Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Típico

Drama do mês na loja envolvendo 2 clientes imbecis e um vendedor:

Cliente Imbecil 1 telefona para meu estabelecimento comercial meses atrás perguntando sobre blaser tamanho 74. Ele deseja presentear Imbecil 2, também cliente da loja com a pequenina peça. Imediatamente é informado de que tal artigo no ecxiste. Blasers são confeccionados apenas até o tamanho 72.

Imbecil 1 diz que não há problema. Seu plano consiste em comprar o blaser 72, dar para Imbecil 2 - o blaser, claro - e efetuar a troca por um tamanho maior, caso a peça não seja compatível ao corpitcho esbelto da figura. Quer dizer: ele não ouviu uma palavra sequer sobre a inexistência do tamanho maior.

Após ser alertado 708 vezes sobre a impossibilidade da troca, Imbecil 1 leva o blaser. Imbecil 2 veste e constata que doesn´t fits. Claro, todos nós já sabíamos disso.

Agora, enquanto Imbecil 1 liga diariamente cobrando a substituição da piromba do blaser, Imbecil 2 reclama seu dinheiro de volta. Não se esqueçam que Imbecil 2 ganhou esta merda de presente. E quer o dinheiro de volta. O dinheiro que não era dele, o dinheiro que outro ser humano gastou por ele. Me expliquem, por favor.

domingo, 26 de abril de 2009

Pobremas ténicos

Resumindo:

Amiga K apanha de seu novo telefone celular, uma piromba de um iPhone. Ela tenta mandar uma mensagem questionando o status de uma terceira pessoa. Segue o resultado de tal conversa:

Celular de K: "Cedi visi?"

Quando a tentativa era enviar "Cadê você?". Não desistindo, ela novamente digita "cadê você" e na tela aparece...........

"Cise visi"

PORRA

E de novo me aparece um "Cezi visi" na merda da tela. Sim.

De repente, a resposta: "Estou aqui. Quem é?"

"Marin"

OUTRA:

"Talin"

A partir daí, seu nome, Karin, executou a proeza de aparecer corretamente grafado na tela.

É incrível que a única palavra que saiu certa de primeira foi......Caralho. Típico.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Duas tias de Francisco.......

......este é um título obtido da consequência de amigo Marcão ser rápido e lançar a piada em primeira mão. Assumo que eu mesma não havia pensado no comentário. E claro tenho uma irmã, a outra tia.

Então. Meu sobrinhozinho nasceu bem no feriado do dia 21. Estava eu em Angra fazendo porra nenhuma vezes mil e justo eu, que não ligo nada, nada mesmo para bebês, fui tomada por um ataque de ansiedade visando a vitrine da Pro-Matre. Como boa integrante de família italiana, fui tomada pelo tumulto gerado em torno do evento e perdi o timing da história.


Agora imaginem a camorra reunida no hospital. Reunida com a facção baiana e agregados que somam 5 mil. Foi o que eu disse: o tumulto gerado fez com que o segurança do corredor executasse seu papel para com toda aquela gente empolgada.

Meu sobrinho é lindo de morrer, a cara do Dodô e tudo sobre ele contaremos no http://www.aventurasdefrancisco.blogspot.com/

É um gatão.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Milagre

Só para constar que sim, milagres ocorrem de tempos em tempos e atingem pessoas comuns, pecadoras, maus exemplos, assim como eu ou você.

Anteontem, Domingo de Páscoa, uma querida amiga fez aniversário, evento que não podia de maneira alguma passar sem o tradicional furdunço. Portanto, no sábado à tarde, eu e mais 3 integrantes da ala feminina decidimos providenciar um grande e belo bolo para que os trabalhos comemorativos tivessem seu início garantido exatamente à meia-noite.

Pois lá fomos nós caçar um bolão e outros mantimentos necessários para a realização da grande festa. Simples? Sim, teoricamente.

