Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas

segunda-feira, 29 de junho de 2009

No voice

Não possuo mais a habilidade de me comunicar através da fala. Isso acabou para mim após uma sucessão de eventos e excessos aos quais tive acesso durante os últimos dez dias.

A situação começou a se complicar ainda no Rio de Janeiro, onde estive soltando penas até quinta feira passada. A voz já falhava, a garganta já demonstrava sinais de stress, Rogéria começou a tomar conta de minha goela. Tudo teria se resolvido se eu tivesse retornado ao lar e repousado um dia, unzinho apenas. Mas nãããããão! Após cumprir o calendário carioca:

  • Festa na quinta;
  • Cervejas na praia na sexta;
  • Boteco até 6 da manhã na sexta;
  • Vodkas na praia no sábado;
  • Festa insana no sábado;
  • Noite em claro com frango à passarinho no Domingo;
  • Festa na segunda;
  • Boteco e festa na terça;
  • Festa na quarta;
  • Desembestada para o aeroporto na quinta.
Eu deveria ter planejado uma semana de repouso em algum convento, como já havia comentado por aí. Mas nããããããão! Tomando aquela atitude típica de quem descobre repentinamente que tem apenas um mês de vida, entrei no bonde em direção a Itu e lá me joguei em uma festa junina de loucos, da qual me retirei às 7 horas da manhã em um veículo onde tocava música no volume 110. Eu e amiga Bê, penduradas teto solar do veículo afora, cantávamos como se não houvesse amanhã. Alguém precisa me explicar esta relação que une gente alcoolizada e tetos solares. Baianice tem limite, gente.
Se deu errado? Claro que sim. Já estou me dedicando a aprender a linguagem dos sinais, porque para mim está claro que desta vez é definitivo. Minha voz não voltará a funcionar.
Em tempo: não, eu não descobri repentinamente que tenho apenas um mês de vida. Sou idiota mesmo.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Máximas - Let´s Partyyyyyyyyyyyyyy

"Menina, vamos voltar pra festa!!! Aquilo está a daaaaaaança dos desesperados!!! Tem sangue pra todo lado!!!"

Tentativa #1 de me fazer retornar à incrível festa carioca que aconteceu no apartamento anexo no último fim de semana. Sim, deu certo. Depois dessa fui obrigada a retornar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Momento piada mongol

Três amigos conversando: um italiano, um francês e um português. O italiano diz:

"Minha mulher está me traindo com um jogador de futebol."

Os outros perguntam:

"Como você descobriu?"

E o italiano diz:

"Cheguei em casa ontem e notei que havia grama no tapete da entrada. Olhei para o lado e vi uma chuteira. Eu não tenho chuteira. E era tamanho 44. Meu pé é 41. Fui até o quarto, olhei embaixo da cama e achei uma camisa do Milan. Juntei tudo e descobri. Ela está me traindo e é com um jogador de futebol!"

O francês disse:

"Eu descobri que a minha, está me traindo com um inglês."

Os outros:

"Ohhh! Como você descobriu?"

O francês respode:

"Bem, cheguei em casa e senti cheiro de cachimbo. Eu não fumo cachimbo. Olhei pela sala e achei o cachimbo! Alguém fumou aquele cachimbo lá e não fui eu nem a minha mulher. Entrei no quarto, olhei embaixo da cama e achei uma boina xadrez......juntei tudo e descobri. Ela está me traindo com um inglês!"

Ao que o português emenda:

"Ora pois.....descobri que Maria está a me trair com um cavalo."

Os outros:

"Com um CAVALO, Manoel? Como você concluiu isso?"

E o Manoel:

"Cheguei em casa, abri o armário e um jóquei pulou lá de dentro....."

EU RI. MUITO. TÁ?

Máximas - Mapa Mundi

Hoje Muso embarcou para o Cairo. Como somos uma turma xipófaga e farofeira, organizamos nossa tradicional e lotada mesa e fomos todos almoçar com ele, já que passaremos os próximos dez dias sem nosso amiguinho por perto.

A conversa girou em torno de merdas em geral, sempre obedecendo o tema "Egito". Foi quando Gabi, minha irmã, se lembrou de uma conversa muito esclarecedora que teve há tempos com a querida amiga Lika. Querida amiga descolada, dona de intelecto altamente desenvolvido, cidadã européia e viajandona, que fique claro. Foi mais ou menos assim:

Lika: "Menina, o Egito fica na África, você acredita? Nunca tinha parado pra pensar que o Egito, na verdade, fica na África. Que loucura isso, né?"



