Não sei se é de conhecimento geral, mas minha família como um todo trabalha no ramo de confecções. De um jeito ou de outro estamos todos ligados ao conglomerado da Scarcelli´s Corporations, holding que engloba as empresas de papai, e faz parte de nosso cotidiano lidar com costureiras entre tantas outras peculiaridades da indústria de vestuário.
Gabi, minha irmã, produz peças femininas exclusivíssimas, de modelagens elaboradas e tecidos sentimentais, digamos assim. Por isso ela conta com uma equipe de costureiras especializada para a execução de tais modelos. Costureiras que sabem a maneira correta de aplicar um molde sobre um tecido caríssimo, costureiras que sabem como cortar a porra do pano sem cagar o fardo inteiro causando prejuízos incalculáveis, costureiras que possuem e dominam o maquinário próprio para cada fechamento, para cada acabamento, para cada forro.
E daí eu conto pra vocês que, fora dois bois saírem voando pela janela da sua casa diariamente à 4 da tarde, a coisa mais difícil no mundo como o conhecemos é encontrar o quê? Uma costureira CAPAZ. Um ser humano que reúna todas as características supra citadas, porque vou te dizer que de costureira boa, a Puta que o Pariu tá cheia. E quaisquer outros lugares suspeitos. Tudo cheio de costureira boa. A Casa do Caralho também tá cheia. Uma beleza. É costureira boa pra todo lado ali no Beco dos Ebó Mal Despachados, dá até gosto. Na rua, pra gente contratar é que não tem UMA viu.
Voltando.
Daí que Gabi, em sua busca eterna por seres humanos que saibam exercer a função para a qual se dispuseram nesta vida, encontrou uma certa Neide, ou Nalva, ou Nilde, sei lá, uma mulher de uns 45 anos de idade mais ou menos. Atenção pois esta informação sobre sua idade é importante. A mulher era uma gênia. A mulher não precisava de orientações, a mulher sabia tudo. Gabi largava moldes e tecidos na mão dela e a mulher transformava todo aquele bololô em roupas belíssimas. Que sorte a da Gabi, né?
NÃO, não é.
Neide (ou Nalva ou Nilde) tinha um comportamento bastante peculiar, totalmente baseado em atitudes depressivas. Nada daquilo com que vocês já tiveram contato anteriormente, eu garanto. Certa vez meu irmão levou Gabi à casa da sujeita para entregar uns botões. Gabi entrou e ela iniciou o lamento. Conseguiu se libertar (porque Nalva/Neide/Nilde é daquela raça de deprimidos que TE PEGA PELO BRAÇO) após um tempo não determinado, mas longo o suficiente para encontrar nosso irmão dormindo no carro. No meio de uma avenida enquanto aguardava seu retorno.
A conversa padrão com Neide/Nalva/Nilde era esta:
"Oi Neide, tudo bem?"
"Olha, bem não tá não"
"Ah, sim, que bom. Bem, Neide, aqueles vestidos que te entreguei na semana passada estão prontos?"
"Olha, eram para estar, eram sim. Mas é que faz uma semana que eu só choro, sabe?"
"Hum..."
"Porque eu sento para trabalhar, mas não consigo me concentrar nas peças, pois só penso em chorar"
"Sei..."
"E quando eu começo, olha, eu choro o dia inteiro, viu"
"Que coisa..."
"Porque nada, nada mesmo acaba com essa minha vontade de chorar"
"Entendo..."
" E daí, quando minha filha me liga, as coisas pioram bastante"
"Não me diga..."
"Porque eu CHORO DE UM LADO E ELA CHORA DE OUTRO, NEM CONSEGUIMOS CONVERSAR"
".............."
"Passamos HORAS na linha chorando juntas"
"Ahn...mas....."
"E você não me entende, porque ainda é muito jovem"
"Mas eu..."
"Sim, sim, gente velha não tem nada mais a fazer da própria vida senão chorar"
"Hum..."
"É só o que me resta. Só. Para mim e para minha filha. Somos muito tristes"
"Sei..."
"Você ainda está nos "inta". Espera chegar nos "enta" como eu que você vai ver como é" [esta frase virou um clássico aqui na família. Usamos para TUDO atualmente]
"Olha, eu..."
"Você também vai chorar o dia inteiro, pode esperar. Eu ainda vou te ver passando o dia todo debruçada numa mesa chorando. É o nosso destino, este. SOFRER!"
Sim, sim, Gabi deu um sumiço em Nalva/Neide/Nilde. Ela desenvolveu em nós o medo profundo de atendermos telefonemas e passarmos HORAS chorando na linha com nosso interlocutor.
Só tem louco na rua, preciso de uma oca na taba em Caraíva.
**EDITANDO em 22/09/10 - O nome da nega é LAÍDE. Lembramos. Tamo ruim, mas ainda há célebro aqui.
Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Dá um CROSE nela
Quando eu falo que nessa cidade onde eu trabalho acontecem coisas indizíveis, é porque AQUI NESSA CIDADE ONDE EU TRABALHO, AS COISAS QUE ACONTECEM SÃO REALMENTE INDIZÍVEIS, por favor prestem atenção.
Para início de conversa, postarei aqui uma foto minha recente. Notem que estou usando a camisa da seleção brasileira de futebol, o que indica que o retrato é de junho último. Para que aqueles que não me conhecem tenham uma visão clara, límpida da situação.
Importante frisar que sou a pessoa de nariz grande, não o filhote bicolor.
Pois bem. Estava eu aqui, circulando entre abecedanos neste estabelecimento comercial cujo nome pretendo em breve mudar para "Little Shop of Horrors" quando um cara que agia como cliente veio até mim e soltou:
"Estou te olhando desde que entrei.....e você é a dona daqui, não é?"
MEDO
"Sim, sou eu mesma"
"Eu queria te perguntar algo, mas tenho medo de que você me leve a mal."
MUITO MEDO
"Pois não, fique à vontade, pode perguntar"
(Trilha de Jaws ao fundo)
"Você é mulher mesmo? Ou é homem? É mulher de verdade ou é homem disfarçado? Entende o que quero saber?"
CHOQUE. DESORIENTAÇÃO.
"Não, não. Não entendo."
"É que eu queria saber se você é mulher mesmo ou TRAVESTI. Sabe? Mas ó: não me leve a mal, hein?"
Levar a mal um cara que entra na minha loja e me pergunta se meu nome é Valdemar? Má nunca!
Este ABC Paulista me mata lentamente.
Para início de conversa, postarei aqui uma foto minha recente. Notem que estou usando a camisa da seleção brasileira de futebol, o que indica que o retrato é de junho último. Para que aqueles que não me conhecem tenham uma visão clara, límpida da situação.
"Oeeee tudo bem? Paulinas, sua serva."
Importante frisar que sou a pessoa de nariz grande, não o filhote bicolor.
Pois bem. Estava eu aqui, circulando entre abecedanos neste estabelecimento comercial cujo nome pretendo em breve mudar para "Little Shop of Horrors" quando um cara que agia como cliente veio até mim e soltou:
"Estou te olhando desde que entrei.....e você é a dona daqui, não é?"
MEDO
"Sim, sou eu mesma"
"Eu queria te perguntar algo, mas tenho medo de que você me leve a mal."
MUITO MEDO
"Pois não, fique à vontade, pode perguntar"
(Trilha de Jaws ao fundo)
"Você é mulher mesmo? Ou é homem? É mulher de verdade ou é homem disfarçado? Entende o que quero saber?"
CHOQUE. DESORIENTAÇÃO.
"Não, não. Não entendo."
"É que eu queria saber se você é mulher mesmo ou TRAVESTI. Sabe? Mas ó: não me leve a mal, hein?"
Levar a mal um cara que entra na minha loja e me pergunta se meu nome é Valdemar? Má nunca!
Este ABC Paulista me mata lentamente.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Atkins who?
O bom das minhas conversas com a Red é que elas são sempre muito produtivas. Somos capazes de fazer qualquer assunto banal descambar a partir do momento em que perdemos o foco e introduzimos fantásticos planos para dominar o mundo em nossos diálogos. Hoje o tema foi "dieta mágica e indolor".
Meio da tarde, estávamos ambas ocupadíssimas, exercendo atividades competentes aos altíssimos cargos que ocupamos em nossas respectivas empresas, quando engatamos um papo inocente sobre coisas que somem, motoboys e outras amenidades via messenger. E eis que perdemos o tal do foco e prontamente o conteúdo de nossas janelas ficou mais ou menos assim:
Quer dizer: tá com alguma dúvida relacionada à nossa galáxia ou não? Liga pra gente. Desenvolveremos o tema com carinho para você.
Meio da tarde, estávamos ambas ocupadíssimas, exercendo atividades competentes aos altíssimos cargos que ocupamos em nossas respectivas empresas, quando engatamos um papo inocente sobre coisas que somem, motoboys e outras amenidades via messenger. E eis que perdemos o tal do foco e prontamente o conteúdo de nossas janelas ficou mais ou menos assim:
Red diz: Restringirei minha alimentação até me internarem por desnutrição
PaulaScarcelli diz: Eu to pensando em fazer isso também, viu. Dar um ramadan nonstop daqui até, sei lá, MAIO do ano que vem, quando eu já estarei cinza por falta de nutrientes
Red diz: Isso, parecendo fugitivas de campo de concentração
PaulaScarcelli diz: frequentadoras da Praça da República, setor de drogas. AIDÉTICAS.
Red diz: Isso. Procurarão por picadas em nossos braços ou outros sintomas de vício em substâncias tóxicas pesadas.
PaulaScarcelli diz: Pessoas terão a impressão de que acabamos de cavar nossos túmulos de dentro para fora. Ficarão esperando que digamos "BRAAAAINS".
Red diz: E não faremos isso, pois não sentiremos fome e não comeremos cérebro. Viveremos apenas de... sei lá...ar
PaulaScarcelli diz: Faz sentido. Sem brains. Está decidido. Viveremos de ar então. Pq esse negócio de viver de luz é muito Baby Consuelo pro meu gosto.
Red diz: Ar e alguns alimentos interessantes de vez em quando.
PaulaScarcelli diz: Sim. Alimentos interessantes de 7 em 7 dias. Me parece um bom intervalo.
Red diz: Usaremos manequim 34. Com cinto. Porque a calça VAI cair
PaulaScarcelli diz: E colocaremos uma legging por baixo para dar volume.
Red diz: Não poderemos fazer acupuntura, por falta de carne para espetar.
PaulaScarcelli diz: Inclusive marcaremos a consulta mas não seremos atendidas porque o japonês não nos enxergará sentadas na cadeira atrás do vaso de bambu.
Red diz: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
PaulaScarcelli diz: Olha, eu acho que 2 litros de água e um tomate tá ótimo. Gente perdida no matagal vive com menos que isso por meses. E gente perdida no Himalaia, NEM TOMATE TEM.
Red diz: Verdade. E eles vivem, não vivem?
PaulaScarcelli diz: VIVEM ATÉ DEMAIS.
Quer dizer: tá com alguma dúvida relacionada à nossa galáxia ou não? Liga pra gente. Desenvolveremos o tema com carinho para você.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Salve o Corinthians
Porque em dia de Centenário, acho fino reiterar que aqui é Corinthians, né. Salve o Timão, Salve o Gigante. E olha que era para eu estar no Anhangabaú mandando beijo pro William, viu.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Conclusões Caraivanas
Gabi, minha irmã, caminhava por Caraíva alguns anos atrás quando decidiu sentar-se à beira do rio. Estava lá de bobeira, babando, quando uma local muito nossa amiga cujo nome não citarei mas quem a conhece provavelmente associará o nome à pessoa, aproximou-se bufando e sentou-se a seu lado:
"Olhe Gabi aqui nessa cidade é assim: se engordou é porque está grávida. Se emagreceu é porque está DE AIDS"
Porque tem certas coisas que a gente só conclui com a ajuda de um nativo mal humorado, né.
"Olhe Gabi aqui nessa cidade é assim: se engordou é porque está grávida. Se emagreceu é porque está DE AIDS"
Porque tem certas coisas que a gente só conclui com a ajuda de um nativo mal humorado, né.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Máximas - Conversa de gente boazinha/Conversa de gente lelé
No último sábado fui a um almoço na casa da chefe dos desvairados do Brasil, onde foi reunida toda a turma da trombada da faculdade onde estudamos nos anos 90 do século 19.
Reproduzirei uma sequência de diálogos que resume a essência deste povo problemático que participou de minha vida acadêmica. Vamos lá:
Primeiro Ato - conversa entre Eu e Pessoa 1. Pessoa 2 observando.
P1:"Mas Paula, você não se lembra mesmo de Fulana?"
Eu: "Não, de jeito nenhum." [Pombas, eu terminei a faculdade há 14 anos]
P1: "Estranho, você deveria se lembrar.....ela chamava atenção devido a uma característica peculiar."
Eu: "Que característica?"
[Pensando: loura? Ruiva? Alta? Italiana? Puta? Burra? Drogada? Hippie? Fanha? Moicana? Caloteira? A da bolsa LINDA? etc]
P1: "Ela é meio feia..." - MEIO FEIA.
P2 em acesso de riso.
Segundo Ato - Emendam a conversa Eu e Anfitriã. Pessoa 2 permanece observando.
A: "Paula, você já viu a Maria Fernanda acordada?"
[Maria Fernanda é a criança neta de Anfitriã, que tirava uma sonequinha nos aposentos superiores]
Eu: "Não, ainda não vi. Me avise quando ela estiver aqui."
P2: "Maria Fernanda Acordada? Não me lembro dessa....Ela se formou em jornalismo ou publicidade?"
OU SEJA...
Reproduzirei uma sequência de diálogos que resume a essência deste povo problemático que participou de minha vida acadêmica. Vamos lá:
Primeiro Ato - conversa entre Eu e Pessoa 1. Pessoa 2 observando.
P1:"Mas Paula, você não se lembra mesmo de Fulana?"
Eu: "Não, de jeito nenhum." [Pombas, eu terminei a faculdade há 14 anos]
P1: "Estranho, você deveria se lembrar.....ela chamava atenção devido a uma característica peculiar."
Eu: "Que característica?"
[Pensando: loura? Ruiva? Alta? Italiana? Puta? Burra? Drogada? Hippie? Fanha? Moicana? Caloteira? A da bolsa LINDA? etc]
P1: "Ela é meio feia..." - MEIO FEIA.
P2 em acesso de riso.
Segundo Ato - Emendam a conversa Eu e Anfitriã. Pessoa 2 permanece observando.
A: "Paula, você já viu a Maria Fernanda acordada?"
[Maria Fernanda é a criança neta de Anfitriã, que tirava uma sonequinha nos aposentos superiores]
Eu: "Não, ainda não vi. Me avise quando ela estiver aqui."
P2: "Maria Fernanda Acordada? Não me lembro dessa....Ela se formou em jornalismo ou publicidade?"
OU SEJA...
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Máximas - Tomou um doce e foi postar no Facebook
Minha irmã acabou de me mandar a seguinte mensagem via wall do Facebook. Por favor, reflitam sobre a quantidade de substâncias tóxicas presentes na corrente sanguínea desta cidadã no momento. Copiei o diálogo. Apreciem-no:
Gabriela Scarceli - Paula Scarcelli: paula, o q foi q eu te liguei pra perguntar quem era alguém ou alguma coisa esses dias, q vc teve uma crise de riso pq tava com a sam no telefone??
20 minutes ago · Comment ·LikeUnlike · See Wall-to-Wall
Gabriela Scarceli ahhhhh!!! lembrei na sequencia: do bicho q tem corpo de gente e perna de carneiro e toca flauta
Na minha opinião, não há dúvidas. É ácido mesmo. Diluído em água de privada.
Gabriela Scarceli - Paula Scarcelli: paula, o q foi q eu te liguei pra perguntar quem era alguém ou alguma coisa esses dias, q vc teve uma crise de riso pq tava com a sam no telefone??
20 minutes ago · Comment ·LikeUnlike · See Wall-to-Wall
Gabriela Scarceli ahhhhh!!! lembrei na sequencia: do bicho q tem corpo de gente e perna de carneiro e toca flauta
Na minha opinião, não há dúvidas. É ácido mesmo. Diluído em água de privada.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Do século passado essa aqui
No último final de semana decidi fazer um retiro e estava assistindo TV no sábado à noite, atividade que não aconselho. Aconselho ir para o bar, que fique claro. Bem, lá estava eu, inadequadamente assintindo à programação fué do sábado quando me deparei com o Pepeu na tela. Instantaneamente aquilo que ainda resta de minha memória entrou em atividade me fazendo recordar do último reveillon que passei no Rio de Janeiro.
Era a virada de 98 para 99, se não me engano. Não sei, não lembro, mas também, nego que VIRA O SÉCULO em vida não tem como traçar uma linha temporal 100% confiável, vamos falar o que é verdade, né. Mas acho que foi, já que do ano 2000 eu me lembro e este foi em Angra. Eu acho. Bom. Dane-se.
Reveillon de 1998, a grande máfia estava reunida no Rio, fomos todos convidados para uma linda festa em um dos lugares mais exclusivos da Avenida Atlântica, Copacabana.
Começou que amiga Sam tomou um sol errado no dia 31 e às 8 da noite ela tinha a coloração da pantera cor de rosa, mas mais marca texto, sabe como é? Aquele rosa mais FOSFORESCENTE, digamos assim. E apresentava sintomas de insolação, olha o vexame. A pessoa é carioca de nascença, de pai e mãe, de família do tempo do Império que veio parar aqui na caravana do rei, e me dá uma dessa. Pois bem. Tudo indicava que ela 'contraíra' insolação passaria a noite bem mais sóbria que o resto da população local, o que de fato ocorreu. Por isso inclusive que temos detalhes desta festa, os quais jamais chegariam às nossas mãos se o acidente solar não houvesse acontecido. Claro que não podemos nos esquecer que Sam trajava seda pink chiquérrima, mas o efeito da roupa foi anulado pelo tom de sua pele e ela, vestida de rosa shocking, parecia estar pelada. Enfim.
Eis que chega a hora da festa. Nos acomodamos em nossos táxis com destino à Nossa Senhora de Copacabana, já que a Atlântica fica interrompida do começo da tarde do dia 31 até o fim do dia 1 de janeiro, E FOMOS.
A festança em si transcorreu como o esperado. Tudo lindo, tudo perfeito, tudo animado. E daí chegou aquele horário em que o povo começa a entortar. Uma de nós perseguiu um sueco - ou finlandês, ou dinamarquês, não me lembro - durante a noite toda. Outra deu um show de samba quase que sobre uma mesa de centro em uma saleta onde estavam sentadas a mãe e a avó do dono da festa. APENAS A MÃE E A AVÓ. E ela lá, SAMBANDO. Uma outra, cujo nome não revelo nem sob tortura, babou em seu vestido prateado tudo aquilo que tentou beber da meia noite em diante. E foi dançar com o finado e saudoso Jorginho Guinle, derrubando algumas taças em seu smoking também. E com o Carlinhos de Jesus, notem o grau da coisa toda. Fora o rabo de cavalo da criatura que parecia um gambá morto arremessado de longe em direção à sua cabeça. Triste, meu filho.
Teve uma que dormiu em cena e a Sam lá: firme, forte, sóbria e vendo TUDO. Foi quando ela notou a presença de Pepeu que tinha ido à festa acompanhado de Kryptus Rá e de Zabelê. E notou também nossa comandante chefe do Rio de Janeiro andando atrás dele na festa e cantando:
"Eu e Pepeeeeeeeeu, ele e eu"
Ininterruptamente.
E Pepeu tentando nitidamente se desvencilhar daquilo. Ingênuo esse Pepeu.
(Antes que alguém taxe a stalker de Pepeu de psicopata, quero deixar claro que ela é uma amiga da família, de Baby, de Sarah Sheeva, pelo amor de Deus. Somos bêbadas, não perseguidoras de guitarristas e derivados)
Acabou que às 8 horas da manhã decidimos ir embora e ao sair do elevador e atravessar os portões do edifício rumo ao táxi que nos esperava na avenida, encontramos Pepeu, ali, sem rumo, sem táxi, perdido. Éramos 5 pessoas, já que a sambista do living room não quis aguardar o táxi e pegou uma carona com um camburão que estava indo para o Leblon, e achamos absolutamente viável invadirmos o táxi e ainda lançarmos Pepeu, Zabelê e Kryptus Rá no carro conosco.
Claro que o taxista quase entrou em colapso e queria matar um por um, mas não houve muita saída senão nos levar até o Leblon, OITO pessoas no carro e a criatura cantando "eu e Pepeeeeeu, ele e eu" no último estágio alcoólico que um ser humano pode chegar antes do óbito. E todos nós acompanhando o sing a song da maluca, inclusive Pepeu.
Olha, não me perguntem onde Pepeu e os filhos ficaram. Posso informar que foi em algum local entre o Copacabana Palace e o Baixo Leblon, onde encostamos o carro para desovar mais duas sobreviventes e ainda atendemos um orelhão na Ataulfo de Paiva que tocava para um certo JOEL. Este telefone tocou umas 5 ou 6 vezes e só sei que saímos pela rua gritando: "Joel!!! Joel!!!" - à procura do cidadão. Joel foi encontrado e todo mundo sabe que eu tenho um amigo imaginário, né? Vocês acham que ele foi batizado por causa de quem?
De alguma maneira chegamos vivas à Delfim Moreira, não sem antes encontrar a pessoa que pegou carona com os policiais saindo do camburão ali na Rua Rita Ludolf.
Povo descompensado, a gente vê por aqui. E não é de hoje.
Era a virada de 98 para 99, se não me engano. Não sei, não lembro, mas também, nego que VIRA O SÉCULO em vida não tem como traçar uma linha temporal 100% confiável, vamos falar o que é verdade, né. Mas acho que foi, já que do ano 2000 eu me lembro e este foi em Angra. Eu acho. Bom. Dane-se.
Reveillon de 1998, a grande máfia estava reunida no Rio, fomos todos convidados para uma linda festa em um dos lugares mais exclusivos da Avenida Atlântica, Copacabana.
