Deeeeeeeeixaaaaaaaa
Fale quem quiser falar, meu bem
Deeeeeeeeixaaaa
Deixe o coração falar também
Porque ele tem razão demais quando se queixa
Então a gente deixa, deixa, deixa, deixa, DEEEEIXAAAAAA
Ninguém vive mais do que uma vez
Deeeeeixaaaaaa
Diz que sim prá não dizer talvez
Deeeeixa
Paixão também existe
Deeeeeeixa
Não me deixe ficar triste
Porque a nega voltou de riba e ainda está inspirada, percebe?
Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas
domingo, 30 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Prestação de Serviço - Operação Verão
Para você, garota forte, corada, bonita, que está determinada a vestir seu maiô em motivos florais e chafurdar na arrebentação de Mongaguá neste verão iluminado, mas receia sofrer algum tipo de contratempo, digamos assim, envolvendo aquela beiradinha de mar que te dará o título de Musa Croquete 2011, aqui vai a solução:
Imprima este folheto e não se esqueça de levar algumas cópias para a praia. Distribua entre os parente, seu esposo, o cunhado, as vizinha do condomínio, todas menina do crube, as criança, e até a calega da raspadinha e do abacaxi hawaii.
Dê suas cambotas à beira mar em paz! Se lasca nas batida de coco, espreme bastante limão nos camarão frito e FOCA no carão da pose pras foto do Orkut!!
Nesse meio tempo......encalhou? Telefona que os colega te acode, santa!
Se joga! Monga te espera, criatura de sucesso!
**Pessoas normais que quiserem divulgar estes telefones para os fins genuinamente apropriados têm todo o meu apoio. Eu mesma já o fiz.
Imprima este folheto e não se esqueça de levar algumas cópias para a praia. Distribua entre os parente, seu esposo, o cunhado, as vizinha do condomínio, todas menina do crube, as criança, e até a calega da raspadinha e do abacaxi hawaii.
Dê suas cambotas à beira mar em paz! Se lasca nas batida de coco, espreme bastante limão nos camarão frito e FOCA no carão da pose pras foto do Orkut!!
Nesse meio tempo......encalhou? Telefona que os colega te acode, santa!
Se joga! Monga te espera, criatura de sucesso!
**Pessoas normais que quiserem divulgar estes telefones para os fins genuinamente apropriados têm todo o meu apoio. Eu mesma já o fiz.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
MA OEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!
Na condição de ninja que sou, sobrevivi a todos os obstáculos caraivanos listados por mim mesma e cá estou de volta, para minha imensa decepção (merda, merda, merda).
Ouso dizer que sintomas de abstinência alcoólica me importunam.
A questão é que viver sem Caraíva é muito ruim. Pelo menos na fase de readaptação. Por isso, tentarei resolver este vazio que foi criado em meu peito, sei lá, indo até a delega da Consolação pra falar com o escrivão que assumiu a parada da minha, hã, PORRADA automobilística de maio último. Porque foi este tecnicamente o primeiro telefonema que recebi chegando em São Paulo.
Bacana, né? [Não, não é].
Tudo bem que eu fiquei de ligar de volta para marcar um horário com o homi mas, criminosa que sou, guardei o papel nas peitchola assim como fazem aquelas gordas donas de botequim e obviamente o perdi. Aparecerei de surpresa. Odete não aprovaria tal comportamento, mas formalidades como agendamentos não serão possíveis neste caso.
Depois eu conto se fui presa ou não. Pelo menos eu sou corintiana, enturmar-me-ei facilmente. Marlboros VERMELHOS, fazendo a fineza, sim?
Grata.
Ouso dizer que sintomas de abstinência alcoólica me importunam.
A questão é que viver sem Caraíva é muito ruim. Pelo menos na fase de readaptação. Por isso, tentarei resolver este vazio que foi criado em meu peito, sei lá, indo até a delega da Consolação pra falar com o escrivão que assumiu a parada da minha, hã, PORRADA automobilística de maio último. Porque foi este tecnicamente o primeiro telefonema que recebi chegando em São Paulo.
Bacana, né? [Não, não é].
Tudo bem que eu fiquei de ligar de volta para marcar um horário com o homi mas, criminosa que sou, guardei o papel nas peitchola assim como fazem aquelas gordas donas de botequim e obviamente o perdi. Aparecerei de surpresa. Odete não aprovaria tal comportamento, mas formalidades como agendamentos não serão possíveis neste caso.
Depois eu conto se fui presa ou não. Pelo menos eu sou corintiana, enturmar-me-ei facilmente. Marlboros VERMELHOS, fazendo a fineza, sim?
Grata.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Se for por falta de adeus....
Tchau gents. Vou pra Caraíva. Não sei se volto porque posso:
a) Não sobreviver ao Reveillon;
b) Não sobreviver às doses cavalares de Netuno que pretendo ingerir; (improvável)
c) Virar hippie e mandar esta minha vida de empreendedora à merda;
d) Não sobreviver ao desgosto de ter que atravessar o rio pro lado de cá;
e) Ser eleita presidente da vila, já quealém de certo europeu oficialmente ainda não temos quem mande naquela porra;
f) Não sobreviver à festa de batizado do meu sobrinho;
g) Não sobreviver ao retorno de minha cunhada à guerra;
h) Não sobreviver à temporada como um todo, pois eu tenho idade e esse negócio de Caraíva na veia não é brinquedo não.
Fiquem tranquilos, não falecerei sem avisar.
Feliz ano novo, gente bonita. Facebookearei lá de riba.
a) Não sobreviver ao Reveillon;
b) Não sobreviver às doses cavalares de Netuno que pretendo ingerir; (improvável)
c) Virar hippie e mandar esta minha vida de empreendedora à merda;
d) Não sobreviver ao desgosto de ter que atravessar o rio pro lado de cá;
e) Ser eleita presidente da vila, já que
f) Não sobreviver à festa de batizado do meu sobrinho;
g) Não sobreviver ao retorno de minha cunhada à guerra;
h) Não sobreviver à temporada como um todo, pois eu tenho idade e esse negócio de Caraíva na veia não é brinquedo não.
Fiquem tranquilos, não falecerei sem avisar.
Feliz ano novo, gente bonita. Facebookearei lá de riba.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Chama o Gikovate
Úl-ti-mo, prometo. E vou processar o Frota, porque estou quase certa de que sua última aparição está totalmente associada a este destempero emocional que me ataca. Parei galera, juro. Aqui é Corinthians.
"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."
HILDA maravilhosa HILST soberana.
A partir do próximo post, retornaremos à programação normal. Agradecemos a compreensão. Vou tomar uma cerveja agora. Tá tudo bem.
"Aflição de ser eu e não ser outra.
Aflição de não ser, amor, aquela
Que muitas filhas te deu, casou donzela
E à noite se prepara e se adivinha
Objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
Que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
Aflição de ser água em meio à terra
E ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
Não saber se se ausenta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra."
HILDA maravilhosa HILST soberana.
A partir do próximo post, retornaremos à programação normal. Agradecemos a compreensão. Vou tomar uma cerveja agora. Tá tudo bem.
Gente, é só uma fase, viu?
Porque todo mundo um dia pira, depois volta ao normal, daí PIRA novamente de forma mais grave, tornando a voltar ao normal e assim sucessivamente, até o dia que o nego fica lelé de vez e sai pela rua no melhor estilo "Ala dos Mendigos Beija Flor 1989" empurrando um carrinho de supermercado cheio de entulho igual fazem aquelas velhas loucas de Nova York; ou como diz a Red, "de terninho e havaianas, dançando a babuska com uma guirlanda na cabeça".
Né?
Pois eu estou numa fase não muito organizada mentalmente, fase esta que iniciou-se no século passado, a bem da verdade.
A questão é que ao invés de decidir por sair correndo pelada com a tal guirlanda pela Avenida Paulista em plena invasão natalina de transeuntes desgovernados - extraterrestres, creio eu, porque ME EXPLICA tamanha comoção causada por edifícios iluminados - eu entrei numas de lembrar do nada certos textos mais eruditos, digamos assim.
Estilo: to sentada no sofá assistindo, sei lá, "Mayday", por exemplo, coisa que costumo fazer com frequência para manter forte aqui a tradição do autoflagelamento e de repente, PÁ!! Me vem um Vinicius na cabeça. E daí eu vou atrás, leio todo o poema, acho lindo, descubro ali coisas que não havia notado antes, essas coisas de gente que não bate bem.