Gabi: "Sim, e aonde você achou que ficava o Egito, criatura?"



Lika: "Sei lá! No Egito mesmo, ué!"

Isso é sequela. Tenho certeza.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dia de Banho

No ano de 1614, quando eu ainda frequentava a faculdade de jornalismo, havia um sujeito que sempre estacionava seu veículo automotor ali no mesmo local proibido da Praça Três Corações onde eu largava o meu próprio carro. Eu nunca o vi de fato, mas o automóvel da figura consistia em uma Parati zoada cuja lataria do porta-malas ostentava um singelo adesivo que dizia, em letras garrafais:

"DO NOT WASH THIS VEHICLE BEFORE A SCIENTIFIC TEST"

Hoje, ao avistar meu carro, a cena veio como um flashback instantâneo. É importante dizer que sou um ser humano daquela espécie que paga para não ter que entrar em um posto de gasolina. Tenho preguiça. Eu inclusive só abasteço o tanque quando concluo que o carro morrerá na próxima esquina e sua ignição não mais funcionará até que haja combustível novamente preenchendo o compartimento destinado para tal. Também não troco óleo e é constante a falta de água nos chuveirinhos dos pára-brisas. Portanto, é fácil imaginar que ir a um lava rápido é um ato quase impensável para mim.

Ocorre que hoje me senti a condutora de um veículo participante do último Camel Trophy. Ao sentar no banco do motorista, notei os vidros turvos. A pintura estava fosca, num tom indefinido. Não, aquela cor não era o prata original da GM. Havia sobre a lataria uma camada de lama, uma de lodo, outra de poeira, uma de craca, mais uma de fuligem, uma de limo e, por cima de tudo uma de sujeira generalizada, resumindo.

Inaceitável uma moça arrumadinha e bem apessoada como eu circular pela cidade dentro de um.............treco desses. Assim sendo, comunico a todos que acabei de sair do lava a jato e tenho em meu poder um carro brilhante e encerado. Os faróis iluminam e aposto que gastarei menos combustível devido à nítida redução no peso total do automóvel.

I´m happy.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Clientes - O Filme

Sabe quando comento sobre aqueles fatos pitorescos que ocorrem na minha loja, sempre envolvendo algum membro de minha equipe e um CLIENTE?

Pois é. Hoje, atualizando minha leitura no site do Mal Brifado, dei de cara com um lindo vídeo recém postado e nele vizualizei algumas situações corriqueiras em minha vida.

Assim sendo, apresento-lhes, diretamente do "Piores Briefings" para o mundo, Clientes - o Filme:

http://www.youtube.com/watch?v=uP8OhGzWat0

Tá bom pra vocês?

sábado, 30 de maio de 2009

Máximas - Um diálogo produtivo

Uma pessoa prejudicada mentalmente sempre agirá como tal. A prova concreta que tenho disso é meu amigo Preto em ação.

Preto é aquele sujeito simpático que certa vez perguntou ao futuro marido ruivo de uma fulana se os pelos do saco dele também eram laranjas. Durante uma festa de casamento. Não, eles não se conheciam.

Pois bem. Preto acaba de me chamar no messenger. Eis a nossa conversa:

"Pauleta.....tá aí?"

"Tô"

"Porra, to fudido aqui.....preciso de um favorzão seu"

"Manda" [em pânico, pensando em o que poderia estar afligindo este ser e que eu precisasse solucionar agora, à uma da manhã]

"Vc tem o número do meu celular?"

"Errrrrrrrr......tenho, LÓGICO" [nós nos comunicamos constantemente via telefone celular. Parece que o menino não tem registros desse fato]

"Puta, não acredito!!! Me passa?"

"234-5678. Por qual razão vc quer mesmo seu próprio número de telefone?"

"Obrigado, i love you!"

"Tá, tá, me too, mas pq vc me pediu isso?"