Começou que estávamos em Campos do Jordão em uma casa habitada por 14 pessoas. Portanto, nada de bolinho. Precisávamos encontrar um exemplar dos grandes. Eram mais de 6 horas da tarde de pleno sábado de Aleluia, ou seja: todos os estoques de tudo, na cidade toda, estariam certamente comprometidos. Logo, não seria ali na doceira que confecciona sob encomenda os bolos descolados de Campos que encontraríamos um Floresta Negra de imediato. Sim, havia um drama no ar...........

Nesse meio tempo, concluímos que a tradicional padoca da avenida principal seria a solução de todos os problemas existentes. Além dos extras, adquiriríamos o bolo da aniversariante na confeitaria local.

Estava tudo resolvido até nos enfileirarmos em frente à vitrine que expunha os 15 bolos prontos para consumo - exatamente aquilo que procurávamos, era embalar e levar. Bem, nem tanto. Pânico, eles eram todos.......roxos em chantilly. E rosas, azuis, listrados, com granulados, cerejas e morangos caramelizados, tudo isso e tudo junto em cada um deles. Aquilo faria com que aniversariante sofresse uma crise de epilepsia ao assoprar as velinhas.

Como àquele horário já não havia mais opções, escolhemos o menos apoplético entre os bolos disponíveis (o que continha todos os elementos decorativos supra citados, menos o chocolate granulado), tacamos dentro do carro e tomamos o caminho de casa.

Foi quando Di, sentada ao lado da motorista e oficialmente responsável pela integridade do conteúdo do embrulho, concluiu que o painel do veículo era suficientemente grande para acomodar o pacote do bolo, de modo que decidiu largá-lo sobre o console no exato instante em que o carro encontrou sua primeira lombada.

Fez até barulho. Um barulho como o de.........sei lá, automóveis se chocando. Além de o bolo ter se estabacado de ponta cabeça, Di, na tentaviva de salvá-lo, enfiou seu polegar na massa e tentou agarrá-lo com a mão oposta amassando-o com toda a força que seus 5 dedos puderam produzir. Gravidade 115 na escala de 1 a 10, estávamos certas de que ali acabara de ocorrer aquilo que costumamos chamar de perda total.

Após um ataque de riso maníaco, chegamos em casa e, apavoradas, começamos a remover o papel que embalava nosso acidentado. Por alguma razão desconhecida o roxo/rosa/azul/listrado/xadrez com morangos estava intacto. Parece que a camada de chantilly colorido funcionou como uma espécie de cimenticola quartzolit.

Além de tudo, o recheio de doce de leite com morangos e a massa branca fofíssima, fizeram do estranho bolo uma delícia sem fim.

Sim, milagre.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nobody deserves

Recebi isto por e-mail. Sou retardada, ri e me senti na obrigação de dividir com o mundo. O tema é "Aquecimento Global" e parece que as pérolas a seguir foram colhidas em algum ENEM da vida. Tosquice em 35 itens - Edição comentada.

- "O problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias ONGS já se estalaram na floresta." (e estão lá. Batucando. E estalando, seja lá o que estiverem estalando)

- "A amazônia é explorada de forma piedosa." (...)

- "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta." (disse Capitão Planeta)

- "A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu." (em velocidade 5)

- "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta." (num ninho de mafagafos haviam 7 mafagafinhos.....)

- "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação." (sei lá, entende?)

- "Espero que o desmatamento seja instinto." (...)

- "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo." (falou o Azambuja. E seria interessante os animais extintos celebrando o ar limpo com uma cerveja)

- "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (noffffa)

- "Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis." (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)

- "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas." (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd's da coleção do Chaves)

- "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (amém)

- "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (e as renováveis?)

- "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (deve ser culpa da morte ecológica)

- "A amazônia tem valor ambiental ilastimável." (ignorem, por favor)

- "Explorar sem atingir árvores sedentárias." (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões)

- "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia." (ÃHN?)