Essa merda toda já tinha começado quando eu confessei aqui ser discípula de Hildoca. Mas o contexto ali era diferente, estava apenas tentando mostrar que neguinho não precisa ser genial para valorizar material de qualidade. Basta apenas ser alfabetizado e definir o que mais lhe agrada. Ponto. Ó, foi aqui.
Daí que hoje eu estou aqui numa conversa telefônica totalmente dispensável, no sentido de que seu conteúdo era absolutamente desprovido de........ahn, conteúdo, e de repente.....TCHUMBA. Me veio mais um Hilda Hilst na cachola, assim, de lampejo. Postarei agora porque acho esse UM TRECO. Na verdade é um trecho de alguma coisa mais complexa, não sei, não me confunde, porra. Aí ó:
"E por que haverias de querer minha alma na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas, obscenas,
porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo, prazer, lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando Aquele Outro.
E te repito: por que haverias de querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me."
E é isso. Se eu tiver outra visão eu conto aí. E prometo me dedicar com mais afinco ao consumo de álcool, feito? Pela minha experiência, é o que resolverá tais sintomas de surto. Aguardemos. Grata pela atenção, hein?
Né?
Pois eu estou numa fase não muito organizada mentalmente, fase esta que iniciou-se no século passado, a bem da verdade.
A questão é que ao invés de decidir por sair correndo pelada com a tal guirlanda pela Avenida Paulista em plena invasão natalina de transeuntes desgovernados - extraterrestres, creio eu, porque ME EXPLICA tamanha comoção causada por edifícios iluminados - eu entrei numas de lembrar do nada certos textos mais eruditos, digamos assim.
Estilo: to sentada no sofá assistindo, sei lá, "Mayday", por exemplo, coisa que costumo fazer com frequência para manter forte aqui a tradição do autoflagelamento e de repente, PÁ!! Me vem um Vinicius na cabeça. E daí eu vou atrás, leio todo o poema, acho lindo, descubro ali coisas que não havia notado antes, essas coisas de gente que não bate bem.
Essa merda toda já tinha começado quando eu confessei aqui ser discípula de Hildoca. Mas o contexto ali era diferente, estava apenas tentando mostrar que neguinho não precisa ser genial para valorizar material de qualidade. Basta apenas ser alfabetizado e definir o que mais lhe agrada. Ponto. Ó, foi aqui.
Daí que hoje eu estou aqui numa conversa telefônica totalmente dispensável, no sentido de que seu conteúdo era absolutamente desprovido de........ahn, conteúdo, e de repente.....TCHUMBA. Me veio mais um Hilda Hilst na cachola, assim, de lampejo. Postarei agora porque acho esse UM TRECO. Na verdade é um trecho de alguma coisa mais complexa, não sei, não me confunde, porra. Aí ó:
"E por que haverias de querer minha alma na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas, obscenas,
porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo, prazer, lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando Aquele Outro.
E te repito: por que haverias de querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me."
E é isso. Se eu tiver outra visão eu conto aí. E prometo me dedicar com mais afinco ao consumo de álcool, feito? Pela minha experiência, é o que resolverá tais sintomas de surto. Aguardemos. Grata pela atenção, hein?
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
APOCALIPSE
Não tenho nada a dizer. Apenas que o tão esperado fim dos tempos chegou. As sete bestas, de fato, vieram até nós. Não sei se num futuro muito distante, novas civilizações terão acesso aos nossos obsoletos arquivos digitais, mas faço questão de deixar registrado aqui o que desencadeou o cataclisma final.
TURUMMMMM....TSSSSSSSSSSS!!!
E assim extinguiu-se a humanidade. FIM. Fodeu tudo.
E eu aqui achando que ter sido entrevistada pela Rogéria num Gala Gay aí da vida nos anos 90 foi o auge da bizarrice desta minha mísera existência.........to espumando pela boca até agora, desce uma tequila. Dupla. Twist. Carpada.
TURUMMMMM....TSSSSSSSSSSS!!!
E assim extinguiu-se a humanidade. FIM. Fodeu tudo.
E eu aqui achando que ter sido entrevistada pela Rogéria num Gala Gay aí da vida nos anos 90 foi o auge da bizarrice desta minha mísera existência.........to espumando pela boca até agora, desce uma tequila. Dupla. Twist. Carpada.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Manifesto Hilstiano - Porque os malas também têm coração.
Não sei se já deixei claro aqui, mas odeio, detesto e execro qualquer tipo de demonstração pública de inteligência sobre-humana. Que NÃO é o contrário da burrice sobre-humana que vemos diariamente estampada em basicamente tudo com o que temos contato, entendam.
A burrice abissal é o que vai acabar com a humanidade, é o que antecipará o grande evento de 2012, é aquilo que já comprometeu a civilização como um todo. Gente burra não conhece e nem sabe fazer uso da própria língua, seja ela qual for. Tudo bem que vejo tal fato repetir-se com mais frequência dentro das fronteiras nacionais, mas né. Qualquer verdade absoluta também é oriunda de uma linha de pensamento limitada, logo, não restrinjamos este princípio a este ponto isolado do mapa. Gente burra não entende piada; Gente burra cria, participa e dá crédito à fofocas; os burros nunca estão abertos à críticas; burros não têm condição de viver em sociedade pois são tacanhos e inadaptáveis. A tudo. E os burros também têm uma necessidade imensa de demonstrar a inominável capacidade mental que acreditam possuir. Pior que esses são aqueles da turma "não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe". Morram todos.
Isto é uma constatação minha, com embasamento frágil e restrita à minha nem tão pequena roda de amigos/inimigos/afins e gente com quem trabalho. Eu é que acho e acabou. Não mudarei de opinião. Mas o assunto aqui não é este e sim a inteligência sem medidas.
Só eu implico com aquele povo que sempre cita alguém teoricamente importantíssimo? Porque olha, eu tenho uma gana de mandar um xingo pra essa gente que fica tacando qualquer merda entre aspas em wall de Facebook e timeline de Twitter, citando a fonte, sem saber nem mesmo de quem se trata, que eu nem falo. Meu sonho é pedir pra um nego desses me explicar o que aquela frase quiz dizer. Ai meu cú, que raiva que me dá de gente inteligente. O cara não tem noção do que fez Nietzsche ou o pobre do Joyce, tampouco aquela besta do Che Guevara durante a vida, mas não titubeia em lançar uma frasezona lá, pra dar uma de bonito. Tá, até capaz de saber responder o que o Guevara fez - vai falar que foi guerrilheiro, que bode -, mas mesmo assim: corto minha mão direita se entender o conteúdo de uma, UMA citaçãozinha qualquer atribuída ao cara. Se fosse homem apostaria meu pipi nessa.
A pessoa cita Machiavel, Balzac, Kafka sem nunca ter lido uma porra de uma frase proferida pelos coitados com atenção. Ele vê lá no final EINSTEIN e vai na fé, achando que tudo é uma questão de energia. Se ele tem capacidade para citar Einstein é porque existe alguma sintonia ali, né?
Não, não é. É triste, viu meu amigo, mas NÃO É.
Agora estamos enfrentando uma onda de Clarice Lispector e Bob Marley. Quer dizer: o SER pensa (ou não) que é maconheiro e ouviu o som do Bob a vida inteira, mas NUNCA soube do que se tratava, não pegou mensagem NENHUMA, porquê cadê que o anta fala inglês? Cadê? Mas não se furta em postar qualquer merda que venha assinada como Bob Marley. O movimento Rasta e tal. Pergunta lá sobre os Rastafaris e prepare-se para ouvir algo sobre cabelos e só. Sobre a Clarice Lispector eu não vou nem falar, tá? Não preciso explicar, creio eu. Quero que levante a mão quem, dos inteligentões, já leu uma mísera obra desta senhora.
Bem, eu, como não sou inteligentona e até assumo achar esses treco de poesia e filosofia e todas essas sabedorias um pé no meio do saco, informo-lhes que AMO, sou louca por Hilda Hilst, apenas porque gosto e fim. Acho realmente fantástico e nem é por nada transcedental não. Suas convicções, o conteúdo e a temática me agradam muito e conheço sua obra a fundo. Vi, gostei, fui atrás e li tudo. Coincidencia ou não, Gabi, minha irmã, atriz teza da família, até já atuou em uma peça cujo texto era quase todo baseado nos poemas de Hilda. E aí vai o meu preferido:
A burrice abissal é o que vai acabar com a humanidade, é o que antecipará o grande evento de 2012, é aquilo que já comprometeu a civilização como um todo. Gente burra não conhece e nem sabe fazer uso da própria língua, seja ela qual for. Tudo bem que vejo tal fato repetir-se com mais frequência dentro das fronteiras nacionais, mas né. Qualquer verdade absoluta também é oriunda de uma linha de pensamento limitada, logo, não restrinjamos este princípio a este ponto isolado do mapa. Gente burra não entende piada; Gente burra cria, participa e dá crédito à fofocas; os burros nunca estão abertos à críticas; burros não têm condição de viver em sociedade pois são tacanhos e inadaptáveis. A tudo. E os burros também têm uma necessidade imensa de demonstrar a inominável capacidade mental que acreditam possuir. Pior que esses são aqueles da turma "não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe". Morram todos.
