Olha só, eu não sei o que essa gente anda tomando, mas estou aqui para dizer que quero também, porque a viagem tá intensa e a parada é alucinante Baby Consuelo style.
Acaba de rolar neste recinto uma piada infame envolvendo Copa América e Paraguai, uma coisa mais ou menos com "Copa América/Para quê/ PARAGUAI" em seu denso conteúdo. Importante frisar que a anedota foi um comentário isolado. Não falávamos de futebol. Estávamos focados na malediscência, nosso carro chefe.
O moleque contou a porra da piada, todo mundo se jogou no chão de rir - vocês estão cansados de saber que aqui somos todos imbecis, gente, qual a surpresa - e quando estávamos quase nos recuperando um crazy levanta e solta:
"Vocês são muito burros. O Brasil vai jogar a Copa das Confederações de qualquer maneira, já tem vaga garantida independentemente da abertura ser em São Paulo ou não."
OI? Pra que falar coisa com coisa?
Agora estamos rindo tudo de novo. Tem cogumelo nessa sangria, me ouve, gente.
Porque as bizarrices cotidianas devem ser comentadas
quinta-feira, 21 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Em relação ao post anterior
Dou três chances para vocês adivinharem quem foi. Estou pensando em criar uma tag especialmente pra ela. Cabe, não?
Juventude transviada
Imagine que numa noite qualquer você sai da sua casa dirigindo seu próprio carro. Daí descobre que há uma convenção de maus elementos na casa do amigo e se manda para lá, onde estaciona a barca na garagem da pessoa. Toma 722 vodkas e vai para um restaurante. Do restaurante vai para um aniversário e do aniversário segue direto para uma festa ótima cheia de gente pelada (palavras da protagonista).
Sai da tal festa de gente pelada, se dirige ao Paris 6 e de lá devolve pessoas em suas respectivas casas antes de retornar ao lar.
Quer dizer: circulou. Deu quase a volta na circunferência terrestre dirigindo. Entrou e saiu desse carro umas 15 vezes, contem aí.
No dia seguinte, acorda com um telefonema do amigo morador da casa onde fez sua primeira parada. Ele conta, em pânico, digamos, que acordou ao meio dia com a polícia quase arrombando sua porta, pois um carro havia sido roubado da garagem na noite anterior e, como o vizinho furtado já tinha feito um boletim de ocorrência, ele precisava prestar esclarecimentos pois os policiais descobriram um carro sem dono no recinto. Carro este que estava registrado justamente como pertencente aos visitantes da noite anterior.
Adivinhem:
"Não foi minha culpa. Os dois eram pretos".
E o vizinho lá, tirando as calças e pisando em cima. Com força.
Só sei que, durante nosso almoço, o amigo apareceu no restaurante para efetuar a troca de automóveis e tentar resolver seus problemas policiais.
Parece que o vizinho está espumando até hoje. E que não somos mais bem vindos no edifício. Fim.
Sai da tal festa de gente pelada, se dirige ao Paris 6 e de lá devolve pessoas em suas respectivas casas antes de retornar ao lar.
Quer dizer: circulou. Deu quase a volta na circunferência terrestre dirigindo. Entrou e saiu desse carro umas 15 vezes, contem aí.
No dia seguinte, acorda com um telefonema do amigo morador da casa onde fez sua primeira parada. Ele conta, em pânico, digamos, que acordou ao meio dia com a polícia quase arrombando sua porta, pois um carro havia sido roubado da garagem na noite anterior e, como o vizinho furtado já tinha feito um boletim de ocorrência, ele precisava prestar esclarecimentos pois os policiais descobriram um carro sem dono no recinto. Carro este que estava registrado justamente como pertencente aos visitantes da noite anterior.
Adivinhem:
"Não foi minha culpa. Os dois eram pretos".
E o vizinho lá, tirando as calças e pisando em cima. Com força.
Só sei que, durante nosso almoço, o amigo apareceu no restaurante para efetuar a troca de automóveis e tentar resolver seus problemas policiais.
Parece que o vizinho está espumando até hoje. E que não somos mais bem vindos no edifício. Fim.
sábado, 16 de julho de 2011
Festa Virtual Bizarra ao vivo
Porque quando você entorna um six pack de Stellas e uma garrafa de Moët, vou dizer que é necessário um esquema desse com Los Hermanos dramático ao vivo. Não que seja meu caso, imagina.
Escolha uma música COM cornetinhas e saia cantando pelos ambientes de sua casa. Arrisque movimentos corporais no estilo "serpente".
Não se esqueça de fechar as cortinas, afinal de contas, você mora aí. A vizinhança repara.
Fracasso social, seu nome é Paula.
Escolha uma música COM cornetinhas e saia cantando pelos ambientes de sua casa. Arrisque movimentos corporais no estilo "serpente".
Não se esqueça de fechar as cortinas, afinal de contas, você mora aí. A vizinhança repara.
Fracasso social, seu nome é Paula.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Dedicado à Musa
Devo confessar que, desde o post onde a querida Musa abordou o comportamento de seres que mereceriam respostas cretinas para suas perguntas inominavelmente imbecis, aprimorei minha capacidade de identificação e análise desta (grande) parcela limítrofe da população.
Link para o post onde comento sua publicação
Isto posto, POR FAVOR, observem a maravilha com a qual me deparei hoje no Facebuken. Porque a humanidade é uma espécie de infinitas facetas mesmo, minha gente. Eis a prova.
Amigo postou a seguinte foto em seu wall:
Link para o post onde comento sua publicação
Isto posto, POR FAVOR, observem a maravilha com a qual me deparei hoje no Facebuken. Porque a humanidade é uma espécie de infinitas facetas mesmo, minha gente. Eis a prova.
Amigo postou a seguinte foto em seu wall:
Trata-se de uma fotografia conhecida, publicada à exaustão, mas o caso não é este, Brasil. Ocorre que o primeiro comentário veio de uma distinta que escreveu:
"Só ela é branca??"
Não, Einstein. Ela é xadrez.
OU
Não, Einstein. Tem mais umas 20 minas brancas, mas elas estão sob os caras pretos então você não pode enxergá-las. Mas garanto que estão lá. Elas me ligaram avisando que estariam.
OU
Olha, ela é a única preta, o resto todo é branco, acho que você está tendo um derrame.
Pensei em dar um print screen, mas depois que uma corna um povo ofendido aí andou se revoltando contra mim e denunciando este belo blog no melhor estilo festa do caqui ("denunciaê, fala que é abusive, tem problema não!"), achei melhor privá-los da riqueza de detalhes em prol do sucesso do meu programa de anger management. Mas juro que está lá assim. Igualzinho.
Diante disso, a única conclusão à qual consigo chegar é a de que Deus deve estar desolado com o fracasso múltiplo da espécie dita dominante. Fué.
Tradição familiar
Verdade verdadeira:
A nega estava grávida e o combinado com o marido era que se fosse menina ela escolheria o nome. Se fosse menino a escolha ficaria a cargo dele. Não do menino, do marido.
Daí, fizeram um ultrassom e tcharã: menino. O marido externou a vontade que sempre teve de batizar um filho com o nome do seu avô e a prenha não se opôs, afinal de contas, super fofo e bacana esse negócio de homenagear avô, diz aí. Curiosa, perguntou:
"Mas querido, como é mesmo o nome do seu avô?"
"ZULFO."
Não, ela não permitiu. Ainda há sensatez neste mundo moderno.
Só para constar que lembramos desta história após comentarmos sobre o cartão que Muso achou em seu bolso após uma noite de esbórnia. Ele não sabe de quem se trata, se era alguém com quem ele faria negócios, se era um cafetão, ou um policial, talvez. Só sabemos que o nome do cara é Andrólico. An-dre-o-dro-le-li-ce-o-co.
Beijos
A nega estava grávida e o combinado com o marido era que se fosse menina ela escolheria o nome. Se fosse menino a escolha ficaria a cargo dele. Não do menino, do marido.
Daí, fizeram um ultrassom e tcharã: menino. O marido externou a vontade que sempre teve de batizar um filho com o nome do seu avô e a prenha não se opôs, afinal de contas, super fofo e bacana esse negócio de homenagear avô, diz aí. Curiosa, perguntou:
"Mas querido, como é mesmo o nome do seu avô?"
"ZULFO."
Não, ela não permitiu. Ainda há sensatez neste mundo moderno.
Só para constar que lembramos desta história após comentarmos sobre o cartão que Muso achou em seu bolso após uma noite de esbórnia. Ele não sabe de quem se trata, se era alguém com quem ele faria negócios, se era um cafetão, ou um policial, talvez. Só sabemos que o nome do cara é Andrólico. An-dre-o-dro-le-li-ce-o-co.
Beijos
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Máximas - Papo de surdo bêbado com mudo dopado
Domingo feliz, grande mesa no Rodeio. Almoço dos bonzinhos, aquele clima de ressaca no ar. Povo compreensivelmente lesado. Amiga que estava em outra mesa veio tomar um mé com a gente e iniciou fofoca leve do lado de lá do círculo:
"Vocês viram a Fulana? O tamanho do Jesus na cruz que ela está no pescoço?"
E o comentário no meu lado da mesa:
"Quem tá aí? O Jesus Luz?"
Conversa prosseguindo no lado de lá:
"Viram cada pedra? Um baita dum Jesus daquele todo cravejado e..."
Lado de cá:
"É, é o Jesus Luz. Cadê hein?"
Polvorosa na mesa, bando de velha procurando Jesus Luz no restaurante.
Lado de lá:
"Vocês não viram? Ela está ali na outra mesa redonda, ao lado da Cláudia Sicrana..."
Cá:
"Claudia Leitte?"
Lá:
"Vocês não estão vendo?" - notando a balbúrdia gerada pela conversa. "Ali na outra mesa redonda. Olha que vocês logo enxergam ou o Jesus na cruz da Fulana ou a Claudia Sicrana"
Cá:
"A Claudia Leitte tá com o Jesus Luz? Onde?"
"Pelo que ela está dizendo estão naquela mesa redonda, mas não estou vendo..."
"Mas eles tão juntos?"
"Sei lá. Ela não é casada?"
"É, ué, mas de repente separou."
"Vai ver foi isso. Cadê, gente?"
Quarenta minutos depois desse papo começar, o lado de cá entendeu o assunto. Olha a agilidade da galera.
Resumidamente, este atraso na cognição fez com que, em menos de 5 minutos, separássemos a Claudia Leitte do coitado do marido dela e tacássemos a nega dentro do Rodeio da Haddock Lobo PEGANDO o Jesus Luz. Ficticiamente.
Observem o que a senilidade aliada à falta de noção não faz, meu povo. Prestem atenção.
"Vocês viram a Fulana? O tamanho do Jesus na cruz que ela está no pescoço?"
E o comentário no meu lado da mesa:
"Quem tá aí? O Jesus Luz?"
Conversa prosseguindo no lado de lá:
"Viram cada pedra? Um baita dum Jesus daquele todo cravejado e..."
Lado de cá:
"É, é o Jesus Luz. Cadê hein?"
Polvorosa na mesa, bando de velha procurando Jesus Luz no restaurante.
Lado de lá:
"Vocês não viram? Ela está ali na outra mesa redonda, ao lado da Cláudia Sicrana..."
Cá:
"Claudia Leitte?"
Lá:
"Vocês não estão vendo?" - notando a balbúrdia gerada pela conversa. "Ali na outra mesa redonda. Olha que vocês logo enxergam ou o Jesus na cruz da Fulana ou a Claudia Sicrana"
Cá:
"A Claudia Leitte tá com o Jesus Luz? Onde?"
"Pelo que ela está dizendo estão naquela mesa redonda, mas não estou vendo..."
"Mas eles tão juntos?"
"Sei lá. Ela não é casada?"
"É, ué, mas de repente separou."
"Vai ver foi isso. Cadê, gente?"
Quarenta minutos depois desse papo começar, o lado de cá entendeu o assunto. Olha a agilidade da galera.
Resumidamente, este atraso na cognição fez com que, em menos de 5 minutos, separássemos a Claudia Leitte do coitado do marido dela e tacássemos a nega dentro do Rodeio da Haddock Lobo PEGANDO o Jesus Luz. Ficticiamente.
Observem o que a senilidade aliada à falta de noção não faz, meu povo. Prestem atenção.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Máximas - Let's Party versão 2011
"Vamos logo para a festa. Liguei lá e diz que tá ótima, cheia de gente pelada andando"
ESTÁ CHEIA DE GENTE PELADA foi o argumento no qual Sam se apoiou para me convencer de ir à grande festa do último sábado. Informação checada e repassada. Muito me lembrou o discurso do Fred sobre "dança dos desesperados" e "sangue pra todo lado", quando me rebocou de volta para umas das festas da Marília às OITO da manhã.
Pensando aqui no poder que meus amigos têm de resumir uma situação geral em tipo... dez palavras ou menos.
ESTÁ CHEIA DE GENTE PELADA foi o argumento no qual Sam se apoiou para me convencer de ir à grande festa do último sábado. Informação checada e repassada. Muito me lembrou o discurso do Fred sobre "dança dos desesperados" e "sangue pra todo lado", quando me rebocou de volta para umas das festas da Marília às OITO da manhã.
Pensando aqui no poder que meus amigos têm de resumir uma situação geral em tipo... dez palavras ou menos.
Feedback
Contar pra vocês que fontes fidedignas me informaram sobre um surto de Miriam Rafaela após a leitura do penúltimo post.
Parece inclusive que ela e Fernando Rodolfo denunciaram o blog no Facebook, vai vendo. Este povo está esperando de mim uma vidência que não me é peculiar, porque DESDE QUANDO eu sabia que o ilustre casal lia esta merda? Era pra saber? Ooops. Desculpaê, mas partindo do princípio que não trocamos uma palavra sequer há quase seis anos, juro que não me ocorreu tal possibilidade.
Após o maravilhoso desfecho daquele flagrante, esperava de tudo um pouco, menos que eles participassem do meu dia a dia ativamente através da rede mundial de computadores, observem que sensata a minha conclusão, calalio.
Tudo indica que o ódio de ambos teve origem no fato de que todas as pessoas de suas relações conhecem a história e os identificaram instantaneamente. Agora não sei se vocês concordam comigo mas, a partir do momento em que a própria Miriam Rafaela divulgou o caso para o Brasil inteiro, ela mesma jogou por terra todo este meu esforço em maquiar as identidades, está correto o meu raciocínio? Não entendo nego que faz fofoca de si mesmo, juro por Deus, me explica.
A partir de hoje, interpretem qualquer choque de aeronave contra edifício em Pinheiros como atentado.
Parece inclusive que ela e Fernando Rodolfo denunciaram o blog no Facebook, vai vendo. Este povo está esperando de mim uma vidência que não me é peculiar, porque DESDE QUANDO eu sabia que o ilustre casal lia esta merda? Era pra saber? Ooops. Desculpaê, mas partindo do princípio que não trocamos uma palavra sequer há quase seis anos, juro que não me ocorreu tal possibilidade.
Após o maravilhoso desfecho daquele flagrante, esperava de tudo um pouco, menos que eles participassem do meu dia a dia ativamente através da rede mundial de computadores, observem que sensata a minha conclusão, calalio.
Tudo indica que o ódio de ambos teve origem no fato de que todas as pessoas de suas relações conhecem a história e os identificaram instantaneamente. Agora não sei se vocês concordam comigo mas, a partir do momento em que a própria Miriam Rafaela divulgou o caso para o Brasil inteiro, ela mesma jogou por terra todo este meu esforço em maquiar as identidades, está correto o meu raciocínio? Não entendo nego que faz fofoca de si mesmo, juro por Deus, me explica.
A partir de hoje, interpretem qualquer choque de aeronave contra edifício em Pinheiros como atentado.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Airport 1975
Imagine uma conversa dentro de um avião entre duas senhoras com o seguinte conteúdo:
"Nós vamos pousar em Guarulhos?"
"Não, nós vamos pousar em Congonhas."
"Iiiihhh! Congonhas é fora da cidade, né?"
"Não, Congonhas é perto do Ibirapuera."
"É dentro da cidade?"
"Sim, Congonhas é o aeroporto dentro do bairro"
"Mas nós vamos pousar em Guarulhos?"
"Não! Nós vamos pousar em Congonhas."
"Iiiiihhhh! Mas Congonhas é fora da cidade, né?"
Até sua cabeça explodir.
Sou uma mulher doente, sofro de labirintite e extremo descontrole emocional. Quase pedi uma faca para ir cortar os pulsos no banheiro.
Viver em sociedade e suas delícias.
"Nós vamos pousar em Guarulhos?"
"Não, nós vamos pousar em Congonhas."
"Iiiihhh! Congonhas é fora da cidade, né?"
"Não, Congonhas é perto do Ibirapuera."
"É dentro da cidade?"
"Sim, Congonhas é o aeroporto dentro do bairro"
"Mas nós vamos pousar em Guarulhos?"
"Não! Nós vamos pousar em Congonhas."
"Iiiiihhhh! Mas Congonhas é fora da cidade, né?"
Até sua cabeça explodir.
Sou uma mulher doente, sofro de labirintite e extremo descontrole emocional. Quase pedi uma faca para ir cortar os pulsos no banheiro.
