sobre o clima agradável da cidade de São Paulo

Dia após dia, minha relação com o clima de São Paulo vem se deteriorando de forma tão rápida, que não sei se posso me considerar uma pessoa com futuro.


Não, eu não estou reclamando do calor, estou in love com a sensação de habitar um forno de microondas. Atualmente, acoisa se assemelha mais a um crematório, mas não há queixas. Consigo me levantar pela manhã, minhas juntas não dóem, não há pânico quando tiro as meias.....inclusive, não há meias, enfim, o inferno na terra em que se transformou esta cidade me devolveu a alegria de viver.


Não sei se todos já notaram, mas tal calor tem como consequência ressecamento completo e absoluto do ar. Não sobra nem uma gotícula para a tentativa de salvamento de meus pulmões. Pois só nestas condições é que temos o calor africano que tão feliz me faz.


A questão é que fui tomada por um ataque de asma e não sei se tenho muito tempo antes de ir parar numa tenda. Ou de me intoxicar com Berotec. Overdose.


A parte interessante dessa conversa toda é concluir que já passei por esta situação alguns meses atrás. No inverno. Procuro um pico onde haja primavera eterna para eu fazer uma maleta e me mandar pra lá. Sem a merda do inalador.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Resumo de um Domingo quase feliz

Após um belo dia de sol à beira d'água....................

.............fui obrigada a conviver com 'miguxas' e são paulinos campeões.

Quer dizer: tive problemas dominicais, sim?

sábado, 6 de dezembro de 2008

Alucinados ao volante

Estou desconfiada de que algum hospital psiquiátrico para portadores de desvios mentais automobilísticos nível 5 fechou suas portas, e por falta de vagas em outras instituições, a direção decidiu soltar todos os pacientes na rua. E isto ocorreu ontem. Tenho certeza.

Porque ontem à noite, eu e Carlota transitávamos pela Cidade Jardim com destino à casa de Muso, quando notamos a presença de um ser humano suspeitíssimo bem ao nosso lado. Ele dirigia um Gol fabricado na década de 90 no qual instalou um turbo. E luzes estranhas. O encosto de seu banco estava deitado num ângulo de 160 graus, portanto a figura encontrava-se pendurada no volante. Esta pessoa aproximou-se de meu veículo com esta joça à distância de 3 cm e começou a acelerar. Suas expressões sexies foram observadas por mim e Carlota através do vidro traseiro, tamanho o espaço que o separava do local originalmente destinado para o motorista.

Neste momento, pensamos: "Morram, pés-de chinelo alucinados!!!"

Logo em seguida, descobrimos que a paquera do desgraçado envolvia colisão E meu carro, ou seja, ele pretendia bater aquela merda na gente para, a partir daí, estabelecer algum tipo de contato.

Fui obrigada a frear e esperar o louco sumir para seguir meu caminho. Alguns metros adiante, já na entrada da marginal Pinheiros, um vulto. Desviei com tal violência que Carlota deu com a crina no vidro lateral. Tratava-se de um cara que cruzou transvesalmente a pista sobre uma bicicleta motorizada. Não, não era uma mobilete. Não, ele não estava aproveitando o impulso e por isso não pedalava. Era, de fato, uma bicicleta tosca com um motorzinho. Conseguimos ouvir o "pépépépépépépépépépépé" que a máquina emitia.

Hoje, lá pelo meio dia, estava eu no meio da loja quando ouço: "Escatabláááááft!". Uma anta de botas que dirigia um Fox na incrível velocidade de 5 km/h, subiu na calçada, passou por cima de um canteiro - com árvores e plantas altas - arruinou a lateral de um carro que estava estacionado no meio fio, continuou pela calçada, entrou na oficina mecânica em frente à loja - sempre desgovernada - e porrou seu carro contra um veículo que estava parado lá justamente para conserto.

Isto, para mim, está com cara de teaser.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Remem! Remem!

Vale lembrar que minha presença neste blog é inversamente proporcional à quantidade de horas gastas com aquela atividade desgastante e imprópria chamada TRABALHO.

Portanto, sendo este o mês em que até minha mãe será comercializada - FATO - , se ficar por mais de 5 minutos parada dentro de meu estabelecimento, é fácil concluir que minha diversão neste local será bastante restrita.

"O trabalho enobrece o homem". Tá bom então......seu corno.

