Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas
sábado, 30 de maio de 2009
Máximas - Um diálogo produtivo
Preto é aquele sujeito simpático que certa vez perguntou ao futuro marido ruivo de uma fulana se os pelos do saco dele também eram laranjas. Durante uma festa de casamento. Não, eles não se conheciam.
Pois bem. Preto acaba de me chamar no messenger. Eis a nossa conversa:
"Pauleta.....tá aí?"
"Tô"
"Porra, to fudido aqui.....preciso de um favorzão seu"
"Manda" [em pânico, pensando em o que poderia estar afligindo este ser e que eu precisasse solucionar agora, à uma da manhã]
"Vc tem o número do meu celular?"
"Errrrrrrrr......tenho, LÓGICO" [nós nos comunicamos constantemente via telefone celular. Parece que o menino não tem registros desse fato]
"Puta, não acredito!!! Me passa?"
"234-5678. Por qual razão vc quer mesmo seu próprio número de telefone?"
"Obrigado, i love you!"
"Tá, tá, me too, mas pq vc me pediu isso?"
Não obtive resposta. Agora ele está offline e nunca desvendarei esse mistério. Assim são meus amigos.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Frittata básica
"Mais queijo moço. Isso, mais. Mais, mais........mais presunto, mais presunto. Mais uma. Bacon, moço. Mais bacon. É, faz uma mãozada e joga dentro. Isso. Cadê o tomate? Claro que quero tomate, você faz omelete sem tomate? Não, moço! Tem que ter tomate em cubinhos. Pode por esse aí. Quanto? Ah, pode ser inteiro mesmo. Bom, bom. Agora orégano, muito orégano. Mais orégano, moço, mais orégano. Isso. E a cebola? O quê? Já pôs cebola? Eu não vi não, moço. Vai, coloca de novo. Acho que você tá me enganando, moço. O que é aquilo ali atrás, moço? Lombinho defumado? Ahn, moço, mas eu adoro lombinho defumado. Pode colocar? Eba, meu omelete terá lombinho defumado dentro! Mais um pouco moço. Pára de rir da minha cara moço, quanto mais gororobento melhor fica. Aquele treco ali é cheddar? Coloca um pouco também, moço. Isso. Dois jatos de cheddar. Agora vai ficar bom, moço....."
Penso que acabo de conseguir um odiador no mundo. A partir de hoje haverá uma foto minha pendurada na porta do estabelecimento proibindo permanentemente minha entrada.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Antes fossem fantasmas
Séculos depois, veio um moço e construiu uma bela casa exatamente ali sobre o lugar onde a bruxa tomou a raiada e errou a receita. Adivinhem quem mora nessa casa? Oeeeeeeeee!
Não há dados oficiais sobre o teor da praga que foi jogada aqui, mas valho-me de minha experiência para afirmar que envolve gente idiota e proximidade.
Muito já se falou aqui sobre quão graciosos são meus vizinhos. Não, não me refiro apenas às duas casas que fazem fronteira com a minha, mas ao quarteirão inteiro. Em comum, possuem o gosto por obras. Não uma reforminha aqui, uma pinturinha ali, um jardinzinho novo, quem sabe. Eles gostam de pegar as próprias casas, colocar abaixo e construí-las novamente. Seria mais fácil atear fogo a elas. Como essas pessoas MORAM nessas casas, o processo necessita agilidade. Para que tudo aconteça de acordo com a programação, uma média de 354 pedreiros compoem o staff de cada uma das obras que acontecem aqui.
O mais novo reformador de casas de Moema conta com uma equipe cujos trabalhadores adquiriram o péssimo hábito de latir toda vez que um dos meus cães é avistado. Sim, eles latem, mas não como se fosse uma simples imitação "Au Au Au!". É um modelo de latido mais "Woof Woof!" e tomei um puta susto quando ouvi pela primeira vez, pois achei que havia um outro cachorro que não um dos meus em meu quintal. Imaginem como ficam calmos meus dogs ouvindo este bando de corno latindo de cima do telhado.
Este lado espirituoso já bastaria para me fazer querer empalar cada um dos retardados além muro, mas a coisa ainda piora. Eles ouvem música. No volume 52. Em um equipamento de som que distorce tudo. Que tipo de música? Tupi FM. Sintonizem em seus dials e tenham uma vaga idéia de meu sofrimento. Importante lembrar que a berraria começa diariamente com a obra, ou seja, às 6. Na minha janela. Cachorros latindo. E o sertanejo rolando. Alguém sabe fabricar bombas?
