Ontem eu lavei o cabelo e enrolei a toalha no tradicional turbante maçarocado sobre o cocoruto.
DORMI
Acordei hoje com meus travesseiros parecendo uma esponja de banho e uma samambaia alucinógena geneticamente modificada no lugar onde deveria estar o meu cabelo. Minha imagem assemelhava-se em muito à Elba Ramalho selvagem no vento noroeste. Uma coisa meio leão eletrocutado. Foi um início maravilhoso de manhã.
Após usar um serrote para me livrar daquele xaxim amontoado que coroava minha cabeça, descobri que havia jogado meu aparelho Nextel fora, já que não o encontrava em canto algum. Após muito refletir, lembrei-me realmente de ter jogado o telefone fora durante um surto psicótico causado por uma cliente de comportamento bastante....hã.....peculiar. Tentei não pensar no assunto para que o grave acontecimento não destruísse minha auto-estima e confiança em meu ser adulto e responsável.
Chegando ao escritório, o primeiro objeto que avisto é o referido aparelho celular.
Preciso explicar? Não, né. Preciso de tratamento.
Depois conto para vocês como é ir no psiquiatra, mesmo desconfiando que a maioria desta corja provavelmente já tenha o seu de confiança.
Se vocês puderem, por favor, me mandem seus contatos médicos.
Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas
terça-feira, 29 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Adendo
Para quem pensa que meu espírito natalino está adormecido:
Imagina. To até aceitando presentes e tudo mais.
Itaú
Ag 8654
CC 029266
Colocarei sob minha arvore um pacote em homenagem a cada mimo recebido via instituição bancária. Quanto maior o valor depositado, maior será o embrulho com seu nome. Envelopes contendo dólares ganharão uma fita vermelha bem brilhante.
Beijos.
Imagina. To até aceitando presentes e tudo mais.
Itaú
Ag 8654
CC 029266
Colocarei sob minha arvore um pacote em homenagem a cada mimo recebido via instituição bancária. Quanto maior o valor depositado, maior será o embrulho com seu nome. Envelopes contendo dólares ganharão uma fita vermelha bem brilhante.
Beijos.
Considerações sobre o Natal
a) Começaram a empilhar aquele bando de ferro retorcido no Obelisco do Ibirapuera. Quando menos esperarmos aquela bosta toda estará montada e teremos um emaranhado de arame parcamente iluminado que a prefeitura chamará de "Árvore de Natal da cidade". O entroncamento de vias onde há anos plantam essa joça é congestionado por natureza devido à porcaria do Monumento às Bandeiras que, por algum motivo desconhecido, desperta em transeuntes a necessidade de parar, olhar, escalar a estátua e tirar fotos. Ou seja.
b) A montagem da "Árvore" implica no início daqueles shows de água no lago do Ibirapuera. Com cores e músicas. Essa gente não teve infância, nunca viu o Illuminations no Epcot Center e fica lá, babando e fazendo bolha de cuspe em frente às águas dançantes. É agua, turma! Não tem na torneira de vocês não? Água, tipo essa baba que tá escorrendo pelo canto direito da sua boca e você nem percebeu! Então vamos juntar tudo: Monumento às Bandeiras, águas dançantes e "Árvore". Pensem no tamanho da piromba.
c) Em questão de dias todos aqueles infelizes sediados na Av. Paulista estarão com suas fachadas devidamente iluminadas. Como aqui em São Paulo não estamos acostumados com esse negócio de LUZ, né, a galera tem que ir lá ver. Porque, gente. É luz!!! Tem coisa mais fantástica nesse mundo do que lâmpadas? Na minha opinião os responsáveis pela lista das sete maravilhas do mundo tinham a obrigação de tirar o Colosso de Rhodes dali e colocar as lâmpadas da Paulista no lugar. Nada mais justo parar a cidade para que a população limítrofe admire tamanha genialidade.
d) O Iguatemi já está com sua parafernália kitsch posicionada na fachada e praça central. Aquele Papai Noel filha da puta já está na porta com os cães labrador. Logo em frente, cruzando a avenida, a Kitchens também já ostenta sua decoração escalafobética. Considerando o importante fato de que eu resido em Pinheiros e trabalho na rua Iguatemi, por favor: parem tudo e pensem quão trágico é meu futuro. Tentem visualizar minha triste pessoa dentro de um carro ESTACIONADO no meio da Faria Lima tentando ir ou vir enquanto essa brasileirada louca tira fotos com bonecos de neve, renas e aqueles pirulitos coloridos em forma de bengala bons de enfiar no cu de gente otária.
e) Saibam que há uma obra da COMGAS escavando a Faria Lima em toda sua extensão. Tapumes, cavaletes, cones, buracos, calçadas inteiras interditadas.
Se explodisse tudo acho que ficava bom pra todo mundo, hein?
b) A montagem da "Árvore" implica no início daqueles shows de água no lago do Ibirapuera. Com cores e músicas. Essa gente não teve infância, nunca viu o Illuminations no Epcot Center e fica lá, babando e fazendo bolha de cuspe em frente às águas dançantes. É agua, turma! Não tem na torneira de vocês não? Água, tipo essa baba que tá escorrendo pelo canto direito da sua boca e você nem percebeu! Então vamos juntar tudo: Monumento às Bandeiras, águas dançantes e "Árvore". Pensem no tamanho da piromba.
c) Em questão de dias todos aqueles infelizes sediados na Av. Paulista estarão com suas fachadas devidamente iluminadas. Como aqui em São Paulo não estamos acostumados com esse negócio de LUZ, né, a galera tem que ir lá ver. Porque, gente. É luz!!! Tem coisa mais fantástica nesse mundo do que lâmpadas? Na minha opinião os responsáveis pela lista das sete maravilhas do mundo tinham a obrigação de tirar o Colosso de Rhodes dali e colocar as lâmpadas da Paulista no lugar. Nada mais justo parar a cidade para que a população limítrofe admire tamanha genialidade.
d) O Iguatemi já está com sua parafernália kitsch posicionada na fachada e praça central. Aquele Papai Noel filha da puta já está na porta com os cães labrador. Logo em frente, cruzando a avenida, a Kitchens também já ostenta sua decoração escalafobética. Considerando o importante fato de que eu resido em Pinheiros e trabalho na rua Iguatemi, por favor: parem tudo e pensem quão trágico é meu futuro. Tentem visualizar minha triste pessoa dentro de um carro ESTACIONADO no meio da Faria Lima tentando ir ou vir enquanto essa brasileirada louca tira fotos com bonecos de neve, renas e aqueles pirulitos coloridos em forma de bengala bons de enfiar no cu de gente otária.
e) Saibam que há uma obra da COMGAS escavando a Faria Lima em toda sua extensão. Tapumes, cavaletes, cones, buracos, calçadas inteiras interditadas.
