Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O Homem do Saco

Para a grande parcela dos seres humanos que tendem fortemente a me classificar como alguém desprovida da capacidade de praticar atos de caridade, que não se importa com a condição dos menos favorecidos, faz chacota de situações onde o correto seria demonstrar compaixão, enfim, àqueles que, devido ao meu comportamento e comentários isolados acham que eu sou malvada e sirvo criancinhas com batatas sauté no almoço de Domingo, esclareço que não, não sou a Maria de Fátima Acioly e, se estiver ao meu alcance, o amor ao próximo será, de bom grado, exercitado. Tá, há algumas ressalvas aí, mas isso não vem ao caso agora. Destruiria meu discurso inicial.

Não sou a Zilda Arns, mas faço questão de enviar roupas e cobertores durante campanhas do agasalho, compro balinhas de crianças que passam a madrugada na rua sem poder voltar para casa sem dinheiro, levo sanduíches com milk shakes para famílias que vivem sob viadutos, envio doações para instituições como a Casa André Luiz, tenho dois "afilhados" em Paraisópolis para os quais mando kits com itens necessários para higiene e estudo - no Natal eles recebem uma cesta cheia de presentes que são entregues por Papai Noel em pessoa, ou seja, sou normal.

Tento executar um ato(zinho) de bondade(zinha) sempre que possível não por me sentir obrigada - já que diante da população carente estou em uma "posição privilegiada" - nem por culpa de nada, muito menos para tentar compensar meu lado negro (tá bom, tá bom........). Faço porque quero e não vejo nisso uma missão para a vida. Aliás, nunca escondi que minha prioridade são os cachorros, sim? Entre uma criança abandonada e um cãozinho idem............bem, não vou dizer nada. É por isso que alguns me consideram um ser desalmado e repreensível. Bah, não entrarei nesse mérito, dane-se quem não concordar.

O ponto é que em São Caetano - onde mais poderia ser? onde?, onde? - há um tiozinho retardadinho que há anos aparece na minha empresa vendendo sacos de lixo. Ele entra e diz:

"Bom dia, mooooooçaaaaaa! Vai comprar um saquinho de lixo pra me ajudaaaaaarrrr?"

Bem, a parada do tio custa 25 reau. Trata-se de um pacotinho com 10 sacos de lixo. Todo mundo sabe por quanto o referido produto sai nos pontos de venda oficiais, não? Empórios Santa Maria e Santa Luzia inclusos na lista.

SEMPRE comprei a porreta do saco de lixo do tio bobinho. "Tadinho, não custa ajudar, ele tem problema..." era o que todos comentavam enquanto aplaudiam minha atitude.

Em um belíssimo dia, fiz uma encomenda emergencial a um fornecedor secundário que sempre me salva a vida quando acontecem cagadas geradas por falhas no controle de estoque. Como o cara foi ninja e me entregou tudo o que eu precisava no prazo, paguei o material com o dinheiro que tinha disponível até aquele momento dentro da empresa. Inclusive é por isso que ele me entrega sempre tudo na hora.

Eis que, 10 segundos depois..........

"Bom dia, mooooooçaaaaaa! Vai comprar um saquinho de lixo pra me ajudaaaaaarrrr?"

Respondi: "não meu querido, hoje não estou precisando. Semana que vem eu compro, tá?". Sorrindo meigamente pro figura feito uma tonta. O que veio depois?

"Sua filha da puta, você é uma puta, enfia esse dinheiro no c*, vá se fo***, sua puta!"

E saiu andando, sem demonstrar nenhum dos sinais de retardamento mental que me fizeram gastar um montante que beira os 2 milhões de dólares durante todos esses anos.

Amadureci e hoje sou assumidamente má e alienada. Odete Roitman sabe tudo. Bando.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Uma pessoa idiota

Acabo de redigir o relato de uma pessoa lesada por uma empresinha ridícula de telefonia móvel: Eu, no caso.

Apesar de ser a feliz proprietária de um belíssimo laptop, é de meu gosto utilizá-lo sempre sobre minha mesa - a mesa eleita "a do computador" - pois ela é grande, bonita, confortável e é onde minha cadeira está. Acho um pé no saco ficar caminhando e me enroscando pela casa com um computador na mão. Sou velha. Tive PCs durante toda a minha existência. Tenho vínculos criados com a minha mesa.

Tá bom, não citei o problema que venho enfrentando com os roteadores dessa casa, problemas estes que me obrigam a permanecer com o fio da internet espetado no computador. Não vou falar sobre isso, visto que acabei de jorrar litros de mágoa interna com a história recém-relatada envolvendo a MERDA da Claro. Só vou dizer que o esclerosado do deficiente que me atendeu na NET realmente sugeriu que eu permanecesse com o fio ligado à entrada lateral do laptop..................sim, ele disse isso como se fosse o óbvio. Mas não gastarei a beleza natural de minha pele com este anormal. Voltemos à cadeira.

Minha cadeira é uma daquelas clássicas e lindas cadeiras "da presidência". Ela é grande, macia, fofinha, com imeeeeeenso espaldar. É giratória, tem rodas e reclina. Reclina até o ponto de quase deitar. Este ângulo é contolado através de uma trava lateral.

