Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Praça dos Artesãos Calabreses

Foi mal hein. Eu ia postar o mapa, mas caiu minha rede e tal, aquelas coisas. Lá vai.


Exibir mapa ampliado

Guia SP - Descobrindo cantinhos da cidade

Para quem mora em São Paulo e acredita conhecer a cidade a fundo, sugiro ir à uma aglomeração de loucos intitulada "Arraial do Magal" - nome auto-explicativo para a festa junina mais exclusiva do Jardim Paulistano - acompanhada da chefe do destempero mental na Terra (e dos outros planetas também), uma lendária amiga, atual moradora de Ipanema, RJ. Para quem ainda não associou o nome à pessoa, aqui vai uma DICA .

Saindo da festa, corra da garoa contínua e entre no seu carro com um dos amigos presentes. Deixe que a mestra do descontrole vá em outro veículo, dirigido por um dos seus mais fiéis seguidores nesse lance de loucura e desorientação generalizada.

Vá até o Pasta e Vino e, antes mesmo de ter seu couvert e aquela sardela maravilhosa sobre a mesa, atenda a um telefonema da louca. Preste atenção, pois o assunto a partir de agora é um acidente de trânsito. Porrada da boa.

Logo de cara, foi-me dito que eles haviam batido com o carro após perderem-se na Av. 9 de julho, o que me surpreendeu em diversas esferas já que: a) é IMPOSSÍVEL até mesmo para alguém recém chegado do Xingu perder-se na 9 de julho, quem dirá duas pessoas que moraram durante toda a vida em SP; b) Que raios faziam eles na 9 de julho já que saímos da Rua Groenlândia e nosso destino seria a Barão de Capanema, PORRA?

Tá, havia muito álcool envolvido, havia sequelas causadas por Sidney Magal e seu camisolão do Brasil - a festa aconteceu em um ano de Copa, 98 quase certamente. Porque a gente é antigo e tem muita história dos anos 90 pra contar, percebe? Ah, e Sidney Magal estava de fato trajando um camisolão estampado nas cores do pavilhão nacional.

Considerando estes aspectos básicos, compreendi que não seria assim tão absurdo duas pessoas tomarem um caminho sem sentido, perderem-se na via de mais fácil locomoção da cidade e finalmente terem o carro destruído em algum acidente. Achei plausível.

Desnecessário dizer que fui intimada a resgatá-los e abandonei minha mesa prontamente. Primeira providência: saber exatamente onde as duas antas estavam paradas com o carro batido. Obtive a seguinte resposta:

"Estamos aqui na Praça dos Artesãos Calabreses"

Tá. Isso diz alguma coisa para alguém? Porque eu, naquele momento, paralisei minha expressão facial e retruquei:

"Legal. Mas vcs bateram na 9 de Julho, né? Em que altura da 9 de Julho fica esta porra deste lugar, do qual eu nunca ouvi falar?"

E passei a buscar na memória "Praça do Artesãos Calabreses.....Praça dos Artesãos Calabreeeeesessssss....." sem nenhum tipo de resultado satisfatório.

Daí obtive um importante esclarecimento:

"Pressssssta antnçzão!! A getz ze perrrrdeu na Novvvv Djulho. Mas batemsssss qui na praççççççççç. A praççççç não é na Novvvvv Djulho"

Fo-deu.

"E ONDE fica essa praça?? Olha em volta, onde você está??"

"Aaaachhhhh que na Vintchreis de Maio"

Ótimo. Fácil. Simples. 23 de Maio. Como foram chegar lá já paramos de questionar faz tempo, não é mesmo? Mas estavam na 23. O resgate seria simples, se considerarmos que as duas mulas haviam, provavelmente, entrado na avenida a partir da merda da 9 de Julho.

E lá fui eu, 23 de Maio acima.....23 de Maio abaixo.....acima novamente....abaixo.......em toda sua extensão. Realizei o percurso completo 4 vezes. Eles já haviam me informado que estavam SOBRE a tal praça. Ou seja, como não avistei carro nenhum e praça alguma, concluí que os filhos da puta NÃO ESTAVAM  na 23 de Maio porcaria nenhuma.

E uma puta chuva sem fim caindo.

Encostei o carro e iniciei um debate com o amigo que se fudeu junto comigo nesta busca. Onde poderiam estar os dois seres? Eles não estavam na 9 de Julho e acreditavam estar na 23 de Maio, o que não era verdade. Eles estavam em um lugar chamado Praça dos Artesãos Calabreses, precisávamos focar nesta informação duvidosa. Depois de muita especulação resolvemos que não sabíamos nada sobre este local e ainda corríamos o risco de estar correndo atrás de uma praça inexistente, um nome errado, essas coisas. E decidimos sair dirigindo sem rumo. Rodaríamos com o carro nos entornos das avenidas que haviam sido mencionadas pelos bêbados.

Foi quando, via 23 de Maio, peguei a saída que dá acesso à Radial Leste, porque a gente estava ali sem fazer nada mesmo, com tempo livre, noite bonita e tal... e o que eu vejo do outro lado da merda da avenida? O que eu vejo no lado contrário, onde está o acesso da Radial à 23? O quê?

O carro da criatura parado sobre um triângulo de grama que separa a pista pricipal da entrada para a 23 de Maio formando uma bifurcação. Os dois sentados na chuva como se nada houvesse ocorrido. Dei a volta, parei o carro, liguei o pisca alerta e perguntei:

"A polícia já veio? Quem colocou o carro no canteiro?"