Se explodisse tudo acho que ficava bom pra todo mundo, hein?
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Se arrependimento matasse eu tava esticadinha no varal
Hoje encontrei Pedro do 122 no elevador. 12 andares juntos. Foi tenso.
Refleti muito sobre meu momento de agonia e concluí que perdi a chance de uma vida neste Halloween que passou:
Tocaria a campainha dele fantasiada de Jack Nicholson em O Iluminado empunhando um balde de sangue, elemento que comporia meu traje.
Ele abriria a porta e eu diria "TRICK OR TREAT!!!" e TCHÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ.
Sangue.
Cada oportunidade que a gente perde por pura falta de atenção ao calendário e datas festivas que o pontuam.
Refleti muito sobre meu momento de agonia e concluí que perdi a chance de uma vida neste Halloween que passou:
Tocaria a campainha dele fantasiada de Jack Nicholson em O Iluminado empunhando um balde de sangue, elemento que comporia meu traje.
Ele abriria a porta e eu diria "TRICK OR TREAT!!!" e TCHÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ.
Sangue.
Cada oportunidade que a gente perde por pura falta de atenção ao calendário e datas festivas que o pontuam.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Sobre a VAGABUNDAGEM
Hoje surgiu um tópico de suma importância no Facebuken. Reds comentou algo sobre a necessidade de um ano sabático e iniciou-se um debate. Resumindo, alguns elementos a apoiaram - eu, por exemplo sugeri uma VIDA sabática. Com vodka. Num copo decorado. Outros a classificaram como vagal. Melhor dizendo: como alguém com grande tendência a desenvolver a indolência, a tal vagabundagem.
O assunto seguiu e chegamos ao ponto onde ela explicou que estava ali, lamentando a própria sorte, pois um acidente quase fatal arruinou o que restava de sua unha purulenta do dedão do pé. Naquele momento ela estava no Hospital Sírio-Libanês, em uma cadeira de rodas, sem autorização para apoiar a pata fodida no chão, aguardando atendimento médico. Provavelmente aquele cotoco podre seria amputado e ela passaria o dia lá, tomando antibióticos intravenosos.
Pensando em possibilidades para afastar o tédio, surgiu a idéia genial. Ela conduziria sua cadeira de rodas até o saguão principal e procuraria a Monalisa Perrone. Aguardaria o link entrar no ar e, na velocidade da luz - ou quem sabe de um cometa - atropelaria a repórter e berraria para a câmera:
"Batuquêro é batuquêro e cantadô é cantadô, viu lôra? BEIJO PRA PAULINAS!"
[PELO AMOR DE DEUS, MINHA GENTE: quem não entendeu clique aqui e assista o vídeo. EU aconselho - não sigam meus conselhos. Nunca. Apenas ESTE - ver inteiro e mais a parte 2 e 3. E o "Destino de Miguel" também. Mas no 01:30 vocês captarão a essência da coisa]
Em caráter de protesto. Afinal de contas ela concluíra há pouco que a vagabundagem DEVERIA ser defendida. A tal bandeira que vale a pena ser levantada.
Agora me digam o que aconteceu? Essa mulher apareceu pra dar plantão no hospital hoje? Me fala se a vagaranha foi?
NÃO.
Depois a Red que é vagabunda. Façavô.
E haja amô, viu.
O assunto seguiu e chegamos ao ponto onde ela explicou que estava ali, lamentando a própria sorte, pois um acidente quase fatal arruinou o que restava de sua unha purulenta do dedão do pé. Naquele momento ela estava no Hospital Sírio-Libanês, em uma cadeira de rodas, sem autorização para apoiar a pata fodida no chão, aguardando atendimento médico. Provavelmente aquele cotoco podre seria amputado e ela passaria o dia lá, tomando antibióticos intravenosos.
Pensando em possibilidades para afastar o tédio, surgiu a idéia genial. Ela conduziria sua cadeira de rodas até o saguão principal e procuraria a Monalisa Perrone. Aguardaria o link entrar no ar e, na velocidade da luz - ou quem sabe de um cometa - atropelaria a repórter e berraria para a câmera:
"Batuquêro é batuquêro e cantadô é cantadô, viu lôra? BEIJO PRA PAULINAS!"
[PELO AMOR DE DEUS, MINHA GENTE: quem não entendeu clique aqui e assista o vídeo. EU aconselho - não sigam meus conselhos. Nunca. Apenas ESTE - ver inteiro e mais a parte 2 e 3. E o "Destino de Miguel" também. Mas no 01:30 vocês captarão a essência da coisa]
Em caráter de protesto. Afinal de contas ela concluíra há pouco que a vagabundagem DEVERIA ser defendida. A tal bandeira que vale a pena ser levantada.
Agora me digam o que aconteceu? Essa mulher apareceu pra dar plantão no hospital hoje? Me fala se a vagaranha foi?
NÃO.
Depois a Red que é vagabunda. Façavô.
E haja amô, viu.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Nosso Bar
No caso, uma releitura desse negódi Nosso Lar, já que tá na moda. Nosso Bar, escolham aí com quem vocês querem andar.
Lebre Louca - codinome conquistado com glórias por uma grande amiga após anos de dedicação à presepada sem limites - está causando tumulto em NYC.
Recebo neste momento a seguinte mensagem via whatsapp:
"Acabei de descobrir que já somos donas de um bar e não sabemos. Tem neguinho ganhando dinheiro às nossas custas na 25st. com a 7av. Já te mando fotos."
Comecei a elocubrar: seria o nome da bagaça Carvalho&Scarcelli? Paula&Andrea? Mambo bem Caliente?
"LAS CHICAS LOCAS"
Estou tomando o rumo GRU-JFK. Encontrarei com Lebre na sétima avenida e proporemos sociedade aos donos desta joça. Ou exigiremos royalties, são as opções.
Nada mais justo.
Lebre Louca - codinome conquistado com glórias por uma grande amiga após anos de dedicação à presepada sem limites - está causando tumulto em NYC.
Recebo neste momento a seguinte mensagem via whatsapp:
"Acabei de descobrir que já somos donas de um bar e não sabemos. Tem neguinho ganhando dinheiro às nossas custas na 25st. com a 7av. Já te mando fotos."
