Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas

sexta-feira, 22 de março de 2013

Máximas - Diálogos Coprorativos

Diálogo entre Big Boss e Pudinzinho ouvido hoje, vindo da sala anexa à qual eu ocupo aqui no hospício:

"Você é um idiota."

"Seu gordo."

"Burro."

"Bicha."

"Pudim de banha."

"Travesti."

"BUBA!"

"SACO DE COCÔ!!!"

Beijos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Encosto de Baby Consuelo

Rhett Butler, meu cônjuge, avisa que vai chegar em casa depois das 22h00 porque tem aula de yoga com nosso Mestre Kiwii. Segue diálogo:

"Ok querido. O que você quer jantar? Temos salmão, hamburguer e filés no freezer; ovos; frios; arroz integral, vegetais, batatas pão...o que você prefere?"

"Eu não como quiabo"

"Certo, ótima informação, apesar de desnecessária, já que em momento algum citei a existência de QUIABO na despensa. E pra jantar? Vai de quê?"

"O que tinha naquele sorvete ontem?"

"Nada, apenas sorvete de chocolate. E o seu jantar?"

"Tive alucinações e conversei com o Zé Inocêncio enquanto dormia."

"Sei. COMO??!!?"

Este homem anda consumindo substâncias na calada da noite. Checarei as câmeras.

terça-feira, 19 de março de 2013

Pffffffffffffffffffff

Galera que não bate bem da cachola tá livre para fazer merda, inventar história, forjar sequestro, me enfiar no meio de mentira, cagar tudo, fingir que morreu, simular tumor no cérebro, errar do começo ao fim, espalhar por aí que eu sou uma ladra morta de fome, ser retardado, gastar meu tempo por causa de nada, enfim, ser imbecil.

Só peço uma coisa:

Saibam que eu vou criticar e julgar, oká? Não exijam nada menos de mim, por favor. "Não podemos julgar" - tá bom então. Eu julgo o que achar apropriado, ponto final.

O idiota é dono da própria vida e pode fazer dela o que quiser. Beleuza, Solineuza. Pois eu também mando na minha e posso comentar o ocorrido da maneira que melhor me convier, estamos combinados?

Já tá cheio de nego "elevado" achando ruim minha sugestão para que a protagonista do caô atual procure um emprego de palhaça no Orlando Orfei e vou contar que essa foi a forma gentil que achei para exprimir meu total desprezo pela mentirosa em questão.

Por favor, quem tiver qualquer comentário ~superior~ referente à MINHA opinião, fineza guardar para si. Alguém aqui vai acabar ouvindo o que não quer.

beijo na bunda.



Máximas - Pérolas corporativas

Você vem trabalhar vestindo um longo estampado chiquérrimo da Totem e ouve seu chefe com alguém ao telefone:

"Desculpa, eu não ouvi, é que a Paula veio hoje disfarçada de pipa e...."

DISFARÇADA DE PIPA.

Beijos.



terça-feira, 12 de março de 2013

Dear Diary,

São 9 da noite e hoje meu dia foi dividido da seguinte forma até agora, em horas:

- 14 horas de saco cheio - beleza, isso não configura divisão, é apenas uma constatação;
- 3 horas produzindo de fato;
- 5 horas tentando driblar retardados para assim obter algum resultado de trabalho válido;
- 6 horas matando formiga.

Nós, da Rua Iguatemi, estamos participando das filmagens do remake de "O Ataque das Formigas Gigantes", de 1977 e eu estou mesmo é esperando o produtor dessa merda entrar em contato com meu manager para acertar o altíssimo cachê que exigirei.

Não sei o que aconteceu com as formigas gigantes, pois as nossas são pequenas ao ponto de não as enxergarmos, o que torna a coisa ainda mais perigosa e vou pleitear um dublê, além da insalubridade, uma vez que esses bichos estão me exsanguinando e amanhã já estarei em coloração cinza. Até o presente momento são 4 pontos espalhados pelo corpo, de onde o sangue JORRA e não vejo sinal de provável coagulação.

Porque gente, OU é o filme, OU estamos sendo atacados de fato, e eu gostaria muito de saber de onde uma infestação de formigas surge em meio ao asfalto da Faria Lima, DENTRO de uma casa que acabou de passar por um controle de pragas.