Ah! Como eu concluí que há uma bruxa envolvida? Ora, essa é facil! Ela mora aqui ao lado!
Prova número um
Prova número dois
Prova número três
segunda-feira, 11 de maio de 2009
O Juri
Para quem não sabe, sou uma pessoa carnavalesca, empolgada e assídua frequentadora das festividades cariocas que marcam a data. Passo o carnaval no Rio de Janeiro há mais de 15 anos e sempre participei de quase todo tipo de esbórnia que viesse a ocorrer entre a sexta-feira inicial e o sábado da semana seguinte: ia aos blocos de rua, aos camarotes do sambódromo, à Feijoada do Amaral.......e aos bailes. Sim, não nego que integrei o público dos salões cariocas por vezes seguidas. Coisa phyna. Confesso que hoje sou mais contida e restrinjo-me a comparecer ao camarote da Brahma durante os três dias de desfile na Sapucaí, mas isso não vem ao caso.
Em todos esses anos, deixei de desfrutar o carnaval no Rio de Janeiro em apenas uma ocasião. Foi quando decidi ir para Salvador com o Muso e me transformei em uma pessoa desgovernada que atravessava o circuito Barra-Ondina de um camarote para outro em meio à pipoca, dava bola para Filhos de Gandhi em geral, tinha seu amigo inteiro pintado de Olodum, fez amizade com o Jacques Wagner ("goverrrrrnadooorrrrrr, vamoxxxx tirar umazzz fotozzz ali com a Pretahhh?") e, por fim, voltava a seu belo hotel completamente enlameada.
Mas isso também não importa.
Quero dizer que sou um ser atuante no carnaval carioca. Já fui entrevistada pela Rogéria no Scala, por exemplo. Conheço os seguranças da LIESA. Já cumprimentei Ronaldo no camarote, certa de que era alguém conhecido de quem não me lembrava no momento:
"Oiiii tudo bem?? Smack Smack!". E o cara, me olhando sem saber quem era aquela estúpida desorientada plantada à sua frente. Ele tinha na cabeça um turbante que compunha uma das fantasias da Mangueira. Claro que alguém passou pela avenida e atirou o treco para ele durante o desfile. E eu: "Saiu na Mangueira? Que bacana!". Ele: "Errrrrrrrr......não.....". Eu: "Tchau! Até mais!" - palhaça. O que me consola é que minha certeza de que ele era um nerd cujo nome e procedência eu não recordava foi absoluta naquele momento.
Já fui obrigada a fazer um check-in em Congonhas com a bateria so Salgueiro e 10 mulatas sambando no guichê da TAM. A moça do guichê dizia: "SEU DOCUMENTOOOO POR FAVOOOORRRR!". E eu respondia: "HEEEEEIIIINNNNN?". E o Salgueiro ali ao lado: "TUM CHIC TUM CHIC TUM TUM TUM!"
Falando em Salgueiro, foi durante um desfile da escola que iniciei uma linda amizade com.........o Belo. Amizade que se iniciou e terminou dentro do perímetro da marquês de Sapucaí, que fique claro. Já fui obrigada a fazer pipi na concentração pagando 2 real para que um fulano fizesse uma cabaninha tendo como base seu Fiat 147 e um pedaço suspeitíssimo de um plástico preto. E sua cara lá, de fora da cabana, pra todo mundo ver a otária. Sem contar quantas vezes invadi a pista e fui atrás da campeã. Naquele bonito estado em que as pessoas se encontram após uma semana praticando carnaval.
Bem, sobre os bailes, outra observação que me vem à mente está relacionada ao tradicional Baile das Panteras. Metropolitan - que hoje é um daqueles "Alguma Coisa Hall" - lotado. A putada reunida, Miele sobre o palco cumprindo seu papel de mestre de cerimônia. Eu e os meus devidamente instalados em um confortável camarote, isolados das pessoas nuas que enchiam o grande salão.
[Fecha na Prochaskaaaa!]
Foi quando teve início a movimentação em torno do concurso que elegeria a Pantera do ano. Miele convocava, um a um, os jurados da crucial eleição. Quando terminou de chamar pelos nomes, concluiu-se que dois membros do juri estavam ausentes. Talvez bêbados, jogados em algum canto do salão. Enquanto o apresentador pensava em uma solução, a assistente de palco apontou nosso camarote. Exatamente ao meu lado, plantava-se um grande amigo, companheiro de presepadas cujo nome não citarei por atualmente se tratar de um senhor casado e pai de família, mas que na época era o maior bon vivant do Brasil e tinha como único objetivo quebrar seus próprios recordes de badalação.