Começou que amiga Sam tomou um sol errado no dia 31 e às 8 da noite ela tinha a coloração da pantera cor de rosa, mas mais marca texto, sabe como é? Aquele rosa mais FOSFORESCENTE, digamos assim. E apresentava sintomas de insolação, olha o vexame. A pessoa é carioca de nascença, de pai e mãe, de família do tempo do Império que veio parar aqui na caravana do rei, e me dá uma dessa. Pois bem. Tudo indicava que ela 'contraíra' insolação passaria a noite bem mais sóbria que o resto da população local, o que de fato ocorreu. Por isso inclusive que temos detalhes desta festa, os quais jamais chegariam às nossas mãos se o acidente solar não houvesse acontecido. Claro que não podemos nos esquecer que Sam trajava seda pink chiquérrima, mas o efeito da roupa foi anulado pelo tom de sua pele e ela, vestida de rosa shocking, parecia estar pelada. Enfim.
Eis que chega a hora da festa. Nos acomodamos em nossos táxis com destino à Nossa Senhora de Copacabana, já que a Atlântica fica interrompida do começo da tarde do dia 31 até o fim do dia 1 de janeiro, E FOMOS.
A festança em si transcorreu como o esperado. Tudo lindo, tudo perfeito, tudo animado. E daí chegou aquele horário em que o povo começa a entortar. Uma de nós perseguiu um sueco - ou finlandês, ou dinamarquês, não me lembro - durante a noite toda. Outra deu um show de samba quase que sobre uma mesa de centro em uma saleta onde estavam sentadas a mãe e a avó do dono da festa. APENAS A MÃE E A AVÓ. E ela lá, SAMBANDO. Uma outra, cujo nome não revelo nem sob tortura, babou em seu vestido prateado tudo aquilo que tentou beber da meia noite em diante. E foi dançar com o finado e saudoso Jorginho Guinle, derrubando algumas taças em seu smoking também. E com o Carlinhos de Jesus, notem o grau da coisa toda. Fora o rabo de cavalo da criatura que parecia um gambá morto arremessado de longe em direção à sua cabeça. Triste, meu filho.
Teve uma que dormiu em cena e a Sam lá: firme, forte, sóbria e vendo TUDO. Foi quando ela notou a presença de Pepeu que tinha ido à festa acompanhado de Kryptus Rá e de Zabelê. E notou também nossa comandante chefe do Rio de Janeiro andando atrás dele na festa e cantando:
"Eu e Pepeeeeeeeeu, ele e eu"
Ininterruptamente.
E Pepeu tentando nitidamente se desvencilhar daquilo. Ingênuo esse Pepeu.
(Antes que alguém taxe a stalker de Pepeu de psicopata, quero deixar claro que ela é uma amiga da família, de Baby, de Sarah Sheeva, pelo amor de Deus. Somos bêbadas, não perseguidoras de guitarristas e derivados)
Acabou que às 8 horas da manhã decidimos ir embora e ao sair do elevador e atravessar os portões do edifício rumo ao táxi que nos esperava na avenida, encontramos Pepeu, ali, sem rumo, sem táxi, perdido. Éramos 5 pessoas, já que a sambista do living room não quis aguardar o táxi e pegou uma carona com um camburão que estava indo para o Leblon, e achamos absolutamente viável invadirmos o táxi e ainda lançarmos Pepeu, Zabelê e Kryptus Rá no carro conosco.
Claro que o taxista quase entrou em colapso e queria matar um por um, mas não houve muita saída senão nos levar até o Leblon, OITO pessoas no carro e a criatura cantando "eu e Pepeeeeeu, ele e eu" no último estágio alcoólico que um ser humano pode chegar antes do óbito. E todos nós acompanhando o sing a song da maluca, inclusive Pepeu.
Olha, não me perguntem onde Pepeu e os filhos ficaram. Posso informar que foi em algum local entre o Copacabana Palace e o Baixo Leblon, onde encostamos o carro para desovar mais duas sobreviventes e ainda atendemos um orelhão na Ataulfo de Paiva que tocava para um certo JOEL. Este telefone tocou umas 5 ou 6 vezes e só sei que saímos pela rua gritando: "Joel!!! Joel!!!" - à procura do cidadão. Joel foi encontrado e todo mundo sabe que eu tenho um amigo imaginário, né? Vocês acham que ele foi batizado por causa de quem?
De alguma maneira chegamos vivas à Delfim Moreira, não sem antes encontrar a pessoa que pegou carona com os policiais saindo do camburão ali na Rua Rita Ludolf.
Povo descompensado, a gente vê por aqui. E não é de hoje.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Furtando os bens alheios
A parte interessante de pegar um nego no pulo ROUBANDO um treco que nos pertence é apreciar a criatividade do caboclo. Por exemplo:
Minha revista Monet, da NET, assim como TODA a minha correspondência, é enviada para o meu endereço comercial, ou seja, a fábrica. Hoje durante a tarde eu vi o carteiro entrando com a revista na mão e entregando para um dos vendedores da loja, que a colocou sobre um balcão logo após acenar me avisando da entrega.
Daí que TRÊS minutos depois eu fui até o balcão pegar a porra da revista e não encontrei nada. Olhei para a minha direita e vi uma véia com uma revista embalada no plástico e a etiqueta com o nome PAULA SCARCELLI seguido de meu endereço voltada para o lado de fora, ou seja, eu podia enxergar nitidamente o pacote que acabara de chegar para mim.
Falei para a criatura: "Oi, acho que a senhora se enganou e pegou uma 'encomenda' que o carteiro acabou de me trazer." Ao que a pessoa respondeu: "Não, não, essa revista é minha, EU ACABEI DE COMPRAR."
E aquela baita etiquetona lá, com o meu nome.
É claro que eu reavi minha revista. Claro.
Minha revista Monet, da NET, assim como TODA a minha correspondência, é enviada para o meu endereço comercial, ou seja, a fábrica. Hoje durante a tarde eu vi o carteiro entrando com a revista na mão e entregando para um dos vendedores da loja, que a colocou sobre um balcão logo após acenar me avisando da entrega.
Daí que TRÊS minutos depois eu fui até o balcão pegar a porra da revista e não encontrei nada. Olhei para a minha direita e vi uma véia com uma revista embalada no plástico e a etiqueta com o nome PAULA SCARCELLI seguido de meu endereço voltada para o lado de fora, ou seja, eu podia enxergar nitidamente o pacote que acabara de chegar para mim.
Falei para a criatura: "Oi, acho que a senhora se enganou e pegou uma 'encomenda' que o carteiro acabou de me trazer." Ao que a pessoa respondeu: "Não, não, essa revista é minha, EU ACABEI DE COMPRAR."
E aquela baita etiquetona lá, com o meu nome.
É claro que eu reavi minha revista. Claro.
sábado, 17 de julho de 2010
Faltou só o Fagundes e o Stênio, gente
Só pra contar pra vocês que na frente da minha loja a guia é rebaixada e eu tenho vagas pros criente estacionarem seus automóveis bem na boca da muamba, sob a marquise e talz. Porque a gente TEM vontade de matar, mas no fundo trata bem quem garante a subsistência carcamana, não é mesmo?
Pois é.
Hoje, com este tempinho de corno que faz no país, garoa ininterrupta e 10 graus cravados no termômetro, o que salvaria a venda de um estabelecimento comercial de grande porte localizado a céu aberto? Ponto para quem respondeu "ESTACIONAMENTO". Estrelinha para quem disse "ESTACIONAMENTO COBERTO". Como eu sou fodona, digo que tenho estacionamento coberto e subterrâneo com entrada independente por DENTRO da loja. Ou seja: nada poderia atrapalhar meu movimento. Nem este frio da porra. Muito menos esta chuva lazarenta.
Isso eu afirmei ingenuamente, sem pensar na possibilidade de um.......sei lá....ataque de caminhões, vai saber.
Primeiro foi um caminhão da Nova Schin que obstruiu TODA a minha entrada e passou mais de 20 minutos descarregando engradados de breja sei lá para quem. Se fosse pra mim, pelo menos, né. Bem, quando vi que aquele trambolho estava parado em cima da minha calçada havia séculos me coloquei porta afora e constatei que o cara ainda ia começar a descer a primeira das CINCO geladeiras que estavam lá em cima. Desnecessário dizer que houve tumulto e o veículo foi expulso a pedradas.
Dez minutos depois, eu disse DEZ minutos, estacionou ali, na entrada da minha garagem, o caminhão dos morangos de Atibaia. Ignorando o mundo ao seu redor, o motorista desceu, abriu o toldo, montou a banca e acionou o autofalante: "MORANGOS, MORANGOS FRESQUINHOS, MORANGOS DE ATIBAIA...". Fa-la Sé-rio. Me fala. Sério. Por favor.
Logo após sua partida, que ocorreu sem a menor cordialidade, sobe na calçada um caminhão de "Água Potável".
Na sequência parou um guincho.
Reboque de caçamba assim que o guincho se mandou.
Logo depois chegou o "Óleo Lubrificante Usado". Quer dizer, o ser vivo não pensa que tá estacionando na porta de outrem um treco que transporta material inflamável, CARAMBA? Gente, é só pensar. Porque se eu sou capaz de atear fogo em algo ou alguém? OPA. Tamo aí. OUTREM é pura violência, OUTREM é sangue na parede.
Foi isso. Era só para dividir esta mágoa interna com terceiros. Ufa. Deu até asma.
Pois é.
Hoje, com este tempinho de corno que faz no país, garoa ininterrupta e 10 graus cravados no termômetro, o que salvaria a venda de um estabelecimento comercial de grande porte localizado a céu aberto? Ponto para quem respondeu "ESTACIONAMENTO". Estrelinha para quem disse "ESTACIONAMENTO COBERTO". Como eu sou fodona, digo que tenho estacionamento coberto e subterrâneo com entrada independente por DENTRO da loja. Ou seja: nada poderia atrapalhar meu movimento. Nem este frio da porra. Muito menos esta chuva lazarenta.
Isso eu afirmei ingenuamente, sem pensar na possibilidade de um.......sei lá....ataque de caminhões, vai saber.
Primeiro foi um caminhão da Nova Schin que obstruiu TODA a minha entrada e passou mais de 20 minutos descarregando engradados de breja sei lá para quem. Se fosse pra mim, pelo menos, né. Bem, quando vi que aquele trambolho estava parado em cima da minha calçada havia séculos me coloquei porta afora e constatei que o cara ainda ia começar a descer a primeira das CINCO geladeiras que estavam lá em cima. Desnecessário dizer que houve tumulto e o veículo foi expulso a pedradas.
Dez minutos depois, eu disse DEZ minutos, estacionou ali, na entrada da minha garagem, o caminhão dos morangos de Atibaia. Ignorando o mundo ao seu redor, o motorista desceu, abriu o toldo, montou a banca e acionou o autofalante: "MORANGOS, MORANGOS FRESQUINHOS, MORANGOS DE ATIBAIA...". Fa-la Sé-rio. Me fala. Sério. Por favor.
Logo após sua partida, que ocorreu sem a menor cordialidade, sobe na calçada um caminhão de "Água Potável".
Na sequência parou um guincho.
Reboque de caçamba assim que o guincho se mandou.
Logo depois chegou o "Óleo Lubrificante Usado". Quer dizer, o ser vivo não pensa que tá estacionando na porta de outrem um treco que transporta material inflamável, CARAMBA? Gente, é só pensar. Porque se eu sou capaz de atear fogo em algo ou alguém? OPA. Tamo aí. OUTREM é pura violência, OUTREM é sangue na parede.
Foi isso. Era só para dividir esta mágoa interna com terceiros. Ufa. Deu até asma.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Porque ZICA é uma coisa que se multiplica como Gremlins
Querido diário,
Até a semana passada eu tinha um celular, um PC, um laptop, uma câmera fotográfica, um secador de cabelos, enfim, eu era uma pessoa normal.
Daí TUDO quebrou neste curto período que separa a semana passada DESTA semana e hoje eu sou uma mulher solta, sem nada, desprovida de eletroeletrônicos de quaisquer espécies.
Claro que não incluirei os carros inutilizados nesta conta. Não vivo do passado, apesar deste passado especificamente não estar além de maio úrtimo.
Acabei de fazer um café e não há açúcar na minha casa. Levando em consideração o fato de que coisas como lâmpadas e quadros também andam despencando na minha cabeça, juro que a minha vontade era me mudar por tempo indeterminado para a beira do Rio Caraíva.
Mas não sei se é adequado pegar avião não. Diz aí. :-o
Até a semana passada eu tinha um celular, um PC, um laptop, uma câmera fotográfica, um secador de cabelos, enfim, eu era uma pessoa normal.
Daí TUDO quebrou neste curto período que separa a semana passada DESTA semana e hoje eu sou uma mulher solta, sem nada, desprovida de eletroeletrônicos de quaisquer espécies.
Claro que não incluirei os carros inutilizados nesta conta. Não vivo do passado, apesar deste passado especificamente não estar além de maio úrtimo.
Acabei de fazer um café e não há açúcar na minha casa. Levando em consideração o fato de que coisas como lâmpadas e quadros também andam despencando na minha cabeça, juro que a minha vontade era me mudar por tempo indeterminado para a beira do Rio Caraíva.
Mas não sei se é adequado pegar avião não. Diz aí. :-o
sábado, 10 de julho de 2010
Nada cai do céu, nem cairá-á
Alguém está tentando me matar. E olha, tá MESMO. Desde ontem eventos obscuros estão acontecendo ao meu redor causando a queda de objetos pesados, quebráveis e pontiagudos sobre minha cabeça. Eu inclusive ainda não consegui compreender como não tenho 20 pontos na testa e um leito no Sírio-Libanês.
Ontem mesmo, lá pelas 10 da manhã, estava eu em meu maravilhoso ambiente de trabalho, aquela Industria Vital, quando uma lâmpada fluorescente CAIU DO TETO de 5 metros de altura, em cima da minha cabeça. Vocês entenderam? Que a lâmpada de 1 metro e 20 de comprimento despencou em cima de mim? E quebrou em 500 mil pedaços, fora aquele gás suspeito que sai de dentro dela? Cara, tinha vidro no meu olho, na minha boca, na minha orelha, no meu sapato e meu cabelo ficou tilintando o dia inteiro. Fora a porrada, porque na hora eu achei que meu crânio tinha se partido em 2 e meu cérebro estava escorrendo pelo canto esquerdo. Sabotagem certa, diz aí. ARMADO. Pra me pegar. Mas não deu certo.
À noite fuitomar uns mé jantar na casa de Muso e estava lá sentada no sofá habitual felizona quando CATAPLOFT. O quadro posicionado logo acima de mim CAI. É, é, na minha cabeça, é!!!! Um puta treco enorme com um vidro de espessura a prova de balas e uma moldura de FERRO, ou sei lá o que era aquilo que quase me partiu a cara. Quer dizer. Vai falar que não tem alguém sabotando, porque tem, né.
Gente, eu quase morri duas vezes.
Agora tô atenta olhando pro céu, porque já dizia Ivan Lins:
Ontem mesmo, lá pelas 10 da manhã, estava eu em meu maravilhoso ambiente de trabalho, aquela Industria Vital, quando uma lâmpada fluorescente CAIU DO TETO de 5 metros de altura, em cima da minha cabeça. Vocês entenderam? Que a lâmpada de 1 metro e 20 de comprimento despencou em cima de mim? E quebrou em 500 mil pedaços, fora aquele gás suspeito que sai de dentro dela? Cara, tinha vidro no meu olho, na minha boca, na minha orelha, no meu sapato e meu cabelo ficou tilintando o dia inteiro. Fora a porrada, porque na hora eu achei que meu crânio tinha se partido em 2 e meu cérebro estava escorrendo pelo canto esquerdo. Sabotagem certa, diz aí. ARMADO. Pra me pegar. Mas não deu certo.
À noite fui
Gente, eu quase morri duas vezes.
Agora tô atenta olhando pro céu, porque já dizia Ivan Lins:
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Doutor Chucrutes
Então né. A macumba pegou forte na família Scarcelli e teve um dia aí que eu e minha irmã estávamos em consultas médicas. Eu no ortopedista-com-nítidos-problemas-de-relacionamento-humano e ela no vascular-primo-do-Nerso-da-Capitinga.
Fui parar neste ortopedista porque já fazia uma semana que RESPIRAR me doía tudo. Era uma dor que partia do omoplata direito, dava a volta pela lateral pegando parte das costelas e terminava no externo. Coisa básica. Complementando o quadro, eu estava com uma TOSSE maluca e imaginem um ser humano tossindo sem parar tendo em mãos tais condições físicas. Tava bacana, bem legal. Agradável e indolor. Diante disso e me valendo de meus conhecimentos básicos decidi me automedicar com Nisulide, conhecido anti-inflamatório disponível no mercado. Após duas semanas me drogando sem nenhum resultado alcançado achei por bem marcar uma consulta com um especialista, já que meu fígado se dissolveria em dois dias no máximo caso eu continuasse a fazer uso de tal medicamento pesado. Marquei a merda da consulta e fui. esperei 40 horas, perdi a Argentina entrando em campo e enfim, o médico me chamou.
O cara era estranhíssimo, não conseguia pronunciar palavras inteiras e nem me olhar na cara. Sentei na cadeira do outro lado da mesa, expliquei a situação e ele, sem dizer nada, NADA, pegou o receituário e começou a escrever. Me passou o papel e enfim disse:
"Tome NISULIDE por 7 dias, um comprimido a cada 8 horas."
NI-SU-LI-DE. PORRA. Fala sério.
Caso Gabi:
A Gabi tá com um treco estranhíssimo na perna que vários bêbados, o veterinário, minha tia, o caseiro de Ubatuba e o cara do lava rápido diagnosticaram como sendo sua safena inchada. Maior treta esse negócio de safena inchada, vamos ao vascular ver que merda é essa, né.
Tá. Chegando lá, ela toda trabalhada para a consulta, me aparece o médico, primo de primeiro grau do Nérso. Um caipira maluco que olhou pra perna dela e disse: "VIIIIIIIIXE!!!!". A partir daqui, reproduzirei os diálogos. Lembrem-se que o cara tem um sotaque caipira da porra.
"Vixe? o que foi doutor? Me disseram que isso é a minha safena...."
"IHHHHHHH!!! É a safena mesmo......mas tá GRAVE hein!! VIIIIIXEEEE!"
"Mas grave quanto? Porque podemos tratar isso, não podemos?"
"Tratar???? IHHHHHHHHHHHHH! Isso não tem tratamento não!! O máximo que a gente pode fazer é operar!"
"Ah, que bom, então vamos operar, é isso?"
"NÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!! Na sua idade não fazemos esse tipo de operação. Agora não dá pra fazer nada viu. Mas que isso vai te dar problema, ah vai! E vai ser grave, nem te digo, viiiixeeeee!"
"Mas não é melhor tratarmos OU operarmos ANTES de dar o problema?"
"Não, não. Você só vai ter problema daqui a uns 30 anos. Mas daí vai ser grave, viu!! Porque sem tratamento nem cirurgia, quando você tiver uns 60 anos, isso aí vai ser uma BOMBA! Trombose na certa!"
"MAS POR QUE NÃO OPERAMOS AGORA ENTÃO?????"
"Ah, porque na sua idade isso não costuma dar problema não. Fique tranquila. Tente usar meias Kendall se pegar aviões, tá? Tchau."
E a Gabi lá, catatônica.
Isso, para mim é Pegadinha do Mallandro, me diz.
Fui parar neste ortopedista porque já fazia uma semana que RESPIRAR me doía tudo. Era uma dor que partia do omoplata direito, dava a volta pela lateral pegando parte das costelas e terminava no externo. Coisa básica. Complementando o quadro, eu estava com uma TOSSE maluca e imaginem um ser humano tossindo sem parar tendo em mãos tais condições físicas. Tava bacana, bem legal. Agradável e indolor. Diante disso e me valendo de meus conhecimentos básicos decidi me automedicar com Nisulide, conhecido anti-inflamatório disponível no mercado. Após duas semanas me drogando sem nenhum resultado alcançado achei por bem marcar uma consulta com um especialista, já que meu fígado se dissolveria em dois dias no máximo caso eu continuasse a fazer uso de tal medicamento pesado. Marquei a merda da consulta e fui. esperei 40 horas, perdi a Argentina entrando em campo e enfim, o médico me chamou.
O cara era estranhíssimo, não conseguia pronunciar palavras inteiras e nem me olhar na cara. Sentei na cadeira do outro lado da mesa, expliquei a situação e ele, sem dizer nada, NADA, pegou o receituário e começou a escrever. Me passou o papel e enfim disse:
"Tome NISULIDE por 7 dias, um comprimido a cada 8 horas."
NI-SU-LI-DE. PORRA. Fala sério.
Caso Gabi:
A Gabi tá com um treco estranhíssimo na perna que vários bêbados, o veterinário, minha tia, o caseiro de Ubatuba e o cara do lava rápido diagnosticaram como sendo sua safena inchada. Maior treta esse negócio de safena inchada, vamos ao vascular ver que merda é essa, né.
Tá. Chegando lá, ela toda trabalhada para a consulta, me aparece o médico, primo de primeiro grau do Nérso. Um caipira maluco que olhou pra perna dela e disse: "VIIIIIIIIXE!!!!". A partir daqui, reproduzirei os diálogos. Lembrem-se que o cara tem um sotaque caipira da porra.
"Vixe? o que foi doutor? Me disseram que isso é a minha safena...."
"IHHHHHHH!!! É a safena mesmo......mas tá GRAVE hein!! VIIIIIXEEEE!"
"Mas grave quanto? Porque podemos tratar isso, não podemos?"
"Tratar???? IHHHHHHHHHHHHH! Isso não tem tratamento não!! O máximo que a gente pode fazer é operar!"
"Ah, que bom, então vamos operar, é isso?"
"NÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!! Na sua idade não fazemos esse tipo de operação. Agora não dá pra fazer nada viu. Mas que isso vai te dar problema, ah vai! E vai ser grave, nem te digo, viiiixeeeee!"
"Mas não é melhor tratarmos OU operarmos ANTES de dar o problema?"
"Não, não. Você só vai ter problema daqui a uns 30 anos. Mas daí vai ser grave, viu!! Porque sem tratamento nem cirurgia, quando você tiver uns 60 anos, isso aí vai ser uma BOMBA! Trombose na certa!"
"MAS POR QUE NÃO OPERAMOS AGORA ENTÃO?????"