Aguardem os convites para a pré estréia. Preparem seus trajes de gala.

segunda-feira, 11 de março de 2013

É o amor

"Que mexe com minha cabeça e me deixa assiiiiiiiiiiiiiiiiiiim!"

Sábado que vem haverá a comemoração do aniversário de um queridíssimo - issimo issimo issimo - amigo. Como manda a tradição, tal celebração acontecerá com a estupenda festa a fantasia temática que já é sucesso mundial, mérito conquistado a partir do fabuloso histórico do grande evento.

Neste ano, o briefing é "Ser Rural".

Maravilha. No dia em que a Grande Família saiu por São Paulo afora tendo como finalidade adquirir os adornos campestres que hão de compor nossas caracterizações, eu me encontrava meio que impossibilitada de me juntar ao grupo devido a uma ressaca de quadro clínico que assolou a mim e minhas próximas 8 gerações ao cansaço e stress oriundos de uma semana intensa de trabalho e meu Rhett Butler, aquele sonho em forma de príncipe que vem a ser meu cônjuge, prontamente habilitou-se a providenciar minha fantasia rural.

Traje escolhido por ele para mim:

VACA.

TODO MUNDO!

"Que veio como um tiro certo no meu coraçããããããããão, que derrubou a base forte da minha paixãããããããããããão e fez eu entender que a vida é nada sem vocêêêêêêê!!!"

Com direito a SINO no pescoço e tudo mais.

Amor infinito. Quem - eu pergunto QUEM - faria melhor?

sexta-feira, 8 de março de 2013

Infidel!

Amiga posta no Facebook:

"Gente, Tomorrowland está marcado para fim de julho! Bora?"

[Tomorrowland - PULTA festival maluco irado de musica eletrônica, que acontece todo ano em julho na Antuérpia. Doideira pura, para quem é do ramo, trata-se do conselho Jedi dos festivais]

Primeiro comentário:

"Lea a Bliblia. Vosse deveiria ir lher a Bliblia para afujentar o maus influenças de satanas e encontar a paz que alcansamos quando aseitamos Jesus e o Senhor acolhe" - vindo  de um fanático retardado e analfabeto que OBVIAMENTE não temos pista de quem seja. Saiu de uma tumba qualquer do Araçá e decidiu praticar pentelhação 2.0.

BLIBLIA?
Má quem é o pecador aqui, meu filho? Enfim.

E a vontade de retrucar com:

"Brigada, to lendo o Universo em desencanto; leia um livro: Universo em desencanto; leia e vai saber o que é encanto; leia e vai salvar o desencanto".

Mas pensei e concluí que o Sr. Sangue de Jesus Tem Poder não entenderia. Porém, vamos supor que ele entendesse:

Tenho medo do óbscuro.

Decidi salvar minha vida ficando quieta. Vai saber se ele é daqueles que matam infiéis com faca de pão. 22 estocadas no peito, ganhando assim uma condecoração, tá cheiii disso por aí, gente, sério mesmo.

E de onde saiu essa peça? Será que ele fica monitorando posts demoníacos? Só pode ser.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Coisas para com as quais eu não tenho saco

Sejamos realistas, é impossível enumerar de uma só vez tudo para o que eu não tenho saco, já que não tenho saco para quase nada. A lista é praticamente infinita e acredito que o blogger nem aceite tamanha quantidade de caracteres em um só post. Ou no blog como um todo. Deve ter um limite, sei lá.

Levando isso em consideração, vamos comentar sobre nego pau no cu que saiu lá da pemba, nem mãe deve ter, sendo então um legítimo filho de chocadeira e paga de rico com origem fazendo uso do alto orçamento de terceiros.

Aquele tipo que compra bolsa Hermés porque ouviu dizer que é bonito andar por aí carregando uma Kelly. Não porque saiba o valor real de uma coisa dessa qualidade. Nem a origem da bolsa. Nem o motivo pelo qual passou a se chamar Kelly, o que aconteceu 20 anos após sua criação. Longe de mim exigir que todos saibam, mas quem afirma possuir sofisticação acima da média, normalmente tá ligado nissaê.