Resumindo, enquanto eu acabava de falar mal da MERDA da Claro aqui, dei uma espreguiçada, me reclinei animadamente com o semblante da vitória afixado em minha cara e..................tombei para trás. Dei com a crina nas tauba do chão, bati todos os ossos protuberantes que um ser humano possui do meio da coluna cervical ao crânio e provavelmente acabei de adquirir um coágulo no cérebro.

Sabe aqueles tombos que pessoas que frequentam a quinta série ginasial tomam durante a aula? Assim, caindo para trás? Foi ISSO que acabou de me acontecer. Ainda bem que não há ninguém além de mim no recinto.

Ridícula.

Eu & Claro, Claro & Eu

Feliz. É assim que me sinto neste momento. Pois estou em casa, planejando uma vingança mortal contra todo e qualquer ser humano - ou não - que tenha algum tipo de relação pessoal, profissional, sexual, espiritual ou religiosa estabelecida com a empresa CORNA de telefonia móvel auto-denominada Claro.

Sou cliente desta espelunca há 400 anos, mais ou menos. Fui uma daquelas pessoas que, diante do advento do telefone celular, logo adquiriu uma linha da extinta TELESP celular. Quando surgiu a birosca antes conhecida como BCP, ganhei de presente - um repasse, na verdade - o belíssimo e moderno aparelho Chroma, cujo sistema era operado pela referida empresa. Desde então, minha linha passou a pertencer à esta joça, Claro.

Mês passado recebi uma fatura que, envelopada, já pesava uns 37 Kg. Abri, intrigada com o tamanho do tolete endereçado a mim e constatei que aquela conta no valor de R$3.500,00 não pertencia à minha pessoa. Como cheguei à brilhante conclusão: tenho um plano de telefonia junto à empresa que, incluindo chamadas locais e internet, fixamente me custa 700 paus por mês. Tá bom, né? Bastante, não?

Bem, no tolete, discriminadamente, constavam ligações telefônicas de Israel para Belém; troca de dados entre algum lugar do leste europeu não especificado com o Paraná; toda a minha conta de minha última estadia no Rio de Janeiro, esta já paga e documentada na fatura recebida anteriormente. Question: Fui para Israel? Conheço alguém em Belém? Leste europeu? Paranáááá???????????? E por quê tudo o que já paguei após orgias em território carioca foi cobrado novamente? POHA.

Liguei para a MERDA do atendimento ao criente e o ser abissal que habitava o lado oposto da linha me garantiu que a fatura seria revisada, pois aquela cobrança era claramente indevida e me sugeriu que aguardasse por uma semana, dez dias levando em conta o prazo máximo, para que uma nova fatura fosse gerada e a babaca aqui pudesse, enfim, efetuar o pagamento da MERDA da conta.

Jacaré apareceu? Nem a fatura. Obviamente me perdi nos dias, já que, infelizmente sou um ser humano útil que trabalha e tem compromissos a granel diariamente. 24/7. Sim, eu sei. Trabalhar é coisa de pobre e ocupa nosso tempo com assuntos menores.

Deu que na sexta feira passada esta pocilga de empresa CORTOU a minha linha telefônica. Levando em conta que possuo um smartphone e sou dependente da internet móvel proporcionada pelo aparelho para trabalhar, inclusive, tentem desenhar mentalmente um quadro da situação em que me encontro. Tipo, estou nua, sim?

PROPOSTA DA CLARO: Eu poderia pagar os 3 paus e 500 desta conta que não é minha e este montante entraria como crédito a meu favor no sistema do bordel, digo, empresa.

RESPOSTA DE PAULINAS: "Tá. Levando em consideração o fato de vocês acharem que eu sou uma retardada mental e motora e eu venha a aceitar tal solução: pago R$3.500,00 que não gastei nesta porra hoje, amanhã sou atropelada por um ônibus, morro...............". Não terminei a frase. A atendente não teve preparo psicológico suficiente para replicar e desligou na minha face.

CONCLUSÃO: Meu telefone não efetua chamadas e não se conecta à internet. A conta da ampola de botox? Mandarei faturar para a Claro, claaaaaaaaro!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Saraiva

Hoje foi feriado naquela maravilha de cidade onde estabeleci minha empresa - e para onde, consequentemente, me dirijo diariamente para exercer minhas funções remuneradas - e por conta desta graça divina tive a rara oportunidade de passar minha terça-feira em casa, bundando, sem executar nenhum movimento dotado de qualquer tipo de utilidade, achando incível olhar pela janela e ver aquele povo camelando pela Paulista enquanto eu estava aqui, apenas coçando o dedão do pé.

Foi quando iniciei uma pequena reflexão sobre o quão intolerante é a classe dos seres humanos à qual eu pertenço. Faço parte daquela parcela da espécie que desenvolve ódio profundo e absoluto por todas as pequenas coisas que a incomoda. É óbvio que o gatilho para tais pensamentos foi justamente o fato de estar desfrutando de paz, atmosfera rara no dia a dia de uma empresa abecedana.

Tais pequenas coisas manifestam-se em sistema cíclico, ou seja, o que me desperta o William Foster que habita meu íntimo hoje, pode vir a adormecer e dar lugar à outra imbecilidade qualquer que ative tal instinto assasino daqui a um curto espaço de tempo. Não que seja esquecida, mas sua força pode ser minimizada por uma nova bizarrice, a chamada "bizarrice da onda", digamos assim.