Comecei a elocubrar: seria o nome da bagaça Carvalho&Scarcelli? Paula&Andrea? Mambo bem Caliente?
"LAS CHICAS LOCAS"
Estou tomando o rumo GRU-JFK. Encontrarei com Lebre na sétima avenida e proporemos sociedade aos donos desta joça. Ou exigiremos royalties, são as opções.
Nada mais justo.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Sobre o Pedro do 122
Pedro do 122 é meu vizinho de porta, uma vez que sou habitante do apartamento 121. É um moleque imbecil menino que deve ter lá seus 30 anos. Pronto, Pedro do 122 está devidamente apresentado. Vamos aos fatos:
Aqui neste edifício temos mais carros do que vagas na garagem. Aquela pentelhação de todo prédio antigo que não possui 18 subsolos. Em contrapartida, a garagem é ampla o suficiente para que veículos sejam manobrados sem maiores esforços. Claro que estamos falando aqui de pessoas minimamente normais, que não sejamo Pedro do 122 portadoras de qualquer síndrome ou doença degenerativa que lhes comprometa o básico da compreensão, coordenação motora e convivência com outrem.
Partindo do princípio equivocado de que todos os motoristas que aqui residem possuem grau de civilidade medianamente superior ao de uma lagarta no casulo e não sofrem de problemas mentais que poderiam vir a afetar seu comportamento perante a sociedade, ficou combinado (e sacramentado, porque né: vocês sabem como funcionam essas paradas de prédio. blé) que o morador de cada apartamento dividiria sua vaga - elas são duplas, um carro fica à frente e o outro logo atrás, assim como aquela história da feira de pássaros onde um vai com o canário na frente e o outro vai com o tucano logo atrás.
VOLTA
Ficou combinado que o morador de cada apartamento dividiria sua vaga como desgraçado seu vizinho de andar. Decisão lúcida, simples, eficaz, inteligente acima de tudo, pois pensem: se o cara que está parado atrás de mim trocou de carro e aquela bosta explodiu em algum momento, ou está como pneu furado o que de fato é mais provável, impedindo minha saída da vaga e não há regras sobre quem deve ou não dividir o estacionamento comigo, olha o tempo que eu demoraria para identificar o habitante do sétimo andar que até ontem tinha um Toyota preto (homenagem subliminar à Sam. Quem entendeu grite "hurray") e hoje resolveu virar hippie e dirige uma Kombi grafitada, por exemplo. Esta informação foi dada pra efeito ilustrativo. Ninguém aqui possui uma Kombi grafitada. AINDA. Porque, né. Se liga no style:
Então, resumindo, o 11 divide a vaga com o 12, o 21 com o 22, o 31 com o 32 e assim sucessivamente. Quem tem mais de um carro aluga a vaga de quem não tem e assume o local do proprietário original. Quem tem mais de dois carros pode tentar a sorte pois duvido que haja mais de UM cara aqui que não tenha carro, pensa. Nego mora no meio de Pinheiros, a piromba do carro vem no pacote.
Mas isso não é um problema para mim, já que o Jaguar décapotable eu só uso nas ocasiões em que me hospedo no Negresco e preciso de um meio de transporte, porque afinal de contas estamos falando aqui de uma cidade grande; com a Mercedes McLaren eu prefiro as autoroutes pois ganha-se um tempo considerável entre Cap D'antibes e Monte Carlo. Faz uma diferença incrível, sempre estou dois drinks à frente de quem veio em um modelo menos ágil; a Guardian não existe, gente. De onde vocês tiraram isso? Pelamordedeus; Meu 911 quase não uso pois está em Roma e vocês sabem o inferno que é estacionar automóveis naquela cidade de loucos; Ferraris não me atraem. são muito barulhentas para meninas, sinto-me em um liquidificador com aquela suspensão "esportiva", logo, só mesmo pra ir daqui até ali quando em Genebra.
ENFIM
Como meu carro é um só e resido no 121, divido a vaga com o SER que ocupa o 122. E faz parte do combinado o seguinte: quem chega antes estaciona na frente e e pode trancar o carro levando a chave embora. Ou não. Eu mesma nunca tranco, esta paranóia com carros não me persegue. Quem para atrás DEIXA O CARRO ABERTO COM A CHAVE DISPONÍVEL, seja na portaria, seja no para-brisa, na roda ou no contato, o que na minha opinião caracteriza a opção mais inteligente.
Pedro do 122 não deixa o carro aberto. Pedro do 122 tranca o carro e não deixa a chave disponível. Pedro do 122 me deixa presa na garagem constantemente.
Quando essa palhaçada começou, tentei agir de maneira civilizada e Deus é minha testemunha. Acreditem ou não, toquei o interfone na bosta do 122 e questionei o porquê daquela merda estar trancada e eu lá, tendo que sair, caralhos voadores.
Muito solícito, Pedro do 122 desceu à garagem e me explicou gentilmente que "no carro dele ninguém mexe, o carro dele ninguém dirige". Perguntei educadamente qual era a sugestão de corno que ele tinha para me dar. Precisaria obrigatoriamente ser algo que resultasse na minha saída da porra da vaga da frente. Prontamente Pedro do 122 responde:
"Mas perceba que eu deixo o carro alinhado.O freio de mão não está acionado. É só você empurrar o carro, tirar o seu e empurrar o meu para a vaga novamente."
EMPURRAR O CARRO
Alguém, além de mim, achou essa sentença errada do começo ao fim?
Pois ele permanece deixando o carro trancado e agora eu estou praticando bullying contra este boçal aqui no prédio. Todos os funcionários o detestam e querem vê-lo esturricado sob 4 pneus. E assim que começar a temporada da piscina, garanto que colocarei todos os habitantes desse poleiro contra ele.
Atualmente empurro a chimbica desta gracinha utilizando a força motriz do MEU carro, ou seja: Dou ré naquela porcaria "que não está com o freio acionado" até a jabiraca ir parar no meio da garagem e manobro meu belo automóvel sustentada pela segurança de estar infernizando um imbecil que merece.
Estou absurdamente ansiosa em relação ao dia em que ele ousará me abordar para manifestar qualquer tipo de descontentamento. Também estou esperando o dia em que ele trancará meu carro com a chave dentro, pois dirijo um modelo que conta com um sistema inteligentíssimo onde as 5 travas são acionadas mesmo com a chave no contato. Pedro do 122 foi avisado sobre isso através de um bilhete muito carinhoso que escrevi em um guardanapo usado do McDonalds que achei jogado no banco traseiro e foi deixado em seu limpador de para-brisa. Mas ele há de esquecer. Esta falha ele há de cometer.