Por se tratar de uma conhecida figura, Miele optou por chamá-lo ao palco. Como a outra vaga ainda estava desocupada......lá que fui parar. Em um piscar de olhos estava ao lado do amigo presepada levando um lero como Miele sobre o palco do Baile das Panteras de 1995. Incrivel a capacidade do ser humano em se adaptar à situações não convencionais. Em menos de 20 segundos com a buzanfa sentada ali, já julgava com propriedade cada baranga que se apresentava fantasiada de onça. Apesar de decidir por dar nota 10 a todas, fiz isso muito conscientemente, afinal de contas, trata-se de um evento que revelou ao mundo nomes importantes como Regininha Poltergeist, por exemplo.
Foi o que eu disse: tive a oportunidade de fazer parte de uma atividade quase cultural. Tradição é a palavra. Finesse é o mote.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Meus incríveis clientes
A criação da referida loja veio da necessidade de dar fim nas naturais sobras de mercadoria da fábrica. Por exemplo: cliente Sezefredo encomendava uma grade de camisas, mas a quantidade de tecido cortado era suficiente para confeccionar duas peças a mais. Sezefredo não queria nem saber, pois seu pedido não poderia ser modificado senão seu pipi cairia, e acontecia que aquelas duas peças sobressalentes passavam a habitar nosso estoque.
Como o objetivo da minha clientela, desde os idos anos sempre foi "vamos f&%*r a Paula", desnecessário comentar que o caso supra citado ocorria em 90% dos pedidos.
Hoje a loja tem coleção própria e, como já disse, uma parte da produção destinada exclusivamente para ela. Mas, como no início, o que sobra em estoque na fábrica, continua sendo vendido ali. Esta mercadoria entra no saldão, ou seja: montamos araras de promoção com preços que variam entre R$ 5,00 e R$ 20,00. Tá bom, né? Baratinho, não?
NÃO.
Hoje peguei a seguinte conversa entre o puto do cliente e o pobre do vendedor:
Puto: "Essa camisa aqui está com este preço mesmo?"
Pobre Vendedor: "É sim, senhor. Cinco reais."
Puto: "Porquê esse preço? Tem defeito?"
Pobre Vendedor: "Não, senhor. São peças sem grade, sem numeração completa, que não fazem parte de nossa coleção, mas são produzidas aqui mesmo e..."
Puto: "Vou levar. Mas me diga......qual é o menor preço que você pode me fazer aqui?"
Pobre Vendedor: "Ãããããããããããããããã.........esta é uma peça de promoção, senhor. Está saíndo por cinco reais [CINCO REAIS, POOORRA] e não há como....."
Puto: "Vamos, eu sei que vocês fazem desconto para pagamento à vista. Quanto sai esta peça se eu pagar em dinheiro?"
Pobre Vendedor: "Sim, senhor. Mas foi o que eu acabei de lhe explicar.....essas são peças que já estão em promoção.....estão saindo por cinco reais...."
Puto: "Tá bom. Então não vou levar. Se o preço estivesse mais camarada valeria a pena....."
Estou organizando uma excursão chamada "Um Dia na Loja". Vocês terão a oportunidade de conhecer e até interagir com estas criaturas exóticas. É uma experiência única, eu garanto. Os interessados podem fazer as reservas na secretaria do hospício, ou seja, aqui.
É ou não é para me fuder?
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Rebelde
Era uma pessoa que, mesmo amarrada e arrastada à força, comparecia a seu compromisso diário com o maldoso professor que controlava seu treino na academia que frequentava. Ela treinava para maratonas e se esforçava nos exercícios com pesos. Em suma: sua alma era junkie mas havia lá a intenção em contornar este destino. E era dotada de um raro predicado, a vergonha na cara. Sim, ela realmente tinha vergonha naquela cara de pau.
Hoje ela está mudada. Sua vida é inteiramente dedicada a consumir itens gordurosos com a bunda fincada em alguma superfície macia. Há variações. É possível que ela saia de um estádio após assistir à final do campeonato estadual de futebol, entre na padaria Barcelona e se interesse por uma Torta Oreo exposta na vitrine de doces. Claro que isso não seria grave se o chopp do título no restaurante ao lado não estivesse ocupando o posto de primeira opção. Sim, ela tinha o chopp. Mas pensou na torta.