Viver em sociedade e suas delícias.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
"Los ricos tambien lloran"
[para quem nunca viu novela mexicana na TVS, deixo aqui meus pêsames]
Essa é daquelas que todo mundo acha que é mentira ou exagero, mas eu juro que é verdade. Conheço todos os participantes, tenho nome e endereço, tudo certinho, para quem quiser checar. Mas, por motivos que ficarão óbvios assim que a história começar a tomar forma, todos tiveram suas alcunhas substituídas, pelo menos por enquanto.
04 de dezembro de 2005. Haveria o grande jogo de futebol que daria ao Corinthians o título de campeão brasileiro. Antecipando o sucesso da partida, os pais de Soraya Montenegro convidaram para grande almoço seguido de intoxicação por álcool na bela casa da rua Argentina.
Desnecessário comentar que certas reuniões são inadequadas apenas por sua essência. Um monte de gente que não presta secando o bar alheio, todos tomados pela euforia sem controle causada pelo fanatismo corintiano. Vai vendo. Os riscos do evento começaram a se materializar dois dias antes, qual a dúvida.
Não lembro exatamente da sequência de fatos que nos levou até o Filial no momento pós jogo/pós muito mé, mas sei bem que foi ali que encerrei minha participação na noite. E essa danadinha estava apenas começando, ceis nem imaginam. Caí dura na porta do bar e fui resgatada para casa, onde dormi no quintal por não conseguir abrir a porta da frente. Nem qualquer outra. Mas acreditem: o relento ainda foi uma opção melhor àquelas que o destino ainda reservava para o resto da noite e seus sobreviventes.
Começou que uma das integrantes da refinada mesa decidiu ir embora e, não encontrando um taxi imediatamente, optou por pegar uma carona com um motoqueiro entregador de pizza E FOI. Camisa do Curintia, dicção comprometida, equilíbrio idem, na garupa do motoca. Adoraria saber o que a elegante vizinhança da rua Argentina diria sobre isso. Ou o que o proprio motoqueiro diria sobre isso. Na verdade tenho uma vaga idéia.
A bebedeira prosseguiu e o grupo remanescente contava com Soraya Montenegro, Itala Roberta, Gustavo Frederico e Fernando Rodolfo, que havia levado sua noiva Miriam Rafaela para casa e acabara de retornar ao botequim.
CORTA.
Itala Roberta é acordada aos gritos de "vagabunda/piranha/puta da Augusta" e não compreende nada ao abrir os olhos e dar de cara com Miriam Rafaela arrastando-a pelos cabelos e gritando e gritando, enquanto Fernando Rodolfo, de ressaca, abestalhado, pensa estar alucinando.
Miriam Rafaela JOGA AS ROUPAS de Itala Roberta PELA JANELA, atitude até explicável se levarmos em conta o fato de que ela chegou sem avisar de madrugada na casa de seu noivo Fernando Rodolfo e pegou a outra em sua cama. Adoraria saber a opinião da elegante vizinhança da rua Argentina sobre isso, mas até que imagino.
Eu mesma tenho pra mim que Miriam Rafaela foi é dar uma incerta, uma vez que ela sempre desconfiou do interesse de Fernando Rodolfo por Itala Roberta e nunca confiou no real apreço de sua cunhada, Soraya Montenegro, por ela. Importante frisar que Itala Roberta é unha e carne com Soraya Montenegro e a pureza desta amizade sempre encheu de rancor o coração de Miriam Rafaela.
Enfim. Miriam Rafaela arrancou Itala Roberta da cama de Fernando Rodolfo pelos cabelos, jogou suas roupas pela janela e começou a quebradeira. Quebradeira, de quebrar inteiro o finíssimo apartamento da região de Cerqueira Cesar. Como não pretendia tomar cascudos dacorna noiva traída, Itala Roberta saiu correndo pelo vestíbulo em direção ao quarto de Soraya Montenegro. Ao entrar no recinto, deu de cara com - SUSTO - um Gustavo Frederico apavorado, querendo saber quantos Miriam Rafaela já havia matado.
E Itala Roberta NUA, em pé no meio do quarto, sem saber o que fazer, com a periquita de fora enquanto Gustavo Frederico olhava pra ela com cara de pastel, morto de medo da maluca que depredava o ambiente. Recuperando-se do pânico, ordenou que ela entrasse debaixo das cobertas, o que foi acatado imediatamente, porque, né. Imagina a situation. Ela deitou na cama , cobriu-se e os dois iniciaram um debate sobre o que havia acabado de ocorrer ali. E portas batiam e objetos quebravam-se nos aposentos vizinhos. Foi quando Soraya Montenegro despertou. Olhou para um lado da cama e viu Gustavo Frederico. Ao olhar para o outro lado, deu de cara com Itala Roberta e surtou:
"O que foi que a gente feeeezzzzzz????"
Antes estivéssemos falando aqui de uma suruba. Seria muito mais agradável ouvir comentários sobre o troca troca hipotético entre Gustavo Frederico, Soraya Montenegro e Itala Roberta, do que a cara de merda de Miriam Rafaela que, apesar de tudo, casou-se com Fernando Rodolfo e nos assombra em todo e qualquer evento familiar comandado por Soraya Montenegro. Isso sem contar o medo que temos de que ela nos corte a jugular com a faca elétrica da carne assada do almoço de Domingo.
FIM.
Essa é daquelas que todo mundo acha que é mentira ou exagero, mas eu juro que é verdade. Conheço todos os participantes, tenho nome e endereço, tudo certinho, para quem quiser checar. Mas, por motivos que ficarão óbvios assim que a história começar a tomar forma, todos tiveram suas alcunhas substituídas, pelo menos por enquanto.
04 de dezembro de 2005. Haveria o grande jogo de futebol que daria ao Corinthians o título de campeão brasileiro. Antecipando o sucesso da partida, os pais de Soraya Montenegro convidaram para grande almoço seguido de intoxicação por álcool na bela casa da rua Argentina.
Desnecessário comentar que certas reuniões são inadequadas apenas por sua essência. Um monte de gente que não presta secando o bar alheio, todos tomados pela euforia sem controle causada pelo fanatismo corintiano. Vai vendo. Os riscos do evento começaram a se materializar dois dias antes, qual a dúvida.
Não lembro exatamente da sequência de fatos que nos levou até o Filial no momento pós jogo/pós muito mé, mas sei bem que foi ali que encerrei minha participação na noite. E essa danadinha estava apenas começando, ceis nem imaginam. Caí dura na porta do bar e fui resgatada para casa, onde dormi no quintal por não conseguir abrir a porta da frente. Nem qualquer outra. Mas acreditem: o relento ainda foi uma opção melhor àquelas que o destino ainda reservava para o resto da noite e seus sobreviventes.
Começou que uma das integrantes da refinada mesa decidiu ir embora e, não encontrando um taxi imediatamente, optou por pegar uma carona com um motoqueiro entregador de pizza E FOI. Camisa do Curintia, dicção comprometida, equilíbrio idem, na garupa do motoca. Adoraria saber o que a elegante vizinhança da rua Argentina diria sobre isso. Ou o que o proprio motoqueiro diria sobre isso. Na verdade tenho uma vaga idéia.
A bebedeira prosseguiu e o grupo remanescente contava com Soraya Montenegro, Itala Roberta, Gustavo Frederico e Fernando Rodolfo, que havia levado sua noiva Miriam Rafaela para casa e acabara de retornar ao botequim.
CORTA.
Itala Roberta é acordada aos gritos de "vagabunda/piranha/puta da Augusta" e não compreende nada ao abrir os olhos e dar de cara com Miriam Rafaela arrastando-a pelos cabelos e gritando e gritando, enquanto Fernando Rodolfo, de ressaca, abestalhado, pensa estar alucinando.
Miriam Rafaela JOGA AS ROUPAS de Itala Roberta PELA JANELA, atitude até explicável se levarmos em conta o fato de que ela chegou sem avisar de madrugada na casa de seu noivo Fernando Rodolfo e pegou a outra em sua cama. Adoraria saber a opinião da elegante vizinhança da rua Argentina sobre isso, mas até que imagino.
Eu mesma tenho pra mim que Miriam Rafaela foi é dar uma incerta, uma vez que ela sempre desconfiou do interesse de Fernando Rodolfo por Itala Roberta e nunca confiou no real apreço de sua cunhada, Soraya Montenegro, por ela. Importante frisar que Itala Roberta é unha e carne com Soraya Montenegro e a pureza desta amizade sempre encheu de rancor o coração de Miriam Rafaela.
Enfim. Miriam Rafaela arrancou Itala Roberta da cama de Fernando Rodolfo pelos cabelos, jogou suas roupas pela janela e começou a quebradeira. Quebradeira, de quebrar inteiro o finíssimo apartamento da região de Cerqueira Cesar. Como não pretendia tomar cascudos da
E Itala Roberta NUA, em pé no meio do quarto, sem saber o que fazer, com a periquita de fora enquanto Gustavo Frederico olhava pra ela com cara de pastel, morto de medo da maluca que depredava o ambiente. Recuperando-se do pânico, ordenou que ela entrasse debaixo das cobertas, o que foi acatado imediatamente, porque, né. Imagina a situation. Ela deitou na cama , cobriu-se e os dois iniciaram um debate sobre o que havia acabado de ocorrer ali. E portas batiam e objetos quebravam-se nos aposentos vizinhos. Foi quando Soraya Montenegro despertou. Olhou para um lado da cama e viu Gustavo Frederico. Ao olhar para o outro lado, deu de cara com Itala Roberta e surtou:
"O que foi que a gente feeeezzzzzz????"
Antes estivéssemos falando aqui de uma suruba. Seria muito mais agradável ouvir comentários sobre o troca troca hipotético entre Gustavo Frederico, Soraya Montenegro e Itala Roberta, do que a cara de merda de Miriam Rafaela que, apesar de tudo, casou-se com Fernando Rodolfo e nos assombra em todo e qualquer evento familiar comandado por Soraya Montenegro. Isso sem contar o medo que temos de que ela nos corte a jugular com a faca elétrica da carne assada do almoço de Domingo.
FIM.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Dá um Close nela
Pensando em contratar a Lelê como pauteira e transformar essa birosca em algo que trate estranhices em geral com embasamento científico.
Porque não me passa uma semaninha sequer sem que a dita cuja não surja com algo pitoresco ao telefone. Primeiro foi a história dos 738 travesseiros, depois foi o episódio do apartamento assombrado e agora temos o curioso caso da manicure que pretende induzir manifestações biológicas através da força do pensamento.
Não é seita ou culto, drogas tampouco, minha gente. É otimismo, força de vontade e fé no obscuro.
Vejam vocês que a manicure de Lelê nasceu Fernando, ou seja, estamos falando aqui de um travesti do mais alto garbo. Lelê nem faz muita propaganda de seus serviços, porque, diz por aí que profissional da beleza igual não há. Tudo o que sei é que faz uma trança de R$60,00 imbatível. Sucesso garantido.
Semana passada estava lá Lelê sentada com o travesti lixando-lhe as unhas quando surge o comentário:
"Letícia, estou desesperada, meu modess acabou, você tem um aí pra me emprestar?"
E eu aqui achando estranho o fato de ter tido uma manicure carioca que era amante do Neguinho da Beija Flor. Lelê: sempre um passo à frente.
Porque não me passa uma semaninha sequer sem que a dita cuja não surja com algo pitoresco ao telefone. Primeiro foi a história dos 738 travesseiros, depois foi o episódio do apartamento assombrado e agora temos o curioso caso da manicure que pretende induzir manifestações biológicas através da força do pensamento.
Não é seita ou culto, drogas tampouco, minha gente. É otimismo, força de vontade e fé no obscuro.
Vejam vocês que a manicure de Lelê nasceu Fernando, ou seja, estamos falando aqui de um travesti do mais alto garbo. Lelê nem faz muita propaganda de seus serviços, porque, diz por aí que profissional da beleza igual não há. Tudo o que sei é que faz uma trança de R$60,00 imbatível. Sucesso garantido.
Semana passada estava lá Lelê sentada com o travesti lixando-lhe as unhas quando surge o comentário:
"Letícia, estou desesperada, meu modess acabou, você tem um aí pra me emprestar?"
E eu aqui achando estranho o fato de ter tido uma manicure carioca que era amante do Neguinho da Beija Flor. Lelê: sempre um passo à frente.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Informação pertinente
Contei pra vocês que outro dia eu fiz um teste na internet e descobri que valho 36 camelos?
Tava ocupadona.
Tudo bem que na mesma conta também entram ovelhas e bodes - talvez completando casas decimais ou algo do gênero - mas nem um nem outro foram computados em meus totais, o que me leva a acreditar que OU não sou digna de ovelhas e bodes, OU minha cotação resultou em um número redondo. Prefiro trabalhar com a segunda hipótese, mas vocês estão livres para tirar suas próprias conclusões.
O que importa é que, tentando achar um sentido nisso tudo, andei pesquisando e descobri que no ano passado cada camelo era comercializado no Rio de Janeiro por R$60.000.00 à vista. Também não imagino quem exatamente tenha camelos para vender no Rio, mas enfim.
"Animais > Equideos > Outros
Camelo casal jovem (Cód. 33386) - Visitas: 1623
Clique na imagem para ampliar
Fotos:1 Preço a vista: R$ 60.000,00 / Unidade
Atualizado em 02/03/2010
Quantidade: 2
Cidade: rio de janeiro (ver no mapa)
Estado: RJ
Entrega: A combinar
Pagamento: Dinheiro
CAMELO
Vendo casal de Camelo mansos , jovens e perfeita saúde, ótimo para fazendeiros, sitiantes. Frete por conta do comprador. Preço do casal R$ 120.000,00, animal raro no Brasil. Com toda documentação, entrega imediata."
(tentei fazer um Print Screen, mas as funções deste laptop andam deixando a desejar)
Diante disso, poderíamos afirmar que estou R$2.160.000 mais rica ou seria uma atitude precipitada?
Pensei em férias por ilhas paradisíacas do Índico Africano com o Cauã me abanando, mas estou aberta a sugestões.
Beijo.
Tava ocupadona.
Tudo bem que na mesma conta também entram ovelhas e bodes - talvez completando casas decimais ou algo do gênero - mas nem um nem outro foram computados em meus totais, o que me leva a acreditar que OU não sou digna de ovelhas e bodes, OU minha cotação resultou em um número redondo. Prefiro trabalhar com a segunda hipótese, mas vocês estão livres para tirar suas próprias conclusões.
O que importa é que, tentando achar um sentido nisso tudo, andei pesquisando e descobri que no ano passado cada camelo era comercializado no Rio de Janeiro por R$60.000.00 à vista. Também não imagino quem exatamente tenha camelos para vender no Rio, mas enfim.
"Animais > Equideos > Outros
Camelo casal jovem (Cód. 33386) - Visitas: 1623
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Fotos:1 Preço a vista: R$ 60.000,00 / Unidade
Atualizado em 02/03/2010
Quantidade: 2
Cidade: rio de janeiro (ver no mapa)
Estado: RJ
Entrega: A combinar
Pagamento: Dinheiro
CAMELO
Vendo casal de Camelo mansos , jovens e perfeita saúde, ótimo para fazendeiros, sitiantes. Frete por conta do comprador. Preço do casal R$ 120.000,00, animal raro no Brasil. Com toda documentação, entrega imediata."
(tentei fazer um Print Screen, mas as funções deste laptop andam deixando a desejar)
Diante disso, poderíamos afirmar que estou R$2.160.000 mais rica ou seria uma atitude precipitada?
Pensei em férias por ilhas paradisíacas do Índico Africano com o Cauã me abanando, mas estou aberta a sugestões.
Beijo.
Festa Virtual
QUEM DIRIA que um dia eu daria uma festa com Arnaldo Antunes cantando algo que não fosse "Bichos Escrotos".
QUEM DIRIA
QUEM DIRIA
terça-feira, 7 de junho de 2011
Musa, tamojunta
Semana passada nossa querida Musa abriu seu coração e comentou sobre as perguntas cretinas com que somos bombardeados diariamente via Facebook. Afinal de contas o wall tá lá, né. Aberto. Para qualquer maluco mongolóide questionar o que bem entender, mesmo que não faça o menor sentido.
Tomo a liberdade de reproduzir aqui o post onde ela abordou o assunto:
-Seu casamento?
Como sou solidária à esta minha parceira infalível de reprise de novela dos anos 80 e prometi ser fiel na alegria e na tristeza, estou aqui para dizer que, Musa, meu bem, você não está só nesse mundo. Seu sofrimento não é isolado. Você passa por isso, eu passo por isso. Muitos por aí estão planejando respostas imbecis ou apenas um bom vaso para quebrar na cabeça dos idiotas que nos obrigam a coisas como:
a) Pessoa põe no ar um álbum intitulado "AUSTRÁLIA". Primeiro comentário: "Bahia, amiga? Que máximo!"
*Porra. Jura?*
b) Pessoa publica seu último check in efetuado no Foursquare. O sucinto texto não deixa dúvidas quanto à localização do ser. Um infeliz comenta: "Nem chamou...". O autor do post replica: "Vem pra cá". E ganha como resposta: "Pra cá ONDE?????"