Não obtive resposta. Agora ele está offline e nunca desvendarei esse mistério. Assim são meus amigos.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Frittata básica

Moço atrás do balcão da padoca master blaster plus, quase uma Barcelona aqui de São Caetano, prepara um omelete para mim. Enquanto bate os ovos com os ingredientes que compõem o recheio da delícia ouve:

"Mais queijo moço. Isso, mais. Mais, mais........mais presunto, mais presunto. Mais uma. Bacon, moço. Mais bacon. É, faz uma mãozada e joga dentro. Isso. Cadê o tomate? Claro que quero tomate, você faz omelete sem tomate? Não, moço! Tem que ter tomate em cubinhos. Pode por esse aí. Quanto? Ah, pode ser inteiro mesmo. Bom, bom. Agora orégano, muito orégano. Mais orégano, moço, mais orégano. Isso. E a cebola? O quê? Já pôs cebola? Eu não vi não, moço. Vai, coloca de novo. Acho que você tá me enganando, moço. O que é aquilo ali atrás, moço? Lombinho defumado? Ahn, moço, mas eu adoro lombinho defumado. Pode colocar? Eba, meu omelete terá lombinho defumado dentro! Mais um pouco moço. Pára de rir da minha cara moço, quanto mais gororobento melhor fica. Aquele treco ali é cheddar? Coloca um pouco também, moço. Isso. Dois jatos de cheddar. Agora vai ficar bom, moço....."

Penso que acabo de conseguir um odiador no mundo. A partir de hoje haverá uma foto minha pendurada na porta do estabelecimento proibindo permanentemente minha entrada.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Antes fossem fantasmas

Olha o que eu descobri: há muitos e muitos anos, em uma noite de lua cheia, uma bruxa malvada com uma verruga enorme no nariz cozinhava línguas de besouro em uma poção quando um raio caiu sobre ela e fez talhar o caldo. Ela ficou puta, jogou uma maldição naquela porra de clareira e saiu voando em sua vassoura por sobre a floresta.

Séculos depois, veio um moço e construiu uma bela casa exatamente ali sobre o lugar onde a bruxa tomou a raiada e errou a receita. Adivinhem quem mora nessa casa? Oeeeeeeeee!

Não há dados oficiais sobre o teor da praga que foi jogada aqui, mas valho-me de minha experiência para afirmar que envolve gente idiota e proximidade.

Muito já se falou aqui sobre quão graciosos são meus vizinhos. Não, não me refiro apenas às duas casas que fazem fronteira com a minha, mas ao quarteirão inteiro. Em comum, possuem o gosto por obras. Não uma reforminha aqui, uma pinturinha ali, um jardinzinho novo, quem sabe. Eles gostam de pegar as próprias casas, colocar abaixo e construí-las novamente. Seria mais fácil atear fogo a elas. Como essas pessoas MORAM nessas casas, o processo necessita agilidade. Para que tudo aconteça de acordo com a programação, uma média de 354 pedreiros compoem o staff de cada uma das obras que acontecem aqui.

O mais novo reformador de casas de Moema conta com uma equipe cujos trabalhadores adquiriram o péssimo hábito de latir toda vez que um dos meus cães é avistado. Sim, eles latem, mas não como se fosse uma simples imitação "Au Au Au!". É um modelo de latido mais "Woof Woof!" e tomei um puta susto quando ouvi pela primeira vez, pois achei que havia um outro cachorro que não um dos meus em meu quintal. Imaginem como ficam calmos meus dogs ouvindo este bando de corno latindo de cima do telhado.

Este lado espirituoso já bastaria para me fazer querer empalar cada um dos retardados além muro, mas a coisa ainda piora. Eles ouvem música. No volume 52. Em um equipamento de som que distorce tudo. Que tipo de música? Tupi FM. Sintonizem em seus dials e tenham uma vaga idéia de meu sofrimento. Importante lembrar que a berraria começa diariamente com a obra, ou seja, às 6. Na minha janela. Cachorros latindo. E o sertanejo rolando. Alguém sabe fabricar bombas?

Ah! Como eu concluí que há uma bruxa envolvida? Ora, essa é facil! Ela mora aqui ao lado!

Prova número um

Prova número dois

Prova número três

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Juri

Essa é uma velha história, mas como desenterrei o assunto recentemente, aí vai:


Para quem não sabe, sou uma pessoa carnavalesca, empolgada e assídua frequentadora das festividades cariocas que marcam a data. Passo o carnaval no Rio de Janeiro há mais de 15 anos e sempre participei de quase todo tipo de esbórnia que viesse a ocorrer entre a sexta-feira inicial e o sábado da semana seguinte: ia aos blocos de rua, aos camarotes do sambódromo, à Feijoada do Amaral.......e aos bailes. Sim, não nego que integrei o público dos salões cariocas por vezes seguidas. Coisa phyna. Confesso que hoje sou mais contida e restrinjo-me a comparecer ao camarote da Brahma durante os três dias de desfile na Sapucaí, mas isso não vem ao caso.