Atualmente dois fatores externos andam contribuindo para meu envelhecimento precoce e o aumento de minha raiva pessoal para com o resto da humanidade. São eles:

a) Toques de celular infames - geralmente oriundos de aparelhos móveis pertencentes à seres das classes D, E, F e assim sucessivamente. No topo da lista, temos aquela idiota risada de bebê. Além de achar graça, muita graça, o proprietário e seus convivas também o classificam como "fofo" (esta pertinente observação - "é fofo" - foi brilhantemente feita por Red). Minha vontade é arrancar o telefone da mão do idiota que o configurou para tocar de tal maneira e arremessá-lo em direção ao asfalto. Quando um ônibus estiver de passagem pela rua, claro. E o babaca ficará lá, sem obter nenhum tipo de explicação, apenas pensando em chamar a polícia porque, naquele momento, ele estará certo de que lida com uma psicopata.

A variável #1 é o cretino "atende atende atende atende atende o celular atende atende atende atende". Que pessoa em sã consciência acha que este ruído pode ser gerado em via pública sem consequências que o atinjam diretamente? Sem contar que a voz da gravação parece ter sido produzida por aquele esquilo viciado em cafeína, personagem do fantástico Hoodwinked. Há opção em classificar um indivíduo desses em alguma categoria que esteja fora de "retardados e etc"?

Temos também o amplamente utilizado: "Fiu Fiiiuuuu [assovio]! Olha a mensagem!". Apenas RIDÍCULO. Adoraria saber o que tais abobados têm contra os tradicionais "Trim", "Blim", "Blom", "Tururu", "Blaam" ou o vibracall. Sim, sei que ainda não acharam a resposta para esta complexa dúvida.

b) Pessoas que fazem menção às suas crianças através de adesivos cretinos afixados nos vidros de seus respectivos veículos. Há aquele babaquíssimo "Bebê a Bordo", normalmente cedido como brinde - de extremo mau gosto - por aquelas lojas cafonóides de artigos infantis. Normalmente podem ser avistados em Zafiras, Picassos, Scénics, Merivas, essas mini vans que têm sempre ao volante uma mongolóide dirigindo a 30 km/h na faixa da esquerda. Afinal de contas, o bebê dela está a bordo, ela TEM um bebê, alguém um dia a comeu, o mundo TEM que saber disso e ela, consequentemente, dirige "com prudência".

Este modelo supra citado poderia isoladamente irritar a mim e a meus descendentes pelas próximas 15 gerações. Mas o grave mesmo em se tratando de carros/crianças/adesivos vêm na forma de:

"Laryssah chegou!" - em glitter, formando um meio círculo, colado no vidro traseiro de um gol 87 possuidor de um insulfilme ESPELHADO.

Ou:

"Nosso anjinho Danilo está a bordo" - em letras garrafais, novamente ocupando todo o vidro traseiro filmado em preto asa de graúna de uma bela Caravan 1712. Aquela cujas lanternas traseiras eram redondas.

Ou:

"Gabryelly - Levada pela mamãe, guiada pelo Senhor" - Me abstenho de comentar. Me aprofundar neste item poderá desencadear um AVC e danos irreversíveis em meu tecido cerebral.

Portanto, meu amigo, se você se enquadra na categoria "a", na "b", ou gravemente em ambas, mantenha distância. Você correrá o mesmo risco de dar de cara com a T-X. Caso fosse o John Connor, claro. Se bem que acredito que ela o agrediria mesmo você não sendo Connor, apenas por concluir que seria o correto. Merecimento, sabe? Ela é programada para executar sempre o "certo", afinal.

IMPORTANTE: esta não é uma obra de ficção. Os toques de celular mencionados, assim como as frases nos vidros dos automóveis são reais e foram testemunhados por esta que vos posta. Sim, eu mereço.

domingo, 26 de julho de 2009

Furtando o post alheio

Enfrentando mais uma crise de insônia sem solução nesta noite de clima agradável na cidade de São Paulo, tendo meu belo livro finalizado - pretendo começar o novo Jon Krakauer brevemente - e com minha fazendas e todas as tralhas Facebookianas devidamente organizadas, decidi que o momento era adequado para dar início à ronda dos blogs.

Daí, turma, achei este post aqui no blog da Carlota. Achei válido roubar e dividir tal merda com a parcela da população que não tenha acesso a ela, Carla. Divirtam-se. Porque EU, minha gente, entrei em crise de asma aqui.

http://causeimstrongenough.blogspot.com/2009/01/quem-vai-salvar-o-mundo.html

domingo, 12 de julho de 2009

A pessoa não é normal

Devido à banalidades cotidianas cheguei à conclusão de que sou uma pessoa com fortes tendências a desenvolver vícios. Não, não me refiro a álcool, tabaco, analgésicos e substâncias ilícitas. Estes itens não me causam dependência, são apenas necessários para a sobrevivência do ser humano como espécie.

Eis o que me aflige:

Enquanto membro do Facebook, tenho acesso à toda infinita gama de aplicativos que o site disponibiliza. Nunca enfrentei problemas em relação ao Pac Man ou ao Tetris. O Poker, jogo de vez em quando. Biggest Brain, Mini Golf, Mafia Wars e todos aqueles "hearts", "kiwis", "kisses", "rounds", "drinks", dentre a lista sem fim de babaquices, nunca me prenderam por mais de 10 minutos em frente à tela. Para vocês terem uma idéia, nunca fiquei com raiva de ninguém na disputa de pets do Friends for Sale. Até que um simples movimento modificou toda a minha vida.

