Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas

terça-feira, 29 de novembro de 2011

DORGAS

Ontem eu lavei o cabelo e enrolei a toalha no tradicional turbante maçarocado sobre o cocoruto.

DORMI

Acordei hoje com meus travesseiros parecendo uma esponja de banho e uma samambaia alucinógena geneticamente modificada no lugar onde deveria estar o meu cabelo. Minha imagem assemelhava-se em muito à Elba Ramalho selvagem no vento noroeste. Uma coisa meio leão eletrocutado. Foi um início maravilhoso de manhã.

Após usar um serrote para me livrar daquele xaxim amontoado que coroava minha cabeça, descobri que havia jogado meu aparelho Nextel fora, já que não o encontrava em canto algum. Após muito refletir, lembrei-me realmente de ter jogado o telefone fora durante um surto psicótico causado por uma cliente de comportamento bastante....hã.....peculiar. Tentei não pensar no assunto para que o grave acontecimento não destruísse minha auto-estima e confiança em meu ser adulto e responsável.

Chegando ao escritório, o primeiro objeto que avisto é o referido aparelho celular.

Preciso explicar? Não, né. Preciso de tratamento.

Depois conto para vocês como é ir no psiquiatra, mesmo desconfiando que a maioria desta corja provavelmente já tenha o seu de confiança.

Se vocês puderem, por favor, me mandem seus contatos médicos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Adendo

Para quem pensa que meu espírito natalino está adormecido:

Imagina. To até aceitando presentes e tudo mais.

Itaú
Ag 8654
CC 029266

Colocarei sob minha arvore um pacote em homenagem a cada mimo recebido via instituição bancária. Quanto maior o valor depositado, maior será o embrulho com seu nome. Envelopes contendo dólares ganharão uma fita vermelha bem brilhante.

Beijos.

Considerações sobre o Natal

a) Começaram a empilhar aquele bando de ferro retorcido no Obelisco do Ibirapuera. Quando menos esperarmos aquela bosta toda estará montada e teremos um emaranhado de arame parcamente iluminado que a prefeitura chamará de "Árvore de Natal da cidade". O entroncamento de vias onde há anos plantam essa joça é congestionado por natureza devido à porcaria do Monumento às Bandeiras que, por algum motivo desconhecido, desperta em transeuntes a necessidade de parar, olhar, escalar a estátua e tirar fotos. Ou seja.

b) A montagem da "Árvore" implica no início daqueles shows de água no lago do Ibirapuera. Com cores e músicas. Essa gente não teve infância, nunca viu o Illuminations no Epcot Center e fica lá, babando e fazendo bolha de cuspe em frente às águas dançantes. É agua, turma! Não tem na torneira de vocês não? Água, tipo essa baba que tá escorrendo pelo canto direito da sua boca e você nem percebeu! Então vamos juntar tudo: Monumento às Bandeiras, águas dançantes e "Árvore". Pensem no tamanho da piromba.

c) Em questão de dias todos aqueles infelizes sediados na Av. Paulista estarão com suas fachadas devidamente iluminadas. Como aqui em São Paulo não estamos acostumados com esse negócio de LUZ, né, a galera tem que ir lá ver. Porque, gente. É luz!!! Tem coisa mais fantástica nesse mundo do que lâmpadas? Na minha opinião os responsáveis pela lista das sete maravilhas do mundo tinham a obrigação de tirar o Colosso de Rhodes dali e colocar as lâmpadas da Paulista no lugar. Nada mais justo parar a cidade para que a população limítrofe admire tamanha genialidade.

d) O Iguatemi já está com sua parafernália kitsch posicionada na fachada e praça central. Aquele Papai Noel filha da puta já está na porta com os cães labrador. Logo em frente, cruzando a avenida, a Kitchens também já ostenta sua decoração escalafobética. Considerando o importante fato de que eu resido em Pinheiros e trabalho na rua Iguatemi, por favor: parem tudo e pensem quão trágico é meu futuro. Tentem visualizar minha triste pessoa dentro de um carro ESTACIONADO no meio da Faria Lima tentando ir ou vir enquanto essa brasileirada louca tira fotos com bonecos de neve, renas e aqueles pirulitos coloridos em forma de bengala bons de enfiar no cu de gente otária.

e) Saibam que há uma obra da COMGAS escavando a Faria Lima em toda sua extensão. Tapumes, cavaletes, cones, buracos, calçadas inteiras interditadas.

Se explodisse tudo acho que ficava bom pra todo mundo, hein?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Se arrependimento matasse eu tava esticadinha no varal

Hoje encontrei Pedro do 122 no elevador. 12 andares juntos. Foi tenso.

Refleti muito sobre meu momento de agonia e concluí que perdi a chance de uma vida neste Halloween que passou:

Tocaria a campainha dele fantasiada de Jack Nicholson em O Iluminado empunhando um balde de sangue, elemento que comporia meu traje.

Ele abriria a porta e eu diria "TRICK OR TREAT!!!" e TCHÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ.

Sangue.

Cada oportunidade que a gente perde por pura falta de atenção ao calendário e datas festivas que o pontuam.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sobre a VAGABUNDAGEM

Hoje surgiu um tópico de suma importância no Facebuken. Reds comentou algo sobre a necessidade de um ano sabático e iniciou-se um debate. Resumindo, alguns elementos a apoiaram - eu, por exemplo sugeri uma VIDA sabática. Com vodka. Num copo decorado. Outros a classificaram como vagal. Melhor dizendo: como alguém com grande tendência a desenvolver a indolência, a tal vagabundagem.

O assunto seguiu e chegamos ao ponto onde ela explicou que estava ali, lamentando a própria sorte, pois um acidente quase fatal arruinou o que restava de sua unha purulenta do dedão do pé. Naquele momento ela estava no Hospital Sírio-Libanês, em uma cadeira de rodas, sem autorização para apoiar a pata fodida no chão, aguardando atendimento médico. Provavelmente aquele cotoco podre seria amputado e ela passaria o dia lá, tomando antibióticos intravenosos.

Pensando em possibilidades para afastar o tédio, surgiu a idéia genial. Ela conduziria sua cadeira de rodas até  o saguão principal e procuraria a Monalisa Perrone. Aguardaria o link entrar no ar e, na velocidade da luz - ou quem sabe de um cometa - atropelaria a repórter e berraria para a câmera:


"Batuquêro é batuquêro e cantadô é cantadô, viu lôra? BEIJO PRA PAULINAS!"


[PELO AMOR DE DEUS, MINHA GENTE: quem não entendeu clique aqui e assista o vídeo. EU aconselho - não sigam meus conselhos. Nunca. Apenas ESTE - ver inteiro e mais a parte 2 e 3. E o "Destino de Miguel" também. Mas no 01:30 vocês captarão a essência da coisa]


Em caráter de protesto. Afinal de contas ela concluíra há pouco que a vagabundagem DEVERIA ser defendida. A tal bandeira que vale a pena ser levantada.


Agora me digam o que aconteceu? Essa mulher apareceu pra dar plantão no hospital hoje? Me fala se a vagaranha foi?


NÃO.


Depois a Red que é vagabunda. Façavô.


E haja amô, viu.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Nosso Bar

No caso, uma releitura desse negódi Nosso Lar, já que tá na moda. Nosso Bar, escolham aí com quem vocês querem andar.

Lebre Louca - codinome conquistado com glórias por uma grande amiga após anos de dedicação à presepada sem limites - está causando tumulto em NYC.

Recebo neste momento a seguinte mensagem via whatsapp:

"Acabei de descobrir que já somos donas de um bar e não sabemos. Tem neguinho ganhando dinheiro às nossas custas na 25st. com a 7av. Já te mando fotos."

Comecei a elocubrar: seria o nome da bagaça Carvalho&Scarcelli? Paula&Andrea? Mambo bem Caliente?

"LAS CHICAS LOCAS"

Estou tomando o rumo GRU-JFK. Encontrarei com Lebre na sétima avenida e proporemos sociedade aos donos desta joça. Ou exigiremos royalties, são as opções.

Nada mais justo.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sobre o Pedro do 122

Pedro do 122 é meu vizinho de porta, uma vez que sou habitante do apartamento 121. É um moleque imbecil menino que deve ter lá seus 30 anos. Pronto, Pedro do 122 está devidamente apresentado. Vamos aos fatos:

Aqui neste edifício temos mais carros do que vagas na garagem. Aquela pentelhação de todo prédio antigo que não possui 18 subsolos. Em contrapartida, a garagem é ampla o suficiente para que veículos sejam manobrados sem maiores esforços. Claro que estamos falando aqui de pessoas minimamente normais, que não sejam o Pedro do 122 portadoras de qualquer síndrome ou doença degenerativa que lhes comprometa o básico da compreensão, coordenação motora e convivência com outrem.

Partindo do princípio equivocado de que todos os motoristas que aqui residem possuem grau de civilidade medianamente superior ao de uma lagarta no casulo e não sofrem de problemas mentais que poderiam vir a afetar seu comportamento perante a sociedade, ficou combinado (e sacramentado, porque né: vocês sabem como funcionam essas paradas de prédio. blé) que o morador de cada apartamento dividiria sua vaga - elas são duplas, um carro fica à frente e o outro logo atrás, assim como aquela história da feira de pássaros onde um vai com o canário na frente e o outro vai com o tucano logo atrás.

VOLTA

Ficou combinado que o morador de cada apartamento dividiria sua vaga com o desgraçado seu vizinho de andar. Decisão lúcida, simples, eficaz, inteligente acima de tudo, pois pensem: se o cara que está parado atrás de mim trocou de carro e aquela bosta explodiu em algum momento, ou está como pneu furado o que de fato é mais provável,  impedindo minha saída da vaga e não há regras sobre quem deve ou não dividir o estacionamento comigo, olha o tempo que eu demoraria para identificar o habitante do sétimo andar que até ontem tinha um Toyota preto (homenagem subliminar à Sam. Quem entendeu grite "hurray") e hoje resolveu virar hippie e dirige uma Kombi grafitada, por exemplo. Esta informação foi dada pra efeito ilustrativo. Ninguém aqui possui uma Kombi grafitada. AINDA. Porque, né. Se liga no style:

"Oi, eu me chamo Paula. Vamos ser amigos?"

Então, resumindo, o 11 divide a vaga com o 12, o 21 com o 22, o 31 com o 32 e assim sucessivamente. Quem tem mais de um carro aluga a vaga de quem não tem e assume o local do proprietário original. Quem tem mais de dois carros pode tentar a sorte pois duvido que haja mais de UM cara aqui que não tenha carro, pensa. Nego mora no meio de Pinheiros, a piromba do carro vem no pacote.

Mas isso não é um problema para mim, já que o Jaguar décapotable eu só uso nas ocasiões em que me hospedo no Negresco e preciso de um meio de transporte, porque afinal de contas estamos falando aqui de uma cidade grande; com a Mercedes McLaren eu prefiro as autoroutes pois ganha-se um tempo considerável entre Cap D'antibes e Monte Carlo. Faz uma diferença incrível, sempre estou dois drinks à frente de quem veio em um modelo menos ágil; a Guardian não existe, gente. De onde vocês tiraram isso? Pelamordedeus;  Meu 911 quase não uso pois está em Roma e vocês sabem o inferno que é estacionar automóveis naquela cidade de loucos; Ferraris não me atraem. são muito barulhentas para meninas, sinto-me em um liquidificador com aquela suspensão "esportiva", logo, só mesmo pra ir daqui até ali quando em Genebra.