Em tempo: O carro dessa besta quadrada é um FOX. Azul claro. Metálico. 2003, no máximo. Alguém vê motivos para essa merda não poder ser tocada por ninguém além dele na face terrestre?
Pedro, pode esperar, a sua hora vai chegar. Penso que ele nunca reparou que comemoro gols do Corinthians. Devia ficar esperto, se fosse esperto.
Aqui neste edifício temos mais carros do que vagas na garagem. Aquela pentelhação de todo prédio antigo que não possui 18 subsolos. Em contrapartida, a garagem é ampla o suficiente para que veículos sejam manobrados sem maiores esforços. Claro que estamos falando aqui de pessoas minimamente normais, que não sejam
Partindo do princípio equivocado de que todos os motoristas que aqui residem possuem grau de civilidade medianamente superior ao de uma lagarta no casulo e não sofrem de problemas mentais que poderiam vir a afetar seu comportamento perante a sociedade, ficou combinado (e sacramentado, porque né: vocês sabem como funcionam essas paradas de prédio. blé) que o morador de cada apartamento dividiria sua vaga - elas são duplas, um carro fica à frente e o outro logo atrás, assim como aquela história da feira de pássaros onde um vai com o canário na frente e o outro vai com o tucano logo atrás.
VOLTA
Ficou combinado que o morador de cada apartamento dividiria sua vaga com
"Oi, eu me chamo Paula. Vamos ser amigos?"
Então, resumindo, o 11 divide a vaga com o 12, o 21 com o 22, o 31 com o 32 e assim sucessivamente. Quem tem mais de um carro aluga a vaga de quem não tem e assume o local do proprietário original. Quem tem mais de dois carros pode tentar a sorte pois duvido que haja mais de UM cara aqui que não tenha carro, pensa. Nego mora no meio de Pinheiros, a piromba do carro vem no pacote.
Mas isso não é um problema para mim, já que o Jaguar décapotable eu só uso nas ocasiões em que me hospedo no Negresco e preciso de um meio de transporte, porque afinal de contas estamos falando aqui de uma cidade grande; com a Mercedes McLaren eu prefiro as autoroutes pois ganha-se um tempo considerável entre Cap D'antibes e Monte Carlo. Faz uma diferença incrível, sempre estou dois drinks à frente de quem veio em um modelo menos ágil; a Guardian não existe, gente. De onde vocês tiraram isso? Pelamordedeus; Meu 911 quase não uso pois está em Roma e vocês sabem o inferno que é estacionar automóveis naquela cidade de loucos; Ferraris não me atraem. são muito barulhentas para meninas, sinto-me em um liquidificador com aquela suspensão "esportiva", logo, só mesmo pra ir daqui até ali quando em Genebra.
ENFIM
Como meu carro é um só e resido no 121, divido a vaga com o SER que ocupa o 122. E faz parte do combinado o seguinte: quem chega antes estaciona na frente e e pode trancar o carro levando a chave embora. Ou não. Eu mesma nunca tranco, esta paranóia com carros não me persegue. Quem para atrás DEIXA O CARRO ABERTO COM A CHAVE DISPONÍVEL, seja na portaria, seja no para-brisa, na roda ou no contato, o que na minha opinião caracteriza a opção mais inteligente.
Pedro do 122 não deixa o carro aberto. Pedro do 122 tranca o carro e não deixa a chave disponível. Pedro do 122 me deixa presa na garagem constantemente.
Quando essa palhaçada começou, tentei agir de maneira civilizada e Deus é minha testemunha. Acreditem ou não, toquei o interfone na bosta do 122 e questionei o porquê daquela merda estar trancada e eu lá, tendo que sair, caralhos voadores.
Muito solícito, Pedro do 122 desceu à garagem e me explicou gentilmente que "no carro dele ninguém mexe, o carro dele ninguém dirige". Perguntei educadamente qual era a sugestão de corno que ele tinha para me dar. Precisaria obrigatoriamente ser algo que resultasse na minha saída da porra da vaga da frente. Prontamente Pedro do 122 responde:
"Mas perceba que eu deixo o carro alinhado.O freio de mão não está acionado. É só você empurrar o carro, tirar o seu e empurrar o meu para a vaga novamente."
EMPURRAR O CARRO
Alguém, além de mim, achou essa sentença errada do começo ao fim?
Pois ele permanece deixando o carro trancado e agora eu estou praticando bullying contra este boçal aqui no prédio. Todos os funcionários o detestam e querem vê-lo esturricado sob 4 pneus. E assim que começar a temporada da piscina, garanto que colocarei todos os habitantes desse poleiro contra ele.
Atualmente empurro a chimbica desta gracinha utilizando a força motriz do MEU carro, ou seja: Dou ré naquela porcaria "que não está com o freio acionado" até a jabiraca ir parar no meio da garagem e manobro meu belo automóvel sustentada pela segurança de estar infernizando um imbecil que merece.
Estou absurdamente ansiosa em relação ao dia em que ele ousará me abordar para manifestar qualquer tipo de descontentamento. Também estou esperando o dia em que ele trancará meu carro com a chave dentro, pois dirijo um modelo que conta com um sistema inteligentíssimo onde as 5 travas são acionadas mesmo com a chave no contato. Pedro do 122 foi avisado sobre isso através de um bilhete muito carinhoso que escrevi em um guardanapo usado do McDonalds que achei jogado no banco traseiro e foi deixado em seu limpador de para-brisa. Mas ele há de esquecer. Esta falha ele há de cometer.
Em tempo: O carro dessa besta quadrada é um FOX. Azul claro. Metálico. 2003, no máximo. Alguém vê motivos para essa merda não poder ser tocada por ninguém além dele na face terrestre?
Pedro, pode esperar, a sua hora vai chegar. Penso que ele nunca reparou que comemoro gols do Corinthians. Devia ficar esperto, se fosse esperto.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Festa Virtual
Para vocês verem que a parada Jorge Ben é algo real nesse momento. Cantem, porque afinal de contas "quem canta os vizinhos espanta".
<3
<3
A maldição perpetua-se
Juro que não há condições psicológicas para eu falar algo sobre o Pedro do 122, este palhaço anormal que vem a ser meu vizinho. Aberração da natureza.