Com um clique, baixei o aplicativo My Farm. Sim, é uma fazenda onde você ara a terra, compra as sementes, planta aquelas merdas, espera crescer, colhe, vende e ganha dinheiro. E assim sucessivamente. Durante o processo todo, você compra casas, cercas, bichos, moinhos, tratores, brejos com sapos, celeiros, poços e toda a tralha possível de ser encaixada em uma fazenda. Tá.

No auge de minha empolgação com essa piromba - eu já tinha comprado a casa grande, meus bois estavam com um pasto lindo, meu celeirão já estava lá plantado no meio da grama - descobri que esta não era a única fazenda no Facebook. Acabou aí minha vida social.

Hoje sou dona de 4 fazendas muito bem sucedidas e não tenho tempo para nada mais. Blogar, nem pensar. Recentemente sonhei que uma delas tinha sumido e quase dei um pulo desta altura ao acordar. Tipo retardada mesmo. Deficiente mental. Se a coisa continuar como está serei obrigada a parar de trabalhar, ou alguém acha que é viável manter 4 puta fazendas enquanto problemas menores desviam sua atenção?

Então está explicado. Vamos supor que eu suma. Eu não morri, não tive a casa arrasada por uma manada de elefantes, nada de estranho me aconteceu. Eu apenas me transformei em uma grande latifundiária virtual e devo estar aumentando meus rebanhos direto de alguma conceituada casa de repouso.

Agora tchau, que eu tenho que ir lá colher meu milho.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

No voice

Não possuo mais a habilidade de me comunicar através da fala. Isso acabou para mim após uma sucessão de eventos e excessos aos quais tive acesso durante os últimos dez dias.

A situação começou a se complicar ainda no Rio de Janeiro, onde estive soltando penas até quinta feira passada. A voz já falhava, a garganta já demonstrava sinais de stress, Rogéria começou a tomar conta de minha goela. Tudo teria se resolvido se eu tivesse retornado ao lar e repousado um dia, unzinho apenas. Mas nãããããão! Após cumprir o calendário carioca:

  • Festa na quinta;
  • Cervejas na praia na sexta;
  • Boteco até 6 da manhã na sexta;
  • Vodkas na praia no sábado;
  • Festa insana no sábado;
  • Noite em claro com frango à passarinho no Domingo;
  • Festa na segunda;
  • Boteco e festa na terça;
  • Festa na quarta;
  • Desembestada para o aeroporto na quinta.
Eu deveria ter planejado uma semana de repouso em algum convento, como já havia comentado por aí. Mas nããããããão! Tomando aquela atitude típica de quem descobre repentinamente que tem apenas um mês de vida, entrei no bonde em direção a Itu e lá me joguei em uma festa junina de loucos, da qual me retirei às 7 horas da manhã em um veículo onde tocava música no volume 110. Eu e amiga Bê, penduradas teto solar do veículo afora, cantávamos como se não houvesse amanhã. Alguém precisa me explicar esta relação que une gente alcoolizada e tetos solares. Baianice tem limite, gente.
Se deu errado? Claro que sim. Já estou me dedicando a aprender a linguagem dos sinais, porque para mim está claro que desta vez é definitivo. Minha voz não voltará a funcionar.
Em tempo: não, eu não descobri repentinamente que tenho apenas um mês de vida. Sou idiota mesmo.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Máximas - Let´s Partyyyyyyyyyyyyyy

"Menina, vamos voltar pra festa!!! Aquilo está a daaaaaaança dos desesperados!!! Tem sangue pra todo lado!!!"

Tentativa #1 de me fazer retornar à incrível festa carioca que aconteceu no apartamento anexo no último fim de semana. Sim, deu certo. Depois dessa fui obrigada a retornar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Momento piada mongol

Três amigos conversando: um italiano, um francês e um português. O italiano diz:

"Minha mulher está me traindo com um jogador de futebol."

Os outros perguntam:

"Como você descobriu?"

E o italiano diz:

"Cheguei em casa ontem e notei que havia grama no tapete da entrada. Olhei para o lado e vi uma chuteira. Eu não tenho chuteira. E era tamanho 44. Meu pé é 41. Fui até o quarto, olhei embaixo da cama e achei uma camisa do Milan. Juntei tudo e descobri. Ela está me traindo e é com um jogador de futebol!"

O francês disse:

"Eu descobri que a minha, está me traindo com um inglês."

Os outros:

"Ohhh! Como você descobriu?"

O francês respode:

"Bem, cheguei em casa e senti cheiro de cachimbo. Eu não fumo cachimbo. Olhei pela sala e achei o cachimbo! Alguém fumou aquele cachimbo lá e não fui eu nem a minha mulher. Entrei no quarto, olhei embaixo da cama e achei uma boina xadrez......juntei tudo e descobri. Ela está me traindo com um inglês!"

Ao que o português emenda:

"Ora pois.....descobri que Maria está a me trair com um cavalo."

Os outros:

"Com um CAVALO, Manoel? Como você concluiu isso?"

E o Manoel:

"Cheguei em casa, abri o armário e um jóquei pulou lá de dentro....."

EU RI. MUITO. TÁ?

Máximas - Mapa Mundi

Hoje Muso embarcou para o Cairo. Como somos uma turma xipófaga e farofeira, organizamos nossa tradicional e lotada mesa e fomos todos almoçar com ele, já que passaremos os próximos dez dias sem nosso amiguinho por perto.

