Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Conclusões

Certas coisas me fazem pensar em como seria a vida comandando uma barraca de churros no litoral; ou uma canoa pesqueira no sul da Bahia; ou, ainda, na possibilidade de aprender a ciência que envolve a escalada de coqueiros tendo como finalidade a comercialização dos frutos.

Porque certos detalhes desta vida empreendedora que levo, envelhecem. Causam úlcera. Despertam instintos criminosos. Surtam alguém aparentemente normal. Desenvolvem epilepsia.

Funcionários e suas frases típicas, por exemplo:

- "Ô Paula, amanhã eu não vou vim!" - Se alguém pensar algum comentário para tal sentença, favor efetuar.

- "Já é meio dia e meio! Tá na hora de comer!" - Desconsiderando o 'meio dia e meio', já que o erro gramatical jamais será assimilado como tal, o fato é que não importa a presença ou ausência de fome. É 'meio dia e meio' e o sujeito TEM que comer. Porque a palavra almoçar também não consta do vocabulário típico.

- "Eu não quero o que é dos outros. Só quero o que é meu" - Reiterando sua suposta honestidade, quando questionados sobre algum erro no caixa, falta de mercadoria, diferença no estoque. Se eu não puder fazer tais perguntas aos funcionários, poderei fazer a quem? Ao vizinho? Ofensa mortal.

- "Preciso passar com o médico" - SAP: Marquei uma consulta médica. Ou, simplesmente, 'vou ao médico'. Fora o amor que cultivam por hospitais. Tropeçou? Hospital. Tossiu? Hospital. Acordou com o cabelo ruim? Hospital também. Saco.

- "Aceito Credicard" - Quando questionados por algum cliente sobre quais cartões de crédito são aceitos na loja. O fato - explicado didaticamente incontáveis vezes - de que 'Credicard' não define porra nenhuma, em nada interfere. Nego não assimila a existência de Visa, Mastercard, Amex, Diners. Se for débito então................vai explicar a relação entre Redeshop e Maestro, vai lá.

- "Você pode fazer em vezes" - Sobre a possibilidade de parcelamento do valor total da compra. Que ódio.

- "Ô Paula! Vou levar uma sacolinha hoje, tá?" Como se nos outros dias a mesma pergunta não tivesse sido feita. É uma mania de carregar itens esquisitos na mão, parecendo o Homem do Saco, que acaba com meu estoque de sacolas.

- Ô Paula, será que a menina lá de cima já calculou minha férias?" - Sim, 'minhA fériaS' é uma expressão corriqueira. Por mais incrível que possa parecer.

Sinto William Foster tomando conta de meu corpo.

2 comentários:

Red disse...

Onde raios vc trabalha?

Paulinas disse...

Welcome to São Caetano, my dear Red