"Nááááá, ezzztamzzzz sssperando o guinchhhh. O carrrrrrrr zubiu aqui com a batchidddda"

Era um canteiro com um muro de uns 60 centímetros. De alguma maneira eles voaram. Olhei para cima. Havia uma placa. Nome do canteiro, da BIFURCAÇÃO: Praça dos Artesãos Calabreses.

Paulistanos: trata-se daquela porçãozinha de grama que há antes da curva que nos leva à 23 de Maio quando estamos indo da Mooca para o Ibirapuera, por exemplo. Como é que duas pessoas não conseguem me dizer isso? E me falam que estão em uma PRAÇA na 23 de Maio?

Tudo o que sei é que entramos todos no meu carro e fomos embora. O veículo acidentado ficou lá na praça e eu realmente até hoje não sei o que foi feito dele. Vou me informar.

A partir de então, sempre que quero dar uma de superior inicio minhas orientações com a seguinte frase:

"Chegar lá é fácil. Sabe a Praça dos Artesãos Calabreses? NÃÃÃÃOOOO????" - com a minha melhor cara de reprovação e desprezo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Definindo "Alegria de Viver"

Não sei se é de conhecimento geral, mas minha família como um todo trabalha no ramo de confecções. De um jeito ou de outro estamos todos ligados ao conglomerado da Scarcelli´s Corporations, holding que engloba as empresas de papai, e faz parte de nosso cotidiano lidar com costureiras entre tantas outras peculiaridades da indústria de vestuário.

Gabi, minha irmã, produz peças femininas exclusivíssimas, de modelagens elaboradas e tecidos sentimentais, digamos assim. Por isso ela conta com uma equipe de costureiras especializada para a execução de tais modelos. Costureiras que sabem a maneira correta de aplicar um molde sobre um tecido caríssimo, costureiras que sabem como cortar a porra do pano sem cagar o fardo inteiro causando prejuízos incalculáveis, costureiras que possuem e dominam o maquinário próprio para cada fechamento, para cada acabamento, para cada forro.

E daí eu conto pra vocês que, fora dois bois saírem voando pela janela da sua casa diariamente à 4 da tarde, a coisa mais difícil no mundo como o conhecemos é encontrar o quê? Uma costureira CAPAZ. Um ser humano que reúna todas as características supra citadas, porque vou te dizer que de costureira boa, a Puta que o Pariu tá cheia. E quaisquer outros lugares suspeitos. Tudo cheio de costureira boa. A Casa do Caralho também tá cheia. Uma beleza. É costureira boa pra todo lado ali no Beco dos Ebó Mal Despachados, dá até gosto. Na rua, pra gente contratar é que não tem UMA viu.

Voltando.

Daí que Gabi, em sua busca eterna por seres humanos que saibam exercer a função para a qual se dispuseram nesta vida, encontrou uma certa Neide, ou Nalva, ou Nilde, sei lá, uma mulher de uns 45 anos de idade mais ou menos. Atenção pois esta informação sobre sua idade é importante. A mulher era uma gênia. A mulher não precisava de orientações, a mulher sabia tudo. Gabi largava moldes e tecidos na mão dela e a mulher transformava todo aquele bololô em roupas belíssimas. Que sorte a da Gabi, né?

NÃO, não é.

Neide (ou Nalva ou Nilde) tinha um comportamento bastante peculiar, totalmente baseado em atitudes depressivas. Nada daquilo com que vocês já tiveram contato anteriormente, eu garanto. Certa vez meu irmão levou Gabi à casa da sujeita para entregar uns botões. Gabi entrou e ela iniciou o lamento. Conseguiu se libertar (porque Nalva/Neide/Nilde é daquela raça de deprimidos que TE PEGA PELO BRAÇO) após um tempo não determinado, mas longo o suficiente para encontrar nosso irmão dormindo no carro. No meio de uma avenida enquanto aguardava seu retorno.

A conversa padrão com Neide/Nalva/Nilde era esta:

"Oi Neide, tudo bem?"

"Olha, bem não tá não"

"Ah, sim, que bom. Bem, Neide, aqueles vestidos que te entreguei na semana passada estão prontos?"

"Olha, eram para estar, eram sim. Mas é que faz uma semana que eu só choro, sabe?"

"Hum..."

"Porque eu sento para trabalhar, mas não consigo me concentrar nas peças, pois só penso em chorar"

"Sei..."

"E quando eu começo, olha, eu choro o dia inteiro, viu"

"Que coisa..."

"Porque nada, nada mesmo acaba com essa minha vontade de chorar"

"Entendo..."

" E daí, quando minha filha me liga, as coisas pioram bastante"

"Não me diga..."

"Porque eu CHORO DE UM LADO E ELA CHORA DE OUTRO, NEM CONSEGUIMOS CONVERSAR"

".............."

"Passamos HORAS na linha chorando juntas"

"Ahn...mas....."

"E você não me entende, porque ainda é muito jovem"

"Mas eu..."

"Sim, sim, gente velha não tem nada mais a fazer da própria vida senão chorar"

"Hum..."

"É só o que me resta. Só. Para mim e para minha filha. Somos muito tristes"

"Sei..."

"Você ainda está nos "inta". Espera chegar nos "enta" como eu que você vai ver como é" [esta frase virou um clássico aqui na família. Usamos para TUDO atualmente]

"Olha, eu..."

"Você também vai chorar o dia inteiro, pode esperar. Eu ainda vou te ver passando o dia todo debruçada numa mesa chorando. É o nosso destino, este. SOFRER!"