A conversa girou em torno de merdas em geral, sempre obedecendo o tema "Egito". Foi quando Gabi, minha irmã, se lembrou de uma conversa muito esclarecedora que teve há tempos com a querida amiga Lika. Querida amiga descolada, dona de intelecto altamente desenvolvido, cidadã européia e viajandona, que fique claro. Foi mais ou menos assim:

Lika: "Menina, o Egito fica na África, você acredita? Nunca tinha parado pra pensar que o Egito, na verdade, fica na África. Que loucura isso, né?"



Gabi: "Sim, e aonde você achou que ficava o Egito, criatura?"



Lika: "Sei lá! No Egito mesmo, ué!"

Isso é sequela. Tenho certeza.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dia de Banho

No ano de 1614, quando eu ainda frequentava a faculdade de jornalismo, havia um sujeito que sempre estacionava seu veículo automotor ali no mesmo local proibido da Praça Três Corações onde eu largava o meu próprio carro. Eu nunca o vi de fato, mas o automóvel da figura consistia em uma Parati zoada cuja lataria do porta-malas ostentava um singelo adesivo que dizia, em letras garrafais:

"DO NOT WASH THIS VEHICLE BEFORE A SCIENTIFIC TEST"

Hoje, ao avistar meu carro, a cena veio como um flashback instantâneo. É importante dizer que sou um ser humano daquela espécie que paga para não ter que entrar em um posto de gasolina. Tenho preguiça. Eu inclusive só abasteço o tanque quando concluo que o carro morrerá na próxima esquina e sua ignição não mais funcionará até que haja combustível novamente preenchendo o compartimento destinado para tal. Também não troco óleo e é constante a falta de água nos chuveirinhos dos pára-brisas. Portanto, é fácil imaginar que ir a um lava rápido é um ato quase impensável para mim.

Ocorre que hoje me senti a condutora de um veículo participante do último Camel Trophy. Ao sentar no banco do motorista, notei os vidros turvos. A pintura estava fosca, num tom indefinido. Não, aquela cor não era o prata original da GM. Havia sobre a lataria uma camada de lama, uma de lodo, outra de poeira, uma de craca, mais uma de fuligem, uma de limo e, por cima de tudo uma de sujeira generalizada, resumindo.

Inaceitável uma moça arrumadinha e bem apessoada como eu circular pela cidade dentro de um.............treco desses. Assim sendo, comunico a todos que acabei de sair do lava a jato e tenho em meu poder um carro brilhante e encerado. Os faróis iluminam e aposto que gastarei menos combustível devido à nítida redução no peso total do automóvel.

I´m happy.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Clientes - O Filme

Sabe quando comento sobre aqueles fatos pitorescos que ocorrem na minha loja, sempre envolvendo algum membro de minha equipe e um CLIENTE?

Pois é. Hoje, atualizando minha leitura no site do Mal Brifado, dei de cara com um lindo vídeo recém postado e nele vizualizei algumas situações corriqueiras em minha vida.

Assim sendo, apresento-lhes, diretamente do "Piores Briefings" para o mundo, Clientes - o Filme:

http://www.youtube.com/watch?v=uP8OhGzWat0

Tá bom pra vocês?

sábado, 30 de maio de 2009

Máximas - Um diálogo produtivo

Uma pessoa prejudicada mentalmente sempre agirá como tal. A prova concreta que tenho disso é meu amigo Preto em ação.

Preto é aquele sujeito simpático que certa vez perguntou ao futuro marido ruivo de uma fulana se os pelos do saco dele também eram laranjas. Durante uma festa de casamento. Não, eles não se conheciam.

Pois bem. Preto acaba de me chamar no messenger. Eis a nossa conversa:

"Pauleta.....tá aí?"

"Tô"

"Porra, to fudido aqui.....preciso de um favorzão seu"

"Manda" [em pânico, pensando em o que poderia estar afligindo este ser e que eu precisasse solucionar agora, à uma da manhã]

"Vc tem o número do meu celular?"

"Errrrrrrrr......tenho, LÓGICO" [nós nos comunicamos constantemente via telefone celular. Parece que o menino não tem registros desse fato]

"Puta, não acredito!!! Me passa?"

"234-5678. Por qual razão vc quer mesmo seu próprio número de telefone?"

"Obrigado, i love you!"

"Tá, tá, me too, mas pq vc me pediu isso?"

Não obtive resposta. Agora ele está offline e nunca desvendarei esse mistério. Assim são meus amigos.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Frittata básica

Moço atrás do balcão da padoca master blaster plus, quase uma Barcelona aqui de São Caetano, prepara um omelete para mim. Enquanto bate os ovos com os ingredientes que compõem o recheio da delícia ouve:

"Mais queijo moço. Isso, mais. Mais, mais........mais presunto, mais presunto. Mais uma. Bacon, moço. Mais bacon. É, faz uma mãozada e joga dentro. Isso. Cadê o tomate? Claro que quero tomate, você faz omelete sem tomate? Não, moço! Tem que ter tomate em cubinhos. Pode por esse aí. Quanto? Ah, pode ser inteiro mesmo. Bom, bom. Agora orégano, muito orégano. Mais orégano, moço, mais orégano. Isso. E a cebola? O quê? Já pôs cebola? Eu não vi não, moço. Vai, coloca de novo. Acho que você tá me enganando, moço. O que é aquilo ali atrás, moço? Lombinho defumado? Ahn, moço, mas eu adoro lombinho defumado. Pode colocar? Eba, meu omelete terá lombinho defumado dentro! Mais um pouco moço. Pára de rir da minha cara moço, quanto mais gororobento melhor fica. Aquele treco ali é cheddar? Coloca um pouco também, moço. Isso. Dois jatos de cheddar. Agora vai ficar bom, moço....."