*Porra. Jura?*
c) Pessoa posta "@ Rio de Janeiro". TRÊS segundos depois, aparece o primeiro comentário: "Tá no Rio?" (NÃO, TO NA PUTA QUE O PARIU DANDO O RABO PARA UM E.T.)
d) Pessoa informa que "was at Sociedade Hípica Paulista". PAULISTA. PAU. LISTA. Nego comenta: "Conseguiu sair de Buenos Aires ou ainda tá presa por causa do vulcão?"
e) Restaurante informa: "novo horário de funcionamento: terça, quarta e quinta - 19h00 às 00h00; sexta - 19h00 às 02h00". Pergunta da leitora: "O quê? Não entendi..."
ELA NÃO ENTENDEU, MINHA GENTE. Faça-me o favor.
Tomo a liberdade de reproduzir aqui o post onde ela abordou o assunto:
______________________________
domingo, 5 de junho de 2011
Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis Amigo posta no Facebook uma foto onde ele aparece (todo paramentado de smoking) dançando com a mulher vestida de noiva. Eis que um ser humano posta, abaixo da imagem, a seguinte pergunta: "Seu casamento?"
O episódio me lembrou a seção "Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis" da revista MAD. E me inspirou algumas soluções para tão peculiar sentença. Aí vão:
-Não, uma festa à fantasia.
-Não, a minha digníssima estava casando com outro. Eu era um convidado malandro que a arrastou prum cantinho do salão depois dessa contradança e destrui a união antes da noite de núpcias. O nosso enlace se deu meses depois.
- Não, montagem. Não tínhamos dinheiro pra cerimônia e um amigo bom de Photoshop fez essa pequena homenagem pra realizar o sonho da minha esposa.
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a) Pessoa põe no ar um álbum intitulado "AUSTRÁLIA". Primeiro comentário: "Bahia, amiga? Que máximo!"
*Porra. Jura?*
b) Pessoa publica seu último check in efetuado no Foursquare. O sucinto texto não deixa dúvidas quanto à localização do ser. Um infeliz comenta: "Nem chamou...". O autor do post replica: "Vem pra cá". E ganha como resposta: "Pra cá ONDE?????"
*Porra. Jura?*
c) Pessoa posta "@ Rio de Janeiro". TRÊS segundos depois, aparece o primeiro comentário: "Tá no Rio?" (NÃO, TO NA PUTA QUE O PARIU DANDO O RABO PARA UM E.T.)
d) Pessoa informa que "was at Sociedade Hípica Paulista". PAULISTA. PAU. LISTA. Nego comenta: "Conseguiu sair de Buenos Aires ou ainda tá presa por causa do vulcão?"
e) Restaurante informa: "novo horário de funcionamento: terça, quarta e quinta - 19h00 às 00h00; sexta - 19h00 às 02h00". Pergunta da leitora: "O quê? Não entendi..."
ELA NÃO ENTENDEU, MINHA GENTE. Faça-me o favor.
Isso tudo não pode ser sério. Galera anda com graves problemas de cognição. Diagnosticados. A humanidade regride a olhos vistos.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Ê MAMÃ-ÃE
O que dizer de alguém que vai ao show de rock and roll do amigo, enche a cara, invade o palco e, empunhando o microfone do cantor, puxa um refrão como "tchaaaco, eu tô em cima eu tô embaixo, ê mamã-ãe"?
Terrorista.
Meses depois você dá de cara com uma enquete no Facebook sobre momentos que marcaram a temporada de verão do estabelecimento onde tudo ocorreu. A maioria das pessoas cita a mulher maluca que invadiu o show do Nabor vestindo apenas um biquini e uma bolsa como blusa para arruinar a apresentação do cara entoando a Melô do Tchaco. De pensar que o artista foi conivente, calculem.
Certas atitudes resumem de maneira muito prática o âmago de determinadas pessoas. Agora adivinhem se a criatura em questão possui algum tipo de parentesco comigo?
Evitem envolvimento com os meus. Nós não prestamos.
Agora cante conosco:
Terrorista.
Meses depois você dá de cara com uma enquete no Facebook sobre momentos que marcaram a temporada de verão do estabelecimento onde tudo ocorreu. A maioria das pessoas cita a mulher maluca que invadiu o show do Nabor vestindo apenas um biquini e uma bolsa como blusa para arruinar a apresentação do cara entoando a Melô do Tchaco. De pensar que o artista foi conivente, calculem.
Certas atitudes resumem de maneira muito prática o âmago de determinadas pessoas. Agora adivinhem se a criatura em questão possui algum tipo de parentesco comigo?
Evitem envolvimento com os meus. Nós não prestamos.
Agora cante conosco:
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Ainda sobre líquidos e laptops
Em minha defesa, gostaria apenas de deixar registrado que derrubei a calda quente no teclado por puro descontrole emocional. Momento de gula desenfreada, euforia, esganamento. Quer dizer, uma situação absolutamente explicável, a meu ver.
Triste mesmo foi a Karin, que estava montando uma planilha qualquer num momento inadequado, já que ela tomou tal iniciativa justamente na hora em que todas as pessoas hospedadas no poleiro da Vieira Souto decidiram tomar a primeira vódega. Largou o laptop sobre o sofá. Foi até a cozinha e pegou um copo de água. Voltou para o sofá e reposicionou o computador seguindo todas as normas de segurança. Pegou o copo na mão e, ao invés de levá-lo à boca, despejou seu conteúdo sobre o aparelho.
Teve que inventar uma história meio paranormal no TI da firma. Parece que mencionou "vozes na cabeça".
Triste mesmo foi a Karin, que estava montando uma planilha qualquer num momento inadequado, já que ela tomou tal iniciativa justamente na hora em que todas as pessoas hospedadas no poleiro da Vieira Souto decidiram tomar a primeira vódega. Largou o laptop sobre o sofá. Foi até a cozinha e pegou um copo de água. Voltou para o sofá e reposicionou o computador seguindo todas as normas de segurança. Pegou o copo na mão e, ao invés de levá-lo à boca, despejou seu conteúdo sobre o aparelho.
Teve que inventar uma história meio paranormal no TI da firma. Parece que mencionou "vozes na cabeça".
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Má que beleza
Decidi quebrar o marasmo aqui no aconchego do meu lar e concluí que o tamanho da minha larica já estava proporcionalmente equiparado à minha vontade de usar este gás encanado que acende as seis bocas do fogão ali da cozinha.
Perigo.
Se tem uma coisa que não é adequada, esta coisa sou eu manipulando ingredientes, panelas e fogo, uma vez que sou absolutamente desprovida do básico da mínima coordenação motora exigida para manusear tais elementos. Riscos: o grude ficar uma bosta; incêndio; unidade de queimados; similares.
Mas enfim, minha gula superou a parca capacidade de raciocínio que ainda possuo e decidi fazer uma calda quente de chocolate para comer com umas mexiricas que estavam dando pinta ali na fruteira e que, para ser sincera, nem desconfio como chegaram até aqui. Afinal de contas estamos falando de frutas, seres pertencentes a algum grupo alimentício solenemente ignorado por mim.
MAS ENFIM, NOVAMENTE.
Por mais incrível que possa parecer eu não produzi fogo, fumaça ou vítimas durante o processo de cocção do chocolate com leite condensado e a parada até que ficou com uma cara bem simpática. Sempre tem a primeira vez, né. Com fé, um dia a gente acerta. Chegou meu dia.
O que eu não podia prever era que, ao levar minha bandeja de frutas com chocolate para o aposento anexo e me sentar no sofá com o laptopo no colo, eu engasgaria com uma banda de mexirica e terminaria por derrubar a calda quente sobre a porra do teclado.
Daí o povo fala que perante a Deus todos nós temos vez, ou algo do gênero. To vendo.
Perigo.
Se tem uma coisa que não é adequada, esta coisa sou eu manipulando ingredientes, panelas e fogo, uma vez que sou absolutamente desprovida do básico da mínima coordenação motora exigida para manusear tais elementos. Riscos: o grude ficar uma bosta; incêndio; unidade de queimados; similares.
Mas enfim, minha gula superou a parca capacidade de raciocínio que ainda possuo e decidi fazer uma calda quente de chocolate para comer com umas mexiricas que estavam dando pinta ali na fruteira e que, para ser sincera, nem desconfio como chegaram até aqui. Afinal de contas estamos falando de frutas, seres pertencentes a algum grupo alimentício solenemente ignorado por mim.
MAS ENFIM, NOVAMENTE.
Por mais incrível que possa parecer eu não produzi fogo, fumaça ou vítimas durante o processo de cocção do chocolate com leite condensado e a parada até que ficou com uma cara bem simpática. Sempre tem a primeira vez, né. Com fé, um dia a gente acerta. Chegou meu dia.
O que eu não podia prever era que, ao levar minha bandeja de frutas com chocolate para o aposento anexo e me sentar no sofá com o laptopo no colo, eu engasgaria com uma banda de mexirica e terminaria por derrubar a calda quente sobre a porra do teclado.
Daí o povo fala que perante a Deus todos nós temos vez, ou algo do gênero. To vendo.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Correria
Só pra comentar com vocês que estou super bem adaptada ao tal do período sabático auto imposto em que me encontro. Sempre afirmei que conseguiria de maneira facil e indolor me adaptar ao mundo em que as pessoas nada produzem e to aqui viva para provar que minhas declarações eram verdadeiras.
Nesse frio lazaraento, então, esta fase de bundação não poderia ser mais adequada. Decisão bem genial.
Me resta agora receber uma herança, ou ter uma visão profética dos números da próxima loteria que estiver acumulada em mais de 50 milhões. Menos que isso atrapalha um pouco meus planos orçamentários para o futuro.
Se alguém aí tiver a tal visão e quiser dividir comigo, garanto um vida repleta de emoções.
Beijo.
Nesse frio lazaraento, então, esta fase de bundação não poderia ser mais adequada. Decisão bem genial.
Me resta agora receber uma herança, ou ter uma visão profética dos números da próxima loteria que estiver acumulada em mais de 50 milhões. Menos que isso atrapalha um pouco meus planos orçamentários para o futuro.
Se alguém aí tiver a tal visão e quiser dividir comigo, garanto um vida repleta de emoções.
Beijo.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
O aquém do além
Coisas que a gente vê acontecer mas fica olhando para o infinito enquanto aguarda o momento de compreensão:
Amiga compra apartamento e começa uma reforma daquelas de dar medo. Coloca tudo no chão. Transforma seu imóvel em ferro retorcido e concreto demolido. Ela anda pela rua envolta em uma nuvem de cal desde que iniciou tal obra. O interior de seu veículo foi transformado em um tanque de areia e ela até já aprendeu o macete para transportar sacos de cimento, OU SEJA: a nega está farta desse negócio de construção e não vê a hora desta porra acabar para que sua vida possa seguir em frente.
Até meados da semana passada, esta reviravolta estava muito próxima, já que o projeto havia chegado no ponto de execução. Com todas as paredes devidamente quebradas e todo o material entregue, a equipe iniciaria a reforma em si, o que possibilitaria a mudança da amiga para o raio do apartamento num futuro próximo. Ou não.
Daí que ela recebe um telefonema do mestre de obras exigindo sua presença no local. Chegando lá, é informada de que a equipe não continuará a obra porque "tem um espírito" e eles estão com medo.
Sim. Tem um espírito. Eles estão com medo. Os pedreiros.
ELUCIDANDO
Os nego pescoçaram uma conversa da amiga em que ela comentava que comprara o apartamento após o falecimento da antiga proprietária. Imediatamente concluíram que o fantasma da véia apareceria para assombrá-los. A partir de então, passaram a ouvir a porta de entrada bater diariamente ao meio-dia. Para certificar-se que o receio coletivo procedia, o mestre de obras armou tocaia por dias a partir das 11:55. Objetivo: checar se a alma bateria na porta mesmo. Porque, afinal de contas, ele não importunaria sem motivo aquela que o contratou. Ele constatou que havia mesmo um espírito e, por conta disso, nem ele nem a equipe poderiam dar continuidade à reconstrução do apartamento da amiga.
Que está esperando essa gente parar com a palhaçada antes de ser obrigada a montar barraca no vão livre do MASP por falta de teto.
E você aí, reclamando da vida. Arranja uma reforma pra aprender a dar valor, meu filho. E depois me conta.
BU!
Amiga compra apartamento e começa uma reforma daquelas de dar medo. Coloca tudo no chão. Transforma seu imóvel em ferro retorcido e concreto demolido. Ela anda pela rua envolta em uma nuvem de cal desde que iniciou tal obra. O interior de seu veículo foi transformado em um tanque de areia e ela até já aprendeu o macete para transportar sacos de cimento, OU SEJA: a nega está farta desse negócio de construção e não vê a hora desta porra acabar para que sua vida possa seguir em frente.
Até meados da semana passada, esta reviravolta estava muito próxima, já que o projeto havia chegado no ponto de execução. Com todas as paredes devidamente quebradas e todo o material entregue, a equipe iniciaria a reforma em si, o que possibilitaria a mudança da amiga para o raio do apartamento num futuro próximo. Ou não.
Daí que ela recebe um telefonema do mestre de obras exigindo sua presença no local. Chegando lá, é informada de que a equipe não continuará a obra porque "tem um espírito" e eles estão com medo.
Sim. Tem um espírito. Eles estão com medo. Os pedreiros.
ELUCIDANDO
Os nego pescoçaram uma conversa da amiga em que ela comentava que comprara o apartamento após o falecimento da antiga proprietária. Imediatamente concluíram que o fantasma da véia apareceria para assombrá-los. A partir de então, passaram a ouvir a porta de entrada bater diariamente ao meio-dia. Para certificar-se que o receio coletivo procedia, o mestre de obras armou tocaia por dias a partir das 11:55. Objetivo: checar se a alma bateria na porta mesmo. Porque, afinal de contas, ele não importunaria sem motivo aquela que o contratou. Ele constatou que havia mesmo um espírito e, por conta disso, nem ele nem a equipe poderiam dar continuidade à reconstrução do apartamento da amiga.
Que está esperando essa gente parar com a palhaçada antes de ser obrigada a montar barraca no vão livre do MASP por falta de teto.
E você aí, reclamando da vida. Arranja uma reforma pra aprender a dar valor, meu filho. E depois me conta.
BU!
domingo, 15 de maio de 2011
Em se tratando de bizarrices...
Quando eu falo que esse negócio de ficar em casa no sábado à noite não dá certo...é porque não dá certo. A programação televisiva nos obriga a testemunhar abissalidades apenas comparáveis àquelas que encontramos na grade projetada para o periodo de 6 ao meio dia. Atrações para gente limítrofe.
Depois da festa virtual que dei aqui em casa tendo como convidada eu mesma, assisti um belo filme que acabou agora há pouco. Daí, mudei de canal e estava passando o tal do "Eu não sabia que estava grávida".
Atentem para o caso desta senhora de nome LaSonia (típico de gente cuja mãe ouviu o galo cantar e até hoje não sabe exatamente aonde):
A pessoa tem 28 anos. A pessoa tem um marido. Ela dá para ele, é presumido. A pessoa pára de menstruar e engorda. Começa a ter desejos, asia, sangramento no nariz e manchas na pele. Sai secreção do peito da infeliz. Tontura, muita tontura. A criatura enjoa e tem vontade de fazer pipi de 10 em 10 minutos.
A barriga cresce. ELA SENTE MOVIMENTOS ESTRANHOS NA REGIÃO ABDOMINAL.
Um dia ela acorda de madrugada com a cama molhada e pensa que fez xixi nos lençóis. Logo em seguida tem a pior dor de sua vida.
CONCLUI QUE ESTÁ COM CÂNCER.
Sério gente? Sério mesmo? Câncer?? Porque eu, particularmente, nunca ouvi conclusão mais estapafúrdia do que essa em toda a minha vida.
Ai que mau humor ocasionado por imbecis, viu.
Depois da festa virtual que dei aqui em casa tendo como convidada eu mesma, assisti um belo filme que acabou agora há pouco. Daí, mudei de canal e estava passando o tal do "Eu não sabia que estava grávida".
Atentem para o caso desta senhora de nome LaSonia (típico de gente cuja mãe ouviu o galo cantar e até hoje não sabe exatamente aonde):
A pessoa tem 28 anos. A pessoa tem um marido. Ela dá para ele, é presumido. A pessoa pára de menstruar e engorda. Começa a ter desejos, asia, sangramento no nariz e manchas na pele. Sai secreção do peito da infeliz. Tontura, muita tontura. A criatura enjoa e tem vontade de fazer pipi de 10 em 10 minutos.
A barriga cresce. ELA SENTE MOVIMENTOS ESTRANHOS NA REGIÃO ABDOMINAL.
Um dia ela acorda de madrugada com a cama molhada e pensa que fez xixi nos lençóis. Logo em seguida tem a pior dor de sua vida.
CONCLUI QUE ESTÁ COM CÂNCER.
Sério gente? Sério mesmo? Câncer?? Porque eu, particularmente, nunca ouvi conclusão mais estapafúrdia do que essa em toda a minha vida.
Ai que mau humor ocasionado por imbecis, viu.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Toddynho no Copa - Divagando
To eu aqui sentada, consumindo vorazmente a programação do canal Viva e constatando o incontestável - estamos VELHOS, minha gente - enquanto tomo o quinto Toddynho do dia.
Tudo bem que estou passando por uma fase de ansiedade e descompensação de gênio sem precedentes, mas CINCO Toddynhos é para foder qualquer um, hein. Cinco Toddynhos aumentam a bunda de uma etíope. Cinco Toddynhos criam banhas num cabide, diz aí.