Que vai num restaurante blaster só porque é caro, não porque gosta do lugar e não sabe pronunciar coisas como "steak au poivre vert" (istík áu póivre). Não que nego tenha obrigação de saber pronunciar o francês corretamente, mas lembrem-se de que este ser está pagando de quatrocentão. Quem é quatrocentão SABE falar "steak", SABE falar 'au", SABE falar "poivre" e SABE falar "vert". Se não souber, não vê mal nenhum em apontar para o maître o prato no menu. 

Aquela criatura que adquire um par de brilhantes "baratíssimo" por apenas 45 mil reais e não tem nem pista de que aquilo que está na sua orelha, NÃO É um brilhante, apesar de sim, ser um diamante. Não faz ideia que o brilhante é uma das muitas lapidações que existem para a pedra. Nem imagina como identificar este talhe, que é uma parada redonda com 57 ou 58 facetas. Não sabe que este é o modelo que dá mais brilho e beleza à porra do diamante e que, de tão solicitada, acabou virando um sinônimo popular, além de ser o símbolo do amor eterno. De novo: ninguém tem obrigação de saber essas merda. Mas garanto que Carmen, meus amores, sabe. Por isso que não dá pra PAGAR de Carmen, ok?

Gente que comenta sobre o maravilhoso Chesterfield que comprou para tacar no living e obviamente nunca ouviu falar em Paschoal Ambrosio pois, na hora em que tu entra na sala em questão [susto], dá de cara com um belo sofá que não é um Chesterfield. É um exemplar muito bonito, estofado em capitonê, mas...........colega, Chesterfields não são coisas capitonês, caraleos. Posso fazer almofadas capitonê pros meus cachorros, pombas. Não serão almofadas Chesterfield, olha que coisa louca. Um Chesterfield é um modelo específico e repito: quem é obrigado a saber? Ninguém. Mas quem cresceu em meio ao luxo e riqueza oriundos da fortuna de 15 gerações, meus caros, SABE. Por isso, não dá para tentar se passar por alguém que cresceu em meio ao luxo e riqueza oriundos da fortuna de 15 gerações. Pulfavô.

Já que tá pagando de rico, me conte: por que não se informa? Tentar aprender alguma coisa, nem pensar, né? Ostentar e proferir batatadas como "personel stelly" é o que pega, certo?

ERRADO

Mais errado ainda é menosprezar quem não é ~rico~ sem sequer pensar que estirpe e fortuna infelizmente são conceitos quase que auto-excludentes no século XXI. 

Ainda pior é difamar pessoas que não são ~ricas~ sugerindo por aí que alguns andam em situação de ~pobreza~ tão humilhante que se vêem obrigados a furtar os próprios amigos para poder sobreviver.

E o mais grave é dizer que compreende o ato e não julga o suposto ladrão, já que passar necessidade é uma condição que merece indulgência, não condenação.

Tomar no cu, viu. Só tem assombração nessa vida, puta que o pariu. Literalmente.

terça-feira, 5 de março de 2013

Bloqueios

Me intriga a dificuldade doentia que a imensa maioria dos seres humanos adultos enfrenta em compreender uma negativa.

Digo seres, digo humanos e digo adultos, porque meus cachorros, por exemplo, ao ouvirem um "não" param imediatamente de fazer aquilo que NÃO deveriam, sentam, formulam sua pior cara de coitados e fixam o olhar em mim aguardando novas instruções. Com crianças a coisa é mais complicada mas funciona da mesma maneira.

"Tia, posso empurrar o Joãozinho na piscina, pular atrás e dar um caldo nele?"

"Não."

"Por que não?"

"Porque não, infeliz."

Pronto. Questão solucionada. O moleque vai ficar bicudo por 10 minutos e dane-se. Você não será obrigado a dar satisfações sobre o acidente que quase o vitimou para a pentelha da mãe do Joãozinho. Ele vai falar que você é chata, ela provavelmente vai te achar uma bisca que maltratou seu filho, mas eu mesma estou cagando para essa mulher.