Penso que acabo de conseguir um odiador no mundo. A partir de hoje haverá uma foto minha pendurada na porta do estabelecimento proibindo permanentemente minha entrada.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Antes fossem fantasmas

Olha o que eu descobri: há muitos e muitos anos, em uma noite de lua cheia, uma bruxa malvada com uma verruga enorme no nariz cozinhava línguas de besouro em uma poção quando um raio caiu sobre ela e fez talhar o caldo. Ela ficou puta, jogou uma maldição naquela porra de clareira e saiu voando em sua vassoura por sobre a floresta.

Séculos depois, veio um moço e construiu uma bela casa exatamente ali sobre o lugar onde a bruxa tomou a raiada e errou a receita. Adivinhem quem mora nessa casa? Oeeeeeeeee!

Não há dados oficiais sobre o teor da praga que foi jogada aqui, mas valho-me de minha experiência para afirmar que envolve gente idiota e proximidade.

Muito já se falou aqui sobre quão graciosos são meus vizinhos. Não, não me refiro apenas às duas casas que fazem fronteira com a minha, mas ao quarteirão inteiro. Em comum, possuem o gosto por obras. Não uma reforminha aqui, uma pinturinha ali, um jardinzinho novo, quem sabe. Eles gostam de pegar as próprias casas, colocar abaixo e construí-las novamente. Seria mais fácil atear fogo a elas. Como essas pessoas MORAM nessas casas, o processo necessita agilidade. Para que tudo aconteça de acordo com a programação, uma média de 354 pedreiros compoem o staff de cada uma das obras que acontecem aqui.

O mais novo reformador de casas de Moema conta com uma equipe cujos trabalhadores adquiriram o péssimo hábito de latir toda vez que um dos meus cães é avistado. Sim, eles latem, mas não como se fosse uma simples imitação "Au Au Au!". É um modelo de latido mais "Woof Woof!" e tomei um puta susto quando ouvi pela primeira vez, pois achei que havia um outro cachorro que não um dos meus em meu quintal. Imaginem como ficam calmos meus dogs ouvindo este bando de corno latindo de cima do telhado.

Este lado espirituoso já bastaria para me fazer querer empalar cada um dos retardados além muro, mas a coisa ainda piora. Eles ouvem música. No volume 52. Em um equipamento de som que distorce tudo. Que tipo de música? Tupi FM. Sintonizem em seus dials e tenham uma vaga idéia de meu sofrimento. Importante lembrar que a berraria começa diariamente com a obra, ou seja, às 6. Na minha janela. Cachorros latindo. E o sertanejo rolando. Alguém sabe fabricar bombas?

Ah! Como eu concluí que há uma bruxa envolvida? Ora, essa é facil! Ela mora aqui ao lado!

Prova número um

Prova número dois

Prova número três

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Juri

Essa é uma velha história, mas como desenterrei o assunto recentemente, aí vai:


Para quem não sabe, sou uma pessoa carnavalesca, empolgada e assídua frequentadora das festividades cariocas que marcam a data. Passo o carnaval no Rio de Janeiro há mais de 15 anos e sempre participei de quase todo tipo de esbórnia que viesse a ocorrer entre a sexta-feira inicial e o sábado da semana seguinte: ia aos blocos de rua, aos camarotes do sambódromo, à Feijoada do Amaral.......e aos bailes. Sim, não nego que integrei o público dos salões cariocas por vezes seguidas. Coisa phyna. Confesso que hoje sou mais contida e restrinjo-me a comparecer ao camarote da Brahma durante os três dias de desfile na Sapucaí, mas isso não vem ao caso.


Em todos esses anos, deixei de desfrutar o carnaval no Rio de Janeiro em apenas uma ocasião. Foi quando decidi ir para Salvador com o Muso e me transformei em uma pessoa desgovernada que atravessava o circuito Barra-Ondina de um camarote para outro em meio à pipoca, dava bola para Filhos de Gandhi em geral, tinha seu amigo inteiro pintado de Olodum, fez amizade com o Jacques Wagner ("goverrrrrnadooorrrrrr, vamoxxxx tirar umazzz fotozzz ali com a Pretahhh?") e, por fim, voltava a seu belo hotel completamente enlameada.


Mas isso também não importa.


Quero dizer que sou um ser atuante no carnaval carioca. Já fui entrevistada pela Rogéria no Scala, por exemplo. Conheço os seguranças da LIESA. Já cumprimentei Ronaldo no camarote, certa de que era alguém conhecido de quem não me lembrava no momento:


"Oiiii tudo bem?? Smack Smack!". E o cara, me olhando sem saber quem era aquela estúpida desorientada plantada à sua frente. Ele tinha na cabeça um turbante que compunha uma das fantasias da Mangueira. Claro que alguém passou pela avenida e atirou o treco para ele durante o desfile. E eu: "Saiu na Mangueira? Que bacana!". Ele: "Errrrrrrrr......não.....". Eu: "Tchau! Até mais!" - palhaça. O que me consola é que minha certeza de que ele era um nerd cujo nome e procedência eu não recordava foi absoluta naquele momento.