ENFIM

Como meu carro é um só e resido no 121, divido a vaga com o SER que ocupa o 122. E faz parte do combinado o seguinte: quem chega antes estaciona na frente e e pode trancar o carro levando a chave embora. Ou não. Eu mesma nunca tranco, esta paranóia com carros não me persegue. Quem para atrás DEIXA O CARRO ABERTO COM A CHAVE DISPONÍVEL, seja na portaria, seja no para-brisa, na roda ou no contato, o que na minha opinião caracteriza a opção mais inteligente.

Pedro do 122 não deixa o carro aberto. Pedro do 122 tranca o carro e não deixa a chave disponível. Pedro do 122 me deixa presa na garagem constantemente.

Quando essa palhaçada começou, tentei agir de maneira civilizada e Deus é minha testemunha. Acreditem ou não, toquei o interfone na bosta do 122 e questionei o porquê daquela merda estar trancada e eu lá, tendo que sair, caralhos voadores.

Muito solícito, Pedro do 122 desceu à garagem e me explicou gentilmente que "no carro dele ninguém mexe, o carro dele ninguém dirige". Perguntei educadamente qual era a sugestão de corno que ele tinha para me dar. Precisaria obrigatoriamente ser algo que resultasse na minha saída da porra da vaga da frente. Prontamente Pedro do 122 responde:

"Mas perceba que eu deixo o carro alinhado.O freio de mão não está acionado. É só você empurrar o carro, tirar o seu e empurrar o meu para a vaga novamente."

EMPURRAR O CARRO

Alguém, além de mim, achou essa sentença errada do começo ao fim?

Pois ele permanece deixando o carro trancado e agora eu estou praticando bullying contra este boçal aqui no prédio. Todos os funcionários o detestam e querem vê-lo esturricado sob 4 pneus. E assim que começar a temporada da piscina, garanto que colocarei todos os habitantes desse poleiro contra ele.

Atualmente empurro a chimbica desta gracinha utilizando a força motriz do MEU carro, ou seja: Dou ré naquela porcaria "que não está com o freio acionado" até a jabiraca ir parar no meio da garagem e manobro meu belo automóvel sustentada pela segurança de estar infernizando um imbecil que merece.

Estou absurdamente ansiosa em relação ao dia em que ele ousará me abordar para manifestar qualquer tipo de descontentamento. Também estou esperando o dia em que ele trancará meu carro com a chave dentro, pois dirijo um modelo que conta com um sistema inteligentíssimo onde as 5 travas são acionadas mesmo com a chave no contato. Pedro do 122 foi avisado sobre isso através de um bilhete muito carinhoso que escrevi em um guardanapo usado do McDonalds que achei jogado no banco traseiro e foi deixado em seu limpador de para-brisa. Mas ele há de esquecer. Esta falha ele há de cometer.

Em tempo: O carro dessa besta quadrada é um FOX. Azul claro. Metálico. 2003, no máximo. Alguém vê motivos para essa merda não poder ser tocada por ninguém além dele na face terrestre?

Pedro, pode esperar, a sua hora vai chegar. Penso que ele nunca reparou que comemoro gols do Corinthians. Devia ficar esperto, se fosse esperto.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Festa Virtual

Para vocês verem que a parada Jorge Ben é algo real nesse momento. Cantem, porque afinal de contas "quem canta os vizinhos espanta".



<3

A maldição perpetua-se

Juro que não há condições psicológicas para eu falar algo sobre o Pedro do 122, este palhaço anormal que vem a ser meu vizinho. Aberração da natureza.

Bons tempos em que meus problemas estavam em forma de TIAGO.

Aguardem. Peraê que to numa levada Jorge Ben e, seguindo orientações de seres superiores habitantes de dimensões ocultas para os mortais, optei por não comentar negatividades hoje. HOJE. Só por hoje.

Ceis vão achar que é mentira e tals. É o tipo do cara que não considera a hipótese de eu ser corintiana e ter vantagens inomináveis no caso de a melhor opção para mim, no momento, ser ELIMINÁ-LO. Que é, saibam.

Pedro, pode esperar, a sua hora vai chegar. To quase colando isso no elevador, assim como se fosse uma circular.

Sobre a maldição, apenas para situar aqueles que não conhecem minha saga infinita, por favor:

http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2007/11/aquela-praga-chamada-vizinho.html

http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2008/08/vizinhana-manifesta-se.html

http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2008/06/copamar.html

http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2008/10/vizinhana-phyna.html

Entre tantos outros casos. Meu comportamento suspeito tem origem, compreendam.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

AGUARDEM

Ando extremamente estranha. Amanha manifestarei tal composicao, digamos assim. Certeza que um comprimidinho resolvia, mas porra, e o trabalho para adquirir tais substancias. Psiquiatras online, samos carentes, aceitamos receitas.

Caso voces queiram me eliminar, ha duas posibilidades:

a) nunca mais entrar no blog

b) mandar me matar. facil de encontrar. sou tradicional. OU ta no 4square, aquelas merda.

Preparem-se para o pior. Beijos.

[esse teclado nao tem acento nem merdas nenhuma e vcs nem imaginam o grande show do ano. que conste]

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Festa Virtual

ESTIRPE é tudo nessa vida, povo bonito. Absorvam este preceito.



Foreveralonismo de qualidade é tudo o que um nego estranho precisa nessa vida. E vodka.

Cantemos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mas enfim

Olha, eu me lamento porque, afinal de contas, analisemos onde fica o sentido da vida sem a blasfêmia:

PERDIDO

Além disso eu sou carcamana e onde é que já se viu uma pessoa que tem origens no sul da Itália agir sem drama? Não se viu, gente.Não se viu. Nunca.

No que depender de mim e de meu pensamento em foco, essa gente que importuna minha paz em amplas esferas vai arder empalada num espeto chinfrim até virar pururuca. Espeto de churasqueira montada com quatro broco e uma grade, manja?

Pintos cairão.

Do nada, sem prévio aviso, assim, no susto. E eu continuarei alta, magra, rica e de cabelo liso. Bebendo vodka numa quantidade diária equivalente ao volume de água existente no delta do Amazonas.

Está aberta a temporada de distribuição de carapuças.

Nada como uma ressaca desgraçada pra fazer a gente concluir que a vida é mágica.

Beijos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tá assim, viu xent

Apreciem que maravilha este trecho da peça Feminina Lunar do queridíssimo Marcus Vinicius Arruda Camargo e também, por acaso, estrelada pela atriz teza da família, minha irmã Gabriela Scarceli - com um L só desde que um numerólogo disse que os dois LL iam foder com a vida dela.


"Como no doce,
o amor acabou num pio triste de pardal.
Guardei o carinho restante
num vidro de perfume - que você quebrou.
No amor não se raspa,
nem se lava a tigela.
Deixa-se uma réstia de saudade;
um sonho bonito para quando estiver só.
O doce acabou e não se deu por conta,
na gula febril de mais um bocado - deixou nada.
E assim me sinto.
Sem doce, sem amor, sem carinho,
sem um pio triste de pardal
para me consolar.
Tinha uma foto sua e não tenho mais.
Sem nada."


Reflitam sobre a síntese do momento.

sábado, 10 de setembro de 2011

DNA

Da série "Quem sai aos seus DEGENERA":

Meus pais foram viajar. Ligaram da estrada para minha irmã para contar que esqueceram as malas. 


Apenas.


Juro que nunca vi nada semelhante e, na minha opinião, a sociedade está perdida. Que tipo de gente faz uma merda dessa natureza e divulga para o mundo, começando pelos próprios filhos? Penso que é o caso de eu começar a me preocupar com a minha saúde mental, já que minha ascendência não garante total integridade. Porque, se isso não é Alzheimer, e bebida sabemos que não é, me diz o que é então.


Beijos.



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mistério

Hoje acordei pela manhã com um belo sol inundando a sala. Fui almoçar com a minha irmã e depois fomos comprar um sofá engolidor de gente pra casa dela.

Fomos para sua residência e chegando lá vimos um belíssimo pôr do sol de camarote VIP, showzinho exclusivo para os moradores daquela colina maluca. Pedimos pizzas e comemos como etíopes desesperados.  

Voltei para casa dirigindo meu carro por ruas calmas, sem trânsito, sem idiotas no caminho. Alguém aí já viu São Paulo sem idiotas no caminho? Eu nunca tinha visto. Marcarei este dia para sempre na memória.

Meus cachorros chegaram de viagem e agora dormem tranquilamente na minha cama.Chegam a roncar. RÓ FIU.

PERCEBAM QUE NADA DE ESTRANHO ACONTECEU.

Conclusão: algo está muito errado, pensem. To aqui só esperando o cosmos perceber que não me zoou hoje. 

Aguardemos o grande evento que virá para vingar tamanha calmaria.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Provando minha teoria

Não sei se vocês se lembram, mas comentei recentemente que, observando o comportamento do frequentadores do Filial, concluí que o bar virou um criadouro de gente pancada sem precedentes. Só dá crazy de primeira linha naquela calçada.

Não que eu inclua a mim e os meus nesse rol, imagina.

Daí que, para endossar minha teoria, eu estava lá na quarta feira às 4 da manhã numa mesa animadona quando uma hippie fantasiada nos avistou e constatou ali na hora que éramos pessoas apropriadas para o exercício diário de seu peace and love.

DECIDIU FAZER AMIZADE

Aproximou-se no balanço do reggae e começou com aquele assunto todo de energia, São Tomé, vamos dar as mãos, seres místicos, cosmos, fonte da vida. Todo mundo bêbado, sem entender nada. Tudo bem, vou falar por mim.

No dia seguinte, descobri que engatei uma conversa com a pessoa sobre cachoeiras. Mais precisamente sobre EU correndo pelada por cachoeiras indeterminadas. Ela deve ter ficado maravilhada com toda essa integração ser-natureza.

Agora imaginem se essa cena é minimamente possível nesta dimensão.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Telefone celular - a saga continua

Estou há horas tentando compreender este tipo de ladrão que me persegue. Que coisa mais chinfrin, povo, nem pra ser roubada eu presto. Estou deprimida e procurando alguém para me assaltar direito, com vontade e dedicação.

Ontem um corno aidético cuja mãe é puta e o pai é brocha roubou meu celular. Estaria tudo bem se a sequência dos acontecimentos não caracterizasse um roubo de celular típico da minha pessoa, digno desta pobre filha de papai noel.

O celular sumiu. Uma hora depois o celular apareceu. Sem o chip.

SEM O CHIP

Esses caras devem estar montando um celular aos poucos, porque num dia me roubam a bateria, no outro a tampa e agora o chip. Não sei o que esse povo tem contra mim e meu celular, mas já estou começando a me sentir rejeitada. LEVA A BOSTA DO CELULAR DE UMA VEZ, CARAMBA. De pensar que eu comemorei quando me roubaram a tampa e deixaram o chip. Rá. Era apenas uma questão de tempo.