Já os adultos, simplesmente não lidam bem com essa parada de "não pode/não tem/não dá/não quero/não gosto/não sei etc". Segundo a definição do Aurélio, "não" é um advérbio que exprime NEGAÇÃO/sentido contrário. Pronto. Só isso. SÓ. Olha que fácil. Se você perguntar se tem vaga no restaurante e o cara disser que não, é porque não tem. Nada pessoal. Se você perguntar se pode estacionar na frente da garagem de alguém e o dono da casa responder que não, é porque não pode. Nada contra, o cara não te odeia. Não pode porque não pode. Alguém vai chegar, sair, talvez ele queira colocar uma cadeira de praia ali na frente e ficar observando o movimento, sei lá, a garagem é dele. Não pode e acabou. Quando a gente vai numa loja e pede um vestido igual àquele azulzinho da vitrine mas só que em xadrez e a vendedora te fala que não fabricaram, é porque não fabricaram. Ela não quer foder sua vida. Não tem, o troço não existe.

Não é não. É o contrário de sim, minha gente. Não há ciência em torno deste conceito. Tenta pedir um filé com fritas no McDonald's, vai lá. A resposta será "não tem" - acompanhada de um muxoxo, além da cara de cu e desprezo que a atendente do drive thru estampará na fuça logo após revirar os olhos pedindo aos céus que um raio mortal te fulmine ali mesmo - posso garantir.

Aposto que "Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose" todos os biduzões sabem o que quer dizer.

Diariamente passo por situações estapafúrdias quando solto um não para alguém e isso anda me tirando a alegria de viver, que conste. O que tá acontecendo aqui? Todo mundo virou a Rainha do Egito agora, porra?

Imprimir uns panfleto com o significado da palavra, definição, suas variações, sinônimos, exemplos, rimas, anagramas, informações complementares e sair distribuindo pela rua, viu.

Quem quiser garantir o seu é só me procurar na Faria Lima com Cidade Jardim.

Vai amolar o boi, tá ligado?


segunda-feira, 4 de março de 2013

Ponto de vista é um treco muito pessoal mesmo

Pessoa quer se hospedar em um hotel badaladíssimo, em uma ilha badaladíssima que fica em um arquipélago o quê?

BADALADÍSSIMO

Isso tudo durante o feriado da Páscoa.

Daí a tal pessoa recebe a informação de que não há vagas no lugar pois, como se trata de um feriado bem do disputado, hóspedes oriundos de todas as galáxias já lotaram o supra citado hotel badaladíssimo, os legaizinhos, os medianos, os bem marromeno, os merdas, as pocilgas, as cabana de camping e a areia da praia também. Não cabe ninguém mais lá.

Então ele alega que isso é impossível, pois não irá para a localidade no feriado. Mas....o problema não foi configurado exatamente devido ao fato de ser feriado e estar tudo lotado? Confesso que fiquei confusa.

Fui ób-ób-óbservar a data de seu embarque e constatei que ele realmente chega um dia após o inicio oficial do recesso cristão. Na tentativa de esclarecer o embolamento comunicativo, expliquei que Vossa Majestade pretende (ria. ria, de "pretende mas não vai mais estar pretendendo porque não há vagas") SIM passar o a Pascoa na tal ilha. Estamos diante do pequeno detalhe referente à data de sua chegada lá, mas que SIM, aquele período engloba os dias de ócio compulsório SIM.

SIM-NHÊ.

Réplica:

"Eu não concordo"

"Oi?"

"Eu não concordo"

Bem, meus amigos, alguém poderia me ajudar aqui explanando didaticamente, pois devo ser burra, com o quê especificamente ele não concorda?

Não concorda com a Pascoa?

Não concorda com o Carnaval?

Não concorda com a Quaresma e sua consequência principal, que viria a ser justamente a data da Pascoa?

Não concorda com o calendário Gregoriano?

Não concorda com Gregorio XIII enquanto pessoa?

Com a ressurreição de Jesus Cristo?

Com a primeira lua cheia do outono?

Com o equinócio da primavera?

Com as leis da matemática, esta ciência pouco difundida?

Com a Santa Igreja Católica?

Com os primórdios da cristandade estabelecidos na Idade Média?

Não concorda COMIGO?

Ajudaê gente, to mei perdida..

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Episódios corporativos

Não sei se vocês sabem, mas aqui no hospício temos uma cozinheira baiana doidona, bem doida. Louca mesmo. Ela existe pois possuímos um belo jardim onde se localiza nossa sala de almoço. Com estas informações em mãos fica fácil concluir que lunch breaks divertidos são uma constante neste estabelecimento, sim?