Isto é uma constatação minha, com embasamento frágil e restrita à minha nem tão pequena roda de amigos/inimigos/afins e gente com quem trabalho. Eu é que acho e acabou. Não mudarei de opinião. Mas o assunto aqui não é este e sim a inteligência sem medidas.
Só eu implico com aquele povo que sempre cita alguém teoricamente importantíssimo? Porque olha, eu tenho uma gana de mandar um xingo pra essa gente que fica tacando qualquer merda entre aspas em wall de Facebook e timeline de Twitter, citando a fonte, sem saber nem mesmo de quem se trata, que eu nem falo. Meu sonho é pedir pra um nego desses me explicar o que aquela frase quiz dizer. Ai meu cú, que raiva que me dá de gente inteligente. O cara não tem noção do que fez Nietzsche ou o pobre do Joyce, tampouco aquela besta do Che Guevara durante a vida, mas não titubeia em lançar uma frasezona lá, pra dar uma de bonito. Tá, até capaz de saber responder o que o Guevara fez - vai falar que foi guerrilheiro, que bode -, mas mesmo assim: corto minha mão direita se entender o conteúdo de uma, UMA citaçãozinha qualquer atribuída ao cara. Se fosse homem apostaria meu pipi nessa.
A pessoa cita Machiavel, Balzac, Kafka sem nunca ter lido uma porra de uma frase proferida pelos coitados com atenção. Ele vê lá no final EINSTEIN e vai na fé, achando que tudo é uma questão de energia. Se ele tem capacidade para citar Einstein é porque existe alguma sintonia ali, né?
Não, não é. É triste, viu meu amigo, mas NÃO É.
Agora estamos enfrentando uma onda de Clarice Lispector e Bob Marley. Quer dizer: o SER pensa (ou não) que é maconheiro e ouviu o som do Bob a vida inteira, mas NUNCA soube do que se tratava, não pegou mensagem NENHUMA, porquê cadê que o anta fala inglês? Cadê? Mas não se furta em postar qualquer merda que venha assinada como Bob Marley. O movimento Rasta e tal. Pergunta lá sobre os Rastafaris e prepare-se para ouvir algo sobre cabelos e só. Sobre a Clarice Lispector eu não vou nem falar, tá? Não preciso explicar, creio eu. Quero que levante a mão quem, dos inteligentões, já leu uma mísera obra desta senhora.
Bem, eu, como não sou inteligentona e até assumo achar esses treco de poesia e filosofia e todas essas sabedorias um pé no meio do saco, informo-lhes que AMO, sou louca por Hilda Hilst, apenas porque gosto e fim. Acho realmente fantástico e nem é por nada transcedental não. Suas convicções, o conteúdo e a temática me agradam muito e conheço sua obra a fundo. Vi, gostei, fui atrás e li tudo. Coincidencia ou não, Gabi, minha irmã, atriz teza da família, até já atuou em uma peça cujo texto era quase todo baseado nos poemas de Hilda. E aí vai o meu preferido:
"Devo viver entre os homens
Se sou mais pêlo, mais dor
Menos garra e menos carne humana ?
E não tendo armadura
E tendo quase muito de cordeiro
E quase nada da mão que empunha a faca
Devo continuar a caminhada ?
Devo continuar a te dizer palavras
Se a poesia apodrece
Entre as ruínas da CASA que é a TUA alma ?
Ai, luz que permanece no meu corpo e cara:
Como foi que desaprendi de ser humana?
costuro o infinito sobre o peito
e no entanto sou água fugidia e amarga
e sou crível e antiga como aquilo que vês:
pedras, frontões no todo inamovível.
Terrena, me adivinho montanha algumas vezes.
Recente, inumana, inexprimível.
Costuro o infinito sobre o peito.
Como aqueles que amam."
HILDA HILST
Tá, passou, passou. Vamos falar mal de alguém aí, porra.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Enquadro na Linha Vermelha
Então, né, que teve o feriado de 12 de outubro e eu que estava na maior abstinência carioca mas achei absurdamente cretino pagar 1200 reais em uma perna de ponte aérea, resolvi que a maneira mais indicada de locomoção até meu point Vieira Soutense era pegar um boi com o amigo Tano, cuja inominável inteligência fez com que chegasse à mesma conclusão sobre a compra da tal passagem de avião.
Sendo assim, ficou decidido que iríamos together, de carro, cantando e falando mal do mundo todo daqui pro Rio. E assim fomos.
Ao nos aproximarmos do final da Via Dutra, amigo Tano comenta:
"Não vamos entrar pela Linha Vermelha. Vamos dar uma volta maior e pegar a Av. Brasil, pois a polícia normalmente para TODOS os carros com placa de São Paulo em ocasiões como esta."
Ao que eu concordei e emendei:
"Sim, eles dão a maior canseira na gente, vamos pela Brasil, isso mesmo, Tano, tesouro, esperteza em pessoa, orgulho da família"
E emendamos uma conversa detalhando todas as blitzes onde nós, nossa família, nossos conhecidos ou os primos dos cunhados das irmãs das vizinhas já haviam rodado.
Claro que nem vimos o arrastão que acontecia na Brasil no exato momento em que adentramos a via então, tecnicamente, chegamos à Ipanema na maior tranquilidade.
Bifurcação ali logo depois de São Cristóvão indicando "Linha Vermelha" à frente, "Av. Brasil" à direita. Houve um lapso, ficamos no vai não vai, mentes sequeladas e não deu outra: entramos na porra da Linha Vermelha. E novamente não deu outra: fomos parados. Tá, né. A gente SABIA que isso ia acontecer, sem traumas.
Daí que vieram dois cidadãos pertencentes à organização, fantasiados de BOPE e tudo mais, que se puseram a revistar o carro as bolsas, as malas, arrancaram os tapetes, farejaram tudo como se fossem dois labradores amestrados atrás de uma peça de mortadela, pegaram um controle remoto de garagem na mão e perguntaram se aquilo tinha alguma outra função além de abrir e fechar portões, fizeram uma puta zona. E a gente ali, já parados havia uma hora.
Encrencaram com os documentos, que estavam em ordem. Encrencaram com os selinhos do para brisa dianteiro, que estavam em ordem. Encrencaram com o estepe, o triângulo e aquelas porras de trocar pneu, que também estavam em ordem. Encrencaram com a minha cara, que não estava muito em ordem não após 4 dias de esbórnia, mas policial normalmente não gosta muito de mim, então não tomei aquilo como ofensa pessoal ou algo do gênero. Vivo bem com o fato de ser uma pessoa suspeita.
Quer dizer: o cara não tinha de onde arrancar uma grana ou arranjar um problema para mim e Tano. A criatura acabara de perder uma hora e meia de seu dia em uma revista que não dera em nada. Puta roubada, grande perda de tempo.
Foi quando, não se dando por vencido, o digníssimo oficial fica na posição de cócoras, pega algo do chão e dirige-se à mim. Reproduzirei o diálogo:
- "A senhora sabe que, quando a senhora saltou do veículo, eu logo notei que ISTO aqui estava no chão."
- "Sei..." [o ISTO em questão era um treco qualquer que eu ainda não havia identificado pois o policial muqueava o objeto na mão]
- "Eu também notei que ISTO aqui pode ter caído no momento em que a senhora se levantou do banco do passageiro."
- "Arrãn...."
Eis que a BEXTA abre a mão e me mostra o 'ISTO'.
- "A senhora pode me dizer o que é ISTO?"
- "Huuummmm....aaahnnnn....é uma bituca de cigarro, moço..."
- "E ISTO é seu??????"
- "Não é não, viu seu guarda. Isso aí é bituca de Capri, tá vendo aí que tá escrito? Ó, eu fumo Marlboro....e Capri, viu moço, é cigarro de véia..."
- "Okay, vou liberar vocês para seguir viagem"
Como se ele não tivesse acabado de pagar o mico do século em meio à blitz mais populosa de sua breve carreira.
Desnecessário comentar que eu e Tano viemos VOMITANDO de rir de lá até a porta de casa e que esse otário virou assunto recorrente sempre que nos juntamos ao nosso numeroso grupo.