Tentativas de reverter tal quadro não foram registradas até o momento. E a pessoa permanece lá, comendo Pic Burgeres e reclamando da buzanfa; Consumindo Ribs on the barbie e notando a presença de um panceps antes inexistente; Pedindo por Polpettones com Nhoque e notando suas bochechas corarem.
A vergonha na cara? Provavelmente era de cor verde. Um burro passou, achou que era grama e comeu. Não há mais vergonha na cara.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Salve o Corinthians Campeão
Assisti metade do jogo com a fuça colada no alambrado e havia um certo Osama Bin Laden do Corinthians ali nas redondezas. Pena que não consegui uma foto, foi bizarro e valeria a pena.
No segundo tempo arrumei um lugar bacaninha bem ali de frente para o gol do pobre Fabio Costa, onde o Corinthians atacaria. Essa mudança veio a calhar, pois ao meu lado no alambrado estava o único garoto fino do estádio. Me pareceu que ele estava um tanto chocado com as expressões chulas por mim proferidas. Enquanto eu gritava "ei juiz vai tomar no c*!", ele berrava: "seu idiota!". Enquanto eu comentava com Patsy: "f**eu!", ele dizia: "que droooga!". Eu: "vi**o c**ão!". Ele: "Presta atenção seu retardado!". Eu: "filho da p**a!". Ele: "vamos! vamos!". Foi mau, hein menino fino e louro?
Da próxima vez me esforçarei no método que usa "descendenteeee de praticanteeeee do meretríciooo!" - para se refereir ao bandeira ou qualquer outro elemento que cause transtornos em campo. Prometo.
O evento como um todo foi calmo, se compararmos o comportamento da torcida durante o jogo de hoje com o padrão já adotado. Claro que não estamos levando em conta o ser humano que invadiu o campo para dar um oi para nosso górdo nem o incêndio que atingiu nosso gato capitão.
Ó o maluco invasor aí
We won!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Típico
Cliente Imbecil 1 telefona para meu estabelecimento comercial meses atrás perguntando sobre blaser tamanho 74. Ele deseja presentear Imbecil 2, também cliente da loja com a pequenina peça. Imediatamente é informado de que tal artigo no ecxiste. Blasers são confeccionados apenas até o tamanho 72.
Imbecil 1 diz que não há problema. Seu plano consiste em comprar o blaser 72, dar para Imbecil 2 - o blaser, claro - e efetuar a troca por um tamanho maior, caso a peça não seja compatível ao corpitcho esbelto da figura. Quer dizer: ele não ouviu uma palavra sequer sobre a inexistência do tamanho maior.
Após ser alertado 708 vezes sobre a impossibilidade da troca, Imbecil 1 leva o blaser. Imbecil 2 veste e constata que doesn´t fits. Claro, todos nós já sabíamos disso.
Agora, enquanto Imbecil 1 liga diariamente cobrando a substituição da piromba do blaser, Imbecil 2 reclama seu dinheiro de volta. Não se esqueçam que Imbecil 2 ganhou esta merda de presente. E quer o dinheiro de volta. O dinheiro que não era dele, o dinheiro que outro ser humano gastou por ele. Me expliquem, por favor.
domingo, 26 de abril de 2009
Pobremas ténicos
Amiga K apanha de seu novo telefone celular, uma piromba de um iPhone. Ela tenta mandar uma mensagem questionando o status de uma terceira pessoa. Segue o resultado de tal conversa:
Celular de K: "Cedi visi?"
Quando a tentativa era enviar "Cadê você?". Não desistindo, ela novamente digita "cadê você" e na tela aparece...........
"Cise visi"
PORRA
E de novo me aparece um "Cezi visi" na merda da tela. Sim.
De repente, a resposta: "Estou aqui. Quem é?"
"Marin"
OUTRA:
"Talin"
A partir daí, seu nome, Karin, executou a proeza de aparecer corretamente grafado na tela.
É incrível que a única palavra que saiu certa de primeira foi......Caralho. Típico.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Duas tias de Francisco.......