Sim, sim, Gabi deu um sumiço em Nalva/Neide/Nilde. Ela desenvolveu em nós o medo profundo de atendermos telefonemas e passarmos HORAS chorando na linha com nosso interlocutor.

Só tem louco na rua, preciso de uma oca na taba em Caraíva.

**EDITANDO em 22/09/10 - O nome da nega é LAÍDE. Lembramos. Tamo ruim, mas ainda há célebro aqui.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dá um CROSE nela

Quando eu falo que nessa cidade onde eu trabalho acontecem coisas indizíveis, é porque AQUI NESSA CIDADE ONDE EU TRABALHO, AS COISAS QUE ACONTECEM SÃO REALMENTE INDIZÍVEIS, por favor prestem atenção.

Para início de conversa, postarei aqui uma foto minha recente. Notem que estou usando a camisa da seleção brasileira de futebol, o que indica que o retrato é de junho último. Para que aqueles que não me conhecem tenham uma visão clara, límpida da situação.

"Oeeee tudo bem? Paulinas, sua serva."

Importante frisar que sou a pessoa de nariz grande, não o filhote bicolor.

Pois bem. Estava eu aqui, circulando entre abecedanos neste estabelecimento comercial cujo nome pretendo em breve mudar para "Little Shop of Horrors" quando um cara que agia como cliente veio até mim e soltou:

"Estou te olhando desde que entrei.....e você é a dona daqui, não é?"

MEDO

"Sim, sou eu mesma"

"Eu queria te perguntar algo, mas tenho medo de que você me leve a mal."

MUITO MEDO

"Pois não, fique à vontade, pode perguntar"

(Trilha de Jaws ao fundo)

"Você é mulher mesmo? Ou é homem? É mulher de verdade ou é homem disfarçado? Entende o que quero saber?"

CHOQUE. DESORIENTAÇÃO.

"Não, não. Não entendo."

"É que eu queria saber se você é mulher mesmo ou TRAVESTI. Sabe? Mas ó: não me leve a mal, hein?"

Levar a mal um cara que entra na minha loja e me pergunta se meu nome é Valdemar? Má nunca!

Este ABC Paulista me mata lentamente.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Atkins who?

O bom das minhas conversas com a Red é que elas são sempre muito produtivas. Somos capazes de fazer qualquer assunto banal descambar a partir do momento em que perdemos o foco e introduzimos fantásticos planos para dominar o mundo em nossos diálogos. Hoje o tema foi "dieta mágica e indolor".

Meio da tarde, estávamos ambas ocupadíssimas, exercendo atividades competentes aos altíssimos cargos que ocupamos em nossas respectivas empresas, quando engatamos um papo inocente sobre coisas que somem, motoboys e outras amenidades via messenger. E eis que perdemos o tal do foco e prontamente o conteúdo de nossas janelas ficou mais ou menos assim:


Red diz: Restringirei minha alimentação até me internarem por desnutrição


PaulaScarcelli diz: Eu to pensando em fazer isso também, viu. Dar um ramadan nonstop daqui até, sei lá, MAIO do ano que vem, quando eu já estarei cinza por falta de nutrientes


Red diz: Isso, parecendo fugitivas de campo de concentração


PaulaScarcelli diz: frequentadoras da Praça da República, setor de drogas. AIDÉTICAS.

Red diz: Isso. Procurarão por picadas em nossos braços ou outros sintomas de vício em substâncias tóxicas pesadas.


PaulaScarcelli diz: Pessoas terão a impressão de que acabamos de cavar nossos túmulos de dentro para fora. Ficarão esperando que digamos "BRAAAAINS".


Red diz: E não faremos isso, pois não sentiremos fome e não comeremos cérebro. Viveremos apenas de... sei lá...ar


PaulaScarcelli diz: Faz sentido. Sem brains. Está decidido. Viveremos de ar então. Pq esse negócio de viver de luz é muito Baby Consuelo pro meu gosto.


Red diz: Ar e alguns alimentos interessantes de vez em quando.



PaulaScarcelli diz: Sim. Alimentos interessantes de 7 em 7 dias. Me parece um bom intervalo.

Red diz: Usaremos manequim 34. Com cinto. Porque a calça VAI cair


PaulaScarcelli diz: E colocaremos uma legging por baixo para dar volume.


Red diz: Não poderemos fazer acupuntura, por falta de carne para espetar.


PaulaScarcelli diz: Inclusive marcaremos a consulta mas não seremos atendidas porque o japonês não nos enxergará sentadas na cadeira atrás do vaso de bambu.


Red diz: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA


PaulaScarcelli diz: Olha, eu acho que 2 litros de água e um tomate tá ótimo. Gente perdida no matagal vive com menos que isso por meses. E gente perdida no Himalaia, NEM TOMATE TEM.



Red diz: Verdade. E eles vivem, não vivem?


PaulaScarcelli diz: VIVEM ATÉ DEMAIS.