Ok.

Ontem estávamos todos reunidos na grande mesa quando Big Boss recebeu o espírito da Palmirinha e resolveu se exibir, exaltando seu suposto talento culinário. E entrou numas de passar receita para Diva, a cozinheira pancada.

"Diva, vou te ensinar um prato ~daora~ que é super fácil de fazer, se liga: você pega ricota, tempera com cebolinha, pimenta, sal, azeite e faz tipo um patezinho. Daí, é só pegar um tomate, tirar a tampa dele, esvaziar o recheio e colocar o patê lá dentro. Então é só colocar no forno por 15 minutos que fica irado"

"Ah, mas essa receita eu conheço, fazia muito lá na casa onde eu trabalhava"

"Opa, viu como a gente entende mesmo de fogão? Faz amanhã então."

"Faço sim. Conheço muito bem esse prato, como é que chama mesmo?"

"Daí eu já não sei, me diz, que agora fiquei curioso"

Ela pensou por alguns instantes, arregalou os olhos, estampou na cara a mais nítida expressão de vitória e disse, estalando os dedos:

"Tomate Recheado!" - falando sério, gente, entendam, ela falou se-re-o.

Silêncio.

Ataque de riso.

Gritos.

Mais risos.

Gente cuspindo Coca.

Muitos engasgados.

Pessoas deitadas no chão.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Mais cenas caraivanas

Auge do verão, semana do Réveillon, cidade apinhada, praia lotada, guerra de foice para conseguir uma VAGA no restaurante do esplendoroso Bar da Praia.

Galera esperando mesa tomando uns mé nas tendas, na praia ou ali no maravilhoso gramado do lugar, já com os pratos devidamente pedidos, comandados e na linha de produção.

Eu e a Jana entornávamos cerveja aos litros sob o sol num canto dessa grama. Ao nosso lado, uma turma que estava na situação descrita acima. Eles já tinham feito os pedidos e enchiam a cara enquanto esperavam sua mesa.

Lá pelas tantas, o líder do grupo chamou o garçom e olha a conversa dos cara:

"Você tem uma previsão de quanto tempo ainda demora? Assim, mais ou menos, só pra gente saber?"

"Tenho"

"Ah, tá. E quanto tempo ainda demora? Assim, mais ou menos, só pra gente saber"

"Muito. Demora muito. Muito. Muito"

"Ah, sei, então você traz mais 4 caipirinhas, um balde com 10 cervejas e 2 frozens de limão com vodka?"

"Opa"

E assim permaneceram esperando a mesa, alegres a cantar, enquanto gorozeavam profissionalmente.

Mais um tempo se passou e o cabeça da turma dos famintos chamou o garçom novamente:

"Então amigo, você tem uma previsão de quanto tempo ainda demora? Assim, mais ou menos, só pra gente saber?"

"Tenho sim"

"Ah, tá. E quanto tempo ainda demora? Assim, mais ou menos, só pra gente saber"

"Muito. Muito mesmo, viu. Lembra que eu te disse?"

"Sim, sim, claro, mas me conta uma coisa: tem como a gente cancelar? Porque tá todo mundo bêbado e na verdade a gente não quer mais almoçar"

"Querem sim"

"É que na verdade a gente bebeu muito e agora não estamos mais com fome e...."

"Estão sim"

"Sério mesmo, a gente realmente não que comer nada agora e..."

"Querem sim, claro que querem, to VENDO que querem, vai por mim"

E saiu andando.

Eu e Jana entramos em processo de ataque infinito e rimos até morrer, nem sei como eu to aqui viva escrevendo essa merda, os caras também, a comida deles chegou e eles foram felizes para sempre, porque passar horas sentado no Bar da Praia esperando aquelas maravilhas que eles servem enquanto tu seca o bar diante da faixa de areia mais deusa da Bahia, meus amigos, é um luxo para POUCOS.

Pouquíssimos.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Repetição do tema

Ontem fui tomar uns chopps com a Lelê e a Sissi ali no nosso querido Quitandinha. Fomos embora quando o bar encerrou as atividades, mas nem estávamos numas de ir pra casa, o que configurava um problema pois ficamos cara a cara com aquele obstáculo chamado 'falta de opção'. Afinal, quem nos acolheria àquela hora da madrugada?