Já fui obrigada a fazer um check-in em Congonhas com a bateria so Salgueiro e 10 mulatas sambando no guichê da TAM. A moça do guichê dizia: "SEU DOCUMENTOOOO POR FAVOOOORRRR!". E eu respondia: "HEEEEEIIIINNNNN?". E o Salgueiro ali ao lado: "TUM CHIC TUM CHIC TUM TUM TUM!"


Falando em Salgueiro, foi durante um desfile da escola que iniciei uma linda amizade com.........o Belo. Amizade que se iniciou e terminou dentro do perímetro da marquês de Sapucaí, que fique claro. Já fui obrigada a fazer pipi na concentração pagando 2 real para que um fulano fizesse uma cabaninha tendo como base seu Fiat 147 e um pedaço suspeitíssimo de um plástico preto. E sua cara lá, de fora da cabana, pra todo mundo ver a otária. Sem contar quantas vezes invadi a pista e fui atrás da campeã. Naquele bonito estado em que as pessoas se encontram após uma semana praticando carnaval.


Bem, sobre os bailes, outra observação que me vem à mente está relacionada ao tradicional Baile das Panteras. Metropolitan - que hoje é um daqueles "Alguma Coisa Hall" - lotado. A putada reunida, Miele sobre o palco cumprindo seu papel de mestre de cerimônia. Eu e os meus devidamente instalados em um confortável camarote, isolados das pessoas nuas que enchiam o grande salão.


[Fecha na Prochaskaaaa!]


Foi quando teve início a movimentação em torno do concurso que elegeria a Pantera do ano. Miele convocava, um a um, os jurados da crucial eleição. Quando terminou de chamar pelos nomes, concluiu-se que dois membros do juri estavam ausentes. Talvez bêbados, jogados em algum canto do salão. Enquanto o apresentador pensava em uma solução, a assistente de palco apontou nosso camarote. Exatamente ao meu lado, plantava-se um grande amigo, companheiro de presepadas cujo nome não citarei por atualmente se tratar de um senhor casado e pai de família, mas que na época era o maior bon vivant do Brasil e tinha como único objetivo quebrar seus próprios recordes de badalação.


Por se tratar de uma conhecida figura, Miele optou por chamá-lo ao palco. Como a outra vaga ainda estava desocupada......lá que fui parar. Em um piscar de olhos estava ao lado do amigo presepada levando um lero como Miele sobre o palco do Baile das Panteras de 1995. Incrivel a capacidade do ser humano em se adaptar à situações não convencionais. Em menos de 20 segundos com a buzanfa sentada ali, já julgava com propriedade cada baranga que se apresentava fantasiada de onça. Apesar de decidir por dar nota 10 a todas, fiz isso muito conscientemente, afinal de contas, trata-se de um evento que revelou ao mundo nomes importantes como Regininha Poltergeist, por exemplo.

Foi o que eu disse: tive a oportunidade de fazer parte de uma atividade quase cultural. Tradição é a palavra. Finesse é o mote.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Meus incríveis clientes

Como é de conhecimento de quase todos os seres que habitam o planeta, minha loja funciona dentro de sua própria fábrica. Fábrica esta que produz, ininterruptamente, dois lotes distintos de mercadoria: um que é distribuído diretamente via atacado para outros lojistas e aquele destinado para seu próprio varejo - a loja.

A criação da referida loja veio da necessidade de dar fim nas naturais sobras de mercadoria da fábrica. Por exemplo: cliente Sezefredo encomendava uma grade de camisas, mas a quantidade de tecido cortado era suficiente para confeccionar duas peças a mais. Sezefredo não queria nem saber, pois seu pedido não poderia ser modificado senão seu pipi cairia, e acontecia que aquelas duas peças sobressalentes passavam a habitar nosso estoque.

Como o objetivo da minha clientela, desde os idos anos sempre foi "vamos f&%*r a Paula", desnecessário comentar que o caso supra citado ocorria em 90% dos pedidos.

Hoje a loja tem coleção própria e, como já disse, uma parte da produção destinada exclusivamente para ela. Mas, como no início, o que sobra em estoque na fábrica, continua sendo vendido ali. Esta mercadoria entra no saldão, ou seja: montamos araras de promoção com preços que variam entre R$ 5,00 e R$ 20,00. Tá bom, né? Baratinho, não?

NÃO.

Hoje peguei a seguinte conversa entre o puto do cliente e o pobre do vendedor:

Puto: "Essa camisa aqui está com este preço mesmo?"

Pobre Vendedor: "É sim, senhor. Cinco reais."

Puto: "Porquê esse preço? Tem defeito?"

Pobre Vendedor: "Não, senhor. São peças sem grade, sem numeração completa, que não fazem parte de nossa coleção, mas são produzidas aqui mesmo e..."

Puto: "Vou levar. Mas me diga......qual é o menor preço que você pode me fazer aqui?"

Pobre Vendedor: "Ãããããããããããããããã.........esta é uma peça de promoção, senhor. Está saíndo por cinco reais [CINCO REAIS, POOORRA] e não há como....."

Puto: "Vamos, eu sei que vocês fazem desconto para pagamento à vista. Quanto sai esta peça se eu pagar em dinheiro?"