A questão é que o meu caso de amor com o Toddynho é um treco bem antigo e eu me lembro exatamente quando e onde iniciou-se. Preparem-se que a história é fina, povo.
Aconteceu na minha distante infância, em uma de minhas idas ao Rio de Janeiro com papai, mamãn e a pequenina ogra que dizem por aí ser minha irmã. Era o ano de 1837, creio eu. Meu irmão, aquele senhor sério (...) e pai de bela família nem existia ainda. Calculem em séculos o tempo que tem este evento e o porquê de eu tê-lo resgatado após os cinco Toddynhos deglutidos diante de uma programação que me apresenta atores mais velhos do que eu aos 15 anos de idade. Notem como uma coisa puxa a outra.
Hospedamo-nos no Copacabana Palace, o que naquela época era praxe. Boa época, né. Época boa mesmo essa, onde praxe era ir pro Rio e se jogar no Copa de graça, já que eu tinha meus 7 ou 8 anos de idade e quem pagava era o meu pai. Hoje tal programa já ferra um pouco meu orçamento, mas tamos aí, firrrrmes.
Daí que, fora aquela ilha de pedra mineira que tinha na piscina, a coisa que eu mais amava no velho Copa era abrir o frigobar e detonar tudo o que houvesse lá dentro. A primeira coisa em que eu pensava quando ouvia a palavra "hotel" era na geladeira. Descompensada desde sempre, percebam.
Um belo dia, eu abri a porta do frigobar e me deparei com dois Toddynhos. Eles vinham em lata, turma. Latas de Toddynho, quer coisa mais tempo do onça que isso? Tomei o primeiro e fiquei maravilhada. Abri o segundo. Estava estragado. Mas era tão bom que, do alto da minha experiência aos 8 anos de vida, decidi que era por bem consumir a parada, mesmo AZEDA. Foi.
Desde então, nunca mais abandonei o vício. E hoje estou aqui, prestes a bingar um six pack de leite integral reconstituído, cacau e gordura vegetal hidrogenada. Por essas e outras que temos esteira em casa.
Agora tchau, que nas minhas embalagens vazias tem um negócio pra recortar atrás. Parece que vira um fantoche. Vou chamar um adulto porque é a orientação que há destacada na caixa.
Beijos.
Tudo bem que estou passando por uma fase de ansiedade e descompensação de gênio sem precedentes, mas CINCO Toddynhos é para foder qualquer um, hein. Cinco Toddynhos aumentam a bunda de uma etíope. Cinco Toddynhos criam banhas num cabide, diz aí.
A questão é que o meu caso de amor com o Toddynho é um treco bem antigo e eu me lembro exatamente quando e onde iniciou-se. Preparem-se que a história é fina, povo.
Aconteceu na minha distante infância, em uma de minhas idas ao Rio de Janeiro com papai, mamãn e a pequenina ogra que dizem por aí ser minha irmã. Era o ano de 1837, creio eu. Meu irmão, aquele senhor sério (...) e pai de bela família nem existia ainda. Calculem em séculos o tempo que tem este evento e o porquê de eu tê-lo resgatado após os cinco Toddynhos deglutidos diante de uma programação que me apresenta atores mais velhos do que eu aos 15 anos de idade. Notem como uma coisa puxa a outra.
Hospedamo-nos no Copacabana Palace, o que naquela época era praxe. Boa época, né. Época boa mesmo essa, onde praxe era ir pro Rio e se jogar no Copa de graça, já que eu tinha meus 7 ou 8 anos de idade e quem pagava era o meu pai. Hoje tal programa já ferra um pouco meu orçamento, mas tamos aí, firrrrmes.
Daí que, fora aquela ilha de pedra mineira que tinha na piscina, a coisa que eu mais amava no velho Copa era abrir o frigobar e detonar tudo o que houvesse lá dentro. A primeira coisa em que eu pensava quando ouvia a palavra "hotel" era na geladeira. Descompensada desde sempre, percebam.
Um belo dia, eu abri a porta do frigobar e me deparei com dois Toddynhos. Eles vinham em lata, turma. Latas de Toddynho, quer coisa mais tempo do onça que isso? Tomei o primeiro e fiquei maravilhada. Abri o segundo. Estava estragado. Mas era tão bom que, do alto da minha experiência aos 8 anos de vida, decidi que era por bem consumir a parada, mesmo AZEDA. Foi.
Desde então, nunca mais abandonei o vício. E hoje estou aqui, prestes a bingar um six pack de leite integral reconstituído, cacau e gordura vegetal hidrogenada. Por essas e outras que temos esteira em casa.
Agora tchau, que nas minhas embalagens vazias tem um negócio pra recortar atrás. Parece que vira um fantoche. Vou chamar um adulto porque é a orientação que há destacada na caixa.
Beijos.
Macumba que pegou forte
Para quem achou que a minha saga da telefonia móvel estava com seu ciclo fechado:
Fui ali na padaria da rua Wisard e um SER, por cujo intelecto eu jamais gostaria de me responsabilizar, roubou a bateria do meu celular. Sim, apenas a bateria. A bateria e a tampa traseira. O celular estava lá, me esperando com chip e tudo quando cheguei para resgatá-lo após subir a rua Girassol AOS PULOS.
Mal sabe este animal que, no que depender de mim e da minha força do pensamento, seu pinto esverdeará para logo em seguida cair.
Me explica.
O que leva um ser humano a roubar uma bateria de BlackBerry? Alguém? Alguém? Alguém? Bueller?
Agora preciso ir ali comprar bateria e tampa novas. Cazzo.
E ainda houve boatos de que eu estava na melhor.
Fui ali na padaria da rua Wisard e um SER, por cujo intelecto eu jamais gostaria de me responsabilizar, roubou a bateria do meu celular. Sim, apenas a bateria. A bateria e a tampa traseira. O celular estava lá, me esperando com chip e tudo quando cheguei para resgatá-lo após subir a rua Girassol AOS PULOS.
Mal sabe este animal que, no que depender de mim e da minha força do pensamento, seu pinto esverdeará para logo em seguida cair.
Me explica.
O que leva um ser humano a roubar uma bateria de BlackBerry? Alguém? Alguém? Alguém? Bueller?
Agora preciso ir ali comprar bateria e tampa novas. Cazzo.
E ainda houve boatos de que eu estava na melhor.
#sextafeiratrezefacts
- Alguém roubou a bateria do meu celular ali na padaria da rua Wisard. Apenas a bateria. O celular tá aqui na minha casa, olhando pra mim. Roubar baterias: esta arte eu não conhecia.
- Sim, estou sem celular. Pois é.
- Comprei uma bateria no Mercado Livre. Paguei via débito automático. O dinheiro saiu da minha conta. O dinheiro não aparece na porra do Mercado Livre.
- O Blogger tá sumindo com meus posts de maneira aleatoria.
- Meu carro foi para a oficina devido à explosão da embreagem. Estou sem carro até o final do dia.
- O cara da oficina acaba de me informar que meu carro não ficará pronto. Começou o engrupimento.
- Estou sem celular
- Estou sem celular
- Estou sem celular
Daí eu tenho que aguentar trocentos nego postando no Facebook que "oba, hoje é sexta-feira 13, meu dia de sorte".
Me poupem. Valew.
- Sim, estou sem celular. Pois é.
- Comprei uma bateria no Mercado Livre. Paguei via débito automático. O dinheiro saiu da minha conta. O dinheiro não aparece na porra do Mercado Livre.
- O Blogger tá sumindo com meus posts de maneira aleatoria.
- Meu carro foi para a oficina devido à explosão da embreagem. Estou sem carro até o final do dia.
- O cara da oficina acaba de me informar que meu carro não ficará pronto. Começou o engrupimento.
- Estou sem celular
- Estou sem celular
- Estou sem celular
Daí eu tenho que aguentar trocentos nego postando no Facebook que "oba, hoje é sexta-feira 13, meu dia de sorte".
Me poupem. Valew.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Aconteceu comigo
Vamos supor que um dia você acorde e constate que está com tempo livre. Ou que se sinta largado às traças numa noite qualquer. Ou ainda que se veja sem destino nem expectativas reais para o dia de amanhã. Aqueles momentos em que pinta um vazio e você fica, assim, sem um futuro nítido pela frente. Sabe?
Tome um calmante, abra uma cerveja, pratique alpinismo. Bata um bolo, leia a Bíblia, estude mandarim. Corte cana, auxilie alguém que esteja com o caminhão emperrado na ladeira, arranje uma lata de tinta branca e pinte seu corpo inteiro no estilo "Timbalada". Isso, EMPURRE o caminhão ladeira acima.
QUALQUER COISA.
Só não invente de caçar algum armário adormecido na sua casa para arrumar. Arrumar armário, não.
Contar pra vocês que na última vez que tomei esta decisão de corno - porque só cornos patológicos em estado terminal tomam decisões dessa espécie - transformei minha casa em um cenário de Hoarders - A série.
Olhei para o armário e pensei: "Hmmmmm, bagunçadinho, hein? To de bobeira, vou dar uma ordem nessa merda aqui." A partir daí fui engolida por pilhas e pilhas de COISAS que começaram a se multiplicar e tomar todo o ambiente que me rodeava.
Quando tudo já estava devidamente jogado no chão, concluí que aquela quantidade de itens não caberia JAMAIS dentro daquele espaço novamente. Jamais. E daí pus-me a perguntar: em qual momento da vida foi que eu virei as costas para a tão aclamada teoria do caos? Siga esta corrente e tenha uma vida próspera e feliz. Ponto. Mané arrumar armário terça de madrugada, gente...o que uma pessoa ganha com isso, exceto um trauma? Nada.
Tomada pelo pânico, constatei que aquele amontoado de coisas seria capaz de coisas impensáveis. Já conseguia enxergar a mim mesma de cabelo CRESPO tamanho o esforço necessário para organizar novamente o bololô. Pensei que, se decidisse por arrumar de fato aquilo tudo, voltaria a dormir apenas em 2013, segundo um cálculo que fiz usando como base a regra de três. Ficou bem próximo do resultado real, acreditem.
Foi quando decidi socar para dentro das seis portas tudo o que nunca deveria ter saído de lá. Vai que numa dessas eu abro um portal pra sétima dimensão e termino dentro de uma árvore, toda melecada de geleca? Tá doido? Juro que esperava encontrar a Carol Anne ali atrás das malhas de lã, mas esse não me pega. Conheço muito bem o caminho entre a televisão e a árvore, meu filho. E ele passa pelo armário que eu sei.
Conclusão: estava bagunçado. Agora fodeu de vez. Simples assim.
Colarei post its nas portas aqui de casa com os dizeres "nem pense em tentar arrumar, desgraçada". E seguirei meu destino na trilha do sucesso.
SERIO.
Tome um calmante, abra uma cerveja, pratique alpinismo. Bata um bolo, leia a Bíblia, estude mandarim. Corte cana, auxilie alguém que esteja com o caminhão emperrado na ladeira, arranje uma lata de tinta branca e pinte seu corpo inteiro no estilo "Timbalada". Isso, EMPURRE o caminhão ladeira acima.
QUALQUER COISA.
Só não invente de caçar algum armário adormecido na sua casa para arrumar. Arrumar armário, não.
Contar pra vocês que na última vez que tomei esta decisão de corno - porque só cornos patológicos em estado terminal tomam decisões dessa espécie - transformei minha casa em um cenário de Hoarders - A série.
Olhei para o armário e pensei: "Hmmmmm, bagunçadinho, hein? To de bobeira, vou dar uma ordem nessa merda aqui." A partir daí fui engolida por pilhas e pilhas de COISAS que começaram a se multiplicar e tomar todo o ambiente que me rodeava.
Quando tudo já estava devidamente jogado no chão, concluí que aquela quantidade de itens não caberia JAMAIS dentro daquele espaço novamente. Jamais. E daí pus-me a perguntar: em qual momento da vida foi que eu virei as costas para a tão aclamada teoria do caos? Siga esta corrente e tenha uma vida próspera e feliz. Ponto. Mané arrumar armário terça de madrugada, gente...o que uma pessoa ganha com isso, exceto um trauma? Nada.
Tomada pelo pânico, constatei que aquele amontoado de coisas seria capaz de coisas impensáveis. Já conseguia enxergar a mim mesma de cabelo CRESPO tamanho o esforço necessário para organizar novamente o bololô. Pensei que, se decidisse por arrumar de fato aquilo tudo, voltaria a dormir apenas em 2013, segundo um cálculo que fiz usando como base a regra de três. Ficou bem próximo do resultado real, acreditem.
Foi quando decidi socar para dentro das seis portas tudo o que nunca deveria ter saído de lá. Vai que numa dessas eu abro um portal pra sétima dimensão e termino dentro de uma árvore, toda melecada de geleca? Tá doido? Juro que esperava encontrar a Carol Anne ali atrás das malhas de lã, mas esse não me pega. Conheço muito bem o caminho entre a televisão e a árvore, meu filho. E ele passa pelo armário que eu sei.
Conclusão: estava bagunçado. Agora fodeu de vez. Simples assim.
Colarei post its nas portas aqui de casa com os dizeres "nem pense em tentar arrumar, desgraçada". E seguirei meu destino na trilha do sucesso.
SERIO.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Mais um conto Caraivano. Ou: "JOGUE ÁGUA NELA"
Essa história não é minha. Essa história é da minha irmã Gabi, que lá na antiguidade teve o bom gosto de decidir passar anos de sua vida enfiada em Caraíva, com a bunda cravada na beira daquele rio, colhendo material para a gente colocar nessa trolha aqui.
A coisa foi mais ou menos assim:
Gabi residia em uma bela casinha amarela e tinha como vizinha a amiga Ducarmo. Elas eram muito felizes naquela vida sem muros, onde se você decidisse colocar fogo em seu quintal para espantar formigas, por exemplo, a chance de matar seu vizinho tostado em estilo pururuca era imensa; aquela vida sem fronteiras, onde mesmo sem querer, você obrigatoriamente tomava conhecimento sobre o que se passava no lar adjacente; aquela vida linda, onde você de repente começava a ouvir a cantoria da querida Edith no meio do dia......e tudo permanece assim, até hoje, essa imensa bola de amor.
Um belo dia, Ducarmo alugou sua casa e pessoas que Gabi jamais havia visto na vida chegaram em Caraíva. E se instalaram ao lado de sua casinha amarela. LEGAL.
Daí que Gabi tá lá, naquela correria de Caraíva, alternando atividades como olhar para o teto e coçar o dedão do pé, quando começa a ouvir gritos de horror:
"AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!" - [mulher. grito agudo de pavor]
Gabi dá um salto. Pensa por um segundo e conclui que estão ASSASSINANDO alguém ali em frente. Outro grito, ainda mais assustador que o primeiro:
"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!"
Ela pára de coçar o dedão e assume posição de alerta. Decide prestar atenção, no sentido de estabelecer a localização exata da provável vítima de escalpelamento. A partir daí ela ouviu esta sequência de gritos entre a criatura histérica e um outro ser humano que a instruía na tentativa de acalmá-la:
"PARE DE GRITAR!" - [voz de homem, forte sotaque baiano. gritando, porém falando lentamente]
"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!"
"PARE DE GRITAR!"
"AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!"
"JOGUE ÁGUA NELA!"
"AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!"
"JOGUE UMA TOALHA NELA!"
"AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!"
"PARE DE GRITAR!'
Os gritos pioravam. O descontrole da mulher aumentava.
"JOGUE ÁGUA NELA!"
Mais gritos. Ainda mais altos. Gabi pensando em invadir. Ela acabara de constatar que os berros vinham mesmo da casa de Ducarmo.
"PRESTE ATENÇÃO! PARE DE GRITAR! JOGUE ÁGUA NELA!"
Gritos horríveis, incessantes
"JOGUE UMA TOALHA NELA!"
E essa conversa estendeu-se por muito tempo. Gabriela curiosíssima, maquinando sobre o que poderia ter causado tamanho furdunço sob o céu de estrelas.
Quando os nego decidiram parar de gritar, ela foi averiguar o caso. Mesmo porque seria necessário certificar-se de que o Jason ou algo do tipo não havia de fato passado por ali. Questão de garantia de vida e tal.
O ocorrido:
A pessoa aportou pela primeira vez em uma cidade onde não há calçamento, nem energia elétrica, nem uma cidade em si, para ser exata. Um lugar onde a fauna é dominante. Um perímetro que nos mostra didaticamente o conceito de "A Natureza é Hostil ao Homem".
Porque eu mesma já cheguei em Caraíva pela primeira vez muitos e muitos anos atrás, e garanto que muita gente pensa em ir embora, ou comprar Baygon e um facão, sei lá. Não foi meu caso, mas isso não vem ao caso [ui].
Bem. A tal figura instalou-se em seus domínios baianos e decidiu tomar um simples banho. Entrou no banho. Junto com ela entrou uma aranha de 20 centímetros de circunferência e 10 centímetros de altura. Sim, este bicho existe e já me atacou lá mesmo. Foi isso. Essa gente não tem pedigree para viver uma temporada que seja em Caraíva, te contar viu.
A partir de então, sempre que nos deparamos com alguma crise, independente de sua natureza, o comentário inicial é:
"JOGUE ÁGUA NELA" - com sotaque.
**Este post é dedicado à Red. Foi por causa de alguma besteira protagonizada por ela que nos lembramos desta história que havia tanto tempo, habitava a parte mais empoeirada de nossos cérebros senis.