Então. Meu sobrinhozinho nasceu bem no feriado do dia 21. Estava eu em Angra fazendo porra nenhuma vezes mil e justo eu, que não ligo nada, nada mesmo para bebês, fui tomada por um ataque de ansiedade visando a vitrine da Pro-Matre. Como boa integrante de família italiana, fui tomada pelo tumulto gerado em torno do evento e perdi o timing da história.
Agora imaginem a camorra reunida no hospital. Reunida com a facção baiana e agregados que somam 5 mil. Foi o que eu disse: o tumulto gerado fez com que o segurança do corredor executasse seu papel para com toda aquela gente empolgada.
Meu sobrinho é lindo de morrer, a cara do Dodô e tudo sobre ele contaremos no http://www.aventurasdefrancisco.blogspot.com/
É um gatão.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Milagre
Anteontem, Domingo de Páscoa, uma querida amiga fez aniversário, evento que não podia de maneira alguma passar sem o tradicional furdunço. Portanto, no sábado à tarde, eu e mais 3 integrantes da ala feminina decidimos providenciar um grande e belo bolo para que os trabalhos comemorativos tivessem seu início garantido exatamente à meia-noite.
Pois lá fomos nós caçar um bolão e outros mantimentos necessários para a realização da grande festa. Simples? Sim, teoricamente.
Começou que estávamos em Campos do Jordão em uma casa habitada por 14 pessoas. Portanto, nada de bolinho. Precisávamos encontrar um exemplar dos grandes. Eram mais de 6 horas da tarde de pleno sábado de Aleluia, ou seja: todos os estoques de tudo, na cidade toda, estariam certamente comprometidos. Logo, não seria ali na doceira que confecciona sob encomenda os bolos descolados de Campos que encontraríamos um Floresta Negra de imediato. Sim, havia um drama no ar...........
Nesse meio tempo, concluímos que a tradicional padoca da avenida principal seria a solução de todos os problemas existentes. Além dos extras, adquiriríamos o bolo da aniversariante na confeitaria local.
Estava tudo resolvido até nos enfileirarmos em frente à vitrine que expunha os 15 bolos prontos para consumo - exatamente aquilo que procurávamos, era embalar e levar. Bem, nem tanto. Pânico, eles eram todos.......roxos em chantilly. E rosas, azuis, listrados, com granulados, cerejas e morangos caramelizados, tudo isso e tudo junto em cada um deles. Aquilo faria com que aniversariante sofresse uma crise de epilepsia ao assoprar as velinhas.
Como àquele horário já não havia mais opções, escolhemos o menos apoplético entre os bolos disponíveis (o que continha todos os elementos decorativos supra citados, menos o chocolate granulado), tacamos dentro do carro e tomamos o caminho de casa.
Foi quando Di, sentada ao lado da motorista e oficialmente responsável pela integridade do conteúdo do embrulho, concluiu que o painel do veículo era suficientemente grande para acomodar o pacote do bolo, de modo que decidiu largá-lo sobre o console no exato instante em que o carro encontrou sua primeira lombada.
Fez até barulho. Um barulho como o de.........sei lá, automóveis se chocando. Além de o bolo ter se estabacado de ponta cabeça, Di, na tentaviva de salvá-lo, enfiou seu polegar na massa e tentou agarrá-lo com a mão oposta amassando-o com toda a força que seus 5 dedos puderam produzir. Gravidade 115 na escala de 1 a 10, estávamos certas de que ali acabara de ocorrer aquilo que costumamos chamar de perda total.
Após um ataque de riso maníaco, chegamos em casa e, apavoradas, começamos a remover o papel que embalava nosso acidentado. Por alguma razão desconhecida o roxo/rosa/azul/listrado/xadrez com morangos estava intacto. Parece que a camada de chantilly colorido funcionou como uma espécie de cimenticola quartzolit.
Além de tudo, o recheio de doce de leite com morangos e a massa branca fofíssima, fizeram do estranho bolo uma delícia sem fim.
Sim, milagre.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Nobody deserves
- "O problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias ONGS já se estalaram na floresta." (e estão lá. Batucando. E estalando, seja lá o que estiverem estalando)
- "A amazônia é explorada de forma piedosa." (...)
- "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta." (disse Capitão Planeta)
- "A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu." (em velocidade 5)
- "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta." (num ninho de mafagafos haviam 7 mafagafinhos.....)
- "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação." (sei lá, entende?)
- "Espero que o desmatamento seja instinto." (...)