Atrocidade

Vou te dizer o que eu acho daquela árvore de Natal do Ibirapuera:

Digo "árvore de Natal", porque é assim que as pessoas em geral se referem àquela aberração da natureza fincada ao lado do parque.

Enquanto moradora de Moema, sou uma pessoa que utiliza bastante o trajeto da árvore e nunca entendi o porquê de o povo achar que aquele entulho localizado no meio da praça do Obelisco, poder vir a ser semelhante - infimamente, de longe, no escuro, talvez - a qualquer tipo de decoração natalina. De qualquer origem.

Amontoado de arame. Uma porcaria.

Pitoresco

Nome do infeliz que fazia compras nesta tarde em minha loja:

"Lébson"

Quer dizer: nego se esforçou, trabalhou pesado e parece que não conseguiu chegar nem perto do clássico 'Clébson'.

Que espécie de múmia tem tal tipo de idéia? Digo, para o nome de um descendente?

Lébson?

Ideiazinha de merda hein, rapá?

sábado, 29 de novembro de 2008

Virei o Robert Smith

Ontem à noite, houve uma grande festa na pacata cidade de São Paulo e eu era uma das seletíssimas personalidades que possuía um convite para o disputadíssimo evento. Coisas de Muso e sua turma.

Enquanto trabalhava na produção de meu lay-out, empolgada com o arrasta pé que estava por vir, me lembrei que algumas semanas atrás eu havia sofrido um surto, acesso este que me obrigou a gastar um bom montante adquirindo produtos para maquiagem. Entre tantos itens, me veio à memória um deles, especificamente. No momento em que efetuava a compra, pensei: "Aí ó...um lápis preto.....tenho 478, mas.....vou levar..."

Pensamento este, que foi interrompido pela fulana detrás do balcão:

"Este lápis é um kajal no tom preto noite para o contorno dos olhos, enriquecido com 'blevers' e fórmula 'cluvers', que tem em sua composição, 'chevers' e é feito com matéria prima 'blonvers'......."

O que ela descrevia ali estava mais parecido com uma vara de condão do que com a merda do lápis. Mas levei o treco mesmo assim.

Pois bem. Lembrando desta ladainha enquanto me arrumava, decidi que estava curiosa e o momento era propício para estrear o tal lápis. Pintei os olhos, fui para a festa, voltei, tirei a maquiagem da fuça e o que descobri? Que além de todas as maravilhosas características descritas pela tchonga do balcão, o lápis era também indestrutível. Ou seja: a partir do momento que você passa aquilo na cara, a única certeza que há, é a de que você nunca mais apagará o traço.

Estou até agora com esta poha borrada na cara e começo a me achar muitíssimo parecida com o Alice Cooper.

Minha próxima tentativa de dissolver os restos do lápis envolverá acetona.

domingo, 23 de novembro de 2008

Táubas de Frio

Sexta-feira à noite, eu e K fomos à padaria localizada na esquina de sua casa, tendo como objetivo encomendar frios, queijos e pães para completar a grande variedade de quitutes que seriam servidos em sua festa de aniversário, evento este, ocorrido ontem à noite.

Encostamos no balcão dos pães e um ser bigodudo veio nos atender. Importante esclarecer que, apesar de ostentar o referido bigode, o ser em questão era uma moça.

"Vocês queriam uma táubas de frio?" - com sotaque típico carregadíssimo. E tom de voz bastante elevado. Vamos dizer que ela berrava. Era mais ou menos assim.

"Ahnnnn..............sim"

"Qual frio vai na táubas?"

E por aí foi a conversa com a exótica atendente. Lá pelas tantas, ela quis saber em nome de quem o pedido seria tirado.

"Karin", disse K.

"Carmen?"

"Não. Karin."

E a moça anotou: "Cari". Ok, previsível. E K peguntou:

"E o seu nome, qual é?"

"Rizeuda. Com Z."

A partir do momento em que seu nome é RIZEUDA, a grafia correta da coisa é algo absolutamente irrelevante, não?

Prestando atenção às vitrines da padoca, descobri a relação entre o local e este papo de grafia correta. Lá eles vendem 'Croaçãn', 'Carmafel' e 'Brauner'. Tudo servido pela Rizeuda.

A MÁ-drasta de Karin

Vejam se é possível ganhar ISTO de sua madrasta por ocasião de seu aniversário.