"Ah, porque na sua idade isso não costuma dar problema não. Fique tranquila. Tente usar meias Kendall se pegar aviões, tá? Tchau."
E a Gabi lá, catatônica.
Isso, para mim é Pegadinha do Mallandro, me diz.
Máximas - Biduzona
ACABOU de acontecer comigo:
O telefone aqui de casa tocou e do outro lado era novamente minha irmã. Sabe aquelas pessoas que GOSTAM de te ligar? Pois é. Ela. Eu perguntei:
"Morreu alguém pra você me ligar DE NOVO hoje e a esta hora?"
Resposta de Gabi:
"MORREU. A avó de Fulaneta. Velório a tal hora, enterro na sequência. Esteja lá."
Minha filha, eu e o Polvo Paul, ninguém sabe quem é quem, percebe?
O telefone aqui de casa tocou e do outro lado era novamente minha irmã. Sabe aquelas pessoas que GOSTAM de te ligar? Pois é. Ela. Eu perguntei:
"Morreu alguém pra você me ligar DE NOVO hoje e a esta hora?"
Resposta de Gabi:
"MORREU. A avó de Fulaneta. Velório a tal hora, enterro na sequência. Esteja lá."
Minha filha, eu e o Polvo Paul, ninguém sabe quem é quem, percebe?
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Da série "Telefonemas que você NÃO deveria ter atendido"
Ouço ao longe o som da campainha. Um telefone toca. IMBECILMENTE me dirijo ao aparelho e tiro o fone do gancho. Afinal de contas, pessoas costumam atender às ligações que chegam, não é? É, mas não deveriam:
"Alô"
"Alô, sabe o que é? Aí é da loja né? Sabe o que é? É que eu comprei umas CALÇA da promoção aí outro dia e dei uns cheques do meu ESPOSO. O nome dele é Célio Aparecido da PQP e eu queria saber qual numero de telefone você anotou atrás do cheque, sabe? Quando os CAIXA ANOTA um número atrás do cheque?"
[Eu MUDA, em pânico, sem saber para onde correr]
"Sabe? VOCÊS ANOTA né? Eu queria saber qual telefone está escrito lá."
[Começando a considerar as montanhas ou as geleiras do norte] "Hummmmmm.........aaaahhnnnnnnnnnnnnnn......errrrrrrrrrrrrrrrrr........sim, normalmente anotamos, mas se o cheque já foi dado, não tenho como saber qual numero você me passou.....entende? Não há como...."
"Porque eu tenho "ficha" (leia-se CADASTRO) aí já, mas é que eu dei um outro telefone e agora não me lembro qual foi."
[NEM EU SUA VACA!! COMO É QUE EU VOU SABER O TELEFONE DE QUAL POBRE QUE TE PASSA RECADO VOCÊ USOU ATRÁS DO MEU CHEQUE?]
"Não tem mesmo como ver, né?"
"Não.........." (desistindo de sair correndo, já optando pelo suicídio)
"Então vê aí pra mim quantos CHEQUE FOI. Dois ou três? Eu precisava do valor também."
Foi quando resolvi me matar mesmo. Espero ser apoiada em minha decisão.
Grata.
**EDITANDO EM 08/07/2010: Descobri tudo. Tudo. Caso clássico de abandono do lar. Este fulano veio aqui, fez compras, ela descobriu e estava com sua fantasia de Sherlock tentando desvendar o paradeiro do caboclo. Como eu sei? PORQUE ATENDI NOVAMENTE O TELEFONE E ELA ME CONTOOOOOUUU. Detalhadamente. Tá bom pra você?
"Alô"
"Alô, sabe o que é? Aí é da loja né? Sabe o que é? É que eu comprei umas CALÇA da promoção aí outro dia e dei uns cheques do meu ESPOSO. O nome dele é Célio Aparecido da PQP e eu queria saber qual numero de telefone você anotou atrás do cheque, sabe? Quando os CAIXA ANOTA um número atrás do cheque?"
[Eu MUDA, em pânico, sem saber para onde correr]
"Sabe? VOCÊS ANOTA né? Eu queria saber qual telefone está escrito lá."
[Começando a considerar as montanhas ou as geleiras do norte] "Hummmmmm.........aaaahhnnnnnnnnnnnnnn......errrrrrrrrrrrrrrrrr........sim, normalmente anotamos, mas se o cheque já foi dado, não tenho como saber qual numero você me passou.....entende? Não há como...."
"Porque eu tenho "ficha" (leia-se CADASTRO) aí já, mas é que eu dei um outro telefone e agora não me lembro qual foi."
[NEM EU SUA VACA!! COMO É QUE EU VOU SABER O TELEFONE DE QUAL POBRE QUE TE PASSA RECADO VOCÊ USOU ATRÁS DO MEU CHEQUE?]
"Não tem mesmo como ver, né?"
"Não.........." (desistindo de sair correndo, já optando pelo suicídio)
"Então vê aí pra mim quantos CHEQUE FOI. Dois ou três? Eu precisava do valor também."
Foi quando resolvi me matar mesmo. Espero ser apoiada em minha decisão.
Grata.
**EDITANDO EM 08/07/2010: Descobri tudo. Tudo. Caso clássico de abandono do lar. Este fulano veio aqui, fez compras, ela descobriu e estava com sua fantasia de Sherlock tentando desvendar o paradeiro do caboclo. Como eu sei? PORQUE ATENDI NOVAMENTE O TELEFONE E ELA ME CONTOOOOOUUU. Detalhadamente. Tá bom pra você?
terça-feira, 8 de junho de 2010
Daí nego fala que eu tenho má vontade
Bom, começarei com uma pergunta SIMPLES. Muito simples:
É óbvio ou não que este terno, especificamente, existe e está exposto em minha loja devido ao conhecido evento esportivo com início marcado para próxima semana em que times de futebol de diversos países se enfrentam com o objetivo de levar a Copa do Mundo - daí o nome da tal competição - para casa?
Agora tentem adivinhar quantos abecedanos dos meu digníssimos clientes já pedriram para que eu vendesse tal peça para uso pessoal?
Eu SOFRO viu.
Darwin explica
Eu não sei se todo mundo já percebeu, mas sou uma pessoa pacata. Não sou adepta e nem apóio esse negócio de adrenalina, serotonina, esportes radicais, essas porras todas que acho uma roubada sem fim e vou te contar viu, que SEROTONINA a gente tira de Nhá Benta e adrenalina, bem......deixa pra lá.
Na verdade nem sei bem pra que serve isso daí tudo. Meu professor de corrida passou anos tentando me explicar. E eu tentando dizer a ele que corria apenas para tentar ser uma velhinha que sobe escada. E diminuir a bunda, claro. Eu gosto mesmo é de sentar na praia/bar/mesa/sarjeta/outros e tomar uma cerveja ou similares. Quieta no meu canto. Sentada. QUIETA.
Vamos supor que você me convide para ir à Courchevel. Sim, eu irei, adoro a França como um todo. Daí VOCÊ acorda as 6 da manhã, VOCÊ pega um teleférico até o cume da montanha e VOCÊ desce aquela merda rolando. EU estarei ali naquele bar logo no pé do monte tomando meu whisky, esperando sua chegada ansiosamente. Pena se houver uma perna quebrada. Eu continuarei caminhando pelo hotel sem o auxílio das caríssimas muletas que você será obrigado a alugar para continuar a se locomover com certa dignidade. Simples assim.
Em outra situação, vamos supor que nos encontremos ali em Caraíva, lugarzinho desagradável ao sul da Bahia onde costumo bater meu cartão. Eu, que estarei hospedada nas incríveis Casas da Praia, acordarei às 11 da manhã, sentarei sob uma das tendas equipadas com esteiras, almofadas e anões besuntados em óleo de dendê que me servirão vodka e outros durante todo o dia, enquanto VOCÊ estará sifudendo no mar desde às 8 da manhã tentando domar uma pipa gigante e um board maior do que sua envergadura diante de um vendaval que é quase um ciclone. Eu estarei tostando meu couro até ficar da cor da Donatella Versace enquanto VOCÊ estará com o pé arrebentado após despencar falésia abaixo durante a caminhada de HORAS sem fim até o Espelho. Eu terei executado o circiuto tenda-mar-ducha-tenda-ducha-tenda-mar por mais de 30 vezes enquanto VOCÊ estará estabacado na areia após tomar um rola do cavalo que contratou para ir até Corumbau. Meu, senta na praia e fica lá! Corumbau é lá no final da ponta da praia, meu amigo. Bebe aí e fica quieto. E nem tente quebrar algum membro dentro do perímetro da vila. A pessoa acha que a FUNAI vai deixar o helicóptero da Omint pousar assim facinho no meio da praia. Vai embora todo estropiado de canoa, meu filho. E eu continuarei lá, só na vodka, percebe?
Sou pacata neste ponto, deu pra entender? Legal.
Agora me digam o que falar para um cidadão que tentou por mais de meia hora me convencer que saltar de paraquedas é algo incrivel, mágico e inenarrável? O que eu digo a um ser desses? É assim: eu acho avião uma das 5 coisas mais perigosas do mundo. Ele integra a mesma lista da panela de pressão, de içar coisas prédio acima, do topo do Everest e do Jason com o machado. É claro que eu ando de avião. Eu viajo. Mas isso não quer dizer que eu ache aquilo confiável. Não me venha com este papo de que avião é o meio de transporte mais seguro do mundo porque eu quero ver aquela merda começar a cair pra alguém a bordo repetir esta batatada. Alguém VOA? Eu não vôo. Então, meu bem, se der merda a 20 Km de altura, nossas chances são zero. Mas foi como eu disse. Eu VIAJO de avião. Daí a dizer que eu vou entrar num teco-teco craquelento e PULAR dele lá do céu.....olha o tamanho da distância.
FRISANDO: Simplesmente pelo fato de o ser humano, até onde vai meu humilde conhecimento, não possuir a incrível capacidade de voar. Assim como as galinhas, né. Fora aquele cara da Sapucaí com o foguete do Joãosinho Trinta, nunca vi ninguém voando. E não acho NEM DE LONGE inteligente uma pessoa se atirar de um avião em movimento. Instinto de sobrevivência, malzaê se eu tenho, viu.
E esta pessoa vem me dizer que pular de paraquedas é mais seguro que o trânsito de São Paulo? Cara, no trânsito eu ESTOU NO CHÃO. Minhas chances são infinitamente maiores. Mesmo se eu bater na Rio-Santos, meu carro rolar uma ribanceira e eu cair no mar, eu NADO, entendeu? Se o meu navio afundar eu bóio. Se meu paraquedas não abrir, eu viro sabão.
É a famosa seleção natural acontecendo sob nossas vistas.
PARAQUEDAS: VAI TU QUE TEM MAIS JEITO. Beijo.
Na verdade nem sei bem pra que serve isso daí tudo. Meu professor de corrida passou anos tentando me explicar. E eu tentando dizer a ele que corria apenas para tentar ser uma velhinha que sobe escada. E diminuir a bunda, claro. Eu gosto mesmo é de sentar na praia/bar/mesa/sarjeta/outros e tomar uma cerveja ou similares. Quieta no meu canto. Sentada. QUIETA.
Vamos supor que você me convide para ir à Courchevel. Sim, eu irei, adoro a França como um todo. Daí VOCÊ acorda as 6 da manhã, VOCÊ pega um teleférico até o cume da montanha e VOCÊ desce aquela merda rolando. EU estarei ali naquele bar logo no pé do monte tomando meu whisky, esperando sua chegada ansiosamente. Pena se houver uma perna quebrada. Eu continuarei caminhando pelo hotel sem o auxílio das caríssimas muletas que você será obrigado a alugar para continuar a se locomover com certa dignidade. Simples assim.
Em outra situação, vamos supor que nos encontremos ali em Caraíva, lugarzinho desagradável ao sul da Bahia onde costumo bater meu cartão. Eu, que estarei hospedada nas incríveis Casas da Praia, acordarei às 11 da manhã, sentarei sob uma das tendas equipadas com esteiras, almofadas e anões besuntados em óleo de dendê que me servirão vodka e outros durante todo o dia, enquanto VOCÊ estará sifudendo no mar desde às 8 da manhã tentando domar uma pipa gigante e um board maior do que sua envergadura diante de um vendaval que é quase um ciclone. Eu estarei tostando meu couro até ficar da cor da Donatella Versace enquanto VOCÊ estará com o pé arrebentado após despencar falésia abaixo durante a caminhada de HORAS sem fim até o Espelho. Eu terei executado o circiuto tenda-mar-ducha-tenda-ducha-tenda-mar por mais de 30 vezes enquanto VOCÊ estará estabacado na areia após tomar um rola do cavalo que contratou para ir até Corumbau. Meu, senta na praia e fica lá! Corumbau é lá no final da ponta da praia, meu amigo. Bebe aí e fica quieto. E nem tente quebrar algum membro dentro do perímetro da vila. A pessoa acha que a FUNAI vai deixar o helicóptero da Omint pousar assim facinho no meio da praia. Vai embora todo estropiado de canoa, meu filho. E eu continuarei lá, só na vodka, percebe?
Sou pacata neste ponto, deu pra entender? Legal.
Agora me digam o que falar para um cidadão que tentou por mais de meia hora me convencer que saltar de paraquedas é algo incrivel, mágico e inenarrável? O que eu digo a um ser desses? É assim: eu acho avião uma das 5 coisas mais perigosas do mundo. Ele integra a mesma lista da panela de pressão, de içar coisas prédio acima, do topo do Everest e do Jason com o machado. É claro que eu ando de avião. Eu viajo. Mas isso não quer dizer que eu ache aquilo confiável. Não me venha com este papo de que avião é o meio de transporte mais seguro do mundo porque eu quero ver aquela merda começar a cair pra alguém a bordo repetir esta batatada. Alguém VOA? Eu não vôo. Então, meu bem, se der merda a 20 Km de altura, nossas chances são zero. Mas foi como eu disse. Eu VIAJO de avião. Daí a dizer que eu vou entrar num teco-teco craquelento e PULAR dele lá do céu.....olha o tamanho da distância.
FRISANDO: Simplesmente pelo fato de o ser humano, até onde vai meu humilde conhecimento, não possuir a incrível capacidade de voar. Assim como as galinhas, né. Fora aquele cara da Sapucaí com o foguete do Joãosinho Trinta, nunca vi ninguém voando. E não acho NEM DE LONGE inteligente uma pessoa se atirar de um avião em movimento. Instinto de sobrevivência, malzaê se eu tenho, viu.
E esta pessoa vem me dizer que pular de paraquedas é mais seguro que o trânsito de São Paulo? Cara, no trânsito eu ESTOU NO CHÃO. Minhas chances são infinitamente maiores. Mesmo se eu bater na Rio-Santos, meu carro rolar uma ribanceira e eu cair no mar, eu NADO, entendeu? Se o meu navio afundar eu bóio. Se meu paraquedas não abrir, eu viro sabão.
É a famosa seleção natural acontecendo sob nossas vistas.
PARAQUEDAS: VAI TU QUE TEM MAIS JEITO. Beijo.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Máximas - Bom gosto é o que diferencia certos seres humanos
"42 anos de vida! 42!!!! E é a PRIMEIRA vez que eu tomo conta de um Jaguar!! Ganhei o dia, ganhei o mês! Eu sou FODA! Não vou nem cobrar do maluco!!"
Guardador de carros da região da Paulista - BEBAÇO - no último sábado, ao berros, diretamente para mim, logo que saí de meu veículo, o qual estacionei em frente ao tal Jaguar, o mais novo, verde e reluzente da cidade de São Paulo.
Ele realmente estava emocionado. Taí um cara que sabe das coisas. SABEDORIA é a palavra.
Guardador de carros da região da Paulista - BEBAÇO - no último sábado, ao berros, diretamente para mim, logo que saí de meu veículo, o qual estacionei em frente ao tal Jaguar, o mais novo, verde e reluzente da cidade de São Paulo.
Ele realmente estava emocionado. Taí um cara que sabe das coisas. SABEDORIA é a palavra.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Diálogo improvável
Acabo de ter uma breve conversa ao telefone com um ser humano (ou não) cuja identidade desconheço e vou reproduzir o diálogo para que vocês percebam o quão importante é para a sobrevivência deste quadrúpede que eu continue ignorando seu nome e localidade:
TRIIIIIM! (MEU telefone toca)
Eu: "Alô"
Quadrúpede: "Alô"
Eu: "Alô!" [PORRA]
Quadrúpede: "Alô"
Eu: "Pois não" [grunhidos]
Quadrúpede: "Ehhhhhh.....annnhhhhhh........bom dia"
Eu: "Ã!"
Quadrúpede: "Eu queria falar com o Seu Paulo?" (Seu Paulo é meu pai, esclarecendo)
Eu: "Este telefone é meu, você NUNCA irá encontrá-lo aqui. Anote o número de onde ele está agora"
IMPORTANTE: Notem que eu disse para a criatura anotar o número de onde meu pai iria estar naquela hora. Naquele exato momento. Prossigamos.
Eu: "234-5678"
Quadrúpede: "2....3.....4.......Quatro? 5.........6.................7.....7"
Eu: "OITOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!! 234-567OITOOOOO!"
Quadrúpede: "2.......3........4......................5.........................6......7.........8??"
Eu: "Sim" [latindo]
Quadrúpede: "Mas se eu ligar agora ele vai estar lá?"
Olha, ou as pessoas em geral são muito, mas MUITO burras, têm problemas e deficiências mentais graves, atrasos de raciocínio e cognição preocupantes, ou eu é que sou um gênio da humanidade ainda não descoberto. Porque vou te contar, viu.
Eu não nasci pra isso não.
TRIIIIIM! (MEU telefone toca)
Eu: "Alô"
Quadrúpede: "Alô"
Eu: "Alô!" [PORRA]
Quadrúpede: "Alô"
Eu: "Pois não" [grunhidos]
Quadrúpede: "Ehhhhhh.....annnhhhhhh........bom dia"
Eu: "Ã!"
Quadrúpede: "Eu queria falar com o Seu Paulo?" (Seu Paulo é meu pai, esclarecendo)
Eu: "Este telefone é meu, você NUNCA irá encontrá-lo aqui. Anote o número de onde ele está agora"
IMPORTANTE: Notem que eu disse para a criatura anotar o número de onde meu pai iria estar naquela hora. Naquele exato momento. Prossigamos.
Eu: "234-5678"
Quadrúpede: "2....3.....4.......Quatro? 5.........6.................7.....7"
Eu: "OITOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!! 234-567OITOOOOO!"
Quadrúpede: "2.......3........4......................5.........................6......7.........8??"
Eu: "Sim" [latindo]
Quadrúpede: "Mas se eu ligar agora ele vai estar lá?"
Olha, ou as pessoas em geral são muito, mas MUITO burras, têm problemas e deficiências mentais graves, atrasos de raciocínio e cognição preocupantes, ou eu é que sou um gênio da humanidade ainda não descoberto. Porque vou te contar, viu.
Eu não nasci pra isso não.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Vê se pode
Sábado passado foi um dia em que eu realmente não pretendia sair de casa. Para nada. Nem se eu morresse em decorrência da tosse mutante que me atacava eu iria ao meu próprio enterro, porque eu não ia sair nunca, jamais, DE JEITO NENHUM.
Começamos mal, pois não sei se vocês sabem, mas existe esta maldição que empurra para a rua, e para as mais desgovernadas situações, pessoas bem intencionadas. Digo isso porque sou a prova viva desta teoria, cujo fundamento foi baseado em uma análise pra lá de séria, elaborada por mim mesma em parceria com a amiga Sam e te falo, viu. A coisa é real. Boa intenção não leva a nada. Você terminará sua noite largado em uma sarjeta qualquer e acordará com um mendigo roubando sua garrafa de Cynar e um cachorro lambendo a sua boca. Terá muita sorte se não for carregada junto com o lixo pelo caminhão da Vega Sopave. É mais ou menos assim que funciona.
Pois bem. Partindo deste princípio, percebam que eu pretendia ficar em casa jogando tranca no Facebook, mas uma série de acontecimentos que não vêm ao caso especificamente agora me obrigaram a sair porta afora.
CORTA. INDEX.
SEIS horas da manhã, eu tentando arranjar uma porra de taxi na porta do Piove, estabelecimento noturno onde fui parar - don't ask -, pois o meu taxista estava longe pra cacete e demoraria séculos para me resgatar. Eis que surge um carro, mas havia uma velha maluca BEM DOIDA também esperando por um taxi. Fizemos uma amizade ali, rapidinho, pá pum, e decidimor por ir juntas. Tá, também não sei porque raios eu fiz isso. Só sei que fui parar no Mc Donalds com esta pessoa cuja cara eu nunca vi na vida e neste momento não tenho a menor recordação de como seja. Comemos um McFrança, McAlemanha ou algo semelhante* e aquelas gororobas todas emplastrando o banco do carro do homem. Foi neste momento que eu cometi o erro crasso. Perguntei:
"Mas e aí, amiga? Como é que você chama mesmo?"
Resposta: "Claudia Leite".
O pior não teria ocorrido se eu não tivesse aberto a minha boca GRANDE e fizesse o seguinte comentário cretino, infeliz e sem graça alguma:
"Igual a cantora de axé?"
Bem, só para deixar claro, o taxista já estava PUTO com a meleca de batata e molho sei lá de quê que vem no McYpslon que a gente comeu, tá. E a mulher começa a cantar:
"Eu quero é mais, por isso eu sou NET, eu quero é mais, por isso eu sou NET, eu quero mais....."
ININTERRUPTAMENTE, da Faria Lima à Rua Fradique Coutinho, onde eu saltei do táxi correndo, entrei pela portaria e subi pensando: "Meu Deus, pra quê fazer isso com a minha própria vida???"
Como venho de uma família estranha, que só se junta a gente estranha, é claro que no dia seguinte descobri que o meu irmão CONHECE essa pessoa.
Sem mais.
*EDITANDO em 26/05/2010: Foi um McItália. Lembrei.