A coisa foi mais ou menos assim:
Gabi residia em uma bela casinha amarela e tinha como vizinha a amiga Ducarmo. Elas eram muito felizes naquela vida sem muros, onde se você decidisse colocar fogo em seu quintal para espantar formigas, por exemplo, a chance de matar seu vizinho tostado em estilo pururuca era imensa; aquela vida sem fronteiras, onde mesmo sem querer, você obrigatoriamente tomava conhecimento sobre o que se passava no lar adjacente; aquela vida linda, onde você de repente começava a ouvir a cantoria da querida Edith no meio do dia......e tudo permanece assim, até hoje, essa imensa bola de amor.
~~~~voltando pro corpo após breve devaneio~~~~
Um belo dia, Ducarmo alugou sua casa e pessoas que Gabi jamais havia visto na vida chegaram em Caraíva. E se instalaram ao lado de sua casinha amarela. LEGAL.
Daí que Gabi tá lá, naquela correria de Caraíva, alternando atividades como olhar para o teto e coçar o dedão do pé, quando começa a ouvir gritos de horror:
"AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!" - [mulher. grito agudo de pavor]
Gabi dá um salto. Pensa por um segundo e conclui que estão ASSASSINANDO alguém ali em frente. Outro grito, ainda mais assustador que o primeiro:
"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!"
Ela pára de coçar o dedão e assume posição de alerta. Decide prestar atenção, no sentido de estabelecer a localização exata da provável vítima de escalpelamento. A partir daí ela ouviu esta sequência de gritos entre a criatura histérica e um outro ser humano que a instruía na tentativa de acalmá-la:
"PARE DE GRITAR!" - [voz de homem, forte sotaque baiano. gritando, porém falando lentamente]
"AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!"
"PARE DE GRITAR!"
"AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!"
"JOGUE ÁGUA NELA!"
"AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!"
"JOGUE UMA TOALHA NELA!"
"AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!"
"PARE DE GRITAR!'
Os gritos pioravam. O descontrole da mulher aumentava.
"JOGUE ÁGUA NELA!"
Mais gritos. Ainda mais altos. Gabi pensando em invadir. Ela acabara de constatar que os berros vinham mesmo da casa de Ducarmo.
"PRESTE ATENÇÃO! PARE DE GRITAR! JOGUE ÁGUA NELA!"
Gritos horríveis, incessantes
"JOGUE UMA TOALHA NELA!"
E essa conversa estendeu-se por muito tempo. Gabriela curiosíssima, maquinando sobre o que poderia ter causado tamanho furdunço sob o céu de estrelas.
Quando os nego decidiram parar de gritar, ela foi averiguar o caso. Mesmo porque seria necessário certificar-se de que o Jason ou algo do tipo não havia de fato passado por ali. Questão de garantia de vida e tal.
O ocorrido:
A pessoa aportou pela primeira vez em uma cidade onde não há calçamento, nem energia elétrica, nem uma cidade em si, para ser exata. Um lugar onde a fauna é dominante. Um perímetro que nos mostra didaticamente o conceito de "A Natureza é Hostil ao Homem".
Porque eu mesma já cheguei em Caraíva pela primeira vez muitos e muitos anos atrás, e garanto que muita gente pensa em ir embora, ou comprar Baygon e um facão, sei lá. Não foi meu caso, mas isso não vem ao caso [ui].
Bem. A tal figura instalou-se em seus domínios baianos e decidiu tomar um simples banho. Entrou no banho. Junto com ela entrou uma aranha de 20 centímetros de circunferência e 10 centímetros de altura. Sim, este bicho existe e já me atacou lá mesmo. Foi isso. Essa gente não tem pedigree para viver uma temporada que seja em Caraíva, te contar viu.
A partir de então, sempre que nos deparamos com alguma crise, independente de sua natureza, o comentário inicial é:
"JOGUE ÁGUA NELA" - com sotaque.
**Este post é dedicado à Red. Foi por causa de alguma besteira protagonizada por ela que nos lembramos desta história que havia tanto tempo, habitava a parte mais empoeirada de nossos cérebros senis.
Sobre o Casamento Real
Sem desmerecer a importância do evento, já que é o que vai nos livrar de ter Camilla como rainha consorte, mas...
Alguém aí tá aguentando a onipresença de William, Kate, Charles e da falecida? Porque eu não posso mais ligar minha televisão sem dar de cara com um desses caboclo. Animal Channel: tá lá o Charles. ESPN: William. Qualquer canal: a morta. Abra a porta da minha geladeira e quem tá lá dentro, sorrindo? A menina Middleton.
Tem como ir pra Lua e voltar em julho não, né? Mesmo porque, eu não sei vocês, mas EU não vou assistir cerimônia nenhuma. Já vi a da Diana e não pretendo usar o horário em que normalmente inicio meu período de sono e repouso corporal para ver casamento de terceiros. Pela TV. Não, fora de questão.
Isso tudo sem considerar o fato de que eu não mereço ter a cara de Charles aparecendo em flashes sequenciais na minha vida. Isso dá ataque epilético e convulsões. Nego precisa de uma bela catarata para observá-lo diariamente sem sequelas. O mesmo vale para aquele vestido de noiva medonho de lady Di.
Sou sensível.
Passa casamento, passa. Como disse o @bomdiaporque, e o Divórcio Real, quando vai ser?
Alguém aí tá aguentando a onipresença de William, Kate, Charles e da falecida? Porque eu não posso mais ligar minha televisão sem dar de cara com um desses caboclo. Animal Channel: tá lá o Charles. ESPN: William. Qualquer canal: a morta. Abra a porta da minha geladeira e quem tá lá dentro, sorrindo? A menina Middleton.
Tem como ir pra Lua e voltar em julho não, né? Mesmo porque, eu não sei vocês, mas EU não vou assistir cerimônia nenhuma. Já vi a da Diana e não pretendo usar o horário em que normalmente inicio meu período de sono e repouso corporal para ver casamento de terceiros. Pela TV. Não, fora de questão.
Isso tudo sem considerar o fato de que eu não mereço ter a cara de Charles aparecendo em flashes sequenciais na minha vida. Isso dá ataque epilético e convulsões. Nego precisa de uma bela catarata para observá-lo diariamente sem sequelas. O mesmo vale para aquele vestido de noiva medonho de lady Di.
Sou sensível.
Passa casamento, passa. Como disse o @bomdiaporque, e o Divórcio Real, quando vai ser?
Pânico e tumulto no meu cérebro
Bom, gente. hoje a Camila Morgado apareceu no Saia Justa usando isso aqui:
Daí todo meu sistema nervoso e motor entrou em colapso porque:
1- Eu preciso dessa tiara
2- Eu não sei onde comprar, NÃO SEI DE ONDE ELA VEIO.
É isso. Se alguém tiver esta, que atualmente é uma informação vital para mim, fineza entrar em contato. Conto com vocês, seres maiorais, infinitamente mais orientados do que eu, que conhecem a procedência da paradinha aí do cabelo.
Daí todo meu sistema nervoso e motor entrou em colapso porque:
1- Eu preciso dessa tiara
2- Eu não sei onde comprar, NÃO SEI DE ONDE ELA VEIO.
É isso. Se alguém tiver esta, que atualmente é uma informação vital para mim, fineza entrar em contato. Conto com vocês, seres maiorais, infinitamente mais orientados do que eu, que conhecem a procedência da paradinha aí do cabelo.
"CRIANÇA DOENTE - Recompensa-se bem"
Só pra constar
Que meu carro ficou 2 meses arrumando depois que uma palhaça destruiu minha traseira na Henrique Schaumann PARADA e a oficina me entregou o tal veículo sem água, óleo, combustível. A única coisa que veio COM, foi com um pneu rasgado.
Esclarecendo: apenas espero que meu carro contenha combustível e fluidos ao sair da funilaria pois, se não me falha o raciocínio lógico, ao retirá-lo de lá preciso sair ANDANDO nele. Faz sentido? Pergunto porque o mundo anda me confundindo, assim, no todo.
Longe de mim abusar daqueles que me prestaram serviço em tempo recorde. Em atraso, que fique claro. Dez dias transformaram-se em dois meses, mas o que vale é quebrar recordes, diz aí.
O carro não tinha uma gota de gasolina, como fui informada pelo ilustre ser humano que me atendeu na ocasião. Informação esta, endossada pelo computador de bordo da bagaça, que marcava: "autonomia - 0", piscando amarelo na minha cara. Diante disso, dirigi até uma ladeira e desci em ponto morto até o posto do fim da rua. Abasteci o tanque e fui. Blasfemando.
Duas esquinas depois a porra do carro FERVE. Deus, com pena (ou medo) de mim, plantou um outro posto de gasolina ali bem ao meu lado. Após aguentar a cara de desprezo do frentista, que certamente me julgou uma imbecil sem precedentes por andar num carro sem água e - SURPRESA - sem óleo, segui meu caminho. Continuei blasfemando, porque GENTE. Pensa.
Uns 100 metros depois, me pára um Monza hatchback, ou algo do gênero, ao meu lado e noto o cara sentado no banco do co-piloto aos berros. A coisa era comigo. Ele gritava loucamente:
"Tia!!!!! Ô tiiiiaaaaaaaaaa!!!!! Seu pneu tá furadoooo! TIIIAAAAAAAA!!!!!"
TIA. SEU. PNEU. TÁ. FURADO.
Retornei para o posto de onde acabara de sair. O segundo posto. Não havia borracheiro naquela birosca lazarenta. Pedi para encher o pneu. O frentista passou a me desprezar de maneira infinita, eu sei.
VOLTEI para a avenida. O pneu estava rasgado e esvaziou em 10 minutos. Achei uma borracharia. A esta altura eu já estava em pleno Sacomã, olha que beleza, né. Tudo o que a gente pede aos céus para um final de tarde mágico.
Parei no estabelecimento mais suspeito do Estado de São Paulo e pedi para o responsável (?) dar um jeito naquilo. Segundo ele, fiz muito bem em parar. Se não o fizesse naquele momento "ia zuar minha roda, mano". Esses moleques não sabem que dirijo há 20 anos e que tudo aquilo tratava-se de um ebó mal despachado. Pelo menos foi esta a única explicação plausível para a sequência de fatos que acontecia ali.
O ESTEPE ESTAVA FURADO.
Mandei arrumar o pneu e ensinei o mino do Corsa tunado ao meu lado a mandar fotos pelo WhatsApp. Amizade sincera a gente constrói assim, na miséria. Na tragédia. Ele me adicionou no WhatsApp. Sim. Ficou ali ao lado aguardando a confirmação. Somos oficialmente amigos desde aquela sexta-feira treze.
Não mandei arrumar o estepe pois àquela altura queria testar até onde iria o poder da zica. Mas, incrivelmente, nada mais me aconteceu. Talvez a bigorna que caiu no meio da Marginal Pinheiros fosse para mim, mas ó: me safei.
Amanhã vou mandar arrumar este estepe. Porque parece que meu anjo da guarda foi pra Londres ver o casamento de Lady Kate e eu não estou pretendendo interagir com empresários do ramo de manutenção automotiva.
Era isso.
Esclarecendo: apenas espero que meu carro contenha combustível e fluidos ao sair da funilaria pois, se não me falha o raciocínio lógico, ao retirá-lo de lá preciso sair ANDANDO nele. Faz sentido? Pergunto porque o mundo anda me confundindo, assim, no todo.
Longe de mim abusar daqueles que me prestaram serviço em tempo recorde. Em atraso, que fique claro. Dez dias transformaram-se em dois meses, mas o que vale é quebrar recordes, diz aí.
O carro não tinha uma gota de gasolina, como fui informada pelo ilustre ser humano que me atendeu na ocasião. Informação esta, endossada pelo computador de bordo da bagaça, que marcava: "autonomia - 0", piscando amarelo na minha cara. Diante disso, dirigi até uma ladeira e desci em ponto morto até o posto do fim da rua. Abasteci o tanque e fui. Blasfemando.
Duas esquinas depois a porra do carro FERVE. Deus, com pena (ou medo) de mim, plantou um outro posto de gasolina ali bem ao meu lado. Após aguentar a cara de desprezo do frentista, que certamente me julgou uma imbecil sem precedentes por andar num carro sem água e - SURPRESA - sem óleo, segui meu caminho. Continuei blasfemando, porque GENTE. Pensa.
Uns 100 metros depois, me pára um Monza hatchback, ou algo do gênero, ao meu lado e noto o cara sentado no banco do co-piloto aos berros. A coisa era comigo. Ele gritava loucamente:
"Tia!!!!! Ô tiiiiaaaaaaaaaa!!!!! Seu pneu tá furadoooo! TIIIAAAAAAAA!!!!!"
TIA. SEU. PNEU. TÁ. FURADO.
Retornei para o posto de onde acabara de sair. O segundo posto. Não havia borracheiro naquela birosca lazarenta. Pedi para encher o pneu. O frentista passou a me desprezar de maneira infinita, eu sei.
VOLTEI para a avenida. O pneu estava rasgado e esvaziou em 10 minutos. Achei uma borracharia. A esta altura eu já estava em pleno Sacomã, olha que beleza, né. Tudo o que a gente pede aos céus para um final de tarde mágico.
Parei no estabelecimento mais suspeito do Estado de São Paulo e pedi para o responsável (?) dar um jeito naquilo. Segundo ele, fiz muito bem em parar. Se não o fizesse naquele momento "ia zuar minha roda, mano". Esses moleques não sabem que dirijo há 20 anos e que tudo aquilo tratava-se de um ebó mal despachado. Pelo menos foi esta a única explicação plausível para a sequência de fatos que acontecia ali.
O ESTEPE ESTAVA FURADO.
Mandei arrumar o pneu e ensinei o mino do Corsa tunado ao meu lado a mandar fotos pelo WhatsApp. Amizade sincera a gente constrói assim, na miséria. Na tragédia. Ele me adicionou no WhatsApp. Sim. Ficou ali ao lado aguardando a confirmação. Somos oficialmente amigos desde aquela sexta-feira treze.
Não mandei arrumar o estepe pois àquela altura queria testar até onde iria o poder da zica. Mas, incrivelmente, nada mais me aconteceu. Talvez a bigorna que caiu no meio da Marginal Pinheiros fosse para mim, mas ó: me safei.
Amanhã vou mandar arrumar este estepe. Porque parece que meu anjo da guarda foi pra Londres ver o casamento de Lady Kate e eu não estou pretendendo interagir com empresários do ramo de manutenção automotiva.
Era isso.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Coisas de Astolfo
Meu irmão é muito engraçado. Mas muito engraçado mesmo. A gente se mata de rir com ele. Rodolfo é daqueles caras que tem trejeito engraçados, de manias engraçadas, que nunca faz uma piada pra ser engraçadão. Nunca. O jeito que ele ri de qualquer coisa, o modo como ele fala com alguém, um gesto que ele faça em qualquer situação banal é o que nos faz rir até morrer.
Quem não o conhece talvez não consiga visualizar a cena. Mas quem já o viu em ação vai OUVIR ele falando aqui:
Domingo passado fomos num japa pois foi aniversário do nosso cunhado e como bom menino gordinho que é, Lulis resolveu comemorar a data empanturrando-se de peixe cru e similares. (aqui temos um pouquinho de Lulis, apenas uma breve amostra)
Daí que estava aquela zona pois somos uma família de pessoas grandes e ruidosas. Nossa mesa normalmente já é uma putaria. Some-se a isso a presença de SamSam e Dani, agregadas que também se comunicam usando três tons acima, e do filho de 2 anos do Rodolfo, o Francisco.
Quer dizer: 7 adultos estabanados e uma criança de 2 anos de idade numa mesa com hashis, shoyu, molho de tempurá, de soba, tarê, chapas de robata, ou seja, tudo o que dá merda. Estava uma zona. Sabe aquela mesa sobre a qual normalmente comentamos em restaurantes? Aquela mesa sobre a qual falamos: "Isso é lugar de trazer criança, gente?" Pois é. Éramos nós. Aliás, desde que começamos a circular com meu sobrinho por aí estamos pagando a porra da língua, porque vou te contar que se tem um treco que gera vexame é criança em restaurante. Pusstasmerdas, me lembro de todos que xinguei até hoje. Foi mal aê hein galerow.
Iniciou-se um debate sobre o que mais pediríamos, já que havíamos atacado a primeira leva de comida de forma que o pobre do sushi não teve nem chance. Utilizamos o estilo viking, foi. Meio viking meio visigodo, para ser sincera. Um horror que, graças a Deus, mamãe não presenciou. Ela comentaria pelos próximos 25 anos, mas enfim.
"Vamos pedir mais um combinado desse aqui para 75 pessoas, vamos pedir mais um tempurá, vamos pedir mais dois grelhados"
Rodolfo interfere na deliberação:
"Vamos pedir mais hot rolls e mais enguia [UNAAAGIII] pois este tarê está especialmente bom e estou numa fase super tarê. To na onda do tarê"
Todos concordam. Chamamos o garçom e fazemos os pedidos. Ao final, Rodolfo emenda:
"Mas você poderia trazer, além da porção de tarê que vem em cada prato, uma porção extra para mim? Só para mim?" [o cara concordando, fazendo que sim com a cabeça, mas sem conseguir falar porque quando eu digo que o Rodolfo EMENDA, estou falando de alguém que não dá chances ao interlocutor]
"Para mim, só para mim, sem eu ter que dividir com NINGUÉM. Porque isso é MUITO importante para mim. Muito. Eu gosto muito de molho tarê. Muito. MUITO. MUITO. Eu PRECISO de tarê aqui no meu prato, é uma coisa doente. Trazendo este tarê extra você me ajuda MUITO. Isso é muito importante para mim. MUITO. MUITO. Muito importante. MUITO."