- "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo." (falou o Azambuja. E seria interessante os animais extintos celebrando o ar limpo com uma cerveja)
- "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (noffffa)
- "Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis." (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)
- "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas." (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd's da coleção do Chaves)
- "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (amém)
- "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (e as renováveis?)
- "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (deve ser culpa da morte ecológica)
- "A amazônia tem valor ambiental ilastimável." (ignorem, por favor)
- "Explorar sem atingir árvores sedentárias." (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões)
- "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia." (ÃHN?)
- "Paremos e reflitemos." (quase deu certo essa)
- "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas." (onde está o Guarda Belo numa hora dessas?)
- "Retirada claudestina de árvores." (caraulio!)
- "Temos que criar leis legais contra isso." (estamos fartos de leis chatas)
- "A camada de ozonel." (Chris O'Zonnell?)
- "A Amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor." (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)
- "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração." (e sem cérebro...)
- "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável." (campeão da categoria "o maior enchedor de lingüiça")
- "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação." (NÃO!)
- "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises." (gênio do coeficiente. E dos plurais)
- "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes". (Red bull para todos, dizem as árvores)
- "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório." (ótima)
- "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando." (sacou? o aumento continua amumentando)
- "Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc." (é a globalização.. .)
- "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (que burragem)
- "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (imaginem as que foram votadas no banheiro deles!)
- "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia." (oh god!)
- "O que vamos deixar para nossos antecedentes?" (dicionários)
Ê povinho...........
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Coisas que a gente descobre no bar
Algum tempo atrás, durante uma das longas noites em que costumamos reunir a horda em nosso boteco preferido, conversávamos sobre viagens: quem já foi para a Irlanda, quem comprou um pedaço do muro de Berlim no camelô, quem subiu a Torre Eiffel de escada, quem já tinha sido preso, quem já havia batido o carro, quem deu foras terríveis, quem já nadou pelado na fonte, quem foi deportado, quem já fez algo absurdamente cretino pelo fato de estar alcoolizado, essas coisas.
Foi quando surgiu o assunto de certa viagem que dois suspeitíssimos integrantes da turma fizeram juntos à Cancun, se não me engano. Na verdade a localização do ocorrido é o de menos. Levando em consideração a cena da presepada como um todo, pode ser que isso tenha acontecido em algum navio, sei lá.
Bem, os dois estavam ali, como direi........tortos. Alcoolizados no melhor estilo "pudim de pinga". E havia um karaoke ou um show case, algo do gênero. Sei que havia um palco envolvido. E pessoas cantando em cima dele.
Durante o trágico evento, Amigo 1 inicia uma amizade com uma velha cucaracha, enquanto Amigo 2 observa a cena encostado no bar.
Basicamente o show consistia em pessoas escolherem um tema, subirem no palco e cantá-lo.
De repente, do nada, a velha se levanta e, aos berros, informa ao ser humano que comandava a palhaçada que Amigo 1 é brasileiro e vai cantar uma música. Brasileira, claro. Qual música? "Aquarela do Brasil", sugere Amigo 2.
Amigo 1 se dirige ao palco. A platéia ansiosa pela canção que todos conheciam. Quase um segundo hino brasileiro. E Amigo 1 sem saber nem quem ele era naquele momento. O DJ solta o som e vem a introdução. A introdução de "Aquarela do Brasil", o clássico:
"Tã tã tã, tã tã tã, tã tã tã, tã..." - Ou este aqui, que eu a-do-ra-va.
Amigo 1 empunha o microfone e dá início à cantoria (com o indefectível sotaque Roitman):
"Nuhhmhha fozlha quahxlquerrrr eum dezszzenho umnmn szol amareeeeeluuuuuu....."
Amigo 2 quase foi hospitalizado devido ao tempo em que sua respiração ficou interrompida durante o ataque histérico de riso.
Máximas - Sem Noção
Criatura do sexo masculino lançando sua dúvida cretina em relação ao ciclo menstrual da moçoila com que saía havia menos de dois meses à própria. Esclarecendo: ela tem 38 anos de idade e é usuária de popular método contraceptivo que inibe o fenômeno.
É claro que ele, milagrosamente, sumiu.
terça-feira, 31 de março de 2009
Cultura popular
Pessoa: "Oi! Vocês têm terno infantil?"
Vendedor: "Sim, senhora. Temos sim."
Pessoa: "Ahn, que interessante....Tem risca de giz?"
Vendedor: "Temos sim, senhora."