Agora tenho que ir a uma caralha de uma loja Claro comprar um novo chip. O importante é ter saúde.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Um dia na montanha

Pessoa vai para Portillo e no primeiro dia de trabalhos nas pistas decide que aquela coisa para iniciantes é toda muito tediosa. Faz amizade com uma instrutora suíça alcoólatra e se mete na pista preta. ROLA MORRO ABAIXO e chega no pé do monte toda estropiada.

Não se dá por vencida, afinal de contas não foi até lá para cultivar hematomas. Senta no bar, pede pra bater uma garrafa de whisky com tilex e tandrilax no liquidificador e entorna o conteúdo da jarra. Passa na farmácia e compra um tubo de bepantol. Para as escoriações.

Por não ter morrido na queda, vira lenda. Fica conhecida no hotel como "Habitación 332".

Já no quarto, torta pelo conjunto da obra, inicia o processo de toilette e ESCOVA OS DENTES COM BEPANTOL. Ouve um suave barulho de correnteza e constata que sua roommate faz xixi na calça de tanto rir.

Pelo menos ela tem uma foto com o São Bernardo do resgate.

FIM.

A vida imita a arte. Ou vice versa

"E aí hein? E essa morte da Norma?"

"Peraí...a Norma morreu?"

"Morreu, menina, você não viu não?"

"Não!"

"É, agora a coisa pega fogo...."

"MORREU????"

"Foi! Não acredito que você não viu."

"QUANDO????"

"Ontem, ué."

"Meu Deus, de quê? Como?"

"Assasinada, menina."

"ASSASSINADA!?!?!"

"Pois é..."

"POR QUEM? QUEM FOI? MEU DEUS!"

"Ah, isso ninguém sabe, mas o fim dela era esse mesmo, né..."

"POR QUE O FIM DELA ERA ESSE? COMO NÃO SABEM?"

"Ih, relaxa que na sexta a gente descobre."

"Na sexta? Porque? Meu Deus, justo a Norminha, tão gente boa, super querida, todo mundo gostava dela, COMO ASSIM, matam a Norminha e ninguém sabe, só na sexta, era o fim dela??"

"Norminha? Tá intima!" [risos]

"A Norminha é minha amiga!"

"Pera, de quem você tá falando?"

"Da Norminha, professora de peteca...."

"EU TO FALANDO DA NORMA DA NOVELA, SUA LOUCA, A GLORIA PIRES!!!"

Cena real ocorrida no Posto 10, e eu quero que vocês adivinhem de quem é a amiga que achou que a Norma assassinada na semana final de Insensato Coração era a professora de peteca e não a Gloria Pires. De quem?

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

São Co-Piloto da Gol

Hoje entrei na sala de embarque à qual fui designada no Galeão e logo concluí que o nipe dos seres que embarcariam comigo indicava que a aeronave fazia parte do programa brasileiro de seleção natural. Deixaria ali o meu adeus.

O primeiro grupo que avistei era composto por seres eletrocutados "Neymar Jr. style" que batucavam, cantavam e berravam e jogavam seus iPhones uns nos outros, aquela maravilha que vocês podem imaginar. Não perguntem minha opinião sobre inclusão social. Tenho para mim que ocorreu um erro na hora do check in, já que todos eles deveriam ter sido despachados em caixas específicas para transporte, mas o que vale minha opinião, né? NADA. Quem sou eu, além de uma migalha no universo? Moicanos brasileiros, bah.

À minha frente havia um senhor, uma senhora, ou o que quer que fosse aquilo, um exemplar clássico do "pegou fogo e apagaram com o martelo". Vamos imaginar que era um senhor, já que levantou sobrancelha, lambeu a boca e piscou pra mim. Com um cabelo igual a uma peruca de Eduardo Dusek em 1985, pensem. Em uma palavra, desgosto; em duas, desgosto profundo.

Logo ao lado, a pessoa que se debruçava sobre meu ombro para tentar ler o que estava na tela do BlackBerry trajava uma camisa do Tabajara F.C. Seguindo a tendência dos gramados ele também ostentava um modelo capilar exótico, mas com uma inspiração mais Biro-Biro oitentista, digamos assim. Para ser bem clara, o cabelo do palhaço era um arbusto em coque alto. Vá tomar no cu. Diante do que eu gasto mensalmente no Proença uma cena como essa é uma ofensa pessoal. Tomara que esse cara decida acender um cigarro no fogão e esse xaxim pegue fogo. Daí alguém salvará sua vida apagando o incêndio com um martelo e ele ficará com a cara e o cabelo de peruca do Eduardo Dusek do senhor supra citado. O do "desgosto profundo". Oras.

Ali adiante um crazy vestindo calças e sapatos sociais, gravata e uma JAQUETA DE ONÇA. Me apoiei na possibilidade de ser aposta ou algo do gênero.

Pessoa disfarçada de entidade - inteira de branco, inspiração: Nizan - calçando galochas Burberry's, um cigarro atrás de cada orelha. Mochila felpuda do Barney. Sim, Barney, aquele dinossauro roxo. Essa daí só faltou ser sugada pela luminosidade de uma nave espacial, na boa.

Isso porque estamos falando apenas dos highlights, vocês entendem.

De repente o crew começa a se aproximar e tudo o que eu tenho a dizer é que todos eles estavam maquiados como a Nina Hagen e sua banda. Nunca vi algo semelhante, aquilo dá ataque epilético numa pessoa.


"Favor retornar o encosto de sua poltrona para a posição vertical"

A primeira coisa que me ocorreu foi: "legal, as aeromoças são cegas. E os comissários resolveram sacaneá-las. No próximo vôo estarão com bigodes e óculos pintados na cara."

Foi nesse momento que meu telefone tocou e era um aviso de São Paulo: se eu estivesse em vestimentas muito primaveris, passaria frio. A temperatura havia caido 200 graus na cidade. E eu lá, embarcando de camisetinha e sapatilha, só com a pashmina para o ar condicionado do avião.

MAS GENTE

Foi o que expliquei para meu interlocutor, o discurso inicial: o fato de estar frio em São Paulo não é preocupante. Preocupante é você estar entrando no vôo da seleção natural. Porque eu, se fosse Deus, não teria dúvidas. Aquele avião estava pronto para ser derrubado, Brasil. Não tinha motivos para não fazê-lo.

Era como uma Arca de Noé, só que ao contrário.

Tive certeza de que estava fodida mesmo quando o Kiekeylson acomodou-se na poltrona 8C ao lado da minha 8A e a 8B veio vazia entre nós.

A questão é que fomos salvos e eu creio piamente no co-piloto e sua pronúncia britânica cristalina. Alguém aqui já viu algum membro de tripulação brasileira conseguir pronunciar alguma palavra em inglês, mesmo que "cat" ou "dog"?

Pois bem: nosso co-piloto, ao dar as boas vindas na aterrisagem quase me causou um derrame emocional com seu british accent impecável. Me senti num avião pilotado pelo Michael Redgrave, queria comentar com alguém, mas como vocês sabem, só havia estranhos patológicos ao meu redor.

Não sei como funcionam as contas de milagres e salvações, mas tenho certeza absoluta que esse cara salvou almas hoje falando inglês corretamente em um avião brasileiro.

Se algum espertalhão tiver uma explicação melhor, por favor, manifeste-se.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Amigos do peito

Às vezes eu tenho a nítida impressão de que serei obrigada a me mudar de bar, uma vez que todos os malucos do Universo decidiram fincar acampamento na rua Fidalga, cada qual em sua mesa externa do Filial.

Estou lá eu cumprindo ordens médicas tranquilamente tomando um chopp na calçada, quando um elemento alteradíssimo aproxima-se de mim e me dá o "OI" mais feliz que já vi em toda minha vida. Respondi "oi", olhando para os lados, procurando o real destinatário de tão efusiva saudação.

Parece que tamanha felicidade era mesmo em me ver - vai entender - e o animado exemplar da raça humana não hesitou em prosseguir com a conversa:

"Nossa, né, quanto tempo.....e sua irmã, tá bem?"

Tá.....[QUEM é esse nego?]

"Seu irmão continua LÁ?"

Continua...[Senhor, quem é essa PESSOA?]

"Então vocês estão indo pra LÁ direto?"

É.........[São Longuinho, São Longuinho....]

"Seus pais tão bem?"

Tão.....[um nome, to pedindo UM nome, só isso]

"Estão LÁ ainda?"

Estão, pois é.....[vai Paula, junte o nariz, os olhos, o cabelo, forme as feições, LEMBRE-SE]

"Então LÁ tá tudo bem?"

Tá tudo ótimo.....[já sei, vou tirar uma foto dele, mandar por whatsapp pra Gabi e pro Dodô. Simulo um ataque de tosse enquanto a resposta sobre a identidade deste desgraçado não chega]