Começamos mal, pois não sei se vocês sabem, mas existe esta maldição que empurra para a rua, e para as mais desgovernadas situações, pessoas bem intencionadas. Digo isso porque sou a prova viva desta teoria, cujo fundamento foi baseado em uma análise pra lá de séria, elaborada por mim mesma em parceria com a amiga Sam e te falo, viu. A coisa é real. Boa intenção não leva a nada. Você terminará sua noite largado em uma sarjeta qualquer e acordará com um mendigo roubando sua garrafa de Cynar e um cachorro lambendo a sua boca. Terá muita sorte se não for carregada junto com o lixo pelo caminhão da Vega Sopave. É mais ou menos assim que funciona.
Pois bem. Partindo deste princípio, percebam que eu pretendia ficar em casa jogando tranca no Facebook, mas uma série de acontecimentos que não vêm ao caso especificamente agora me obrigaram a sair porta afora.
CORTA. INDEX.
SEIS horas da manhã, eu tentando arranjar uma porra de taxi na porta do Piove, estabelecimento noturno onde fui parar - don't ask -, pois o meu taxista estava longe pra cacete e demoraria séculos para me resgatar. Eis que surge um carro, mas havia uma velha maluca BEM DOIDA também esperando por um taxi. Fizemos uma amizade ali, rapidinho, pá pum, e decidimor por ir juntas. Tá, também não sei porque raios eu fiz isso. Só sei que fui parar no Mc Donalds com esta pessoa cuja cara eu nunca vi na vida e neste momento não tenho a menor recordação de como seja. Comemos um McFrança, McAlemanha ou algo semelhante* e aquelas gororobas todas emplastrando o banco do carro do homem. Foi neste momento que eu cometi o erro crasso. Perguntei:
"Mas e aí, amiga? Como é que você chama mesmo?"
Resposta: "Claudia Leite".
O pior não teria ocorrido se eu não tivesse aberto a minha boca GRANDE e fizesse o seguinte comentário cretino, infeliz e sem graça alguma:
"Igual a cantora de axé?"
Bem, só para deixar claro, o taxista já estava PUTO com a meleca de batata e molho sei lá de quê que vem no McYpslon que a gente comeu, tá. E a mulher começa a cantar:
"Eu quero é mais, por isso eu sou NET, eu quero é mais, por isso eu sou NET, eu quero mais....."
ININTERRUPTAMENTE, da Faria Lima à Rua Fradique Coutinho, onde eu saltei do táxi correndo, entrei pela portaria e subi pensando: "Meu Deus, pra quê fazer isso com a minha própria vida???"
Como venho de uma família estranha, que só se junta a gente estranha, é claro que no dia seguinte descobri que o meu irmão CONHECE essa pessoa.
Sem mais.
*EDITANDO em 26/05/2010: Foi um McItália. Lembrei.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Só pra constar
Estou aqui nessa loja que Deus me empurrou, com uma TOSSE mutante que eu não sei se é tosse de fato, pneumonia, intoxicação, alergia, galinha na encruzilhada, reação a Cesio 137 ou o quê quando uma cliente se dirige a mim e diz:
"Jesus está voltando viu! Prepare-se pois você verá a volta do salvador!! Preste atenção aos sinais!! OS SINAAAAIS!! Você é uma criatura abençoada que encontrará Jesus na sua vida!!"
Esse negócio de encontrar Jesus........isso pra mim é música do Durvalino, coisa do Asa de Águia, tá?
"Jesus está voltando viu! Prepare-se pois você verá a volta do salvador!! Preste atenção aos sinais!! OS SINAAAAIS!! Você é uma criatura abençoada que encontrará Jesus na sua vida!!"
Esse negócio de encontrar Jesus........isso pra mim é música do Durvalino, coisa do Asa de Águia, tá?
terça-feira, 18 de maio de 2010
Por quê determinadas pessoas são mandadas à merda
Aconteceu com mamãe.
Caminhava mamãe pelo bairro com os dogs Jurema e Tulipo. Eis que um encosto faz-se notar e ela descobre um véio emparelhando, andando a seu lado no meio da rua. Seria apenas medianamente bizarro se a figura em questão, além de colar na mulher, não dissesse ininterruptamente:
"Rui! Rui! Rui! Ô Rui! Rui!".
Minha mãe é fina e serena, mas não tem muito saco pra nego folgado. Maluco tampouco. Engraçado então, muito menos. Sendo assim, ela parou de andar e disse para o sujeito, encarando-o:
"O senhor está falando comigo? Pois meu nome não é RUI".
Ao que a criatura responde:
"Não não, eu estou falando com seus cachorros. Na verdade estou fazendo um teste que está funcionando muito bem: chamo qualquer cachorro de Rui e ele me atende. Só os da senhora não responderam. Bem estranho...."
Após breve momento de compreensível catatonia mamãe lança:
"Bem, meu querido, eles também não se chamam Rui. Com licença, sim?"
Agora me digam: isso é ou não é alguma coisa que estão colocando na água, hein?
E a SORTE desse cara de ter encontrado a minha mãe e não a mim no meio da rua, me diz. É grave a situação da sociedade como a conhecemos. Preciso virar uma pessoa excêntrica logo para me isolar em algum ponto do planeta onde boçais ganhem sempre a bola preta. Seria mais do que um sonho.
Caminhava mamãe pelo bairro com os dogs Jurema e Tulipo. Eis que um encosto faz-se notar e ela descobre um véio emparelhando, andando a seu lado no meio da rua. Seria apenas medianamente bizarro se a figura em questão, além de colar na mulher, não dissesse ininterruptamente:
"Rui! Rui! Rui! Ô Rui! Rui!".
Minha mãe é fina e serena, mas não tem muito saco pra nego folgado. Maluco tampouco. Engraçado então, muito menos. Sendo assim, ela parou de andar e disse para o sujeito, encarando-o:
"O senhor está falando comigo? Pois meu nome não é RUI".
Ao que a criatura responde:
"Não não, eu estou falando com seus cachorros. Na verdade estou fazendo um teste que está funcionando muito bem: chamo qualquer cachorro de Rui e ele me atende. Só os da senhora não responderam. Bem estranho...."
Após breve momento de compreensível catatonia mamãe lança:
"Bem, meu querido, eles também não se chamam Rui. Com licença, sim?"
Agora me digam: isso é ou não é alguma coisa que estão colocando na água, hein?
E a SORTE desse cara de ter encontrado a minha mãe e não a mim no meio da rua, me diz. É grave a situação da sociedade como a conhecemos. Preciso virar uma pessoa excêntrica logo para me isolar em algum ponto do planeta onde boçais ganhem sempre a bola preta. Seria mais do que um sonho.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Passaporte
Hoje de manhã concluí o óbvio. Estava na minha cara esse tempo todo, mas diz que as coisas evidentes às vezes são as mais difíceis de enxergarmos, não tem uma história assim?
Pois bem. Descobri que para ser um cidadão deSão Ca determinada cidade do ABC paulista, o sujeito precisa de um certificado de idiotice, retardo mental ou algo do gênero.
Porque esta exigência é a única explicação plausível para o comportamento das pessoas que aqui residem. Farei um breve relato do que me aconteceu durante uma caminhada até a farmácia, distante apenas 4 quarteirões e localizada na mesma rua desta Indústria Vital.
Quarteirão#1 - Fui atropelada por uma bicicleta daquelas que entregam galão de água. Carregada. Em 2 horas ou menos háverá um ROXO marcando o local do hematoma na minha barriga. Ainda bem que o cara pegou uma parte fofa.
Quarteirão#2 - Uma velha que regava a merda de seu jardim distraiu-se conversando com o cara da COMGAS e direcionou o jato d'água em minha direção. Sim, tomei uma esguichada na fuça com esta temperatura agradável de Groelândia que faz atualmente por aqui. Puta, que ódio.
Quarteirão#3 - Um palhaço, vendo que eu estava passando, acionou o botão de seu portão eletrônico, que fechou-se sobre minha cabeça. Sim, outra escoriação. Deve ser CEGO além de idiota. Nego olha na minha cara, VÊ que estou no ângulo da merda da porta e mesmo assim aciona o mecanismo. Me explica.
Quarteirão#4 - Velho tarado passa por mim em frente a um carro da polícia estacionado e lança uma baixaria. Quer dizer, não tem medo de morrer. Xinguei esta criatura durante uns 10 minutos seguidos. Colei no braço do velho e não deixei ele ir embora. O policial pediu para que eu, por favor, "liberasse o cidadão, senhora".
Tem ou não tem que ter um carimbo de "RETARDADO" no CPF pra habitar essa merda??
Pois bem. Descobri que para ser um cidadão de
Porque esta exigência é a única explicação plausível para o comportamento das pessoas que aqui residem. Farei um breve relato do que me aconteceu durante uma caminhada até a farmácia, distante apenas 4 quarteirões e localizada na mesma rua desta Indústria Vital.
Quarteirão#1 - Fui atropelada por uma bicicleta daquelas que entregam galão de água. Carregada. Em 2 horas ou menos háverá um ROXO marcando o local do hematoma na minha barriga. Ainda bem que o cara pegou uma parte fofa.
Quarteirão#2 - Uma velha que regava a merda de seu jardim distraiu-se conversando com o cara da COMGAS e direcionou o jato d'água em minha direção. Sim, tomei uma esguichada na fuça com esta temperatura agradável de Groelândia que faz atualmente por aqui. Puta, que ódio.
Quarteirão#3 - Um palhaço, vendo que eu estava passando, acionou o botão de seu portão eletrônico, que fechou-se sobre minha cabeça. Sim, outra escoriação. Deve ser CEGO além de idiota. Nego olha na minha cara, VÊ que estou no ângulo da merda da porta e mesmo assim aciona o mecanismo. Me explica.
Quarteirão#4 - Velho tarado passa por mim em frente a um carro da polícia estacionado e lança uma baixaria. Quer dizer, não tem medo de morrer. Xinguei esta criatura durante uns 10 minutos seguidos. Colei no braço do velho e não deixei ele ir embora. O policial pediu para que eu, por favor, "liberasse o cidadão, senhora".
Tem ou não tem que ter um carimbo de "RETARDADO" no CPF pra habitar essa merda??
Teste de fidelidade
Tem uma bicha que trabalha na padoca ao lado da casa da minha mãe que acha que eu sou amante do meu pai. O que é bizarro, já que sou a cara da minha mãe e idêntica ao meu pai. É altamente óbvio o parentesco existente entre nós, mas vai entender.
Meus pais vão nessa joça TODO DIA e a bicha simplesmente partiu do princípio que se o meu pai foi à padoca com outra mulher que não minha mãe, ele está com a amante. Mesmo porque padarias são excelentes locais para levar a outra. E impressioná-la. Nada mais sedutor.
Então a figura fica fazendo perguntas para tentar pegar meu pai no pulo. Já combinei com ele que iremos juntos lá pelo menos 3 vezes por semana. Objetivo: noiar a bicha.
Tamo ocupado, viu.
Meus pais vão nessa joça TODO DIA e a bicha simplesmente partiu do princípio que se o meu pai foi à padoca com outra mulher que não minha mãe, ele está com a amante. Mesmo porque padarias são excelentes locais para levar a outra. E impressioná-la. Nada mais sedutor.
Então a figura fica fazendo perguntas para tentar pegar meu pai no pulo. Já combinei com ele que iremos juntos lá pelo menos 3 vezes por semana. Objetivo: noiar a bicha.
Tamo ocupado, viu.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Família a gente não escolhe né
Bom, né, ontem foi dia das mães e a família Do-Ré-Mi realizou seu tradicional armoço divertido na casa de titia. Ocorre que na véspera do dia das mães foi meu aniversário, porque a gente é perfeita mas envelhece, fazer o quê. Por isso que eu me aplico no processo da conservação em álcool e tudo o mais.
Isso quer dizer que eu, apesar de não ser mãe de nenhum humano, ganhei presentes ontem. Eis a conversa entre mim e titia, a anfitriã:
"Paula comprei isto aqui para você, MAS VOCÊ NÃO VAI GOSTAR. Não é a sua cara". Disse ela me entregando um pacote.
Quer dizer: a pessoa vai até uma loja, entra nela, olha tudo o que tem lá dentro e escolhe justamente o item que certamente não agradará. Juro que achei o método interessante. Eu, que estou oficialmente pirando, adotarei a técnica.
O legal é que logo que abri o tal embrulho e retirei o conteúdo de dentro, titia, que estava ao meu lado, solta:
"Mas não foi isso que eu comprei!!! Este eu descartei, era um dos que você gostaria!"
[??????????????????????????????????]
Trata-se de um vestido e eu de fato adorei. Pena que titia não tá bem mentalmente não.
Isso quer dizer que eu, apesar de não ser mãe de nenhum humano, ganhei presentes ontem. Eis a conversa entre mim e titia, a anfitriã:
"Paula comprei isto aqui para você, MAS VOCÊ NÃO VAI GOSTAR. Não é a sua cara". Disse ela me entregando um pacote.
Quer dizer: a pessoa vai até uma loja, entra nela, olha tudo o que tem lá dentro e escolhe justamente o item que certamente não agradará. Juro que achei o método interessante. Eu, que estou oficialmente pirando, adotarei a técnica.
O legal é que logo que abri o tal embrulho e retirei o conteúdo de dentro, titia, que estava ao meu lado, solta:
"Mas não foi isso que eu comprei!!! Este eu descartei, era um dos que você gostaria!"
[??????????????????????????????????]
Trata-se de um vestido e eu de fato adorei. Pena que titia não tá bem mentalmente não.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Comunicado
Bom, então que estou indo passar uma pequena temporada na Vieira Souto pois eo mereço e estou com uma ótima desculpa em mãos.
Há um ponto apenas que me preocupa e trata-se justamente da desculpa em questão, já que estamos falando aqui da incrível festa anual de Vizinha, evento ainda sem classificação nos rankings criados pela humanidade até o momento.
Se eu começar a pensar na probabilidade desta edição superar a do ano passado, tentar vizualizar meu futuro será algo bastante preocupante. Quando digo "meu futuro", me refiro àquilo que talvez sobrará dele após a noite de sábado próximo.
Portanto, suponhamos que eu não retorne. Enumerarei aqui algumas opções de ocorrências, providência que poderá facilitar o trabalho da polícia e entusiastas em geral:
a) Morte - quer dizer, se não houver pistas mesmo, se ninguém tiver me visto novamente, considerem esta hipótese sem medo. É algo plausível, já que estamos juntando aqui substâncias ilegais, pessoas suspeitas, uma grande avenida e o Oceano Atlântico. Não lamentem, todos vocês também morrerão um dia. Provavelmente de um jeito bem menos legal.
b) Hospital - No caso de eu não chegar até a avenida. Ou ao oceano. Fiquem tranquilos quanto às substâncias, eu não morro disso. Qualé.
c) Sumiço - Nunca se sabe. NUNCA SE SABE quem ou o quê estará neste evento. Sei lá, o Gerard Butler não veio no carnaval para pagar mico na Brahma? Algo muito melhor poderá aparecer no arrasta pé da Vizinha especificamente. Vai saber.
d) Desorientação / Perda de Memória - atenção ao que eu disse sobre substâncias ilegais: "eu não morro disso". Agora quem me garante que o cérebro não vai fritar e que eu não vou estabelecer uma amizade de infãncia com alguma freak patológica, como Baby Consuelo ou Vera Fischer, sei lá? É uma possibilidade, ué.
Posso também quebrar um membro, sofrer escoriações ou cortes profundos, como ocorreu na última vez em que participamos de tal acontecimento. Só sei que estou me jogando.
Adeus mortais.
Há um ponto apenas que me preocupa e trata-se justamente da desculpa em questão, já que estamos falando aqui da incrível festa anual de Vizinha, evento ainda sem classificação nos rankings criados pela humanidade até o momento.
Se eu começar a pensar na probabilidade desta edição superar a do ano passado, tentar vizualizar meu futuro será algo bastante preocupante. Quando digo "meu futuro", me refiro àquilo que talvez sobrará dele após a noite de sábado próximo.
Portanto, suponhamos que eu não retorne. Enumerarei aqui algumas opções de ocorrências, providência que poderá facilitar o trabalho da polícia e entusiastas em geral:
a) Morte - quer dizer, se não houver pistas mesmo, se ninguém tiver me visto novamente, considerem esta hipótese sem medo. É algo plausível, já que estamos juntando aqui substâncias ilegais, pessoas suspeitas, uma grande avenida e o Oceano Atlântico. Não lamentem, todos vocês também morrerão um dia. Provavelmente de um jeito bem menos legal.
b) Hospital - No caso de eu não chegar até a avenida. Ou ao oceano. Fiquem tranquilos quanto às substâncias, eu não morro disso. Qualé.
c) Sumiço - Nunca se sabe. NUNCA SE SABE quem ou o quê estará neste evento. Sei lá, o Gerard Butler não veio no carnaval para pagar mico na Brahma? Algo muito melhor poderá aparecer no arrasta pé da Vizinha especificamente. Vai saber.
d) Desorientação / Perda de Memória - atenção ao que eu disse sobre substâncias ilegais: "eu não morro disso". Agora quem me garante que o cérebro não vai fritar e que eu não vou estabelecer uma amizade de infãncia com alguma freak patológica, como Baby Consuelo ou Vera Fischer, sei lá? É uma possibilidade, ué.
Posso também quebrar um membro, sofrer escoriações ou cortes profundos, como ocorreu na última vez em que participamos de tal acontecimento. Só sei que estou me jogando.
Adeus mortais.
sábado, 27 de março de 2010
Sai de mim
Então. Só para deixar claro aqui que não tolerarei NADA referente a essa história cretina de hora do planeta.
É claro que não desligarei nada, nem luzes nem carregadores, nem as TVs, nem os aquecedores de água, nem o ar condicionado, nada. Longe de mim querer destruir o planeta, mas vamos combinar que não passarei uma hora inteira me fudendo no escuro em pleno sábado porque algum mala lançou essa idéia de jerico.
Eu gostaria inclusive de ter em mãos provas, como fotos ou testemunhas oculares, de que esse povo que não pára de pentelhar quem está quieto em seu canto, assim como eu, aderirá de fato às trevas.
Quero ver quem tem coragem de me mandar mais algum tweet ou vídeo via Facebook falando sobre como é importante a população se unir pelo bem estar do meio ambiente. Quero ver.
Hora do planeta é o meu cú.
É claro que não desligarei nada, nem luzes nem carregadores, nem as TVs, nem os aquecedores de água, nem o ar condicionado, nada. Longe de mim querer destruir o planeta, mas vamos combinar que não passarei uma hora inteira me fudendo no escuro em pleno sábado porque algum mala lançou essa idéia de jerico.
Eu gostaria inclusive de ter em mãos provas, como fotos ou testemunhas oculares, de que esse povo que não pára de pentelhar quem está quieto em seu canto, assim como eu, aderirá de fato às trevas.
Quero ver quem tem coragem de me mandar mais algum tweet ou vídeo via Facebook falando sobre como é importante a população se unir pelo bem estar do meio ambiente. Quero ver.
Hora do planeta é o meu cú.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Enquete
Que fim trágico seria adequado para esta PESSOA?
Você está em seu escritório, ocupadíssimo, exercendo atividades pertinentes ao seu cargo de alto membro da diretoria, como executar tentativas de passar 2 níves consecutivos no Mafia Wars, participar de conversas de conteúdo duvidoso via MSN, ou até mesmo coçar o dedão de seu belo pé, quando sua linha direta toca. Você para tudo para atender aquele que importuna e descobre que o invertebrado do outro lado da linha procura na verdade por um outro alguém:
"Eu queria falar com a Waldisnééééía???"
"Waldisnéia é no PABX, este número é particular. Anote aí, ser equino: 234-56-78. PLOFT!"
Um minuto se passa e.......
"Oi, eu liguei lá, mas está ocupado...."
Eu ainda morro disso, juro.
Você está em seu escritório, ocupadíssimo, exercendo atividades pertinentes ao seu cargo de alto membro da diretoria, como executar tentativas de passar 2 níves consecutivos no Mafia Wars, participar de conversas de conteúdo duvidoso via MSN, ou até mesmo coçar o dedão de seu belo pé, quando sua linha direta toca. Você para tudo para atender aquele que importuna e descobre que o invertebrado do outro lado da linha procura na verdade por um outro alguém:
"Eu queria falar com a Waldisnééééía???"
"Waldisnéia é no PABX, este número é particular. Anote aí, ser equino: 234-56-78. PLOFT!"
Um minuto se passa e.......
"Oi, eu liguei lá, mas está ocupado...."
Eu ainda morro disso, juro.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Seleção natural
Acabo de assitir um programa no Discovery Channel que.....me faz pensar se realmente a humanidade vale a pena. Farei um breve resumo:
Três casais de tiozinhos norte-americanos decidem fazer uma pescaria. Para isso viajam ali para a Zâmbia. Coisa básica. Para quê pescar num laguinho qualquer perto de casa? Legal mesmo é ir para a Zâmbia, não é mesmo? É muito divertido, além de prático, chafurdar no rio Zambeze.
Então eles pegaram um barquinho daqueles de fibra de vidro sem nenhum tipo de equipamento ou nada. Não havia NADA na porra do barco e os caras resolvem ir OS SEIS juntos na tal pescaria num rio no meio da África, cheio de hipopótamos, crocodilos, leões, búfalos entre outros seres agressivos. Em determinado momento, o narrador do Discovery comenta que ali habita uma espécie de formiga maluca responsável pelas únicas mortes de seres humanos causadas por ataques deste inseto. E lá foram os manés tumultuar no pé do formigueiro. Quer dizer......notaram o tamanho das chances de fracasso?
Navegando pelo rio, acharam um local perfeito para parar o barco dar início à pesca. Tudo bem que tinha um bando de hipopótamos ali do lado, problema nenhum, imagina.
Bem, desnecessário dizer que eles foram atacados pelos hipopótamos, depois pelos crocodilos, foram encurralados pelos leões e pelos búfalos também. Ah! E quase foram comidos vivos pelas formigas assassinas. Qual a dúvida?
Juro que não sei o que vem à mente de certos indivíduos quando eles pensam em "diversão". Morram todos.
Três casais de tiozinhos norte-americanos decidem fazer uma pescaria. Para isso viajam ali para a Zâmbia. Coisa básica. Para quê pescar num laguinho qualquer perto de casa? Legal mesmo é ir para a Zâmbia, não é mesmo? É muito divertido, além de prático, chafurdar no rio Zambeze.