Porque PALHAÇO também é uma profissão. Seu trabalho é agir como imbecil para assim, divertir o público e causar o riso na galera, não é mesmo? Puta cara eficiente.
**EDITANDO EM 27/12/10: Cara, a bituca não era de Capri coisa nenhuma. Era uma bituquinha azul que vi ontem na área de fumantes da festa que eu fui. Mas isso não muda nada, porque não lembro o nome. Bêbado é uma merda mesmo.
Sendo assim, ficou decidido que iríamos together, de carro, cantando e falando mal do mundo todo daqui pro Rio. E assim fomos.
Ao nos aproximarmos do final da Via Dutra, amigo Tano comenta:
"Não vamos entrar pela Linha Vermelha. Vamos dar uma volta maior e pegar a Av. Brasil, pois a polícia normalmente para TODOS os carros com placa de São Paulo em ocasiões como esta."
Ao que eu concordei e emendei:
"Sim, eles dão a maior canseira na gente, vamos pela Brasil, isso mesmo, Tano, tesouro, esperteza em pessoa, orgulho da família"
E emendamos uma conversa detalhando todas as blitzes onde nós, nossa família, nossos conhecidos ou os primos dos cunhados das irmãs das vizinhas já haviam rodado.
Claro que nem vimos o arrastão que acontecia na Brasil no exato momento em que adentramos a via então, tecnicamente, chegamos à Ipanema na maior tranquilidade.
CORTA.
FIM DE FERIADO - VOLTA PARA SP - PAULA E TANO NO CARRO.
Bifurcação ali logo depois de São Cristóvão indicando "Linha Vermelha" à frente, "Av. Brasil" à direita. Houve um lapso, ficamos no vai não vai, mentes sequeladas e não deu outra: entramos na porra da Linha Vermelha. E novamente não deu outra: fomos parados. Tá, né. A gente SABIA que isso ia acontecer, sem traumas.
Daí que vieram dois cidadãos pertencentes à organização, fantasiados de BOPE e tudo mais, que se puseram a revistar o carro as bolsas, as malas, arrancaram os tapetes, farejaram tudo como se fossem dois labradores amestrados atrás de uma peça de mortadela, pegaram um controle remoto de garagem na mão e perguntaram se aquilo tinha alguma outra função além de abrir e fechar portões, fizeram uma puta zona. E a gente ali, já parados havia uma hora.
Encrencaram com os documentos, que estavam em ordem. Encrencaram com os selinhos do para brisa dianteiro, que estavam em ordem. Encrencaram com o estepe, o triângulo e aquelas porras de trocar pneu, que também estavam em ordem. Encrencaram com a minha cara, que não estava muito em ordem não após 4 dias de esbórnia, mas policial normalmente não gosta muito de mim, então não tomei aquilo como ofensa pessoal ou algo do gênero. Vivo bem com o fato de ser uma pessoa suspeita.
Quer dizer: o cara não tinha de onde arrancar uma grana ou arranjar um problema para mim e Tano. A criatura acabara de perder uma hora e meia de seu dia em uma revista que não dera em nada. Puta roubada, grande perda de tempo.
Foi quando, não se dando por vencido, o digníssimo oficial fica na posição de cócoras, pega algo do chão e dirige-se à mim. Reproduzirei o diálogo:
- "A senhora sabe que, quando a senhora saltou do veículo, eu logo notei que ISTO aqui estava no chão."
- "Sei..." [o ISTO em questão era um treco qualquer que eu ainda não havia identificado pois o policial muqueava o objeto na mão]
- "Eu também notei que ISTO aqui pode ter caído no momento em que a senhora se levantou do banco do passageiro."
- "Arrãn...."
Eis que a BEXTA abre a mão e me mostra o 'ISTO'.
- "A senhora pode me dizer o que é ISTO?"
- "Huuummmm....aaahnnnn....é uma bituca de cigarro, moço..."
- "E ISTO é seu??????"
- "Não é não, viu seu guarda. Isso aí é bituca de Capri, tá vendo aí que tá escrito? Ó, eu fumo Marlboro....e Capri, viu moço, é cigarro de véia..."
- "Okay, vou liberar vocês para seguir viagem"
Como se ele não tivesse acabado de pagar o mico do século em meio à blitz mais populosa de sua breve carreira.
Desnecessário comentar que eu e Tano viemos VOMITANDO de rir de lá até a porta de casa e que esse otário virou assunto recorrente sempre que nos juntamos ao nosso numeroso grupo.
Porque PALHAÇO também é uma profissão. Seu trabalho é agir como imbecil para assim, divertir o público e causar o riso na galera, não é mesmo? Puta cara eficiente.
**EDITANDO EM 27/12/10: Cara, a bituca não era de Capri coisa nenhuma. Era uma bituquinha azul que vi ontem na área de fumantes da festa que eu fui. Mas isso não muda nada, porque não lembro o nome. Bêbado é uma merda mesmo.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Desgraça sem limites
Vou definir para vocês o conceito de desgraça sem limites:
Desgraça sem fim é receber um telefonema A COBRAR no meio do seu dia de trabalho e do outro lado da linha haver um palhaço qualquer tentando frustradamente simular uma entonação de "louco por Lee".
Desgraça infinita é tal otário lhe dizer que é cliente da loja, que fez compras lá no último sábado e que está ligando porque está apaixonado por você. Ele completa dizendo que gostaria de te convidar para fazer alguma coisa, para vocês se conhecerem melhor, TALZ.
Merda mesmo é você dizer à criatura que "não vai dar não, viu moço, eu sou casada" e obter como resposta "não tem problema não, eu não ligo".
Ainda por cima é POBRE. Nem sei como proceder.
Desgraça sem fim é receber um telefonema A COBRAR no meio do seu dia de trabalho e do outro lado da linha haver um palhaço qualquer tentando frustradamente simular uma entonação de "louco por Lee".
Desgraça infinita é tal otário lhe dizer que é cliente da loja, que fez compras lá no último sábado e que está ligando porque está apaixonado por você. Ele completa dizendo que gostaria de te convidar para fazer alguma coisa, para vocês se conhecerem melhor, TALZ.
Merda mesmo é você dizer à criatura que "não vai dar não, viu moço, eu sou casada" e obter como resposta "não tem problema não, eu não ligo".
Ainda por cima é POBRE. Nem sei como proceder.
Máximas - Conclusões estapafúrdias
Estou aqui no lar em companhia de irmão Rodolfo e cunhada Flora, que vieram dar umas banda na cidade grande e resolveram ficar até amanhã. Somos nerds, por isso estamos assistindo ao Exorcismo de Emily Rose e brincando de Facebook, tudo ao mesmo tempo porque a gente É nerd mas tem coordenação motora. Daí que Rodolfo toma o laptop de Flora para mexer em alguma configuração sei lá de quê e aparece uma janela do MSN informando que "Ursinha Carinhosa acabou de entrar".
"Ursinha Carinhosa. Se fosse o meu MSN, eu teria certeza de que era uma puta. Uma puta bem gordona com AQUELE fogo na raba......."
OI?
CONCLUSÃO DO PEQUENO SCARCELLI:
"Ursinha Carinhosa. Se fosse o meu MSN, eu teria certeza de que era uma puta. Uma puta bem gordona com AQUELE fogo na raba......."
OI?
sábado, 30 de outubro de 2010
Impressões de um sábado chuvoso
Que conste aqui que era para eu estar estirada a) em uma piscina no interior de São Paulo; b) no posto 9; c) na praia Vermelhinha do Centro em Ubatuba; d) na minha cama; mas na realidade estou e) na loja, trabalhando. No meio do feriado. E chove nessa cidade, porque eu vou dizer que se é para alguma coisa FODER, o início se dará no ABC Paulista. Portanto, estamos sob a tempestade por aqui.
Pois bem. Não bastasse apenas estar isolada, trabalhando e mofando neste local, todo mundo sabe que os meus clientes são um caso à parte. Agora mesmo tenho aqui no recinto um cidadão, funcionário de uma grande empresa de segurança para a qual forneço uniformes. O ser humano (ou não) veio até aqui com a requisição de seu respectivo UNIFORME impresso no papel timbrado da referida empresa em mãos, documento que dá a ele o direiro de retirar da minha loja, sem ônus, dois ternos pretos e três camisas brancas. Mas pra quê fazer as coisas certas, né? Por quê não encher o saco da coitada que está lá fazendo papel de trouxa enquanto galere tá na quinta caipirinha já, hein? Vamos lá, vamos esculhambar com a paz da Paula.