"Poxa, que bom te ver, fazia tanto tempo que não tinha notícias de vocês"

~~~LÁ~~~
Sacaram que LÁ pode ser qualquer porra de lugar do mundo, né pupilos. Normalmente, quando o FDP engloba minha família, LÁ é Ubatuba, Caraíva ou a Scarcelli"s Corporations logo, estamos acostumados a dar respostas evasivas sobre LÁ
*

Eu já estava quase pedindo uma tequila com a larva alucinógena para ver se a tradição asteca me auxiliaria abrir meus horizontes e me lembrar desse distinto quando um amigo dele aparece e tcharã:

"Duzão, essa aqui é a Lulu, filha daquele meu amigo tatuador, que mora em NYC..."

Traz a tequila com a larva alucinógena.

Medo. Muito medo.

BZIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII [tatuador húngaro zen-budista rabiscando meu antebraço a toda velocidade. Dó e piedade inexistentes. Faxineira cucaracha do studio adentra a sala montada em sua vassoura]

"Oye menina, a mi, usted me es muy parecida com la CLAUDIA RADJA"

A quem possa interessar: juro por Deus, eu não pareço a Claudia Raia. Nem em pensamento. Tem foto minha aqui na barra lateral do blog, por gentileza.

"La cara no es muy parecida, usted es más guapa que ella"

Bom. O que dizer sobre isso? BOM. Bom é um bom comentário, não?

"No mucho más, un poquito más guapa, pero no mucho más"

Sei.

"Pero la voz....la voz es igualzinha. La voz e las cotchas"

Las cotchas. Está decidido, vou me suicidar. Aceito sugestões de métodos limpos e eficazes. Pensei em Creolina com vodka e gelo, mas a caixa de comentários é toda de vocês.

"Sabes, esta parte de las piernas que vienem aqui para bajo e para cima subindo para la bunda? I-gual-sííí-nia la Claudia Radja"

Daí esses cara querem que a gente seja amigo desse povo latino americano.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Solucionando impasses

Cena: Guarujá, alto verão, camarote privativo da miguxa terrorista no Avelino's. Ela aproveitava a esbórnia litorânea com o namorado e alguns amigos e nem se surpreendeu quando um deles apareceu ali com uma fulana estranhíssima. A surpresa veio logo em seguida, quando a tal PESSOA a cutucou e iniciou o seguinte diálogo:

"Oi, você vai derrubar minha bolsa pra baixo."

"Não, não vou não."

"VAI SIM. Você não pára de se agarrar com esse cara e você vai derrubar minha bolsa para baixo"

"Olha, ~esse cara~ é o meu namorado e fica tranquila que este camarote me pertence há anos e eu nunca derrubei bolsa nenhuma para baixo."

"MINHA BOLSA VAI CAIR"

"Não vai, creyça. Eu mesma to cagando para a sua bolsa, mas note que a minha e todas as das MINHAS CONVIDADAS estão juntas e eu jamais derrubaria qualquer coisa que me pertencesse lá embaixo, vá se foder"

E foi. Quatro minutos depois, voltou:

"Vem cá minha filha, você conhece motel?"

"Por que você está me perguntando isso exatamente?"

"Porque, como eu já disse, você não pára de se atracar com esse cara e minha bolsa vai cair"

"Ah, sim. Qual é a sua bolsa?"

"É aquela preta ali"

Preciso dizer que a bolsa da sujeita foi devidamente arremessada no meio da pista de dança do Avelino's, com as 437 mil pessoas que ali estavam em pleno Janeiro? Logo após de ter sido aberta e virada de ponta cabeça para que todo seu conteúdo fosse espalhado pelo chão do local?

Não sabemos de fato quem é essa nega, mas tenho pra mim que ela continua chorando e na na fila para a emissão da segunda via de todos os 87654345678 documentos perdidos naquela ocasião.

Cenas de um Domingo quase pacato

Pensa num ser humano que, após mamar uma garrafa de Black Label no aniversário de domingo retrasado, aparece na nossa mesa com um potinho de sorvete na mão, absolutamente descabelado e o seguinte discurso:

"Cara, preciso de um doce, estou meio que morrendo".

Interessante comentar que ali no nosso grupo não havia ninguém morrendo, logo em nossa mesinha redonda tínhamos carpaccio, batatas fritas, molho pesto e um grande balde de cerveja que continuava sendo vorazmente consumido.

Bem, o manguaça senta em uma das cadeiras, bowl com sorvete na mão direita, recipiente com a calda de chocolate logo à esquerda. Não demos muita atenção porque ele estava transtornado num ponto que não permitia interação com os demais integrantes do grupo. Daí nossa animada conversa é interrompida por:

"Que BOSTA, esse sorvete tá uma merda".

Ele colocou o molho pesto no sorvete de baunilha e comeu. Deve ter achado o contraste do verde com o creme bonito e não teve dúvidas. Não, não conseguimos explicar o ocorrido, não naquele momento. E há quem duvide dos poderes cósmicos de um legítimo scotch, vai vendo.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Manifesto

São Paulo, 12 graus ao meio dia. De acordo com @danimrs, uma fonte mais do que fidedigna, fez QUATRO hoje pela manhã no Morumbi. Quer dizer.

Estou aqui apenas para dizer que sou tupiniquim e gosto de calor. Gosto de praia, de torrar o couro sob o sol, de fazer croquete na areia e dar cambota na arrebentação.

Gosto de andar de Havaianas pela rua e tomar cerveja escorada em mureta de boteco me abanando com meu leque. Ficar corada naturalmente e andar com o cabelo preso num corococó.

Tento ser clara, porque não está no gibi a quantidade de piqueteiros que, mesmo conhecendo minhas opiniões, sentam-se ao meu lado para enaltecer o frio polar e tentar uma lavagem cerebral.

Falando sucintamente: aceito baixas temperaturas em localidades situadas acima do Trópico de Câncer. Gstaad é um bom lugar para falarmos de frio. Passar frio em Pirapora não é europeu, é coisa de pobre.

Beijos.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Querido diário,

Hoje, assumindo um comportamento que Darwin desaprovaria, decidi circular pelo cômodos da minha casa durante a noite sem acender as luzes. Motivo: desconhecido.

Ao passar quase que trotando por uma sala escura, chutei longe um halter de 8 kg. Não me perguntem o que faz um halter de 8 kg na minha sala escura. Provavelmente foi plantado ali pela pessoa responsável por me sabotar. Na verdade essa bosta veio parar na minha casa nesta ocasião aqui, ó.
Agora meu dedo médio do pé direito está ficando preto e eu acho que ele vai cair ou algo pior. Pelo menos eu posso sair de par de vaso com a @jujuribeiro, que também andou quebrando uns dedo ontem.

Formou.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Rain Man

Olha só, eu não sei o que essa gente anda tomando, mas estou aqui para dizer que quero também, porque a viagem tá intensa e a parada é alucinante Baby Consuelo style.

Acaba de rolar neste recinto uma piada infame envolvendo Copa América e Paraguai, uma coisa mais ou menos com "Copa América/Para quê/ PARAGUAI" em seu denso conteúdo. Importante frisar que a anedota foi um comentário isolado. Não falávamos de futebol. Estávamos focados na malediscência, nosso carro chefe.

O moleque contou a porra da piada, todo mundo se jogou no chão de rir - vocês estão cansados de saber que aqui somos todos imbecis, gente, qual a surpresa - e quando estávamos quase nos recuperando um crazy levanta e solta:

"Vocês são muito burros. O Brasil vai jogar a Copa das Confederações de qualquer maneira, já tem vaga garantida independentemente da abertura ser em São Paulo ou não."

OI? Pra que falar coisa com coisa?

Agora estamos rindo tudo de novo. Tem cogumelo nessa sangria, me ouve, gente.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Em relação ao post anterior

Dou três chances para vocês adivinharem quem foi. Estou pensando em criar uma tag especialmente pra ela. Cabe, não?

Juventude transviada

Imagine que numa noite qualquer você sai da sua casa dirigindo seu próprio carro. Daí descobre que há uma convenção de maus elementos na casa do amigo e se manda para lá, onde estaciona a barca na garagem da pessoa. Toma 722 vodkas e vai para um restaurante. Do restaurante vai para um aniversário e do aniversário segue direto para uma festa ótima cheia de gente pelada (palavras da protagonista).

Sai da tal festa de gente pelada, se dirige ao Paris 6 e de lá devolve pessoas em suas respectivas casas antes de retornar ao lar.

Quer dizer: circulou. Deu quase a volta na circunferência terrestre dirigindo. Entrou e saiu desse carro umas 15 vezes, contem aí.

No dia seguinte, acorda com um telefonema do amigo morador da casa onde fez sua primeira parada. Ele conta, em pânico, digamos, que acordou ao meio dia com a polícia quase arrombando sua porta, pois um carro havia sido roubado da garagem na noite anterior e, como o vizinho furtado já tinha feito um boletim de ocorrência, ele precisava prestar esclarecimentos pois os policiais descobriram um carro sem dono no recinto. Carro este que estava registrado justamente como pertencente aos visitantes da noite anterior.

Adivinhem:

"Não foi minha culpa. Os dois eram pretos".

E o vizinho lá, tirando as calças e pisando em cima. Com força.

Só sei que, durante nosso almoço, o amigo apareceu no restaurante para efetuar a troca de automóveis e tentar resolver seus problemas policiais.

Parece que o vizinho está espumando até hoje. E que não somos mais bem vindos no edifício. Fim.

sábado, 16 de julho de 2011

Festa Virtual Bizarra ao vivo

Porque quando você entorna um six pack de Stellas e uma garrafa de Moët, vou dizer que é necessário um esquema desse com Los Hermanos dramático ao vivo. Não que seja meu caso, imagina.

Escolha uma música COM cornetinhas e saia cantando pelos ambientes de sua casa. Arrisque movimentos corporais no estilo "serpente".

Não se esqueça de fechar as cortinas, afinal de contas, você mora aí. A vizinhança repara.



Fracasso social, seu nome é Paula.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dedicado à Musa

Devo confessar que, desde o post onde a querida Musa abordou o comportamento de seres que mereceriam respostas cretinas para suas perguntas inominavelmente imbecis, aprimorei minha capacidade de identificação e análise desta (grande) parcela limítrofe da população.

Link para o post onde comento sua publicação

Isto posto, POR FAVOR, observem a maravilha com a qual me deparei hoje no Facebuken. Porque a humanidade é uma espécie de infinitas facetas mesmo, minha gente. Eis a prova.

Amigo postou a seguinte foto em seu wall:



Trata-se de uma fotografia conhecida, publicada à exaustão, mas o caso não é este, Brasil. Ocorre que o primeiro comentário veio de uma distinta que escreveu:

"Só ela é branca??"

Não, Einstein. Ela é xadrez.

OU

Não, Einstein. Tem mais umas 20 minas brancas, mas elas estão sob os caras pretos então você não pode enxergá-las. Mas garanto que estão lá. Elas me ligaram avisando que estariam.

OU

Olha, ela é a única preta, o resto todo é branco, acho que você está tendo um derrame.

Pensei em dar um print screen, mas depois que uma corna um povo ofendido aí andou se revoltando contra mim e denunciando este belo blog no melhor estilo  festa do caqui ("denunciaê, fala que é abusive, tem problema não!"), achei melhor privá-los da riqueza de detalhes em prol do sucesso do meu programa de anger management. Mas juro que está lá assim. Igualzinho.

Diante disso, a única conclusão à qual consigo chegar é a de que Deus deve estar desolado com o fracasso múltiplo da espécie dita dominante. Fué.

Tradição familiar

Verdade verdadeira:

A nega estava grávida e o combinado com o marido era que se fosse menina ela escolheria o nome. Se fosse menino a escolha ficaria a cargo dele. Não do menino, do marido.

Daí, fizeram um ultrassom e tcharã: menino. O marido externou a vontade que sempre teve de batizar um filho com o nome do seu avô e a prenha não se opôs, afinal de contas, super fofo e bacana esse negócio de homenagear avô, diz aí. Curiosa, perguntou:

"Mas querido, como é mesmo o nome do seu avô?"

"ZULFO."

Não, ela não permitiu. Ainda há sensatez neste mundo moderno.

Só para constar que lembramos desta história após comentarmos sobre o cartão que Muso achou em seu bolso após uma noite de esbórnia. Ele não sabe de quem se trata, se era alguém com quem ele faria negócios, se era um cafetão, ou um policial, talvez. Só sabemos que o nome do cara é Andrólico. An-dre-o-dro-le-li-ce-o-co.

Beijos

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Máximas - Papo de surdo bêbado com mudo dopado

Domingo feliz, grande mesa no Rodeio. Almoço dos bonzinhos, aquele clima de ressaca no ar. Povo compreensivelmente lesado. Amiga que estava em outra mesa veio tomar um mé com a gente e iniciou fofoca leve do lado de lá do círculo:

"Vocês viram a Fulana? O tamanho do Jesus na cruz que ela está no pescoço?"

E o comentário no meu lado da mesa:

"Quem tá aí? O Jesus Luz?"

Conversa prosseguindo no lado de lá:

"Viram cada pedra? Um baita dum Jesus daquele todo cravejado e..."

Lado de cá:

"É, é o Jesus Luz. Cadê hein?"

Polvorosa na mesa, bando de velha procurando Jesus Luz no restaurante.

Lado de lá:

"Vocês não viram? Ela está ali na outra mesa redonda, ao lado da Cláudia Sicrana..."

Cá:

"Claudia Leitte?"

Lá:

"Vocês não estão vendo?" - notando a balbúrdia gerada pela conversa. "Ali na outra mesa redonda. Olha que vocês logo enxergam ou o Jesus na cruz da Fulana ou a Claudia Sicrana"

Cá:

"A Claudia Leitte tá com o Jesus Luz? Onde?"

"Pelo que ela está dizendo estão naquela mesa redonda, mas não estou vendo..."

"Mas eles tão juntos?"

"Sei lá. Ela não é casada?"

"É, ué, mas de repente separou."

"Vai ver foi isso. Cadê, gente?"

Quarenta minutos depois desse papo começar, o lado de cá entendeu o assunto. Olha a agilidade da galera.

Resumidamente, este atraso na cognição fez com que, em menos de 5 minutos, separássemos a Claudia Leitte do coitado do marido dela e tacássemos a nega dentro do Rodeio da Haddock Lobo PEGANDO o Jesus Luz. Ficticiamente.

Observem o que a senilidade aliada à falta de noção não faz, meu povo. Prestem atenção.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Máximas - Let's Party versão 2011

"Vamos logo para a festa. Liguei lá e diz que tá ótima, cheia de gente pelada andando"

ESTÁ CHEIA DE GENTE PELADA foi o argumento no qual Sam se apoiou para me convencer de ir à grande festa do último sábado. Informação checada e repassada. Muito me lembrou o discurso do Fred sobre "dança dos desesperados" e "sangue pra todo lado", quando me rebocou de volta para umas das festas da Marília às OITO da manhã.

Pensando aqui no poder que meus amigos têm de resumir uma situação geral em tipo... dez palavras ou menos.