Notem como a peça em pelúcia combina com a jovem senhora. Sim, ISTO ocorreu com K durante as celebrações em torno de seu último aniversário. E, sim, isto fez com que ela passasse o período de um ano completo sendo alvo de chacota em nível mundial.

Já que ontem a data se repetiu, estamos todos sob intensa crise de ansiedade, apenas aguardando para ver qual merda Eliane, a madrasta, planejou contra a pobre K.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Quero ser o Fabinho

Alguns eventos protagonizados por clientes da espécie "pentelho master" que ocorrem dentro de meu estabelecimento comercial me fazem pensar em como aquilo acabaria se eu não fosse eu, e sim o Fabinho.

Fabinho vem a ser um grande amigo da família infinitamente mais esperto do que eu, o que o tornou o feliz proprietário do Bar da Praia em Caraíva, cujas dependências abrigam também seu fabuloso hotel, Casas da Praia. Puro luxo à beira mar.

Fabinho é um lord, uma simpatia, solícito, divertido, animado, um doce de pessoa. Tudo isso vem dentro de sua respeitável envergadura. O rapaz é enorme, um T-Rex. No último verão, uma de suas hóspedes comentou que tinha a clara impressão de que o chão tremia sempre que Fabinho se aproximava. E ele está sempre lá, no balcão do Bar, com seu jeito bonachão, confraternizando com hóspedes, clientes e suas respectivas cervejas.

Mas se tem uma coisa que acaba com o bom humor de Fabinho, é o cliente "pentelho master"em ação. Não ouse fazer reclamações descabidas, destratar funcionários, implicar ou não cumprir as normas da casa e, principalmente, nunca, jamais aja da maneira "estou pagando, exijo absurdos".

Você provavelmente será expulso após um belo esporro. Nos casos mais complexos, você será arremessado na areia. Se for hóspede, sua bagagem também será arremessada deck abaixo. Já vimos esta cena algumas vezes e sempre houve total aprovação dos convivas pela eliminação do chato. Quando notamos uma crise em andamento é regra procurar pelo melhor ângulo para assistir ao arremesso. Porque, quem sai de São Paulo para infernizar a vida alheia no sul da Bahia, merece. Merece coisa pior. Penso que Fabinho usa de muita bondade para com os farofeiros.

Esclarecida a razão deste cara ser meu ídolo, voltemos ao meu "pentelho master":

No início desta semana, apareceu em minha loja um japonês idoso e mal educado que, obviamente, não gostou de nada.

"Vocês nem trabalhar sabem. Como, em uma loja deste tamanho, não há nenhuma camisa com mangas 3/4?"

De nada adiantou a explicação do santo vendedor que o atendia sobre o final do estoque destas peças e sua reposição, que se daria em 10 dias.

"Bando de vagais. Não quero esperar nenhum dia. Vim até aqui para comprar a camisa e quero hoje. HOJE! Que falta de respeito fazer uma pessoa que quer gastar dinheiro com esta porcaria de loja, esperar! Quer dizer que eu perdi a viagem? Hein? HEEEINNN?"

Foi quando o vendedor, pensando melhor e largando a foice que planejava usar para decapitar o japonês, sugeriu que a criatura escolhesse alguma camisa de mangas longas para que uma de nossas costureiras transformasse a peça em um modelo de mangas 3/4. Todo o processo demoraria apenas 3 dias.

Incrivelmente, o japa topou. Hoje à tarde Fukushima retornou à loja para buscar a porra da camisa. Sempre reclamando, queria abrir a peça para ver se o serviço fora executado corretamente, porque aquela era uma roupa muito cara (59 real) e que nós não tínhamos vergonha na cara de cobrar tal fortuna por um pedacinho de pano, que ninguém faz ele de trouxa não e ele só pagaria se aquela fosse a camisa que ele escolheu, que não adiantava tentarmos enganá-lo repassando alguma peça de coleção antiga................mwaaaahhhhhhhhhh! Ódio.

Constatando que tudo estava certo, o japonês solta a pérola:

"Agora vá lá e me traga meus punhos", para o vendedor.

"Punhos? Que punhos?"

"Não se faça de bobo. Os punhos que foram cortados. Eles são meus, quero levá-los."

"Mas os punhos foram jogados no lixo. Nós reformamos a camisa, não há como reutilizar punhos, logo, os jogamos fora."

"Vá logo! Tenho pressa! Traga meus punhos já!"

"Mas......mas......"