Bons tempos em que meus problemas estavam em forma de TIAGO.
Aguardem. Peraê que to numa levada Jorge Ben e, seguindo orientações de seres superiores habitantes de dimensões ocultas para os mortais, optei por não comentar negatividades hoje. HOJE. Só por hoje.
Ceis vão achar que é mentira e tals. É o tipo do cara que não considera a hipótese de eu ser corintiana e ter vantagens inomináveis no caso de a melhor opção para mim, no momento, ser ELIMINÁ-LO. Que é, saibam.
Pedro, pode esperar, a sua hora vai chegar. To quase colando isso no elevador, assim como se fosse uma circular.
Sobre a maldição, apenas para situar aqueles que não conhecem minha saga infinita, por favor:
http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2007/11/aquela-praga-chamada-vizinho.html
http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2008/08/vizinhana-manifesta-se.html
http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2008/06/copamar.html
http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2008/10/vizinhana-phyna.html
Entre tantos outros casos. Meu comportamento suspeito tem origem, compreendam.
Bons tempos em que meus problemas estavam em forma de TIAGO.
Aguardem. Peraê que to numa levada Jorge Ben e, seguindo orientações de seres superiores habitantes de dimensões ocultas para os mortais, optei por não comentar negatividades hoje. HOJE. Só por hoje.
Ceis vão achar que é mentira e tals. É o tipo do cara que não considera a hipótese de eu ser corintiana e ter vantagens inomináveis no caso de a melhor opção para mim, no momento, ser ELIMINÁ-LO. Que é, saibam.
Pedro, pode esperar, a sua hora vai chegar. To quase colando isso no elevador, assim como se fosse uma circular.
Sobre a maldição, apenas para situar aqueles que não conhecem minha saga infinita, por favor:
http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2007/11/aquela-praga-chamada-vizinho.html
http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2008/08/vizinhana-manifesta-se.html
http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2008/06/copamar.html
http://hablaseriopaulinas.blogspot.com/2008/10/vizinhana-phyna.html
Entre tantos outros casos. Meu comportamento suspeito tem origem, compreendam.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
AGUARDEM
Ando extremamente estranha. Amanha manifestarei tal composicao, digamos assim. Certeza que um comprimidinho resolvia, mas porra, e o trabalho para adquirir tais substancias. Psiquiatras online, samos carentes, aceitamos receitas.
Caso voces queiram me eliminar, ha duas posibilidades:
a) nunca mais entrar no blog
b) mandar me matar. facil de encontrar. sou tradicional. OU ta no 4square, aquelas merda.
Preparem-se para o pior. Beijos.
[esse teclado nao tem acento nem merdas nenhuma e vcs nem imaginam o grande show do ano. que conste]
Caso voces queiram me eliminar, ha duas posibilidades:
a) nunca mais entrar no blog
b) mandar me matar. facil de encontrar. sou tradicional. OU ta no 4square, aquelas merda.
Preparem-se para o pior. Beijos.
[esse teclado nao tem acento nem merdas nenhuma e vcs nem imaginam o grande show do ano. que conste]
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Festa Virtual
ESTIRPE é tudo nessa vida, povo bonito. Absorvam este preceito.
Foreveralonismo de qualidade é tudo o que um nego estranho precisa nessa vida. E vodka.
Cantemos.
Foreveralonismo de qualidade é tudo o que um nego estranho precisa nessa vida. E vodka.
Cantemos.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Mas enfim
Olha, eu me lamento porque, afinal de contas, analisemos onde fica o sentido da vida sem a blasfêmia:
PERDIDO
Além disso eu sou carcamana e onde é que já se viu uma pessoa que tem origens no sul da Itália agir sem drama? Não se viu, gente.Não se viu. Nunca.
No que depender de mim e de meu pensamento em foco, essa gente que importuna minha paz em amplas esferas vai arder empalada num espeto chinfrim até virar pururuca. Espeto de churasqueira montada com quatro broco e uma grade, manja?
Pintos cairão.
Do nada, sem prévio aviso, assim, no susto. E eu continuarei alta, magra, rica e de cabelo liso. Bebendo vodka numa quantidade diária equivalente ao volume de água existente no delta do Amazonas.
Está aberta a temporada de distribuição de carapuças.
Nada como uma ressaca desgraçada pra fazer a gente concluir que a vida é mágica.
Beijos.
PERDIDO
Além disso eu sou carcamana e onde é que já se viu uma pessoa que tem origens no sul da Itália agir sem drama? Não se viu, gente.Não se viu. Nunca.
No que depender de mim e de meu pensamento em foco, essa gente que importuna minha paz em amplas esferas vai arder empalada num espeto chinfrim até virar pururuca. Espeto de churasqueira montada com quatro broco e uma grade, manja?
Pintos cairão.
Do nada, sem prévio aviso, assim, no susto. E eu continuarei alta, magra, rica e de cabelo liso. Bebendo vodka numa quantidade diária equivalente ao volume de água existente no delta do Amazonas.
Está aberta a temporada de distribuição de carapuças.
Nada como uma ressaca desgraçada pra fazer a gente concluir que a vida é mágica.
Beijos.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Tá assim, viu xent
Apreciem que maravilha este trecho da peça Feminina Lunar do queridíssimo Marcus Vinicius Arruda Camargo e também, por acaso, estrelada pela atriz teza da família, minha irmã Gabriela Scarceli - com um L só desde que um numerólogo disse que os dois LL iam foder com a vida dela.
"Como no doce,
o amor acabou num pio triste de pardal.
Guardei o carinho restante
num vidro de perfume - que você quebrou.
No amor não se raspa,
nem se lava a tigela.
Deixa-se uma réstia de saudade;
um sonho bonito para quando estiver só.
O doce acabou e não se deu por conta,
na gula febril de mais um bocado - deixou nada.
E assim me sinto.
Sem doce, sem amor, sem carinho,
sem um pio triste de pardal
para me consolar.
Tinha uma foto sua e não tenho mais.
Sem nada."
Reflitam sobre a síntese do momento.
"Como no doce,
o amor acabou num pio triste de pardal.
Guardei o carinho restante
num vidro de perfume - que você quebrou.
No amor não se raspa,
nem se lava a tigela.
Deixa-se uma réstia de saudade;
um sonho bonito para quando estiver só.
O doce acabou e não se deu por conta,
na gula febril de mais um bocado - deixou nada.
E assim me sinto.
Sem doce, sem amor, sem carinho,
sem um pio triste de pardal
para me consolar.