Feedback

Contar pra vocês que fontes fidedignas me informaram sobre um surto de Miriam Rafaela após a leitura do penúltimo post.

Parece inclusive que ela e Fernando Rodolfo denunciaram o blog no Facebook, vai vendo. Este povo está esperando de mim uma vidência que não me é peculiar, porque DESDE QUANDO eu sabia que o ilustre casal lia esta merda? Era pra saber? Ooops. Desculpaê, mas partindo do princípio que não trocamos uma palavra sequer há quase seis anos, juro que não me ocorreu tal possibilidade.

Após o maravilhoso desfecho daquele flagrante, esperava de tudo um pouco, menos que eles participassem do meu dia a dia ativamente através da rede mundial de computadores, observem que sensata a minha conclusão, calalio.

Tudo indica que o ódio de ambos teve origem no fato de que todas as pessoas de suas relações conhecem a história e os identificaram instantaneamente. Agora não sei se vocês concordam comigo mas, a partir do momento em que a própria Miriam Rafaela divulgou o caso para o Brasil inteiro, ela mesma jogou por terra todo este meu esforço em maquiar as identidades, está correto o meu raciocínio? Não entendo nego que faz fofoca de si mesmo, juro por Deus, me explica.

A partir de hoje, interpretem qualquer choque de aeronave contra edifício em Pinheiros como atentado.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Airport 1975

Imagine uma conversa dentro de um avião entre duas senhoras com o seguinte conteúdo:

"Nós vamos pousar em Guarulhos?"

"Não, nós vamos pousar em Congonhas."

"Iiiihhh! Congonhas é fora da cidade, né?"

"Não, Congonhas é perto do Ibirapuera."

"É dentro da cidade?"

"Sim, Congonhas é o aeroporto dentro do bairro"

"Mas nós vamos pousar em Guarulhos?"

"Não! Nós vamos pousar em Congonhas."

"Iiiiihhhh! Mas Congonhas é fora da cidade, né?"

Até sua cabeça explodir.

Sou uma mulher doente, sofro de labirintite e extremo descontrole emocional. Quase pedi uma faca para ir cortar os pulsos no banheiro.

Viver em sociedade e suas delícias.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"Los ricos tambien lloran"

[para quem nunca viu novela mexicana na TVS, deixo aqui meus pêsames]

Essa é daquelas que todo mundo acha que é mentira ou exagero, mas eu juro que é verdade. Conheço todos os participantes, tenho nome e endereço, tudo certinho, para quem quiser checar. Mas, por motivos que ficarão óbvios assim que a história começar a tomar forma, todos tiveram suas alcunhas substituídas, pelo menos por enquanto.

04 de dezembro de 2005. Haveria o grande jogo de futebol que daria ao Corinthians o título de campeão brasileiro. Antecipando o sucesso da partida, os pais de Soraya Montenegro convidaram para grande almoço seguido de intoxicação por álcool na bela casa da rua Argentina.

Desnecessário comentar que certas reuniões são inadequadas apenas por sua essência. Um monte de gente que não presta secando o bar alheio, todos tomados pela euforia sem controle causada pelo fanatismo corintiano. Vai vendo. Os riscos do evento começaram a se materializar dois dias antes, qual a dúvida.

Não lembro exatamente da sequência de fatos que nos levou até o Filial no momento pós jogo/pós muito mé, mas sei bem que foi ali que encerrei minha participação na noite. E essa danadinha estava apenas começando, ceis nem imaginam. Caí dura na porta do bar e fui resgatada para casa, onde dormi no quintal por não conseguir abrir a porta da frente. Nem qualquer outra. Mas acreditem: o relento ainda foi uma opção melhor àquelas que o destino ainda reservava para o resto da noite e seus sobreviventes.

Começou que uma das integrantes da refinada mesa decidiu ir embora e, não encontrando um taxi imediatamente, optou por pegar uma carona com um motoqueiro entregador de pizza E FOI. Camisa do Curintia, dicção comprometida, equilíbrio idem, na garupa do motoca. Adoraria saber o que a elegante vizinhança da rua Argentina diria sobre isso. Ou o que o proprio motoqueiro diria sobre isso. Na verdade tenho uma vaga idéia.

A bebedeira prosseguiu e o grupo remanescente contava com Soraya Montenegro, Itala Roberta, Gustavo Frederico e Fernando Rodolfo, que havia levado sua noiva Miriam Rafaela para casa e acabara de retornar ao botequim.

CORTA.

Itala Roberta é acordada aos gritos de "vagabunda/piranha/puta da Augusta" e não compreende nada ao abrir os olhos e dar de cara com Miriam Rafaela arrastando-a pelos cabelos e gritando e gritando, enquanto Fernando Rodolfo, de ressaca, abestalhado, pensa estar alucinando.

Miriam Rafaela JOGA AS ROUPAS  de Itala Roberta PELA JANELA, atitude até explicável se levarmos em conta o fato de que ela chegou sem avisar de madrugada na casa de seu noivo Fernando Rodolfo e pegou a outra em sua cama. Adoraria saber a opinião da elegante vizinhança da rua Argentina sobre isso, mas até que imagino.

Eu mesma tenho pra mim que Miriam Rafaela foi é dar uma incerta, uma vez que ela sempre desconfiou do interesse de Fernando Rodolfo por Itala Roberta e nunca confiou no real apreço de sua cunhada, Soraya Montenegro, por ela. Importante frisar que Itala Roberta é unha e carne com Soraya Montenegro e a pureza desta amizade sempre encheu de rancor o coração de Miriam Rafaela.

Enfim. Miriam Rafaela arrancou Itala Roberta da cama de Fernando Rodolfo pelos cabelos, jogou suas roupas pela janela e começou a quebradeira. Quebradeira, de quebrar inteiro o finíssimo apartamento da região de Cerqueira Cesar. Como não pretendia tomar cascudos da corna noiva traída, Itala Roberta saiu correndo pelo vestíbulo em direção ao quarto de Soraya Montenegro. Ao entrar no recinto, deu de cara com - SUSTO - um Gustavo Frederico apavorado, querendo saber quantos Miriam Rafaela já havia matado.

E Itala Roberta NUA, em pé no meio do quarto, sem saber o que fazer, com a periquita de fora enquanto Gustavo Frederico olhava pra ela com cara de pastel, morto de medo da maluca que depredava o ambiente. Recuperando-se do pânico, ordenou que ela entrasse debaixo das cobertas, o que foi acatado imediatamente, porque, né. Imagina a situation. Ela deitou na cama , cobriu-se e os dois iniciaram um debate sobre o que havia acabado de ocorrer ali. E portas batiam e objetos quebravam-se nos aposentos vizinhos. Foi quando Soraya Montenegro despertou. Olhou para um lado da cama e viu Gustavo Frederico. Ao olhar para o outro lado, deu de cara com Itala Roberta e surtou:

"O que foi que a gente feeeezzzzzz????"

Antes estivéssemos falando aqui de uma suruba. Seria muito mais agradável ouvir comentários sobre o troca troca hipotético entre Gustavo Frederico, Soraya Montenegro e Itala Roberta, do que a cara de merda de Miriam Rafaela que, apesar de tudo, casou-se com Fernando Rodolfo e nos assombra em todo e qualquer evento familiar comandado por Soraya Montenegro. Isso sem contar o medo que temos de que ela nos corte a jugular com a faca elétrica da carne assada do almoço de Domingo.

FIM.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Festa Virtual Canastrona

Só faltou meu par de maracas para acompanhar o ritmo

Dá um Close nela

Pensando em contratar a Lelê como pauteira e transformar essa birosca em algo que trate estranhices em geral com embasamento científico.

Porque não me passa uma semaninha sequer sem que a dita cuja não surja com algo pitoresco ao telefone. Primeiro foi a história dos 738 travesseiros, depois foi o episódio do apartamento assombrado e agora temos o curioso caso da manicure que pretende induzir manifestações biológicas através da força do pensamento.

Não é seita ou culto, drogas tampouco, minha gente. É otimismo, força de vontade e fé no obscuro.

Vejam vocês que a manicure de Lelê nasceu Fernando, ou seja, estamos falando aqui de um travesti do mais alto garbo. Lelê nem faz muita propaganda de seus serviços, porque, diz por aí que profissional da beleza igual não há. Tudo o que sei é que faz uma trança de R$60,00 imbatível. Sucesso garantido.

Semana passada estava lá Lelê sentada com o travesti lixando-lhe as unhas quando surge o comentário:

"Letícia, estou desesperada, meu modess acabou, você tem um aí pra me emprestar?"

E eu aqui achando estranho o fato de ter tido uma manicure carioca que era amante do Neguinho da Beija Flor. Lelê: sempre um passo à frente.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Informação pertinente

Contei pra vocês que outro dia eu fiz um teste na internet e descobri que valho 36 camelos?

Tava ocupadona.

Tudo bem que na mesma conta também entram ovelhas e bodes - talvez completando casas decimais ou algo do gênero - mas nem um nem outro foram computados em meus totais, o que me leva a acreditar que OU não sou digna de ovelhas e bodes, OU minha cotação resultou em um número redondo. Prefiro trabalhar com a segunda hipótese, mas vocês estão livres para tirar suas próprias conclusões.

O que importa é que, tentando achar um sentido nisso tudo, andei pesquisando e descobri que no ano passado cada camelo era comercializado no Rio de Janeiro por R$60.000.00 à vista. Também não imagino quem exatamente tenha camelos para vender no Rio, mas enfim.

"Animais > Equideos > Outros

Camelo casal jovem (Cód. 33386) - Visitas: 1623

Clique na imagem para ampliar

Fotos:1 Preço a vista: R$ 60.000,00 / Unidade
Atualizado em 02/03/2010

Quantidade: 2

Cidade: rio de janeiro (ver no mapa)

Estado: RJ

Entrega: A combinar

Pagamento: Dinheiro

CAMELO
Vendo casal de Camelo mansos , jovens e perfeita saúde, ótimo para fazendeiros, sitiantes. Frete por conta do comprador. Preço do casal R$ 120.000,00, animal raro no Brasil. Com toda documentação, entrega imediata."


(tentei fazer um Print Screen, mas as funções deste laptop andam deixando a desejar)

Diante disso, poderíamos afirmar que estou R$2.160.000 mais rica ou seria uma atitude precipitada?

Pensei em férias por ilhas paradisíacas do Índico Africano com o Cauã me abanando, mas estou aberta a sugestões.

Beijo.

Festa Virtual

QUEM DIRIA que um dia eu daria uma festa com Arnaldo Antunes cantando algo que não fosse "Bichos Escrotos".

QUEM DIRIA

terça-feira, 7 de junho de 2011

Musa, tamojunta

Semana passada nossa querida Musa abriu seu coração e comentou sobre as perguntas cretinas com que somos bombardeados diariamente via Facebook. Afinal de contas o wall tá lá, né. Aberto. Para qualquer maluco mongolóide questionar o que bem entender, mesmo que não faça o menor sentido.

Tomo a liberdade de reproduzir aqui o post onde ela abordou o assunto:

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domingo, 5 de junho de 2011

 Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis

 Amigo posta no Facebook uma foto onde ele aparece (todo paramentado de smoking) dançando com a mulher vestida de noiva. Eis que um ser humano posta, abaixo da imagem, a seguinte pergunta: "Seu casamento?"

O episódio me lembrou a seção "Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis" da revista MAD. E me inspirou algumas soluções para tão peculiar sentença. Aí vão:


 -Seu casamento?
-Não, uma festa à fantasia.
-Não, a minha digníssima estava casando com outro. Eu era um convidado malandro que a arrastou prum cantinho do salão depois dessa contradança e destrui a união antes da noite de núpcias. O nosso enlace se deu meses depois.
- Não, montagem. Não tínhamos dinheiro pra cerimônia e um amigo bom de Photoshop fez essa pequena homenagem pra realizar o sonho da minha esposa.
1 comentários
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Como sou solidária à esta minha parceira infalível de reprise de novela dos anos 80 e prometi ser fiel na alegria e na tristeza, estou aqui para dizer que, Musa, meu bem, você não está só nesse mundo. Seu sofrimento não é isolado. Você passa por isso, eu passo por isso. Muitos por aí estão planejando respostas imbecis ou apenas um bom vaso para quebrar na cabeça dos idiotas que nos obrigam a coisas como:

a) Pessoa põe no ar um álbum intitulado "AUSTRÁLIA". Primeiro comentário: "Bahia, amiga? Que máximo!"

*Porra. Jura?*

b) Pessoa publica seu último check in efetuado no Foursquare. O sucinto texto não deixa dúvidas quanto à localização do ser. Um infeliz comenta: "Nem chamou...". O autor do post replica: "Vem pra cá". E ganha como resposta: "Pra cá ONDE?????"

*Porra. Jura?*

c) Pessoa posta "@ Rio de Janeiro". TRÊS segundos depois, aparece o primeiro comentário: "Tá no Rio?" (NÃO, TO NA PUTA QUE O PARIU DANDO O RABO PARA UM E.T.)

d) Pessoa informa que "was at Sociedade Hípica Paulista". PAULISTA. PAU. LISTA. Nego comenta: "Conseguiu sair de Buenos Aires ou ainda tá presa por causa do vulcão?"

e) Restaurante informa: "novo horário de funcionamento: terça, quarta e quinta - 19h00 às 00h00; sexta - 19h00 às 02h00". Pergunta da leitora: "O quê? Não entendi..."

ELA NÃO ENTENDEU, MINHA GENTE. Faça-me o favor.
Isso tudo não pode ser sério. Galera anda com graves problemas de cognição. Diagnosticados. A humanidade regride a olhos vistos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Moral da história

Dormir pra quê, se posso gastar esse tempo difamando minha família na internet?

Ê MAMÃ-ÃE

O que dizer de alguém que vai ao show de rock and roll do amigo, enche a cara, invade o palco e, empunhando o microfone do cantor,  puxa um refrão como "tchaaaco, eu tô em cima eu tô embaixo, ê mamã-ãe"?

Terrorista.

Meses depois você dá de cara com uma enquete no Facebook sobre momentos que marcaram a temporada de verão do estabelecimento onde tudo ocorreu. A maioria das pessoas cita a mulher maluca que invadiu o show do Nabor vestindo apenas um biquini e uma bolsa como blusa para arruinar a apresentação do cara entoando a Melô do Tchaco. De pensar que o artista foi conivente, calculem.

Certas atitudes resumem de maneira muito prática o âmago de determinadas pessoas. Agora adivinhem se a criatura em questão possui algum tipo de parentesco comigo?

Evitem envolvimento com os meus. Nós não prestamos.

Agora cante conosco:

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ainda sobre líquidos e laptops

Em minha defesa, gostaria apenas de deixar registrado que derrubei a calda quente no teclado por puro descontrole emocional. Momento de gula desenfreada, euforia, esganamento. Quer dizer, uma situação absolutamente explicável, a meu ver.