- "Paremos e reflitemos." (quase deu certo essa)

- "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas." (onde está o Guarda Belo numa hora dessas?)

- "Retirada claudestina de árvores." (caraulio!)

- "Temos que criar leis legais contra isso." (estamos fartos de leis chatas)

- "A camada de ozonel." (Chris O'Zonnell?)

- "A Amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor." (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)

- "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração." (e sem cérebro...)

- "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável." (campeão da categoria "o maior enchedor de lingüiça")

- "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação." (NÃO!)

- "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises." (gênio do coeficiente. E dos plurais)

- "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes". (Red bull para todos, dizem as árvores)

- "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório." (ótima)

- "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando." (sacou? o aumento continua amumentando)

- "Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc." (é a globalização.. .)

- "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (que burragem)

- "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (imaginem as que foram votadas no banheiro deles!)

- "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia." (oh god!)

- "O que vamos deixar para nossos antecedentes?" (dicionários)

Ê povinho...........

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Coisas que a gente descobre no bar

Lembrei dessa história em recente conversa com minha amiga Di. O assunto era "de onde saíram nossos amigos":


Algum tempo atrás, durante uma das longas noites em que costumamos reunir a horda em nosso boteco preferido, conversávamos sobre viagens: quem já foi para a Irlanda, quem comprou um pedaço do muro de Berlim no camelô, quem subiu a Torre Eiffel de escada, quem já tinha sido preso, quem já havia batido o carro, quem deu foras terríveis, quem já nadou pelado na fonte, quem foi deportado, quem já fez algo absurdamente cretino pelo fato de estar alcoolizado, essas coisas.


Foi quando surgiu o assunto de certa viagem que dois suspeitíssimos integrantes da turma fizeram juntos à Cancun, se não me engano. Na verdade a localização do ocorrido é o de menos. Levando em consideração a cena da presepada como um todo, pode ser que isso tenha acontecido em algum navio, sei lá.

Bem, os dois estavam ali, como direi........tortos. Alcoolizados no melhor estilo "pudim de pinga". E havia um karaoke ou um show case, algo do gênero. Sei que havia um palco envolvido. E pessoas cantando em cima dele.

Durante o trágico evento, Amigo 1 inicia uma amizade com uma velha cucaracha, enquanto Amigo 2 observa a cena encostado no bar.

Basicamente o show consistia em pessoas escolherem um tema, subirem no palco e cantá-lo.

De repente, do nada, a velha se levanta e, aos berros, informa ao ser humano que comandava a palhaçada que Amigo 1 é brasileiro e vai cantar uma música. Brasileira, claro. Qual música? "Aquarela do Brasil", sugere Amigo 2.

Amigo 1 se dirige ao palco. A platéia ansiosa pela canção que todos conheciam. Quase um segundo hino brasileiro. E Amigo 1 sem saber nem quem ele era naquele momento. O DJ solta o som e vem a introdução. A introdução de "Aquarela do Brasil", o clássico:

"Tã tã tã, tã tã tã, tã tã tã, tã..." - Ou este aqui, que eu a-do-ra-va.

Amigo 1 empunha o microfone e dá início à cantoria (com o indefectível sotaque Roitman):

"Nuhhmhha fozlha quahxlquerrrr eum dezszzenho umnmn szol amareeeeeluuuuuu....."

Amigo 2 quase foi hospitalizado devido ao tempo em que sua respiração ficou interrompida durante o ataque histérico de riso.

Máximas - Sem Noção

"Ei, você está na menopausa?"

Criatura do sexo masculino lançando sua dúvida cretina em relação ao ciclo menstrual da moçoila com que saía havia menos de dois meses à própria. Esclarecendo: ela tem 38 anos de idade e é usuária de popular método contraceptivo que inibe o fenômeno.

É claro que ele, milagrosamente, sumiu.

terça-feira, 31 de março de 2009

Cultura popular

Acabo de ouvir o seguinte diálogo entre um de meus vendedores e uma pessoa viva que entrou nesta loja que Deus me deu:

Pessoa: "Oi! Vocês têm terno infantil?"