Eis o que ele quer: ele quer levar um paletó verde, uma calça azul, uma bermuda jeans e 2 camisetas polo. OI? O cara quer que eu endosse um pedido de uniforme para ele comprar roupitchas.
Vou ali no Pão de Queijo tomar um café, viu. Eu tenho idade, não vem bulir comigo não. Não me atente. Quer ver que essa anta ainda vai errar na urna eletrônica amanhã? Quer apostar? Pobre mesário abecedano. "Eu sou você amanhã".
Pois bem. Não bastasse apenas estar isolada, trabalhando e mofando neste local, todo mundo sabe que os meus clientes são um caso à parte. Agora mesmo tenho aqui no recinto um cidadão, funcionário de uma grande empresa de segurança para a qual forneço uniformes. O ser humano (ou não) veio até aqui com a requisição de seu respectivo UNIFORME impresso no papel timbrado da referida empresa em mãos, documento que dá a ele o direiro de retirar da minha loja, sem ônus, dois ternos pretos e três camisas brancas. Mas pra quê fazer as coisas certas, né? Por quê não encher o saco da coitada que está lá fazendo papel de trouxa enquanto galere tá na quinta caipirinha já, hein? Vamos lá, vamos esculhambar com a paz da Paula.
Eis o que ele quer: ele quer levar um paletó verde, uma calça azul, uma bermuda jeans e 2 camisetas polo. OI? O cara quer que eu endosse um pedido de uniforme para ele comprar roupitchas.
Vou ali no Pão de Queijo tomar um café, viu. Eu tenho idade, não vem bulir comigo não. Não me atente. Quer ver que essa anta ainda vai errar na urna eletrônica amanhã? Quer apostar? Pobre mesário abecedano. "Eu sou você amanhã".
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Receita de família
Descoberta importantíssima do dia via mensagem INBOX: certo fulano está voltando para a cidade e uma amiga que tinha dado o assunto com o caboclo por encerrado entra em pânico. Sim, o infeliz voltará e seu alvo será ela. Fato. Ele a perseguirá. Como proceder? Iniciamos o seguinte debate. Como a identidade do gajo não pode e não deve ser revelada, os integrantes da referida conversa serão identificados por 1, 2 e 3. Sim, criativo. Além de funcional, vamos combinar:
1 - Tenho o leve pressentimento que meu nome vai continuar costurado na boca do sapo por um bom tempo.....
2 - Não. No panic. Vamos descolar uma tenda. Ou um terreiro. Ou uma tábua daquelas que escrevem com morto. CALMA.
1 - Mas você não está com o mesmo pressentimento? Fala a verdade, era só o que me faltava...
2 - Mané pressentimento, estou com a CERTEZA!! Por isso que vamos arranjar uma tábua daquelas que falam com o morto. Ou era um copo?
1 - Ouija???
2 - ESSE! Aponta o dedo concentra, espera, desce o espírito ali no copo e pãns. Isso ou uma galinha preta, mas aí vai ter aquele sangue todo e já ouvi dizer que tem que até beber, e sei lá, não aconselho não. Prefiro o mortinho preso no copinho.
1 - Minha amiga, vamos precisar da galinha preta, pipoca, cruzamento, livro da salamandra, pelo menos 3 pais de santo e mais a tabua e o copo. E nem assim eu sei se vai funcionar....
Até aqui a conversa vinha andando equilibradamente, notaram? Nada que merecesse destaque, digamos assim. EIS QUE SURGE O TERCEIRO ELEMENTO:
3 - Receitinha:
- um tubo de KY;
- 7 cogumelos do sol;
- um chester recheado com gorgonzola;
- uma vela de sete dias;
- uma maria-mole;
- um caldo knorr sabor galinha caipira;
- sal a gosto.
Não esquece o CD do Dudu França como trilha musical para o despacho.
Funciona!
1 e 2 PASMAS. Emudeceram. Bate a curiosidade. Eis que 1 resolve elucidar a questão:
1 - tenho medo de perguntar mas.... lá vai: e o faço o que com cada um dos elementos??
3 - Faz um mexidinho. Serve 2 pessoas.
2 - e o KY?
3 - Melhor substituir por Vaselina. Mas da Vasenol. Se usar Dermacid a macumba perdura por mais 7 meses.
Pessoa 1 CAI DA CAMA
Pessoa 2 SUFOCA COM O PRÓPRIO RISO
Por isso que GENTE NORMAL dorme à noite. E nós.....bem........nós falamos sobre mexidinhos à base de gorgonzola e Vasenol.
1 - Tenho o leve pressentimento que meu nome vai continuar costurado na boca do sapo por um bom tempo.....
2 - Não. No panic. Vamos descolar uma tenda. Ou um terreiro. Ou uma tábua daquelas que escrevem com morto. CALMA.
1 - Mas você não está com o mesmo pressentimento? Fala a verdade, era só o que me faltava...
2 - Mané pressentimento, estou com a CERTEZA!! Por isso que vamos arranjar uma tábua daquelas que falam com o morto. Ou era um copo?
1 - Ouija???
2 - ESSE! Aponta o dedo concentra, espera, desce o espírito ali no copo e pãns. Isso ou uma galinha preta, mas aí vai ter aquele sangue todo e já ouvi dizer que tem que até beber, e sei lá, não aconselho não. Prefiro o mortinho preso no copinho.
1 - Minha amiga, vamos precisar da galinha preta, pipoca, cruzamento, livro da salamandra, pelo menos 3 pais de santo e mais a tabua e o copo. E nem assim eu sei se vai funcionar....
Até aqui a conversa vinha andando equilibradamente, notaram? Nada que merecesse destaque, digamos assim. EIS QUE SURGE O TERCEIRO ELEMENTO:
3 - Receitinha:
- um tubo de KY;
- 7 cogumelos do sol;
- um chester recheado com gorgonzola;
- uma vela de sete dias;
- uma maria-mole;
- um caldo knorr sabor galinha caipira;
- sal a gosto.
Não esquece o CD do Dudu França como trilha musical para o despacho.
Funciona!
1 e 2 PASMAS. Emudeceram. Bate a curiosidade. Eis que 1 resolve elucidar a questão:
1 - tenho medo de perguntar mas.... lá vai: e o faço o que com cada um dos elementos??
3 - Faz um mexidinho. Serve 2 pessoas.
FAZ UM MEXIDINHO. SERVE DUAS PESSOAS.
2 - e o KY?
3 - Melhor substituir por Vaselina. Mas da Vasenol. Se usar Dermacid a macumba perdura por mais 7 meses.
Pessoa 1 CAI DA CAMA
Pessoa 2 SUFOCA COM O PRÓPRIO RISO
Por isso que GENTE NORMAL dorme à noite. E nós.....bem........nós falamos sobre mexidinhos à base de gorgonzola e Vasenol.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Linha de raciocínio coerente
Estou aqui no meu Chesterfield assistindo à Raquel Acioly se f%der e aguardando a bombástica volta de minha rainha Odete Roitman. Paralelamente, mantenho uma semi conversa com a Red via Twitter. Ela twittou, eu comentei, ela replicou, eu respondi. Foi mais ou menos assim que tudo ocorreu.
Daí que ela postou isto aqui em sua disputada timeline:
"O filme "Nosso Lar" é extremamente fiel ao livro. E justamente por isso é extremamente CHATO"
Ah vá! JURA? Não é nem um pouco legal um filme cujo tema central é uma cidade chata cheia de espritu e um hospital chato pra gente morta? Onde galere traja branco em túnicas? Mas sério MESMO que é chato? Poxa, nunca poderia imaginar. Estou surpresa e estupefacta.
E se tem um treco que NÃO orna é a Red assistindo um filme sobre o céu com nego passando mensagens otimistas e pacíficas, andando de túnica pra cima e pra baixo (espíritas, perdoem-me pela forma leiga com que me refiro à sua doutrina. É apenas burrice, amadorismo, a intenção aqui não é faltar com o respeito. Mesmo porque, vai que vem um fantasmão atrás de mim e ó, TODO RESPEITO viu gente morta do Nosso Lar?)
Na sequência, mais este tweet de Red:
"Aliás, eu demorei para entender que o filme "Nosso Lar" já estava rolando na tela. Achei que era alguma novela mexicana dublada pelo SBT."
Decidi questionar. Porque...né? Alguma dúvida sobre a pentelhice do filme? Perguntei carinhosamente:
"POR QUÊ vc foi assistir a esta porra?"
E veio a resposta instantaneamente, assim PÁ! na timeline:
"Porque o Tropa de Elite só estreia na sexta"
AHHHHHHHHH TÁ! Então tá, então! Elucidado, né? Porque tanto faz ver o Capitão Nascimento xingando geral ou um cara de túnica que cura espíritos na tela do cinema..........