Quer dizer: tá com alguma dúvida relacionada à nossa galáxia ou não? Liga pra gente. Desenvolveremos o tema com carinho para você.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Salve o Corinthians

Porque em dia de Centenário, acho fino reiterar que aqui é Corinthians, né. Salve o Timão, Salve o Gigante. E olha que era para eu estar no Anhangabaú mandando beijo pro William, viu.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Conclusões Caraivanas

Gabi, minha irmã, caminhava por Caraíva alguns anos atrás quando decidiu sentar-se à beira do rio. Estava lá de bobeira, babando, quando uma local muito nossa amiga cujo nome não citarei mas quem a conhece provavelmente associará o nome à pessoa, aproximou-se bufando e sentou-se a seu lado:

"Olhe Gabi aqui nessa cidade é assim: se engordou é porque está grávida. Se emagreceu é porque está DE AIDS"

Porque tem certas coisas que a gente só conclui com a ajuda de um nativo mal humorado, né.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Máximas - Conversa de gente boazinha/Conversa de gente lelé

No último sábado fui a um almoço na casa da chefe dos desvairados do Brasil, onde foi reunida toda a turma da trombada da faculdade onde estudamos nos anos 90 do século 19.

Reproduzirei uma sequência de diálogos que resume a essência deste povo problemático que participou de minha vida acadêmica. Vamos lá:

Primeiro Ato - conversa entre Eu e Pessoa 1. Pessoa 2 observando.

P1:"Mas Paula, você não se lembra mesmo de Fulana?"

Eu: "Não, de jeito nenhum." [Pombas, eu terminei a faculdade há 14 anos]

P1: "Estranho, você deveria se lembrar.....ela chamava atenção devido a uma característica peculiar."

Eu: "Que característica?"
[Pensando: loura? Ruiva? Alta? Italiana? Puta? Burra? Drogada? Hippie? Fanha? Moicana? Caloteira? A da bolsa LINDA? etc]

P1: "Ela é meio feia..." - MEIO FEIA.

P2 em acesso de riso.

Segundo Ato - Emendam a conversa Eu e Anfitriã. Pessoa 2 permanece observando.

A: "Paula, você já viu a Maria Fernanda acordada?"
[Maria Fernanda é a criança neta de Anfitriã, que tirava uma sonequinha nos aposentos superiores]

Eu: "Não, ainda não vi. Me avise quando ela estiver aqui."

P2: "Maria Fernanda Acordada? Não me lembro dessa....Ela se formou em jornalismo ou publicidade?"

OU SEJA...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Máximas - Tomou um doce e foi postar no Facebook

Minha irmã acabou de me mandar a seguinte mensagem via wall do Facebook. Por favor, reflitam sobre a quantidade de substâncias tóxicas presentes na corrente sanguínea desta cidadã no momento. Copiei o diálogo. Apreciem-no:

Gabriela Scarceli - Paula Scarcelli: paula, o q foi q eu te liguei pra perguntar quem era alguém ou alguma coisa esses dias, q vc teve uma crise de riso pq tava com a sam no telefone??

20 minutes ago · Comment ·LikeUnlike · See Wall-to-Wall
Gabriela Scarceli ahhhhh!!! lembrei na sequencia: do bicho q tem corpo de gente e perna de carneiro e toca flauta

Na minha opinião, não há dúvidas. É ácido mesmo. Diluído em água de privada.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Do século passado essa aqui

No último final de semana decidi fazer um retiro e estava assistindo TV no sábado à noite, atividade que não aconselho. Aconselho ir para o bar, que fique claro. Bem, lá estava eu, inadequadamente assintindo à programação fué do sábado quando me deparei com o Pepeu na tela. Instantaneamente aquilo que ainda resta de minha memória entrou em atividade me fazendo recordar do último reveillon que passei no Rio de Janeiro.

Era a virada de 98 para 99, se não me engano. Não sei, não lembro, mas também, nego que VIRA O SÉCULO em vida não tem como traçar uma linha temporal 100% confiável, vamos falar o que é verdade, né. Mas acho que foi, já que do ano 2000 eu me lembro e este foi em Angra. Eu acho. Bom. Dane-se.

Reveillon de 1998, a grande máfia estava reunida no Rio, fomos todos convidados para uma linda festa em um dos lugares mais exclusivos da Avenida Atlântica, Copacabana.

Começou que amiga Sam tomou um sol errado no dia 31 e às 8 da noite ela tinha a coloração da pantera cor de rosa, mas mais marca texto, sabe como é? Aquele rosa mais FOSFORESCENTE, digamos assim. E apresentava sintomas de insolação, olha o vexame. A pessoa é carioca de nascença, de pai e mãe, de família do tempo do Império que veio parar aqui na caravana do rei, e me dá uma dessa. Pois bem. Tudo indicava que ela 'contraíra' insolação passaria a noite bem mais sóbria que o resto da população local, o que de fato ocorreu. Por isso inclusive que temos detalhes desta festa, os quais jamais chegariam às nossas mãos se o acidente solar não houvesse acontecido. Claro que não podemos nos esquecer que Sam trajava seda pink chiquérrima, mas o efeito da roupa foi anulado pelo tom de sua pele e ela, vestida de rosa shocking, parecia estar pelada. Enfim.

Eis que chega a hora da festa. Nos acomodamos em nossos táxis com destino à Nossa Senhora de Copacabana, já que a Atlântica fica interrompida do começo da tarde do dia 31 até o fim do dia 1 de janeiro, E FOMOS.

A festança em si transcorreu como o esperado. Tudo lindo, tudo perfeito, tudo animado. E daí chegou aquele horário em que o povo começa a entortar. Uma de nós perseguiu um sueco - ou finlandês, ou dinamarquês, não me lembro - durante a noite toda. Outra deu um show de samba quase que sobre uma mesa de centro em uma saleta onde estavam sentadas a mãe e a avó do dono da festa. APENAS A MÃE E A AVÓ. E ela lá, SAMBANDO. Uma outra, cujo nome não revelo nem sob tortura, babou em seu vestido prateado tudo aquilo que tentou beber da meia noite em diante. E foi dançar com o finado e saudoso Jorginho Guinle, derrubando algumas taças em seu smoking também. E com o Carlinhos de Jesus, notem o grau da coisa toda. Fora o rabo de cavalo da criatura que parecia um gambá morto arremessado de longe em direção à sua cabeça. Triste, meu filho.