Vendedor: "Sim, senhora. Temos sim."

Pessoa: "Ahn, que interessante....Tem risca de giz?"

Vendedor: "Temos sim, senhora."

Pessoa: "E qual é a FAIXA ETÁRIA DE PREÇO desses ternos?"

Foi quando tive que agir com força, segurando o vendedor, para que o coitado não cometesse o suicídio Didi Mocó.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Quem sai ao seus.........degenera

Há aquela verdade absoluta que afirma que os cães adquirem a personalidades de seus donos, certo?

Bem, se eu levasse isso em conta, concluiria que antes de mim, a dona de minha canina Jurema foi Carmen Mayrink Veiga.


Não que eu seja totalmente desprovida de sofisticação e frescura. Mas acho que não foi exclusivamente minha personalidade que definiu a de Jurema. Entre meus 9 cães, seu comportamento se destaca.



Primeiro, porque tenho cer-te-za que um dia esta cachorra me olhará na cara logo que eu entrar em casa e me dirá: "Oitudobem?" Não estou supondo, tenho absoluta convicção de que isso ocorrerá. É uma forte característica de seu lado humano.




Jurema adooora pet-shops. Saltita de alegria quando conclui que é lá que passará o dia. É como seu eu estivesse me preparando para passar o dia no Wanderley. A empolgação é a mesma. Atenção: não estou tratando do assunto banho, simplemente, aqui. Cães curtem banhos. Falo da programação pet-shop como um todo.


Jurema dorme na minha cama. No pé da cama. E tem seu próprio travesseiro. Não se trata de um travesseiro canino, específico para animais de estimação. Ela não gosta. Prefere o que está acostumada. Um que tirei da rouparia e cedi para ela. Fronhas são essenciais. Se não houver fronha, ela joga o coitado no chão - "Eca! Que pocilga tá virando essa casa hein, Dona?" - e furta o meu. Como acho melhor não arriscar, revelo aqui que Juju possui suas próprias roupas de cama. Sim, eu sei...........


Vamos supor que eu programe uma viagem: Jurema está sabendo que, se meu destino não for Ubatuba, ela estará automaticamente vetada. Quando percebe que é este o caso, acha a mala que estou enchendo, entra dentro dela, finge que está dormindo e, quando estabeleço contato ("Sai daíííííííí!"), ela abre um olho só e vira para o outro lado. Tipo: "Alo-ou! Estou dormindo e não posso te ouvi-ir!"


Quando a pego de olhos abertos, ela simplesmente vira a fuça e olha para o infinito. Excelente.


O único ser autorizado a se aproximar da porta de meu (dela) quarto é o Tulipo, seu melhor amigo.



Se você não for o Tulipo e insistir no trajeto, prepare-se. Seu lado B toma forma. Importante informar que seu lado B é um Mastim Napolitano. Raivoso.





"Prazerrrrrrrr, Tulipo de Caraíva!"


Fica mais legal quando a aproximação de estranhos se dá no momento em que Juju tem uma de suas bolinhas na boca. Ela faz um escândalo em latidos sem abandonar o brinquedo. Fica uma coisa abafada estranhíssima. O som se assemelha a um velho engasgado com uma bisnaga tentando estabelecer contato com seus convivas através de gritos de socorro.


Falo aqui da rainha do Egito. Com seu rabo de espanador e latindo loucamente. Amo mais que chocolate.

domingo, 29 de março de 2009

Chata, muito chata......chatéééésima

Alimentando mau-humor. Este é meu status no momento. Para ser específica, estou neste modo há uns dois dias.

Este é um sintoma que me ataca de tempos em tempos. Como há um imenso gap entre meu último ataque de isolamento e este que agora me possui, parece que a intensidade do surto está um tantinho mais profunda.