NÃO?
Daí que ela postou isto aqui em sua disputada timeline:
"O filme "Nosso Lar" é extremamente fiel ao livro. E justamente por isso é extremamente CHATO"
Ah vá! JURA? Não é nem um pouco legal um filme cujo tema central é uma cidade chata cheia de espritu e um hospital chato pra gente morta? Onde galere traja branco em túnicas? Mas sério MESMO que é chato? Poxa, nunca poderia imaginar. Estou surpresa e estupefacta.
E se tem um treco que NÃO orna é a Red assistindo um filme sobre o céu com nego passando mensagens otimistas e pacíficas, andando de túnica pra cima e pra baixo (espíritas, perdoem-me pela forma leiga com que me refiro à sua doutrina. É apenas burrice, amadorismo, a intenção aqui não é faltar com o respeito. Mesmo porque, vai que vem um fantasmão atrás de mim e ó, TODO RESPEITO viu gente morta do Nosso Lar?)
Na sequência, mais este tweet de Red:
"Aliás, eu demorei para entender que o filme "Nosso Lar" já estava rolando na tela. Achei que era alguma novela mexicana dublada pelo SBT."
Decidi questionar. Porque...né? Alguma dúvida sobre a pentelhice do filme? Perguntei carinhosamente:
"POR QUÊ vc foi assistir a esta porra?"
E veio a resposta instantaneamente, assim PÁ! na timeline:
"Porque o Tropa de Elite só estreia na sexta"
AHHHHHHHHH TÁ! Então tá, então! Elucidado, né? Porque tanto faz ver o Capitão Nascimento xingando geral ou um cara de túnica que cura espíritos na tela do cinema..........
NÃO?
sábado, 2 de outubro de 2010
Adendo #2
A caixa das pizzas extra grandes não cabem na minha geladeira side by side. Uma geladeira grande. Uma geladeira side by side, porra.
Soquei-as lá dentro enviezadas. Os recheios escorrerão. Tudo entrará em colapso.
Para vocês verem o leque de problemas que o descontrole pode gerar.
Soquei-as lá dentro enviezadas. Os recheios escorrerão. Tudo entrará em colapso.
Para vocês verem o leque de problemas que o descontrole pode gerar.
Adendo
Mas ACABO de publicar esta triste história sobre meu descontrole perante um simples cardápio de pizzaria e minha página de vizualização aqui do Blogger exibe o seguinte anúncio:
"Pizza com 70% de Desconto
Em 5 Seg Você se Cadastra Grátis e Recebe Ofertas como Essa Todo Dia!
PeixeUrbano.com.br/Cadastre-se"
Quer dizer, é todo um complô, percebe? As mensagens estão claras.
"Pizza com 70% de Desconto
Em 5 Seg Você se Cadastra Grátis e Recebe Ofertas como Essa Todo Dia!
PeixeUrbano.com.br/Cadastre-se"
Quer dizer, é todo um complô, percebe? As mensagens estão claras.
A Somália é logo aqui
Minha casa, eu, telefone, homem da pizzaria do outro lado da linha:
"Oi moço, eu queria fazer um pedido."
"Pois não."
"Eu queria uma pizza de calabresa, com cebola, azeitona, coberta de gorgonzola e palmito por cima. No maçarico. Aproveita e me manda uma meia banana com queijo meia Romeu e Julieta. Grande. A grande de 10 pedaços, não a de 8. Isso! A EXTRA GRANDE. Não, a outra também, isso, as duas extra grandes."
Na verdade eu descobri que o mundo vai acabar amanhã mas achei inadequado causar pânico na população.
"Oi moço, eu queria fazer um pedido."
"Pois não."
"Eu queria uma pizza de calabresa, com cebola, azeitona, coberta de gorgonzola e palmito por cima. No maçarico. Aproveita e me manda uma meia banana com queijo meia Romeu e Julieta. Grande. A grande de 10 pedaços, não a de 8. Isso! A EXTRA GRANDE. Não, a outra também, isso, as duas extra grandes."
Na verdade eu descobri que o mundo vai acabar amanhã mas achei inadequado causar pânico na população.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Praça dos Artesãos Calabreses
Foi mal hein. Eu ia postar o mapa, mas caiu minha rede e tal, aquelas coisas. Lá vai.
Exibir mapa ampliado
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Guia SP - Descobrindo cantinhos da cidade
Para quem mora em São Paulo e acredita conhecer a cidade a fundo, sugiro ir à uma aglomeração de loucos intitulada "Arraial do Magal" - nome auto-explicativo para a festa junina mais exclusiva do Jardim Paulistano - acompanhada da chefe do destempero mental na Terra (e dos outros planetas também), uma lendária amiga, atual moradora de Ipanema, RJ. Para quem ainda não associou o nome à pessoa, aqui vai uma DICA .
Saindo da festa, corra da garoa contínua e entre no seu carro com um dos amigos presentes. Deixe que a mestra do descontrole vá em outro veículo, dirigido por um dos seus mais fiéis seguidores nesse lance de loucura e desorientação generalizada.
Vá até o Pasta e Vino e, antes mesmo de ter seu couvert e aquela sardela maravilhosa sobre a mesa, atenda a um telefonema da louca. Preste atenção, pois o assunto a partir de agora é um acidente de trânsito. Porrada da boa.
Logo de cara, foi-me dito que eles haviam batido com o carro após perderem-se na Av. 9 de julho, o que me surpreendeu em diversas esferas já que: a) é IMPOSSÍVEL até mesmo para alguém recém chegado do Xingu perder-se na 9 de julho, quem dirá duas pessoas que moraram durante toda a vida em SP; b) Que raios faziam eles na 9 de julho já que saímos da Rua Groenlândia e nosso destino seria a Barão de Capanema, PORRA?
Tá, havia muito álcool envolvido, havia sequelas causadas por Sidney Magal e seu camisolão do Brasil - a festa aconteceu em um ano de Copa, 98 quase certamente. Porque a gente é antigo e tem muita história dos anos 90 pra contar, percebe? Ah, e Sidney Magal estava de fato trajando um camisolão estampado nas cores do pavilhão nacional.
Considerando estes aspectos básicos, compreendi que não seria assim tão absurdo duas pessoas tomarem um caminho sem sentido, perderem-se na via de mais fácil locomoção da cidade e finalmente terem o carro destruído em algum acidente. Achei plausível.
Desnecessário dizer que fui intimada a resgatá-los e abandonei minha mesa prontamente. Primeira providência: saber exatamente onde as duas antas estavam paradas com o carro batido. Obtive a seguinte resposta:
"Estamos aqui na Praça dos Artesãos Calabreses"
Tá. Isso diz alguma coisa para alguém? Porque eu, naquele momento, paralisei minha expressão facial e retruquei:
"Legal. Mas vcs bateram na 9 de Julho, né? Em que altura da 9 de Julho fica esta porra deste lugar, do qual eu nunca ouvi falar?"
E passei a buscar na memória "Praça do Artesãos Calabreses.....Praça dos Artesãos Calabreeeeesessssss....." sem nenhum tipo de resultado satisfatório.
Daí obtive um importante esclarecimento:
"Pressssssta antnçzão!! A getz ze perrrrdeu na Novvvv Djulho. Mas batemsssss qui na praççççççççç. A praççççç não é na Novvvvv Djulho"
Fo-deu.
"E ONDE fica essa praça?? Olha em volta, onde você está??"
"Aaaachhhhh que na Vintchreis de Maio"
Ótimo. Fácil. Simples. 23 de Maio. Como foram chegar lá já paramos de questionar faz tempo, não é mesmo? Mas estavam na 23. O resgate seria simples, se considerarmos que as duas mulas haviam, provavelmente, entrado na avenida a partir da merda da 9 de Julho.
E lá fui eu, 23 de Maio acima.....23 de Maio abaixo.....acima novamente....abaixo.......em toda sua extensão. Realizei o percurso completo 4 vezes. Eles já haviam me informado que estavam SOBRE a tal praça. Ou seja, como não avistei carro nenhum e praça alguma, concluí que os filhos da puta NÃO ESTAVAM na 23 de Maio porcaria nenhuma.
E uma puta chuva sem fim caindo.