Foi quando eu me meti:

"SENHOR, NÃO CONSERVAMOS LIXO EM NOSSO ESTOQUE. OS PUNHOS FORAM PARA O LIXO, ENTENDEU? Inclusive, quem os colocou no lixo fui eu. Vi dois punhos cortados e pensei: oba, punhos! Vou colocá-los no lixo!"

E ele, respondendo para mim:

"Vá buscar! Vá logo, tenho pressa! Agora!"

E desapareceu, largando a camisa lá. Quero contratar o Fabinho para me ensinar sua arte em 5 lições.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Máximas - Juntatudo

"Ai, gente...... estou sem 'ÁLEGO'........"

Por amiga Déia, devidamente alcoolizada, após piada retumbante em tradicional churrasco dominical, querendo informar aos presentes de que, riu tanto, que encontrava-se sem ar. Ou sem fôlego, para quem assim preferir.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Objetos potencialmente dispensáveis

Meu próximo objetivo de vida é entrar na casa de K, arrancar o grande espelho pregado na parede da sala e submetê-lo a minuciosa análise científica.

Se for confirmado que o espelho é bom, que está bem-feitinho, que funciona e que não há nada de torto nos reflexos produzidos pelo artefato, eu me mato. Me suicido, tomo creolina. E depois me jogo contra um ônibus em movimento.

Susto. Porque não é possível que minha bunda esteja, realmente, do tamanho da bunda que vi refletida ontem, durante minha incursão noturna à casa de KK. Minha cara não é redonda como a que vi ontem. Aliás, minha cara NÃO é redonda. Os braços de ontem eram como os da Joana Prado no período "Waldemar" de sua vida. Tudo grande, tudo torto, uma merda. Me senti na "casa dos espelhos", clássica atração de parques de diversões furrecos.

Pensando melhor, meu próximo objetivo de vida é entrar na casa de K em poder de um robusto taco de beisebol e, usando de violência e golpes certeiros, tranformar em migalhas a porra do espelho. Antes que ele se quebre sozinho, em virtude das imagens suspeitas que produz.

"Créc! Tá biita hein, fia?"

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Eu menti

Quando disse que não me alimentaria novamente durante esta semana do Senhor, iniciando jejum absoluto a partir de hoje, 11 de novembro, confesso que menti.


O Javali Calabresa à Parte de ontem, que tanto traumatizou minha mente, já perdeu o efeito e, considerando que não pretendo dormir tão logo, receio admitir que penso em confeccionar uma comidinha gorda, cremosa e gostosa para minha pança.


Estou quase concebendo a idéia de um miojo duplo com requeijão. Ainda bem que minha ruindade consome as calorias provenientes de tais mimos.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A base de uma alimentação saudável

Como já comentei, há uma semana, mais ou menos, tiveram início as festividades em comemoração ao 31° aniversário de Gabi, adorada irmã. Aniversário este, que ocorreu de fato no dia de hoje, bela segunda feira chuvosa.

Já que a festa de sábado deixou a todos com olheiras e tremedeira, o conselho familiar decidiu que hoje, a celebração oficial deveria ocorrer em clima mais ameno e civilizado, caso contrário a coisa fatalmente se desvirtuaria e alguém teria um treco saindo pela porta do Filial às 5 e 15 da manhã. Um restaurante, por exemplo, seria um bom local para comemorarmos data tão querida sem graves consequências.

E lá fomos nós. O jantar foi esplêndido, mas creio que não conseguirei dormir nesta noite. Supondo que, sim, eu durma, é capaz que a onça venha me atacar novamente.

Depois do Javali Asterix Bacon Mortadela Tártaro Egg Duplo que eu comi, duvido que haja espaço em meu corpo para comportar qualquer outra coisa. Como sono, por exemplo. Precisava, inclusive, que um eunuco surgisse aqui na porta com umas plumas para me abanar.

Considerei a esteira como uma chance de diminuir este paralelepípedo que se formou em meu estômago. Mas, se há uma certeza no universo, neste momento, é a certeza da congestão. Qualquer esforço físico maior do que o ato de digitar, fará com que minha digestão seja interrompida pelo desvio do fluxo sanguíneo o que, no mínimo, entortará minha cara, como naquela história que nossas mães contavam sobre crianças que almoçavam, pulavam na piscina e ficavam com suas caras tortas.