Não, não estou em casa descabelada, grunhindo para estranhos e atirando objetos pontiagudos nos desavisados que teimam em se aproximar. Estou em retiro, comprando livros e mais alguns outros artigos não tão úteis via Submarino, assistindo coisas na TV a cabo em horários raramente aproveitados (sexta, 2 da manhã; sábado 3 e 30 da manhã e similares), testando se meus novos bobes auto-colantes conseguirão, por fim, fazer com que as pontas de meus cabelos enrolem (sim, estou parecendo uma LOUCA embobeada, sem mais detalhes. E não, parece que não obterei sucesso nesta empreitada), mergulhando em latas de Leite Moça recém saídas do freezer, comendo tudo o que não pode, passando creminhos nos cotovelos.........agora estou assintindo à corrida. Não é incrível? Acho que o último GP transmitido de madrugada que assisti foi aquele do Japão. O da batida com Alain Prost, no ano de 1648. E não pensem que eu estava quieta em casa, como faço hoje. Só vi a porra da corrida porque foi instalado um telão na boite do Sírio, local que já frequentava aos sábados mesmo sendo menor de idade. Ê mau exemplo.

Estou em fase de pura meditação. Mas prefiro chamar de ataque.

Retornarei a meu posto nos próximos dias.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Prynceza de Mônacu

Preciso parar de conviver com minha irmã. Pelo menos das 5 da tarde às 10 da noite. Pois só assim terei a garantia de que não assistirei à programação da Rede TV, o que me livraria por completo do risco de dar de cara com o cultural TV Fama e sua fina apresentadora, Siri.

Mas não estamos tratando aqui de Irislene ou do conteúdo do programa como um todo. Estamos falando sobre algo que fez uma pessoa falecida morrer de novo. De desgosto.

Outro dia, não me lembro quando pois também entrei em choque e por pouco não caí dura, descobri via TV Fama que o ser conhecido por Mulher Maçã - que vergonha alheia - possui sim um nome de batizmo. Que seria, no caso, Grace Kelly. Cuja grafia correta dever ser Greyce Quéli.

Por conta disso, Princesa Grace, a original, teve um colapso, virou zumbi, saiu da tumba e hoje ganha a vida assustando transeuntes.

sábado, 21 de março de 2009

A bunda assassina

Sabe uma ilustração que circula há eras por e-mail que mostra uma gordona com uma bunda imensa procurando seu chihuahua quando o pobre cão está, de fato, prensado entre suas grandes nádegas?

Então. Ontem à noite, enquanto eu e K incorporávamos Asterix e Obelix durante orgia gastronômica no Nagayama, ela passou pela nossa mesa. Sim, era ela. Reconhecemos pela grande tizak.

Temos muita sorte de não termos sido sugadas pelo rego assassino e continuarmos respirando. A cena daquele amontoado de banha vindo em nossa direção quase - eu disse QUASE - nos fez abandonar os hashis. Ainda não surgiu na natureza força capaz de fazer com que eu e K nos controlemos enquanto empunhamos talheres. Hashis estão inclusos na categoria.

Perguntas cretinas - que mereceriam respostas imbecis

Se não fosse eu a proprietária deste próspero comércio, juro que faria uso de todas as sentenças malcriadas que sonho em proferir e colocaria em prática alguns dos métodos de agressão contra idiotas que planejo diariamente no silêncio da noite.

Hoje meu terminal Mastercard acordou sem vontade de funcionar. Não há o que faça esta máquina conectar-se com a instituição bancária. Portanto, estou temporariamente impedida de receber pagamentos via Mastercard, Dinners, Maestro, Redeshop, ou qualquer outra porra que tenha que passar pelo sistema Mastercard para que o dinheiro chegue às mãos certas. As minhas, no caso.

A primeira imbecilidade que ouvi por conta disso, foi a da atendente do SAC da administradora de cartões de crédito - claro - ao chamar o 0800 da empresa para relatar o problema que ocorria com minha conexão:

"A senhora está certa de que o equipamento está conectado à rede elétrica?"