Encostei o carro e iniciei um debate com o amigo que se fudeu junto comigo nesta busca. Onde poderiam estar os dois seres? Eles não estavam na 9 de Julho e acreditavam estar na 23 de Maio, o que não era verdade. Eles estavam em um lugar chamado Praça dos Artesãos Calabreses, precisávamos focar nesta informação duvidosa. Depois de muita especulação resolvemos que não sabíamos nada sobre este local e ainda corríamos o risco de estar correndo atrás de uma praça inexistente, um nome errado, essas coisas. E decidimos sair dirigindo sem rumo. Rodaríamos com o carro nos entornos das avenidas que haviam sido mencionadas pelos bêbados.
Foi quando, via 23 de Maio, peguei a saída que dá acesso à Radial Leste, porque a gente estava ali sem fazer nada mesmo, com tempo livre, noite bonita e tal... e o que eu vejo do outro lado da merda da avenida? O que eu vejo no lado contrário, onde está o acesso da Radial à 23? O quê?
O carro da criatura parado sobre um triângulo de grama que separa a pista pricipal da entrada para a 23 de Maio formando uma bifurcação. Os dois sentados na chuva como se nada houvesse ocorrido. Dei a volta, parei o carro, liguei o pisca alerta e perguntei:
"A polícia já veio? Quem colocou o carro no canteiro?"
"Nááááá, ezzztamzzzz sssperando o guinchhhh. O carrrrrrrr zubiu aqui com a batchidddda"
Era um canteiro com um muro de uns 60 centímetros. De alguma maneira eles voaram. Olhei para cima. Havia uma placa. Nome do canteiro, da BIFURCAÇÃO: Praça dos Artesãos Calabreses.
Paulistanos: trata-se daquela porçãozinha de grama que há antes da curva que nos leva à 23 de Maio quando estamos indo da Mooca para o Ibirapuera, por exemplo. Como é que duas pessoas não conseguem me dizer isso? E me falam que estão em uma PRAÇA na 23 de Maio?
Tudo o que sei é que entramos todos no meu carro e fomos embora. O veículo acidentado ficou lá na praça e eu realmente até hoje não sei o que foi feito dele. Vou me informar.
A partir de então, sempre que quero dar uma de superior inicio minhas orientações com a seguinte frase:
"Chegar lá é fácil. Sabe a Praça dos Artesãos Calabreses? NÃÃÃÃOOOO????" - com a minha melhor cara de reprovação e desprezo.
Saindo da festa, corra da garoa contínua e entre no seu carro com um dos amigos presentes. Deixe que a mestra do descontrole vá em outro veículo, dirigido por um dos seus mais fiéis seguidores nesse lance de loucura e desorientação generalizada.
Vá até o Pasta e Vino e, antes mesmo de ter seu couvert e aquela sardela maravilhosa sobre a mesa, atenda a um telefonema da louca. Preste atenção, pois o assunto a partir de agora é um acidente de trânsito. Porrada da boa.
Logo de cara, foi-me dito que eles haviam batido com o carro após perderem-se na Av. 9 de julho, o que me surpreendeu em diversas esferas já que: a) é IMPOSSÍVEL até mesmo para alguém recém chegado do Xingu perder-se na 9 de julho, quem dirá duas pessoas que moraram durante toda a vida em SP; b) Que raios faziam eles na 9 de julho já que saímos da Rua Groenlândia e nosso destino seria a Barão de Capanema, PORRA?
Tá, havia muito álcool envolvido, havia sequelas causadas por Sidney Magal e seu camisolão do Brasil - a festa aconteceu em um ano de Copa, 98 quase certamente. Porque a gente é antigo e tem muita história dos anos 90 pra contar, percebe? Ah, e Sidney Magal estava de fato trajando um camisolão estampado nas cores do pavilhão nacional.
Considerando estes aspectos básicos, compreendi que não seria assim tão absurdo duas pessoas tomarem um caminho sem sentido, perderem-se na via de mais fácil locomoção da cidade e finalmente terem o carro destruído em algum acidente. Achei plausível.
Desnecessário dizer que fui intimada a resgatá-los e abandonei minha mesa prontamente. Primeira providência: saber exatamente onde as duas antas estavam paradas com o carro batido. Obtive a seguinte resposta:
"Estamos aqui na Praça dos Artesãos Calabreses"
Tá. Isso diz alguma coisa para alguém? Porque eu, naquele momento, paralisei minha expressão facial e retruquei:
"Legal. Mas vcs bateram na 9 de Julho, né? Em que altura da 9 de Julho fica esta porra deste lugar, do qual eu nunca ouvi falar?"
E passei a buscar na memória "Praça do Artesãos Calabreses.....Praça dos Artesãos Calabreeeeesessssss....." sem nenhum tipo de resultado satisfatório.
Daí obtive um importante esclarecimento:
"Pressssssta antnçzão!! A getz ze perrrrdeu na Novvvv Djulho. Mas batemsssss qui na praççççççççç. A praççççç não é na Novvvvv Djulho"
Fo-deu.
"E ONDE fica essa praça?? Olha em volta, onde você está??"
"Aaaachhhhh que na Vintchreis de Maio"
Ótimo. Fácil. Simples. 23 de Maio. Como foram chegar lá já paramos de questionar faz tempo, não é mesmo? Mas estavam na 23. O resgate seria simples, se considerarmos que as duas mulas haviam, provavelmente, entrado na avenida a partir da merda da 9 de Julho.
E lá fui eu, 23 de Maio acima.....23 de Maio abaixo.....acima novamente....abaixo.......em toda sua extensão. Realizei o percurso completo 4 vezes. Eles já haviam me informado que estavam SOBRE a tal praça. Ou seja, como não avistei carro nenhum e praça alguma, concluí que os filhos da puta NÃO ESTAVAM na 23 de Maio porcaria nenhuma.
E uma puta chuva sem fim caindo.
Encostei o carro e iniciei um debate com o amigo que se fudeu junto comigo nesta busca. Onde poderiam estar os dois seres? Eles não estavam na 9 de Julho e acreditavam estar na 23 de Maio, o que não era verdade. Eles estavam em um lugar chamado Praça dos Artesãos Calabreses, precisávamos focar nesta informação duvidosa. Depois de muita especulação resolvemos que não sabíamos nada sobre este local e ainda corríamos o risco de estar correndo atrás de uma praça inexistente, um nome errado, essas coisas. E decidimos sair dirigindo sem rumo. Rodaríamos com o carro nos entornos das avenidas que haviam sido mencionadas pelos bêbados.
Foi quando, via 23 de Maio, peguei a saída que dá acesso à Radial Leste, porque a gente estava ali sem fazer nada mesmo, com tempo livre, noite bonita e tal... e o que eu vejo do outro lado da merda da avenida? O que eu vejo no lado contrário, onde está o acesso da Radial à 23? O quê?
O carro da criatura parado sobre um triângulo de grama que separa a pista pricipal da entrada para a 23 de Maio formando uma bifurcação. Os dois sentados na chuva como se nada houvesse ocorrido. Dei a volta, parei o carro, liguei o pisca alerta e perguntei:
"A polícia já veio? Quem colocou o carro no canteiro?"
"Nááááá, ezzztamzzzz sssperando o guinchhhh. O carrrrrrrr zubiu aqui com a batchidddda"
Era um canteiro com um muro de uns 60 centímetros. De alguma maneira eles voaram. Olhei para cima. Havia uma placa. Nome do canteiro, da BIFURCAÇÃO: Praça dos Artesãos Calabreses.
Paulistanos: trata-se daquela porçãozinha de grama que há antes da curva que nos leva à 23 de Maio quando estamos indo da Mooca para o Ibirapuera, por exemplo. Como é que duas pessoas não conseguem me dizer isso? E me falam que estão em uma PRAÇA na 23 de Maio?
Tudo o que sei é que entramos todos no meu carro e fomos embora. O veículo acidentado ficou lá na praça e eu realmente até hoje não sei o que foi feito dele. Vou me informar.
A partir de então, sempre que quero dar uma de superior inicio minhas orientações com a seguinte frase:
"Chegar lá é fácil. Sabe a Praça dos Artesãos Calabreses? NÃÃÃÃOOOO????" - com a minha melhor cara de reprovação e desprezo.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Definindo "Alegria de Viver"
Não sei se é de conhecimento geral, mas minha família como um todo trabalha no ramo de confecções. De um jeito ou de outro estamos todos ligados ao conglomerado da Scarcelli´s Corporations, holding que engloba as empresas de papai, e faz parte de nosso cotidiano lidar com costureiras entre tantas outras peculiaridades da indústria de vestuário.
Gabi, minha irmã, produz peças femininas exclusivíssimas, de modelagens elaboradas e tecidos sentimentais, digamos assim. Por isso ela conta com uma equipe de costureiras especializada para a execução de tais modelos. Costureiras que sabem a maneira correta de aplicar um molde sobre um tecido caríssimo, costureiras que sabem como cortar a porra do pano sem cagar o fardo inteiro causando prejuízos incalculáveis, costureiras que possuem e dominam o maquinário próprio para cada fechamento, para cada acabamento, para cada forro.