Considerando o fato de que eu e a Lelê não temos lá um bom histórico em se tratando de frequentar estabelecimentos suspeitos quase aceitamos resignadamente a interrupção de nossa corrida rumo ao álcool. A realidade é cruel, todos sabemos disso.

Foi quando, transitando pela Faria Lima, a sorte nos sorriu na forma do luminoso que identifica nosso botequim muso, onde sempre esperamos ser aceitas, o lugar cuja imagem nos maravilha e que por tanto tempo lutamos para conseguir as tão cobiçadas 5 bolas vermelhas, ao mesmo tempo em que temíamos em silêncio receber 3 pretas.


Foi a realização de um sonho antigo. Estávamos radiantes. Devo confessar que comi um kibe estranhíssimo, afinal foi o único petisco que consegui identificar dentro da vitrine, mas na minha opinião, as pessoas têm o dever de aceitar, se adaptar e participar ativamente das peculiaridades responsáveis pela construção de grandes ícones como o Guela. Adianto que provavelmente contraí leptospirose ou AIDS porque vocês nem imaginam o aspecto e a textura do quitute, mas enfim. When in Rome...

Daí a Sissi já tinha pedido um cheese corvo e nossa integração estava absolutamente completa.

Então eu e Lelê fomos até a calçada e selamos amizade sincera e verdadeira com uma prostituta travesti surda muda que faz ponto ali no Largo da Batata.

Faltam-me palavras para continuar a narrativa mas vou repetir: Era uma prostituta. Travesti. Surda muda.

Má só faltava ser argentina, meu povo.

Fim.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Metamorfose, essa coisa complexa

Contar pra vocês que eu só não abandono essa minha vida cosmopolita e vou para a beira de alguma praia viver à base da comercialização de artesanato e objetos práticos ou talismãs produzidos a partir de Durepoxi, como maricas e duendes, pois uso muito ouro para passar por hippie, viu.

Vai colar não.

Pensar em outra saída aqui.


Nem tenho como entitular isso, mas vamos lá


Noite passada sonhei que eu e amiga Nicole estávamos em um restaurante que ficava dentro de uma galeria na Oscar Freire. Acho que era aquela perto da Consolação mas enfim, que diferença isso faz, pelo amor de Deus. Ela era super amiga do dono da parada e o lugar era um point ultra da moda. Um dia antes havíamos comemorado seu aniversário lá com uma grande festa e voltamos ao local para o enterro dos ossos, digamos assim.

Daí, enquanto a gente comia uns brioches ou algo do gênero, eu abri minha bolsa e encontrei uma caixa inteira, fechada, lacrada, de Bubblicious de melancia. Ela me disse: "isso é coisa da Gabi". Gabi é minha irmã, ceis sabem, certo?

No mesmo espaço Oscar Freirense tinha uma espécie de galeria de arte meio misturada com loja de antiguidades que era vizinha ao restaurante do colega e ela me disse "vamos levar estes vasos para a loja". Tipo na surdina. Começamos a arrastar os vasos do cara pelo corredor em direção ao outro estabelecimento no melhor estilo FURTO.

Acontece que no meio do caminho entre o restaurante que estávamos roubando e o antiquário/galeria de arte, tinha uma OUTRA loja que vendia de um tudo, como roupa, biquini, jóia, tiara, tintura de cabelo, tauagem de verão, quadro, esponja de banho, tapete, computador, maquiagem, caneta, bebida, livro, negócio de cachorro, grampeador, sarongue, etc, mas as sapatilhas eram maravilhosas e não dava para sair de lá sem elas. Eram todas metade de couro metade de crochê, com muitas cores misturadas e a gente pirou. Compramos o estoque completo, mas a minha bolsa com o pacote de Bubblicious de melancia tinha ficado no restaurante porque a Nicole mandou eu deixar lá, já que o dono era amigo e não tinha problema. Então a gente levou todas as sapatilhas exóticas da loja da mulher e saímos sem pagar, uma vez que Nicole era amiga da dona desse lugar também. No melhor estilo CALOTEIRAS.

Importante lembrar que, lá no início de tudo, ainda no restaurante, antes dos brioches, nós almoçamos e a Marli, mãe da Nicole estava com a gente. Comemos agrião.