Quer dizer: uma trabalhadora do Brasil, amarrada ao tronco em pleno sábado santo, liga para a pessoa teoricamente apta a auxiliá-la com o problema de conexão do aparelho eletrônico pelo qual ela, a trabalhadora, paga uma fortuna mensal descomunal e a filha da puta lhe pergunta se a merda da máquina está ligada na tomada???????? Foice nela.

O que eu não sabia, era que o pior ainda estava por vir. Atenção aos seguintes diálogos. Favor considerar que os mesmos não integram quaisquer obras de ficção, apesar de que a transcrição das frases atribuídas à mocinha do caixa são livre interpretação desta que vos posta. A paciência desta pesoa está além da minha capacidade de compreensão.

Cliente - cujo nome deve ser Magda, certamente - escora no balcão e saca um cartão do Itaú. Moça responsável pelo caixa explica:

Desculpe, dona cliente, mas nosso Mastercard está fora do ar.

Ao que a mula retruca:

Mas o meu é Credicard

E a santa do caixa, pacientemente explana:

Sim, bela cliente. Eu vejo. Ocorre que seu Credicard é Mastercard. O que impede que sua conta seja paga através dele, já que o terminal que está bichado é justamente o de Mastercard. Se vossa belezura possuir um Credicard Visa, um Credicard Blévers, um Credicard Cruz das Almas, nossos problemas acabaram.

NOTA: Saibam que 98% da população com poder de compra desconhece absolutamente a diferença entre Credicard, Mastercard e Visa. Para eles, se for cartão, tá valendo. Dados coletados na Scarcelli's Inc.

E a cliente:

Visa? Tá, peraí, eu tenho.

Cavoca a bolsa por 10 minutos e de lá tira um........outro Mastercard.

Tó, passa esse aqui.

E a moça do caixa:

Poço de sabedoria, este cartão, sendo Mastercard como o outro, utiliza a mesma máquina, aqueeeela que está com falha na conexão, lembra, santa? OU VISA, OU CHEQUE, OU DINHEIROOOOOOOOOOO.

Cliente:

Ah, tá. Então passa esse aqui no débito então.

E dá um cartão de bandeira Redeshop na mão da garota do caixa.

Não dá vontade de ter uma enxada atrás do balcão???

quarta-feira, 18 de março de 2009

A hora do pesadelo

Estava eu, há pouco, em utilíssima conversa furada com minha tia Red via MSN. Ela me contava sobre um sonho estranho que teve na última noite cujos personagens eram eu, ela e seu pai. Mas eu não era eu, era uma pessoa ao telefone que pretendia levar um milhão de amigos para sua casa de campo em obras - e bem mais forte poder cantar.

Enquanto comentávamos sobre sonhos e suas estranhices, Red me informou que estava indo ao cabeleireiro dar um jeito na peruca, programa este ao qual eu mesma comparecerei amanhã.

Tal conversa amena fez-me lembrar do sonho que EU tive na noite passada. Vejam só o que uma mente prejudicada é capaz de produzir durante seus raros momentos de repouso:

Sonhei que estava justamente no cabeleireiro. Tudo era lindo, eu estava feliz, com os cabelos emplastrados de substâncias químicas que viriam a deixá-los belos e esvoaçantes num futuro muito próximo. O sol invadia o ambiente e podia ouvir os pássaros na grandes árvores da Rua Mário Ferraz.

Foi quando prestei atenção à minha volta e percebi que meu cabeleireiro não era ele. Na verdade, ele continuava sendo ele, mas sua cara era a da Alcione.


"Oi, fiz o cabelo com a Marrom!"


Tenho quase certeza de que tal relação surgiu após a visita de Dr. Alcione à minha loja.

terça-feira, 17 de março de 2009

Máximas - Pessoa cafuza II

" Pataqueopariu! Olha lá aquele idiota do Caco Falabella apoiando seus pertences em nossa mesa!"