Então eles pegaram um barquinho daqueles de fibra de vidro sem nenhum tipo de equipamento ou nada. Não havia NADA na porra do barco e os caras resolvem ir OS SEIS juntos na tal pescaria num rio no meio da África, cheio de hipopótamos, crocodilos, leões, búfalos entre outros seres agressivos. Em determinado momento, o narrador do Discovery comenta que ali habita uma espécie de formiga maluca responsável pelas únicas mortes de seres humanos causadas por ataques deste inseto. E lá foram os manés tumultuar no pé do formigueiro. Quer dizer......notaram o tamanho das chances de fracasso?
Navegando pelo rio, acharam um local perfeito para parar o barco dar início à pesca. Tudo bem que tinha um bando de hipopótamos ali do lado, problema nenhum, imagina.
Bem, desnecessário dizer que eles foram atacados pelos hipopótamos, depois pelos crocodilos, foram encurralados pelos leões e pelos búfalos também. Ah! E quase foram comidos vivos pelas formigas assassinas. Qual a dúvida?
Juro que não sei o que vem à mente de certos indivíduos quando eles pensam em "diversão". Morram todos.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Máximas - Coisas que comprometem uma pessoa
Cena: Caraíva, início do ano, turma de bêbados na beira do rio. Entre eles yo e amigo Gabrielo, um senhor respeitável, pelo menos teoricamente. 5 da manhã, larica batendo, decidimos por invadir a padoca, estabelecimento que atua isoladamente no segmento "24 horas" na referida vila.
Levantamos as respectivas bundas da sarjeta que ocupávamos na beira do rio e iniciamos a breve caminhada até a supra citada padoca. Coisa de 20 ou 30 passos. Durante o trajeto, amigo Gabrielo começa a falar sozinho. Preocupada, noto um tom de oração e começo a prestar atenção às palavras proferidas por ele:
"Por favor, por favor, faça ter um kibe, Senhor. Eu preciso que tenha um kibe, eu preciso de um kibe. Kibe, kibe, kibe."
Agora imaginem algum desavisado ouvindo essa conversa.............calculem o trabalho que daria recostruir a reputação deste jovem.
Levantamos as respectivas bundas da sarjeta que ocupávamos na beira do rio e iniciamos a breve caminhada até a supra citada padoca. Coisa de 20 ou 30 passos. Durante o trajeto, amigo Gabrielo começa a falar sozinho. Preocupada, noto um tom de oração e começo a prestar atenção às palavras proferidas por ele:
"Por favor, por favor, faça ter um kibe, Senhor. Eu preciso que tenha um kibe, eu preciso de um kibe. Kibe, kibe, kibe."
Agora imaginem algum desavisado ouvindo essa conversa.............calculem o trabalho que daria recostruir a reputação deste jovem.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Repassando o sofrimento alheio
Estou fazendo a ronda dos blogs e, como esperava, encontrei a pérola da noite. Acho válido postar aqui para vocês verem que não somos só nós que sofremos nesse mundo. Para vocês sentirem a segurança de que haverá alguém conhecido na cadeia quando um de nós for preso por MATAR um imbecil.
Basta procurar esta pessoa. Pelo menos, se eu fosse este ser, certamente teria esganado meu interlocutor, este cretino...
http://pioresbriefingsdomundo.blogspot.com/2010/01/jura.html
Basta procurar esta pessoa. Pelo menos, se eu fosse este ser, certamente teria esganado meu interlocutor, este cretino...
http://pioresbriefingsdomundo.blogspot.com/2010/01/jura.html
Dããããããããããããããã
É assim: eu assisto Big Brother. EU, sozinha se necessário. Não obrigo ninguém a me acompanhar, não debato as direções que o programa toma, o comportamento dos participantes tampouco. Apenas com minha irmã, já que somos da mesma laia, o que faz da criatura grande admiradora da referida atração, assim como eu. Ou seja: eu vi todas as edições do Big Brother e não enchi o saco de ninguém com isso. Eu assisto o programa, minha irmã me liga, falamos sobre os pontos relevantes do episódio do dia e ponto final. É importante esclarecer isso pois ouço muita gente dizendo que pior do que a existência do Big Brother são os chatos que não têm outro assunto. Concordo. Também odeio nego que só fala de dieta, ou de doença, ou de trabalho, ou tenta dar uma de inteligente SEMPRE.
Também é importante dizer que acho absolutamente normal pessoas terem um lado negro televisivo. Tem gente que vê o Datena e gosta. Ué. Em recente conversa com Red, ela me confessou secretamente ter acompanhado "A Usurpadora" por vontade própria e mesmo assim continuo sua amiga. Eu assisto BBB e ela não nutre preconceito de espécie alguma em relação à mim..........tá bom, tá bom, eu também assisti "A Usurpadora", eu adorava, sou estranha mesmo e a questão não é essa. Estamos falando aqui da velha história envolvendo o sujo e o mal lavado. Vejam se eu realmente mereço ouvir uma abissalidade dessas:
Na última segunda feira iniciou-se uma pequena discussão entre amigos. Um amigo lançou uma piada envolvendo espectadores de Big Brother e retardamento mental ao que eu respondi que se isso me caracteriza como mongolóide ele poderia trocar meu nome para "Melãããooo", pois assistiria o programa até o final e inclusive já começara a pensar nas adaptações necessárias em meu schedule a fim de garantir minha presença em frente à TV aos domingos e principalmente às terças, dias de sangue na parede, com votação e eliminação, respectivamente.
Estávamos lá falando asneiras e desenvolvendo o tema, quando uma terceira pessoa entrou na conversa. E soltou o que não deveria. Não sei o que ele falou sobre o domingo, pois o que veio a seguir resetou minha memória em relação a ele. O ser humano sugeriu que eu gastasse meu tempo com algo melhor às terças. O ser humano sugeriu que ao invés da eliminação do Big Brother, onde há brigas, gritos, faca na boca, choro, pobrada reunida na torcida dos eliminados, família usando camiseta com a foto do cara e toda sorte de baixarias divertidas, eu deveria sintonizar meu televisor no History Channel e assistir ao programa que é transmitido exatamente no mesmo horário. Nome do programa: MONSTERQUEST. O que eu penso sobre MONSTERQUEST: está aqui. E completo meu pensamento bem aqui.
Agora há pouco eu assistia um programa no History Channel onde um japa cabeludo explicava o conceito de universos paralelos para leigos. Interessante, continuei assistindo. Break. Recrame #1, recrame #2, chamada para o próximo MONSTERQUEST. Dizia mais ou menos assim: ...não era uma ave, nem um puma, nem um urso. Tinha cabeça de cavalo, pés de bode, asa de morcego, e uma imensa cauda de serpente (HEIN?). Era uma criatura demoníaca vinda diretamente do passado................
E o cara se acha mais esperto do que eu por assistir MONSTERQUEST e não Big Brother. Não entrei no mérito, mas pelo menos no Big Brother tem uma tchutchucas de biquini, não é?
Morra.
Também é importante dizer que acho absolutamente normal pessoas terem um lado negro televisivo. Tem gente que vê o Datena e gosta. Ué. Em recente conversa com Red, ela me confessou secretamente ter acompanhado "A Usurpadora" por vontade própria e mesmo assim continuo sua amiga. Eu assisto BBB e ela não nutre preconceito de espécie alguma em relação à mim..........tá bom, tá bom, eu também assisti "A Usurpadora", eu adorava, sou estranha mesmo e a questão não é essa. Estamos falando aqui da velha história envolvendo o sujo e o mal lavado. Vejam se eu realmente mereço ouvir uma abissalidade dessas:
Na última segunda feira iniciou-se uma pequena discussão entre amigos. Um amigo lançou uma piada envolvendo espectadores de Big Brother e retardamento mental ao que eu respondi que se isso me caracteriza como mongolóide ele poderia trocar meu nome para "Melãããooo", pois assistiria o programa até o final e inclusive já começara a pensar nas adaptações necessárias em meu schedule a fim de garantir minha presença em frente à TV aos domingos e principalmente às terças, dias de sangue na parede, com votação e eliminação, respectivamente.
Estávamos lá falando asneiras e desenvolvendo o tema, quando uma terceira pessoa entrou na conversa. E soltou o que não deveria. Não sei o que ele falou sobre o domingo, pois o que veio a seguir resetou minha memória em relação a ele. O ser humano sugeriu que eu gastasse meu tempo com algo melhor às terças. O ser humano sugeriu que ao invés da eliminação do Big Brother, onde há brigas, gritos, faca na boca, choro, pobrada reunida na torcida dos eliminados, família usando camiseta com a foto do cara e toda sorte de baixarias divertidas, eu deveria sintonizar meu televisor no History Channel e assistir ao programa que é transmitido exatamente no mesmo horário. Nome do programa: MONSTERQUEST. O que eu penso sobre MONSTERQUEST: está aqui. E completo meu pensamento bem aqui.
Agora há pouco eu assistia um programa no History Channel onde um japa cabeludo explicava o conceito de universos paralelos para leigos. Interessante, continuei assistindo. Break. Recrame #1, recrame #2, chamada para o próximo MONSTERQUEST. Dizia mais ou menos assim: ...não era uma ave, nem um puma, nem um urso. Tinha cabeça de cavalo, pés de bode, asa de morcego, e uma imensa cauda de serpente (HEIN?). Era uma criatura demoníaca vinda diretamente do passado................
E o cara se acha mais esperto do que eu por assistir MONSTERQUEST e não Big Brother. Não entrei no mérito, mas pelo menos no Big Brother tem uma tchutchucas de biquini, não é?
Morra.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Pataxóza
Só para deixar claro que fui obrigada mais uma vez a voltar de Caraíva contra minha vontade. No ano que vem bolarei um esconderijo melhor para que eu não seja encontrada a tempo de ser amarrada e colocada na canoa que me despeja do lado de cá do rio.
Até já criei meu novo eu, personalidade que adotarei assim que meu plano de fuga funcionar. Me transmutarei em índia para me misturar aos locais e se algum dia algum de vocês comprar uma tigela de madeira de Índia-Ota, não tenham dúvidas. Esta pessoa sou eu.
Grata.
Até já criei meu novo eu, personalidade que adotarei assim que meu plano de fuga funcionar. Me transmutarei em índia para me misturar aos locais e se algum dia algum de vocês comprar uma tigela de madeira de Índia-Ota, não tenham dúvidas. Esta pessoa sou eu.
Grata.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Tiago
Tiago. TIAGO é uma entidade nociva que habita o mesmo edifício que eu. À primeira vista parece tratar-se de uma criança apenas, o que por si só já o tornaria totalmente dispensável para mim, mas prestando um pouco mais de atenção - ou passando 2 dias morando em minha casa, o que não aconselho atualmente - descobre-se que estamos falando aqui do filho de Satã.
Nota-se claramente que esta aberração já enlouqueceu a mulher que vive no mesmo apartamento, sua mãe, creio eu. Imagino que ela deva ter experimentado a felicidade num passado distante, antes do pequeno Damien surgir em sua vida. Creio que um dia ela sentiu-se "completa" por estar esperando um bebê. Hoje ela sabe que se fodeu. Sim, ela pensa assim. Eu sei, eu sinto, eu vejo e OUÇO.
Tiago não chora. Tiago URRA, ESPERNEIA, SAPATEIA e..........URRA o dia inteiro. Sem parar, o que causa um grave efeito eco, já que o filho da puta berra e a tal mulher grita "Tiaaaaaaaaggggoooooooooooooo!!!!" na sequência. Puro desespero. Ela grita pois não há nada mais a ser feito.
["criança é uma coisa que relaaaaxa a gente" - SELMA, Irmã]
Para vocês terem uma vaga idéia, esse diabo já conseguiu me acordar diversas vezes. Brasil, nada me acorda. Nada. Meu sono atinge um estágio pré-óbito e nem se cair um paralelepípedo na minha cara eu acordarei. Tiago está aí para jogar por terra parâmetros estabelecidos há décadas.
O ponto é que não sei nem determinar qual o grau de vizinhança de Tiago em relação a mim. Não sei se os urros vêm de cima, se vêm debaixo ou se vêm do prédio ao lado. Este infeliz é surround e já me passou pela cabeça a hipótese de que na verdade este moleque esteja em algum lugar dentro da minha casa mesmo. De repente é um alma perdida, SEI LÁ, me ajuda, meu! Me ajuda a achar esse desgraçado!
A berraria vem de todos os lados e eu estou a ponto de cometer violência contra menores. Assim que eu encontrá-lo, claro. Trato isso - acabar com Tiago - como prioridade, pois se eu não me livrar deste maldito a tempo daqui a poucos anos vocês me encontrarão vagando pela rua, olhar perdido, uma baba escorrendo pelo canto da boca, murmurando coisas como:
"A Rutinha é boa, a Raquel é mááááááá..................."
Estou avisando.
Nota-se claramente que esta aberração já enlouqueceu a mulher que vive no mesmo apartamento, sua mãe, creio eu. Imagino que ela deva ter experimentado a felicidade num passado distante, antes do pequeno Damien surgir em sua vida. Creio que um dia ela sentiu-se "completa" por estar esperando um bebê. Hoje ela sabe que se fodeu. Sim, ela pensa assim. Eu sei, eu sinto, eu vejo e OUÇO.
Tiago não chora. Tiago URRA, ESPERNEIA, SAPATEIA e..........URRA o dia inteiro. Sem parar, o que causa um grave efeito eco, já que o filho da puta berra e a tal mulher grita "Tiaaaaaaaaggggoooooooooooooo!!!!" na sequência. Puro desespero. Ela grita pois não há nada mais a ser feito.
["criança é uma coisa que relaaaaxa a gente" - SELMA, Irmã]
Para vocês terem uma vaga idéia, esse diabo já conseguiu me acordar diversas vezes. Brasil, nada me acorda. Nada. Meu sono atinge um estágio pré-óbito e nem se cair um paralelepípedo na minha cara eu acordarei. Tiago está aí para jogar por terra parâmetros estabelecidos há décadas.
O ponto é que não sei nem determinar qual o grau de vizinhança de Tiago em relação a mim. Não sei se os urros vêm de cima, se vêm debaixo ou se vêm do prédio ao lado. Este infeliz é surround e já me passou pela cabeça a hipótese de que na verdade este moleque esteja em algum lugar dentro da minha casa mesmo. De repente é um alma perdida, SEI LÁ, me ajuda, meu! Me ajuda a achar esse desgraçado!
A berraria vem de todos os lados e eu estou a ponto de cometer violência contra menores. Assim que eu encontrá-lo, claro. Trato isso - acabar com Tiago - como prioridade, pois se eu não me livrar deste maldito a tempo daqui a poucos anos vocês me encontrarão vagando pela rua, olhar perdido, uma baba escorrendo pelo canto da boca, murmurando coisas como:
"A Rutinha é boa, a Raquel é mááááááá..................."
Estou avisando.
Tosquices Natalinas
Almoço de Natal na casa de titia. Putada reunida. Enquanto chafurda na baba de moça, um dos importantes itens que compuseram a básica sobremesa natalina deste ano, esta humilde filha de Papai Noel decide sentar a buzanfa na cadeira de balanço localizada ao lado da porta da varanda. Afinal de contas, ar seria algo necessário para que eu conseguisse enfrentar a imensa tigela de ovo com açúcar que estava prestes a enfiar goela abaixo naquele momento.
Fui até o local escolhido e me sentei na cadeira atacando o pote contendo 18 colheres da baba de moça. Em algum instante não exatamente determinado, fiz meu primeiro movimento corporal após sentar. A cadeira, por ser de balanço, balançou e eu achei que tivesse perdido o equilíbrio e fosse cair. Me esqueci que estava sentada nela.
Ao me prontificar a me segurar e salvar minha vida, tentei arremessar a mim mesma em direção ao chão, o que não surtiu efeito, pois fiz força para frente e a cadeira me empurrou de volta para trás, o que foi a gota d'água para que eu pensasse que tudo à minha volta estivesse ruindo.
E o pote de baba de moça ali, firrrme na mão.
Ao jogar meu corpo para trás, a cadeira me forçou novamente para a frente e isto me deixou sem opções a não ser tentar me jogar para o lado na tentativa de, enfim, atingir um ponto de equilíbrio.
Localizado à minha direita, o grande aparador de vidro comportava a maior parte da louça e talheres que utilizávamos neste belo dia de Jesus que eu amo Amém. E foi lá que meu cotovelo direito porrou após este breve surto de idiotice que me pegou desprevinida. Bati o osso magrelo do cotovelo em uns 6, 7 ou 8 itens metálicos, de vidro, de prata e com fogo e agora estou aqui sem poder mexer o braço, com uma BOLA inchada no local originalmente designado para o cotovelo humano, esperando o dia amanhecer para ir até algum lugar que me tire uma radiografia desta merda.
Tenho certeza que o tamanho da minha sobremesa está envolvido neste acidente. Castigo divino.
Sem mais, depois posto fotos do meu verão com o braço engessado em Caraíva.
Ridícula.
Fui até o local escolhido e me sentei na cadeira atacando o pote contendo 18 colheres da baba de moça. Em algum instante não exatamente determinado, fiz meu primeiro movimento corporal após sentar. A cadeira, por ser de balanço, balançou e eu achei que tivesse perdido o equilíbrio e fosse cair. Me esqueci que estava sentada nela.
Ao me prontificar a me segurar e salvar minha vida, tentei arremessar a mim mesma em direção ao chão, o que não surtiu efeito, pois fiz força para frente e a cadeira me empurrou de volta para trás, o que foi a gota d'água para que eu pensasse que tudo à minha volta estivesse ruindo.
E o pote de baba de moça ali, firrrme na mão.
Ao jogar meu corpo para trás, a cadeira me forçou novamente para a frente e isto me deixou sem opções a não ser tentar me jogar para o lado na tentativa de, enfim, atingir um ponto de equilíbrio.
Localizado à minha direita, o grande aparador de vidro comportava a maior parte da louça e talheres que utilizávamos neste belo dia de Jesus que eu amo Amém. E foi lá que meu cotovelo direito porrou após este breve surto de idiotice que me pegou desprevinida. Bati o osso magrelo do cotovelo em uns 6, 7 ou 8 itens metálicos, de vidro, de prata e com fogo e agora estou aqui sem poder mexer o braço, com uma BOLA inchada no local originalmente designado para o cotovelo humano, esperando o dia amanhecer para ir até algum lugar que me tire uma radiografia desta merda.
Tenho certeza que o tamanho da minha sobremesa está envolvido neste acidente. Castigo divino.
Sem mais, depois posto fotos do meu verão com o braço engessado em Caraíva.
Ridícula.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Diário de uma trintona feliz
Segunda-feira
É o dia da esperança. O dia em que tudo é possível. O dia de planejar uma vida produtiva, saudável, melhor. Após chegar se arrastando devido aos 149 chopps do Domingo à empresa onde detém alto cargo, a pessoa começa a mentalizar todos os objetivos que, sim, alcançará nesta semana, caracterizando a grande reviravolta nesta sua vida de merda.
A mala que abriga sua indumentária própria para a ida à academia habita o porta malas de seu carro. Sim, após o longo dia de trabalho seu objetivo é se exercitar. Para começar a semana bem e estabelecer um novo padrão de comportamento. A tal vida saudável, melhor.
Às 6 da tarde a nega está morta, destruída. Culpa da ressaca, os 149 chopps do dia anterior, o despertar do avesso. A idéia de subir em uma esteira e sair correndo como uma vaca possuída soa inconcebível.
Assim sendo este ser desiste da auto mutilação e deixa a porra da academia para a terça. Vai para casa, pede uma pizza Supreme, devora este poço de banha em domicílio e cai dura no sofá.
Terça-feira
Day Two. Arrasada pela inutilidade se sua segunda feira, a promessa é de que tudo será resolvido nas próximas 12 horas. Ela vai à academia e programa a esteira para 2 horas e meia, já que precisa compensar a pizza de ontem. Corre desgovernadamente e adquire bolhas e dores em ambos pés. Ótimo. Depois disso nada mais lhe resta senão aceitar o convite da horda que toma chopps em algum boteco de loucos, juntar-se ao grupo e sair de lá às 5 da manhã.
Quarta-feira
Sua cabeça transformou-se em um sino. Acorda duas horas após o planejado e sai desembestada em direção à f-i-r-m-a, calçando um sapato de cada cor e criando uma história minimamente plausível para seu atraso tosco. No trajeto também pensa em diversas formas de agredir os idiotas que soltarão comentários mongóis como: "boa tarde!" ou "chegou cedo para amanhã, hein?"
Após conseguir transpor todas as buchas enguiçadas em seu caminho (inclusive explicar o motivo de estar usando pés de sapatos diferentes) e atingir um nível de mau humor jamais registrado, a coitada não consegue nem se lembrar que a academia que pretende um dia frequentar existe. Eis que vibra o telefone e do outro lado da linha há outro ser humano em condições semelhantes. Após breve conversa ambos concluem que a única opção viável para aquela noite é encher a face de cerveja em algum botequim desqualificado. E sair de lá às 5 da manhã, claro. Afinal hoje já é quarta, a semana está quase no final, todo mundo já está estressado e a melhor forma de desanuviar a cabeça é encontrar com os amigos para jogar conversa fora. Né? É.
Quinta-Feira
A pobre infeliz já cumpre seu horário comercial no sistema da inércia. A única coisa que lhe dá forças é pensar que já é quinta feira, que é véspera de sexta, que é véspera de sábado e que sua vida está tecnicamente a um dia de melhorar exponencialmente. Outro ponto importante é que qunta-feira não é dia de academia, é contra todos os seus princípios e se tem uma coisa nessa vida que a gente tem que levar a sério são nossos princípios, portanto ela está oficialmente liberada.
A programação noturna é tradicional e inclui ingerir álcool no bar tradicional e de lá, dirigir-se à tradicional casa noturna exploradora das quintas-feiras. E sair de lá às 5 da manhã, claro.
Sexta-feira
Nada mais abala a sujeita. Seus planos envolvem driblar chatos e empurrar todas suas obrigações remuneradas para segunda-feira. A programação da noite já foi definida. Será uma pequena reunião na casa de um amigo. Nada agressivo, afinal estão todos cansados após uma semana inteira de trabalho...né? Claro que é.