E o nego lá, sem saber se ficava mais chocado com a gritaria, com a quantidade de comida, com a criança quebrando tudo ou com o psicopata que fazia o pedido.
Sério, não andem com a gente. Não vale a pena.
Quem não o conhece talvez não consiga visualizar a cena. Mas quem já o viu em ação vai OUVIR ele falando aqui:
Domingo passado fomos num japa pois foi aniversário do nosso cunhado e como bom menino gordinho que é, Lulis resolveu comemorar a data empanturrando-se de peixe cru e similares. (aqui temos um pouquinho de Lulis, apenas uma breve amostra)
Daí que estava aquela zona pois somos uma família de pessoas grandes e ruidosas. Nossa mesa normalmente já é uma putaria. Some-se a isso a presença de SamSam e Dani, agregadas que também se comunicam usando três tons acima, e do filho de 2 anos do Rodolfo, o Francisco.
Quer dizer: 7 adultos estabanados e uma criança de 2 anos de idade numa mesa com hashis, shoyu, molho de tempurá, de soba, tarê, chapas de robata, ou seja, tudo o que dá merda. Estava uma zona. Sabe aquela mesa sobre a qual normalmente comentamos em restaurantes? Aquela mesa sobre a qual falamos: "Isso é lugar de trazer criança, gente?" Pois é. Éramos nós. Aliás, desde que começamos a circular com meu sobrinho por aí estamos pagando a porra da língua, porque vou te contar que se tem um treco que gera vexame é criança em restaurante. Pusstasmerdas, me lembro de todos que xinguei até hoje. Foi mal aê hein galerow.
Iniciou-se um debate sobre o que mais pediríamos, já que havíamos atacado a primeira leva de comida de forma que o pobre do sushi não teve nem chance. Utilizamos o estilo viking, foi. Meio viking meio visigodo, para ser sincera. Um horror que, graças a Deus, mamãe não presenciou. Ela comentaria pelos próximos 25 anos, mas enfim.
"Vamos pedir mais um combinado desse aqui para 75 pessoas, vamos pedir mais um tempurá, vamos pedir mais dois grelhados"
Rodolfo interfere na deliberação:
"Vamos pedir mais hot rolls e mais enguia [UNAAAGIII] pois este tarê está especialmente bom e estou numa fase super tarê. To na onda do tarê"
Todos concordam. Chamamos o garçom e fazemos os pedidos. Ao final, Rodolfo emenda:
"Mas você poderia trazer, além da porção de tarê que vem em cada prato, uma porção extra para mim? Só para mim?" [o cara concordando, fazendo que sim com a cabeça, mas sem conseguir falar porque quando eu digo que o Rodolfo EMENDA, estou falando de alguém que não dá chances ao interlocutor]
"Para mim, só para mim, sem eu ter que dividir com NINGUÉM. Porque isso é MUITO importante para mim. Muito. Eu gosto muito de molho tarê. Muito. MUITO. MUITO. Eu PRECISO de tarê aqui no meu prato, é uma coisa doente. Trazendo este tarê extra você me ajuda MUITO. Isso é muito importante para mim. MUITO. MUITO. Muito importante. MUITO."
E o nego lá, sem saber se ficava mais chocado com a gritaria, com a quantidade de comida, com a criança quebrando tudo ou com o psicopata que fazia o pedido.
Sério, não andem com a gente. Não vale a pena.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Coadjuvante só se dana.
Gente, não surtem. Não estou aqui fazendo chacota do suicídio de Cibele Dorsa. Mesmo porque eu a conhecia havia bastante tempo e, apesar de não termos sido amigas, apenas conhecidas, ela sempre me foi de agradabilíssima convivência. E é isso. E também não vou ficar falando de suicídio duplo por aqui pois considero o assunto muito hardcore para esta bodega.
Mas diante de tudo o que foi divulgado, não posso deixar de comentar a entrevista "pré-Jerônimo" concedida por ela ao TV Fama, através da qual o mundo inteiro tomou conhecimento dos motivos que levaram seu falecido noivo a atirar-se prédio abaixo, além de detalhes sórdidos da malfadada noite.
Resumindo bastante, ela conta que o trágico acontecimento deu-se por um ataque doentio de ciúmes na ocasião em que eles faziam uma suruba com uma moça. Uma profissional contratada pelos próprios.
Daí olha o que acontece: a mulher chega lá, o casal que a chamou tá esperando, ela mesma já está felizona pois a féria do dia garantiu-se e, assim que começa a executar o serviço para o qual foi escalada, seu empregador sai correndo e pula pela janela.
PENSA NA CARA QUE ESSA PUTA FEZ, MEU DEUS DO CÉU. PENSA.
(E aposto que nem adiantado essa mina recebeu. Insalubridade, nega. Periculosidade.)
Mas diante de tudo o que foi divulgado, não posso deixar de comentar a entrevista "pré-Jerônimo" concedida por ela ao TV Fama, através da qual o mundo inteiro tomou conhecimento dos motivos que levaram seu falecido noivo a atirar-se prédio abaixo, além de detalhes sórdidos da malfadada noite.
Resumindo bastante, ela conta que o trágico acontecimento deu-se por um ataque doentio de ciúmes na ocasião em que eles faziam uma suruba com uma moça. Uma profissional contratada pelos próprios.
Daí olha o que acontece: a mulher chega lá, o casal que a chamou tá esperando, ela mesma já está felizona pois a féria do dia garantiu-se e, assim que começa a executar o serviço para o qual foi escalada, seu empregador sai correndo e pula pela janela.
PENSA NA CARA QUE ESSA PUTA FEZ, MEU DEUS DO CÉU. PENSA.
(E aposto que nem adiantado essa mina recebeu. Insalubridade, nega. Periculosidade.)
quinta-feira, 24 de março de 2011
Descobri TUDO
Vamos fazer uma conta rápida: quantos brasileiros, num grupo de 100, já se foderam por causa da NET? 97? 98? Todos? E quantas vezes por mês esta joça ferra a gente? Pensa aí. Considerem que estou falando aqui APENAS de Virtua. Vou deixar de lado problemas menores como TV e telefone. Afinal de contas, QUEM precisa deles, né? Náááá, pra quê? Detalhes inexpressivos.
Daí né, que a gente sabe que mente vazia é oficina do demônio e eu to aqui sentadinha no meu canto olhando pro teto quando Carlota posta a seguinte mensagem no nosso grupo de discussão da novela Vale Tudo no Facebook:
"Gente, a internet aqui tá o cu do palhaço. Se eu ñ estiver, fui socar alguém da NET."
Só nesta semana uns 5 membros do referido grupo ficaram sem internet porque o Virtua simplesmente PAROU de funcionar. Inclusive eu. Ainda bem que temos as conexões móveis de nossos telefones, né. Imagina se não houvesse alternativa. Porque estamos falando aqui de gente viciada, gente doente, que tem forum de discussão de reprise de novela dos anos OITENTA do século passado, compreendam.
Agora vejam se não faz sentido isso aqui que andei pensando:
[Se não fizer, por favor, não mandem me internar não. Sou mansa, juro, pode perguntar pro meu porteiro aqui do prédio]
EU acho que a NET é uma daquelas organizações malignas que vieram do futuro pois seus cientistas descobriram que o mundo em que eles vivem está destruído e sem oxigênio ou água potável devido à degradação do meio ambiente causada pelos próprios humanos. Os humanos que viveram no passado. Tipo NÓS, no caso.
Como eles estão lá ferrados, vivem em bunkers, nunca viram o sol ou o mar, mas possuem tecnologia suficiente para voltar no tempo e reverter esta merda toda, eles criaram este sistema para eliminar o excesso da população mundial. As pessoas contratam seus serviços e, inexplicavelmente, começam a morrer do coração, de derrame cerebral, overdose de calmantes, câncer e por aí vai.
Diminuindo consideravelmente o numero habitantes do planeta de maneira 'limpa", sem deixar pistas, eles entram com um ataque mais agressivo, exterminando aqueles grupos que por algum motivo não têm acesso aos seus cobiçados serviços. Porque banda larga é banda larga né gente.
Deixarão vivos apenas seus antepassados, garantindo assim sua existência no presente que os pertence. Óbvio.
Mas para levarem o genial plano a cabo terão que lutar contra um tipo de exército composto por pessoas dispostas a EXPLODIR suas sedes com TODO MUNDO dentro, inclusive aqueles imbecis do atendimento ao IDIOTA do cliente. Podemos chamar este grupo de "Resistência".
Parece que já vi isso em algum lugar, cinema talvez, não tenho certeza de que minha idéia é original. Tudo o que sei é que Arnold está no Brasil. Olha o sinal aí.
terça-feira, 22 de março de 2011
O Camarote da Brahma e suas histórias
INTRODUÇÃO
Não sei se é do conhecimento geral da nação, mas eu e mais um bando de desocupados sociopatas criamos no Facebook um grupo para discutir a novela Vale Tudo. Porque, além de antigos, somos TEAM ODETE e não vemos a hora da Heleninha dançar novamente aquele mambo bem caliente.
O procedimento é o seguinte: antes de começar Vale Tudo já estamos todos online para falar mal de A Muralha, que é um pé no saco e só tem índio, padre e gente suja com cor de tijolo e atitudes pífias. Nada que se compare a uma Maria de Fátima e César Ribeiro, uma Helena versus Ivan, uma Celina com Odete. Isso sem citar Marco Aurélio berrando pela TCA.
Quando nossa atração entra no ar, concentramo-nos em comentar frases, roupas, trilha sonora, cenas bizarras, detalhes importantes ao longo do capitulo. Logo que o mesmo chega ao fim, a conversa desvirtua e passamos a falar mal uns dos outros, combinamos eventos movidos à álcool, criticamos o resto do mundo e, infalivelmente, entramos em reminiscências.
A HISTÓRIA EM SI
Daí que a partir de um dos tópicos da discussão do capítulo de hoje, iniciou-se uma conversa paralela sobre minhas peripécias cariocas, a maioria delas ao lado de SamSam, e o rumo que o assunto tomou me levou a uma lembrança que eu não tinha: o dia em que uma conjunção do cosmos juntou a mim e Sam, Jean Paul Gaultier e um tubo de lança perfume sem fim acompanhado de sua dona, cujo nome não falo nem sob tortura, no camarote da Brahma na Sapucaí.
Não me entendam mal: eu não fiz uso de lança perfume nenhum porque não mexo com tóchicos, doutor, sóencho a fuça de mé mesmo consumo drinks ocasionalmente e Jean Paul, coitado, não entendia nada do que estava se passando porque, em um momento ele estava ali, vendo a Mangueira entrar, tomando chopp até sair pelo olho e provavelmente achando aquilo tudo muito, hã, exótico, digamos assim, e logo em seguida.......o pobre já estava cercado por duas loucas - sendo que uma era eu e a outra, naturalmente, SamSam - disparadas numa conversa sem pé nem cabeça com o homi como se tivéssemos feito o ginásio e colegial juntos. Amicíssimos, uma coisa louca. A verdade é que determinadas ocasiões fazem com que eu e Sam tenhamos esta necessidade de interagir com desconhecidos. Se os desconhecidos forem celebrities então, meu filho, segura que o amigo é nosso.
Ele provavelmente pensava "O QUE EU FIZ DA MINHA VIDA? QUEM SÃO ESSAS PESSOAS? POR QUÊ VIM AO RIO? QUERO MINHA MÃE!" mas agia normalmente, até entubou nossas piadas, fez chacota de quem estávamos fazendo, jogou gelo em quem jogávamos, cantou o samba enrendo, essas porras todas. Quase matamos uma mulher que havia feito uma cirurgia na coluna e estava empoleirada na janela que ocupávamos no camarote. Bateria passa, aquele povo anima, Jean Paul dá uma COTOVELADA na convalescente e quase a derruba para baixo, mas convenhamos, camarote na avenida não é exatamente o programa ideal para quem operou a coluna vertebral, né mesmo, minha tia? Parece que a tal senhora sobreviveu sim. Também, se morreu, faz tanto tempo, que ó: nem ela lembra, garanto.
Tudo ia muito bem. Já tinha pra mim que passaria a próxima temporada européia hospedada no fantástico apartamento de Jean Paul na Avenue Foch e que ele desenharia modelos inspirados em minha pessoa, para logo em seguida presentear-me com tais peças.
Eis que surge um terceiro elemento NAQUELE estado portando o tal tubo de lança perfume. Aproxima-se de nossa roda e ENFIA o recipiente goela de Jean Paul Gaultier abaixo que, ninjamente, se desvencilha da criatura desgovernada. Fino, agradece. Compreende que trata-se de algo alucinógeo e diz que tá bem cas breja. Fofamente.
A pessoa doida insiste. Jean Paul recusa novamente. A criatura transtornada mostra para Jean Paul que ela mesma está consumindo a substância, provavelmente para provar a ele de que não se tratava de algo letal. E ele novamente diz que não quer, PORRA.
Foi então que a nega começou a argumentar:
"Jean, do you want to try this?"
"No, thanks"
"Here in Brazil is called lança perfume" [embaralhando tudo, falando tudo torto, falou lança perfume separando as sílabas]
"Really? Nice, but thank you, thank you very much, i'm having some drinks and...."
"JEAN, listen to me: this is a very light drug, don't you want to...." [espirrando lança na CARA do francês]
"No, no. No, thanks. I don't want your drugs, thanks" [limpando os olhos. quase cego]
"But you are not listening to me....this is a very very very very very very very very very light drug..."
"No, thank you."
"Very very light. Yes or no?"
"Nooooooooooooooo"
"Very very very very very very light..........."
Estranhamente nunca mais tivemos notícias de Jean Paul. Só aquelas que nos chegam via Caras, às vezes. O colego sumiu na fumaça, parece que traumatizou-se. Já a cheiradora de lança, essa tá sempre aí viu.
Esse meu povo não é bom da cuca não.
Não sei se é do conhecimento geral da nação, mas eu e mais um bando de desocupados sociopatas criamos no Facebook um grupo para discutir a novela Vale Tudo. Porque, além de antigos, somos TEAM ODETE e não vemos a hora da Heleninha dançar novamente aquele mambo bem caliente.
O procedimento é o seguinte: antes de começar Vale Tudo já estamos todos online para falar mal de A Muralha, que é um pé no saco e só tem índio, padre e gente suja com cor de tijolo e atitudes pífias. Nada que se compare a uma Maria de Fátima e César Ribeiro, uma Helena versus Ivan, uma Celina com Odete. Isso sem citar Marco Aurélio berrando pela TCA.
Quando nossa atração entra no ar, concentramo-nos em comentar frases, roupas, trilha sonora, cenas bizarras, detalhes importantes ao longo do capitulo. Logo que o mesmo chega ao fim, a conversa desvirtua e passamos a falar mal uns dos outros, combinamos eventos movidos à álcool, criticamos o resto do mundo e, infalivelmente, entramos em reminiscências.
A HISTÓRIA EM SI
Daí que a partir de um dos tópicos da discussão do capítulo de hoje, iniciou-se uma conversa paralela sobre minhas peripécias cariocas, a maioria delas ao lado de SamSam, e o rumo que o assunto tomou me levou a uma lembrança que eu não tinha: o dia em que uma conjunção do cosmos juntou a mim e Sam, Jean Paul Gaultier e um tubo de lança perfume sem fim acompanhado de sua dona, cujo nome não falo nem sob tortura, no camarote da Brahma na Sapucaí.
Não me entendam mal: eu não fiz uso de lança perfume nenhum porque não mexo com tóchicos, doutor, só
Ele provavelmente pensava "O QUE EU FIZ DA MINHA VIDA? QUEM SÃO ESSAS PESSOAS? POR QUÊ VIM AO RIO? QUERO MINHA MÃE!" mas agia normalmente, até entubou nossas piadas, fez chacota de quem estávamos fazendo, jogou gelo em quem jogávamos, cantou o samba enrendo, essas porras todas. Quase matamos uma mulher que havia feito uma cirurgia na coluna e estava empoleirada na janela que ocupávamos no camarote. Bateria passa, aquele povo anima, Jean Paul dá uma COTOVELADA na convalescente e quase a derruba para baixo, mas convenhamos, camarote na avenida não é exatamente o programa ideal para quem operou a coluna vertebral, né mesmo, minha tia? Parece que a tal senhora sobreviveu sim. Também, se morreu, faz tanto tempo, que ó: nem ela lembra, garanto.
Tudo ia muito bem. Já tinha pra mim que passaria a próxima temporada européia hospedada no fantástico apartamento de Jean Paul na Avenue Foch e que ele desenharia modelos inspirados em minha pessoa, para logo em seguida presentear-me com tais peças.
Eis que surge um terceiro elemento NAQUELE estado portando o tal tubo de lança perfume. Aproxima-se de nossa roda e ENFIA o recipiente goela de Jean Paul Gaultier abaixo que, ninjamente, se desvencilha da criatura desgovernada. Fino, agradece. Compreende que trata-se de algo alucinógeo e diz que tá bem cas breja. Fofamente.