Em todos esses anos, deixei de desfrutar o carnaval no Rio de Janeiro em apenas uma ocasião. Foi quando decidi ir para Salvador com o Muso e me transformei em uma pessoa desgovernada que atravessava o circuito Barra-Ondina de um camarote para outro em meio à pipoca, dava bola para Filhos de Gandhi em geral, tinha seu amigo inteiro pintado de Olodum, fez amizade com o Jacques Wagner ("goverrrrrnadooorrrrrr, vamoxxxx tirar umazzz fotozzz ali com a Pretahhh?") e, por fim, voltava a seu belo hotel completamente enlameada.


Mas isso também não importa.


Quero dizer que sou um ser atuante no carnaval carioca. Já fui entrevistada pela Rogéria no Scala, por exemplo. Conheço os seguranças da LIESA. Já cumprimentei Ronaldo no camarote, certa de que era alguém conhecido de quem não me lembrava no momento:


"Oiiii tudo bem?? Smack Smack!". E o cara, me olhando sem saber quem era aquela estúpida desorientada plantada à sua frente. Ele tinha na cabeça um turbante que compunha uma das fantasias da Mangueira. Claro que alguém passou pela avenida e atirou o treco para ele durante o desfile. E eu: "Saiu na Mangueira? Que bacana!". Ele: "Errrrrrrrr......não.....". Eu: "Tchau! Até mais!" - palhaça. O que me consola é que minha certeza de que ele era um nerd cujo nome e procedência eu não recordava foi absoluta naquele momento.


Já fui obrigada a fazer um check-in em Congonhas com a bateria so Salgueiro e 10 mulatas sambando no guichê da TAM. A moça do guichê dizia: "SEU DOCUMENTOOOO POR FAVOOOORRRR!". E eu respondia: "HEEEEEIIIINNNNN?". E o Salgueiro ali ao lado: "TUM CHIC TUM CHIC TUM TUM TUM!"


Falando em Salgueiro, foi durante um desfile da escola que iniciei uma linda amizade com.........o Belo. Amizade que se iniciou e terminou dentro do perímetro da marquês de Sapucaí, que fique claro. Já fui obrigada a fazer pipi na concentração pagando 2 real para que um fulano fizesse uma cabaninha tendo como base seu Fiat 147 e um pedaço suspeitíssimo de um plástico preto. E sua cara lá, de fora da cabana, pra todo mundo ver a otária. Sem contar quantas vezes invadi a pista e fui atrás da campeã. Naquele bonito estado em que as pessoas se encontram após uma semana praticando carnaval.


Bem, sobre os bailes, outra observação que me vem à mente está relacionada ao tradicional Baile das Panteras. Metropolitan - que hoje é um daqueles "Alguma Coisa Hall" - lotado. A putada reunida, Miele sobre o palco cumprindo seu papel de mestre de cerimônia. Eu e os meus devidamente instalados em um confortável camarote, isolados das pessoas nuas que enchiam o grande salão.


[Fecha na Prochaskaaaa!]


Foi quando teve início a movimentação em torno do concurso que elegeria a Pantera do ano. Miele convocava, um a um, os jurados da crucial eleição. Quando terminou de chamar pelos nomes, concluiu-se que dois membros do juri estavam ausentes. Talvez bêbados, jogados em algum canto do salão. Enquanto o apresentador pensava em uma solução, a assistente de palco apontou nosso camarote. Exatamente ao meu lado, plantava-se um grande amigo, companheiro de presepadas cujo nome não citarei por atualmente se tratar de um senhor casado e pai de família, mas que na época era o maior bon vivant do Brasil e tinha como único objetivo quebrar seus próprios recordes de badalação.


Por se tratar de uma conhecida figura, Miele optou por chamá-lo ao palco. Como a outra vaga ainda estava desocupada......lá que fui parar. Em um piscar de olhos estava ao lado do amigo presepada levando um lero como Miele sobre o palco do Baile das Panteras de 1995. Incrivel a capacidade do ser humano em se adaptar à situações não convencionais. Em menos de 20 segundos com a buzanfa sentada ali, já julgava com propriedade cada baranga que se apresentava fantasiada de onça. Apesar de decidir por dar nota 10 a todas, fiz isso muito conscientemente, afinal de contas, trata-se de um evento que revelou ao mundo nomes importantes como Regininha Poltergeist, por exemplo.