Pessoa: "E qual é a FAIXA ETÁRIA DE PREÇO desses ternos?"
Foi quando tive que agir com força, segurando o vendedor, para que o coitado não cometesse o suicídio Didi Mocó.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Quem sai ao seus.........degenera
Não que eu seja totalmente desprovida de sofisticação e frescura. Mas acho que não foi exclusivamente minha personalidade que definiu a de Jurema. Entre meus 9 cães, seu comportamento se destaca.
Primeiro, porque tenho cer-te-za que um dia esta cachorra me olhará na cara logo que eu entrar em casa e me dirá: "Oitudobem?" Não estou supondo, tenho absoluta convicção de que isso ocorrerá. É uma forte característica de seu lado humano.
Jurema adooora pet-shops. Saltita de alegria quando conclui que é lá que passará o dia. É como seu eu estivesse me preparando para passar o dia no Wanderley. A empolgação é a mesma. Atenção: não estou tratando do assunto banho, simplemente, aqui. Cães curtem banhos. Falo da programação pet-shop como um todo.
Jurema dorme na minha cama. No pé da cama. E tem seu próprio travesseiro. Não se trata de um travesseiro canino, específico para animais de estimação. Ela não gosta. Prefere o que está acostumada. Um que tirei da rouparia e cedi para ela. Fronhas são essenciais. Se não houver fronha, ela joga o coitado no chão - "Eca! Que pocilga tá virando essa casa hein, Dona?" - e furta o meu. Como acho melhor não arriscar, revelo aqui que Juju possui suas próprias roupas de cama. Sim, eu sei...........
Vamos supor que eu programe uma viagem: Jurema está sabendo que, se meu destino não for Ubatuba, ela estará automaticamente vetada. Quando percebe que é este o caso, acha a mala que estou enchendo, entra dentro dela, finge que está dormindo e, quando estabeleço contato ("Sai daíííííííí!"), ela abre um olho só e vira para o outro lado. Tipo: "Alo-ou! Estou dormindo e não posso te ouvi-ir!"
Quando a pego de olhos abertos, ela simplesmente vira a fuça e olha para o infinito. Excelente.
O único ser autorizado a se aproximar da porta de meu (dela) quarto é o Tulipo, seu melhor amigo.
Se você não for o Tulipo e insistir no trajeto, prepare-se. Seu lado B toma forma. Importante informar que seu lado B é um Mastim Napolitano. Raivoso.
"Prazerrrrrrrr, Tulipo de Caraíva!"
Fica mais legal quando a aproximação de estranhos se dá no momento em que Juju tem uma de suas bolinhas na boca. Ela faz um escândalo em latidos sem abandonar o brinquedo. Fica uma coisa abafada estranhíssima. O som se assemelha a um velho engasgado com uma bisnaga tentando estabelecer contato com seus convivas através de gritos de socorro.
Falo aqui da rainha do Egito. Com seu rabo de espanador e latindo loucamente. Amo mais que chocolate.
domingo, 29 de março de 2009
Chata, muito chata......chatéééésima
Este é um sintoma que me ataca de tempos em tempos. Como há um imenso gap entre meu último ataque de isolamento e este que agora me possui, parece que a intensidade do surto está um tantinho mais profunda.
Não, não estou em casa descabelada, grunhindo para estranhos e atirando objetos pontiagudos nos desavisados que teimam em se aproximar. Estou em retiro, comprando livros e mais alguns outros artigos não tão úteis via Submarino, assistindo coisas na TV a cabo em horários raramente aproveitados (sexta, 2 da manhã; sábado 3 e 30 da manhã e similares), testando se meus novos bobes auto-colantes conseguirão, por fim, fazer com que as pontas de meus cabelos enrolem (sim, estou parecendo uma LOUCA embobeada, sem mais detalhes. E não, parece que não obterei sucesso nesta empreitada), mergulhando em latas de Leite Moça recém saídas do freezer, comendo tudo o que não pode, passando creminhos nos cotovelos.........agora estou assintindo à corrida. Não é incrível? Acho que o último GP transmitido de madrugada que assisti foi aquele do Japão. O da batida com Alain Prost, no ano de 1648. E não pensem que eu estava quieta em casa, como faço hoje. Só vi a porra da corrida porque foi instalado um telão na boite do Sírio, local que já frequentava aos sábados mesmo sendo menor de idade. Ê mau exemplo.