E daí eu conto pra vocês que, fora dois bois saírem voando pela janela da sua casa diariamente à 4 da tarde, a coisa mais difícil no mundo como o conhecemos é encontrar o quê? Uma costureira CAPAZ. Um ser humano que reúna todas as características supra citadas, porque vou te dizer que de costureira boa, a Puta que o Pariu tá cheia. E quaisquer outros lugares suspeitos. Tudo cheio de costureira boa. A Casa do Caralho também tá cheia. Uma beleza. É costureira boa pra todo lado ali no Beco dos Ebó Mal Despachados, dá até gosto. Na rua, pra gente contratar é que não tem UMA viu.
Voltando.
Daí que Gabi, em sua busca eterna por seres humanos que saibam exercer a função para a qual se dispuseram nesta vida, encontrou uma certa Neide, ou Nalva, ou Nilde, sei lá, uma mulher de uns 45 anos de idade mais ou menos. Atenção pois esta informação sobre sua idade é importante. A mulher era uma gênia. A mulher não precisava de orientações, a mulher sabia tudo. Gabi largava moldes e tecidos na mão dela e a mulher transformava todo aquele bololô em roupas belíssimas. Que sorte a da Gabi, né?
NÃO, não é.
Neide (ou Nalva ou Nilde) tinha um comportamento bastante peculiar, totalmente baseado em atitudes depressivas. Nada daquilo com que vocês já tiveram contato anteriormente, eu garanto. Certa vez meu irmão levou Gabi à casa da sujeita para entregar uns botões. Gabi entrou e ela iniciou o lamento. Conseguiu se libertar (porque Nalva/Neide/Nilde é daquela raça de deprimidos que TE PEGA PELO BRAÇO) após um tempo não determinado, mas longo o suficiente para encontrar nosso irmão dormindo no carro. No meio de uma avenida enquanto aguardava seu retorno.
A conversa padrão com Neide/Nalva/Nilde era esta:
"Oi Neide, tudo bem?"
"Olha, bem não tá não"
"Ah, sim, que bom. Bem, Neide, aqueles vestidos que te entreguei na semana passada estão prontos?"
"Olha, eram para estar, eram sim. Mas é que faz uma semana que eu só choro, sabe?"
"Hum..."
"Porque eu sento para trabalhar, mas não consigo me concentrar nas peças, pois só penso em chorar"
"Sei..."
"E quando eu começo, olha, eu choro o dia inteiro, viu"
"Que coisa..."
"Porque nada, nada mesmo acaba com essa minha vontade de chorar"
"Entendo..."
" E daí, quando minha filha me liga, as coisas pioram bastante"
"Não me diga..."
"Porque eu CHORO DE UM LADO E ELA CHORA DE OUTRO, NEM CONSEGUIMOS CONVERSAR"
".............."
"Passamos HORAS na linha chorando juntas"
"Ahn...mas....."
"E você não me entende, porque ainda é muito jovem"
"Mas eu..."
"Sim, sim, gente velha não tem nada mais a fazer da própria vida senão chorar"
"Hum..."
"É só o que me resta. Só. Para mim e para minha filha. Somos muito tristes"
"Sei..."
"Você ainda está nos "inta". Espera chegar nos "enta" como eu que você vai ver como é" [esta frase virou um clássico aqui na família. Usamos para TUDO atualmente]
"Olha, eu..."
"Você também vai chorar o dia inteiro, pode esperar. Eu ainda vou te ver passando o dia todo debruçada numa mesa chorando. É o nosso destino, este. SOFRER!"
Sim, sim, Gabi deu um sumiço em Nalva/Neide/Nilde. Ela desenvolveu em nós o medo profundo de atendermos telefonemas e passarmos HORAS chorando na linha com nosso interlocutor.
Só tem louco na rua, preciso de uma oca na taba em Caraíva.
**EDITANDO em 22/09/10 - O nome da nega é LAÍDE. Lembramos. Tamo ruim, mas ainda há célebro aqui.
Gabi, minha irmã, produz peças femininas exclusivíssimas, de modelagens elaboradas e tecidos sentimentais, digamos assim. Por isso ela conta com uma equipe de costureiras especializada para a execução de tais modelos. Costureiras que sabem a maneira correta de aplicar um molde sobre um tecido caríssimo, costureiras que sabem como cortar a porra do pano sem cagar o fardo inteiro causando prejuízos incalculáveis, costureiras que possuem e dominam o maquinário próprio para cada fechamento, para cada acabamento, para cada forro.
E daí eu conto pra vocês que, fora dois bois saírem voando pela janela da sua casa diariamente à 4 da tarde, a coisa mais difícil no mundo como o conhecemos é encontrar o quê? Uma costureira CAPAZ. Um ser humano que reúna todas as características supra citadas, porque vou te dizer que de costureira boa, a Puta que o Pariu tá cheia. E quaisquer outros lugares suspeitos. Tudo cheio de costureira boa. A Casa do Caralho também tá cheia. Uma beleza. É costureira boa pra todo lado ali no Beco dos Ebó Mal Despachados, dá até gosto. Na rua, pra gente contratar é que não tem UMA viu.
Voltando.
Daí que Gabi, em sua busca eterna por seres humanos que saibam exercer a função para a qual se dispuseram nesta vida, encontrou uma certa Neide, ou Nalva, ou Nilde, sei lá, uma mulher de uns 45 anos de idade mais ou menos. Atenção pois esta informação sobre sua idade é importante. A mulher era uma gênia. A mulher não precisava de orientações, a mulher sabia tudo. Gabi largava moldes e tecidos na mão dela e a mulher transformava todo aquele bololô em roupas belíssimas. Que sorte a da Gabi, né?
NÃO, não é.
Neide (ou Nalva ou Nilde) tinha um comportamento bastante peculiar, totalmente baseado em atitudes depressivas. Nada daquilo com que vocês já tiveram contato anteriormente, eu garanto. Certa vez meu irmão levou Gabi à casa da sujeita para entregar uns botões. Gabi entrou e ela iniciou o lamento. Conseguiu se libertar (porque Nalva/Neide/Nilde é daquela raça de deprimidos que TE PEGA PELO BRAÇO) após um tempo não determinado, mas longo o suficiente para encontrar nosso irmão dormindo no carro. No meio de uma avenida enquanto aguardava seu retorno.
A conversa padrão com Neide/Nalva/Nilde era esta:
"Oi Neide, tudo bem?"
"Olha, bem não tá não"
"Ah, sim, que bom. Bem, Neide, aqueles vestidos que te entreguei na semana passada estão prontos?"
"Olha, eram para estar, eram sim. Mas é que faz uma semana que eu só choro, sabe?"
"Hum..."
"Porque eu sento para trabalhar, mas não consigo me concentrar nas peças, pois só penso em chorar"
"Sei..."
"E quando eu começo, olha, eu choro o dia inteiro, viu"
"Que coisa..."
"Porque nada, nada mesmo acaba com essa minha vontade de chorar"
"Entendo..."
" E daí, quando minha filha me liga, as coisas pioram bastante"
"Não me diga..."
"Porque eu CHORO DE UM LADO E ELA CHORA DE OUTRO, NEM CONSEGUIMOS CONVERSAR"
".............."
"Passamos HORAS na linha chorando juntas"
"Ahn...mas....."
"E você não me entende, porque ainda é muito jovem"
"Mas eu..."
"Sim, sim, gente velha não tem nada mais a fazer da própria vida senão chorar"
"Hum..."
"É só o que me resta. Só. Para mim e para minha filha. Somos muito tristes"
"Sei..."
"Você ainda está nos "inta". Espera chegar nos "enta" como eu que você vai ver como é" [esta frase virou um clássico aqui na família. Usamos para TUDO atualmente]
"Olha, eu..."
"Você também vai chorar o dia inteiro, pode esperar. Eu ainda vou te ver passando o dia todo debruçada numa mesa chorando. É o nosso destino, este. SOFRER!"
Sim, sim, Gabi deu um sumiço em Nalva/Neide/Nilde. Ela desenvolveu em nós o medo profundo de atendermos telefonemas e passarmos HORAS chorando na linha com nosso interlocutor.
Só tem louco na rua, preciso de uma oca na taba em Caraíva.
**EDITANDO em 22/09/10 - O nome da nega é LAÍDE. Lembramos. Tamo ruim, mas ainda há célebro aqui.
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