A pessoa doida insiste. Jean Paul recusa novamente. A criatura transtornada mostra para Jean Paul que ela mesma está consumindo a substância, provavelmente para provar a ele de que não se tratava de algo letal. E ele novamente diz que não quer, PORRA.
Foi então que a nega começou a argumentar:
"Jean, do you want to try this?"
"No, thanks"
"Here in Brazil is called lança perfume" [embaralhando tudo, falando tudo torto, falou lança perfume separando as sílabas]
"Really? Nice, but thank you, thank you very much, i'm having some drinks and...."
"JEAN, listen to me: this is a very light drug, don't you want to...." [espirrando lança na CARA do francês]
"No, no. No, thanks. I don't want your drugs, thanks" [limpando os olhos. quase cego]
"But you are not listening to me....this is a very very very very very very very very very light drug..."
"No, thank you."
"Very very light. Yes or no?"
"Nooooooooooooooo"
"Very very very very very very light..........."
Estranhamente nunca mais tivemos notícias de Jean Paul. Só aquelas que nos chegam via Caras, às vezes. O colego sumiu na fumaça, parece que traumatizou-se. Já a cheiradora de lança, essa tá sempre aí viu.
Esse meu povo não é bom da cuca não.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Cenas de um almoço quase familiar
Você está lá, almoçando em relativa paz. Vem um cara e te pergunta "oi, você quer mais caipirinha de lima". Você diz que sim, desde que ele não entoche a bebida de açúcar. Nego vai lá e faz. Volta com aquela jarrona bonita, transbordando vodka, lima da pérsia e cubos de gelo.
Você toma um gole e o treco está doce num ponto de doer o osso do maxilar, o que te faz questionar a criatura sobre a quantidade criminosa de açúcar que ele teria colocado ali na mistureba.
RESPOSTA:
"Não coloquei açúcar não. A lima é que estava PODRE, pode ir lá na cozinha ver"
Pelo amor de Deus.
Quer dizer: a pessoa viva me dá um treco podre para beber e acha normal. Preciso rever urgentemente o status de cada integrante deste meu - nem tanto - seleto círculo.
Você toma um gole e o treco está doce num ponto de doer o osso do maxilar, o que te faz questionar a criatura sobre a quantidade criminosa de açúcar que ele teria colocado ali na mistureba.
RESPOSTA:
"Não coloquei açúcar não. A lima é que estava PODRE, pode ir lá na cozinha ver"
A LIMA ESTAVA PODRE
Pelo amor de Deus.
Quer dizer: a pessoa viva me dá um treco podre para beber e acha normal. Preciso rever urgentemente o status de cada integrante deste meu - nem tanto - seleto círculo.
Rolam as pedras
Sinais de que seu fim de semana foi hardcore:
Você vai assistir ao desfile das campeãs na sexta-feira e no sábado descobre em seu celular uma foto ao lado de um espantalho com cabeça de ABÓBORA feita já com o dia claro.
Você vai assistir ao desfile das campeãs na sexta-feira e no sábado descobre em seu celular uma foto ao lado de um espantalho com cabeça de ABÓBORA feita já com o dia claro.
Maria Eugênia não morreu
Ao tentar levantar da cama no sábado à tarde tudo gira como se você estivesse em um rodamoinho marítimo que te sugasse para as profundezas do oceano bem ali no triângulo das bermudas. Você conclui que trata-se de uma crise de labirintite ou algo do gênero. Seu cérebro está comprometido. Tu pegou labirintite de tanta Nova Schin que enfiou goela abaixo, MANO.
Ainda no sábado, você vai a um almoço na casa de um amigo e presencia o momento em que todos os estoques de álcool da residência se findam. Inclusive determinada caipirinha podre que comentaremos num futuro próximo.
No domingo à tarde você acorda com duas novas tatuagens no braço direito. E uma peruca de samambaia.
Ma oe, o colega tem uma máquina de tattoos de verão
Gente, não andem comigo, não sou boa companhia.
Jujuba com Limão
Quando você acha que já viu de um tudo nessa vida.
Quando você pensa que conhece seus amigos e o potencial criativo de cada um deles.
Quando você está certa de que nada mais vai te surpreender nesta esfera.
Daí vem uma tarde chuvosa de terça-feira e você lá, enrolando a vida pra não ficar ainda mais puta com uma dor de cotovelo monstra que a persegue, decide dar um UOOEE nos Facebook e dá de cara com a mais nova obra produzida por um de seus calegas.
Vocês eu não sei, mas EU estou rindo até agora. Por favor, apreciem:
Virei Jujubeira. Aplausos.
Rafa, ARRASOU. Salvou meu dia. Pense que estou fazendo um coração com a mão pra você.
Quando você pensa que conhece seus amigos e o potencial criativo de cada um deles.
Quando você está certa de que nada mais vai te surpreender nesta esfera.
Daí vem uma tarde chuvosa de terça-feira e você lá, enrolando a vida pra não ficar ainda mais puta com uma dor de cotovelo monstra que a persegue, decide dar um UOOEE nos Facebook e dá de cara com a mais nova obra produzida por um de seus calegas.
Vocês eu não sei, mas EU estou rindo até agora. Por favor, apreciem:
Virei Jujubeira. Aplausos.
Rafa, ARRASOU. Salvou meu dia. Pense que estou fazendo um coração com a mão pra você.
domingo, 13 de março de 2011
As coisa que irrita a calega
Tipo:
Há três travessas sobre uma mesa. Uma contém um fusilli. Na outra encontramos um capeletti ao molho branco. A terceira nos apresenta algo que claramente é um raviolli. Daí eu pergunto para a criatura responsável pelo rango:
"O que é isso?"
Meu interesse, OBVIAMENTE, era obter informações sobre recheios, molhos, alegorias, adereços, essas coisas de gente que tá interessada em comer a parada.
RESPOSTA:
"É fusilli, capeletti ao molho branco e raviolli"
Daí nego tem a ousadia de reclamar das minhas grosserias.
Há três travessas sobre uma mesa. Uma contém um fusilli. Na outra encontramos um capeletti ao molho branco. A terceira nos apresenta algo que claramente é um raviolli. Daí eu pergunto para a criatura responsável pelo rango:
"O que é isso?"
Meu interesse, OBVIAMENTE, era obter informações sobre recheios, molhos, alegorias, adereços, essas coisas de gente que tá interessada em comer a parada.
RESPOSTA:
"É fusilli, capeletti ao molho branco e raviolli"
Daí nego tem a ousadia de reclamar das minhas grosserias.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Kibando loucamente
Descontrolei, uma força maior me tomou. Pode ser o tal do bloqueio criativo. É que certas coisas são boas pra caralho - aproveitando o mote - e hoje me deu coceira de publicá-las aqui. Porque o broguis é meu, né, então eu dano essa bagaça sem o menor vestígio de remorso. "It's good to be the king". Vamos tacar conteúdo véio e de propriedade alheia nessa joça.
Essa parada aqui já foi atribuída ao Veríssimo, ao Millôr e mais umas 400 pessoas, mas ouvi dizer que trata-se de um texto de Pedro Ivo Resende. E estou super crendo nesta informação. To repassando e tudo mais, percebam. Eis o que tomei emprestado do colego:
O direito ao palavrão
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
‘Pra caralho’, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que ‘Pra caralho’? ‘Pra caralho’ tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do ‘Pra caralho’, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso ‘Nem fodendo!’. O ‘Não, não e não!’ e o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ‘Não, absolutamente não!’ de modo algum o substituem. O ‘Nem fodendo’ é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo ‘Marquinhos, presta atenção, filho querido: NEM FODENDO!’. O impertinente se manca na hora e vai pro shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o ‘Porra nenhuma!’ atendeu tão plenamente às situações em que nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um ‘é Ph.D. porra nenhuma!’, ou ‘ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!’. O ‘Porra nenhuma!’, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos ‘aspone’, ‘chepone’, ‘repone’ e, mais recentemente, o ‘prepone’ — presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um ‘Puta-que-pariu!’, ou seu correlato ‘Puta-que-o-pariu!’, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um ‘Puta-que-o-pariu!’ dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso ‘Vai tomar no cu!’? E sua maravilhosa e reforçadora derivação ‘Vai tomar no olho do seu cu!’. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: ‘Chega! Vai tomar no olho do seu cu!’ Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do português vulgar: ‘Fodeu!’ E sua derivação mais avassaladora ainda: ‘Fodeu de vez!’ Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa.
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? ‘Fodeu de vez!’ Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de ‘Foda-se!’ que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ‘Foda-se!’? O ‘Foda-se!’ aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. ‘Não quer sair comigo? Então foda-se!’ ‘Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!’
O direito ao ‘Foda-se!’ deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, Igualdade, Fraternidade e FODA-SE.’
Falou tudo, negô. Voltarei com o conteúdo original o mais breve possível.
Essa parada aqui já foi atribuída ao Veríssimo, ao Millôr e mais umas 400 pessoas, mas ouvi dizer que trata-se de um texto de Pedro Ivo Resende. E estou super crendo nesta informação. To repassando e tudo mais, percebam. Eis o que tomei emprestado do colego:
O direito ao palavrão
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua.
‘Pra caralho’, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que ‘Pra caralho’? ‘Pra caralho’ tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do ‘Pra caralho’, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso ‘Nem fodendo!’. O ‘Não, não e não!’ e o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade ‘Não, absolutamente não!’ de modo algum o substituem. O ‘Nem fodendo’ é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo ‘Marquinhos, presta atenção, filho querido: NEM FODENDO!’. O impertinente se manca na hora e vai pro shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o ‘Porra nenhuma!’ atendeu tão plenamente às situações em que nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um ‘é Ph.D. porra nenhuma!’, ou ‘ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!’. O ‘Porra nenhuma!’, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos ‘aspone’, ‘chepone’, ‘repone’ e, mais recentemente, o ‘prepone’ — presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um ‘Puta-que-pariu!’, ou seu correlato ‘Puta-que-o-pariu!’, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um ‘Puta-que-o-pariu!’ dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso ‘Vai tomar no cu!’? E sua maravilhosa e reforçadora derivação ‘Vai tomar no olho do seu cu!’. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: ‘Chega! Vai tomar no olho do seu cu!’ Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do português vulgar: ‘Fodeu!’ E sua derivação mais avassaladora ainda: ‘Fodeu de vez!’ Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa.
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? ‘Fodeu de vez!’ Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de ‘Foda-se!’ que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do ‘Foda-se!’? O ‘Foda-se!’ aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. ‘Não quer sair comigo? Então foda-se!’ ‘Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!’
O direito ao ‘Foda-se!’ deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, Igualdade, Fraternidade e FODA-SE.’
Falou tudo, negô. Voltarei com o conteúdo original o mais breve possível.
Bicha
Então, né, que eu to lendo o livro do Ricardo Amaral e ando meio chocada porque é fácil de achar ali vários fatos que presenciei, o que indica claramente que estou VELHA.
Mas não estamos aqui para falar sobre minha idade avançada. Estamos aqui para reproduzir um texto do Tarso de Castro originalmente publicado numa edição de O Pasquim em 1795 que o próprio Ricardo Amaral enfiou no meio do seu Vaudeville. Discípula de benlocos que sou, desnecessário explicar que cultuo esta figura. E acho isso aqui ótemo:
"Millôr Fernandes chegou da Europa e é bicha: Martha Alencar é bicha e o marido dela, o Hugo Carvana bicha; o Sérgio Cabral, por sua vez, tem vergonha, acha que pai de família não deve confessar isso mas eu sei é bicha; o Paulo Francis, que fica fazendo aquele bico, é bicha; o Chacrinha, nem se fala, é bicha; o Gérson mesmo jogando pra burro, é bicha; o Fortuna é bicha, bicha declarada, o Armando Marques é bicha; a tia da namorada do Denner é bicha; a namorada do Denner é bicha; o Denner é bicha; o Edvaldo Pacote é bicha, a Gal Costa é bicha; a Elis Regina é bicha; o Nelsinho Motta é bicha; os Luiz Carlos Maciel são bichas, os Monteiro de Carvalho são bichas; os Monteiro de Carvalho são bichas, menos um, por falta de tempo, o Ricardo Amaral é bicha; aquele amigo do Ricardo Amaral é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o meu contrabandista é bicha; ele é bicha; o Flávio Rangel é bicha; o Pedro Álvares Cabral era bicha; o Antônio Houaiss é bicha; o Ulisses é bicha; o Maneco Muller é bicha; o Fernando Fernandes é bicha; o Vinícius de Moraes é bicha; o Carlos Drummond de Andrade, que ainda não me deu aquela entrevista, é bicha; o Sérgio Cavalcanti é bicha; o Jaguar é bicha; os contatos de publicidade, o Ewaldo e o Paulo Augusto, são tremendas bichas; e o chefe deles, o Grossi, é bicha; o lvon Cury é bicha; o Daniel Mas, sem qualquer apelação, é bicha; como bicha é, também, o Antônio Guerreiro; o José Silveira é bicha; o Manolo é bicha;
o Chico Buarque é bicha; o Caetano Veloso é bicha; o Gilberto Gil é bicha; o Roberto Carlos é bicha; o Erasmo Carlos é bicha; o Zózimo Barroso do Amaral é bicha; o Jaguar é bicha; a Márcia Barroso é bicha; a Scarlet Moon de Chevalier, digo, a Scarlet é bicha, a Moon é bicha e a Chevalier é bicha; meu Deus, como o Paulo José e Dina Sfat são bichas; ah, sim, o Ênio Silveira é bicha; como esquecer que a Danusa é tão bicha como a Leão; bicha, também, pois, a Nara Leão, e o Cacá Diégues, que é marido dela, é bicha; e o Glauber Rocha, como todos os baianos, é bicha; a Rosinha, mulher do Glauber, é uma tremenda bicha; o Antônio Guerreiro é bicha; o Jaquar, que eu ia esquecendo, é bicha; o José Hugo Celidônio é bicha; nunca vi ninguém tão bicha quanto o Rogerio Sganzerla; bicha, mesmo, para valer, é o lbrahim Sued, que não pode ser mais bicha; Doval é bicha; Jairzinho é uma bicha radical; falando em bicha: como vai você, Henfil; Minas Gerais é um viveiro de bichas; Ziraldo, por exemplo, quem pode negar? É a maior bicha de Caratinga; aliás, se vocês não sabem, esse tal de Caratinga também era bicha; o filho do Jaguar, tão pequenino já é bicha; também, o professor dele é bicha, sô; ah, Virgem Santa, o João Saldanha é bicha; o César Thedim é bicha e a Tonia Carreiro, para provar o dito, também é bicha, falando nisso, o John Mowinckel é bicha; e o Pedrinho Valente, embora ainda não saiba, é bicha; a êsse lá sabe: o Ivo Pitanguy é bicha; há alguém mais bicha do que o Sérgio Bernardes? há, o Jaguar; ah, que saudades que eu tenho da bicha Cláudio Abramo; Afonso, Afonsinho, Afonsão, todos bichas; os Afonsos em geral, todos bichas,- tenho melancolia do Rio Grande do Sul porque as bichas que aqui são bichas não são bichas como lá; Olavo Bilac é bicha; o bigodinho do Oscar Niemayer não me engana; é bicha; ora Tom Jobim, vai ser bicha lá com a bicha do Frank Sinatra; como se não bastasse, de bichas, é claro, agora ainda anda por aí aquela bicha da Florinda; a bênção, minha bicha Baden; falando em bicha nada melhor do que uma bicha do Jorge Ben depois da outra; Charles Anjo 45 é bicha enrustida; você é bicha; o leitor, todos os leitores, são bichas; fala, bichonilda Sérgio Noronha; a Olga Savary é bicha e o livro dela é mais bicha ainda; Paulo Garcez é a chamada bicha respeitável; Jango é bicha; Brizola é subverbicha; e a Wanderléia, segundo a bicha do Flávio Rangel não a do no sentido possessivo mas do ele, Flávio - é bicha ternurinha; e quem diria, hein? todos os Macedos Soares são bichas; Rubem Braga anda caindo de tanto ser bicha.
Este parágrafo é bicha.
Por outro lado, Maria Bethânia é bicha; a democracia é bicha; ele é bicha mas eu não sou louco de dizer; salve a bicha mais bicha de Londres, a bicha do Ivan Lessa; o Jaguar é bicha, o Ferreira Gullar já representou o Maranhão no concurso nacional de bichas; todos os componentes do velho PSD são bichas; Paulo Mendes Campos é a bicha mais intelectualizada que eu conheço; falando em bicha, vocês lá viram que coisa mais incrível o gênero bicha-barbuda que é o Carlinhos Oliveira?; bicha para falar a verdade, mas bicha mesmo, é o Hélio Fernandes; criança, nunca verás uma bicha tão grande quanto a Maria Raja Gabáglia; fala minha bicha Marlene Dabus; você é tão linda, Teresa Souza Campos, mas é bicha, Joaquim Pedro e Melo Franco e, portanto , bicha, pois todos os Melo Franco são bichas; a Danusa Leão, insisto, é bicha; olha aqui, ô Matarazzo, não queira me comprar:, tôda a familia é bicha; e tem mais:
vocês lembram da Maysa, ex-Matarazzo? Pois é bicha, bicha é a torcida do Flamengo; e a do Botafogo se existisse, bicha seria; os velhinhos do Vasco são bichas; o Fluminense, vocês sabem, andam de salto alto; todos os brasileiros são bichas; Europa, França e Bahia - tudo bicha; Ásia, África, América e Passo Fundo, tudo bicha; inclusive o Jaguar, tudo bicha; é a maior bichite da história do mundo; que, por sinal, é bicha.