Amigo Hugo, referindo-se a - claro - nosso que-ri-do Dado Dolabella, major league asshole, quando este, portando os indefectíveis Ray-ban de lentes amarelas, simplesmente pousou sua bunda sobre uma das cadeiras da mesa de nossa propriedade na casa de samba Traço de União.

Já acomodado, espalhou sobre a mesa toda a sorte de tralhas que carregava além dos óculos, enfiou a mão no (MEU!) balde de álcool localizado no centro do móvel e de lá tirou uma garrafa de Original.

Foi neste momento que avançamos e, sim, "Caco" foi enxotado.

domingo, 15 de março de 2009

Máximas - Pessoa cafuza

"Vamos ali naquela tenda, ver o show do Nego Maculelê!"

Amiga prejudicada, durante certo TIM Festival no Rio de Janeiro, sugerindo ao grupo assistir ao show de Nego Moçambique que aconteceria na tenda em frente.

terça-feira, 10 de março de 2009

Who?

Na última sexta-feira, durante festança na casa de Muso, o comportamento de alguns presentes ao interfone me fez recordar nosso último evento festivo antes do carnaval:

Era domingo à noite e, como manda a tradição, Muso reuniu toda a horda em sua aprazível residência para consumirmos drinks, pizzas e tirarmos conclusões coletivas sobre o fim de semana que acabávamos de enfrentar.

É importante frisar que este nosso grande grupo é composto por membros que não variam. Nunca. Sempre os mesmos cornos em qualquer tipo de evento que qualquer um de nós venha a organizar. Outro ponto importante diz respeito aos apelidos característicos que alguns carregam.

Legal. Um de nossos queridos amigos é um rapaz norte americano, já devidamente transmutado em genuíno brasileiro, cujo nome é Thack. Thack é seu nome. Todo mundo sabe, até minha avó sabe. Pois bem. Voltemos ao jantar de Muso.

Estávamos eu, Muso e K sentados na sala aguardando a chegada da putada. Eis que toca o interfone. K atende, faz uma cara de "te conheço?" e lança a pergunta enquanto o porteiro aguarda na linha:

"Quem é William? Quem diabos é esse cara? William?"

E voltando para o porteiro:

"O quê? Já subiu? NÃO! Não conhecemos nenhum ser humano de nome William!"

A porta da sala se abre e Thack adentra o recinto. Era ele o William.

A partir daí, a situação só se agravou. Logo na sequência o interfone toca novamente. K atende e solta:

"Gente! QUEM é Marcelo? Marcelo? Que Marcelo?"

Detalhe: por estar farto de saber quem são todos que pegam o elevador em direção à residência de Muso, o moço do interfone não se dá ao trabalho de estabelecer diálogo. Ele toca no apartamento, informa sobre quem JÁ está no elevador e bate o fone na cara de seu interlocutor. Automaticamente.

A porta da sala se abre e Cotô adentra o recinto. Como se não soubéssemos que seu nome é de fato Marcelo. Estamos tratando de manifestações senis aqui, que fique claro.

Mais 2 minutos, o interfone. K atende e em pânico diz:

"Gente! Tem um Flávio subindo! Quem é Flávio?"

Na verdade este foi um equívoco do porteiro. Ele quiz dizer Charles.

Descobrimos a cafusão assim que o próprio adentrou o recinto. Adentrou o recinto e atendeu o interfone que voltara a tocar:

"Alô.....quem? Eduardo? Quem é Eduardo? Gente! Tem um Eduardo subindo...."

E o Caixa entrou na sala. Interfone. Caixa atende:

"Quem? Daniel? Quem é Daniel????????"

E o Nagib chegou.

Quer dizer: Se isso não é esclerose coletiva, só pode ser excesso de álcool. Ou a falta de doses maiores. Claro que esta sequência de perdidos ao interfone fez com que levantássemos o assunto "apelidos comprometedores" e lembrássemos do Febem, do Zóinho, do Carcaça........

sábado, 7 de março de 2009

Maria José / José Maria

Acaba de se retirar de meu estabelecimento comercial um cliente de nome Alcione. Igual à Marrom.