Triste mesmo foi a Karin, que estava montando uma planilha qualquer num momento inadequado, já que ela tomou tal iniciativa justamente na hora em que todas as pessoas hospedadas no poleiro da Vieira Souto decidiram tomar a primeira vódega. Largou o laptop sobre o sofá. Foi até a cozinha e pegou um copo de água. Voltou para o sofá e reposicionou o computador seguindo todas as normas de segurança. Pegou o copo na mão e, ao invés de levá-lo à boca, despejou seu conteúdo sobre o aparelho.

Teve que inventar uma história meio paranormal no TI da firma. Parece que mencionou "vozes na cabeça".

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Má que beleza

Decidi quebrar o marasmo aqui no aconchego do meu lar e concluí que o tamanho da minha larica já estava proporcionalmente equiparado à minha vontade de usar este gás encanado que acende as seis bocas do fogão ali da cozinha.

Perigo.

Se tem uma coisa que não é adequada, esta coisa sou eu manipulando ingredientes, panelas e fogo, uma vez que sou absolutamente desprovida do básico da mínima coordenação motora exigida para manusear tais elementos. Riscos: o grude ficar uma bosta; incêndio; unidade de queimados; similares.

Mas enfim, minha gula superou a parca capacidade de raciocínio que ainda possuo e decidi fazer uma calda quente de chocolate para comer com umas mexiricas que estavam dando pinta ali na fruteira e que, para ser sincera, nem desconfio como chegaram até aqui. Afinal de contas estamos falando de frutas, seres pertencentes a algum grupo alimentício solenemente ignorado por mim.

MAS ENFIM, NOVAMENTE.

Por mais incrível que possa parecer eu não produzi fogo, fumaça ou vítimas durante o processo de cocção do chocolate com leite condensado e a parada até que ficou com uma cara bem simpática. Sempre tem a primeira vez, né. Com fé, um dia a gente acerta. Chegou meu dia.

O que eu não podia prever era que, ao levar minha bandeja de frutas com chocolate para o aposento anexo e me sentar no sofá com o laptopo no colo, eu engasgaria com uma banda de mexirica e terminaria por derrubar a calda quente sobre a porra do teclado.

Daí o povo fala que perante a Deus todos nós temos vez, ou algo do gênero. To vendo.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Correria

Só pra comentar com vocês que estou super bem adaptada ao tal do período sabático auto imposto em que me encontro. Sempre afirmei que conseguiria de maneira facil e indolor me adaptar ao mundo em que as pessoas nada produzem e to aqui viva para provar que minhas declarações eram verdadeiras.

Nesse frio lazaraento, então, esta fase de bundação não poderia ser mais adequada. Decisão bem genial.

Me resta agora receber uma herança, ou ter uma visão profética dos números da próxima loteria que estiver acumulada em mais de 50 milhões. Menos que isso atrapalha um pouco meus planos orçamentários para o futuro.

Se alguém aí tiver a tal visão e quiser dividir comigo, garanto um vida repleta de emoções.

Beijo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O aquém do além

Coisas que a gente vê acontecer mas fica olhando para o infinito enquanto aguarda o momento de compreensão:

Amiga compra apartamento e começa uma reforma daquelas de dar medo. Coloca tudo no chão. Transforma seu imóvel em ferro retorcido e concreto demolido. Ela anda pela rua envolta em uma nuvem de cal desde que iniciou tal obra. O interior de seu veículo foi transformado em um tanque de areia e ela até já aprendeu o macete para transportar sacos de cimento, OU SEJA: a nega está farta desse negócio de construção e não vê a hora desta porra acabar para que sua vida possa seguir em frente.

Até meados da semana passada, esta reviravolta estava muito próxima, já que o projeto havia chegado no ponto de execução. Com todas as paredes devidamente quebradas e todo o material entregue, a equipe iniciaria a reforma em si, o que possibilitaria a mudança da amiga para o raio do apartamento num futuro próximo. Ou não.

Daí que ela recebe um telefonema do mestre de obras exigindo sua presença no local. Chegando lá, é informada de que a equipe não continuará a obra porque "tem um espírito" e eles estão com medo.

Sim. Tem um espírito. Eles estão com medo. Os pedreiros.

ELUCIDANDO
Os nego pescoçaram uma conversa da amiga em que ela comentava que comprara o apartamento após o falecimento da antiga proprietária. Imediatamente concluíram que o fantasma da véia apareceria para assombrá-los. A partir de então, passaram a ouvir a porta de entrada bater diariamente ao meio-dia. Para certificar-se que o receio coletivo procedia, o mestre de obras armou tocaia por dias a partir das 11:55. Objetivo: checar se a alma bateria na porta mesmo. Porque, afinal de contas, ele não importunaria sem motivo aquela que o contratou. Ele constatou que havia mesmo um espírito e, por conta disso, nem ele nem a equipe poderiam dar continuidade à reconstrução do apartamento da amiga.

Que está esperando essa gente parar com a palhaçada antes de ser obrigada a montar barraca no vão livre do MASP por falta de teto.

E você aí, reclamando da vida. Arranja uma reforma pra aprender a dar valor, meu filho. E depois me conta.

BU!

domingo, 15 de maio de 2011

Em se tratando de bizarrices...

Quando eu falo que esse negócio de ficar em casa no sábado à noite não dá certo...é porque não dá certo. A programação televisiva nos obriga a testemunhar abissalidades apenas comparáveis àquelas que encontramos na grade projetada para o periodo de 6 ao meio dia. Atrações para gente limítrofe.

Depois da festa virtual que dei aqui em casa tendo como convidada eu mesma, assisti um belo filme que acabou agora há pouco. Daí, mudei de canal e estava passando o tal do "Eu não sabia que estava grávida".

Atentem para o caso desta senhora de nome LaSonia (típico de gente cuja mãe ouviu o galo cantar e até hoje não sabe exatamente aonde):

A pessoa tem 28 anos. A pessoa tem um marido. Ela dá para ele, é presumido. A pessoa pára de menstruar e engorda. Começa a ter desejos, asia, sangramento no nariz e manchas na pele. Sai secreção do peito da infeliz. Tontura, muita tontura. A criatura enjoa e tem vontade de fazer pipi de 10 em 10 minutos.

A barriga cresce. ELA SENTE MOVIMENTOS ESTRANHOS NA REGIÃO ABDOMINAL.

Um dia ela acorda de madrugada com a cama molhada e pensa que fez xixi nos lençóis. Logo em seguida tem a pior dor de sua vida.

CONCLUI QUE ESTÁ COM CÂNCER.

Sério gente? Sério mesmo? Câncer?? Porque eu, particularmente, nunca ouvi conclusão mais estapafúrdia do que essa em toda a minha vida.

Ai que mau humor ocasionado por imbecis, viu.

Festa Virtual de hoje

Tô cantando há horas. Beijo.




sexta-feira, 13 de maio de 2011

Toddynho no Copa - Divagando

To eu aqui sentada, consumindo vorazmente a programação do canal Viva e constatando o incontestável - estamos VELHOS, minha gente - enquanto tomo o quinto Toddynho do dia.

Tudo bem que estou passando por uma fase de ansiedade e descompensação de gênio sem precedentes, mas CINCO Toddynhos é para foder qualquer um, hein. Cinco Toddynhos aumentam a bunda de uma etíope. Cinco Toddynhos criam banhas num cabide, diz aí.

A questão é que o meu caso de amor com o Toddynho é um treco bem antigo e eu me lembro exatamente quando e onde iniciou-se. Preparem-se que a história é fina, povo.

Aconteceu na minha distante infância, em uma de minhas idas ao Rio de Janeiro com papai, mamãn e a pequenina ogra que dizem por aí ser minha irmã. Era o ano de 1837, creio eu. Meu irmão, aquele senhor sério (...) e pai de bela família nem existia ainda. Calculem em séculos o tempo que tem este evento e o porquê de eu tê-lo resgatado após os cinco Toddynhos deglutidos diante de uma programação que me apresenta atores mais velhos do que eu aos 15 anos de idade. Notem como uma coisa puxa a outra.

Hospedamo-nos no Copacabana Palace, o que naquela época era praxe. Boa época, né. Época boa mesmo essa, onde praxe era ir pro Rio e se jogar no Copa de graça, já que eu tinha meus 7 ou 8 anos de idade e quem pagava era o meu pai. Hoje tal programa já ferra um pouco meu orçamento, mas tamos aí, firrrrmes.

Daí que, fora aquela ilha de pedra mineira que tinha na piscina, a coisa que eu mais amava no velho Copa era abrir o frigobar e detonar tudo o que houvesse lá dentro. A primeira coisa em que eu pensava quando ouvia a palavra "hotel" era na geladeira. Descompensada desde sempre, percebam.

Um belo dia, eu abri a porta do frigobar e me deparei com dois Toddynhos. Eles vinham em lata, turma. Latas de Toddynho, quer coisa mais tempo do onça que isso? Tomei o primeiro e fiquei maravilhada. Abri o segundo. Estava estragado. Mas era tão bom que, do alto da minha experiência aos 8 anos de vida, decidi que era por bem consumir a parada, mesmo AZEDA. Foi.

Desde então, nunca mais abandonei o vício. E hoje estou aqui, prestes a bingar um six pack de leite integral reconstituído, cacau e gordura vegetal hidrogenada. Por essas e outras que temos esteira em casa.

Agora tchau, que nas minhas embalagens vazias tem um negócio pra recortar atrás. Parece que vira um fantoche. Vou chamar um adulto porque é a orientação que há destacada na caixa.

Beijos.

Macumba que pegou forte

Para quem achou que a minha saga da telefonia móvel estava com seu ciclo fechado:

Fui ali na padaria da rua Wisard e um SER, por cujo intelecto eu jamais gostaria de me responsabilizar, roubou a bateria do meu celular. Sim, apenas a bateria. A bateria e a tampa traseira. O celular estava lá, me esperando com chip e tudo quando cheguei para resgatá-lo após subir a rua Girassol AOS PULOS.

Mal sabe este animal que, no que depender de mim e da minha força do pensamento, seu pinto esverdeará para logo em seguida cair.

Me explica.

O que leva um ser humano a roubar uma bateria de BlackBerry? Alguém? Alguém? Alguém? Bueller?

Agora preciso ir ali comprar bateria e tampa novas. Cazzo.

E ainda houve boatos de que eu estava na melhor.

#sextafeiratrezefacts

- Alguém roubou a bateria do meu celular ali na padaria da rua Wisard. Apenas a bateria. O celular tá aqui na minha casa, olhando pra mim. Roubar baterias: esta arte eu não conhecia.

- Sim, estou sem celular. Pois é.

- Comprei uma bateria no Mercado Livre. Paguei via débito automático. O dinheiro saiu da minha conta. O dinheiro não aparece na porra do Mercado Livre.

- O Blogger tá sumindo com meus posts de maneira aleatoria.

- Meu carro foi para a oficina devido à explosão da embreagem. Estou sem carro até o final do dia.

- O cara da oficina acaba de me informar que meu carro não ficará pronto. Começou o engrupimento.

- Estou sem celular

- Estou sem celular

- Estou sem celular

Daí eu tenho que aguentar trocentos nego postando no Facebook que "oba, hoje é sexta-feira 13, meu dia de sorte".

Me poupem. Valew.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Aconteceu comigo

Vamos supor que um dia você acorde e constate que está com tempo livre. Ou que se sinta largado às traças numa noite qualquer. Ou ainda que se veja sem destino nem expectativas reais para o dia de amanhã. Aqueles momentos em que pinta um vazio e você fica, assim, sem um futuro nítido pela frente. Sabe?

Tome um calmante, abra uma cerveja, pratique alpinismo. Bata um bolo, leia a Bíblia, estude mandarim. Corte cana, auxilie alguém que esteja com o caminhão emperrado na ladeira, arranje uma lata de tinta branca e pinte seu corpo inteiro no estilo "Timbalada". Isso, EMPURRE o caminhão ladeira acima.

QUALQUER COISA.

Só não invente de caçar algum armário adormecido na sua casa para arrumar. Arrumar armário, não.

Contar pra vocês que na última vez que tomei esta decisão de corno - porque só cornos patológicos em estado terminal tomam decisões dessa espécie - transformei minha casa em um cenário de Hoarders - A série.

Olhei para o armário e pensei: "Hmmmmm, bagunçadinho, hein? To de bobeira, vou dar uma ordem nessa merda aqui." A partir daí fui engolida por pilhas e pilhas de COISAS que começaram a se multiplicar e tomar todo o ambiente que me rodeava.

Quando tudo já estava devidamente jogado no chão, concluí que aquela quantidade de itens não caberia JAMAIS dentro daquele espaço novamente. Jamais. E daí  pus-me a perguntar: em qual momento da vida foi que eu virei as costas para a tão aclamada teoria do caos? Siga esta corrente e tenha uma vida próspera e feliz. Ponto. Mané arrumar armário terça de madrugada, gente...o que uma pessoa ganha com isso, exceto um trauma? Nada.

Tomada pelo pânico, constatei que aquele amontoado de coisas seria capaz de coisas impensáveis. Já conseguia enxergar a mim mesma de cabelo CRESPO tamanho o esforço necessário para organizar novamente o bololô. Pensei que, se decidisse por arrumar de fato aquilo tudo, voltaria a dormir apenas em 2013, segundo um cálculo que fiz usando como base a regra de três. Ficou bem próximo do resultado real, acreditem.

Foi quando decidi socar para dentro das seis portas tudo o que nunca deveria ter saído de lá. Vai que numa dessas eu abro um portal pra sétima dimensão e termino dentro de uma árvore, toda melecada de geleca? Tá doido? Juro que esperava encontrar a Carol Anne ali atrás das malhas de lã, mas esse não me pega. Conheço muito bem o caminho entre a televisão e a árvore, meu filho. E ele passa pelo armário que eu sei.

Conclusão: estava bagunçado. Agora fodeu de vez. Simples assim.

Colarei post its nas portas aqui de casa com os dizeres "nem pense em tentar arrumar, desgraçada". E seguirei meu destino na trilha do sucesso.

SERIO.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mais um conto Caraivano. Ou: "JOGUE ÁGUA NELA"

Essa história não é minha. Essa história é da minha irmã Gabi, que lá na antiguidade teve o bom gosto de decidir passar anos de sua vida enfiada em Caraíva, com a bunda cravada na beira daquele rio, colhendo material para a gente colocar nessa trolha aqui.

A coisa foi mais ou menos assim:

Gabi residia em uma bela casinha amarela e tinha como vizinha a amiga Ducarmo. Elas eram muito felizes naquela vida sem muros, onde se você decidisse colocar fogo em seu quintal para espantar formigas, por exemplo, a chance de matar seu vizinho tostado em estilo pururuca era imensa; aquela vida sem fronteiras, onde mesmo sem querer, você obrigatoriamente tomava conhecimento sobre o que se passava no lar adjacente; aquela vida linda, onde você de repente começava a ouvir a cantoria da querida Edith no meio do dia......e tudo permanece assim, até hoje, essa imensa bola de amor.