Foi o que eu disse: tive a oportunidade de fazer parte de uma atividade quase cultural. Tradição é a palavra. Finesse é o mote.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Meus incríveis clientes

Como é de conhecimento de quase todos os seres que habitam o planeta, minha loja funciona dentro de sua própria fábrica. Fábrica esta que produz, ininterruptamente, dois lotes distintos de mercadoria: um que é distribuído diretamente via atacado para outros lojistas e aquele destinado para seu próprio varejo - a loja.

A criação da referida loja veio da necessidade de dar fim nas naturais sobras de mercadoria da fábrica. Por exemplo: cliente Sezefredo encomendava uma grade de camisas, mas a quantidade de tecido cortado era suficiente para confeccionar duas peças a mais. Sezefredo não queria nem saber, pois seu pedido não poderia ser modificado senão seu pipi cairia, e acontecia que aquelas duas peças sobressalentes passavam a habitar nosso estoque.

Como o objetivo da minha clientela, desde os idos anos sempre foi "vamos f&%*r a Paula", desnecessário comentar que o caso supra citado ocorria em 90% dos pedidos.

Hoje a loja tem coleção própria e, como já disse, uma parte da produção destinada exclusivamente para ela. Mas, como no início, o que sobra em estoque na fábrica, continua sendo vendido ali. Esta mercadoria entra no saldão, ou seja: montamos araras de promoção com preços que variam entre R$ 5,00 e R$ 20,00. Tá bom, né? Baratinho, não?

NÃO.

Hoje peguei a seguinte conversa entre o puto do cliente e o pobre do vendedor:

Puto: "Essa camisa aqui está com este preço mesmo?"

Pobre Vendedor: "É sim, senhor. Cinco reais."

Puto: "Porquê esse preço? Tem defeito?"

Pobre Vendedor: "Não, senhor. São peças sem grade, sem numeração completa, que não fazem parte de nossa coleção, mas são produzidas aqui mesmo e..."

Puto: "Vou levar. Mas me diga......qual é o menor preço que você pode me fazer aqui?"

Pobre Vendedor: "Ãããããããããããããããã.........esta é uma peça de promoção, senhor. Está saíndo por cinco reais [CINCO REAIS, POOORRA] e não há como....."

Puto: "Vamos, eu sei que vocês fazem desconto para pagamento à vista. Quanto sai esta peça se eu pagar em dinheiro?"

Pobre Vendedor: "Sim, senhor. Mas foi o que eu acabei de lhe explicar.....essas são peças que já estão em promoção.....estão saindo por cinco reais...."

Puto: "Tá bom. Então não vou levar. Se o preço estivesse mais camarada valeria a pena....."

Estou organizando uma excursão chamada "Um Dia na Loja". Vocês terão a oportunidade de conhecer e até interagir com estas criaturas exóticas. É uma experiência única, eu garanto. Os interessados podem fazer as reservas na secretaria do hospício, ou seja, aqui.

É ou não é para me fuder?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Rebelde

A pessoa nunca foi santa, mas era capaz de se controlar. Nunca se alimentou de broto de bambu, semente de mamão, mas havia consciência habitando seu ser. Sempre teve em seu poder o telefone de delivery do El Kabong e semelhantes - e sempre os utilizou com certa moderação.

Era uma pessoa que, mesmo amarrada e arrastada à força, comparecia a seu compromisso diário com o maldoso professor que controlava seu treino na academia que frequentava. Ela treinava para maratonas e se esforçava nos exercícios com pesos. Em suma: sua alma era junkie mas havia lá a intenção em contornar este destino. E era dotada de um raro predicado, a vergonha na cara. Sim, ela realmente tinha vergonha naquela cara de pau.

Hoje ela está mudada. Sua vida é inteiramente dedicada a consumir itens gordurosos com a bunda fincada em alguma superfície macia. Há variações. É possível que ela saia de um estádio após assistir à final do campeonato estadual de futebol, entre na padaria Barcelona e se interesse por uma Torta Oreo exposta na vitrine de doces. Claro que isso não seria grave se o chopp do título no restaurante ao lado não estivesse ocupando o posto de primeira opção. Sim, ela tinha o chopp. Mas pensou na torta.

Tentativas de reverter tal quadro não foram registradas até o momento. E a pessoa permanece lá, comendo Pic Burgeres e reclamando da buzanfa; Consumindo Ribs on the barbie e notando a presença de um panceps antes inexistente; Pedindo por Polpettones com Nhoque e notando suas bochechas corarem.