Tinha uma foto sua e não tenho mais.
Sem nada."
Reflitam sobre a síntese do momento.
sábado, 10 de setembro de 2011
DNA
Da série "Quem sai aos seus DEGENERA":
Meus pais foram viajar. Ligaram da estrada para minha irmã para contar que esqueceram as malas.
Apenas.
Juro que nunca vi nada semelhante e, na minha opinião, a sociedade está perdida. Que tipo de gente faz uma merda dessa natureza e divulga para o mundo, começando pelos próprios filhos? Penso que é o caso de eu começar a me preocupar com a minha saúde mental, já que minha ascendência não garante total integridade. Porque, se isso não é Alzheimer, e bebida sabemos que não é, me diz o que é então.
Beijos.
Meus pais foram viajar. Ligaram da estrada para minha irmã para contar que esqueceram as malas.
Apenas.
Juro que nunca vi nada semelhante e, na minha opinião, a sociedade está perdida. Que tipo de gente faz uma merda dessa natureza e divulga para o mundo, começando pelos próprios filhos? Penso que é o caso de eu começar a me preocupar com a minha saúde mental, já que minha ascendência não garante total integridade. Porque, se isso não é Alzheimer, e bebida sabemos que não é, me diz o que é então.
Beijos.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Mistério
Hoje acordei pela manhã com um belo sol inundando a sala. Fui almoçar com a minha irmã e depois fomos comprar um sofá engolidor de gente pra casa dela.
Fomos para sua residência e chegando lá vimos um belíssimo pôr do sol de camarote VIP, showzinho exclusivo para os moradores daquela colina maluca. Pedimos pizzas e comemos como etíopes desesperados.
Voltei para casa dirigindo meu carro por ruas calmas, sem trânsito, sem idiotas no caminho. Alguém aí já viu São Paulo sem idiotas no caminho? Eu nunca tinha visto. Marcarei este dia para sempre na memória.
Meus cachorros chegaram de viagem e agora dormem tranquilamente na minha cama.Chegam a roncar. RÓ FIU.
Meus cachorros chegaram de viagem e agora dormem tranquilamente na minha cama.Chegam a roncar. RÓ FIU.
PERCEBAM QUE NADA DE ESTRANHO ACONTECEU.
Conclusão: algo está muito errado, pensem. To aqui só esperando o cosmos perceber que não me zoou hoje.
Aguardemos o grande evento que virá para vingar tamanha calmaria.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Provando minha teoria
Não sei se vocês se lembram, mas comentei recentemente que, observando o comportamento do frequentadores do Filial, concluí que o bar virou um criadouro de gente pancada sem precedentes. Só dá crazy de primeira linha naquela calçada.
Não que eu inclua a mim e os meus nesse rol, imagina.
Daí que, para endossar minha teoria, eu estava lá na quarta feira às 4 da manhã numa mesa animadona quando uma hippie fantasiada nos avistou e constatou ali na hora que éramos pessoas apropriadas para o exercício diário de seu peace and love.
DECIDIU FAZER AMIZADE
Aproximou-se no balanço do reggae e começou com aquele assunto todo de energia, São Tomé, vamos dar as mãos, seres místicos, cosmos, fonte da vida. Todo mundo bêbado, sem entender nada. Tudo bem, vou falar por mim.
No dia seguinte, descobri que engatei uma conversa com a pessoa sobre cachoeiras. Mais precisamente sobre EU correndo pelada por cachoeiras indeterminadas. Ela deve ter ficado maravilhada com toda essa integração ser-natureza.
Agora imaginem se essa cena é minimamente possível nesta dimensão.
DECIDIU FAZER AMIZADE
Aproximou-se no balanço do reggae e começou com aquele assunto todo de energia, São Tomé, vamos dar as mãos, seres místicos, cosmos, fonte da vida. Todo mundo bêbado, sem entender nada. Tudo bem, vou falar por mim.
No dia seguinte, descobri que engatei uma conversa com a pessoa sobre cachoeiras. Mais precisamente sobre EU correndo pelada por cachoeiras indeterminadas. Ela deve ter ficado maravilhada com toda essa integração ser-natureza.
Agora imaginem se essa cena é minimamente possível nesta dimensão.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Telefone celular - a saga continua
Estou há horas tentando compreender este tipo de ladrão que me persegue. Que coisa mais chinfrin, povo, nem pra ser roubada eu presto. Estou deprimida e procurando alguém para me assaltar direito, com vontade e dedicação.
Ontem um corno aidético cuja mãe é puta e o pai é brocha roubou meu celular. Estaria tudo bem se a sequência dos acontecimentos não caracterizasse um roubo de celular típico da minha pessoa, digno desta pobre filha de papai noel.
O celular sumiu. Uma hora depois o celular apareceu. Sem o chip.
SEM O CHIP
Esses caras devem estar montando um celular aos poucos, porque num dia me roubam a bateria, no outro a tampa e agora o chip. Não sei o que esse povo tem contra mim e meu celular, mas já estou começando a me sentir rejeitada. LEVA A BOSTA DO CELULAR DE UMA VEZ, CARAMBA. De pensar que eu comemorei quando me roubaram a tampa e deixaram o chip. Rá. Era apenas uma questão de tempo.
Agora tenho que ir a uma caralha de uma loja Claro comprar um novo chip. O importante é ter saúde.
Ontem um corno aidético cuja mãe é puta e o pai é brocha roubou meu celular. Estaria tudo bem se a sequência dos acontecimentos não caracterizasse um roubo de celular típico da minha pessoa, digno desta pobre filha de papai noel.
O celular sumiu. Uma hora depois o celular apareceu. Sem o chip.
SEM O CHIP
Esses caras devem estar montando um celular aos poucos, porque num dia me roubam a bateria, no outro a tampa e agora o chip. Não sei o que esse povo tem contra mim e meu celular, mas já estou começando a me sentir rejeitada. LEVA A BOSTA DO CELULAR DE UMA VEZ, CARAMBA. De pensar que eu comemorei quando me roubaram a tampa e deixaram o chip. Rá. Era apenas uma questão de tempo.
Agora tenho que ir a uma caralha de uma loja Claro comprar um novo chip. O importante é ter saúde.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Um dia na montanha
Pessoa vai para Portillo e no primeiro dia de trabalhos nas pistas decide que aquela coisa para iniciantes é toda muito tediosa. Faz amizade com uma instrutora suíça alcoólatra e se mete na pista preta. ROLA MORRO ABAIXO e chega no pé do monte toda estropiada.