Importante dizer que 245 mil pessoas comparecem ao local e que o evento já havia perdido a característica de pequena reunião antes mesmo de acontecer. Tolos aqueles que ainda acreditam nessa conversa.
Sendo assim, ela considera adequado o consumo de whisky e deixa o recinto com a cara cheia de exatamente uma garrafa da bebida. Às 6 da manhã, lógico.
Sábado
Ela acorda às 2 e meia da tarde e automaticamente uma música vem à sua mente: "se a sua cabeça parece um bate estaca, e sua boca tá com gosto de 'córrimão'" - na verdade um jingle de Eparema para o carnaval de 1813 - e tudo faz sentido.
Sua ressaca é assassina e a coitada encontra-se atropelada por uma manada de elefantes. Consegue sair da cama à 5 da tarde mas o trajeto é rápido: joga-se no primeiro sofá com TV em frente que encontra pelo caminho.
Após uma refeição visigoda, sente-se morta. Decide que não sairá nesta noite, apesar de todo mundo esperar alguma coisa de um sábado à noite, pois está muito cansada. Afinal de contas trabalhou pra caralho nesta semana. Né?
Domingo
Após uma almoço com duração de 4 horas no Rodeio, ou algo semelhante, sugere: "E aí, vamos fazer alguma coisa? Afinal ficamos em casa ontem, notem". Toma as mesmas 149 cervejas que ferraram sua última segunda-feira....e assim caminha a humanidade.
Beijos
É o dia da esperança. O dia em que tudo é possível. O dia de planejar uma vida produtiva, saudável, melhor. Após chegar se arrastando devido aos 149 chopps do Domingo à empresa onde detém alto cargo, a pessoa começa a mentalizar todos os objetivos que, sim, alcançará nesta semana, caracterizando a grande reviravolta nesta sua vida de merda.
A mala que abriga sua indumentária própria para a ida à academia habita o porta malas de seu carro. Sim, após o longo dia de trabalho seu objetivo é se exercitar. Para começar a semana bem e estabelecer um novo padrão de comportamento. A tal vida saudável, melhor.
Às 6 da tarde a nega está morta, destruída. Culpa da ressaca, os 149 chopps do dia anterior, o despertar do avesso. A idéia de subir em uma esteira e sair correndo como uma vaca possuída soa inconcebível.
Assim sendo este ser desiste da auto mutilação e deixa a porra da academia para a terça. Vai para casa, pede uma pizza Supreme, devora este poço de banha em domicílio e cai dura no sofá.
Terça-feira
Day Two. Arrasada pela inutilidade se sua segunda feira, a promessa é de que tudo será resolvido nas próximas 12 horas. Ela vai à academia e programa a esteira para 2 horas e meia, já que precisa compensar a pizza de ontem. Corre desgovernadamente e adquire bolhas e dores em ambos pés. Ótimo. Depois disso nada mais lhe resta senão aceitar o convite da horda que toma chopps em algum boteco de loucos, juntar-se ao grupo e sair de lá às 5 da manhã.
Quarta-feira
Sua cabeça transformou-se em um sino. Acorda duas horas após o planejado e sai desembestada em direção à f-i-r-m-a, calçando um sapato de cada cor e criando uma história minimamente plausível para seu atraso tosco. No trajeto também pensa em diversas formas de agredir os idiotas que soltarão comentários mongóis como: "boa tarde!" ou "chegou cedo para amanhã, hein?"
Após conseguir transpor todas as buchas enguiçadas em seu caminho (inclusive explicar o motivo de estar usando pés de sapatos diferentes) e atingir um nível de mau humor jamais registrado, a coitada não consegue nem se lembrar que a academia que pretende um dia frequentar existe. Eis que vibra o telefone e do outro lado da linha há outro ser humano em condições semelhantes. Após breve conversa ambos concluem que a única opção viável para aquela noite é encher a face de cerveja em algum botequim desqualificado. E sair de lá às 5 da manhã, claro. Afinal hoje já é quarta, a semana está quase no final, todo mundo já está estressado e a melhor forma de desanuviar a cabeça é encontrar com os amigos para jogar conversa fora. Né? É.
Quinta-Feira
A pobre infeliz já cumpre seu horário comercial no sistema da inércia. A única coisa que lhe dá forças é pensar que já é quinta feira, que é véspera de sexta, que é véspera de sábado e que sua vida está tecnicamente a um dia de melhorar exponencialmente. Outro ponto importante é que qunta-feira não é dia de academia, é contra todos os seus princípios e se tem uma coisa nessa vida que a gente tem que levar a sério são nossos princípios, portanto ela está oficialmente liberada.
A programação noturna é tradicional e inclui ingerir álcool no bar tradicional e de lá, dirigir-se à tradicional casa noturna exploradora das quintas-feiras. E sair de lá às 5 da manhã, claro.
Sexta-feira
Nada mais abala a sujeita. Seus planos envolvem driblar chatos e empurrar todas suas obrigações remuneradas para segunda-feira. A programação da noite já foi definida. Será uma pequena reunião na casa de um amigo. Nada agressivo, afinal estão todos cansados após uma semana inteira de trabalho...né? Claro que é.
Importante dizer que 245 mil pessoas comparecem ao local e que o evento já havia perdido a característica de pequena reunião antes mesmo de acontecer. Tolos aqueles que ainda acreditam nessa conversa.
Sendo assim, ela considera adequado o consumo de whisky e deixa o recinto com a cara cheia de exatamente uma garrafa da bebida. Às 6 da manhã, lógico.
Sábado
Ela acorda às 2 e meia da tarde e automaticamente uma música vem à sua mente: "se a sua cabeça parece um bate estaca, e sua boca tá com gosto de 'córrimão'" - na verdade um jingle de Eparema para o carnaval de 1813 - e tudo faz sentido.
Sua ressaca é assassina e a coitada encontra-se atropelada por uma manada de elefantes. Consegue sair da cama à 5 da tarde mas o trajeto é rápido: joga-se no primeiro sofá com TV em frente que encontra pelo caminho.
Após uma refeição visigoda, sente-se morta. Decide que não sairá nesta noite, apesar de todo mundo esperar alguma coisa de um sábado à noite, pois está muito cansada. Afinal de contas trabalhou pra caralho nesta semana. Né?
Domingo
Após uma almoço com duração de 4 horas no Rodeio, ou algo semelhante, sugere: "E aí, vamos fazer alguma coisa? Afinal ficamos em casa ontem, notem". Toma as mesmas 149 cervejas que ferraram sua última segunda-feira....e assim caminha a humanidade.
Beijos
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Pulguinha
Pulguinha, antes de ser conhecido como tal, era um cãozinho que morava nas ruas de São Caetano do Sul, cidade onde se localiza minha empresa e para onde me dirijo diariamente a fim de exercer aquela atividade demodé conhecida como "trabalho". Eu poderia estar estudando mandarim, viajando, me exercitando, roubando, matando, mas não. É com o trabalho que ocupo meus dias. É, cada um tem o que merece na vida.
Blasfêmias proferidas, voltemos ao cãozinho.
Há mais ou menos um mês, durante uma das tempestades vespertinas que andam nos assolando como uma prévia de nosso destino em 2012, este cachorrinho branco, vira-lata, com orelhas tricolores, contorno dos olhos cor de rosa e manchas pretas sob o pelo invadiu a empresa. Entrou e sem a menor cerimônia se instalou sobre um dos macios sofás da sala de Papi. Acomodou-se e jamais fez menção de que abandonaria seu posto. Matou a sede e a fome e, chegada a hora de fechar a fábrica, saiu conosco e dirigiu-se diretamente ao vizinho.
Concluímos que tratava-se de uma celebridade na vizinhança.
No dia seguinte voltou e no outro e no outro e assim foi fazendo amizade com todo o povo que lá trabalha.
Na semana passada, ao observar Pulguinha, Papi teve a impressão de que ele havia emagrecido e estava abatido. Não me perguntem como meu pai olhou para a cara de uma cachorro branco e notou abatimento, mas o que importa é que ele estava certo. Pulguinha foi ao veterinário, fez exames de sangue, tomou remédios e desde ontem não mora mais na rua.
Agora sua mansão localiza-se dentro da garagem da fábrica com direito a ração, água e bifinhos, que ele ama. Hoje ele já estava infinitamente melhor e nem pensou em ir para a rua quando saímos. Foi direto para sua casinha.
Como grande parte da população mundial sabe, minha família tem 9 cães espalhados pelas casas, sendo 7 machos. Se Pulguinha adentrar algum desses ambientes, tomará um pau. Ele é muito novinho e não vou colocá-lo nesta roubada. Portanto, ele continuará morando na firrrrma. Nosso número 10.
Não há absolutamente nada no mundo mais fofo que cachorros. Nada. Tá, baleias Beluga também são fofíssimas, mas diante da inviabilidade do convívio, os cachorrinhos continuam sendo a coisa mais bela da vida. Bem vindo, Pulga.
Blasfêmias proferidas, voltemos ao cãozinho.
Há mais ou menos um mês, durante uma das tempestades vespertinas que andam nos assolando como uma prévia de nosso destino em 2012, este cachorrinho branco, vira-lata, com orelhas tricolores, contorno dos olhos cor de rosa e manchas pretas sob o pelo invadiu a empresa. Entrou e sem a menor cerimônia se instalou sobre um dos macios sofás da sala de Papi. Acomodou-se e jamais fez menção de que abandonaria seu posto. Matou a sede e a fome e, chegada a hora de fechar a fábrica, saiu conosco e dirigiu-se diretamente ao vizinho.
Concluímos que tratava-se de uma celebridade na vizinhança.
No dia seguinte voltou e no outro e no outro e assim foi fazendo amizade com todo o povo que lá trabalha.
Na semana passada, ao observar Pulguinha, Papi teve a impressão de que ele havia emagrecido e estava abatido. Não me perguntem como meu pai olhou para a cara de uma cachorro branco e notou abatimento, mas o que importa é que ele estava certo. Pulguinha foi ao veterinário, fez exames de sangue, tomou remédios e desde ontem não mora mais na rua.
Agora sua mansão localiza-se dentro da garagem da fábrica com direito a ração, água e bifinhos, que ele ama. Hoje ele já estava infinitamente melhor e nem pensou em ir para a rua quando saímos. Foi direto para sua casinha.
Como grande parte da população mundial sabe, minha família tem 9 cães espalhados pelas casas, sendo 7 machos. Se Pulguinha adentrar algum desses ambientes, tomará um pau. Ele é muito novinho e não vou colocá-lo nesta roubada. Portanto, ele continuará morando na firrrrma. Nosso número 10.
Não há absolutamente nada no mundo mais fofo que cachorros. Nada. Tá, baleias Beluga também são fofíssimas, mas diante da inviabilidade do convívio, os cachorrinhos continuam sendo a coisa mais bela da vida. Bem vindo, Pulga.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Cretinice matinal
Então. Quando eu digo que esse negócio de acordar cedo pela manhã é um hábito primitivo, agressivo e nocivo, os defensores do despertar precoce - seres cuja função no mercado de trabalho provavelmente consiste em assentar tijolos sobre cimento em horário comercial - não hesitam em me classificar como um exemplar indolente da espécie humana.
Obviamente tal conclusão não afeta em nada a evolução de meu cotidiano, já que me recuso sequer a abrir os olhos enquanto a temperatura e claridade externas não atingirem o nível mínimo determinado por mim mesma. Imaginem então as condições exigidas para que eu me levante e por fim ponha minha fuça porta afora. Trata-se de uma combinação rara, além de milimetricamente calculada.
Um exemplo de atividades suspeitas executadas antes das 10 horas da manhã: O Bom Dia Brasil, jornalístico que vai ao ar às SETE horas, exibiu esta semana uma matéria sobre os nomes preferidos pelos habitantes deste estranho país. A mesma matéria também citava criaturas que não convivem harmoniosamente com seus nomes. Sim, também nem imagino quem foi a ameba que pautou ISTO, não me perguntem. Se soubesse, o pequeno gênio já teria tomado na cabeça um 'croc intimidador de insights cretinos'.
Pois bem. Durante a referida reportagem, três personagens chamaram a atenção dos telespectadores habituados (ou não) a despertar com os animais silvestres.
A primeira, sacaneada pela mãe, foi batizada com a alcunha de Gessiana. Mas, claro, ela não gosta desta merda de nome. Compreendo. Eu também me atiraria ponte abaixo caso alguém me chamasse por Gessiana em público. Exigiria pelo menos um "Gê" aí. Curiosamente, ela é conhecida como "Jô". A razão? É por causa da Joelma (Sim, Calypso). Ela gosta muito. É aquela típica mudança de Maria Merda para Maria Bosta, na minha opinião.
Já a segunda figura que surgiu é chamada de "Gê" por todos pois também odeia seu nome. ODEIA. Gostaria de deixar claro que seu nome é apenas Geralda. Nada grave. Penso que Geralda is overreacting. Foda seria ter o nome de Genusa ou, pior, Genecilda, duas coitadas entre seus 14 irmãos. Credo.
Seguindo o apego familiar com a inicial, "Gê" deu a seu pobre filho o pitoresco name de “Goutieble”. Tirou isso de onde, essa palhaça?
Para os gênios criativos não descobertos, o que pega é juntar os nomes. Um clássico. Mas, por favor, atentem a este, especificamente: o nome do capiau é Duvan. Segundo o próprio uma mistura do nome da mãe com o do pai. Agora vem a parte importante. O nome da mãe da peça é Dulvarina. Ok, Dulvarina = Du. O do pai é Bastião.
????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????
Bastião. A junção de Dulvarina com Bastião, em alguma dimensão desconhecida, dá DUVAN.
Agora me diga se uma pessoa que às 7 horas da manhã já está fora de sua cama merece uma merda dessas.
Obviamente tal conclusão não afeta em nada a evolução de meu cotidiano, já que me recuso sequer a abrir os olhos enquanto a temperatura e claridade externas não atingirem o nível mínimo determinado por mim mesma. Imaginem então as condições exigidas para que eu me levante e por fim ponha minha fuça porta afora. Trata-se de uma combinação rara, além de milimetricamente calculada.
Um exemplo de atividades suspeitas executadas antes das 10 horas da manhã: O Bom Dia Brasil, jornalístico que vai ao ar às SETE horas, exibiu esta semana uma matéria sobre os nomes preferidos pelos habitantes deste estranho país. A mesma matéria também citava criaturas que não convivem harmoniosamente com seus nomes. Sim, também nem imagino quem foi a ameba que pautou ISTO, não me perguntem. Se soubesse, o pequeno gênio já teria tomado na cabeça um 'croc intimidador de insights cretinos'.
Pois bem. Durante a referida reportagem, três personagens chamaram a atenção dos telespectadores habituados (ou não) a despertar com os animais silvestres.
A primeira, sacaneada pela mãe, foi batizada com a alcunha de Gessiana. Mas, claro, ela não gosta desta merda de nome. Compreendo. Eu também me atiraria ponte abaixo caso alguém me chamasse por Gessiana em público. Exigiria pelo menos um "Gê" aí. Curiosamente, ela é conhecida como "Jô". A razão? É por causa da Joelma (Sim, Calypso). Ela gosta muito. É aquela típica mudança de Maria Merda para Maria Bosta, na minha opinião.
Já a segunda figura que surgiu é chamada de "Gê" por todos pois também odeia seu nome. ODEIA. Gostaria de deixar claro que seu nome é apenas Geralda. Nada grave. Penso que Geralda is overreacting. Foda seria ter o nome de Genusa ou, pior, Genecilda, duas coitadas entre seus 14 irmãos. Credo.
Seguindo o apego familiar com a inicial, "Gê" deu a seu pobre filho o pitoresco name de “Goutieble”. Tirou isso de onde, essa palhaça?
Para os gênios criativos não descobertos, o que pega é juntar os nomes. Um clássico. Mas, por favor, atentem a este, especificamente: o nome do capiau é Duvan. Segundo o próprio uma mistura do nome da mãe com o do pai. Agora vem a parte importante. O nome da mãe da peça é Dulvarina. Ok, Dulvarina = Du. O do pai é Bastião.
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Bastião. A junção de Dulvarina com Bastião, em alguma dimensão desconhecida, dá DUVAN.
Agora me diga se uma pessoa que às 7 horas da manhã já está fora de sua cama merece uma merda dessas.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Novo método para lidar com a NET
**Provavelmente quem não tem Facebook ou tem, mas não autorizou e portanto não brinca com seus aplicativos babacas, achará o que vem a seguir um bololô sem nexo. Estou citando Mafia Wars, FarmVille, YoVille e Vampire Wars, respectivamente.
Hoje, mais uma vez, enfrentei um longo período de NET sem sinal. Praxe. Pelo menos uma vez por semana essa desgraça de empresa de internet a cabo me faz de otária deixando minha conexão inoperante por horas sem fim.
Tirando "ir até lá, me rasgar e estrebuchar no chão", já reclamei de TODAS as maneiras possíveis, de modo que atualmente tenho uma certa preguiça de telefonar, esperar séculos na linha, ouvir a gravação cretina, falar com um songo mongo que não deve conseguir nem se alimentar sozinho e, por fim, não ter meu problema resolvido.
O último técnico que aqui esteve veio arrumar uma falha no sinal da TV e acabou me deixando sem o Virtua. Ou seja, é melhor não arriscar. Estou sem internet? Vou falar mal de alguém ao telefone, tomo algum comprimido de natureza suspeita, leio a Caras, sovo uma massa, sei lá. Mas não ligo mais. Foda-se cansei desses caras, minha saúde agradece.
Eis que hoje tive uma idéia capaz de mudar esta minha convicção. Viciada dependente que sou dos tantos aplicativos babacas do Facebook, não vejo a hora desta merrrrrda falhar de novo para eu ligar lá e explanar para o atendente:
"Meu querido, sabe o que é? Fiz uns assaltos hoje durante o dia e a máfia rival virá roubar tudo o que tenho esta noite!!! E a culpa será sua!!! Quer dizer: serei assaltada a noite inteira porque VOCÊ não resolve o meu problema! Eles estão vindo!!!"
Ou
"Sabe o que acontece? Vou perder os tomates. Eles vão morrer. Se eu perder os tomates não consigo comprar uma cerca nova para os bebês elefante. Daí, como faço? Você tem alguém aí disponível para colher meus tomates? Hein? HEIN?"
Ou
"Queridão, coloquei umas tortas para assar, e a minha cozinha PEGOU FOGO!!! Culpa de vocês! E agora? Perdi todos os cookies também!!! Porra, meu.....puta fumacê!!!!"
Ou
"É o seguinte: PRECISO entrar no meu caixão para ver o que os demônios têm para me oferecer em recompensas nas apostas. Ah! Também preciso transferir o sangue que coletei para meu banco. Senão pode vir um zumbi e roubar, entendeu? Moço? Moço? Alô? [tu tu tu tu tu tu tu tu]"
Não vejo a hora.
Hoje, mais uma vez, enfrentei um longo período de NET sem sinal. Praxe. Pelo menos uma vez por semana essa desgraça de empresa de internet a cabo me faz de otária deixando minha conexão inoperante por horas sem fim.
Tirando "ir até lá, me rasgar e estrebuchar no chão", já reclamei de TODAS as maneiras possíveis, de modo que atualmente tenho uma certa preguiça de telefonar, esperar séculos na linha, ouvir a gravação cretina, falar com um songo mongo que não deve conseguir nem se alimentar sozinho e, por fim, não ter meu problema resolvido.
O último técnico que aqui esteve veio arrumar uma falha no sinal da TV e acabou me deixando sem o Virtua. Ou seja, é melhor não arriscar. Estou sem internet? Vou falar mal de alguém ao telefone, tomo algum comprimido de natureza suspeita, leio a Caras, sovo uma massa, sei lá. Mas não ligo mais. Foda-se cansei desses caras, minha saúde agradece.
Eis que hoje tive uma idéia capaz de mudar esta minha convicção. Viciada dependente que sou dos tantos aplicativos babacas do Facebook, não vejo a hora desta merrrrrda falhar de novo para eu ligar lá e explanar para o atendente:
"Meu querido, sabe o que é? Fiz uns assaltos hoje durante o dia e a máfia rival virá roubar tudo o que tenho esta noite!!! E a culpa será sua!!! Quer dizer: serei assaltada a noite inteira porque VOCÊ não resolve o meu problema! Eles estão vindo!!!"
Ou
"Sabe o que acontece? Vou perder os tomates. Eles vão morrer. Se eu perder os tomates não consigo comprar uma cerca nova para os bebês elefante. Daí, como faço? Você tem alguém aí disponível para colher meus tomates? Hein? HEIN?"
Ou
"Queridão, coloquei umas tortas para assar, e a minha cozinha PEGOU FOGO!!! Culpa de vocês! E agora? Perdi todos os cookies também!!! Porra, meu.....puta fumacê!!!!"
Ou
"É o seguinte: PRECISO entrar no meu caixão para ver o que os demônios têm para me oferecer em recompensas nas apostas. Ah! Também preciso transferir o sangue que coletei para meu banco. Senão pode vir um zumbi e roubar, entendeu? Moço? Moço? Alô? [tu tu tu tu tu tu tu tu]"
Não vejo a hora.
Máximas - Anatomia Humana, lição I
Vamos chamar os protagonistas desta máxima de 'Analfabeto' e 'Aberração', como forma de externar meu apreço por tão exóticos seres vivos . Esta conversa foi ouvida por um confiável membro de minha família, dentro de uma das salas que abriga o alto escalão de uma importante estatal. Teoricamente, tal ambiente é frequentado por pessoas capazes de amarrar os próprios sapatos. Teoricamente.............................
Analfabeto: "Viu que o Titi voltou a jogar?"
Aberração: "Vi........ele teve pubalgia, né?"
Analfabeto: "Teve, teve sim........"
Aberração: "O que será que é isso hein?"
Analfabeto: "Ah! É uma inflamação, ora!"
Aberração: "Sim, isso eu sei!!! Mas aonde fica a puba?????"
Morte aos Asnos!!! - é o nome da campanha que acabo de lançar.
Analfabeto: "Viu que o Titi voltou a jogar?"
Aberração: "Vi........ele teve pubalgia, né?"
Analfabeto: "Teve, teve sim........"
Aberração: "O que será que é isso hein?"
Analfabeto: "Ah! É uma inflamação, ora!"