Teve uma que dormiu em cena e a Sam lá: firme, forte, sóbria e vendo TUDO. Foi quando ela notou a presença de Pepeu que tinha ido à festa acompanhado de Kryptus Rá e de Zabelê. E notou também nossa comandante chefe do Rio de Janeiro andando atrás dele na festa e cantando:

"Eu e Pepeeeeeeeeu, ele e eu"

Ininterruptamente.

E Pepeu tentando nitidamente se desvencilhar daquilo. Ingênuo esse Pepeu.

(Antes que alguém taxe a stalker de Pepeu de psicopata, quero deixar claro que ela é uma amiga da família, de Baby, de Sarah Sheeva, pelo amor de Deus. Somos bêbadas, não perseguidoras de guitarristas e derivados)

Acabou que às 8 horas da manhã decidimos ir embora e ao sair do elevador e atravessar os portões do edifício rumo ao táxi que nos esperava na avenida, encontramos Pepeu, ali, sem rumo, sem táxi, perdido. Éramos 5 pessoas, já que a sambista do living room não quis aguardar o táxi e pegou uma carona com um camburão que estava indo para o Leblon, e achamos absolutamente viável invadirmos o táxi e ainda lançarmos Pepeu, Zabelê e Kryptus Rá no carro conosco.

Claro que o taxista quase entrou em colapso e queria matar um por um, mas não houve muita saída senão nos levar até o Leblon, OITO pessoas no carro e a criatura cantando "eu e Pepeeeeeu, ele e eu" no último estágio alcoólico que um ser humano pode chegar antes do óbito. E todos nós acompanhando o sing a song da maluca, inclusive Pepeu.

Olha, não me perguntem onde Pepeu e os filhos ficaram. Posso informar que foi em algum local entre o Copacabana Palace e o Baixo Leblon, onde encostamos o carro para desovar mais duas sobreviventes e ainda atendemos um orelhão na Ataulfo de Paiva que tocava para um certo JOEL. Este telefone tocou umas 5 ou 6 vezes e só sei que saímos pela rua gritando: "Joel!!! Joel!!!" - à procura do cidadão. Joel foi encontrado e todo mundo sabe que eu tenho um amigo imaginário, né? Vocês acham que ele foi batizado por causa de quem?

De alguma maneira chegamos vivas à Delfim Moreira, não sem antes encontrar a pessoa que pegou carona com os policiais saindo do camburão ali na Rua Rita Ludolf.

Povo descompensado, a gente vê por aqui. E não é de hoje.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Furtando os bens alheios

A parte interessante de pegar um nego no pulo ROUBANDO um treco que nos pertence é apreciar a criatividade do caboclo. Por exemplo:

Minha revista Monet, da NET, assim como TODA a minha correspondência, é enviada para o meu endereço comercial, ou seja, a fábrica. Hoje durante a tarde eu vi o carteiro entrando com a revista na mão e entregando para um dos vendedores da loja, que a colocou sobre um balcão logo após acenar me avisando da entrega.

Daí que TRÊS minutos depois eu fui até o balcão pegar a porra da revista e não encontrei nada. Olhei para a minha direita e vi uma véia com uma revista embalada no plástico e a etiqueta com o nome PAULA SCARCELLI seguido de meu endereço voltada para o lado de fora, ou seja, eu podia enxergar nitidamente o pacote que acabara de chegar para mim.

Falei para a criatura: "Oi, acho que a senhora se enganou e pegou uma 'encomenda' que o carteiro acabou de me trazer." Ao que a pessoa respondeu: "Não, não, essa revista é minha, EU ACABEI DE COMPRAR."

E aquela baita etiquetona lá, com o meu nome.

É claro que eu reavi minha revista. Claro.

sábado, 17 de julho de 2010

Faltou só o Fagundes e o Stênio, gente

Só pra contar pra vocês que na frente da minha loja a guia é rebaixada e eu tenho vagas pros criente estacionarem seus automóveis bem na boca da muamba, sob a marquise e talz. Porque a gente TEM vontade de matar, mas no fundo trata bem quem garante a subsistência carcamana, não é mesmo?

Pois é.

Hoje, com este tempinho de corno que faz no país, garoa ininterrupta e 10 graus cravados no termômetro, o que salvaria a venda de um estabelecimento comercial de grande porte localizado a céu aberto? Ponto para quem respondeu "ESTACIONAMENTO". Estrelinha para quem disse "ESTACIONAMENTO COBERTO". Como eu sou fodona, digo que tenho estacionamento coberto e subterrâneo com entrada independente por DENTRO da loja. Ou seja: nada poderia atrapalhar meu movimento. Nem este frio da porra. Muito menos esta chuva lazarenta.

Isso eu afirmei ingenuamente, sem pensar na possibilidade de um.......sei lá....ataque de caminhões, vai saber.

Primeiro foi um caminhão da Nova Schin que obstruiu TODA a minha entrada e passou mais de 20 minutos descarregando engradados de breja sei lá para quem. Se fosse pra mim, pelo menos, né. Bem, quando vi que aquele trambolho estava parado em cima da minha calçada havia séculos me coloquei porta afora e constatei que o cara ainda ia começar a descer a primeira das CINCO geladeiras que estavam lá em cima. Desnecessário dizer que houve tumulto e o veículo foi expulso a pedradas.