Não há nada de excepcional em uma pessoa se chamar Alcione, se não levarmos em conta o fato de esta pessoa ser um senhor grisalho. E médico. Doutor Alcione.

Houve uma vez um relato sobre o pai de uma amiga, de nome Sueli. Não a amiga, o pai dela. Imagine suas coleguinhas de infância:

"Oi Tio Sueli!"

E o gerente do banco:

"Oi Seu Sueli!"

Não sei de onde certos pais tiram essa liberdade de gênero no momento em que escolhem as alcunhas de seus descendentes.

Considerando a cara da senhora de Dr. Alcione, desconfio que seu nome seja Waldemar. Dona Waldemar.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Rocky Balboa

Hoje, plantada na calçada em frente a loja, um idiota - certamente deficiente mental - passou pela rua pedalando algo que se assemelhava muito a uma bicicleta, se não levássemos em consideração as partes retorcidas, as enferrujadas e aquelas que se soltariam do resto da estrutura em um futuro breve. Este exemplar do elo perdido para ao meu lado, tira da cara algo que realmente parecia um par de óculos escuros, olha pra minha cara e diz:

"Que saúde hein, gostosa!"

Quer dizer: além de TODOS os erros identificados acima, ele ainda me solta uma grosseria demodé? A limitação cultural desse povo me mata de desânimo. Nem me dei ao trabalho de mandar o símio à merda. Prefiro não estabelecer comunicação com certas espécies. Apenas virei as costas e entrei na loja. Civilizadamente.............

Daí, que este incidente me fez lembrar de um babaca que não teve a mesma sorte.

Há uns dois anos, a pessoa aqui caminhava pela rua Silva Bueno às 8 e 30 da manhã com o objetivo de abrir a loja que possuía no local. Havia uma tempestade desabando e todos estavam apressados. Foi quando um desavisado cruzou meu caminho e proferiu diversas baixarias impublicáveis tendo como base aquela meiga palavra de sufixo "...uda".

Fatos importantes desconhecidos pelo sujeito, até então: eram 8 e 30 da manhã. Isso é cedo, muito cedo para mim. Meu humor se altera de maneira incontrolável no período matinal. Eu diria que tenho ódio, um ódio gratuito por tudo durante este horário.

Chovia. Eu odeio tomar chuva, mesmo que eu esteja no Sahara, mesmo que esteja em trajes de banho, mesmo que eu fosse a protagonista de "Dançando na Chuva". Chuva é água fria caindo sobre mim e isto, às 8 e 30 da manhã, também faz com que eu desenvolva ódio pelo mundo.

Eu me preparava para abrir a loja porque a funcionária que deveria estar lá fazendo isso me acordou às 7 horas da manhã dizendo que estava passando mal e ia para o hospital. Eu odeio essa mania de hospital, odeio.

Portanto, aquela besta humana não sabia qual era o nível de meu potencial agressivo naquele momento. Por isso, não esperava......apanhar. Sim, eu o agredi fisicamente utilizando uma bolsa e uma pasta como armas.

Minha atitude fez com que ele se pusesse a gritar e me ameaçar. Ele dizia coisas como: sua louca! Maluca! Vou dar queixa contra você! Isso dá cadeia! Desequilibrada! Entre outros.

E os seguranças da rua, todos me aplaudindo.

Da série "Coisas que não Surpreendem Ninguém"

"Joelma perde bebê aos dois meses de gestação", disse a notícia.

Sim, e qual é a surpresa? Ou alguém acha que Deus é capaz de errar duas vezes? Alguém realmente acredita que Ele permitiria que uma mutação da espécie como o casal Joelma e Chimbinha procriasse?

Não, meus queridos...........essas pessoas suspeitas têm o veto divino quando o assunto é dar continuidade à sua linhagem.