A vergonha na cara? Provavelmente era de cor verde. Um burro passou, achou que era grama e comeu. Não há mais vergonha na cara.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Salve o Corinthians Campeão

Após uma semana aturando a gripe assassina que me atacou - no meu caso, poderíamos classificá-la como 'gripe cetácea' - decidi arriscar minha saúde e bem-estar e compareci ao Pacaembu para ver meu belo time campeão. Foi uma beleza. Só quem é corintiano sabe!





Assisti metade do jogo com a fuça colada no alambrado e havia um certo Osama Bin Laden do Corinthians ali nas redondezas. Pena que não consegui uma foto, foi bizarro e valeria a pena.


No segundo tempo arrumei um lugar bacaninha bem ali de frente para o gol do pobre Fabio Costa, onde o Corinthians atacaria. Essa mudança veio a calhar, pois ao meu lado no alambrado estava o único garoto fino do estádio. Me pareceu que ele estava um tanto chocado com as expressões chulas por mim proferidas. Enquanto eu gritava "ei juiz vai tomar no c*!", ele berrava: "seu idiota!". Enquanto eu comentava com Patsy: "f**eu!", ele dizia: "que droooga!". Eu: "vi**o c**ão!". Ele: "Presta atenção seu retardado!". Eu: "filho da p**a!". Ele: "vamos! vamos!". Foi mau, hein menino fino e louro?


Da próxima vez me esforçarei no método que usa "descendenteeee de praticanteeeee do meretríciooo!" - para se refereir ao bandeira ou qualquer outro elemento que cause transtornos em campo. Prometo.






O evento como um todo foi calmo, se compararmos o comportamento da torcida durante o jogo de hoje com o padrão já adotado. Claro que não estamos levando em conta o ser humano que invadiu o campo para dar um oi para nosso górdo nem o incêndio que atingiu nosso gato capitão.



Ó o maluco invasor aí



We won!



Valeu ;) !

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Típico

Drama do mês na loja envolvendo 2 clientes imbecis e um vendedor:

Cliente Imbecil 1 telefona para meu estabelecimento comercial meses atrás perguntando sobre blaser tamanho 74. Ele deseja presentear Imbecil 2, também cliente da loja com a pequenina peça. Imediatamente é informado de que tal artigo no ecxiste. Blasers são confeccionados apenas até o tamanho 72.

Imbecil 1 diz que não há problema. Seu plano consiste em comprar o blaser 72, dar para Imbecil 2 - o blaser, claro - e efetuar a troca por um tamanho maior, caso a peça não seja compatível ao corpitcho esbelto da figura. Quer dizer: ele não ouviu uma palavra sequer sobre a inexistência do tamanho maior.

Após ser alertado 708 vezes sobre a impossibilidade da troca, Imbecil 1 leva o blaser. Imbecil 2 veste e constata que doesn´t fits. Claro, todos nós já sabíamos disso.

Agora, enquanto Imbecil 1 liga diariamente cobrando a substituição da piromba do blaser, Imbecil 2 reclama seu dinheiro de volta. Não se esqueçam que Imbecil 2 ganhou esta merda de presente. E quer o dinheiro de volta. O dinheiro que não era dele, o dinheiro que outro ser humano gastou por ele. Me expliquem, por favor.

domingo, 26 de abril de 2009

Pobremas ténicos

Resumindo:

Amiga K apanha de seu novo telefone celular, uma piromba de um iPhone. Ela tenta mandar uma mensagem questionando o status de uma terceira pessoa. Segue o resultado de tal conversa:

Celular de K: "Cedi visi?"

Quando a tentativa era enviar "Cadê você?". Não desistindo, ela novamente digita "cadê você" e na tela aparece...........

"Cise visi"

PORRA

E de novo me aparece um "Cezi visi" na merda da tela. Sim.

De repente, a resposta: "Estou aqui. Quem é?"

"Marin"

OUTRA:

"Talin"

A partir daí, seu nome, Karin, executou a proeza de aparecer corretamente grafado na tela.

É incrível que a única palavra que saiu certa de primeira foi......Caralho. Típico.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Duas tias de Francisco.......

......este é um título obtido da consequência de amigo Marcão ser rápido e lançar a piada em primeira mão. Assumo que eu mesma não havia pensado no comentário. E claro tenho uma irmã, a outra tia.

Então. Meu sobrinhozinho nasceu bem no feriado do dia 21. Estava eu em Angra fazendo porra nenhuma vezes mil e justo eu, que não ligo nada, nada mesmo para bebês, fui tomada por um ataque de ansiedade visando a vitrine da Pro-Matre. Como boa integrante de família italiana, fui tomada pelo tumulto gerado em torno do evento e perdi o timing da história.