Dez minutos depois, eu disse DEZ minutos, estacionou ali, na entrada da minha garagem, o caminhão dos morangos de Atibaia. Ignorando o mundo ao seu redor, o motorista desceu, abriu o toldo, montou a banca e acionou o autofalante: "MORANGOS, MORANGOS FRESQUINHOS, MORANGOS DE ATIBAIA...". Fa-la Sé-rio. Me fala. Sério. Por favor.

Logo após sua partida, que ocorreu sem a menor cordialidade, sobe na calçada um caminhão de "Água Potável".

Na sequência parou um guincho.

Reboque de caçamba assim que o guincho se mandou.

Logo depois chegou o "Óleo Lubrificante Usado". Quer dizer, o ser vivo não pensa que tá estacionando na porta de outrem um treco que transporta material inflamável, CARAMBA? Gente, é só pensar. Porque se eu sou capaz de atear fogo em algo ou alguém? OPA. Tamo aí. OUTREM é pura violência, OUTREM é sangue na parede.

Foi isso. Era só para dividir esta mágoa interna com terceiros. Ufa. Deu até asma.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Porque ZICA é uma coisa que se multiplica como Gremlins

Querido diário,

Até a semana passada eu tinha um celular, um PC, um laptop, uma câmera fotográfica, um secador de cabelos, enfim, eu era uma pessoa normal.

Daí TUDO quebrou neste curto período que separa a semana passada DESTA semana e hoje eu sou uma mulher solta, sem nada, desprovida de eletroeletrônicos de quaisquer espécies.

Claro que não incluirei os carros inutilizados nesta conta. Não vivo do passado, apesar deste passado especificamente não estar além de maio úrtimo.

Acabei de fazer um café e não há açúcar na minha casa. Levando em consideração o fato de que coisas como lâmpadas e quadros também andam despencando na minha cabeça, juro que a minha vontade era me mudar por tempo indeterminado para a beira do Rio Caraíva.

Mas não sei se é adequado pegar avião não. Diz aí. :-o

sábado, 10 de julho de 2010

Nada cai do céu, nem cairá-á

Alguém está tentando me matar. E olha, tá MESMO. Desde ontem eventos obscuros estão acontecendo ao meu redor causando a queda de objetos pesados, quebráveis e pontiagudos sobre minha cabeça. Eu inclusive ainda não consegui compreender como não tenho 20 pontos na testa e um leito no Sírio-Libanês.

Ontem mesmo, lá pelas 10 da manhã, estava eu em meu maravilhoso ambiente de trabalho, aquela Industria Vital, quando uma lâmpada fluorescente CAIU DO TETO de 5 metros de altura, em cima da minha cabeça. Vocês entenderam? Que a lâmpada de 1 metro e 20 de comprimento despencou em cima de mim? E quebrou em 500 mil pedaços, fora aquele gás suspeito que sai de dentro dela? Cara, tinha vidro no meu olho, na minha boca, na minha orelha, no meu sapato e meu cabelo ficou tilintando o dia inteiro. Fora a porrada, porque na hora eu achei que meu crânio tinha se partido em 2 e meu cérebro estava escorrendo pelo canto esquerdo. Sabotagem certa, diz aí. ARMADO. Pra me pegar. Mas não deu certo.

À noite fui tomar uns mé jantar na casa de Muso e estava lá sentada no sofá habitual felizona quando CATAPLOFT. O quadro posicionado logo acima de mim CAI. É, é, na minha cabeça, é!!!! Um puta treco enorme com um vidro de espessura a prova de balas e uma moldura de FERRO, ou sei lá o que era aquilo que quase me partiu a cara. Quer dizer. Vai falar que não tem alguém sabotando, porque tem, né.

Gente, eu quase morri duas vezes.

Agora tô atenta olhando pro céu, porque já dizia Ivan Lins:

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Doutor Chucrutes

Então né. A macumba pegou forte na família Scarcelli e teve um dia aí que eu e minha irmã estávamos em consultas médicas. Eu no ortopedista-com-nítidos-problemas-de-relacionamento-humano e ela no vascular-primo-do-Nerso-da-Capitinga.

Fui parar neste ortopedista porque já fazia uma semana que RESPIRAR me doía tudo. Era uma dor que partia do omoplata direito, dava a volta pela lateral pegando parte das costelas e terminava no externo. Coisa básica. Complementando o quadro, eu estava com uma TOSSE maluca e imaginem um ser humano tossindo sem parar tendo em mãos tais condições físicas. Tava bacana, bem legal. Agradável e indolor. Diante disso e me valendo de meus conhecimentos básicos decidi me automedicar com Nisulide, conhecido anti-inflamatório disponível no mercado. Após duas semanas me drogando sem nenhum resultado alcançado achei por bem marcar uma consulta com um especialista, já que meu fígado se dissolveria em dois dias no máximo caso eu continuasse a fazer uso de tal medicamento pesado. Marquei a merda da consulta e fui. esperei 40 horas, perdi a Argentina entrando em campo e enfim, o médico me chamou.

O cara era estranhíssimo, não conseguia pronunciar palavras inteiras e nem me olhar na cara. Sentei na cadeira do outro lado da mesa, expliquei a situação e ele, sem dizer nada, NADA, pegou o receituário e começou a escrever. Me passou o papel e enfim disse:

"Tome NISULIDE por 7 dias, um comprimido a cada 8 horas."