~~~~voltando pro corpo após breve devaneio~~~~

Um belo dia, Ducarmo alugou sua casa e pessoas que Gabi jamais havia visto na vida chegaram em Caraíva. E se instalaram ao lado de sua casinha amarela. LEGAL.

Daí que Gabi tá lá, naquela correria de Caraíva, alternando atividades como olhar para o teto e coçar o dedão do pé, quando começa a ouvir gritos de horror:

"AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!" - [mulher. grito agudo de pavor]

Gabi dá um salto. Pensa por um segundo e conclui que estão ASSASSINANDO alguém ali em frente. Outro grito, ainda mais assustador que o primeiro:

"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!"

Ela pára de coçar o dedão e assume posição de alerta. Decide prestar atenção, no sentido de estabelecer a localização exata da provável vítima de escalpelamento. A partir daí ela ouviu esta sequência de gritos entre a criatura histérica e um outro ser humano que a instruía na tentativa de acalmá-la:

"PARE DE GRITAR!" - [voz de homem, forte sotaque baiano. gritando, porém falando lentamente]

"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!"

"PARE DE GRITAR!"

"AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!"

"JOGUE ÁGUA NELA!"

"AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!"

"JOGUE UMA TOALHA NELA!"

"AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!"

"PARE DE GRITAR!'

Os gritos pioravam. O descontrole da mulher aumentava.

"JOGUE ÁGUA NELA!"