Agora imaginem a camorra reunida no hospital. Reunida com a facção baiana e agregados que somam 5 mil. Foi o que eu disse: o tumulto gerado fez com que o segurança do corredor executasse seu papel para com toda aquela gente empolgada.

Meu sobrinho é lindo de morrer, a cara do Dodô e tudo sobre ele contaremos no http://www.aventurasdefrancisco.blogspot.com/

É um gatão.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Milagre

Só para constar que sim, milagres ocorrem de tempos em tempos e atingem pessoas comuns, pecadoras, maus exemplos, assim como eu ou você.

Anteontem, Domingo de Páscoa, uma querida amiga fez aniversário, evento que não podia de maneira alguma passar sem o tradicional furdunço. Portanto, no sábado à tarde, eu e mais 3 integrantes da ala feminina decidimos providenciar um grande e belo bolo para que os trabalhos comemorativos tivessem seu início garantido exatamente à meia-noite.

Pois lá fomos nós caçar um bolão e outros mantimentos necessários para a realização da grande festa. Simples? Sim, teoricamente.

Começou que estávamos em Campos do Jordão em uma casa habitada por 14 pessoas. Portanto, nada de bolinho. Precisávamos encontrar um exemplar dos grandes. Eram mais de 6 horas da tarde de pleno sábado de Aleluia, ou seja: todos os estoques de tudo, na cidade toda, estariam certamente comprometidos. Logo, não seria ali na doceira que confecciona sob encomenda os bolos descolados de Campos que encontraríamos um Floresta Negra de imediato. Sim, havia um drama no ar...........

Nesse meio tempo, concluímos que a tradicional padoca da avenida principal seria a solução de todos os problemas existentes. Além dos extras, adquiriríamos o bolo da aniversariante na confeitaria local.

Estava tudo resolvido até nos enfileirarmos em frente à vitrine que expunha os 15 bolos prontos para consumo - exatamente aquilo que procurávamos, era embalar e levar. Bem, nem tanto. Pânico, eles eram todos.......roxos em chantilly. E rosas, azuis, listrados, com granulados, cerejas e morangos caramelizados, tudo isso e tudo junto em cada um deles. Aquilo faria com que aniversariante sofresse uma crise de epilepsia ao assoprar as velinhas.

Como àquele horário já não havia mais opções, escolhemos o menos apoplético entre os bolos disponíveis (o que continha todos os elementos decorativos supra citados, menos o chocolate granulado), tacamos dentro do carro e tomamos o caminho de casa.

Foi quando Di, sentada ao lado da motorista e oficialmente responsável pela integridade do conteúdo do embrulho, concluiu que o painel do veículo era suficientemente grande para acomodar o pacote do bolo, de modo que decidiu largá-lo sobre o console no exato instante em que o carro encontrou sua primeira lombada.

Fez até barulho. Um barulho como o de.........sei lá, automóveis se chocando. Além de o bolo ter se estabacado de ponta cabeça, Di, na tentaviva de salvá-lo, enfiou seu polegar na massa e tentou agarrá-lo com a mão oposta amassando-o com toda a força que seus 5 dedos puderam produzir. Gravidade 115 na escala de 1 a 10, estávamos certas de que ali acabara de ocorrer aquilo que costumamos chamar de perda total.

Após um ataque de riso maníaco, chegamos em casa e, apavoradas, começamos a remover o papel que embalava nosso acidentado. Por alguma razão desconhecida o roxo/rosa/azul/listrado/xadrez com morangos estava intacto. Parece que a camada de chantilly colorido funcionou como uma espécie de cimenticola quartzolit.

Além de tudo, o recheio de doce de leite com morangos e a massa branca fofíssima, fizeram do estranho bolo uma delícia sem fim.

Sim, milagre.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nobody deserves

Recebi isto por e-mail. Sou retardada, ri e me senti na obrigação de dividir com o mundo. O tema é "Aquecimento Global" e parece que as pérolas a seguir foram colhidas em algum ENEM da vida. Tosquice em 35 itens - Edição comentada.

- "O problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias ONGS já se estalaram na floresta." (e estão lá. Batucando. E estalando, seja lá o que estiverem estalando)

- "A amazônia é explorada de forma piedosa." (...)

- "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta." (disse Capitão Planeta)

- "A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu." (em velocidade 5)

- "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta." (num ninho de mafagafos haviam 7 mafagafinhos.....)