Fim.

A que ponto chegamos

Minha insônia chegou num estágio tão trágico que eu já estou assistindo a Patricia Arquette dormir naquele seriado mei retardado em que ela sonha com as coisas que acontecem. Pelo menos ALGUÉM dorme, enfim.

Jamais pensei em participar de uma cena como essa.

Mas já que estamos aqui, há uma dúvida: ela sempre foi uma bola ou é recente esta baleice? Não lembro dessa mulher andando por aí antes de hoje. Sou louca?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Aquele momento da vida

em que você é obrigado a calar a boca e restringir-se à sua infame insignificância.

Tarra aqui vendo um treco no NatGeo e não achei relevante prestar atenção ao tema central do programa. Erro crasso, pois notem:

Havia uma mulher na tela dizendo " é, eu costumo tomar  6 cervejas, duas doses de vodka e um shot de tequila...."

Imediatamente pensei "ah tá, Ó Grande Junkie, isso aí eu tomo no meu café da manhã e..."

"....diariamente, antes das 9 da manhã."

Fuéin.

Desculpaê tia, quando eu disse café da manhã foi meio que de brincadeira e tal, longe de mim querer fazer pouco do talento alheio, hein. Você é a mestra e eu nem passei no teste pro seu curso, malzaê, malz mesmo.

Espero que ela me perdoe.

Em tempo, o nome da atração televisiva é VICIADOS - METANFETAMINA. Percebam.

Por outro lado....

Se eu fosse tentar descobrir qual seria meu respectivo maníaco, sendo EU o psicopata e não a vítima, a coisa ia ficar difícil, viu.

Porque estou quase certa de que nem um mix completo dos piores elementos que já passaram pelo corredor da morte dariam uma de mim neste belo 18/02/2013.

Hoje os sociopatas são pequenos poodles diante do meu descontrole mental e maravilhoso bom humor para com a humanidade.

Após 17 - DEZESSETE - tentativas de contato seguidas pela completa falta de êxito com aquela birosca maldita que se diz 'operadora de telefonia móvel' autodenominada Claro, será uma tarefa árdua achar um doido que me retrate com excelência.

Veremos se o Discovery me ajuda nessa busca pelo meu EU.

Mente vazia

Sabe aquelas paradas ridículas que traçam seu perfil usando como base parâmetros totalmente desprovidos de relevância, estilo "se você fosse um filme seria Endless Love, se você fosse uma cor seria amarelo canário, se fosse uma música seria Infinita Higway dos ~maravilhosos~ Engenheiros do Havaí, se fosse um bicho seria uma PACA?"

Então. Eu tava ocupadona no final de semana e descobri via Discovery Channel que, se eu fosse assassinada por algum serial killer famoso, seria vítima de Ted Bundy.

Sério. Só resta-me saber a utilidade prática de tal revelação. Talvez venha com o tempo, claro.

Prometo melhorar. Ler um Goethe para aprofundar o conteúdo dessa trolha, quem sabe.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

FYI

Seguinte: minha cabeça está prestes a explodir, desprender-se do pescoço, cair no chão e sair rolando.

Eu poderia alegar TUMOR mas, conforme comentado no post anterior, a ralé já explorou o tema e detesto correr o risco de ter minha imagem associada a pessoas de estirpe duvidosa. Além de que para mim tumor no cérebro não é objeto de piada, também conforme explicado no mesmo post anterior.

Estou apostando alto em algum tipo de disfunção neurológica com base biológica multifatorial. Talvez um desequilíbrio químico bestial envolvendo neurotransmissores, neuropeptídeos, essas coisas que as pessoas normais têm em ordem.

A segunda e mais provável hipótese fica por conta de entupimento ou rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro. Talvez devido a algum coágulo misterioso, quem sabe até congênito, mas o resultado costuma ser sempre o mesmo: derrame.

Resta-me saber se haverá de ser isquêmico ou hemorrágico.

E divido isso com vocês pois, caso eu venha a desaparecer, as chances de eu ter ido para aquele retiro no Tibet, cá entre nós, são meio que nulas.Olha bem pra minha cara. Se eu sumir é porque morri mesmo.

Até breve. Ou não.

#enxaquecadocaralhoaquatro