Aberração: "Sim, isso eu sei!!! Mas aonde fica a puba?????"
Morte aos Asnos!!! - é o nome da campanha que acabo de lançar.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Uma nativa de Creta
Não é novidade para ninguém que mulheres são estranhas e seu universo possui algumas características que o fazem girar paralelamente em relação aos acontecimentos plausíveis cotidianos.
Eu, por exemplo, não me considero um exemplar estranho, estraaaaaaaanho, assim como não acho estraaaaaaaanhas tantas outras mulheres com as quais convivo. Existem as loucas desgovernadas que compensam esta parcela da espécie desprovida de esquisitice transbordante na qual me incluo, mas isto não vem ao caso.
É importante esclarecer que meninas, sejam elas loucas ou não, cometem atos não condizentes com seu intelecto, idade, escolaridade ou posição profissional. Isso porque damos ouvidos à asneiras e, mesmo sabendo que aquilo certamente dará em merda, não nos furtamos em comprovar a teoria. A teoria da merda. É instintivo: mulheres são curiosas.
Pois bem. Quem nunca ouviu da avó, da empregada, da vizinha, da veterinária, da japonesa do pastel ou até mesmo da manicure, a infâmia:
"Cola com SuperBonder!" - diante da tristeza de uma unha quebrada.
Há nos salões de beleza uma pessoa especializada em resolver esse tipo de drama. É a mulher da unha de porcelana. A nega com a unha fodida vai lá, senta e a outra taca camadas infinitas de produtos tóxicos sobre o local comprometido. Lixa, lixa, lixa; espana, espana, espana, e lá está uma unha nova. Melhor que aquela porcaria que veio naturalmente em seu corpo.
Mas o problema é que a pessoa com a unha arrasada lembrou-se da imbecilidade envolvendo a cola caseira e decidiu testar a eficácia da crendice.
Agora eu estou aqui com praticamente toda a minha metade superior colada e qualquer movimento faz com que a situação piore. Um dedo grudou no outro e em seguida colaram-se as mãos. Mãos estas que se grudaram no roupão e em parte da embalagem da merda da SuperBonder. Estou com medo de me mexer e não há ninguém para me ajudar.
A unha continua quebrada.
Estou digitando através de movimentos das pálpebras, aquela técnica utilizada por Stephen Hawking.
Eu, por exemplo, não me considero um exemplar estranho, estraaaaaaaanho, assim como não acho estraaaaaaaanhas tantas outras mulheres com as quais convivo. Existem as loucas desgovernadas que compensam esta parcela da espécie desprovida de esquisitice transbordante na qual me incluo, mas isto não vem ao caso.
É importante esclarecer que meninas, sejam elas loucas ou não, cometem atos não condizentes com seu intelecto, idade, escolaridade ou posição profissional. Isso porque damos ouvidos à asneiras e, mesmo sabendo que aquilo certamente dará em merda, não nos furtamos em comprovar a teoria. A teoria da merda. É instintivo: mulheres são curiosas.
Pois bem. Quem nunca ouviu da avó, da empregada, da vizinha, da veterinária, da japonesa do pastel ou até mesmo da manicure, a infâmia:
"Cola com SuperBonder!" - diante da tristeza de uma unha quebrada.
Há nos salões de beleza uma pessoa especializada em resolver esse tipo de drama. É a mulher da unha de porcelana. A nega com a unha fodida vai lá, senta e a outra taca camadas infinitas de produtos tóxicos sobre o local comprometido. Lixa, lixa, lixa; espana, espana, espana, e lá está uma unha nova. Melhor que aquela porcaria que veio naturalmente em seu corpo.
Mas o problema é que a pessoa com a unha arrasada lembrou-se da imbecilidade envolvendo a cola caseira e decidiu testar a eficácia da crendice.
Agora eu estou aqui com praticamente toda a minha metade superior colada e qualquer movimento faz com que a situação piore. Um dedo grudou no outro e em seguida colaram-se as mãos. Mãos estas que se grudaram no roupão e em parte da embalagem da merda da SuperBonder. Estou com medo de me mexer e não há ninguém para me ajudar.
A unha continua quebrada.
Estou digitando através de movimentos das pálpebras, aquela técnica utilizada por Stephen Hawking.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Sobre aqueles que protestam
Para quem não sabe, minha opinião sobre pessoas que "protestam" é a seguinte:
- Vá arranjar alguma coisa, QUALQUER outra coisa para fazer, infeliz. Apenas não me atrapalhe, cornudo. Não interrompa o trânsito de automóveis em vias como as avenidas Paulista e Consolação, não transforme o Vale do Anhagabaú em uma micareta de sindicato, NÃO subam naqueles carros de som mal equipados para berrar palavras de ordem incompreensíveis, já que UM pobretauro urrando diante de um microfone que possui UM amplificador para propagar o furdunço não é eficiente. Se faz barulho? Sim. Alguém consegue entender o que berra-se ali do alto? Duvido.
Tá. É mais ou menos isso que penso sobre manifestações. Meu trauma vem dos muitos anos em que trabalhei ali na Rua Maria Antônia, quase esquina com a merda da Consolação. Três vezes por semana, pelo menos, algum grupo de desocupados pegava a Paulista (berrando), descia a Consolação (berrando), fazia a volta no Centro (urrando) e voltava para o ponto de origem novamente via Consolação (berrando). Perdi as contas de quantas vezes fiquei presa naquele prédio, sem poder comparecer a reuniões, sem chances de almoçar em algum outro local que não fosse aquela praça de alimentação infecta localizada em frente ao Mackenzie, sem poder voltar para casa - a parte grave gravíssima da situação.
Apesar de odiar todas essas pessoas manifestantes, minha inteligência consegue compreender que eles estão lá, fazendo papel de palhaço e atrapalhando a vida de metade da cidade de São Paulo pois estão reivindicando algo palpável como aumento de salário, modificação em jornada de trabalho, um puteiro melhor para que suas respectivas mães exerçam o meretrício com mais conforto, enfim, a babaquice toda tem uma nesga de fundamento. Continuo sendo contra e se oportunidade houver, passarei com meu carro sobre piqueteiros ainda nesta vida. É um objetivo.
Agora, eis o que me aconteceu hoje: Estava eu, em minha empresa (sim, aquela de São Caetano do Sul), finalizando meu dia de extenuante trabalho e planejando mentalmente minha volta para São Paulo. Na teoria, eu voltaria para minha casa e após correr desembestadamente sobre a esteira, compensaria tal delírio com uma ida ao bar. Tomaria 120 chopps ou 67 doses de whisky - isso seria decidido na hora - e retornaria para o lar sem registros de nada importante em minha mente. Esta voltaria a funcionar apenas amanhã, após às 11h00.
Ao levantar de minha cadeira e mirar o estacionamento, irmã telefona com a notícia de que a saída de São Caetano está fechada pois há uma manifestação na favela. Por "manifestação na favela" entendam bombas caseiras explodindo sobre tudo e todos, automóveis e ônibus incendiados, torres de pneus em chamas fechando as vias, tropa de choque atirando aleatoriamente e - a melhor parte - os extras.
Chamo de "extras" aquela gutchada que, ao avistar a câmera da Band ignora a guerra que ocorre ali em frente ao seu barraco e sai de casa com a prima, a cunhada, a colega e a criança para chorar diante das lentes. A nega está cagando para o confronto armado. Ou vocês acham que ela vai perder a chance de aparecer no Datena? Se por azar não morrer, amanhã será famosa, a gostosona de Heliópolis. Ela merece, afinal de contas, chorou, gritou, falou que tudo o que eles querem é paz, expôs a criança, tinha ranho escorrendo pelo nariz..................gente, reconheçam o esforço de Desnaílva, por favor.
Motivo da performance visigoda apresentada pelos habitantes de Heliópolis: Ontem, uma garota de 17 anos tomou um tiro e morreu. Sim. Já morreu. Será que eles descobriram que este comportamento Bangu I é o mais novo método para ressucitar gente morta? Porque, quebrar tudo, matar mais alguns seres, incendiar o carro alheio, tacar fogo nas próprias casas e fuder com a vida de que quer ir para casa depois de passar o dia aturando aquelas graças dos meus clientes, definitivamente não me soa como protesto. Na minha terra costumamos chamar tais atos de vandalismo puro e verdadeiro. Combinado com descomunal idiotice.
Fiquei extremamente irritada porque essa gente acabou com o meu timing. Tanto que NÃO estou no bar consumindo álcool como havia planejado anteriormente.
De resto..........matem-se. Para mim isso é seleção natural.
- Vá arranjar alguma coisa, QUALQUER outra coisa para fazer, infeliz. Apenas não me atrapalhe, cornudo. Não interrompa o trânsito de automóveis em vias como as avenidas Paulista e Consolação, não transforme o Vale do Anhagabaú em uma micareta de sindicato, NÃO subam naqueles carros de som mal equipados para berrar palavras de ordem incompreensíveis, já que UM pobretauro urrando diante de um microfone que possui UM amplificador para propagar o furdunço não é eficiente. Se faz barulho? Sim. Alguém consegue entender o que berra-se ali do alto? Duvido.
Tá. É mais ou menos isso que penso sobre manifestações. Meu trauma vem dos muitos anos em que trabalhei ali na Rua Maria Antônia, quase esquina com a merda da Consolação. Três vezes por semana, pelo menos, algum grupo de desocupados pegava a Paulista (berrando), descia a Consolação (berrando), fazia a volta no Centro (urrando) e voltava para o ponto de origem novamente via Consolação (berrando). Perdi as contas de quantas vezes fiquei presa naquele prédio, sem poder comparecer a reuniões, sem chances de almoçar em algum outro local que não fosse aquela praça de alimentação infecta localizada em frente ao Mackenzie, sem poder voltar para casa - a parte grave gravíssima da situação.
Apesar de odiar todas essas pessoas manifestantes, minha inteligência consegue compreender que eles estão lá, fazendo papel de palhaço e atrapalhando a vida de metade da cidade de São Paulo pois estão reivindicando algo palpável como aumento de salário, modificação em jornada de trabalho, um puteiro melhor para que suas respectivas mães exerçam o meretrício com mais conforto, enfim, a babaquice toda tem uma nesga de fundamento. Continuo sendo contra e se oportunidade houver, passarei com meu carro sobre piqueteiros ainda nesta vida. É um objetivo.
Agora, eis o que me aconteceu hoje: Estava eu, em minha empresa (sim, aquela de São Caetano do Sul), finalizando meu dia de extenuante trabalho e planejando mentalmente minha volta para São Paulo. Na teoria, eu voltaria para minha casa e após correr desembestadamente sobre a esteira, compensaria tal delírio com uma ida ao bar. Tomaria 120 chopps ou 67 doses de whisky - isso seria decidido na hora - e retornaria para o lar sem registros de nada importante em minha mente. Esta voltaria a funcionar apenas amanhã, após às 11h00.
Ao levantar de minha cadeira e mirar o estacionamento, irmã telefona com a notícia de que a saída de São Caetano está fechada pois há uma manifestação na favela. Por "manifestação na favela" entendam bombas caseiras explodindo sobre tudo e todos, automóveis e ônibus incendiados, torres de pneus em chamas fechando as vias, tropa de choque atirando aleatoriamente e - a melhor parte - os extras.
Chamo de "extras" aquela gutchada que, ao avistar a câmera da Band ignora a guerra que ocorre ali em frente ao seu barraco e sai de casa com a prima, a cunhada, a colega e a criança para chorar diante das lentes. A nega está cagando para o confronto armado. Ou vocês acham que ela vai perder a chance de aparecer no Datena? Se por azar não morrer, amanhã será famosa, a gostosona de Heliópolis. Ela merece, afinal de contas, chorou, gritou, falou que tudo o que eles querem é paz, expôs a criança, tinha ranho escorrendo pelo nariz..................gente, reconheçam o esforço de Desnaílva, por favor.
Motivo da performance visigoda apresentada pelos habitantes de Heliópolis: Ontem, uma garota de 17 anos tomou um tiro e morreu. Sim. Já morreu. Será que eles descobriram que este comportamento Bangu I é o mais novo método para ressucitar gente morta? Porque, quebrar tudo, matar mais alguns seres, incendiar o carro alheio, tacar fogo nas próprias casas e fuder com a vida de que quer ir para casa depois de passar o dia aturando aquelas graças dos meus clientes, definitivamente não me soa como protesto. Na minha terra costumamos chamar tais atos de vandalismo puro e verdadeiro. Combinado com descomunal idiotice.
Fiquei extremamente irritada porque essa gente acabou com o meu timing. Tanto que NÃO estou no bar consumindo álcool como havia planejado anteriormente.
De resto..........matem-se. Para mim isso é seleção natural.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
O Homem do Saco
Para a grande parcela dos seres humanos que tendem fortemente a me classificar como alguém desprovida da capacidade de praticar atos de caridade, que não se importa com a condição dos menos favorecidos, faz chacota de situações onde o correto seria demonstrar compaixão, enfim, àqueles que, devido ao meu comportamento e comentários isolados acham que eu sou malvada e sirvo criancinhas com batatas sauté no almoço de Domingo, esclareço que não, não sou a Maria de Fátima Acioly e, se estiver ao meu alcance, o amor ao próximo será, de bom grado, exercitado. Tá, há algumas ressalvas aí, mas isso não vem ao caso agora. Destruiria meu discurso inicial.
Não sou a Zilda Arns, mas faço questão de enviar roupas e cobertores durante campanhas do agasalho, compro balinhas de crianças que passam a madrugada na rua sem poder voltar para casa sem dinheiro, levo sanduíches com milk shakes para famílias que vivem sob viadutos, envio doações para instituições como a Casa André Luiz, tenho dois "afilhados" em Paraisópolis para os quais mando kits com itens necessários para higiene e estudo - no Natal eles recebem uma cesta cheia de presentes que são entregues por Papai Noel em pessoa, ou seja, sou normal.
Tento executar um ato(zinho) de bondade(zinha) sempre que possível não por me sentir obrigada - já que diante da população carente estou em uma "posição privilegiada" - nem por culpa de nada, muito menos para tentar compensar meu lado negro (tá bom, tá bom........). Faço porque quero e não vejo nisso uma missão para a vida. Aliás, nunca escondi que minha prioridade são os cachorros, sim? Entre uma criança abandonada e um cãozinho idem............bem, não vou dizer nada. É por isso que alguns me consideram um ser desalmado e repreensível. Bah, não entrarei nesse mérito, dane-se quem não concordar.
O ponto é que em São Caetano - onde mais poderia ser? onde?, onde? - há um tiozinho retardadinho que há anos aparece na minha empresa vendendo sacos de lixo. Ele entra e diz:
"Bom dia, mooooooçaaaaaa! Vai comprar um saquinho de lixo pra me ajudaaaaaarrrr?"
Bem, a parada do tio custa 25 reau. Trata-se de um pacotinho com 10 sacos de lixo. Todo mundo sabe por quanto o referido produto sai nos pontos de venda oficiais, não? Empórios Santa Maria e Santa Luzia inclusos na lista.
SEMPRE comprei a porreta do saco de lixo do tio bobinho. "Tadinho, não custa ajudar, ele tem problema..." era o que todos comentavam enquanto aplaudiam minha atitude.
Em um belíssimo dia, fiz uma encomenda emergencial a um fornecedor secundário que sempre me salva a vida quando acontecem cagadas geradas por falhas no controle de estoque. Como o cara foi ninja e me entregou tudo o que eu precisava no prazo, paguei o material com o dinheiro que tinha disponível até aquele momento dentro da empresa. Inclusive é por isso que ele me entrega sempre tudo na hora.
Eis que, 10 segundos depois..........
"Bom dia, mooooooçaaaaaa! Vai comprar um saquinho de lixo pra me ajudaaaaaarrrr?"
Respondi: "não meu querido, hoje não estou precisando. Semana que vem eu compro, tá?". Sorrindo meigamente pro figura feito uma tonta. O que veio depois?
"Sua filha da puta, você é uma puta, enfia esse dinheiro no c*, vá se fo***, sua puta!"
E saiu andando, sem demonstrar nenhum dos sinais de retardamento mental que me fizeram gastar um montante que beira os 2 milhões de dólares durante todos esses anos.
Amadureci e hoje sou assumidamente má e alienada. Odete Roitman sabe tudo. Bando.
Não sou a Zilda Arns, mas faço questão de enviar roupas e cobertores durante campanhas do agasalho, compro balinhas de crianças que passam a madrugada na rua sem poder voltar para casa sem dinheiro, levo sanduíches com milk shakes para famílias que vivem sob viadutos, envio doações para instituições como a Casa André Luiz, tenho dois "afilhados" em Paraisópolis para os quais mando kits com itens necessários para higiene e estudo - no Natal eles recebem uma cesta cheia de presentes que são entregues por Papai Noel em pessoa, ou seja, sou normal.
Tento executar um ato(zinho) de bondade(zinha) sempre que possível não por me sentir obrigada - já que diante da população carente estou em uma "posição privilegiada" - nem por culpa de nada, muito menos para tentar compensar meu lado negro (tá bom, tá bom........). Faço porque quero e não vejo nisso uma missão para a vida. Aliás, nunca escondi que minha prioridade são os cachorros, sim? Entre uma criança abandonada e um cãozinho idem............bem, não vou dizer nada. É por isso que alguns me consideram um ser desalmado e repreensível. Bah, não entrarei nesse mérito, dane-se quem não concordar.
O ponto é que em São Caetano - onde mais poderia ser? onde?, onde? - há um tiozinho retardadinho que há anos aparece na minha empresa vendendo sacos de lixo. Ele entra e diz:
"Bom dia, mooooooçaaaaaa! Vai comprar um saquinho de lixo pra me ajudaaaaaarrrr?"
Bem, a parada do tio custa 25 reau. Trata-se de um pacotinho com 10 sacos de lixo. Todo mundo sabe por quanto o referido produto sai nos pontos de venda oficiais, não? Empórios Santa Maria e Santa Luzia inclusos na lista.
SEMPRE comprei a porreta do saco de lixo do tio bobinho. "Tadinho, não custa ajudar, ele tem problema..." era o que todos comentavam enquanto aplaudiam minha atitude.
Em um belíssimo dia, fiz uma encomenda emergencial a um fornecedor secundário que sempre me salva a vida quando acontecem cagadas geradas por falhas no controle de estoque. Como o cara foi ninja e me entregou tudo o que eu precisava no prazo, paguei o material com o dinheiro que tinha disponível até aquele momento dentro da empresa. Inclusive é por isso que ele me entrega sempre tudo na hora.
Eis que, 10 segundos depois..........
"Bom dia, mooooooçaaaaaa! Vai comprar um saquinho de lixo pra me ajudaaaaaarrrr?"
Respondi: "não meu querido, hoje não estou precisando. Semana que vem eu compro, tá?". Sorrindo meigamente pro figura feito uma tonta. O que veio depois?
"Sua filha da puta, você é uma puta, enfia esse dinheiro no c*, vá se fo***, sua puta!"
E saiu andando, sem demonstrar nenhum dos sinais de retardamento mental que me fizeram gastar um montante que beira os 2 milhões de dólares durante todos esses anos.
Amadureci e hoje sou assumidamente má e alienada. Odete Roitman sabe tudo. Bando.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Uma pessoa idiota
Acabo de redigir o relato de uma pessoa lesada por uma empresinha ridícula de telefonia móvel: Eu, no caso.
Apesar de ser a feliz proprietária de um belíssimo laptop, é de meu gosto utilizá-lo sempre sobre minha mesa - a mesa eleita "a do computador" - pois ela é grande, bonita, confortável e é onde minha cadeira está. Acho um pé no saco ficar caminhando e me enroscando pela casa com um computador na mão. Sou velha. Tive PCs durante toda a minha existência. Tenho vínculos criados com a minha mesa.
Tá bom, não citei o problema que venho enfrentando com os roteadores dessa casa, problemas estes que me obrigam a permanecer com o fio da internet espetado no computador. Não vou falar sobre isso, visto que acabei de jorrar litros de mágoa interna com a história recém-relatada envolvendo a MERDA da Claro. Só vou dizer que o esclerosado do deficiente que me atendeu na NET realmente sugeriu que eu permanecesse com o fio ligado à entrada lateral do laptop..................sim, ele disse isso como se fosse o óbvio. Mas não gastarei a beleza natural de minha pele com este anormal. Voltemos à cadeira.
Minha cadeira é uma daquelas clássicas e lindas cadeiras "da presidência". Ela é grande, macia, fofinha, com imeeeeeenso espaldar. É giratória, tem rodas e reclina. Reclina até o ponto de quase deitar. Este ângulo é contolado através de uma trava lateral.
Resumindo, enquanto eu acabava de falar mal da MERDA da Claro aqui, dei uma espreguiçada, me reclinei animadamente com o semblante da vitória afixado em minha cara e..................tombei para trás. Dei com a crina nas tauba do chão, bati todos os ossos protuberantes que um ser humano possui do meio da coluna cervical ao crânio e provavelmente acabei de adquirir um coágulo no cérebro.
Sabe aqueles tombos que pessoas que frequentam a quinta série ginasial tomam durante a aula? Assim, caindo para trás? Foi ISSO que acabou de me acontecer. Ainda bem que não há ninguém além de mim no recinto.
Ridícula.
Apesar de ser a feliz proprietária de um belíssimo laptop, é de meu gosto utilizá-lo sempre sobre minha mesa - a mesa eleita "a do computador" - pois ela é grande, bonita, confortável e é onde minha cadeira está. Acho um pé no saco ficar caminhando e me enroscando pela casa com um computador na mão. Sou velha. Tive PCs durante toda a minha existência. Tenho vínculos criados com a minha mesa.
Tá bom, não citei o problema que venho enfrentando com os roteadores dessa casa, problemas estes que me obrigam a permanecer com o fio da internet espetado no computador. Não vou falar sobre isso, visto que acabei de jorrar litros de mágoa interna com a história recém-relatada envolvendo a MERDA da Claro. Só vou dizer que o esclerosado do deficiente que me atendeu na NET realmente sugeriu que eu permanecesse com o fio ligado à entrada lateral do laptop..................sim, ele disse isso como se fosse o óbvio. Mas não gastarei a beleza natural de minha pele com este anormal. Voltemos à cadeira.