Mais gritos. Ainda mais altos. Gabi pensando em invadir. Ela acabara de constatar que os berros vinham mesmo da casa de Ducarmo.

"PRESTE ATENÇÃO! PARE DE GRITAR! JOGUE ÁGUA NELA!"

Gritos horríveis, incessantes

"JOGUE UMA TOALHA NELA!"

E essa conversa estendeu-se por muito tempo. Gabriela curiosíssima, maquinando sobre o que poderia ter causado tamanho furdunço sob o céu de estrelas.

Quando os nego decidiram parar de gritar, ela foi averiguar o caso. Mesmo porque seria necessário certificar-se de que o Jason ou algo do tipo não havia de fato passado por ali. Questão de garantia de vida e tal.

O ocorrido:

A pessoa aportou pela primeira vez em uma cidade onde não há calçamento, nem energia elétrica, nem uma cidade em si, para ser exata. Um lugar onde a fauna é dominante. Um perímetro que nos mostra didaticamente o conceito de "A Natureza é Hostil ao Homem".

Porque eu mesma já cheguei em Caraíva pela primeira vez muitos e muitos anos atrás, e garanto que muita gente pensa em ir embora, ou comprar Baygon e um facão, sei lá. Não foi meu caso, mas isso não vem ao caso [ui].

Bem. A tal figura instalou-se em seus domínios baianos e decidiu tomar um simples banho. Entrou no banho. Junto com ela entrou uma aranha de 20 centímetros de circunferência e 10 centímetros de altura. Sim, este bicho existe e já me atacou lá mesmo. Foi isso. Essa gente não tem pedigree para viver uma temporada que seja em Caraíva, te contar viu.

A partir de então, sempre que nos deparamos com alguma crise, independente de sua natureza, o comentário inicial é:

"JOGUE ÁGUA NELA" - com sotaque.

**Este post é dedicado à Red. Foi por causa de alguma besteira protagonizada por ela que nos lembramos desta história que havia tanto tempo, habitava a parte mais empoeirada de nossos cérebros senis.

Sobre o Casamento Real

Sem desmerecer a importância do evento, já que é o que vai nos livrar de ter Camilla como rainha consorte, mas...

Alguém aí tá aguentando a onipresença de William, Kate, Charles e da falecida? Porque eu não posso mais ligar minha televisão sem dar de cara com um desses caboclo. Animal Channel: tá lá o Charles. ESPN: William. Qualquer canal: a morta. Abra a porta da minha geladeira e quem tá lá dentro, sorrindo? A menina Middleton.

Tem como ir pra Lua e voltar em julho não, né? Mesmo porque, eu não sei vocês, mas EU não vou assistir cerimônia nenhuma. Já vi a da Diana e não pretendo usar o horário em que normalmente inicio meu período de sono e repouso corporal para ver casamento de terceiros. Pela TV. Não, fora de questão.

Isso tudo sem considerar o fato de que eu não mereço ter a cara de Charles aparecendo em flashes sequenciais na minha vida. Isso dá ataque epilético e convulsões. Nego precisa de uma bela catarata para observá-lo diariamente sem sequelas. O mesmo vale para aquele vestido de noiva medonho de lady Di.

Sou sensível.

Passa casamento, passa. Como disse o @bomdiaporque, e o Divórcio Real, quando vai ser?

Pânico e tumulto no meu cérebro

Bom, gente. hoje a Camila Morgado apareceu no Saia Justa usando isso aqui:


Daí todo meu sistema nervoso e motor entrou em colapso porque:

1- Eu preciso dessa tiara

2- Eu não sei onde comprar, NÃO SEI DE ONDE ELA VEIO.

É isso. Se alguém tiver esta, que atualmente é uma informação vital para mim, fineza entrar em contato. Conto com vocês, seres maiorais, infinitamente mais orientados do que eu, que conhecem a procedência da paradinha aí do cabelo.

"CRIANÇA DOENTE - Recompensa-se bem"


Só pra constar

Que meu carro ficou 2 meses arrumando depois que uma palhaça destruiu minha traseira na Henrique Schaumann PARADA e a oficina me entregou o tal veículo sem água, óleo, combustível. A única coisa que veio COM, foi com um pneu rasgado.

Esclarecendo: apenas espero que meu carro contenha combustível e fluidos ao sair da funilaria pois, se não me falha o raciocínio lógico, ao retirá-lo de lá preciso sair ANDANDO nele. Faz sentido? Pergunto porque o mundo anda me confundindo, assim, no todo.

Longe de mim abusar daqueles que me prestaram serviço em tempo recorde. Em atraso, que fique claro. Dez dias transformaram-se em dois meses, mas o que vale é quebrar recordes, diz aí.

O carro não tinha uma gota de gasolina, como fui informada pelo ilustre ser humano que me atendeu na ocasião. Informação esta, endossada pelo computador de bordo da bagaça, que marcava: "autonomia - 0", piscando amarelo na minha cara. Diante disso, dirigi até uma ladeira e desci em ponto morto até o posto do fim da rua. Abasteci o tanque e fui. Blasfemando.

Duas esquinas depois a porra do carro FERVE. Deus, com pena (ou medo) de mim, plantou um outro posto de gasolina ali bem ao meu lado. Após aguentar a cara de desprezo do frentista, que certamente me julgou uma imbecil sem precedentes por andar num carro sem água e - SURPRESA - sem óleo, segui meu caminho. Continuei blasfemando, porque GENTE. Pensa.

Uns 100 metros depois, me pára um Monza hatchback, ou algo do gênero, ao meu lado e noto o cara sentado no banco do co-piloto aos berros. A coisa era comigo. Ele gritava loucamente:

"Tia!!!!! Ô tiiiiaaaaaaaaaa!!!!! Seu pneu tá furadoooo! TIIIAAAAAAAA!!!!!"

TIA. SEU. PNEU. TÁ. FURADO.

Retornei para o posto de onde acabara de sair. O segundo posto. Não havia borracheiro naquela birosca lazarenta. Pedi para encher o pneu. O frentista passou a me desprezar de maneira infinita, eu sei.

VOLTEI para a avenida. O pneu estava rasgado e esvaziou em 10 minutos. Achei uma borracharia. A esta altura eu já estava em pleno Sacomã, olha que beleza, né. Tudo o que a gente pede aos céus para um final de tarde mágico.

Parei no estabelecimento mais suspeito do Estado de São Paulo e pedi para o responsável (?) dar um jeito naquilo. Segundo ele, fiz muito bem em parar. Se não o fizesse naquele momento "ia zuar minha roda, mano". Esses moleques não sabem que dirijo há 20 anos e que tudo aquilo tratava-se de um ebó mal despachado. Pelo menos foi esta a única explicação plausível para a sequência de fatos que acontecia ali.

O ESTEPE ESTAVA FURADO.

Mandei arrumar o pneu e ensinei o mino do Corsa tunado ao meu lado a mandar fotos pelo WhatsApp. Amizade sincera a gente constrói assim, na miséria. Na tragédia. Ele me adicionou no WhatsApp. Sim. Ficou ali ao lado aguardando a confirmação. Somos oficialmente amigos desde aquela sexta-feira treze.

Não mandei arrumar o estepe pois àquela altura queria testar até onde iria o poder da zica. Mas, incrivelmente, nada mais me aconteceu. Talvez a bigorna que caiu no meio da Marginal Pinheiros fosse para mim, mas ó: me safei.

Amanhã vou mandar arrumar este estepe. Porque parece que meu anjo da guarda foi pra Londres ver o casamento de Lady Kate e eu não estou pretendendo interagir com empresários do ramo de manutenção automotiva.

Era isso.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Coisas de Astolfo

Meu irmão é muito engraçado. Mas muito engraçado mesmo. A gente se mata de rir com ele. Rodolfo é daqueles caras que tem trejeito engraçados, de manias engraçadas, que nunca faz uma piada pra ser engraçadão. Nunca. O jeito que ele ri de qualquer coisa, o modo como ele fala com alguém, um gesto que ele faça em qualquer situação banal é o que nos faz rir até morrer.

Quem não o conhece talvez não consiga visualizar a cena. Mas quem já o viu em ação vai OUVIR ele falando aqui:

Domingo passado fomos num japa pois foi aniversário do nosso cunhado e como bom menino gordinho que é, Lulis resolveu comemorar a data empanturrando-se de peixe cru e similares. (aqui temos um pouquinho de Lulis, apenas uma breve amostra)

Daí que estava aquela zona pois somos uma família de pessoas grandes e ruidosas. Nossa mesa normalmente já é uma putaria. Some-se a isso a presença de SamSam e Dani, agregadas que também se comunicam usando três tons acima, e do filho de 2 anos do Rodolfo, o Francisco.

Quer dizer: 7 adultos estabanados e uma criança de 2 anos de idade numa mesa com hashis, shoyu, molho de tempurá, de soba, tarê, chapas de robata, ou seja, tudo o que dá merda. Estava uma zona. Sabe aquela mesa sobre a qual normalmente comentamos em restaurantes? Aquela mesa sobre a qual falamos: "Isso é lugar de trazer criança, gente?" Pois é. Éramos nós. Aliás, desde que começamos a circular com meu sobrinho por aí estamos pagando a porra da língua, porque vou te contar que se tem um treco que gera vexame é criança em restaurante. Pusstasmerdas, me lembro de todos que xinguei até hoje. Foi mal aê hein galerow.

Iniciou-se um debate sobre o que mais pediríamos, já que havíamos atacado a primeira leva de comida de forma que o pobre do sushi não teve nem chance. Utilizamos o estilo viking, foi. Meio viking meio visigodo, para ser sincera. Um horror que, graças a Deus, mamãe não presenciou. Ela comentaria pelos próximos 25 anos, mas enfim. 

"Vamos pedir mais um combinado desse aqui para 75 pessoas, vamos pedir mais um tempurá, vamos pedir mais dois grelhados"

Rodolfo interfere na deliberação:

"Vamos pedir mais hot rolls e mais enguia [UNAAAGIII] pois este tarê está especialmente bom e estou numa fase super tarê. To na onda do tarê"

Todos concordam. Chamamos o garçom e fazemos os pedidos. Ao final, Rodolfo emenda:

"Mas você poderia trazer, além da porção de tarê que vem em cada prato, uma porção extra para mim? Só para mim?" [o cara concordando, fazendo que sim com a cabeça, mas sem conseguir falar porque quando eu digo que o Rodolfo EMENDA, estou falando de alguém que não dá chances ao interlocutor]

"Para mim, só para mim, sem eu ter que dividir com NINGUÉM. Porque isso é MUITO importante para mim. Muito. Eu gosto muito de molho tarê. Muito. MUITO. MUITO. Eu PRECISO de tarê aqui no meu prato, é uma coisa doente. Trazendo este tarê extra você me ajuda MUITO. Isso é muito importante para mim. MUITO. MUITO. Muito importante. MUITO."

E o nego lá, sem saber se ficava mais chocado com a gritaria, com a quantidade de comida, com a criança quebrando tudo ou com o psicopata que fazia o pedido.

Sério, não andem com a gente. Não vale a pena.