Não se dá por vencida, afinal de contas não foi até lá para cultivar hematomas. Senta no bar, pede pra bater uma garrafa de whisky com tilex e tandrilax no liquidificador e entorna o conteúdo da jarra. Passa na farmácia e compra um tubo de bepantol. Para as escoriações.
Por não ter morrido na queda, vira lenda. Fica conhecida no hotel como "Habitación 332".
Já no quarto, torta pelo conjunto da obra, inicia o processo de toilette e ESCOVA OS DENTES COM BEPANTOL. Ouve um suave barulho de correnteza e constata que sua roommate faz xixi na calça de tanto rir.
Pelo menos ela tem uma foto com o São Bernardo do resgate.
FIM.
Não se dá por vencida, afinal de contas não foi até lá para cultivar hematomas. Senta no bar, pede pra bater uma garrafa de whisky com tilex e tandrilax no liquidificador e entorna o conteúdo da jarra. Passa na farmácia e compra um tubo de bepantol. Para as escoriações.
Por não ter morrido na queda, vira lenda. Fica conhecida no hotel como "Habitación 332".
Já no quarto, torta pelo conjunto da obra, inicia o processo de toilette e ESCOVA OS DENTES COM BEPANTOL. Ouve um suave barulho de correnteza e constata que sua roommate faz xixi na calça de tanto rir.
Pelo menos ela tem uma foto com o São Bernardo do resgate.
FIM.
A vida imita a arte. Ou vice versa
"E aí hein? E essa morte da Norma?"
"Peraí...a Norma morreu?"
"Morreu, menina, você não viu não?"
"Não!"
"É, agora a coisa pega fogo...."
"MORREU????"
"Foi! Não acredito que você não viu."
"QUANDO????"
"Ontem, ué."
"Meu Deus, de quê? Como?"
"Assasinada, menina."
"ASSASSINADA!?!?!"
"Pois é..."
"POR QUEM? QUEM FOI? MEU DEUS!"
"Ah, isso ninguém sabe, mas o fim dela era esse mesmo, né..."
"POR QUE O FIM DELA ERA ESSE? COMO NÃO SABEM?"
"Ih, relaxa que na sexta a gente descobre."
"Na sexta? Porque? Meu Deus, justo a Norminha, tão gente boa, super querida, todo mundo gostava dela, COMO ASSIM, matam a Norminha e ninguém sabe, só na sexta, era o fim dela??"
"Norminha? Tá intima!" [risos]
"A Norminha é minha amiga!"
"Pera, de quem você tá falando?"
"Da Norminha, professora de peteca...."
"EU TO FALANDO DA NORMA DA NOVELA, SUA LOUCA, A GLORIA PIRES!!!"
Cena real ocorrida no Posto 10, e eu quero que vocês adivinhem de quem é a amiga que achou que a Norma assassinada na semana final de Insensato Coração era a professora de peteca e não a Gloria Pires. De quem?
"Peraí...a Norma morreu?"
"Morreu, menina, você não viu não?"
"Não!"
"É, agora a coisa pega fogo...."
"MORREU????"
"Foi! Não acredito que você não viu."
"QUANDO????"
"Ontem, ué."
"Meu Deus, de quê? Como?"
"Assasinada, menina."
"ASSASSINADA!?!?!"
"Pois é..."
"POR QUEM? QUEM FOI? MEU DEUS!"
"Ah, isso ninguém sabe, mas o fim dela era esse mesmo, né..."
"POR QUE O FIM DELA ERA ESSE? COMO NÃO SABEM?"
"Ih, relaxa que na sexta a gente descobre."
"Na sexta? Porque? Meu Deus, justo a Norminha, tão gente boa, super querida, todo mundo gostava dela, COMO ASSIM, matam a Norminha e ninguém sabe, só na sexta, era o fim dela??"
"Norminha? Tá intima!" [risos]
"A Norminha é minha amiga!"
"Pera, de quem você tá falando?"
"Da Norminha, professora de peteca...."
"EU TO FALANDO DA NORMA DA NOVELA, SUA LOUCA, A GLORIA PIRES!!!"
Cena real ocorrida no Posto 10, e eu quero que vocês adivinhem de quem é a amiga que achou que a Norma assassinada na semana final de Insensato Coração era a professora de peteca e não a Gloria Pires. De quem?
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
São Co-Piloto da Gol
Hoje entrei na sala de embarque à qual fui designada no Galeão e logo concluí que o nipe dos seres que embarcariam comigo indicava que a aeronave fazia parte do programa brasileiro de seleção natural. Deixaria ali o meu adeus.
O primeiro grupo que avistei era composto por seres eletrocutados "Neymar Jr. style" que batucavam, cantavam e berravam e jogavam seus iPhones uns nos outros, aquela maravilha que vocês podem imaginar. Não perguntem minha opinião sobre inclusão social. Tenho para mim que ocorreu um erro na hora do check in, já que todos eles deveriam ter sido despachados em caixas específicas para transporte, mas o que vale minha opinião, né? NADA. Quem sou eu, além de uma migalha no universo? Moicanos brasileiros, bah.
À minha frente havia um senhor, uma senhora, ou o que quer que fosse aquilo, um exemplar clássico do "pegou fogo e apagaram com o martelo". Vamos imaginar que era um senhor, já que levantou sobrancelha, lambeu a boca e piscou pra mim. Com um cabelo igual a uma peruca de Eduardo Dusek em 1985, pensem. Em uma palavra, desgosto; em duas, desgosto profundo.
Logo ao lado, a pessoa que se debruçava sobre meu ombro para tentar ler o que estava na tela do BlackBerry trajava uma camisa do Tabajara F.C. Seguindo a tendência dos gramados ele também ostentava um modelo capilar exótico, mas com uma inspiração maisBiro-Biro oitentista, digamos assim. Para ser bem clara, o cabelo do palhaço era um arbusto em coque alto. Vá tomar no cu. Diante do que eu gasto mensalmente no Proença uma cena como essa é uma ofensa pessoal. Tomara que esse cara decida acender um cigarro no fogão e esse xaxim pegue fogo. Daí alguém salvará sua vida apagando o incêndio com um martelo e ele ficará com a cara e o cabelo de peruca do Eduardo Dusek do senhor supra citado. O do "desgosto profundo". Oras.
Ali adiante um crazy vestindo calças e sapatos sociais, gravata e uma JAQUETA DE ONÇA. Me apoiei na possibilidade de ser aposta ou algo do gênero.