Minha cadeira é uma daquelas clássicas e lindas cadeiras "da presidência". Ela é grande, macia, fofinha, com imeeeeeenso espaldar. É giratória, tem rodas e reclina. Reclina até o ponto de quase deitar. Este ângulo é contolado através de uma trava lateral.
Resumindo, enquanto eu acabava de falar mal da MERDA da Claro aqui, dei uma espreguiçada, me reclinei animadamente com o semblante da vitória afixado em minha cara e..................tombei para trás. Dei com a crina nas tauba do chão, bati todos os ossos protuberantes que um ser humano possui do meio da coluna cervical ao crânio e provavelmente acabei de adquirir um coágulo no cérebro.
Sabe aqueles tombos que pessoas que frequentam a quinta série ginasial tomam durante a aula? Assim, caindo para trás? Foi ISSO que acabou de me acontecer. Ainda bem que não há ninguém além de mim no recinto.
Ridícula.
Eu & Claro, Claro & Eu
Feliz. É assim que me sinto neste momento. Pois estou em casa, planejando uma vingança mortal contra todo e qualquer ser humano - ou não - que tenha algum tipo de relação pessoal, profissional, sexual, espiritual ou religiosa estabelecida com a empresa CORNA de telefonia móvel auto-denominada Claro.
Sou cliente desta espelunca há 400 anos, mais ou menos. Fui uma daquelas pessoas que, diante do advento do telefone celular, logo adquiriu uma linha da extinta TELESP celular. Quando surgiu a birosca antes conhecida como BCP, ganhei de presente - um repasse, na verdade - o belíssimo e moderno aparelho Chroma, cujo sistema era operado pela referida empresa. Desde então, minha linha passou a pertencer à esta joça, Claro.
Mês passado recebi uma fatura que, envelopada, já pesava uns 37 Kg. Abri, intrigada com o tamanho do tolete endereçado a mim e constatei que aquela conta no valor de R$3.500,00 não pertencia à minha pessoa. Como cheguei à brilhante conclusão: tenho um plano de telefonia junto à empresa que, incluindo chamadas locais e internet, fixamente me custa 700 paus por mês. Tá bom, né? Bastante, não?
Bem, no tolete, discriminadamente, constavam ligações telefônicas de Israel para Belém; troca de dados entre algum lugar do leste europeu não especificado com o Paraná; toda a minha conta de minha última estadia no Rio de Janeiro, esta já paga e documentada na fatura recebida anteriormente. Question: Fui para Israel? Conheço alguém em Belém? Leste europeu? Paranáááá???????????? E por quê tudo o que já paguei após orgias em território carioca foi cobrado novamente? POHA.
Liguei para a MERDA do atendimento ao criente e o ser abissal que habitava o lado oposto da linha me garantiu que a fatura seria revisada, pois aquela cobrança era claramente indevida e me sugeriu que aguardasse por uma semana, dez dias levando em conta o prazo máximo, para que uma nova fatura fosse gerada e a babaca aqui pudesse, enfim, efetuar o pagamento da MERDA da conta.
Jacaré apareceu? Nem a fatura. Obviamente me perdi nos dias, já que, infelizmente sou um ser humano útil que trabalha e tem compromissos a granel diariamente. 24/7. Sim, eu sei. Trabalhar é coisa de pobre e ocupa nosso tempo com assuntos menores.
Deu que na sexta feira passada esta pocilga de empresa CORTOU a minha linha telefônica. Levando em conta que possuo um smartphone e sou dependente da internet móvel proporcionada pelo aparelho para trabalhar, inclusive, tentem desenhar mentalmente um quadro da situação em que me encontro. Tipo, estou nua, sim?
PROPOSTA DA CLARO: Eu poderia pagar os 3 paus e 500 desta conta que não é minha e este montante entraria como crédito a meu favor no sistema do bordel, digo, empresa.
RESPOSTA DE PAULINAS: "Tá. Levando em consideração o fato de vocês acharem que eu sou uma retardada mental e motora e eu venha a aceitar tal solução: pago R$3.500,00 que não gastei nesta porra hoje, amanhã sou atropelada por um ônibus, morro...............". Não terminei a frase. A atendente não teve preparo psicológico suficiente para replicar e desligou na minha face.
CONCLUSÃO: Meu telefone não efetua chamadas e não se conecta à internet. A conta da ampola de botox? Mandarei faturar para a Claro, claaaaaaaaro!
Sou cliente desta espelunca há 400 anos, mais ou menos. Fui uma daquelas pessoas que, diante do advento do telefone celular, logo adquiriu uma linha da extinta TELESP celular. Quando surgiu a birosca antes conhecida como BCP, ganhei de presente - um repasse, na verdade - o belíssimo e moderno aparelho Chroma, cujo sistema era operado pela referida empresa. Desde então, minha linha passou a pertencer à esta joça, Claro.
Mês passado recebi uma fatura que, envelopada, já pesava uns 37 Kg. Abri, intrigada com o tamanho do tolete endereçado a mim e constatei que aquela conta no valor de R$3.500,00 não pertencia à minha pessoa. Como cheguei à brilhante conclusão: tenho um plano de telefonia junto à empresa que, incluindo chamadas locais e internet, fixamente me custa 700 paus por mês. Tá bom, né? Bastante, não?
Bem, no tolete, discriminadamente, constavam ligações telefônicas de Israel para Belém; troca de dados entre algum lugar do leste europeu não especificado com o Paraná; toda a minha conta de minha última estadia no Rio de Janeiro, esta já paga e documentada na fatura recebida anteriormente. Question: Fui para Israel? Conheço alguém em Belém? Leste europeu? Paranáááá???????????? E por quê tudo o que já paguei após orgias em território carioca foi cobrado novamente? POHA.
Liguei para a MERDA do atendimento ao criente e o ser abissal que habitava o lado oposto da linha me garantiu que a fatura seria revisada, pois aquela cobrança era claramente indevida e me sugeriu que aguardasse por uma semana, dez dias levando em conta o prazo máximo, para que uma nova fatura fosse gerada e a babaca aqui pudesse, enfim, efetuar o pagamento da MERDA da conta.
Jacaré apareceu? Nem a fatura. Obviamente me perdi nos dias, já que, infelizmente sou um ser humano útil que trabalha e tem compromissos a granel diariamente. 24/7. Sim, eu sei. Trabalhar é coisa de pobre e ocupa nosso tempo com assuntos menores.
Deu que na sexta feira passada esta pocilga de empresa CORTOU a minha linha telefônica. Levando em conta que possuo um smartphone e sou dependente da internet móvel proporcionada pelo aparelho para trabalhar, inclusive, tentem desenhar mentalmente um quadro da situação em que me encontro. Tipo, estou nua, sim?
PROPOSTA DA CLARO: Eu poderia pagar os 3 paus e 500 desta conta que não é minha e este montante entraria como crédito a meu favor no sistema do bordel, digo, empresa.
RESPOSTA DE PAULINAS: "Tá. Levando em consideração o fato de vocês acharem que eu sou uma retardada mental e motora e eu venha a aceitar tal solução: pago R$3.500,00 que não gastei nesta porra hoje, amanhã sou atropelada por um ônibus, morro...............". Não terminei a frase. A atendente não teve preparo psicológico suficiente para replicar e desligou na minha face.
CONCLUSÃO: Meu telefone não efetua chamadas e não se conecta à internet. A conta da ampola de botox? Mandarei faturar para a Claro, claaaaaaaaro!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Saraiva
Hoje foi feriado naquela maravilha de cidade onde estabeleci minha empresa - e para onde, consequentemente, me dirijo diariamente para exercer minhas funções remuneradas - e por conta desta graça divina tive a rara oportunidade de passar minha terça-feira em casa, bundando, sem executar nenhum movimento dotado de qualquer tipo de utilidade, achando incível olhar pela janela e ver aquele povo camelando pela Paulista enquanto eu estava aqui, apenas coçando o dedão do pé.
Foi quando iniciei uma pequena reflexão sobre o quão intolerante é a classe dos seres humanos à qual eu pertenço. Faço parte daquela parcela da espécie que desenvolve ódio profundo e absoluto por todas as pequenas coisas que a incomoda. É óbvio que o gatilho para tais pensamentos foi justamente o fato de estar desfrutando de paz, atmosfera rara no dia a dia de uma empresa abecedana.
Tais pequenas coisas manifestam-se em sistema cíclico, ou seja, o que me desperta o William Foster que habita meu íntimo hoje, pode vir a adormecer e dar lugar à outra imbecilidade qualquer que ative tal instinto assasino daqui a um curto espaço de tempo. Não que seja esquecida, mas sua força pode ser minimizada por uma nova bizarrice, a chamada "bizarrice da onda", digamos assim.
Atualmente dois fatores externos andam contribuindo para meu envelhecimento precoce e o aumento de minha raiva pessoal para com o resto da humanidade. São eles:
a) Toques de celular infames - geralmente oriundos de aparelhos móveis pertencentes à seres das classes D, E, F e assim sucessivamente. No topo da lista, temos aquela idiota risada de bebê. Além de achar graça, muita graça, o proprietário e seus convivas também o classificam como "fofo" (esta pertinente observação - "é fofo" - foi brilhantemente feita por Red). Minha vontade é arrancar o telefone da mão do idiota que o configurou para tocar de tal maneira e arremessá-lo em direção ao asfalto. Quando um ônibus estiver de passagem pela rua, claro. E o babaca ficará lá, sem obter nenhum tipo de explicação, apenas pensando em chamar a polícia porque, naquele momento, ele estará certo de que lida com uma psicopata.
A variável #1 é o cretino "atende atende atende atende atende o celular atende atende atende atende". Que pessoa em sã consciência acha que este ruído pode ser gerado em via pública sem consequências que o atinjam diretamente? Sem contar que a voz da gravação parece ter sido produzida por aquele esquilo viciado em cafeína, personagem do fantástico Hoodwinked. Há opção em classificar um indivíduo desses em alguma categoria que esteja fora de "retardados e etc"?
Temos também o amplamente utilizado: "Fiu Fiiiuuuu [assovio]! Olha a mensagem!". Apenas RIDÍCULO. Adoraria saber o que tais abobados têm contra os tradicionais "Trim", "Blim", "Blom", "Tururu", "Blaam" ou o vibracall. Sim, sei que ainda não acharam a resposta para esta complexa dúvida.
b) Pessoas que fazem menção às suas crianças através de adesivos cretinos afixados nos vidros de seus respectivos veículos. Há aquele babaquíssimo "Bebê a Bordo", normalmente cedido como brinde - de extremo mau gosto - por aquelas lojas cafonóides de artigos infantis. Normalmente podem ser avistados em Zafiras, Picassos, Scénics, Merivas, essas mini vans que têm sempre ao volante uma mongolóide dirigindo a 30 km/h na faixa da esquerda. Afinal de contas, o bebê dela está a bordo, ela TEM um bebê, alguém um dia a comeu, o mundo TEM que saber disso e ela, consequentemente, dirige "com prudência".
Este modelo supra citado poderia isoladamente irritar a mim e a meus descendentes pelas próximas 15 gerações. Mas o grave mesmo em se tratando de carros/crianças/adesivos vêm na forma de:
"Laryssah chegou!" - em glitter, formando um meio círculo, colado no vidro traseiro de um gol 87 possuidor de um insulfilme ESPELHADO.
Ou:
"Nosso anjinho Danilo está a bordo" - em letras garrafais, novamente ocupando todo o vidro traseiro filmado em preto asa de graúna de uma bela Caravan 1712. Aquela cujas lanternas traseiras eram redondas.
Ou:
"Gabryelly - Levada pela mamãe, guiada pelo Senhor" - Me abstenho de comentar. Me aprofundar neste item poderá desencadear um AVC e danos irreversíveis em meu tecido cerebral.
Portanto, meu amigo, se você se enquadra na categoria "a", na "b", ou gravemente em ambas, mantenha distância. Você correrá o mesmo risco de dar de cara com a T-X. Caso fosse o John Connor, claro. Se bem que acredito que ela o agrediria mesmo você não sendo Connor, apenas por concluir que seria o correto. Merecimento, sabe? Ela é programada para executar sempre o "certo", afinal.
IMPORTANTE: esta não é uma obra de ficção. Os toques de celular mencionados, assim como as frases nos vidros dos automóveis são reais e foram testemunhados por esta que vos posta. Sim, eu mereço.
Foi quando iniciei uma pequena reflexão sobre o quão intolerante é a classe dos seres humanos à qual eu pertenço. Faço parte daquela parcela da espécie que desenvolve ódio profundo e absoluto por todas as pequenas coisas que a incomoda. É óbvio que o gatilho para tais pensamentos foi justamente o fato de estar desfrutando de paz, atmosfera rara no dia a dia de uma empresa abecedana.
Tais pequenas coisas manifestam-se em sistema cíclico, ou seja, o que me desperta o William Foster que habita meu íntimo hoje, pode vir a adormecer e dar lugar à outra imbecilidade qualquer que ative tal instinto assasino daqui a um curto espaço de tempo. Não que seja esquecida, mas sua força pode ser minimizada por uma nova bizarrice, a chamada "bizarrice da onda", digamos assim.
Atualmente dois fatores externos andam contribuindo para meu envelhecimento precoce e o aumento de minha raiva pessoal para com o resto da humanidade. São eles:
a) Toques de celular infames - geralmente oriundos de aparelhos móveis pertencentes à seres das classes D, E, F e assim sucessivamente. No topo da lista, temos aquela idiota risada de bebê. Além de achar graça, muita graça, o proprietário e seus convivas também o classificam como "fofo" (esta pertinente observação - "é fofo" - foi brilhantemente feita por Red). Minha vontade é arrancar o telefone da mão do idiota que o configurou para tocar de tal maneira e arremessá-lo em direção ao asfalto. Quando um ônibus estiver de passagem pela rua, claro. E o babaca ficará lá, sem obter nenhum tipo de explicação, apenas pensando em chamar a polícia porque, naquele momento, ele estará certo de que lida com uma psicopata.
A variável #1 é o cretino "atende atende atende atende atende o celular atende atende atende atende". Que pessoa em sã consciência acha que este ruído pode ser gerado em via pública sem consequências que o atinjam diretamente? Sem contar que a voz da gravação parece ter sido produzida por aquele esquilo viciado em cafeína, personagem do fantástico Hoodwinked. Há opção em classificar um indivíduo desses em alguma categoria que esteja fora de "retardados e etc"?
Temos também o amplamente utilizado: "Fiu Fiiiuuuu [assovio]! Olha a mensagem!". Apenas RIDÍCULO. Adoraria saber o que tais abobados têm contra os tradicionais "Trim", "Blim", "Blom", "Tururu", "Blaam" ou o vibracall. Sim, sei que ainda não acharam a resposta para esta complexa dúvida.
b) Pessoas que fazem menção às suas crianças através de adesivos cretinos afixados nos vidros de seus respectivos veículos. Há aquele babaquíssimo "Bebê a Bordo", normalmente cedido como brinde - de extremo mau gosto - por aquelas lojas cafonóides de artigos infantis. Normalmente podem ser avistados em Zafiras, Picassos, Scénics, Merivas, essas mini vans que têm sempre ao volante uma mongolóide dirigindo a 30 km/h na faixa da esquerda. Afinal de contas, o bebê dela está a bordo, ela TEM um bebê, alguém um dia a comeu, o mundo TEM que saber disso e ela, consequentemente, dirige "com prudência".
Este modelo supra citado poderia isoladamente irritar a mim e a meus descendentes pelas próximas 15 gerações. Mas o grave mesmo em se tratando de carros/crianças/adesivos vêm na forma de:
"Laryssah chegou!" - em glitter, formando um meio círculo, colado no vidro traseiro de um gol 87 possuidor de um insulfilme ESPELHADO.
Ou:
"Nosso anjinho Danilo está a bordo" - em letras garrafais, novamente ocupando todo o vidro traseiro filmado em preto asa de graúna de uma bela Caravan 1712. Aquela cujas lanternas traseiras eram redondas.
Ou:
"Gabryelly - Levada pela mamãe, guiada pelo Senhor" - Me abstenho de comentar. Me aprofundar neste item poderá desencadear um AVC e danos irreversíveis em meu tecido cerebral.
Portanto, meu amigo, se você se enquadra na categoria "a", na "b", ou gravemente em ambas, mantenha distância. Você correrá o mesmo risco de dar de cara com a T-X. Caso fosse o John Connor, claro. Se bem que acredito que ela o agrediria mesmo você não sendo Connor, apenas por concluir que seria o correto. Merecimento, sabe? Ela é programada para executar sempre o "certo", afinal.
IMPORTANTE: esta não é uma obra de ficção. Os toques de celular mencionados, assim como as frases nos vidros dos automóveis são reais e foram testemunhados por esta que vos posta. Sim, eu mereço.
domingo, 26 de julho de 2009
Furtando o post alheio
Enfrentando mais uma crise de insônia sem solução nesta noite de clima agradável na cidade de São Paulo, tendo meu belo livro finalizado - pretendo começar o novo Jon Krakauer brevemente - e com minha fazendas e todas as tralhas Facebookianas devidamente organizadas, decidi que o momento era adequado para dar início à ronda dos blogs.
Daí, turma, achei este post aqui no blog da Carlota. Achei válido roubar e dividir tal merda com a parcela da população que não tenha acesso a ela, Carla. Divirtam-se. Porque EU, minha gente, entrei em crise de asma aqui.
http://causeimstrongenough.blogspot.com/2009/01/quem-vai-salvar-o-mundo.html
Daí, turma, achei este post aqui no blog da Carlota. Achei válido roubar e dividir tal merda com a parcela da população que não tenha acesso a ela, Carla. Divirtam-se. Porque EU, minha gente, entrei em crise de asma aqui.
http://causeimstrongenough.blogspot.com/2009/01/quem-vai-salvar-o-mundo.html
domingo, 12 de julho de 2009
A pessoa não é normal
Devido à banalidades cotidianas cheguei à conclusão de que sou uma pessoa com fortes tendências a desenvolver vícios. Não, não me refiro a álcool, tabaco, analgésicos e substâncias ilícitas. Estes itens não me causam dependência, são apenas necessários para a sobrevivência do ser humano como espécie.
Eis o que me aflige:
Enquanto membro do Facebook, tenho acesso à toda infinita gama de aplicativos que o site disponibiliza. Nunca enfrentei problemas em relação ao Pac Man ou ao Tetris. O Poker, jogo de vez em quando. Biggest Brain, Mini Golf, Mafia Wars e todos aqueles "hearts", "kiwis", "kisses", "rounds", "drinks", dentre a lista sem fim de babaquices, nunca me prenderam por mais de 10 minutos em frente à tela. Para vocês terem uma idéia, nunca fiquei com raiva de ninguém na disputa de pets do Friends for Sale. Até que um simples movimento modificou toda a minha vida.
Com um clique, baixei o aplicativo My Farm. Sim, é uma fazenda onde você ara a terra, compra as sementes, planta aquelas merdas, espera crescer, colhe, vende e ganha dinheiro. E assim sucessivamente. Durante o processo todo, você compra casas, cercas, bichos, moinhos, tratores, brejos com sapos, celeiros, poços e toda a tralha possível de ser encaixada em uma fazenda. Tá.
No auge de minha empolgação com essa piromba - eu já tinha comprado a casa grande, meus bois estavam com um pasto lindo, meu celeirão já estava lá plantado no meio da grama - descobri que esta não era a única fazenda no Facebook. Acabou aí minha vida social.
Hoje sou dona de 4 fazendas muito bem sucedidas e não tenho tempo para nada mais. Blogar, nem pensar. Recentemente sonhei que uma delas tinha sumido e quase dei um pulo desta altura ao acordar. Tipo retardada mesmo. Deficiente mental. Se a coisa continuar como está serei obrigada a parar de trabalhar, ou alguém acha que é viável manter 4 puta fazendas enquanto problemas menores desviam sua atenção?
Então está explicado. Vamos supor que eu suma. Eu não morri, não tive a casa arrasada por uma manada de elefantes, nada de estranho me aconteceu. Eu apenas me transformei em uma grande latifundiária virtual e devo estar aumentando meus rebanhos direto de alguma conceituada casa de repouso.
Agora tchau, que eu tenho que ir lá colher meu milho.
Eis o que me aflige:
Enquanto membro do Facebook, tenho acesso à toda infinita gama de aplicativos que o site disponibiliza. Nunca enfrentei problemas em relação ao Pac Man ou ao Tetris. O Poker, jogo de vez em quando. Biggest Brain, Mini Golf, Mafia Wars e todos aqueles "hearts", "kiwis", "kisses", "rounds", "drinks", dentre a lista sem fim de babaquices, nunca me prenderam por mais de 10 minutos em frente à tela. Para vocês terem uma idéia, nunca fiquei com raiva de ninguém na disputa de pets do Friends for Sale. Até que um simples movimento modificou toda a minha vida.
Com um clique, baixei o aplicativo My Farm. Sim, é uma fazenda onde você ara a terra, compra as sementes, planta aquelas merdas, espera crescer, colhe, vende e ganha dinheiro. E assim sucessivamente. Durante o processo todo, você compra casas, cercas, bichos, moinhos, tratores, brejos com sapos, celeiros, poços e toda a tralha possível de ser encaixada em uma fazenda. Tá.
No auge de minha empolgação com essa piromba - eu já tinha comprado a casa grande, meus bois estavam com um pasto lindo, meu celeirão já estava lá plantado no meio da grama - descobri que esta não era a única fazenda no Facebook. Acabou aí minha vida social.
Hoje sou dona de 4 fazendas muito bem sucedidas e não tenho tempo para nada mais. Blogar, nem pensar. Recentemente sonhei que uma delas tinha sumido e quase dei um pulo desta altura ao acordar. Tipo retardada mesmo. Deficiente mental. Se a coisa continuar como está serei obrigada a parar de trabalhar, ou alguém acha que é viável manter 4 puta fazendas enquanto problemas menores desviam sua atenção?
Então está explicado. Vamos supor que eu suma. Eu não morri, não tive a casa arrasada por uma manada de elefantes, nada de estranho me aconteceu. Eu apenas me transformei em uma grande latifundiária virtual e devo estar aumentando meus rebanhos direto de alguma conceituada casa de repouso.
Agora tchau, que eu tenho que ir lá colher meu milho.
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