- "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação." (sei lá, entende?)

- "Espero que o desmatamento seja instinto." (...)

- "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo." (falou o Azambuja. E seria interessante os animais extintos celebrando o ar limpo com uma cerveja)

- "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (noffffa)

- "Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis." (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)

- "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas." (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd's da coleção do Chaves)

- "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (amém)

- "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (e as renováveis?)

- "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (deve ser culpa da morte ecológica)

- "A amazônia tem valor ambiental ilastimável." (ignorem, por favor)

- "Explorar sem atingir árvores sedentárias." (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões)

- "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia." (ÃHN?)

- "Paremos e reflitemos." (quase deu certo essa)

- "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas." (onde está o Guarda Belo numa hora dessas?)

- "Retirada claudestina de árvores." (caraulio!)

- "Temos que criar leis legais contra isso." (estamos fartos de leis chatas)

- "A camada de ozonel." (Chris O'Zonnell?)

- "A Amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor." (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)

- "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração." (e sem cérebro...)

- "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável." (campeão da categoria "o maior enchedor de lingüiça")

- "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação." (NÃO!)

- "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises." (gênio do coeficiente. E dos plurais)

- "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes". (Red bull para todos, dizem as árvores)

- "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório." (ótima)

- "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando." (sacou? o aumento continua amumentando)

- "Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc." (é a globalização.. .)

- "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (que burragem)

- "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (imaginem as que foram votadas no banheiro deles!)

- "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia." (oh god!)

- "O que vamos deixar para nossos antecedentes?" (dicionários)

Ê povinho...........

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Coisas que a gente descobre no bar

Lembrei dessa história em recente conversa com minha amiga Di. O assunto era "de onde saíram nossos amigos":


Algum tempo atrás, durante uma das longas noites em que costumamos reunir a horda em nosso boteco preferido, conversávamos sobre viagens: quem já foi para a Irlanda, quem comprou um pedaço do muro de Berlim no camelô, quem subiu a Torre Eiffel de escada, quem já tinha sido preso, quem já havia batido o carro, quem deu foras terríveis, quem já nadou pelado na fonte, quem foi deportado, quem já fez algo absurdamente cretino pelo fato de estar alcoolizado, essas coisas.


Foi quando surgiu o assunto de certa viagem que dois suspeitíssimos integrantes da turma fizeram juntos à Cancun, se não me engano. Na verdade a localização do ocorrido é o de menos. Levando em consideração a cena da presepada como um todo, pode ser que isso tenha acontecido em algum navio, sei lá.

Bem, os dois estavam ali, como direi........tortos. Alcoolizados no melhor estilo "pudim de pinga". E havia um karaoke ou um show case, algo do gênero. Sei que havia um palco envolvido. E pessoas cantando em cima dele.

Durante o trágico evento, Amigo 1 inicia uma amizade com uma velha cucaracha, enquanto Amigo 2 observa a cena encostado no bar.

Basicamente o show consistia em pessoas escolherem um tema, subirem no palco e cantá-lo.

De repente, do nada, a velha se levanta e, aos berros, informa ao ser humano que comandava a palhaçada que Amigo 1 é brasileiro e vai cantar uma música. Brasileira, claro. Qual música? "Aquarela do Brasil", sugere Amigo 2.

Amigo 1 se dirige ao palco. A platéia ansiosa pela canção que todos conheciam. Quase um segundo hino brasileiro. E Amigo 1 sem saber nem quem ele era naquele momento. O DJ solta o som e vem a introdução. A introdução de "Aquarela do Brasil", o clássico:

"Tã tã tã, tã tã tã, tã tã tã, tã..." - Ou este aqui, que eu a-do-ra-va.

Amigo 1 empunha o microfone e dá início à cantoria (com o indefectível sotaque Roitman):

"Nuhhmhha fozlha quahxlquerrrr eum dezszzenho umnmn szol amareeeeeluuuuuu....."

Amigo 2 quase foi hospitalizado devido ao tempo em que sua respiração ficou interrompida durante o ataque histérico de riso.

Máximas - Sem Noção

"Ei, você está na menopausa?"

Criatura do sexo masculino lançando sua dúvida cretina em relação ao ciclo menstrual da moçoila com que saía havia menos de dois meses à própria. Esclarecendo: ela tem 38 anos de idade e é usuária de popular método contraceptivo que inibe o fenômeno.

É claro que ele, milagrosamente, sumiu.