Pessoa disfarçada de entidade - inteira de branco, inspiração: Nizan - calçando galochas Burberry's, um cigarro atrás de cada orelha. Mochila felpuda do Barney. Sim, Barney, aquele dinossauro roxo. Essa daí só faltou ser sugada pela luminosidade de uma nave espacial, na boa.
Isso porque estamos falando apenas dos highlights, vocês entendem.
De repente o crew começa a se aproximar e tudo o que eu tenho a dizer é que todos eles estavam maquiados como a Nina Hagen e sua banda. Nunca vi algo semelhante, aquilo dá ataque epilético numa pessoa.
A primeira coisa que me ocorreu foi: "legal, as aeromoças são cegas. E os comissários resolveram sacaneá-las. No próximo vôo estarão com bigodes e óculos pintados na cara."
Foi nesse momento que meu telefone tocou e era um aviso de São Paulo: se eu estivesse em vestimentas muito primaveris, passaria frio. A temperatura havia caido 200 graus na cidade. E eu lá, embarcando de camisetinha e sapatilha, só com a pashmina para o ar condicionado do avião.
MAS GENTE
Foi o que expliquei para meu interlocutor, o discurso inicial: o fato de estar frio em São Paulo não é preocupante. Preocupante é você estar entrando no vôo da seleção natural. Porque eu, se fosse Deus, não teria dúvidas. Aquele avião estava pronto para ser derrubado, Brasil. Não tinha motivos para não fazê-lo.
Era como uma Arca de Noé, só que ao contrário.
Tive certeza de que estava fodida mesmo quando o Kiekeylson acomodou-se na poltrona 8C ao lado da minha 8A e a 8B veio vazia entre nós.
A questão é que fomos salvos e eu creio piamente no co-piloto e sua pronúncia britânica cristalina. Alguém aqui já viu algum membro de tripulação brasileira conseguir pronunciar alguma palavra em inglês, mesmo que "cat" ou "dog"?
Pois bem: nosso co-piloto, ao dar as boas vindas na aterrisagem quase me causou um derrame emocional com seu british accent impecável. Me senti num avião pilotado pelo Michael Redgrave, queria comentar com alguém, mas como vocês sabem, só havia estranhos patológicos ao meu redor.
Não sei como funcionam as contas de milagres e salvações, mas tenho certeza absoluta que esse cara salvou almas hoje falando inglês corretamente em um avião brasileiro.
Se algum espertalhão tiver uma explicação melhor, por favor, manifeste-se.
O primeiro grupo que avistei era composto por seres eletrocutados "Neymar Jr. style" que batucavam, cantavam e berravam e jogavam seus iPhones uns nos outros, aquela maravilha que vocês podem imaginar. Não perguntem minha opinião sobre inclusão social. Tenho para mim que ocorreu um erro na hora do check in, já que todos eles deveriam ter sido despachados em caixas específicas para transporte, mas o que vale minha opinião, né? NADA. Quem sou eu, além de uma migalha no universo? Moicanos brasileiros, bah.
À minha frente havia um senhor, uma senhora, ou o que quer que fosse aquilo, um exemplar clássico do "pegou fogo e apagaram com o martelo". Vamos imaginar que era um senhor, já que levantou sobrancelha, lambeu a boca e piscou pra mim. Com um cabelo igual a uma peruca de Eduardo Dusek em 1985, pensem. Em uma palavra, desgosto; em duas, desgosto profundo.
Logo ao lado, a pessoa que se debruçava sobre meu ombro para tentar ler o que estava na tela do BlackBerry trajava uma camisa do Tabajara F.C. Seguindo a tendência dos gramados ele também ostentava um modelo capilar exótico, mas com uma inspiração mais
Ali adiante um crazy vestindo calças e sapatos sociais, gravata e uma JAQUETA DE ONÇA. Me apoiei na possibilidade de ser aposta ou algo do gênero.
Pessoa disfarçada de entidade - inteira de branco, inspiração: Nizan - calçando galochas Burberry's, um cigarro atrás de cada orelha. Mochila felpuda do Barney. Sim, Barney, aquele dinossauro roxo. Essa daí só faltou ser sugada pela luminosidade de uma nave espacial, na boa.
Isso porque estamos falando apenas dos highlights, vocês entendem.
De repente o crew começa a se aproximar e tudo o que eu tenho a dizer é que todos eles estavam maquiados como a Nina Hagen e sua banda. Nunca vi algo semelhante, aquilo dá ataque epilético numa pessoa.
"Favor retornar o encosto de sua poltrona para a posição vertical"
A primeira coisa que me ocorreu foi: "legal, as aeromoças são cegas. E os comissários resolveram sacaneá-las. No próximo vôo estarão com bigodes e óculos pintados na cara."
Foi nesse momento que meu telefone tocou e era um aviso de São Paulo: se eu estivesse em vestimentas muito primaveris, passaria frio. A temperatura havia caido 200 graus na cidade. E eu lá, embarcando de camisetinha e sapatilha, só com a pashmina para o ar condicionado do avião.
MAS GENTE
Foi o que expliquei para meu interlocutor, o discurso inicial: o fato de estar frio em São Paulo não é preocupante. Preocupante é você estar entrando no vôo da seleção natural. Porque eu, se fosse Deus, não teria dúvidas. Aquele avião estava pronto para ser derrubado, Brasil. Não tinha motivos para não fazê-lo.
Era como uma Arca de Noé, só que ao contrário.
Tive certeza de que estava fodida mesmo quando o Kiekeylson acomodou-se na poltrona 8C ao lado da minha 8A e a 8B veio vazia entre nós.
A questão é que fomos salvos e eu creio piamente no co-piloto e sua pronúncia britânica cristalina. Alguém aqui já viu algum membro de tripulação brasileira conseguir pronunciar alguma palavra em inglês, mesmo que "cat" ou "dog"?
Pois bem: nosso co-piloto, ao dar as boas vindas na aterrisagem quase me causou um derrame emocional com seu british accent impecável. Me senti num avião pilotado pelo Michael Redgrave, queria comentar com alguém, mas como vocês sabem, só havia estranhos patológicos ao meu redor.
Não sei como funcionam as contas de milagres e salvações, mas tenho certeza absoluta que esse cara salvou almas hoje falando inglês corretamente em um avião brasileiro.
Se algum espertalhão tiver uma explicação melhor, por favor, manifeste-se.
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