Estou em fase de pura meditação. Mas prefiro chamar de ataque.
Retornarei a meu posto nos próximos dias.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Prynceza de Mônacu
Mas não estamos tratando aqui de Irislene ou do conteúdo do programa como um todo. Estamos falando sobre algo que fez uma pessoa falecida morrer de novo. De desgosto.
Outro dia, não me lembro quando pois também entrei em choque e por pouco não caí dura, descobri via TV Fama que o ser conhecido por Mulher Maçã - que vergonha alheia - possui sim um nome de batizmo. Que seria, no caso, Grace Kelly. Cuja grafia correta dever ser Greyce Quéli.
Por conta disso, Princesa Grace, a original, teve um colapso, virou zumbi, saiu da tumba e hoje ganha a vida assustando transeuntes.
sábado, 21 de março de 2009
A bunda assassina
Então. Ontem à noite, enquanto eu e K incorporávamos Asterix e Obelix durante orgia gastronômica no Nagayama, ela passou pela nossa mesa. Sim, era ela. Reconhecemos pela grande tizak.
Temos muita sorte de não termos sido sugadas pelo rego assassino e continuarmos respirando. A cena daquele amontoado de banha vindo em nossa direção quase - eu disse QUASE - nos fez abandonar os hashis. Ainda não surgiu na natureza força capaz de fazer com que eu e K nos controlemos enquanto empunhamos talheres. Hashis estão inclusos na categoria.
Perguntas cretinas - que mereceriam respostas imbecis
Hoje meu terminal Mastercard acordou sem vontade de funcionar. Não há o que faça esta máquina conectar-se com a instituição bancária. Portanto, estou temporariamente impedida de receber pagamentos via Mastercard, Dinners, Maestro, Redeshop, ou qualquer outra porra que tenha que passar pelo sistema Mastercard para que o dinheiro chegue às mãos certas. As minhas, no caso.
A primeira imbecilidade que ouvi por conta disso, foi a da atendente do SAC da administradora de cartões de crédito - claro - ao chamar o 0800 da empresa para relatar o problema que ocorria com minha conexão:
"A senhora está certa de que o equipamento está conectado à rede elétrica?"
Quer dizer: uma trabalhadora do Brasil, amarrada ao tronco em pleno sábado santo, liga para a pessoa teoricamente apta a auxiliá-la com o problema de conexão do aparelho eletrônico pelo qual ela, a trabalhadora, paga uma fortuna mensal descomunal e a filha da puta lhe pergunta se a merda da máquina está ligada na tomada???????? Foice nela.
O que eu não sabia, era que o pior ainda estava por vir. Atenção aos seguintes diálogos. Favor considerar que os mesmos não integram quaisquer obras de ficção, apesar de que a transcrição das frases atribuídas à mocinha do caixa são livre interpretação desta que vos posta. A paciência desta pesoa está além da minha capacidade de compreensão.
Cliente - cujo nome deve ser Magda, certamente - escora no balcão e saca um cartão do Itaú. Moça responsável pelo caixa explica:
Desculpe, dona cliente, mas nosso Mastercard está fora do ar.
Ao que a mula retruca:
Mas o meu é Credicard
E a santa do caixa, pacientemente explana:
Sim, bela cliente. Eu vejo. Ocorre que seu Credicard é Mastercard. O que impede que sua conta seja paga através dele, já que o terminal que está bichado é justamente o de Mastercard. Se vossa belezura possuir um Credicard Visa, um Credicard Blévers, um Credicard Cruz das Almas, nossos problemas acabaram.
NOTA: Saibam que 98% da população com poder de compra desconhece absolutamente a diferença entre Credicard, Mastercard e Visa. Para eles, se for cartão, tá valendo. Dados coletados na Scarcelli's Inc.
E a cliente:
Visa? Tá, peraí, eu tenho.
Cavoca a bolsa por 10 minutos e de lá tira um........outro Mastercard.
Tó, passa esse aqui.
E a moça do caixa:
Poço de sabedoria, este cartão, sendo Mastercard como o outro, utiliza a mesma máquina, aqueeeela que está com falha na conexão, lembra, santa? OU VISA, OU CHEQUE, OU DINHEIROOOOOOOOOOO.
Cliente:
Ah, tá. Então passa esse aqui no débito então.
E dá um cartão de bandeira Redeshop na mão da garota do caixa.
Não dá vontade de ter uma enxada atrás do balcão???