O único macho do mundo é o Nélson Rodrigues."
HAHAHA, ADORO.
Mas não estamos aqui para falar sobre minha idade avançada. Estamos aqui para reproduzir um texto do Tarso de Castro originalmente publicado numa edição de O Pasquim em 1795 que o próprio Ricardo Amaral enfiou no meio do seu Vaudeville. Discípula de benlocos que sou, desnecessário explicar que cultuo esta figura. E acho isso aqui ótemo:
"Millôr Fernandes chegou da Europa e é bicha: Martha Alencar é bicha e o marido dela, o Hugo Carvana bicha; o Sérgio Cabral, por sua vez, tem vergonha, acha que pai de família não deve confessar isso mas eu sei é bicha; o Paulo Francis, que fica fazendo aquele bico, é bicha; o Chacrinha, nem se fala, é bicha; o Gérson mesmo jogando pra burro, é bicha; o Fortuna é bicha, bicha declarada, o Armando Marques é bicha; a tia da namorada do Denner é bicha; a namorada do Denner é bicha; o Denner é bicha; o Edvaldo Pacote é bicha, a Gal Costa é bicha; a Elis Regina é bicha; o Nelsinho Motta é bicha; os Luiz Carlos Maciel são bichas, os Monteiro de Carvalho são bichas; os Monteiro de Carvalho são bichas, menos um, por falta de tempo, o Ricardo Amaral é bicha; aquele amigo do Ricardo Amaral é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o Jaguar é bicha; o meu contrabandista é bicha; ele é bicha; o Flávio Rangel é bicha; o Pedro Álvares Cabral era bicha; o Antônio Houaiss é bicha; o Ulisses é bicha; o Maneco Muller é bicha; o Fernando Fernandes é bicha; o Vinícius de Moraes é bicha; o Carlos Drummond de Andrade, que ainda não me deu aquela entrevista, é bicha; o Sérgio Cavalcanti é bicha; o Jaguar é bicha; os contatos de publicidade, o Ewaldo e o Paulo Augusto, são tremendas bichas; e o chefe deles, o Grossi, é bicha; o lvon Cury é bicha; o Daniel Mas, sem qualquer apelação, é bicha; como bicha é, também, o Antônio Guerreiro; o José Silveira é bicha; o Manolo é bicha;
o Chico Buarque é bicha; o Caetano Veloso é bicha; o Gilberto Gil é bicha; o Roberto Carlos é bicha; o Erasmo Carlos é bicha; o Zózimo Barroso do Amaral é bicha; o Jaguar é bicha; a Márcia Barroso é bicha; a Scarlet Moon de Chevalier, digo, a Scarlet é bicha, a Moon é bicha e a Chevalier é bicha; meu Deus, como o Paulo José e Dina Sfat são bichas; ah, sim, o Ênio Silveira é bicha; como esquecer que a Danusa é tão bicha como a Leão; bicha, também, pois, a Nara Leão, e o Cacá Diégues, que é marido dela, é bicha; e o Glauber Rocha, como todos os baianos, é bicha; a Rosinha, mulher do Glauber, é uma tremenda bicha; o Antônio Guerreiro é bicha; o Jaquar, que eu ia esquecendo, é bicha; o José Hugo Celidônio é bicha; nunca vi ninguém tão bicha quanto o Rogerio Sganzerla; bicha, mesmo, para valer, é o lbrahim Sued, que não pode ser mais bicha; Doval é bicha; Jairzinho é uma bicha radical; falando em bicha: como vai você, Henfil; Minas Gerais é um viveiro de bichas; Ziraldo, por exemplo, quem pode negar? É a maior bicha de Caratinga; aliás, se vocês não sabem, esse tal de Caratinga também era bicha; o filho do Jaguar, tão pequenino já é bicha; também, o professor dele é bicha, sô; ah, Virgem Santa, o João Saldanha é bicha; o César Thedim é bicha e a Tonia Carreiro, para provar o dito, também é bicha, falando nisso, o John Mowinckel é bicha; e o Pedrinho Valente, embora ainda não saiba, é bicha; a êsse lá sabe: o Ivo Pitanguy é bicha; há alguém mais bicha do que o Sérgio Bernardes? há, o Jaguar; ah, que saudades que eu tenho da bicha Cláudio Abramo; Afonso, Afonsinho, Afonsão, todos bichas; os Afonsos em geral, todos bichas,- tenho melancolia do Rio Grande do Sul porque as bichas que aqui são bichas não são bichas como lá; Olavo Bilac é bicha; o bigodinho do Oscar Niemayer não me engana; é bicha; ora Tom Jobim, vai ser bicha lá com a bicha do Frank Sinatra; como se não bastasse, de bichas, é claro, agora ainda anda por aí aquela bicha da Florinda; a bênção, minha bicha Baden; falando em bicha nada melhor do que uma bicha do Jorge Ben depois da outra; Charles Anjo 45 é bicha enrustida; você é bicha; o leitor, todos os leitores, são bichas; fala, bichonilda Sérgio Noronha; a Olga Savary é bicha e o livro dela é mais bicha ainda; Paulo Garcez é a chamada bicha respeitável; Jango é bicha; Brizola é subverbicha; e a Wanderléia, segundo a bicha do Flávio Rangel não a do no sentido possessivo mas do ele, Flávio - é bicha ternurinha; e quem diria, hein? todos os Macedos Soares são bichas; Rubem Braga anda caindo de tanto ser bicha.
Este parágrafo é bicha.
Por outro lado, Maria Bethânia é bicha; a democracia é bicha; ele é bicha mas eu não sou louco de dizer; salve a bicha mais bicha de Londres, a bicha do Ivan Lessa; o Jaguar é bicha, o Ferreira Gullar já representou o Maranhão no concurso nacional de bichas; todos os componentes do velho PSD são bichas; Paulo Mendes Campos é a bicha mais intelectualizada que eu conheço; falando em bicha, vocês lá viram que coisa mais incrível o gênero bicha-barbuda que é o Carlinhos Oliveira?; bicha para falar a verdade, mas bicha mesmo, é o Hélio Fernandes; criança, nunca verás uma bicha tão grande quanto a Maria Raja Gabáglia; fala minha bicha Marlene Dabus; você é tão linda, Teresa Souza Campos, mas é bicha, Joaquim Pedro e Melo Franco e, portanto , bicha, pois todos os Melo Franco são bichas; a Danusa Leão, insisto, é bicha; olha aqui, ô Matarazzo, não queira me comprar:, tôda a familia é bicha; e tem mais:
vocês lembram da Maysa, ex-Matarazzo? Pois é bicha, bicha é a torcida do Flamengo; e a do Botafogo se existisse, bicha seria; os velhinhos do Vasco são bichas; o Fluminense, vocês sabem, andam de salto alto; todos os brasileiros são bichas; Europa, França e Bahia - tudo bicha; Ásia, África, América e Passo Fundo, tudo bicha; inclusive o Jaguar, tudo bicha; é a maior bichite da história do mundo; que, por sinal, é bicha.
O único macho do mundo é o Nélson Rodrigues."
HAHAHA, ADORO.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Sambas de Enredo 2011. Ou não.
Cena: Avenida Paulista, final de tarde.
Local: Estabelecimento comercial de alto garbo e elgância.
Protagonista: Suzy
Estamos falando aqui de um ser que não lamentou a morte do Napster. Esta pessoa alimenta aquele amor tátil pelos seus CDs, portanto COMPRA tudo aquilo cujo conteúdo lhe interessa. Simples desse jeito.
Como escolas de samba, carnaval na avenida e, consequentemente, os sambas de enredo fazem parte da sua lista de interesses, ela foi até a loja especializada no artigo para adquirir o exemplar do carnaval 2011, um treco que deve estar vendendo consideravelmente bem, já que o carnaval chegou, né. Espia o que aconteceu:
"Oi, eu queria o CD de Samba Enredo do Rio."
"Qual deles?"
"O de Samba Enredo. Do Rio de Janeiro. O Rio. De Janeiro. Sabe?"
"Você quer o desse ano?"
"Sim.(?)" - começando a se preocupar com o rumo que a conversa tomava. Questionando ali se a vida valia mesmo a pena.
"Mas ó: no CD vem todos os sambas, tá. De todas as escolas, eu digo"
"????????????????????????"
"Você vai querer?"
Interrogações infinitas. Sua vontade era dizer: "Não, eu queria um só com 'Pega no Ganzá'. Tem?" - confessou-me Suzy logo após o ocorrido.
Mas não saiu. Ela apenas foi embora sem o CD.
Eu já disse aqui e repito: estão colocando alguma coisa na água que essa gente bebe. Alguma coisa tóxica. Radioativa.
Local: Estabelecimento comercial de alto garbo e elgância.
Protagonista: Suzy
Estamos falando aqui de um ser que não lamentou a morte do Napster. Esta pessoa alimenta aquele amor tátil pelos seus CDs, portanto COMPRA tudo aquilo cujo conteúdo lhe interessa. Simples desse jeito.
Como escolas de samba, carnaval na avenida e, consequentemente, os sambas de enredo fazem parte da sua lista de interesses, ela foi até a loja especializada no artigo para adquirir o exemplar do carnaval 2011, um treco que deve estar vendendo consideravelmente bem, já que o carnaval chegou, né. Espia o que aconteceu:
"Oi, eu queria o CD de Samba Enredo do Rio."
"Qual deles?"
"O de Samba Enredo. Do Rio de Janeiro. O Rio. De Janeiro. Sabe?"
"Você quer o desse ano?"
"Sim.(?)" - começando a se preocupar com o rumo que a conversa tomava. Questionando ali se a vida valia mesmo a pena.
"Mas ó: no CD vem todos os sambas, tá. De todas as escolas, eu digo"
"????????????????????????"
"Você vai querer?"
Interrogações infinitas. Sua vontade era dizer: "Não, eu queria um só com 'Pega no Ganzá'. Tem?" - confessou-me Suzy logo após o ocorrido.
Mas não saiu. Ela apenas foi embora sem o CD.
Eu já disse aqui e repito: estão colocando alguma coisa na água que essa gente bebe. Alguma coisa tóxica. Radioativa.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Aconteceu no Filial
Tô lá eu, sentada no Filial, naquele domingo de calor tosco em companhia da querida amiga Florits. Fomos encher a cara de chopp para ver se virávamos de vez um pudim de pinga debater a questão da paz mundial.
Tudo isso ao som da bateria da Pérola Negra que estava ensaiando ali na rotatória logo em frente ao nosso reduto e também não deixa de ser uma fonte infinita de inspiração, diz aí [pela fé de Abraão].
Eis que, das trevas, surge um ser que não soubemos identificar como humano, vegetal ou pedra - de acordo com a classificação de espécies amplamente divulgada nos anos 90 pelo patriarca do célebre clã Da Silva Sauro - Dino. Entramos em processo de catatonia.
A criatura em questão vinha atravessando a rua em meio àquele furdunço desgovernado que se forma quando juntamos 3 botequins apinhados de gente, um Domingo com a temperatura do sol e mais ritimistas, passistas e integrantes de uma escola de samba, além do casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, tudo junto ali no espaço de um quarteirão. Ele se parecia muito com aquela barata extraterrestre gigante em pele de fazendeiro morto do Men in Black. Mas naquela hora em que a roupa de humano já tá torta e o cara fica com a cara meio capenga, puxando de uma perna. Impressionante semelhança.
Ele atravessava a rua e vinha em nossa direção. Uma garrafa de breja vazia na mão. Talvez fosse apenas um chato. Talvez fosse apenas um bêbado. Talvez ele estivesse vindo apenas para adquirir uma nova garrafa. Talvez a missão dele fosse nos localizar e nos eliminar. Considerando a possibilidade do fulano ser, de fato, a barata gigante agressiva.
Logo que o tal sujeito se aproximou, pudemos notar que tratava-se de um pout-pourri de nossas impressões. Ele era um bêbado aparentemente chato atrás de mais mé. Nem queria matar a gente nem nada. O que não esperávamos era o texto que ele soltou ao escorar a carcaça em nossa mesa:
"Aeeeeee seus CUZÃO........zi eu uzzzaasse minnn saia e zoubessse crzzzaaar a pernassssiiimmm eu num prizzzava mais trabalhaaaaaaaaaa!"
Cambaleou, apoiou na pilastra do bar vizinho e foi embora.
Não importa com quem vc esteja falando. Nem seu objetivo. Você conseguirá a atenção de seu interlocutor.
Tudo isso ao som da bateria da Pérola Negra que estava ensaiando ali na rotatória logo em frente ao nosso reduto e também não deixa de ser uma fonte infinita de inspiração, diz aí [pela fé de Abraão].
Eis que, das trevas, surge um ser que não soubemos identificar como humano, vegetal ou pedra - de acordo com a classificação de espécies amplamente divulgada nos anos 90 pelo patriarca do célebre clã Da Silva Sauro - Dino. Entramos em processo de catatonia.
A criatura em questão vinha atravessando a rua em meio àquele furdunço desgovernado que se forma quando juntamos 3 botequins apinhados de gente, um Domingo com a temperatura do sol e mais ritimistas, passistas e integrantes de uma escola de samba, além do casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, tudo junto ali no espaço de um quarteirão. Ele se parecia muito com aquela barata extraterrestre gigante em pele de fazendeiro morto do Men in Black. Mas naquela hora em que a roupa de humano já tá torta e o cara fica com a cara meio capenga, puxando de uma perna. Impressionante semelhança.
"Vai uma Kaiser aí?"
Ele atravessava a rua e vinha em nossa direção. Uma garrafa de breja vazia na mão. Talvez fosse apenas um chato. Talvez fosse apenas um bêbado. Talvez ele estivesse vindo apenas para adquirir uma nova garrafa. Talvez a missão dele fosse nos localizar e nos eliminar. Considerando a possibilidade do fulano ser, de fato, a barata gigante agressiva.
Logo que o tal sujeito se aproximou, pudemos notar que tratava-se de um pout-pourri de nossas impressões. Ele era um bêbado aparentemente chato atrás de mais mé. Nem queria matar a gente nem nada. O que não esperávamos era o texto que ele soltou ao escorar a carcaça em nossa mesa:
"Aeeeeee seus CUZÃO........zi eu uzzzaasse minnn saia e zoubessse crzzzaaar a pernassssiiimmm eu num prizzzava mais trabalhaaaaaaaaaa!"
Cambaleou, apoiou na pilastra do bar vizinho e foi embora.
***AE SEUS CUZÃO***
Não importa com quem vc esteja falando. Nem seu objetivo. Você conseguirá a atenção de seu interlocutor.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Surtei de novo
i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
e.e.cummings
Eu sei, eu sei. Me deixa. Se serve de consolo, eu dei um copy paste.
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart (i carry it in my heart)
e.e.cummings
Eu sei, eu sei. Me deixa. Se serve de consolo, eu dei um copy paste.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Nas portarias da vida
Conversa verídica ocorrida na semana passada entre esta coitada aqui e o porteiro do prédio da calega:
"Oi, eu vim deixar uma sacola para a dona Adriana. O senhor avise a ela que está aqui, sim? Só não me lembro se ela mora no 4º ou no 5º andar..."
E o cara tira o fone do gancho e começa a tocar em um dos apartamentos.
"Não tem ninguém em casa não."
Merda.
"Mas o senhor ligou no 4º ou no 5º andar?"
"Liguei no 2º. Lá também tem uma mulher chamada Adriana"
LIGOU NO SEGUNDO ANDAR.
"Não moço. Ela mora ou no 4º ou no 5º. Coincidência haver uma pessoa com o mesmo nome no 2º andar, mas NÃO É ELA [caralho]."
E o homem me olhando na cara como se eu estivesse fantasiada com uma roupa de pavão.
"Olha, no 5º andar morava um homem, mas ele mudou e o apartamento tá vazio..."
"Então ligue no 4º andar que é lá."
"Mas como é que a senhora sabe?"
Agora diz aí: esse nego tava me sacaneando, não tava?
"Oi, eu vim deixar uma sacola para a dona Adriana. O senhor avise a ela que está aqui, sim? Só não me lembro se ela mora no 4º ou no 5º andar..."
E o cara tira o fone do gancho e começa a tocar em um dos apartamentos.
"Não tem ninguém em casa não."
Merda.
"Mas o senhor ligou no 4º ou no 5º andar?"
"Liguei no 2º. Lá também tem uma mulher chamada Adriana"
LIGOU NO SEGUNDO ANDAR.
"Não moço. Ela mora ou no 4º ou no 5º. Coincidência haver uma pessoa com o mesmo nome no 2º andar, mas NÃO É ELA [caralho]."
E o homem me olhando na cara como se eu estivesse fantasiada com uma roupa de pavão.
"Olha, no 5º andar morava um homem, mas ele mudou e o apartamento tá vazio..."
"Então ligue no 4º andar que é lá."
"Mas como é que a senhora sabe?"
Agora diz aí: esse nego tava me sacaneando, não tava?
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