NI-SU-LI-DE. PORRA. Fala sério.

Caso Gabi:

A Gabi tá com um treco estranhíssimo na perna que vários bêbados, o veterinário, minha tia, o caseiro de Ubatuba e o cara do lava rápido diagnosticaram como sendo sua safena inchada. Maior treta esse negócio de safena inchada, vamos ao vascular ver que merda é essa, né.

Tá. Chegando lá, ela toda trabalhada para a consulta, me aparece o médico, primo de primeiro grau do Nérso. Um caipira maluco que olhou pra perna dela e disse: "VIIIIIIIIXE!!!!". A partir daqui, reproduzirei os diálogos. Lembrem-se que o cara tem um sotaque caipira da porra.

"Vixe? o que foi doutor? Me disseram que isso é a minha safena...."

"IHHHHHHH!!! É a safena mesmo......mas tá GRAVE hein!! VIIIIIXEEEE!"

"Mas grave quanto? Porque podemos tratar isso, não podemos?"

"Tratar???? IHHHHHHHHHHHHH! Isso não tem tratamento não!! O máximo que a gente pode fazer é operar!"

"Ah, que bom, então vamos operar, é isso?"

"NÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!! Na sua idade não fazemos esse tipo de operação. Agora não dá pra fazer nada viu. Mas que isso vai te dar problema, ah vai! E vai ser grave, nem te digo, viiiixeeeee!"

"Mas não é melhor tratarmos OU operarmos ANTES de dar o problema?"

"Não, não. Você só vai ter problema daqui a uns 30 anos. Mas daí vai ser grave, viu!! Porque sem tratamento nem cirurgia, quando você tiver uns 60 anos, isso aí vai ser uma BOMBA! Trombose na certa!"

"MAS POR QUE NÃO OPERAMOS AGORA ENTÃO?????"

"Ah, porque na sua idade isso não costuma dar problema não. Fique tranquila. Tente usar meias Kendall se pegar aviões, tá? Tchau."

E a Gabi lá, catatônica.

Isso, para mim é Pegadinha do Mallandro, me diz.

Máximas - Biduzona

ACABOU de acontecer comigo:

O telefone aqui de casa tocou e do outro lado era novamente minha irmã. Sabe aquelas pessoas que GOSTAM de te ligar? Pois é. Ela. Eu perguntei:

"Morreu alguém pra você me ligar DE NOVO hoje e a esta hora?"

Resposta de Gabi:

"MORREU. A avó de Fulaneta. Velório a tal hora, enterro na sequência. Esteja lá."

Minha filha, eu e o Polvo Paul, ninguém sabe quem é quem, percebe?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Da série "Telefonemas que você NÃO deveria ter atendido"

Ouço ao longe o som da campainha. Um telefone toca. IMBECILMENTE me dirijo ao aparelho e tiro o fone do gancho. Afinal de contas, pessoas costumam atender às ligações que chegam, não é? É, mas não deveriam:

"Alô"

"Alô, sabe o que é? Aí é da loja né? Sabe o que é? É que eu comprei umas CALÇA da promoção aí outro dia e dei uns cheques do meu ESPOSO. O nome dele é Célio Aparecido da PQP e eu queria saber qual numero de telefone você anotou atrás do cheque, sabe? Quando os CAIXA ANOTA um número atrás do cheque?"

[Eu MUDA, em pânico, sem saber para onde correr]

"Sabe? VOCÊS ANOTA né? Eu queria saber qual telefone está escrito lá."

[Começando a considerar as montanhas ou as geleiras do norte] "Hummmmmm.........aaaahhnnnnnnnnnnnnnn......errrrrrrrrrrrrrrrrr........sim, normalmente anotamos, mas se o cheque já foi dado, não tenho como saber qual numero você me passou.....entende? Não há como...."

"Porque eu tenho "ficha" (leia-se CADASTRO) aí já, mas é que eu dei um outro telefone e agora não me lembro qual foi."

[NEM EU SUA VACA!! COMO É QUE EU VOU SABER O TELEFONE DE QUAL POBRE QUE TE PASSA RECADO VOCÊ USOU ATRÁS DO MEU CHEQUE?]

"Não tem mesmo como ver, né?"

"Não.........." (desistindo de sair correndo, já optando pelo suicídio)

"Então vê aí pra mim quantos CHEQUE FOI. Dois ou três? Eu precisava do valor também."

Foi quando resolvi me matar mesmo. Espero ser apoiada em minha decisão.

Grata.

**EDITANDO EM 08/07/2010: Descobri tudo. Tudo. Caso clássico de abandono do lar. Este fulano veio aqui, fez compras, ela descobriu e estava com sua fantasia de Sherlock tentando desvendar o paradeiro do caboclo. Como eu sei? PORQUE ATENDI NOVAMENTE O TELEFONE E ELA ME CONTOOOOOUUU. Detalhadamente. Tá bom pra você?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Daí nego fala que eu tenho má vontade

Bom, começarei com uma pergunta SIMPLES. Muito simples:

É óbvio ou não que este terno, especificamente, existe e está exposto em minha loja devido ao conhecido evento esportivo com início marcado para próxima semana em que times de futebol de diversos países se enfrentam com o objetivo de levar a Copa do Mundo - daí o nome da tal competição - para casa?


Agora tentem adivinhar quantos abecedanos dos meu digníssimos clientes já pedriram para que eu vendesse tal peça para uso pessoal?