Pobre Vendedor: "Sim, senhor. Mas foi o que eu acabei de lhe explicar.....essas são peças que já estão em promoção.....estão saindo por cinco reais...."

Puto: "Tá bom. Então não vou levar. Se o preço estivesse mais camarada valeria a pena....."

Estou organizando uma excursão chamada "Um Dia na Loja". Vocês terão a oportunidade de conhecer e até interagir com estas criaturas exóticas. É uma experiência única, eu garanto. Os interessados podem fazer as reservas na secretaria do hospício, ou seja, aqui.

É ou não é para me fuder?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Rebelde

A pessoa nunca foi santa, mas era capaz de se controlar. Nunca se alimentou de broto de bambu, semente de mamão, mas havia consciência habitando seu ser. Sempre teve em seu poder o telefone de delivery do El Kabong e semelhantes - e sempre os utilizou com certa moderação.

Era uma pessoa que, mesmo amarrada e arrastada à força, comparecia a seu compromisso diário com o maldoso professor que controlava seu treino na academia que frequentava. Ela treinava para maratonas e se esforçava nos exercícios com pesos. Em suma: sua alma era junkie mas havia lá a intenção em contornar este destino. E era dotada de um raro predicado, a vergonha na cara. Sim, ela realmente tinha vergonha naquela cara de pau.

Hoje ela está mudada. Sua vida é inteiramente dedicada a consumir itens gordurosos com a bunda fincada em alguma superfície macia. Há variações. É possível que ela saia de um estádio após assistir à final do campeonato estadual de futebol, entre na padaria Barcelona e se interesse por uma Torta Oreo exposta na vitrine de doces. Claro que isso não seria grave se o chopp do título no restaurante ao lado não estivesse ocupando o posto de primeira opção. Sim, ela tinha o chopp. Mas pensou na torta.

Tentativas de reverter tal quadro não foram registradas até o momento. E a pessoa permanece lá, comendo Pic Burgeres e reclamando da buzanfa; Consumindo Ribs on the barbie e notando a presença de um panceps antes inexistente; Pedindo por Polpettones com Nhoque e notando suas bochechas corarem.

A vergonha na cara? Provavelmente era de cor verde. Um burro passou, achou que era grama e comeu. Não há mais vergonha na cara.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Salve o Corinthians Campeão

Após uma semana aturando a gripe assassina que me atacou - no meu caso, poderíamos classificá-la como 'gripe cetácea' - decidi arriscar minha saúde e bem-estar e compareci ao Pacaembu para ver meu belo time campeão. Foi uma beleza. Só quem é corintiano sabe!





Assisti metade do jogo com a fuça colada no alambrado e havia um certo Osama Bin Laden do Corinthians ali nas redondezas. Pena que não consegui uma foto, foi bizarro e valeria a pena.


No segundo tempo arrumei um lugar bacaninha bem ali de frente para o gol do pobre Fabio Costa, onde o Corinthians atacaria. Essa mudança veio a calhar, pois ao meu lado no alambrado estava o único garoto fino do estádio. Me pareceu que ele estava um tanto chocado com as expressões chulas por mim proferidas. Enquanto eu gritava "ei juiz vai tomar no c*!", ele berrava: "seu idiota!". Enquanto eu comentava com Patsy: "f**eu!", ele dizia: "que droooga!". Eu: "vi**o c**ão!". Ele: "Presta atenção seu retardado!". Eu: "filho da p**a!". Ele: "vamos! vamos!". Foi mau, hein menino fino e louro?


Da próxima vez me esforçarei no método que usa "descendenteeee de praticanteeeee do meretríciooo!" - para se refereir ao bandeira ou qualquer outro elemento que cause transtornos em campo. Prometo.






O evento como um todo foi calmo, se compararmos o comportamento da torcida durante o jogo de hoje com o padrão já adotado. Claro que não estamos levando em conta o ser humano que invadiu o campo para dar um oi para nosso górdo nem o incêndio que atingiu nosso gato capitão.



Ó o maluco invasor aí



We won!



Valeu ;) !

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Típico

Drama do mês na loja envolvendo 2 clientes imbecis e um vendedor:

Cliente Imbecil 1 telefona para meu estabelecimento comercial meses atrás perguntando sobre blaser tamanho 74. Ele deseja presentear Imbecil 2, também cliente da loja com a pequenina peça. Imediatamente é informado de que tal artigo no ecxiste. Blasers são confeccionados apenas até o tamanho 72.

Imbecil 1 diz que não há problema. Seu plano consiste em comprar o blaser 72, dar para Imbecil 2 - o blaser, claro - e efetuar a troca por um tamanho maior, caso a peça não seja compatível ao corpitcho esbelto da figura. Quer dizer: ele não ouviu uma palavra sequer sobre a inexistência do tamanho maior.

Após ser alertado 708 vezes sobre a impossibilidade da troca, Imbecil 1 leva o blaser. Imbecil 2 veste e constata que doesn´t fits. Claro, todos nós já sabíamos disso.

Agora, enquanto Imbecil 1 liga diariamente cobrando a substituição da piromba do blaser, Imbecil 2 reclama seu dinheiro de volta. Não se esqueçam que Imbecil 2 ganhou esta merda de presente. E quer o dinheiro de volta. O dinheiro que não era dele, o dinheiro que outro ser humano gastou por ele. Me expliquem, por favor.