Declaro que não pretendo me alimentar novamente durante esta semana. É oficial. E concluo que deveria ter me dirigido às mesas internas do Filial, e lá, sentado minha buzanfa.

domingo, 9 de novembro de 2008

A alcunha

Hoje, o tema do tradicional almoço familiar dominical na casa de vovó, evento que integra o calendário da família há 30 gerações, foi 'a escolha do nome do bebê'.

Flora e Dodô lançaram o assunto, por já existir uma disputa interna entre 'Lorenzo' e 'João'.

Quatro horas de conversa depois, tudo o que o grande grupo de adultos reunidos conseguiu em termos de sugestões para o nome da criança foi 'Bigode' e suas variações:

'Chefe';

'Chefia';

'Grande';

'Primo';

'Mestre';

'Ceará';

'Campeão';

'Xará';

'Rapá';

'Gavião';

'Manôôôôô!!!!!!'

Seguido pelos fabulosos 'Long Dong', 'Corinthians', 'Braddock', 'Damien', '13', 'Erro', 'Mara' (em alusão ao personagem interpretado por Ítalo Rossi em humorístico de sexta categoria exibido às terças-feiras na TV Globo), 'Gráubi', 'Crébis', 'Azambuja', 'Flolfo' - a clássica junção realizada a partir dos nomes dos progenitores, aqui, no caso, FLOra e RodoLFO - ou seja...................

O futuro de meu sobrinho é algo obscuro.

sábado, 8 de novembro de 2008

Modo de vida

"Ai, amor....vamos fazer um workshop em New York?"

- "Como assim, benhê?"

"YOU work, I shop."

Basicamente.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Máximas - Reflexões

"A pessoa parece um sachê de catchup. Aperta de uma lado e a banha vai para outro."

Por K.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O taxista pop

Gostaria de deixar claro que, quando digo que as pessoas com quem convivo são uma fonte inesgotável de barbaridades, este comentário não possui dose alguma de exagero.

Vejam que interessante este episódio da vida de Mari:

Alguns (muitos alguns) anos atrás Mari, em processo de loucura gerado por excesso de trabalho (alguém?), decidiu se jogar em um avião rumo à Escócia e lá permanecer enquanto durassem suas férias. Alone.

Logo que seu vôo aterrisou em Edimburgo, Mari caiu em si com a recordação de quão pífio seu inglês era. Uma merda, mesmo.

Enquanto caminhava em direção aos táxis, pôs-se a pensar:

"Phodeu. Como vou falar com esses saiotes? Tudo bem, não falo inglês....mas qual a diferença, porra? Nem que eu falasse um inglês porco! Esses caras são escoceses! Eu não entenderia nada mesmo.....bom, foda-se. Vou entrar neste taxi.....uhmmmm......ããããããã.......neste aqui. E, qualquer coisa, me jogo porta afora quando avistar um orelhão, me conecto com a Embratel e mando a telefonista explicar onde fica meu hotel. Será que a telefonista da Embratel fala inglês? Se ela ao menos entender escocês........."

Toda esta divagação foi interrompida pelo simpático motorista que abriu a porta de seu carro para que ela se acomodasse.

Motorista ao volante, Mari no banco de trás, ela precisava informar seu destino ao homem. Gaguejando, com muito esforço para se fazer entender, começou:

"Hello, Sir.......I'm from Brazil......"

Aos gritos, o motorista a interrompe:

"Brasil????? Cara, eu sou primo do Ritchie!!!!"

Sacou uma fita K7, enfiou no som, e foi assim que Mari chegou ao hotel. Ao som de 'Menina Veneno'. Cantando. Com o taxista. Que era primo do Ritchie.

Incrível.

A finesse da torcida

Autódromo de Interlagos, Domingo, 2 de novembro de 2008. Duas horas da tarde. Nossa localização privilegiada permitia que aguardássemos o início do GP consumindo toda sorte de drinks e petiscos, observando a movimentação ao redor do camarote acomodados em agradáveis sofás de rattan. Tudo muito fino.

Bem em frente a este belo lounge, tínhamos a visão de uma das arquibancadas do autódromo. Apinhada, todos os torcedores bastante empolgados, iniciou-se uma pequena queima de fogos. Seguida pelo aparecimento de uma faixa. Nela, devidamente estendida pelos entusiastas de nosso querido piloto Felipe, era possível ler claramente a seguinte mensagem:

"CHUPA HAMILTON!"

Tudo isso, ao som de "ô Lewis, viaaaaadooo!"

Que delicadeza para com o moço. Ri durante 10 minutos.