Eu SOFRO viu.

Darwin explica

Eu não sei se todo mundo já percebeu, mas sou uma pessoa pacata. Não sou adepta e nem apóio esse negócio de adrenalina, serotonina, esportes radicais, essas porras todas que acho uma roubada sem fim e vou te contar viu, que SEROTONINA a gente tira de Nhá Benta e adrenalina, bem......deixa pra lá.

Na verdade nem sei bem pra que serve isso daí tudo. Meu professor de corrida passou anos tentando me explicar. E eu tentando dizer a ele que corria apenas para tentar ser uma velhinha que sobe escada. E diminuir a bunda, claro. Eu gosto mesmo é de sentar na praia/bar/mesa/sarjeta/outros e tomar uma cerveja ou similares. Quieta no meu canto. Sentada. QUIETA.

Vamos supor que você me convide para ir à Courchevel. Sim, eu irei, adoro a França como um todo. Daí VOCÊ acorda as 6 da manhã, VOCÊ pega um teleférico até o cume da montanha e VOCÊ desce aquela merda rolando. EU estarei ali naquele bar logo no pé do monte tomando meu whisky, esperando sua chegada ansiosamente. Pena se houver uma perna quebrada. Eu continuarei caminhando pelo hotel sem o auxílio das caríssimas muletas que você será obrigado a alugar para continuar a se locomover com certa dignidade. Simples assim.

Em outra situação, vamos supor que nos encontremos ali em Caraíva, lugarzinho desagradável ao sul da Bahia onde costumo bater meu cartão. Eu, que estarei hospedada nas incríveis Casas da Praia, acordarei às 11 da manhã, sentarei sob uma das tendas equipadas com esteiras, almofadas e anões besuntados em óleo de dendê que me servirão vodka e outros durante todo o dia, enquanto VOCÊ estará sifudendo no mar desde às 8 da manhã tentando domar uma pipa gigante e um board maior do que sua envergadura diante de um vendaval que é quase um ciclone. Eu estarei tostando meu couro até ficar da cor da Donatella Versace enquanto VOCÊ estará com o pé arrebentado após despencar falésia abaixo durante a caminhada de HORAS sem fim até o Espelho. Eu terei executado o circiuto tenda-mar-ducha-tenda-ducha-tenda-mar por mais de 30 vezes enquanto VOCÊ estará estabacado na areia após tomar um rola do cavalo que contratou para ir até Corumbau. Meu, senta na praia e fica lá! Corumbau é lá no final da ponta da praia, meu amigo. Bebe aí e fica quieto. E nem tente quebrar algum membro dentro do perímetro da vila. A pessoa acha que a FUNAI vai deixar o helicóptero da Omint pousar assim facinho no meio da praia. Vai embora todo estropiado de canoa, meu filho. E eu continuarei lá, só na vodka, percebe?

Sou pacata neste ponto, deu pra entender? Legal.

Agora me digam o que falar para um cidadão que tentou por mais de meia hora me convencer que saltar de paraquedas é algo incrivel, mágico e inenarrável? O que eu digo a um ser desses? É assim: eu acho avião uma das 5 coisas mais perigosas do mundo. Ele integra a mesma lista da panela de pressão, de içar coisas prédio acima, do topo do Everest e do Jason com o machado. É claro que eu ando de avião. Eu viajo. Mas isso não quer dizer que eu ache aquilo confiável. Não me venha com este papo de que avião é o meio de transporte mais seguro do mundo porque eu quero ver aquela merda começar a cair pra alguém a bordo repetir esta batatada. Alguém VOA? Eu não vôo. Então, meu bem, se der merda a 20 Km de altura, nossas chances são zero. Mas foi como eu disse. Eu VIAJO de avião. Daí a dizer que eu vou entrar num teco-teco craquelento e PULAR dele lá do céu.....olha o tamanho da distância.

FRISANDO: Simplesmente pelo fato de o ser humano, até onde vai meu humilde conhecimento, não possuir a incrível capacidade de voar. Assim como as galinhas, né. Fora aquele cara da Sapucaí com o foguete do Joãosinho Trinta, nunca vi ninguém voando. E não acho NEM DE LONGE inteligente uma pessoa se atirar de um avião em movimento. Instinto de sobrevivência, malzaê se eu tenho, viu.

E esta pessoa vem me dizer que pular de paraquedas é mais seguro que o trânsito de São Paulo? Cara, no trânsito eu ESTOU NO CHÃO. Minhas chances são infinitamente maiores. Mesmo se eu bater na Rio-Santos, meu carro rolar uma ribanceira e eu cair no mar, eu NADO, entendeu? Se o meu navio afundar eu bóio. Se meu paraquedas não abrir, eu viro sabão.

É a famosa seleção natural acontecendo sob nossas vistas.

PARAQUEDAS: VAI TU QUE TEM MAIS JEITO. Beijo.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Máximas - Bom gosto é o que diferencia certos seres humanos

"42 anos de vida! 42!!!! E é a PRIMEIRA vez que eu tomo conta de um Jaguar!! Ganhei o dia, ganhei o mês! Eu sou FODA! Não vou nem cobrar do maluco!!"

Guardador de carros da região da Paulista - BEBAÇO - no último sábado, ao berros, diretamente para mim, logo que saí de meu veículo, o qual estacionei em frente ao tal Jaguar, o mais novo, verde e reluzente da cidade de São Paulo.

Ele realmente estava emocionado. Taí um cara que sabe das coisas. SABEDORIA é a palavra.